TEXTO António Falcão FOTOS Nuno Correia, cortesia APCOR

UM estudo realizado pela empresa Wine Opinions (wineopinions.com), especializada em estudos de opinião, chegou à conclusão de que a rolha de cortiça é um indicador da qualidade do vinho.  Cerca de 97% dos participantes do estudo declararam isso mesmo. Do estudo também se conclui que a rolha de cortiça é o vedante preferido para os vinhos adquiridos num restaurante (91%), para os vinhos comprados para presentes (93%), e ainda para os vinhos que se levam para um jantar de amigos (86%).

A principal razão apontada para estas preferências tem a ver com a noção de que a cortiça envolve um importante sentido de tradição. Outra forte razão tem a ver com todo o ritual da abertura da garrafa selada com rolha. Até o típico som da rolha a saltar foi mencionado. Outro pormenor importante tem a ver com a ligação entre a rolha e o envelhecimento do vinho. Ou seja, o facto de uma garrafa ter rolha é ligada pelo consumidor a uma maior qualidade do vinho e da respectiva marca antes da compra. E é, ao mesmo tempo, um indicador da qualidade global.

Apareceu, contudo, uma surpresa no estudo: apesar das campanhas realizadas, muitos consumidores de vinho americanos continuam a ter dificuldades em perceber e apreciar os benefícios sociais e ambientais da cortiça, face aos vedantes de plástico e alumínio.

Sobre este assunto, Peter Weber, da Cork Quality Council (corkqc.com), uma organização Americana com sede na Califórnia, disse em comunicado: “É um facto que a cortiça é um recurso natural 100% renovável e sustentável (…). Não só nos dá uma importante retenção de CO2, uma ferramenta fundamental para combater as alterações climáticas, como o montado de sobro é um dos 36 ambientes mais importantes para a biodiversidade”. Com base neste estudo, Weber considera que é preciso fazer mais para passar a mensagem ambiental ao público enófilo.

O estudo englobou 1.549 consumidores e procurou entender as atitudes e comportamentos de compra dos consumidores de vinho americanos face aos diferentes vedantes para o vinho. O estudo foi publicado nos Estados Unidos e foi encomendado pela Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR) e pela Cork Quality Council.

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