A época trouxe novos recordes no turismo, a vitória na Eurovisão, Madonna e Michael Fassbender a passear na Baixa lisboeta, mas também restaurantes a abrirem como cogumelos e algumas mudanças de jalecas. Saiba das novas mesas e escolha de acordo com a ocasião.

 

Para subir ao Castelo (e à alta cozinha) . Leopold
O Leopold, do chef Tiago Feio, com antiga residência na Mouraria, mudou-se para o Palácio Belmonte e transfor­mou-se numa das aberturas mais aguardadas dos últimos meses. Arquitecto de formação, natural do Porto, Tiago Feio faz uma cozinha muito técnica mas de resultados simples e elegantes, bem visíveis num dos seus pratos clássicos, o ovo a baixa temperatura com cogumelos e trigo sarraceno. Já era assim no antigo Leopold, onde ca­biam dez pessoas, e deverá continuar a ser assim na nova residência. As cadeiras duplicaram, os meios são outros, mas espera-se a mesma joalharia culinária, depurada e bonita, em forma de menu de degustação de oito pratos. A experiência custa 40 euros, sem bebidas. Se tiver algu­ma restrição alimentar avise no momento da reserva.

Para comer com estilo . JNcQUOI
Ainda no centro de Lisboa, abriu o JNcQUOI, do expe­riente António Bóia. Situado na Avenida da Liberdade, ao lado do teatro Tivoli, faz parte de um espaço mais am­plo de moda e lazer concebido por Paula Amorim, do grupo Amorim Luxury e da sofisticada Fashion Clinic. Va­lentino já pôs os pés nos mármores do sítio e é provável que a beautiful people lisboeta lhe siga as pegadas. O menu mostra aliás essa sofisticação, sendo uma espécie de volta ao mundo (ocidental, vá) em oitenta pratos. Há medalhões de caranguejo do Alaska, burrata de búfala DOP, foie gras, caviar, chateaubriand, mas também canja de bacalhau, piano ou plumas de porco ibérico. Os pre­ços, naturalmente, podem facilmente ultrapassar a meia centena de euros. À saída, não deixe de provar os maca­rons da Ladurée, mais em conta.

Para um almoço de trabalho . Panorâmico
Outro restaurante acabado de estrear é o Panorâmico, de Marlene Vieira. Apesar de continuar no Mercado da Ribeira, a chef tem estado ocupada com a sua nova cozi­nha no Tagus Park, em Oeiras. A ideia é servir só almoços executivos com produtos sazonais e agradar às 14 mil pessoas que trabalham na zona. “Os nossos clientes que­rem uma refeição de conforto mas equilibrada e mais exclusiva. Não vamos servir secretos de porco com batatas fritas”, garante Marlene Vieira. O menu custa 18 euros e inclui uma entrada, um prato principal, uma sobremesa, uma bebida e café. Já foram servidos, entre outros, tárta­ro de salmão com pepino e maçã verde, tataki de atum, ceviche de espadarte rosa, milhos fritos com legumes grelhados e creme de tomate com ovo escalfado.

Para viajar . Cantina Peruana
Inicialmente prevista para este mês estava também a abertura da Cantina Peruana, uma aliança de José Avillez com o peruano Diego Muñoz. Em cima do fecho desta edição, a comunicação do grupo Avillez não confirmou a data, apenas adiantando que “deverá acontecer este Verão”. O espaço fica alojado dentro do Bairro Avillez, no primeiro andar, e concretiza a amizade entre os dois co­zinheiros. Avillez convidou Muñoz, no ano passado, para um almoço a quatro mãos no seu Mini-bar — e a parceria pode muito bem ter nascido nessa altura. Muñoz tem um super-currículo: passou pelo Mugaritz e pelo El Bullli, tal como Avillez, e liderou a cozinha do Astrid & Gastón, em Lima.

Para depois da praia (ou antes) . Cavalariça
Fora da capital, mas não muito longe, na Comporta, está a nascer a Cavalariça. O projecto do inglês Christopher Morrel irá, como de costume, abrir para o Verão (a expec­tativa é abrir em meados de Junho), mas desta vez tem Bruno Caseiro ao leme. O chef trabalhou com Nuno Men­des, o homem que está a fazer furor em Londres (Taberna do Mercado), e teve uma breve experiência no D.O.M, em São Paulo, do brasileiro Alex Atala. A ideia é lá fazer “jantaradas de Verão entre família e amigos, com mesas fartas em que o desafio é escolher por onde se começa a petiscar”, diz Bruno Caseiro. Sugestão do chef: a refei­ção pode arrancar com umas ostras do Sado ou com uma salada de presa de porco alentejano e depois continuar para um pregado inteiro grelhado no carvão, acabando no “sundae” de morango. Ao almoço, com menu reduzi­do, o preço rondará os 18€, ao jantar andará entre os 35€ e 38€ (sem bebidas).

Para degustar . Casa de Pasto
No capítulo da troca de cadeiras, há também notícias. De­pois de Diogo Noronha sair da Casa de Pasto (tal como Sá Pessoa, está na Multifoods, de Rui Sanches, e vai abrir um restaurante brevemente, também no Príncipe Real), no lisboeta Cais do Sodré, o chef Hugo de Castro assen­tou arraiais e criou um menu de degustação. Por 25 euros pode partilhar com outra pessoa três entradas e um prato principal. A ementa vai mudando consoante os produtos que o chef traz do Mercado da Ribeira, mas num deste dias comeu-se sopa de tomate fria com tosta de muxa­ma, açorda de tomate com lagostins, corvina marinada e caldeirada.

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