O Porto reinou em Sintra por três dias

São acontecimentos assim que nos ficam na memória para sempre. Porquê? Porque tudo se conjugou, desde o ambiente do local, de perfil aristocrático, até aos vinhos magníficos que se puderam apreciar. Daquelas provas que dificilmente se poderão repetir.

 

TEXTO João Paulo Martins, Luis Antunes, Nuno de Oliveira Garcia FOTOS Celestino Santos (Cortesia Porto Extravaganza)

O festival Porto Extravaganza teve este ano a sua 4ª edição, como sempre em Sintra, e de­correu de 10 a 12 de Março de 2017. As ante­riores três edições tiveram lugar entre 2001 e 2005. A iniciativa partiu mais uma vez de Paulo Cruz, que é o proprietário e a alma do Bar do Binho, uma histórica garrafeira e bar no centro de Sintra, mesmo em frente ao Palácio Real. Grande apaixonado e conhecedor de Vinho do Porto, Paulo manteve uma colecção extremamente completa de vinhos de todas as marcas, categorias e ida­des. Foi assim que nasceu o festival Porto Extravaganza.

As provas sempre foram muito ambiciosas, com produto­res como a Niepoort, a Quinta do Noval, a Wiese&Krohn (entretanto comprada pelo Grupo Fladgate) ou a Real Companhia Velha a apresentarem garrafas raríssimas, por vezes únicas, a um público sedento de aprender e de pro­var, sempre em condições de organização irrepreensíveis e com preços bastante razoáveis tendo em conta os vi­nhos em prova. Um verdadeiro serviço público em prol do Vinho do Porto e seu conhecimento.

Em 2017, Paulo Cruz reavivou esta chama, com três dias de provas no Palácio de Seteais. No primeiro dia, uma prova vertical de Garrafeiras da Niepoort; no segundo, prova do Grupo Symington com as marcas Graham’s e Dow’s a desdobrarem-se em vintages e tawnies; no ter­ceiro e último dia, vinhos do século XIX, principalmen­te tawnies, de casas agrícolas e famílias tradicionais do vale do Douro, vinhos entre 1850 e 1900, resultado de um levantamento feito por Paulo Cruz. Uma verdadeira extravagância.

1. A Niepoort e os seus garrafões
O primeiro dia destas provas inesquecíveis foi reservado para os Garrafeira da Niepoort. Só por si este tema já era muito aliciante, pela originalidade que estes vinhos comportam. São tão originais que durante décadas foram como que uns vinhos marginais: não eram tawnies com indicação de idade e não eram Colheitas, ou seja, não se encaixavam nas categorias previstas na lei que regula o Vinho do Porto e por isso, como explicou Dirk Niepoort, estiveram quase para deixar de ser produzidos.

Mas comecemos pelo princípio. A originalidade destes vinhos advém do facto de envelhecerem longamente em bombones de vidro, de capacidade variada (mas perto dos 11 litros). Estes garrafões já existem na Niepoort des­de a fundação, em 1842, e desde que a empresa com­prou os armazéns de Gaia onde os garrafões estavam. Eram mais de mil, pensa-se que serão de origem alemã e do séc. XVIII, são muito frágeis e, por isso, de então para cá muitos se partiram. Os vinhos, antes de ali se­rem colocados, envelheciam em casco por cerca de 5 a 6 anos (menos portanto do que os 7 exigidos por lei para os vinhos da categoria Colheita) e depois de entrarem nos garrafões não mais eram mexidos nem passados a limpo até serem engarrafados.

Como se pode observar na foto, a decantação de um destes garrafões segue o método mais antigo e ainda válido. São vinhos nunca passados a limpo e que adquirem com o tempo muitos aromas de garrafa, algo difícil de definir mas que confere aos vinhos uma excelente austeridade.

O tempo faz o seu papel e os vinhos por ali ficavam, e ficam, nas sombrias caves de Gaia, durante décadas. Quando chega a hora do engarrafamento (não há uma regra sobre quanto tempo ali permanecem, varia de edi­ção para edição), os vinhos mostram então um perfil de difícil definição: mais vermelhos do que um tawny mas sem os aromas de um vintage velho eram, e são, vinhos desconcertantes que só quem estiver bem atento e muito habituado a prová-los é que se abalança, em prova cega, a dizer: este é um Garrafeira!

Foram estes vinhos que Dirk Niepoort veio mostrar a Sin­tra. Foi uma prova vertical e integral, uma vez que esta­vam presentes todas as edições até hoje engarrafadas. O mais antigo Garrafeira é o 1931 e o mais recente que está no mercado é o 1977. O próprio Dirk confirmou que nun­ca tinha feito uma prova em que não faltasse nenhuma edição. Foi também por isso que ele trouxe o sr. Nogueira, para a família “o Zezé”, agora reformado mas sempre recebido na Niepoort como o nariz do vinho, o prova­dor por excelência, membro de um clã de Nogueiras que sempre trabalharam na empresa e com o novo (jovem) elemento (5ª geração) a seguir as pegadas dos antepas­sados e já a trabalhar nos armazéns.

Destes vinhos fazem-se edições pequenas e, também por isso, naturalmente caras. A prova desenrolou-se do mais recente para o mais antigo. No mercado está o 77, do qual se fizeram 900 garrafas. Tem a curiosidade de vir de um ano que gerou um vintage clássico e de que também há um Colheita; um pleno, portanto. Um vinho sedoso, de tonalidades avermelhadas e muitos licorados, notas de pastelaria, toques de iodo. Muito bem, ainda que não perfeito (variações de garrafa). O 67 não deu prova, as vá­rias garrafas não estavam em condições. O 64, magnífico, tonalidade vermelha esbatida, austero mas muito fino de aromas. Delicado e de grande textura na boca, um vinho de imensa longevidade a mostrar a originalidade destes vinhos (19 pontos). O 52, curiosamente, tinha muito mais cor que o 64 mas o aroma não estava tão perfeito, sem­pre com um leve off-flavour da rolha, doce na fruta e mui­to bem no conjunto, longo, macio com muita garra (18 pontos). O 50 é demolidor, surpreende pela tonalidade vermelha, intensas notas de licor, de cerejas cristalizadas, austero e sério. Perfeito na boca, sedoso, untuoso, cheio de classe (claramente entre 19,5 e 20 valores).

No ano de 1948 (ano clássico) a Niepoort não declarou vintage e este Garrafeira mostra-se muito carregado na cor, com notas de fruta em calda, fruta vermelha e leve nota de fruto seco, tudo com estrutura e volume, a dar muito boa prova que se confirma depois na boca, macio e envolvente, com final muito longo (18,5). O 1940 roça a perfeição, mais castanho do que vermelho, muito cheiro a garrafa, fino de aromas, licores de ervas, fruta em calda. O cheiro de garrafa conferiu-lhe austeridade na boca, o resultado é um Porto de grande nobreza e de porte altivo (19,5).

O 1938 é um dos três vinhos perfeitos que provámos nes­te dia. Juntamente com o 1933 (nunca antes o tinha pro­vado) e o 1931, formam um trio de magníficos onde as cores se apresentam de compromisso entre os vermelhos e os castanhos, em que a riqueza de aromas e a comple­xidade dos narizes atinge o auge, com notas de rosas, de perfumes exóticos, de perfumaria, tudo ligado a licores de fruta e a texturas de seda. Aqui as notas de garrafa atingem também o seu ponto alto e os vinhos são intem­porais e de memória eterna. Três vinhos de 20 valores, simplesmente porque a escala que usamos não tem mais patamares. Entretanto as novas regras do sector já “absorveram” o Garrafeira, que agora já faz parte dos vinhos autorizados, na família dos Colheitas. É caso para dizer: melhor seria que vinhos com esta classe pudessem ficar fora de qualquer enquadramento legal. Longa vida à Nie­poort e aos seus Garrafeira, foi o que nos apeteceu dizer no final da festa! (JPM)

2. Symingtons em dueto ruby-tawny
Paul Symington, CEO da Symington Family Estates, trou­xe José Alvares Ribeiro e outros membros da sua equi­pa a Seteais para apresentarem duas séries de excelen­tes vinhos, uma focada em Vintages, a outra em velhos tawnies, sempre das marcas Graham’s e Dow’s. Paul é um apaixonado pelo vale do Douro e pelo Vinho do Porto, e é sempre um enorme prazer escutá-lo. Aqui fez um pe­queno trajecto pela história da empresa da família, ex­plicando como de uma base de uvas e vinho feito pelos lavradores do Douro, depois comercializado pelas empre­sas de Vila Nova de Gaia, a Symington se transformou a ela própria. Como outras empresas, com coragem e visão, perceberam que os grandes vinhos do mundo se fazem na vinha, e a aquisição de quintas e o controlo da vinha era fundamental para manter o prestígio do Vinho do Porto no Mundo.

Da Symington Family Estates vieram duas colecções impressionantes: vintages entre 2011 e 1945 e tawnies datados entre 1994 e 1882. Garrafas raras e caras que acenderam luz nos sorrisos dos provadores.

Paul Symington explicou ainda que uma empresa familiar como a Symington tem uma filosofia e um ciclo diferente das empresas que olham para a bolsa a cada três meses e têm que justificar os seus resultados. O olhar a um prazo de 10-15 anos e os valores inter-geracionais acabam por proteger a empresa dos ataques do mercado. Os Symin­gton, entre as várias casas que controlam e os membros da família, são hoje os proprietários da mais extensa área de vinha no Douro e estão entre os maiores produtores de Porto de categorias especiais.

A extravagante viagem começou no capítulo vintage, com um Dow’s 2011 que roça a perfeição (19,5), com o seu aroma tenso de cacau e minerais esmagados, espe­ciarias a começar a espreitar e uma grande elegância e harmonia na boca. Dow’s 2007 mostra-se sempre bem (19), com a complexidade a começar a explodir, já um pouco suavizado pelos anos, achocolatado e apimenta­do, muito elegante e flexível, resultado de um ano fresco. Graham’s 2000 mostra um ano mais quente, com melaço e bolo inglês, ameixas e frutos do bosque, picante e refi­nado, ainda vai crescer muito (18,5). Graham’s 1994 sabo­roso e rico, com notas de gianduja e tabaco, mas as duas garrafas abertas estavam abaixo do seu normal (sem nota).

Graham’s 1970 espectacular, com aroma muito fino e sub­til, com especiarias e ervas grelhadas, tabaco aromático, e depois na boca taninos de filigrana, integrado e har­monioso (19). Dow’s 1966 com caramelo, iodo e fruta em chutney, rico e volumoso na boca, com um final seco e um pouco fechado (18,5). Graham’s 1963 com muitas no­tas de garrafa, uma textura vidrada a lembrar as nuances do Armagnac, mas aqui suportado em doçura controlada, cheio, fragrante, iodado e salino, com um final grandioso (18). A série de vintages fechou com o Dow’s 1945, um vi­nho com 72 anos que mostrava caramelo salgado, nougat suave e tabaco, com muitas notas de garrafa, final longo e fascinante, com taninos picantes e especiados (19).

Pequena pausa para respirar e começa a série de tawnies. O Graham’s 1994 está à beira de ser comercializado e mostra-se já magnífico, generoso, com muitos frutos se cos, um pouco de hortelã-pimenta e caramelo, notas cí­tricas e torrados na boca (18,5). Estes tawnies do grupo Symington são sempre focados em alguma contenção, nada de excessos de exuberância. O Graham’s 1982 era bem exemplo (18), com citrinos suaves como tabaco e notas vegetais sofisticadas e profundas, com a boca mui­to fresca, rica, complexa e elegante. Já provei garrafas melhores do Graham’s 1972, mas mesmo assim esta valia 18,5 valores. Poderoso e concentrado, com muito vina­grinho e citrinos confitados, a acidez viva dá-lhe frescura e o final é cheio de nuances. Grandioso o Graham’s 1963, todo subtil, com maresia, tabaco, frutos secos, madeiras exóticas, cintilante na boca, rico mas todo em contenção e delicadeza (19).

A edição especial Graham’s 90 anos é uma excepção con­cedida pelo IVDP à homenagem dos Symington à rainha Isabel II pelos seus 90 anos. A rainha faz sempre ques­tão de servir Porto nas suas recepções de Estado e a ho­menagem é bem devida. A complexidade deste vinho é esfusiante, tal como a sua subtileza, sedução e precisão. Rico e volumoso, ao mesmo tempo expressivo e contido, exuberante e austero, é muito sofisticado e longo (19,5). O meu entusiasmo é evidente, tal como é evidente que andei a poupar valores, já que não consigo evitar dar 20 valores mais uma vez ao extraordinário Graham’s Ne Ou­blie, um vinho de 1882. Cheira a antigo, caixa de jóias, madeira exótica, especiarias e folhas de citrinos. É muito complexo, esfusiante e deslumbrante. Volumoso e rico, a acidez viva dá-lhe uma grande dinâmica na boca, e a proporção é desarmante. Sempre grande, mas com gran­deza de alma. (LA)

3. Fecho a chave loira (tawny)
Dificilmente poderia haver melhor fecho para o festival do que a prova de Porto do século XIX, intitulada ‘Os teste­munhos do passado’. Muito do que há a referir sobre os Porto antigos já acima foi escrito, pelo que importa ape­nas apontar o essencial: não tanto valorizar a longevidade dos néctares provados, mas destacar que todos os vinhos presentes – foram 12 – se revelaram em fantástica pro­va. E falamos de Porto diferentes, apesar de todos muito antigos. Em prova estiveram sobretudo colheitas, alguns garrafeiras, mas também houve um Vintage e um Porto branco. Os anfitriões foram Bento Amaral (responsável do departamento de provas do IVDP) e o próprio Paulo Cruz.

O primeiro vinho em prova foi o Valriz Branco, um vinho que agrega as colheitas de 1900, 1927 e 1960, tudo em perfil seco, nariz muito misterioso e exótico, o que talvez se explique pelo envelhecimento em madeira de casta­nho. Foi engarrafado em 2013 e está à venda no mercado em edição naturalmente limitadíssima (18,5). Seguiu-se o Quinta de Vista Alegre Tawny Velho, um vinho cujos regis­tos indicam ser datado da segunda metade do século XIX e que se mantém a envelhecer em cascos de madeira. Pe­dro Sá, enólogo do produtor, deu a provar uma amostra que se revelou muito elegante, fino e equilibrado, e nem o ligeiro vinagrinho do Douro lhe tira o epíteto de arqué­tipo de Porto Velho (19). Igualmente da segunda metade do século XIX o Vieira de Sousa Tawny Velho, proveniente de vinhas velhas de Celeirós (onde o produtor mantém ainda hoje propriedades), mostrou-se compacto e inten­so, um portento de força, sendo ainda de destacar as de­liciosas notas agridoces na prova de boca (18).

Oriundo de Galafura, agora no Baixo Corgo, esteve pre­sente um Tawny Velho da colheita de 1980, colheita que Bento Amaral fez questão de referir como tendo sido mui­to boa de acordo com os registos. O vinho revelou-se a muito bom nível, todo centrado no fruto seco e algum iodo (18), dele restando apenas 50 litros, de acordo com um representante da família produtora. Verdadeiramente supremo esteve o Rozés Colheita de 1880, engarrafado em 2005, um vinho pleno de intensidade mas marcado por uma acidez refrescante, e um perfil próximo de al­guns vinhos Madeira (sobretudo nas notas a caril). Um dos melhores da prova (19). Igualmente de 1880, o vinho se­guinte foi o Vasques de Carvalho, que, engarrafado muito recentemente, se revelou incrivelmente complexo e no qual foram patentes as notas quentes que indicam que o lote envelheceu no Douro (18).

Oriundo de Galafura, agora no Baixo Corgo, esteve presente um Tawny Velho da colheita de 1980, colheita que Bento Amaral fez questão de referir como tendo sido muito boa de acordo com os registos.

Uma das grandes surpresas seria o único Vintage (1872) em prova, proveniente da Quinta dos Aciprestes (então, Ferreira), com naturais e evidentes notas a garrafa, nes­te caso absolutamente gloriosas, tudo a revelar-se muito preciso e elegante, um dos vinhos mais frescos e focados de toda a prova (19). Igualmente magistral, talvez ainda mais arrebatador, esteve o Vinho Fino do Douro Colheita 1871, um vinho do Vale do Roncão oriundo da junção de dois cascos guardados numa velha adega. Complexida­de máxima, brilhante e fresco, revela o que de melhor se pode fazer no Mundo dos Fortificados (19,5).

Tempo ainda para o Vinho Fino do Douro Garrafeira 1870, de uvas de Vale de Mendiz, que estagiou em garrafões de 20l, perdidos em armazéns nos confins do Douro. Muito fresco e com belíssima acidez (quase parecia um bran­co), manteve o nível muito alto da prova e com a finura típica deste estilo de Porto (18). Da casa Niepoort esteve presente o seu VV de 1863, vinho que ainda se encon­tra em comercialização, que esteve em pipas até 1972, tendo depois sido engarrafado em garrafões.. O vinho é fantástico, muito fino mas com potência, apesar de já termos provado outras garrafas um pouco melhores (18). Seguiu-se mais um Valriz, desta feita o Colheita de 1858, engarrafamento de 2013, a mostrar mais uma vez a com­plexidade dos vinhos velhos, mais em potência do que em elegância, mas sempre sedutor (18,5).

A prova terminou com mais um Vinho Fino do Douro, desta feita de 1850 e do Vale do Rio Torto, outra gran­de surpresa, com o vinho a mostrar-se terrivelmente em forma, apesar da untuosidade do mesmo se aproximar do máximo (18,5). A ligação com os chocolates exóticos de Francisco Siopa deu um tom ainda mais requintado ao fim da prova, com os participantes a deleitarem-se no sempre prazeroso exercício de harmonizações de produ­tos excepcionais. (NOG)

Um palácio para vinhos de reis
Lua quase cheia sobre o Castelo dos Mouros à saída do Palácio de Seteais. Sete ais dou eu pensando nos três dias em que saí de casa depois de almoço para – 16 anos depois da primeira vez – enfrentar a IC19, ultrapassar o pouco mas denso trânsito do centro de Sintra e aterrar numa das mais extraordinárias façanhas feitas em Portugal: abrir boas garrafas de Vi­nho do Porto e bebê-las. Na Extravaganza de 2001 o Vinho do Porto era ainda, entre nós, um vinho mal conhecido e mal-amado. A extrava­ganza de pegar em garrafas velhas de décadas, trazer os seus proprietários e curadores, extrair­-lhes as rolhas e partilhar com um público inte­ressado, tudo isto aconteceu há quase 20 anos e também isso contribuiu para que o grande vinho do rio Douro desaguasse mais forte em Lisboa. Ou em Sintra, para sermos justos. Tal­vez o clima mais fresco e um certo estilo inglês das cottages atraia mais ao consumo do vinho fortificado, para aquecer o coração. Os apre­ciadores, coleccionadores e entendidos, todos concordam que ainda se bebe pouco Vinho do Porto em Portugal e estas provas mostram o quanto de bom existe nas adegas e nas garra­fas. Há que bebê-lo e partilhá-lo. A Lua enche­-se e brilha sobre o céu do crepúsculo, cente­nas de anos de vinho acumulam-se dentro da minha alma em pequenos sorvos enlevados, e a felicidade deve ser uma coisa parecida com isto. (LA)

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