Pela primeira vez, um vinho português não-fortificado atingiu a nota máxima na avaliação de uma revista norte-americana da especialidade: o Barca Velha 2008 recebeu 100 pontos da “Wine Enthusiast”. Roger Voss, o crítico com o pelouro de Portugal e França, classifica a edição mais recente do ícone da Casa Ferreirinha como “magnífica”.

“A última colheita era a de 2004 e agora percebemos que a espera valeu a pena”, pode ler-se na nota de prova divulgada na revista norte-americana. Esta “soberba manifestação das grandes vinhas do Douro Superior” está listada a um preço de 450 dólares e não é difícil prever que a procura será intensa. Mas, depois de comprar, há que ter paciência antes de o beber. “Guarde este vinho por muitos anos ou, pelo menos, espere até 2022”, aconselha Voss.

Citado num comunicado da Sogrape, a casa-mãe da Ferreirinha, o enólogo do Barca Velha, Luís Sottomayor, assume que é “um grande motivo de orgulho” ver o trabalho da sua equipa “reconhecido ao mais alto nível”. “Esta distinção nunca antes alcançada representa, acima de tudo, o reconhecimento do esforço constante que a Casa Ferreirinha tem feito desde 1952 para assegurar a sustentada melhoria dos vinhos DOC do Douro”, salienta.

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