Confradeiro

Douro, Tinto, 1992
*PVP médio indicado pelo produtor

Os menores de 50 provavelmente nunca ouviram falar na marca. Mas a verdade é que, nos anos 90, o tinto Confradeiro, produzido pela Sandeman, era um dos mais prestigiados (e mais caros!) entre os vinhos portugueses. O Confradeiro existia apenas nas melhores lojas e lembro-me que, quando apareceu numa das primeiras Feiras de Vinho do Pingo Doce, (num tempo em que as feiras da distribuição moderna eram uma oportunidade rara para descobrir e comprar grandes vinhos, entre eles, pasmem, Barca Velha), a Sandeman exigiu que a garrafa fosse fotografada embrulhada em papel vegetal, sem se ver o rótulo, para não comprometer a imagem exclusiva da marca. Pois o 1992 que agora provei está bem mais jovem do que seria de supor, com boa cor e ainda com fruta bonita no aroma, mesmo que faltando alguma complexidade e profundidade. Na boca percebe-se o porquê da sua resiliência: mais do que corpo ou tanino, assenta numa excelente acidez que lhe confere muita frescura e vivacidade. Um vinho que é uma autêntica máquina do tempo.

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