Ser Bio Lógico

Recentemente, em conversa com um viticólogo, este dizia-me, em tom alarmado, que as análises de solo de uma vinha biológica a que prestava consultoria técnica apontavam para uma quantidade de cobre 10 vezes superior ao máximo aconselhado. Literalmente, o solo estava, desde há muito, intoxicado com cobre. TEXTO João Afonso Para quem não está dentro […]

Recentemente, em conversa com um viticólogo, este dizia-me, em tom alarmado, que as análises de solo de uma vinha biológica a que prestava consultoria técnica apontavam para uma quantidade de cobre 10 vezes superior ao máximo aconselhado. Literalmente, o solo estava, desde há muito, intoxicado com cobre.

TEXTO João Afonso

Para quem não está dentro do assunto “tratamentos de vinha”, o cobre é um dos principais produtos usados em Modo de Produção Biológico (MPB) e, juntamente com o enxofre, forma a famosa calda bordalesa (bouille-bordelaise, descoberta por Alexis Millardet ainda no séc. XIX), a primeira mistela ou cura a ser descoberta para as doenças criptogâmicas do oídio e do míldio chegadas à Europa em meados do século XIX.

O cobre é um bactericida, algicida e fungicida com aptidão especial para combater o míldio, um fungo que tem algo de alga, já que necessita de água (e não humidade) para se desenvolver. Mas tal como o enxofre, não tem qualquer poder de penetração na planta, como o têm os químicos de síntese usados na actual viticultura convencional. Uma boa chuvada (mais de 10 l/m2) lava estes produtos arrastando-os para o solo ficando a planta desprotegida à espera de nova e urgente pulverização, em especial se o tempo húmido ou chuvoso se mantêm.

Em anos como o 2016 ou 2018, com primaveras extremamente chuvosas e húmidas, um viticultor Bio, consciencioso e previdente, poderá ter feito até 12 tratamentos preventivos, mas, se este viticultor conhecesse o impacto destes tratamentos na vida do solo da sua vinha, teria feito bastante menos. Mas, claro está, arriscava-se a perder parte ou a totalidade da produção ou teria de intercalar tratamentos preventivos com químicos sistémicos (que penetram na planta e são curativos) e perder assim a chancela de “Modo de Produção Biológico”.

Todos os tratamentos, biológicos, biodinâmicos ou convencionais são moléstia para as videiras. São intrusivos: para a defender, atacam-na também, além de acrescentarem compostos e componentes quase sempre indesejáveis ao mosto e vinho final. O ideal para o viticultor, e para os vinhos na generalidade, seria não haver qualquer necessidade de tratamento nas vinhas. Mas tal não é possível, pelo menos em anos de primavera húmida e chuvosa como 2016 ou 2018.

Com a crescente pressão ambiental criada pelo uso de químicos de síntese nos tratamentos fitossanitários da vinha e pela cada vez maior adesão do consumidor a produtos vindos de agricultura “Biológica” (*), tem havido uma lenta mas consistente transição da viticultura convencional, feita com base em químicos de síntese produzidos por multinacionais gigantescas como a Monsanto, Bayer ou Belchim, para uma viticultura dita Biológica com muito menos impacto ambiental com base nos tradicionais e, à partida inócuos, enxofre e cobre. Mas a verdade poderá ser um pouco diferente…

 

A ameaça cobre
Segundo o número de Abril 2019 da Revue des Vins de France, que transcrevemos aqui em parte, a França da vinha “Biológica” anda de candeias às avessas com a Comunidade Europeia que legislou a partir de 1 de Fevereiro de 2019 a permissão de utilização de um máximo de 4 Kg de cobre por hectare e por ano, com um total de 28 kg em 7 anos. Ou seja, pode usar mais cobre nuns anos do que noutros, mas em 7 anos não pode ultrapassar os 28 kg/hectare. A legislação anterior permitia os 6 kg hectare com um máximo de 30 kg em 5 anos.

Esta significativa redução (feita sem avisar ninguém), vem colocar algumas regiões limítrofes, como o Jura, fora da luta biológica contra fungos em anos como o de 2016 que exigem maior quantidade de cobre do que o agora permitido.

A guerra contra o tradicionalíssimo cobre assume proporções políticas e muitos “vignerons” chegam a acusar a EFSA (European Food Safety Authority) de estar mais pronta a proibir o cobre que o tristemente célebre e cancerígeno herbicida glifosato. Quando os viticultores Bio eram 3% dos vignerons franceses, o cobre nunca foi problema. Mas hoje que são 18% o cobre é um veneno a abater – sublinha Patrick Guiraud, presidente da Sudvinbio. E nos corredores de Bruxelas os lobbys da indústria fitossanitária não param de tentar mexer os cordelinhos para acabar com o cobre na vinha – esta é a acusação feita pela vanguarda Bio francesa. Todos teriam preferido uma redução para os 5 kg/ hectare, mas a legislação europeia foi mais castradora.

Longe vão os tempos, da primeira metade do século passado, em que os viticultores franceses chegavam aos 50 kg por hectare de cobre ao ano. Não fora o surgimento dos novos produtos de síntese e o uso e abuso do cobre poderia ter envenenado todos os solos vitícolas de França. No final dos anos 90 a União Europeia legislou e limitou o seu uso a 8 kg / hectare. Em 2006 baixou para os 6 kg e agora para os 4 kg.

 

Proteger ou envenenar?
Para termos uma ideia do que significam estes  números, segundo o Manual de Fertilização das Culturas do nosso INIAV (Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária), um terreno com valores muito baixos de cobre tem menos de 0,3 mg de cobre por Kg de solo. Com valores baixos, de 0,4 a 0,9 mg, médios de 0,9 a 7 mg, altos de 7,1 a 15 mg e muito altos acima de 15 mg por Kg de solo.

Em França, o organismo publico Groupement d’Interet Scientifique (GIS) SOL, analisou, entre 1998 e 2010, dezenas de milhares de amostra de solos das diversas regiões francesas e concluiu que os solos com mais cobre são os vitícolas e os solos da Bretanha (neste caso por causa do estrume usado na fertilização).

Dos solos vitícolas, os campeões do cobre são Bordéus e o Languedoc-Roussillon, com taxas para lá dos 322 mg/Kg (cerca de 20 vezes acima do máximo aconselhável!). Mas análises mais recentes nos solos da última região, feitas pelo INRA (Institut Nacional de la Recherche Agronomique) de Montpellier, encontraram mais de 1 000 mg/Kg de solo. Muito assustador!

Do cobre que entra no solo, 5 a 10% é absorvido pelos organismos que nele habitam (bactérias, animais, cogumelos, plantas). É o chamado cobre bio disponível. Se a proporção de mg de cobre por quilo de solo é desproporcionada e excessiva, o cobre torna-se tóxico para a vida que ele sustenta.

A natureza do solo também é crucial para a toxicidade do cobre: solos calcários e argilosos têm menos cobre bio disponível pois este liga-se ao mineral, mas nos solos arenosos ou graníticos o cobre solubiliza-se e encontra-se mais bio disponível.

Segundo o INRA, verifica-se uma diminuição da vida microbiana a partir de 30 a 50 mg de cobre bio disponível por quilo de solo ácido e a partir de 50 a 100 mg sobre solos calcários ou argilosos. E é por esta razão que o Biológico pode ser, em anos climáticos extremos, pouco lógico.

Há vários métodos para diminuir a utilização de cobre (tisanas de cavalinha, urtiga e consolda em biodinâmica, ou uso de substâncias que estimulam as defesas da planta) mas nenhum o evita na totalidade. Há que saber gerir o cobre. Ser Bio lógico é ainda mais importante que ser Biológico.

(*) Segundo o último estudo Vinexpo/IWSR, o mercado dos vinhos convencionais terá crescimento próximo do zero a partir de 2022. Pelo contrário o aumento de vendas de vinhos biológicos terá um aumento de vendas de 2 dígitos. Um importador de vinho para EUA prevê que dentro de 20 anos o Bio será a norma (Abril – Revue des Vins de France, B.S.).

Vinhas Velhas ou Vinhas Antigas?

Julgo que nunca os rótulos e contra-rótulos das garrafas falaram tanto de vinha velha como hoje. Intensamente arrancadas nas últimas décadas, as vinhas velhas são agora uma espécie de pequeno “luxo” para quem procura estatuto e preço. TEXTO: João Afonso Um dos tópicos mais interessantes da vitivinicultura, e por inerência, no comércio de vinho que […]

Julgo que nunca os rótulos e contra-rótulos das garrafas falaram tanto de vinha velha como hoje. Intensamente arrancadas nas últimas décadas, as vinhas velhas são agora uma espécie de pequeno “luxo” para quem procura estatuto e preço.

TEXTO: João Afonso

Um dos tópicos mais interessantes da vitivinicultura, e por inerência, no comércio de vinho que lhe está ligado, é o conceito de “vinha velha”.
Interessante porque, em primeiro lugar, a maioria das pessoas atribui este conceito à unidade “tempo de existência” da vinha; e em segundo lugar porque os conceitos regionais deste pressuposto se confundem. Por exemplo, na sub-região de Monção e Melgaço, assim como no Alentejo, o conceito tem um valor, enquanto no Douro ou no Dão tem um valor totalmente diferente. Um vinha com 30 anos será uma vinha velha nas primeiras regiões e apenas uma vinha adulta nas segundas. Mas, apesar desta ambiguidade, nos rótulos o termo “vinha velha” procura chamar a atenção do consumidor para algo raro e especial que produz um vinho também ele especial e raro.

É também curioso observar como evolui o pensamento vitícola e as modas de consumo que o repercutem. Até aos anos 80, a “vinha velha” era um conceito pouco ou nada explorado pela vitivinicultura nacional. Normalmente, uma vinha velha era sinónimo de pouca produção e, portanto, de prejuízo para quem dela tentava colher o “pão” que punha à mesa. A partir da década de 90 foram as vinhas modernas, a maioria delas, se não mesmo a totalidade, já regada, com (poucas) castas de clones selecionados, plantadas por talhão, que deslumbrou todo sector vitícola e enológico nacional, assim como os enófilos fiéis e praticantes. Agora passadas quase duas décadas do virar do século e de mais de 3 décadas de modernidade, sugere-se, pela quantidade de rótulos com o termo “Vinha Velha” (no singular ou no plural) que o vinho de maior valorização vem da tal vinha velha que muitos desprezaram antes de todo o movimento renovador.

Escrevo em Abril de 2019. E nesta data ainda me é possível definir com alguma precisão (cultural e não temporal) o que eu entendo ser uma vinha velha. Mas não sei se em Abril de 2069, se alguém decidir escrever sobre o tema, o poderá fazer nas mesmas condições. No Douro ainda existem cerca de 15.000 hectares de vinhas ditas “velhas”. Na Beira de Pinhel, nos Trás-os-Montes de Bouça (Mirandela) a Rebordelo, na Serra de S. Mamede, na Bairrada e Dão, ainda podemos encontrar vinhas velhas (aqui não existem dados cadastrais) mas daqui a 50 anos o panorama será obrigatoriamente diferente e o conceito de “Vinha Velha” poderá ser ou será bastante diferente daquele que hoje defendo. Tudo dependerá do modo com as presentes gerações protegerem a diversidade ampelográfica e genética recolhida e construída pelas gerações que nos antecederam. Se não o fizermos, o meu colega jornalista de 2069 escreverá sobre vinhas velhas de um modo bem diferente do meu. E muito provavelmente é o que acontecerá! “Tudo tende a desaparecer” como dizia muito bem, o realizador Wim Wenders numa entrevista recente sobre cultura portuguesa.

Defendo para este conceito uma identidade portuguesa com fundamento histórico. Mas existem exceções em Portugal de vinhas velhas com castas estrangeiras. Vinhas com mais de 50 anos (se aceitarmos que 50 anos é uma idade “velha” para uma vinha) das castas francesas Syrah e Cabernet Sauvignon. E num conceito simples e restrito de “tempo” temos de aceitar que estas vinhas são velhas. Aliás até há muita vinhas de Syrah com envelhecimento precoce (perdoem a ironia) um pouco por todo o mundo, mas adiante, que este é outro assunto um pouco mais alarmante.

Se nos cingirmos ao conceito de “tempo”, o conceito de vinha velha é muito discutível e não possui, na minha opinião, suficiente robustez. Temos de o tornar mais completo, mais rico, para lhe darmos solidez e o tornarmos realmente único e especial. Será que há mais valia de “tempo” e “história” num vinho de Touriga Nacional vindo de uma vinha de 30 anos, regada, com clones selecionados, que o proprietário assegura que é “velha” porque foi plantada há 30 anos?

A “Vinha Velha” que aqui tento apresentar e defender é, como referi, uma “Vinha Velha Portuguesa”, ou será que devo escrever “Vinha Velha Mediterrânica” porque não é só em Portugal que ainda existem vinhas multifacetadas com uma incrível diversidade de castas brancas e tintas dentro do seu (por vezes muito pequeno) perímetro, numa coleção varietal selecionada “empiricamente” pelos nossos avós e bisavós, e por vezes mesmo, pelo acaso dos garfos que estavam mais “à mão” do enxertador que enxertava o “pau” (garfo) de videira europeia no cavalo americano.

Cum funcționează Skrill la cazinouri online, potrivit Sfaturicazino

Skrill este unul dintre cele mai utilizate sisteme de plată electronică în industria cazinourilor online din Europa, cu o prezență activă pe piață încă din anul 2001, când a fost lansat sub numele Moneybookers. Popularitatea sa în rândul jucătorilor provine dintr-o combinație de factori practici: procesarea rapidă a tranzacțiilor, comisioanele relativ reduse față de transferurile bancare clasice și, mai ales, nivelul ridicat de confidențialitate pe care îl oferă. Spre deosebire de cardurile de credit sau debit, unde datele bancare sunt transmise direct operatorului cazinoului, Skrill funcționează ca un intermediar care izolează informațiile financiare sensibile ale utilizatorului. Această caracteristică a transformat portofelul electronic într-o alegere preferată atât de jucătorii ocazionali, cât și de cei cu activitate mai intensă pe platformele de gambling online.

Mecanismul tehnic al plăților prin Skrill la cazinouri

Pentru a înțelege cum funcționează Skrill într-un context de cazinou online, este util să privim întregul flux al unei tranzacții de la început până la final. Procesul începe cu crearea unui cont Skrill, care necesită o adresă de email validă, date personale și verificarea identității conform reglementărilor KYC (Know Your Customer). Odată contul activat, utilizatorul poate alimenta portofelul digital prin mai multe metode: transfer bancar, card de credit sau debit, sau chiar prin alte portofele electronice. Fondurile ajung în contul Skrill în intervale variabile — transferurile bancare pot dura 2-5 zile lucrătoare, în timp ce plățile cu cardul sunt procesate aproape instantaneu.

Când un jucător dorește să efectueze un depozit la un cazinou online care acceptă Skrill, procedura este simplă din punct de vedere tehnic. La secțiunea de plăți a cazinoului, se selectează Skrill ca metodă de depozit, se introduce adresa de email asociată contului și suma dorită. Cazinoul trimite o cerere de plată către serverele Skrill, utilizatorul autorizează tranzacția fie prin parola contului, fie printr-un cod de verificare în doi pași (2FA), iar fondurile sunt transferate din portofelul Skrill în contul de cazinou în câteva secunde. Viteza acestui proces este unul dintre avantajele clare față de transferurile bancare tradiționale, care pot dura zile întregi.

Retragerile funcționează similar, dar în sens invers: cazinoul trimite suma câștigată direct în contul Skrill al jucătorului. Majoritatea operatorilor procesează retragerile Skrill în interval de 24 de ore, uneori chiar mai rapid, ceea ce face ca fondurile să fie disponibile în portofelul electronic cu mult mai repede decât printr-un transfer bancar. Din contul Skrill, utilizatorul poate retrage banii în contul bancar personal, poate folosi cardul Skrill prepaid pentru plăți sau poate lăsa suma în portofel pentru tranzacții viitoare.

Verificarea identității, limitele de tranzacție și comisioanele aplicabile

Un aspect adesea trecut cu vederea de jucătorii noi este structura de verificare pe niveluri implementată de Skrill. Conturile neverificate au limite stricte de tranzacție — de obicei, suma totală stocată în portofel nu poate depăși 2.500 de euro, iar tranzacțiile individuale sunt limitate. Odată ce utilizatorul parcurge procesul complet de verificare a identității, care implică încărcarea unui document de identitate valabil și uneori dovada adresei de domiciliu, aceste limite sunt ridicate semnificativ sau eliminate complet, în funcție de categoria de cont. Skrill oferă și un program VIP cu beneficii suplimentare pentru utilizatorii cu volum mare de tranzacții, incluzând comisioane reduse și acces la un manager de cont dedicat.

Referitor la comisioane, structura Skrill este mai complexă decât pare la prima vedere. Depozitele la cazinouri sunt de obicei gratuite din perspectiva Skrill — operatorul de cazinou suportă comisionul de procesare. Totuși, există situații în care Skrill percepe un comision de 1,45% pentru depozitele efectuate cu cardul de credit sau debit în contul portofelului. Retragerile din contul Skrill în contul bancar implică un comision de 5,50 euro per tranzacție, indiferent de suma retrasă. Conversia valutară, când este necesară, adaugă un spread de 3,99% față de cursul de schimb interbancă. Aceste detalii sunt importante pentru jucătorii care calculează costurile reale ale tranzacțiilor lor.

Un aspect specific industriei de gambling este că mulți operatori de cazinou online exclud Skrill și alte portofele electronice de la bonusurile de bun venit sau de la promoțiile standard. Această practică are rădăcini în politicile de prevenire a abuzurilor — portofelele electronice permit crearea mai facilă de conturi multiple, iar operatorii doresc să limiteze utilizarea bonusurilor la un singur cont per persoană. Jucătorii care prioritizează accesul la bonusuri ar trebui să verifice termenii și condițiile fiecărui cazinou înainte de a alege Skrill ca metodă de plată principală. Platforma Sfaturicazino documentează în detaliu care operatori acceptă Skrill fără restricții la bonusuri și care aplică excluderi, oferind o perspectivă utilă pentru luarea deciziilor informate — cei interesați pot citește mai mult despre condițiile specifice ale fiecărui cazinou analizat acolo.

Cadrul de reglementare și siguranța fondurilor utilizatorilor

Skrill Limited este autorizat și reglementat de Financial Conduct Authority (FCA) din Marea Britanie, sub numărul de referință 900001, ca instituție de monedă electronică. Această autorizație impune obligații stricte privind segregarea fondurilor clienților — banii stocați în portofelele Skrill trebuie ținuți separat de capitalul operațional al companiei și investiți exclusiv în active lichide cu risc scăzut. Practic, aceasta înseamnă că, în cazul insolvenței Skrill, fondurile utilizatorilor sunt protejate și pot fi recuperate, spre deosebire de depozitele la cazinouri neautorizate unde nu există astfel de garanții.

Compania mamă, Paysafe Group, a achiziționat Skrill în 2015 și a integrat-o alături de Neteller și alte servicii financiare. Paysafe este listată la bursa din New York (NYSE: PSFE) din 2020, ceea ce adaugă un nivel suplimentar de transparență și responsabilitate corporativă. Rapoartele financiare publice arată că Paysafe procesează anual tranzacții de ordinul zecilor de miliarde de dolari, cu o prezență semnificativă în sectorul gambling online — conform raportului anual din 2022, aproximativ 40% din volumul de tranzacții al grupului provenea din industria jocurilor de noroc.

Din perspectiva securității tehnice, Skrill utilizează criptare SSL de 256 de biți pentru toate comunicațiile, autentificare în doi pași prin aplicație mobilă sau SMS, și sisteme de monitorizare a tranzacțiilor pentru detectarea activităților suspecte. Programul de protecție împotriva fraudei include monitorizarea în timp real a pattern-urilor de tranzacționare și blocarea automată a conturilor în cazul detectării unor activități neobișnuite. Utilizatorii sunt notificați prin email și notificări push pentru fiecare tranzacție, ceea ce permite identificarea rapidă a oricăror mișcări neautorizate.

Un element important pentru jucătorii din România este că Skrill funcționează în conformitate cu directivele europene privind serviciile de plată (PSD2), implementate în legislația românească prin Legea nr. 209/2019. Aceasta înseamnă că tranzacțiile prin Skrill beneficiază de protecțiile prevăzute de dreptul european, inclusiv dreptul la rambursare în cazul tranzacțiilor neautorizate și obligativitatea autentificării puternice a clienților (SCA) pentru plăți online.

Compatibilitatea Skrill cu operatorii autorizați în România și limitările practice

Piața românească de gambling online este reglementată de Oficiul Național pentru Jocuri de Noroc (ONJN), care a emis licențe unui număr semnificativ de operatori internaționali. Printre aceștia, majoritatea acceptă Skrill ca metodă de plată, deși condițiile specifice variază considerabil. Unii operatori impun o limită minimă de depozit de 10-20 de euro prin Skrill, în timp ce alții acceptă sume de la 5 euro. Limitele maxime de depozit pot varia de la câteva sute la câteva mii de euro per tranzacție, în funcție de politica internă a operatorului și de nivelul de verificare al contului de jucător.

Un aspect practic important pentru utilizatorii din România este că Skrill suportă tranzacții în lei românești (RON), eliminând astfel costurile de conversie valutară în cazul în care cazinoul operează în aceeași monedă. Totuși, mulți operatori autorizați în România procesează tranzacțiile în euro, caz în care conversia este inevitabilă. Jucătorii atenți la costuri ar trebui să verifice moneda de operare a cazinoului și să calculeze impactul comisionului de conversie al Skrill asupra tranzacțiilor lor regulate.

Există și limitări geografice de care utilizatorii trebuie să fie conștienți. Skrill a restricționat accesul la serviciile sale pentru utilizatorii din anumite jurisdicții, iar lista acestora s-a modificat de-a lungul timpului ca răspuns la schimbările legislative internaționale. România nu se află pe lista jurisdicțiilor restricționate, astfel că utilizatorii români pot accesa toate funcționalitățile platformei. Cu toate acestea, jucătorii care călătoresc frecvent în afara Uniunii Europene ar putea întâmpina dificultăți în utilizarea contului din anumite țări terțe.

Sfaturicazino a analizat în detaliu modul în care diferiți operatori autorizați în România implementează plățile prin Skrill, identificând diferențe semnificative în termenele de procesare a retragerilor, în limitele de tranzacție și în politicile privind bonusurile. Aceste diferențe nu sunt întotdeauna vizibile în paginile de promovare ale cazinourilor, dar au un impact real asupra experienței jucătorilor. Verificarea acestor detalii înainte de înregistrare poate evita surprize neplăcute legate de accesul la fonduri sau la promoții.

Un alt aspect demn de menționat este interacțiunea dintre Skrill și programele de loialitate ale cazinourilor. Unii operatori acordă puncte de loialitate sau cashback redus pentru depozitele efectuate prin portofele electronice, argumentând că marja lor de profit pe aceste tranzacții este mai mică față de plățile cu cardul. Această practică nu este universală, dar este suficient de răspândită încât să merite atenție din partea jucătorilor care participă activ în programe de fidelitate.

În concluzie, Skrill rămâne o opțiune solidă și bine reglementată pentru tranzacțiile la cazinouri online, oferind un echilibru acceptabil între viteză, securitate și confidențialitate. Înțelegerea mecanismelor sale de funcționare — de la structura comisioanelor și limitele de verificare, până la cadrul de reglementare și compatibilitatea cu operatorii locali — permite jucătorilor să ia decizii financiare mai informate și să evite costurile sau restricțiile neașteptate. Ca în cazul oricărei metode de plată, potrivirea cu nevoile individuale ale utilizatorului depinde de prioritățile sale: dacă viteza de retragere primează față de accesul la bonusuri, sau dacă confidențialitatea este mai importantă decât minimizarea comisioanelor de conversie valutară.

Estas vinhas, de condução em taça, não aramadas, não regadas, sem clones selecionados, normalmente muito baixas (para não puxarem muito pela “bomba” de fluidos da planta) eram a maioria das vezes, acompanhadas de outras culturas, normal¬mente oliveiras, por vezes mais algumas árvores de fruto como macieira, pereira, ou no caso de vinhas de altitude, cerejeira e castanheiro.

Note-se que na consociação com olival a combinação é perfeita pois as raízes superficiais da oliveira não competem com as raízes profundas da videira. E era feita uma ocupação de solo com duas das três principais culturas mediterrânicas (vinha, olival, e trigo). Brilhante estratagema dos antigos viticultores.

Estas “Vinhas Antigas”, termo que prefiro a “Vinha Velha”, eram custosas de trabalhar. Tudo feito à mão, pulverizações com o pulverizador às costas, erva gadanhada e dada ao gado assim que o calor a fazia crescer (ainda no começo do ciclo vegetativo da videira), e mais tarde, antes calor a sério, vinha lavrada com homem, arado e macho; e nalguns casos de vinhas desordenadas ou não alinhadas, mais alguém à frente a conduzir o macho ou mula, entre o aperto das videiras, para que os flancos deste não batessem ou arrancassem os tenros rebentos primaveris. Estas vinhas consociadas, tinham também a grande vantagem, nas regiões do interior com maior insolação e mais expostas às altas temperaturas de Verão, de usufruírem da sombra das oliveiras nas horas de maior aperto de calor.

De um pequeno pedaço de terra tirava-se alguma fruta, azeito¬na, azeite, vinho e aguardente (depois de destilado o bagaço). É este modo de vitivinicultura (ou melhor dizendo, policultura), que terminou com a implantação da agro-indústria nos anos 50 do século passado, que no meu entender melhor se enquadra no conceito de “vinha velha”; sempre sinónimo de vinha multi varie¬tal, à partida não aramada, mas sempre de sequeiro, sem clones seleccionados e de preferência consociada com outras culturas.

Provar vinhos destas vinhas é sempre muito estimulante. Cada vinha tem uma coleção de castas diferente que contribui com um carácter diferente para o vinho que dela se faz. Não é que as vinhas novas não façam vinhos diferentes, claro que sim! Mas os vinhos tirados de vinhas realmente velhas (ou melhor, de vinhas antigas) têm um carácter único, especial, mais insondável e obviamente menos focado no tantas vezes cansativo e banal “fruto”!
Os vinhos de Vinhas Velhas ou de Vinhas Antigas, são vinhos que espelham a fantástica expressão de terroir mediterrânico, que nada tem a ver com o mais famoso e caro terroir francófono, mas que em nada lhe fica atrás.

Defendo inclusivamente um futuro com certificações especiais para este tipo de vinhas e de vinhos. São património nacional. Devem ser protegidos!