Sabe quais são os melhores vinhos do Douro Superior?

O 13º Festival do Vinho do Douro Superior, organizado pelo Município de Vila Nova de Foz Côa e produzido pela Grande Escolhas, recebeu, ao longo de três dias, em Vila Nova de Foz Côa, a presença de cerca de 6000 visitantes. O evento teve lugar no centro de exposições Expocôa e comprovou, uma vez mais, […]
O 13º Festival do Vinho do Douro Superior, organizado pelo Município de Vila Nova de Foz Côa e produzido pela Grande Escolhas, recebeu, ao longo de três dias, em Vila Nova de Foz Côa, a presença de cerca de 6000 visitantes. O evento teve lugar no centro de exposições Expocôa e comprovou, uma vez mais, a suma importância que possui no universo vitivinícola, testemunhando, novamente, a elevada qualidade dos vinhos produzidos na referida sub-região do Douro.
Sem mais delongas, impera o destaque do habitual Concurso de Vinhos do Douro Superior, cujo objectivo consiste em eleger o melhor nas categorias de vinhos brancos, tintos e vinhos do Porto, bem como atribuir as medalhas de ouro e prata. “O Concurso de Vinhos do Douro Superior tem a particularidade de ser o único centrado exclusivamente nos vinhos desta sub-região do Douro. Os membros do júri, cerca de 20 provadores, entre críticos de vinho e profissionais do retalho especializado, tiveram, assim, uma visão muito alargada sobre a realidade do Douro Superior”, elucida Luís Lopes, crítico de vinhos e coordenador de provas da Revista Grandes Escolhas. Neste contexto, foram avaliadas, em prova cega, 181 amostras.
De acordo com o resultado deste 13º Concurso de Vinhos do Douro Superior, houve três referências vínicas que arrecadaram o prémio de “Melhor Vinho do Douro Superior 2026”: o CARM Gouveio 2023, da CARM, nos brancos, o Rasga Grande Reserva 2022, do produtor Artur Rodrigues, nos tintos, e o Burmester Porto Tawny 30 anos, da Kopke Group, nos fortificados. A respeito das demais distinções, foram atribuídas 67 medalhas: sete de ouro e 15 de prata, nos brancos; 13 de ouro e 24 de prata, nos tintos; e duas de ouro e seis de prata, nos fortificados (ver lista completa no final).
Durante o festival, vários foram os que tiveram a oportunidade de conhecer e trocar impressões sobre os vinhos disponíveis para prova nos 77 expositores instalados no interior do recinto do Expocôa. Sem esquecer os 17 stands reservados a produtos regionais, entre amêndoas, mel, compotas e doces, doçaria, além de produtos cosméticos feitos a partir de matéria-prima produzida na região e do azeite.
O papel preponderante que o azeite tem vindo a conquistar no mercado foi, por sua vez, o mote para a criação do 1º Concurso de Azeite do Douro Superior, o qual foi conduzido por Francisco Pavão, Presidente da APPITAD – Associação de Agricultores de Portugal e grande conhecedor desta matéria. Inscritos estiveram 39 azeites de 25 produtores aferidos por 11 jurados, que foram aferidos por um painel de jurados qualificado para o efeito. Neste contexto, ficou o registo de dois vencedores na categoria de “Melhor Azeite”: Quinta Vale de Carvalho, do produtor Pedro Luís Morgado Correia, e o Acushla Gold Edition, da Acushla. Distribuídas foram, ainda, quatro medalhas de ouro, sete de prata e duas de bronze (ver lista completa no final).
Em jeito de resumo, João Albino, Director de Eventos da Grandes Escolhas, declara: “o Festival do Vinho do Douro Superior tornou-se um dos exemplos mais relevantes do calendário anual dos vinhos em Portugal. Face ao ano anterior, teve mais produtores, mais gente e mais vinhos a concurso. É um evento que representa o que de melhor esta sub-região produz. O território tem um terroir próprio, tem massa crítica, e quem visita o evento testemunha isso mesmo.”
Vinho e azeite também foram as palavras-chave de três provas de vinhos comentadas por dois críticos de vinhos da Revista Grandes Escolhas. A primeira aconteceu após a inauguração da do festival, protagonizada por Pedro Duarte, Presidente do Município, o anfitrião do Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, que marcou igualmente presença no evento, com Paulo Pimenta a mostrar a diversidade dos “Grandes Tintos do Douro Superior” e o legado da região, o “Vinho do Porto”. Já Rui Caroço dos Santos selecionou os “Grandes Brancos do Douro Superior”, para tema de conversa. No alinhamento do 1º Concurso de Azeites, houve espaço para aprimorar o conhecimento sobre esta matéria na prova comentada “Azeites do Douro Superior e Trás-os-Montes”, liderada por Francisco Pavão.
Uma reportagem mais alargada poderá ser lida na edição de Julho, da Revista Grandes Escolhas.
13º Concurso de Vinhos do Douro Superior
Melhores Vinhos do Douro Superior 2026
Branco
CARM Gouveio 2023 (CARM)
Tinto
Rasga Grande Reserva 2022 (Artur Rodrigues)
Fortificado
Burmester Porto Tawny 30 anos (Kopke Group)
Brancos
Medalha de Ouro
Casa Agrícola Rebelo Afonso 2025 (Casa Agrícola Rebelo Afonso)
Crasto Superior 2024 (Quinta do Crasto)
Duorum Vinha dos Muros 2025 (Dourum Vinhos)
Eremitas Paulo de Tebas 2021 (Ameztoy & Almeida)
Fonte Cerdeira 2024 (João Damas)
Fraga Alta 2024 (Maria Lucinda Todo Bom Cardoso)
Os Xistos Altos 2022 (Muxagat Vinhos)
Medalha de Prata
Cadão PM Vinhas Velhas 2024, Mateus & Sequeira Vinhos
Graça Donzelinho & Samarrinho 2023, Vinilourenço
EspadaCinta Reserva 2024, EspadaCinta Vinhos
Mimu’s Reserva Rabigato 2024, Quinta do Gravançal
Quinta da Bulfata Alvarinho Reserva 2024, Quinta da Bulfata
Quinta da Terrincha Reserva 2025, Quinta da Terrincha
Selores Selection 2024, Viniselores
Sem Abrigo Grande Reserva 2023, Physis Wines
Senhor Abel Reserva 2023, Falhas Vineyards
Socalcos do Côa Reserva 2022, Segredos do Côa
Soulmate Lote Francisco Duarte Grande Reserva 2021, Cortes do Tua
Terras do Grifo Grande Reserva 2021, Rozès
Usufrui 2023, Recantos do Vinho
Villarôco Reserva 2021, José Carlos Pereira Côrte Real
Vinha Corceira Reserva 2024, NR Winery
Tintos
Medalha de Ouro
CARM Touriga Nacional 2021 (CARM)
Cortes do Reguengo Reserva 2020 (Vinaze – Vinhos & Azeites)
Crasto Superior 2023 (Quinta do Crasto)
Crasto Superior Syrah 2023 (Quinta do Crasto)
Duorum Reserva 2023 (Duorum Vinhos)
Montes Ermos Grande Reserva (A. C. de Freixo de Espada à Cinta)
Quinta da Extrema Reserva 2021 (Colinas do Douro Soc. Agr.)
Quinta das Mós Grande Reserva 2021 (Mikael Monteiro Cabral)
Quinta do Monte Xisto 2023 (Nicolau de Almeida)
Remisi’us Grande Reserva 2021 (Valley Company)
Socalcos do Côa Reserva 2022 (Segredos do Côa)
Terras do Grifo Grande Reserva 2019 (Rozès)
Vallado Lady Baga 2024 (Quinta do Vallado)
Medalha de Prata
40 Castas Reserva 2024 (NR Winery)
Cadão PM Vinhas Velhas 2023 (Mateus & Sequeira Vinhos)
Casa da Palmeira 2018 (Quinta de Vila Maior)
Casa d’Arrochella Quinta do Cerval 2021 (Soc. Agr. Casa d’Arrochella)
Casa Ferreirinha Quinta da Leda 2022 (Sogrape Vinhos)
Dona Berta Sousão Reserva 2022 (H&F Verdelho)
Duas Quintas Reserva 2023 (Adriano Ramos Pinto Vinhos)
Duvalley Reserva 2021 (Soc. Agr. Castro de Pena Alba)
Estrela do Peredo Reserva 2022 (Bustorff Ferreira)
Mimu’s Reserva 2022 (Quinta do Gravançal)
Mix Grape Reserva 2022 (Terraloga)
Moinhos do Côa Reserva 2023, Artur Rodrigues
Palato Touriga Nacional 2021 (5 Bagos – Soc. Agr.)
Perdigota 2023 (Caves da Quinta do Pocinho)
Quinta da Bulfata Touriga Nacional 2019 (Quinta da Bulfata)
Quinta da Ribeira Teja Reserva 2024 (Casa Agrícola Rebelo Afonso)
Quinta da Terrincha Reserva 2021 (Quinta da Terrincha)
Restrito Reserva 2022 (Restrito)
Selores Selection 2023 (Viniselores)
Sequeira Reserva 2024 (Mário Monteiro Cardoso)
Tumelo Reserva 2024 (Pedro Eduardo Carvalho Neto)
Vale da Veiga Reserva 2019 (Vale da Veiga)
Vale Marianes Reserva 2020 (Rui Saraiva Caldeira)
Vineadouro Heritage 2021 (Quinta da Vineadouro)
Fortificados
Medalha de Ouro
Cortes do Reguengo Porto Tawny 20 anos (Vinaze – Vinhos & Azeites)
Ramos Pinto Porto Branco 20 anos (Adriano Ramos Pinto Vinhos)
Medalha da Prata
Maynard’s Crusted Orgânico Porto eng. 2019 (The Wine Collection)
Nicolau de Almeida Porto Vintage 2022 (Nicolau de Almeida)
Porto Ferreira Dona Antónia Porto Tawny 10 anos (Sogrape Vinhos)
Quinta do Grifo Porto Vintage 2023 (Rozès)
Souza Dias Moscatel do Douro 2006 (Caves da Quinta do Pocinho)
Vale da Teja Porto Tawny 20 anos (Adega Coop. Vale da Teja)
1º Concurso de Azeite do Douro Superior
Vencedores na categoria Melhor Azeite 2026
Quinta Vale de Carvalho (Pedro Luís Morgado Correia)
Acushla Gold Edition (Acushla)
Medalha de Ouro
Azeite Preguiça (Catarina Miranda)
Quinta do Vale Meão (F. Olazabal & Filhos)
D’Olivier (Quinta D’Olivier)
CARM Grande Escolha (CARM)
Medalha de Prata
Montes Ermos Grande Escolha (Adega Cooperativa de Freixo de Espada à Cinta)
Ameztoy & Almeida Azeite Biológico Virgem Extra (Ameztoy & Almeida)
Essência de Ventozelo Biológico (Quinta de Ventozelo)
Quinta do Arnozelo (Kopke Group Fine Wines)
Quinta do Javali (Quinta do Javali)
Dulfar DOP Lote C5 (Dulfar – Soc. Oleícola)
Quinta de Canivães Azeite Virgem Extra (Ermelinda Vinhos Portugal)
Medalha de Bronze
Segredos do Côa – Premium Bio (Segredos do Côa)
Quinta Vale d’Aldeia Extra Biológico (Quinta Vale d’Aldeia)
QUINTA DE SÃO SEBASTIÃO: 1755 é símbolo de vinhos distintos

Há muito que não parava ali, apesar de passar à porta de vez em quando nas minhas deambulações de carro pelos arredores de Lisboa, em escapadas de um dia da grande cidade, que fazem sempre bem ao corpo e à alma. A propriedade fica a meia encosta, numa das colinas do concelho de Arruda dos […]
Há muito que não parava ali, apesar de passar à porta de vez em quando nas minhas deambulações de carro pelos arredores de Lisboa, em escapadas de um dia da grande cidade, que fazem sempre bem ao corpo e à alma. A propriedade fica a meia encosta, numa das colinas do concelho de Arruda dos Vinhos, com vista sedutora pelos campos afora e com as suas quintas e quintinhas. Neste território, pertença da região vitivinícola de Lisboa, estão a grande casa do proprietário, António Parente, os estábulos e o picadeiro dos cavalos que tanto gosta e a antiga adega, hoje garrafeira, onde permanecem algumas das suas preciosidades. Foi lá que decorreu a apresentação dos primeiros dois vinhos da 1755, a nova gama da Quinta de São Sebastião.
Data histórica
Trata-se, como é do conhecimento de muitos portugueses, da data histórica do grande terramoto que assolou Lisboa, seguido de maremoto (ou tsunami, na versão japonesa, como os apresentadores das nossas televisões o gostam de apelidar) que ceifou muitos milhares de vidas da cidade e não só. Do lado positivo, deu impulso à reconstrução da urbe, de forma mais organizada, como se pode ver hoje na baixa pombalina, e ao uso de métodos de construção antissísmica padronizados e inovadores, usados durante os 100 anos seguintes e que, ainda hoje, existem em alguns dos edifícios mais antigos.
Paralelamente, o ano de 1755 data a criação da Quinta de São Sebastião, propriedade histórica do concelho de Arruda dos Vinhos. “Desde a sua fundação, tem estado associada a alguns momentos históricos da região e também ao poder local, à igreja e a serviços militares, pois estamos inseridos nas Linhas de Torres e o forte de S. Sebastião da Arruda, ou do Cego, que fica por cima da propriedade e defendia o vale de Arruda, prova isso”, apresenta Filipe Sevinate Pinto, enólogo na casa desde 2011.
A nova gama ostenta uma imagem alusiva ao terramoto de 1755 e engloba um produto fora da caixa da Quinta de São Sebastião
Uvas de exposições e altitudes diversas
Original de Viana do Castelo, o proprietário, António Parente, vive nela há cerca de 40 anos. Desde essa altura, “pretendeu contribuir para dinamizar a região em várias áreas, sobretudo uma que lhe era muito cara, a da vitivinicultura”, esclarece o enólogo. Por isso, o projecto que começou a desenvolver passou pela privatização da Adega Cooperativa de Arruda dos Vinhos, na altura a atravessar momentos difíceis, e foi evoluindo por um caminho que, através do alargamento da produção e da venda dos vinhos apenas da Quinta de São Sebastião, evoluiu para um negócio muito mais vasto. “Representava, há 15 anos, cerca de 80 mil garrafas de vinho e, hoje, é um projecto internacional, que vende para mais de 50 países e absorve, não só as uvas da propriedade, como as de outras parcelas que foram sendo adquiridas e incorporadas num negócio que tem, hoje, um total de 45 hectares de vinhas próprias”, informa Filipe Sevinate Pinto, acrescentando que “os 200 hectares de outros viticultores da região contribuem para enriquecer um projecto que tem uvas de diversas origens, com altitudes e exposições diferentes”.
Dois tintos sedutores
Os vinhos da nova gama 1755, lançados este ano, pretendem dar espaço ao que a empresa produz e não tem enquadramento nas suas outras referências, “que são muito definidas e apresentam alguma maturidade no mercado”, explica o enólogo. São 14 marcas, entre as quais destacam-se Quinta de S. Sebastião, S. Sebastião, Forte de S. Sebastião ou Fonte das Setas. Saliento a QSS Rare, que “inclui vinhos mais modernos, e tem tido grande sucesso nos Estados Unidos”, porque parte das receitas das vendas reverte para a Liga para a Protecção da Natureza, Organização Não Governamental de Ambiente (ONGA) de âmbito nacional, fundada em 1948. É hoje a associação mais antiga do género da Península Ibérica. Portanto, não é de estranhar que os vinhos desta gama tenham, no rótulo, imagens de espécies em perigo de extinção, como o Cavalo Marinho ou o Lobo e o Lince Ibéricos.
A empresa produz e comercializa também a marca internacional Angry Duck, “um Cabernet Sauvignon que vendemos para todo o mundo”, afirma Filipe Sevinate Pinto. Segundo o enólogo, “todas as gamas da empresa estão muito definidas e, por isso, fazia sentido dar este passo para coisas que não se enquadram nelas”. Foi assim que surgiu a nova marca, que tem uma imagem enigmática, do terramoto, para englobar um produto fora da caixa produzido pela Quinta de São Sebastião. Inclui “pequenas séries, que não têm uma sequência lógica, de vinhos para comida”, que poderão ser, ou não, repetidos
As primeiras referências lançadas, um vinho da casta Castelão, “mais aberto, com 12 graus, fresco, com tensão, e um Reserva, um vinho mais quente, por ser extraído, mais concentrado, opulento, com uma fruta fresca”, foram apreciados na antiga sala da adega, com a sua garrafeira empoeirada, na companhia de comida pensada e elaborada pelo Chef de cozinha do Hotel Eva, no Algarve, Alberto Carvalho depois da visita às propriedades e às suas instalações. Dois grandes vinhos e um bom momento com a comida.
(Artigo publicado na edição de Abril de 2026)
O Douro vai receber o Concours Mondial de Bruxelles (CMB) 2027

O Concours Mondial de Bruxelles (CMB) anunciou, no passado sábado, que a sua Sessão de Vinhos Tintos e Brancos de 2027, bem como a Sessão de Vinhos Doces e Fortificados, terão lugar em Portugal, no Vale do Douro. As duas sessões decorrerão entre os dias 14 e 16 de maio de 2027. O CMB é […]
O Concours Mondial de Bruxelles (CMB) anunciou, no passado sábado, que a sua Sessão de Vinhos Tintos e Brancos de 2027, bem como a Sessão de Vinhos Doces e Fortificados, terão lugar em Portugal, no Vale do Douro. As duas sessões decorrerão entre os dias 14 e 16 de maio de 2027.
O CMB é um prestigiado concurso internacional de vinhos que recebe mais de 15 mil participações anuais nas suas diferentes sessões e competições. Fundado em 1994, o concurso saiu, em 2006, da Bélgica tendo sido Lisboa a primeira cidade a acolher o evento fora do seu país de origem. Desde então, o CMB já passou por vários países e continentes, cumprindo a sua missão de promover e valorizar grandes terroirs vitivinícolas de todo o mundo, tanto clássicos como emergentes.
Em 2012, o concurso realizou-se em Guimarães e, agora, regressa a Portugal. Organizado em parceria com a Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro), este evento de relevância internacional reunirá várias centenas de compradores, sommeliers e jornalistas especializados no coração de uma das regiões vitivinícolas mais emblemáticas do mundo.
Para João Gonçalves, Presidente da CIM Douro, “Receber o Concours Mondial de Bruxelles é uma oportunidade extraordinária para projetar o Douro junto de decisores, especialistas, compradores, jornalistas e líderes de opinião de todo o mundo. Queremos que quem venha ao Douro descubra muito mais do que uma região vinícola: descubra um território vivo, acolhedor, inovador e preparado para construir futuro.”
PAÇO DOS CUNHAS: Vinhos de um terroir histórico

As colheitas mais recentes do icónico Paço dos Cunhas, da Global Wines, as quais já se encontram disponíveis no mercado, foram apresentadas no Bairro Alto Hotel, em Lisboa. Trata-se de um branco de 2017, que ostenta a designação Dão Nobre, a de prestígio desta denominação, e um tinto de 2015. Ambos têm como origem a […]
As colheitas mais recentes do icónico Paço dos Cunhas, da Global Wines, as quais já se encontram disponíveis no mercado, foram apresentadas no Bairro Alto Hotel, em Lisboa. Trata-se de um branco de 2017, que ostenta a designação Dão Nobre, a de prestígio desta denominação, e um tinto de 2015. Ambos têm como origem a Vinha do Contador, mostram as características distintivas e refletem a qualidade habitual da marca. No evento, também foi lançada uma nova referência, o tinto Clos de Santar de 2020, que sairá dos anos de vindima em que as uvas não tiverem as características para originar a primeira marca. A explicação dos vinhos coube a Paulo Prior, bairradino natural do concelho de Cantanhede e Director de Enologia da Global Wines.
Quatro séculos de história
Descendente de pessoas ligadas à terra e à vinha, Paulo Prior começou o seu percurso profissional em 1995, no Instituto da Vinha e do Vinho. Cinco anos depois, mudou-se para a Sogrape, onde permaneceu até 2024, ano em que assumiu funções de Director de Enologia da Global Wines, grupo que detém o Paço dos Cunhas. Esta propriedade inclui um edifício histórico na vila de Santar, no concelho de Nelas, erguido, em 1609, por iniciativa de D. Pedro da Cunha, que aproveitou algumas estruturas do século XV, de um paço medieval anterior.
Segundo dados históricos, o seu segundo filho, D. Lopo da Cunha, partidário da coroa espanhola, fugiu para Espanha em 1641. Participou, inclusive, numa conspiração contra o rei D. João IV, o primeiro monarca português da pós-restauração, o que determinou a confiscação dos seus bens, o desterro em Espanha e, consequentemente, o abandono e início da ruína do Paço dos Cunhas. De tal forma, que o edifício era pouco mais do que um amontoado de pedras quando a empresa, que deu origem à Global Wines, comprou, em 2003, o Paço dos Cunhas (até 2018 conhecido por Paço dos Cunhas de Santar, alteração esta que resultou da restruturação da marca, por forma a colocá-la num patamar mais distinto, e para dar início a um novo ciclo na empresa, no contexto da região e além-fronteiras). Este foi posteriormente reconstruído de acordo com a traça original, para se tornar na estrutura actual, que inclui uma loja e um restaurante, onde a gastronomia de inspiração beirã e portuguesa em geral se conjuga com os vinhos da Global Wines. “Tinha uma adega e um lagar, que não são utilizados hoje, já que todas as uvas colhidas na propriedade são vinificadas na adega da Casa de Santar”, afirmou Paulo Prior.
A vinha, a do Contador, tem sete hectares delimitados por estradas e muros em pedra, situados a uma altitude média de 400 metros. Sobre os solos graníticos, encontra-se um field blend das castas tintas Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro e Jaen, as quais representam 85% do seu encepamento, e as brancas Encruzado, Malvasia Fina e Cerceal. A vinha, que tem uma média de 30 anos, não foi mudada desde a aquisição da propriedade pela Global Wines e apenas são repostos novos pés no lugar das plantas que morrem. “Tendo em conta todo o histórico da enologia anterior e os dados da viticultura, as uvas de Jaen nunca são usadas para a produção dos vinhos da gama Vinha do Contador”, declarou Paulo Prior, acrescentando que isso se deve ao facto desta variedade ter maturações diferenciadas em relação às restantes castas tintas e um pH que não se adequa ao enquadramento do vinho ao longo estágio, que tem de realizar antes de ser lançado no mercado.

Uma nova marca
Até agora, a gama de vinhos do Paço dos Cunhas Vinha do Contador incluía apenas três referências. Um branco e um tinto lançados apenas em anos especiais, e uma aguardente. Foi este o cenário que Paulo Prior encontrou quando chegou à Global Wines. Entretanto, foi fazendo provas dos stocks feitos a partir de uva vindimada na vinha do Paço dos Cunhas e constatou que havia, entre elas, “um vinho diferente, que não merecia o estatuto de Vinha do Contador, apesar de ter origem nela”, revelou. Em face disso, desafiou a Direcção de Marketing e Vendas da Global Wines e a administração da empresa a provar um vinho “que poderia preencher um vazio”.
Havia, assim, espaço para lançar uma nova marca de vinhos produzidos a partir da mesma vinha e de anos em que as condições não eram as ideais para resultar na referência Vinha do Contador, “mas sim um vinho mais jovem, com outras características, diferenciadas, com qualidade e que não defraudasse a origem, a casa que a produz”, explicou Paulo Prior. Então, ficou decidido avançar com o projecto de criação da nova referência, o Clos de Santar, designação que lembra que a referida vinha está enclausurada, neste caso, entre muros de pedra. Segundo o Director de Enologia, não haverá, no futuro, sobreposição de colheitas entre a marca Clos de Santar e Paço dos Cunhas Vinha do Contador, pois “nunca sairão nos mesmos anos”.
Minimalismo na adega
Das referências apresentadas, o branco de 2015, com a certificação de Dão Nobre dada pela Comissão Vitivinícola Regional do Dão, foi engarrafado em Junho de 2022. Também foi apresentado o Vinho do Contador tinto 2015, engarrafado em Maio de 2022. Para a produção de ambos, foram escolhidas as melhores uvas, porque “é isso que é necessário para originar os melhores vinhos”, reforçou Paulo Prior. Depois, é também preciso “ser minimalista nos trabalhos realizados na adega”, até porque cada movimento tira valor à uva e ao vinho inicial.
“Isso implica fazer as coisas à primeira e nem é preciso usar grandes técnicas”, defende, acrescentando que “o que importa mesmo é ir à vinha, provar as uvas e escolher os bardos, as linhas ou a mancha de vinha, e vinificar com, sem engaço ou apenas com uma percentagem deste nos tintos, sem engaço e com maceração nos brancos, a uma temperatura que varia com a incorporação de oxigénio que se pretenda”. Depois, há que dar tempo ao tempo, provando sempre até sentir que se chega onde se quer que o vinho chegue. As referências provadas mostram que esse é o caminho certo, no caso.
(Artigo publicado na edição de Abril de 2026)
Morgado do Quintão começa novo capítulo com Mariana Salvador

Após uma década dedicada à recuperação da propriedade, à afirmação das castas locais e à construção de uma identidade vínica própria, o Morgado do Quintão, propriedade vitivinícola, com turismo rural, localizada no concelho de Lagoa, no Algarve, acolhe a enóloga Mariana Salvador. Formada em Viticultura e Enologia pelo Instituto Superior de Agronomia, possui um currículo […]
Após uma década dedicada à recuperação da propriedade, à afirmação das castas locais e à construção de uma identidade vínica própria, o Morgado do Quintão, propriedade vitivinícola, com turismo rural, localizada no concelho de Lagoa, no Algarve, acolhe a enóloga Mariana Salvador.
Formada em Viticultura e Enologia pelo Instituto Superior de Agronomia, possui um currículo com diferentes abordagens técnicas desenvolvidas na Austrália, Nova Zelândia e no Chile. Já sobre Portugal, consta a integração na Herdade da Comporta (Península de Setúbal) e a Textura Wines (Dão), bem como o projecto pessoal, designado de Revela. No presente, e para além do Morgado do Quintão, inclui o projecto Ethos, na Beira Interior, e os vinhos tranquilos da Barbeito, na Madeira.
“O Morgado do Quintão é um projecto profundamente ligado ao território e com uma identidade muito clara. O Algarve tem um potencial enorme ainda por revelar, e é isso que mais me motiva”, declarou Mariana Salvador, em comunicado. Por sua vez, Filipe Caldas de Vasconcellos, proprietário do Morgado do Quintão, afirmou o seguinte: “estes primeiros dez anos foram de construção, aprendizagem e afirmação. A Mariana traz exatamente essa combinação de rigor técnico e sensibilidade na leitura do lugar, que sentimos ser essencial para o próximo capítulo. Sempre acreditámos que o Algarve tinha uma voz própria, ainda por revelar.”
A respeito do Morgado do Quintão, a sua fundação deve-se ao Conde de Silves, em 1810, mantendo-se na família até aos dias de hoje. Filipe e Teresa Caldas de Vasconcellos, irmãos e actuais proprietários, desde 2017, têm vindo a dar destaque às castas da região, nomeadamente à variedade tinta Negra Mole e à Crato Branco, plantadas nos 23 hectares de vinha em regime biológico, onde são vindimadas as uvas para produzir os vinhos certificados como biológicos, desde 2024. À cultura da vinha e do vinho, somam-se as casas de família restauradas e convertidas em alojamento, provas ao ar livre e almoços sob oliveiras centenárias frondosas.
Quem são os vencedores dos Mutante Awards Design at Wine?

O Douro é a região que arrecadou mais prémios, com sete tranquilos e três vinhos do Porto. Segue-se o Alentejo, com cinco referências vínicas galardoadas, a somar ao trio de rótulos que, de uma assentada só, ganha uma distinção. Em terceiro lugar, está a Beira Interior e o Tejo marca a quarta posição. Com um […]
O Douro é a região que arrecadou mais prémios, com sete tranquilos e três vinhos do Porto. Segue-se o Alentejo, com cinco referências vínicas galardoadas, a somar ao trio de rótulos que, de uma assentada só, ganha uma distinção. Em terceiro lugar, está a Beira Interior e o Tejo marca a quarta posição. Com um vencedor ficam as regiões de Lisboa, Algarve e Açores.
Se quisermos ter outra abordagem sobre os resultados, dentro de mais de uma centena de garrafas inscritas em concurso, estão contabilizados os seguintes vencedores por categoria: três, em Baixo Álcool, quatro em Espumante e Pet Nat, seis nos Brancos, três em Curtimenta, três em Rosés, dois em Palhetes & Claretes, sete nos Tintos e quatro nos Licorosos. Em jeito de conclusão, a WineStone Group (várias regiões) e a Herdade da Malhadinha Nova (Alentejo) levaram para casa, três galardões, cada um; a Encosta da Fornalha (Alentejo), Márcio Lopes Winemaker (várias regiões) e Quinta dos Loivos (Douro) ficaram com dois, cada um. Mas não é só de vinho que esta competição ‘vive’. Há ainda a categoria dos Azeites, inaugurada na edição de 2025 e que, este ano, contempla quatro premiados.
Mas, afinal, de que falamos? Dos Mutante Awards Design at Wine, criados em parceria entre a revista Mutante e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e cuja 3ª edição foi celebrada, uma vez mais, com a premissa de destacar o papel preponderante dos rótulos de vinho. Garantia de qualidade, marcador simbólico ou ferramenta de comunicação?
Eis a questão! Ou as questões levantadas desde a primeira hora pelos fundadores, João Manaia Rato e Suzana Parreira, ambos investigadores do CIEba – Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes. No fundo, este desafio exalta o design dos rótulos, “colocando os designers no centro de uma relação com potencial positivo para todos os intervenientes”. De um modo geral, os Mutante Awards Design at Wine reúne cooperativas e associações do sector do vinho e do azeite, pequenos e grandes produtores de vinho, ateliers de design especializados e independentes, e agências generalistas.
Ainda sobre a edição de 2026, foi estreado o Prémio Especial Rótulo Histórico entregue ao Soalheiro Alvarinho Clássico, marca indissociável à casta Alvarinho, um dos pilares da região dos Vinhos Verdes. O objectivo desta distinção consiste em destacar rótulos com mais de 25 anos, preservados pelo tempo e reconhecíveis pelo consumidor. De acordo com o comunicado, “este prémio especial celebra um património imaterial que é território, paisagem e tradição ao entender o design e a identidade visual como central à cultura do vinho”.
MENIN: A arqueologia vínica do Douro

Os vinhos velhos da categoria Tawny conhecem, actualmente, um momento de renascimento, tema que tem interessado a cada vez mais empresas e produtores. Tradicionalmente produzidos, sobretudo, na sub-região duriense do Baixo Corgo, os vinhos muito velhos foram, durante décadas, usados para compor os lotes dos tawnies de 30 e 40 anos, que eram as únicas […]
Os vinhos velhos da categoria Tawny conhecem, actualmente, um momento de renascimento, tema que tem interessado a cada vez mais empresas e produtores. Tradicionalmente produzidos, sobretudo, na sub-região duriense do Baixo Corgo, os vinhos muito velhos foram, durante décadas, usados para compor os lotes dos tawnies de 30 e 40 anos, que eram as únicas categorias onde poderiam ser utilizados. Não havia outra e todas as casas do sector guardavam religiosamente os seus stocks para esse fim. Tudo mudou quando, em 2010, se começaram a comercializar vinhos muito velhos que saíam fora das classificações oficiais existentes.
Foi assim que nomes, como a Taylor’s, a Quinta do Vallado, a Quinta do Crasto, a Wine & Soul, a Real Companhia Velha, a Symington, só para citar alguns, resolveram colocar no mercado, a preços que ninguém esperava, vinhos que, ou eram de lotes próprios (caso da Symington), ou tinham sido adquiridos a pequenos lavradores na região, sempre em quantidades muito limitadas. Levamos então cerca de 15 anos de busca e muitas foram as empresas que se interessaram por estes vinhos muito velhos, verdadeiras relíquias que perderiam todo o seu valor intrínseco ao serem usados apenas como parte integrante dos lotes dos tawnies com indicação de idade. O sector e o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) responderam a este movimento, criando novas categorias – 50 anos, 80 anos e VV Old –, sendo vinhos fora de qualquer data e que foram aprovados pelo IVDP, integrando, agora, o núcleo “arqueológico” do Vinho do Porto.

Um Porto da era pré-filoxérica
A empresa Menin, já no mercado com vinhos DOC Douro e vinhos do Porto de categorias especiais, resolveu apresentar a sua relíquia, um Porto da era pré-filoxérica, quando as cepas eram plantadas em pé-franco, numa época em que eram outras as castas, bem diferentes das que, no presente, são conhecidas de todos os consumidores quando se fala do Douro. Estes são vinhos de celebração, daqueles que o senso comum aconselha a que sejam bebidos “a dedal”, em momentos solenes, de exaltação desta região mítica e cada vez mais referenciada no mundo, como sendo a terra dos tesouros, onde arqueólogos feitos enólogos, calcorreiam as adegas dos pequenos produtores à procura dos segredos mais bem guardados.
São vinhos de família, que passaram de geração em geração e, agora, apesar do preço elevado, estão à disposição dos apreciadores. Não chega descobrir cada um. É preciso moldar, afinar, polir, refrescar e fazer lotes, de modo a deixá-los expressar o original sem o alterar. E este trabalho de minúcia pode originar perfis diferentes, algo bem patente nos vários vinhos muito velhos já disponíveis no mercado.
Rubens Menin, que esteve presente no evento, é um empresário de sucesso no Brasil e não olhou a despesas para criar, na sub-região do Cima Corgo, o centro da sua operação. Para o efeito, adquiriu, em Gouvinhas, uma quinta com 42 hectares, a que se juntou a empresa Horta Osório e a Quinta Foz Ceira, que pertencia à empresa Bulas Cruz. Criou assim um património que se aproxima dos 200 hectares. Não compram nem vendem uvas, foi-nos dito, e só os vinhos muito velhos são objecto de aquisição na região. A propriedade da empresa Horta Osório situa-se no Baixo Corgo e tomou-se a opção de manter no mercado os vinhos H.O, em virtude da boa aceitação que já tinham adquirido.

Vinhos de vinha centenária
O momento de convívio foi também aproveitado para apresentar dois tintos topos de gama, Maria Fernanda e D. Beatriz, produzidos em homenagem, respectivamente, à filha e à mulher de Rubens Menin. São dois vinhos feitos a partir das uvas colhidas numa extensa parcela de vinha centenária, com mais de 50 castas (onde se inclui uma percentagem de uvas brancas) e dividida em sete blocos, em função da orientação solar e altitude. Cada parcela destas é vinificada separadamente, cabendo, depois, à equipa de enologia – Tiago Alves de Sousa (consultor) e Manuel Saldanha (enólogo residente) – a tarefa de elaborarem os lotes diferenciados.
Por norma, os vinhos tintos elaborados com uvas destas vinhas centenárias têm um carácter muito próprio: muitas das castas tintas usadas tinham pouca cor e o aroma que delas emana afasta-se muito do carácter de fruta viva e vermelha que hoje se consegue obter. Assim, provar estes vinhos obriga a uma atenção redobrada para se entender o carácter e o estilo que outrora – a palavra aqui deverá ser interpretada como “há mais de 100 anos” – fez as delícias dos nossos antepassados. Importa, por conseguinte, perceber muito mais do que comparar a actualidade com o passado.
Os stocks de vinhos do Porto vão dos 10 aos 50 anos. Por isso, vamos ter mais vinhos Menin no futuro. E também num futuro, que se pretende próximo, haverá uma aposta forte no enoturismo.
(Artigo publicado na edição de Abril de 2026)
Cinema ao ar livre, sunsets e vindimas ao pôr do sol na Villa Alvor

A programação arranca a 22 de Maio, pelas 20h00, com Villa Alvor a transformar-se numa sala de cinema a céu aberto com as sessões promovidas pelo All Stars Cinema. A experiência cruza obras-primas cinematográficas com a envolvência das vinhas algarvias e, esta primeira sessão exibe Good Will Hunting, filme premiado com dois Óscares e eternizado […]
A programação arranca a 22 de Maio, pelas 20h00, com Villa Alvor a transformar-se numa sala de cinema a céu aberto com as sessões promovidas pelo All Stars Cinema. A experiência cruza obras-primas cinematográficas com a envolvência das vinhas algarvias e, esta primeira sessão exibe Good Will Hunting, filme premiado com dois Óscares e eternizado pela interpretação de Robin Williams. Cada sessão de cinema tem o custo de €11 por pessoa.
Ao longo dos próximos meses, estão já confirmadas várias edições adicionais de cinema ao ar livre. A 19 de Junho, na tela transmite-se “The Adventures of Priscilla, Queen of the Desert”; a 10 de Julho o destaque vai para “Night Train to Lisbon”; “Thelma & Louise” é a escolha para a noite quente de 14 de Agosto; para fechar as vindimas, a 18 de Setembro, o filme escolhido é “Fight Club”; e para encerrar a temporada, a 17 de Outubro, “Knives Out”.
Ainda em Maio, a dia 23, entre as 17h30 e as 21h00, realiza-se a primeira edição dos sunsets vínicos com a Sunset Pink Party, um evento que convida os amantes da natureza a brindar ao pôr do sol entre vinhas, ao som de DJ e com uma selecção de vinhos Villa Alvor. O programa de final de tarde tem o valor de €2,50 por pessoa e inclui um copo de vinho Villa Alvor Colheita branco, rosé ou tinto. Os participantes, que terão de vestir uma peça de roupa cor-de-rosa, poderão desfrutar de um fim de tarde único. No calendário de sunsets destacam-se as edições de 13 de Junho, dedicada aos Santos Populares, e de 26 de Setembro, com um regresso aos anos 80.
Um dos momentos altos da programação acontece a 24 de Agosto, com uma experiência de vindima ao pôr do sol, que convida os participantes a viver de perto uma das tradições mais emblemáticas do universo vitivinícola. Entre as 17h30 e as 22h30, a iniciativa propõe um percurso sensorial completo, iniciando com um jogo interativo “Prova que Sabes”, que desafia o olfacto e o paladar. O programa prolonga-se com um passeio de jipe pelas vinhas, com convite para vindimar ao pôr do sol. A experiência termina com um jantar vínico comentado, durante o qual os sabores regionais se harmonizam com os vinhos Villa Alvor.
Todas as atividades requerem reservas antecipadas.
BILHETES SESSÕES DE CINEMA AQUI:
https://www.tickettailor.com/events/allstarscinema/2088827
RESERVAS SUNSETS AQUI:
https://fareharbor.com/embeds/book/villaalvor/items/528818/calendar/2026/05/?full-items=yes
RESERVAS VINDIMAS AQUI:
https://fareharbor.com/embeds/book/villaalvor/items/562699/calendar/2026/08/?full-items=yes























