Naquele tempo… por Luís Lopes

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Quanto custava, há 30 anos, um vinho famoso? Que marcas se vendiam? Das que sobreviveram, quais as que mais valorizaram? No decorrer de uma limpeza das prateleiras lá de casa, a descoberta de um conjunto de catálogos de feiras de vinho deu resposta a algumas destas questões e trouxe-me de regresso à idade de ouro […]

Quanto custava, há 30 anos, um vinho famoso? Que marcas se vendiam? Das que sobreviveram, quais as que mais valorizaram? No decorrer de uma limpeza das prateleiras lá de casa, a descoberta de um conjunto de catálogos de feiras de vinho deu resposta a algumas destas questões e trouxe-me de regresso à idade de ouro do negócio do vinho em Portugal.

editorial

Antes de mais, importa contextualizar. Há mais de três décadas, as feiras de vinho dos hipermercados nada tinham a ver com as actuais. Hoje, são uma concentração de campanhas e promoções. Naquela época, eram uma oportunidade única para um consumidor, cada vez mais interessado e interessante (em termos de poder de compra), aceder, em qualquer ponto do país, a vinhos consagrados, vinhos que só se vendiam em raras lojas de Lisboa e Porto. A importância destas feiras era de tal ordem, que os grandes produtores esperavam por elas para lançar as novas colheitas. E os compradores dos hipermercados corriam o país, batendo à porta dos produtores mais pequenos e reputados, pedindo o especial favor de lhes ser vendido o vinho mais raro e mais caro. A feira do Pingo Doce foi pioneira e líder nesse conceito, apresentando os vinhos em catálogos luxuosos, que eram, depois, distribuídos nas lojas e encartados no jornal Expresso do fim de semana anterior à feira. Os catálogos, autênticas revistas especializadas, com informação didáctica, reportagens, etc., eram avidamente lidos e pesquisados pelos apreciadores, que irrompiam pelas lojas com o caderno debaixo do braço, em busca dos vinhos que tinham anotado.

Apenas dois exemplos, para mostrar o impacto da coisa: marcas como Ferreirinha Reserva Especial, Quinta do Côtto Grande Escolha, Duas Quintas Reserva, Cartuxa Garrafeira (sim, existiu um Cartuxa Garrafeira!), Mouchão ou Luís Pato Vinhas Velhas eram das que primeiro esgotavam nas prateleiras; e a vasta campanha de marketing televisiva da edição de 1995 foi protagonizada por um rapaz chamado Dirk Niepoort. Outros tempos, como se percebe.

Talvez um dia volte a este tema das feiras, mas, hoje, centro-me no que aqui me trouxe: os preços de antigamente e a maior ou menor valorização das marcas. À minha frente, tenho os catálogos das Feiras Pinto Doce entre 1991 e 2004 (este último, com a curiosidade de ter os preços em euros e escudos, não fosse alguém baralhar-se nas contas). Apontando a um número redondo, recuemos então 30 anos, à feira de 1996.

 

O exercício que vos proponho, nada tem de científico, é apenas lúdico. Trata-se de comparar quanto custava em 1996 e quanto custa hoje um determinado vinho; e reflectir sobre isso, tirando as ilações possíveis

 

Comparar preços com um intervalo de três décadas é sempre muito pouco rigoroso. Para calcular o efeito da inflação com a conversão de escudos para euros, existe uma excelente ferramenta, o Índice de Preços no Consumidor (IPC), disponibilizado no site do Instituto Nacional de Estatística. Há que ter o cuidado de escolher a opção que exclui o mercado imobiliário (a valorização dos imóveis distorce tudo o resto), mas a fórmula que calcula entre anos (e meses!) é muito boa.

No entanto, quando se aborda um sector tão específico quanto o do vinho, a inflação média é um dado enganador. É que, em 30 anos, os custos de produção nesta vertente agroindustrial subiram muito mais do que a inflação, começando pelos salários agrícolas (que dispararam face à escassez de mão de obra), e continuando nos produtos para a vinha, gasóleo, garrafas, rolhas, transportes, distribuição, marketing, etc. E, não sendo eu economista (muito, muito longe disso!), acredito que os naturais ganhos de eficiência trazidos pela gestão moderna e pela tecnologia estão muito longe de compensar o enorme aumento dos custos de produzir e vender uma garrafa de vinho.

Assim, o exercício que vos proponho, nada tem de científico, é apenas lúdico. Trata-se de comparar quanto custava em 1996 e quanto custa hoje um determinado vinho; e reflectir sobre isso, tirando as ilações possíveis.

Na região dos Vinhos Verdes, várias marcas consagradas perderam valor, o que, de alguma forma, se compreende pelo enorme crescimento do volume engarrafado. O Adega de Ponte de Lima Loureiro de 1995 custava, em 1996, 435$00, o que, segundo o IPC, equivale hoje, actualizando inflação e convertendo em euros, a €3,98. Uma pesquisa na web diz-me que posso comprar a colheita de 2025 por €4,29. Objectivamente, e pelos motivos acima apontados, há aqui uma desvalorização. O mesmo se passa com o Adega de Monção Alvarinho 1995 (a adega de Monção ainda não tinha a marca Deu-la-Deu). Era o melhor vinho da casa e custava 989$00 (IPC €9,06), o que era um preço muito elevado para um branco. Compra-se hoje o Deu-la-Deu por €7,89. Mais uma vez, é necessário contextualizar: há 30 anos, estes vinhos de Monção e Ponte de Lima eram engarrafados em quantidades comparativamente pequenas e a competição nos varietais de Loureiro e Alvarinho era reduzida.

No Douro, um nome absolutamente incontornável, em meados dos anos 90, era o Quinta do Côtto Grande Escolha. A colheita de 1994 vendia-se a 3.995$00 (IPC €36,58) e era o vinho tinto mais caro da feira de 1996, o que diz muito do seu estatuto. O tempo, opções erradas e o disparar da concorrência no Douro trouxeram enorme erosão a esta marca, que ainda assim recuperou algum do brilho de outrora após a sua aquisição pelo grupo Mello/WineStone em 2023. Hoje, o Grande Escolha custa €65.

Para percebermos a escala da mudança, basta assinalar que o Quinta do Côtto Grande Escolha 1994 valia mais do que o Ferreirinha Reserva Especial 1986, que custava 3.249$00, algo como €29,75 aos dias de hoje, com actualização da inflação. Seria bom comprar uma garrafinha de Reserva Especial por esse preço, não era? Mas não.  A colheita mais recente de Ferreirinha Reserva Especial (2017) custa entre €375 e €445. De entre os vinhos avaliados foi, em três décadas, e de muito longe, o que mais valorizou, quer na origem, quer no mercado especulativo. Mas só as grandes marcas suscitam tamanha apetência, geradora da especulação.

Se Côtto e Ferreirinha representavam o Douro antigo, os dois nomes seguintes espelhavam, como nenhum outro, o Douro moderno: Duas Quintas Reserva 1992 e Quinta da Gaivosa 1994, ambos lançando na feira a sua segunda edição. O Duas Quintas custava 2.695$00 (IPC €24,68). Hoje, custa €41. Dado curioso, na feira de 1995, o Reserva de 1991 valia 1.145$00. Num ano, duplicou de preço! O que revela não apenas o enorme frenesim que a marca suscitou nos primeiros anos de vida (há, no Douro, um antes e um depois do Duas Quintas) mas também a tremenda disponibilidade (apetite e dinheiro) do mercado, capaz de absorver um aumento de 100%, de um momento para o outro, como se nada fosse. Eram ou não tempos dourados? Ainda assim, a “explosão” de grandes marcas durienses na segunda metade da década de 90 e início de 2000 (Crasto, Vallado, Batuta, Pintas, etc.) viria, com o tempo, a abrandar o crescimento expectável do Duas Quintas Reserva, mais do que o do Quinta da Gaivosa, que passou de 1.799$00 (IPC €16,47), para os €45 actuais.

 

Os naturais ganhos de eficiência trazidos pela gestão moderna e pela tecnologia estão muito longe de compensar o enorme aumento dos custos de produzir e vender uma garrafa de vinho

 

Se o Douro estava a começar a dar que falar nos “não Porto”, o Alentejo era já, há vários anos, a região líder de vendas, com marcas de volume e vinhos de “conhecedores”. Nos lugares cimeiros, Mouchão, claro. O vinho de 1992 era proposto por 2.995$00 (IPC €27,42), um preço que o colocava no topo da oferta Alentejo da feira. A colheita mais recente do Mouchão compra-se por €50, uma valorização bem interessante, mais ainda se pensarmos que, entretanto, surgiu o Mouchão Tonel 3-4 e o que era então o “grande vinho” passou a “segundo vinho”.

Nome consagrado já era, na altura, o Reguengos Garrafeira dos Sócios. Também estava a ser lançada a colheita de 1992, por 1.735$00 (IPC €15,89). Muito bem, a valorização da marca ao longo destas três décadas, já que custa, hoje, €30. O que significa que o consumidor continua a vê-lo como vinho de topo, produzido em quantidades limitadas, sem lhe associar o “estigma de preço” de adega cooperativa.

Não se pode falar do Alentejo dos anos 90 sem mencionar Cartuxa. Curiosamente, no catálogo de 1996 não há Cartuxa tinto, não sei porquê (no ano seguinte, entrou o Cartuxa Reserva 1994, a 1.295$00). Mas havia o Cartuxa branco 1994. E custava 745$00 (IPC €6,82), valorizando desde então até aos €16, o que é muito bom. Tenhamos presente que, há três décadas, os vinhos brancos valiam quase metade dos tintos. Para um branco se aproximar dos 1.000$00 tinha de ser um Alvarinho ou então algo de muito especial em termos de notoriedade. Era o caso do Quinta dos Carvalhais de 1994, o vinho branco mais caro da feira, custando 1.195$00 (IPC €10,94). Hoje vale somente €9,90. A ter em conta: a linha Quinta dos Carvalhais tem passado por diversos reposicionamentos. Mas, sobretudo, em 1996, Quinta dos Carvalhais era a marca mais “in” do Dão, com a adega mais moderna e sofisticada de Portugal. O branco Carvalhais valia então mais do que o famoso Casa de Santar Reserva tinto. Deste, a colheita de 1992 custava 795$00 (IPC €7,28); hoje compramos a versão mais recente por €14,50.

Do Dão para a Bairrada, e para os dois nomes mais emblemáticos dos anos 90 na região, Casa de Saima e Luís Pato. O Casa de Saima Garrafeira 1991 era um vinho de enorme prestígio, mais do que justificado, diga-se, pois ainda hoje este tinto em concreto está grandioso (eu sei porque ainda tenho umas garrafas…). Custava 3.295$00 (IPC €30,17), mais caro do que o Ferreirinha Reserva Especial! O Casa de Saima Garrafeira (no mercado está o 2015) compra-se, agora, por €58, uma valorização sem dúvida importante, mas menor do que então prometia. Já o Luís Pato Vinhas Velhas de 1992 valia 2.199$00 (IPC €20,13) e uma colheita recente custa €17,50. Mas atenção: o Vinhas Velhas era então o topo de Luís Pato, pois Vinha Pan, Vinha Barrosa, Quinta do Ribeirinho Pé Franco, ainda não tinham surgido no mercado. Com a chegada destes, o Vinhas Velhas tomou um lugar mais abaixo na hierarquia.

 

O Ferreirinha Reserva Especial 1986, custava 3.249$00, algo como €29,75 aos dias de hoje, com actualização da inflação. Seria bom comprar uma garrafinha de Reserva Especial por esse preço, não era?

 

Para finalizar esta viagem a 1996, dois vinhos de outro tipo, um espumante e um Porto. No catálogo de 1996 está o Quinta das Bágeiras Super Reserva branco 1993, vendido por 925$00 (IPC €8,47) e que se compra agora por €17. Uma valorização muito consistente, sobretudo se considerarmos que, na altura, o produtor fazia muitíssimo menos espumante do que faz hoje.

O Porto é a categoria de vinho que menos valorizou (ou, dito de outra forma, que mais desvalorizou, confrontando o aumento de custos reais vs. preço de venda), mas isso não será propriamente uma surpresa para quem segue o mercado. O Tawny 20 anos da Niepoort era dos mais cotados na época. Custava então 4.945$00 (IPC €45,28) e custa, hoje, €56. Uma valorização apenas virtual, que não compensa o crescimento dos custos de produção e que espelha as dificuldades que a fileira do vinho do Porto atravessa. Recuar no tempo é um exercício fascinante, mas nem todas as memórias nos deixam completamente felizes. L.L.

(Artigo publicado na edição de setembro de 2026)

Conheça os vencedores do Concurso Escolha da Imprensa

O concurso escolha da Imprensa contou com mais de 670 amostras de vinho em prova nas categorias de Espumantes, Rosés, Brancos, Tintos e Fortificados. Com um painel de jurados de excelência foram apurados e agora divulgados todos os resultados. A entrega dos diplomas a todos os premiados decorreu hoje no evento Vinhos & Sabores. Conheça […]

O concurso escolha da Imprensa contou com mais de 670 amostras de vinho em prova nas categorias de Espumantes, Rosés, Brancos, Tintos e Fortificados. Com um painel de jurados de excelência foram apurados e agora divulgados todos os resultados.

A entrega dos diplomas a todos os premiados decorreu hoje no evento Vinhos & Sabores. Conheça todos os vencedores:

Concurso a escolha da imprensa – Grandes Escolhas

 

Identificação de castas através de inteligência artificial

inteligência artificial

A Aveleda, em Penafiel, na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, está a desenvolver um sistema de identificação automática de castas baseado em inteligência artificial, que, através da implementação directa da tecnologia às condições reais de recepção e descarga das uvas, permite reconhecer as variedades exclusivamente a partir de imagens dos bagos e cachos. Este processo, […]

A Aveleda, em Penafiel, na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, está a desenvolver um sistema de identificação automática de castas baseado em inteligência artificial, que, através da implementação directa da tecnologia às condições reais de recepção e descarga das uvas, permite reconhecer as variedades exclusivamente a partir de imagens dos bagos e cachos. Este processo, em desenvolvimento no centro de vinificação do grupo, permite analisar características associadas aos cachos, como a cor, a dimensão dos bagos, a arquitectura do cacho e a textura superficial. Esta abordagem permite lidar com factores que podem influenciar a aparência das uvas, como o estado de maturação, as condições ambientais e agronómicas ou a eventual presença de diferentes castas no mesmo lote. A plataforma em desenvolvimento possibilita ainda o registo de informação inerente ao histórico de entregas, castas, datas e horários.

“O desenvolvimento desta solução, pioneira no sector, permitirá aumentar a consistência e a transparência do processo, criando simultaneamente uma base tecnológica para a adega do futuro e colocar a Aveleda entre as referências internacionais na aplicação de inteligência artificial à viticultura e à enologia”, salienta, em comunicado, José Carlos Fernandes, Director de Viticultura na Aveleda.

A primeira fase do projecto estreou na vindima de 2026. Inclui a recolha de imagens, a construção de uma base de dados, a caracterização das castas prioritárias e o desenvolvimento e teste dos primeiros modelos de inteligência artificial em ambiente real. Os resultados serão posteriormente comparados com a avaliação de especialistas, por forma a determinar a precisão alcançada e identificar situações de mistura varietal.

O desenvolvimento conta com recursos próprios do departamento de IT da Aveleda e com a colaboração da Pendão & Prior, empresa especializada em fotografia e luz, e da Splnet, especializada no desenvolvimento de tecnologia de inteligência artificial.

“A inovação faz parte do ADN da Aveleda. Este projecto, que combina conhecimento vitícola, tecnologia e inteligência artificial, reflecte a dedicação das nossas equipas em prol da melhoria contínua” conclui António Guedes, Co-CEO da Aveleda.

Vinhos & Sabores 2026: Alentejo é convidado especial

vinhos e sabores

De 17 a 19 de Outubro, a Feira Grandes Escolhas | Vinhos & Sabores regressa à FIL, no Parque das Nações, em Lisboa, com uma boa nova: o Alentejo é a região em destaque desta edição de 2026. De acordo com o programa, o início do certame é marcado pelo anúncio dos resultados dos Prémios […]

De 17 a 19 de Outubro, a Feira Grandes Escolhas | Vinhos & Sabores regressa à FIL, no Parque das Nações, em Lisboa, com uma boa nova: o Alentejo é a região em destaque desta edição de 2026. De acordo com o programa, o início do certame é marcado pelo anúncio dos resultados dos Prémios Escolha da Imprensa, iniciativa que, ao longo de uma manhã, colocou profissionais de diferentes meios de comunicação a provar, às cegas, e aferir perto de 600 vinhos de produção nacional.

Nos dias 17 e 18, há 12 Provas Especiais comentadas a explorar. Trata-se de uma oportunidade única para provar vinhos excecionais, muitos dos quais raridades e colheitas históricas, que convidam a viajar por Portugal, incluindo Açores e Madeira, a somar a dois destinos d’além mar: Califórnia, nos Estados Unidos, e Austrália.

Quanto a 19 de Outubro, o dia é inteiramente dedicado a profissionais.

 

 

Provas Especiais

Passo seguinte? Anote na agenda o dia 17 de Outubro o alinhamento das Provas Especiais, com Justino’s: Uma Viagem no Tempo à boleia de grandes vinhos da Madeira, em particular da longevidade, da complexidade e da identidade de uma das casas históricas da ilha; Arinto de Bucelas: A Tradição de um Grande Branco, dedicada a um dos binómios clássicos e mais antigos, onde os vinhos brancos são uma exclusividade; Poeira: 25 anos a Fazer o Douro à sua Maneira, na qual Jorge Moreira revisita um quarto de século do projecto em nome próprio ao longo de várias colheiras; e O Mundo da Penfolds, dedicada ao universo de uma das mais icónicas casas de vinho australianas. Some a descoberta de vinhos raros e singulares produzidos a partir de variedades pouco conhecidas no Dão: O Tesouro das Castas Esquecidas e os dez vindimas por meio de numa prova vertical que permite acompanhar a evolução de um dos clássicos do Alentejo, a Tapada de Coelheiros: Uma Década de uma Nova Era.

O dia 18 de Outubro é marcado por um novo itinerário vínico, iniciado com a Henriques & Henriques: A Arte de Fazer Madeira, que traz uma selecção de vinhos da Madeira para descobrir a dimensão do tempo da mais antiga empresa na ilha, seguindo-se Monção e Melgaço, A Casta e o Território, onde é explorada a relação entre este território, a casta Alvarinho e o trabalho dos seus produtores, e os Grandes Tintos de 2016, a clássica prova de tintos com dez anos centrada em vinhos de referência de diferentes regiões nacionais. Junte os Vinhos de Talha: o Alentejo antes do Vinho Moderno, que cruza o legado ancestral de vinificação com novas interpretações, os Terroirs de California, nos Estados Unidos, sessão dedicada à descoberta de castas e estilos que distinguem este território e como os produtores interpretam o lugar, e a ilha Terceira: Atlântico como Aliado, onde o poder do Atlântico, aliado aos solos de basalto vulcânico, contribui para a criação de vinhos feitos a partir de castas autóctones, com raízes no século XV.

Para o público em geral, há as habituais sessões do Prove Connosco, a decorrer num pequeno anfiteatro em que os expositores são convidados a fazer apresentações descontraídas e provas de vinhos. A finalidade é potenciar o diálogo entre produtores e consumidores.

 

Gastronomia e arte

A gastronomia volta a ter lugar de destaque através dos showcookings, desta vez com o Alentejo em alta. Sob o mote “Um Alentejano cai sempre bem”, nove chefes vão ter como missão apresentar um prato de autor, com o foco nos produtos alentejanos, e propor o diálogo entre a cozinha e diferentes perfis de vinhos da região. Entre as sugestões culinárias constam as Bochechas de porco preto estufadas em vinho tinto, de Lucas Mendes, o Tártaro de atum com molho ponzu, sorvete de manga e coentros, de Ruben Ferreira (Casa do Gadanha, Estremoz), as Saladas frias do Alentejo, de Adelina Costa, e o Pregado inspirado em sabores históricos, de João Narigueta (Poda e Híbrido, Montemor-o-Novo). Estes momentos são de livre acesso para os visitantes da feira e decorrem às 15h30, às 17h30 e às 19h30 de Sábado e Domingo; às 12h00, 14h00 e 16h00 de Segunda-feira, dia reservado a profissionais.

No capítulo das artes, chega uma das novidades da Feira Grandes Escolhas | Vinhos & Sabores 2026 através da artista Ekaterina Zavodun, que terá um espaço próprio no certame. Além da exposição “If Wine had a Face”, a artista realizará sessões de pintura ao vivo, explorando o vinho enquanto matéria e linguagem artística.

Vinhos & Sabores

Negócio para fora de portas

Face à importância inerente à dimensão internacional, a Feira Vinhos & Sabores 2026 mantém o Business Lounge, área projectada especificamente para a vertente profissional do evento, centrada na criação de negócio. O espaço permite promover reuniões entre produtores portugueses e potenciais parceiros internacionais, com o intuito de fomentar dinâmicas concretas para iniciar contactos, desenvolver relações comerciais e abrir portas para novos mercados.

A aposta na internacionalização está associada à recepção de mais 30 convidados, entre compradores e jornalistas, provenientes de mercados tão diversos, como Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Dinamarca, Finlândia, Grécia, Hungria, Índia, Irlanda, Japão, Macau, Noruega, Países Baixos, Polónia, Singapura, Suíça e Turquia. Paralelamente, conta com uma rede de parceiros e apoios institucionais que inclui o Turismo de Portugal, a AICEP, a ViniPortugal, o Instituto da Vinha e do Vinho e a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana.

 

Programa Provas Especiais comentadas

17 de Outubro

15h30 • Sala 1: Justino’s: Uma Viagem no Tempo (€75)

 

15h30 • Sala 2: O Mundo da Penfolds (€50)

 

17h30 • Sala 1: Arinto de Bucelas: A Tradição de um Grande Branco (€50)

 

17h30 • Sala 2: Dão: O Tesouro das Castas Esquecidas (€50)

 

19h30 • Sala 1: Poeira: 25 anos a Fazer o Douro à sua Maneira (€50)

 

19h30 • Sala 1: Tapada de Coelheiros: Uma Década de uma Nova Era (€50)

 

18 de Outubro

15h30 • Sala 1: Henriques & Henriques: A Arte de Fazer Madeira (€50)

 

15h30 • Sala 2: Vinhos de Talha: o Alentejo antes do Vinho Moderno (€50)

 

17h30 • Sala 1: Monção e Melgaço, A Casta e o Território (€25)

 

17h30 • Sala 2: Terroirs da California (€75)

 

19h30 • Sala 1: Grandes Tintos de 2016 (€75)

 

19h30 • Sala 2: Terceira: Atlântico como Aliado (€50)

 

Para informação completa e vinhos à prova, consultar: https://grandesescolhas.com/vinhosesabores/programa/provas-especiais/

 

Local: FIL, Pavilhão 3 — Parque das Nações, Lisboa
17 e 18 de outubro: 15h00–21h00
19 de outubro: 11h00–18h00 — reservado a profissionais
Bilhete diário com copo: 20 €
Passe de dois dias com copo: 30 €
Informações e bilhetes: vinhosesabores.com

Quando o vinho também se transforma em arte, no Vinhos & Sabores 2026

arte

Uma das surpresas de do evento Vinhos & Sabores 2026 chega através da artista Ekaterina Zavodun, que terá um espaço próprio na feira. Além da exposição If Wine had a Face, a artista estará a realizar sessões de pintura ao vivo, explorando o vinho enquanto matéria e linguagem artística. “Uma viagem artística onde o vinho […]

Uma das surpresas de do evento Vinhos & Sabores 2026 chega através da artista Ekaterina Zavodun, que terá um espaço próprio na feira.

Além da exposição If Wine had a Face, a artista estará a realizar sessões de pintura ao vivo, explorando o vinho enquanto matéria e linguagem artística.

“Uma viagem artística onde o vinho se torna mais do que uma bebida — transforma-se num meio vivo de expressão. Através de retratos, texturas e emoções, cada gota de vinho conta uma nova história no papel. Este é um mundo onde a arte começa onde o copo termina, ligando pessoas, culturas e momentos através da beleza.”

arte

Vinhos de Lisboa com nova identidade visual

lisboa

Os Vinhos de Lisboa apresentam a nova identidade visual acompanhada de website renovado, em www.vinhosdelisboa.com e que se estende às redes sociais. De acordo com o comunicado, esta “nova imagem pretende reforçar a notoriedade do território e a proximidade com aquela que é uma das mais concorridas capitais da Europa: a cidade de Lisboa”. Objectivo? […]

Os Vinhos de Lisboa apresentam a nova identidade visual acompanhada de website renovado, em www.vinhosdelisboa.com e que se estende às redes sociais. De acordo com o comunicado, esta “nova imagem pretende reforçar a notoriedade do território e a proximidade com aquela que é uma das mais concorridas capitais da Europa: a cidade de Lisboa”. Objectivo? Associar uma identidade moderna a este território vitivinícola e ao seu legado. Como? Através da criação de um posicionamento de proximidade entre a capital e a diversidade natural, cultural, patrimonial e gastronómica desta região. O slogan incita a descobrir um território que está “Mesmo debaixo do seu nariz / Right under your nose”.

Para o efeito, o enoturismo é o ponto de partida entre a descoberta do todo através dos produtores e dos seus vinhos: “apresentamos os Vinhos de Lisboa em toda a sua dimensão. Queremos que a nova identidade seja um convite à descoberta do extraordinário património (natural, histórico e cultural) da região. Queremos dar a conhecer os nossos produtores e todo o território que dá origem a vinhos únicos, de qualidade e acessibilidade excecionais”, afirma, em comunicado, Bernardo Gouvêa, Presidente da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa.

lisboa

José Maria Bettencourt assume Direcção de Enologia da José Maria da Fonseca

José Maria

A José Maria da Fonseca abre um novo capítulo na Direcção de Enologia. José Maria Bettencourt assume a responsabilidade pela enologia dos vinhos produzidos nas diferentes regiões onde a José Maria da Fonseca marca presença: Península de Setúbal, Alentejo, Douro e Vinhos Verdes. Na nova função, passa a ser apoiado pelos enólogos Francisca Figueira e […]

A José Maria da Fonseca abre um novo capítulo na Direcção de Enologia. José Maria Bettencourt assume a responsabilidade pela enologia dos vinhos produzidos nas diferentes regiões onde a José Maria da Fonseca marca presença: Península de Setúbal, Alentejo, Douro e Vinhos Verdes. Na nova função, passa a ser apoiado pelos enólogos Francisca Figueira e Tiago Mau.

Licenciado em Engenharia Agronómica pelo Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa, e com uma pós-graduação em Gestão Agroindustrial pela AESE, o novo Director de Enologia, que integrou a José Maria da Fonseca em 2021, reúne formação técnica e experiência profissional em Portugal e na Austrália.

“Assumir a Direção de Enologia da José Maria da Fonseca representa uma enorme responsabilidade, mas, acima de tudo, um privilégio. Não começamos numa folha em branco, recebemos quase dois séculos de conhecimento, vinhas, castas, marcas e uma equipa com uma enorme experiência. O meu papel passa por respeitar esse legado, aprender com ele e, simultaneamente, ter a proatividade necessária para continuar a evoluir”, afirma, em comunicado, José Maria Bettencourt.

Francisco Soares Franco, Co-CEO da José Maria da Fonseca, declara, por sua vez, que a chegada do José Maria Bettencourt à Direcção de Enologia representa uma nova etapa para a nossa Enologia, mas “queremos preservar aquilo que distingue a José Maria da Fonseca, mantendo a identidade das nossas marcas e dos nossos vinhos, mas sem deixar de inovar e acompanhar a evolução do sector”.

A nova Direcção de Enologia dá continuidade ao trabalho desenvolvido por Paulo Hortas, que esteve 40 anos ligado à José Maria da Fonseca. Para José Maria Bettencourt, esta passagem de testemunho significa receber e respeitar o conhecimento construído por várias gerações, acrescentando-lhe uma nova visão.

Dê uma nova vida às suas rolhas no Vinhos & Sabores

A AMORIM CORK junta-se à Grandes Escolhas no evento Vinhos & Sabores de 17 a 19 de Outubro, na FIL – Lisboa, para promover a recolha e reciclagem das rolhas de cortiça das milhares de garrafas abertas durante a feira. A prática de recolha e posterior reciclagem de rolhas usadas tem sido promovida através de […]

A AMORIM CORK junta-se à Grandes Escolhas no evento Vinhos & Sabores de 17 a 19 de Outubro, na FIL – Lisboa, para promover a recolha e reciclagem das rolhas de cortiça das milhares de garrafas abertas durante a feira.

A prática de recolha e posterior reciclagem de rolhas usadas tem sido promovida através de vários programas apoiados pela Corticeira Amorim nos cinco continentes. Em 2025, estas iniciativas permitiram recolher e valorizar 557 toneladas de rolhas de cortiça, reforçando o compromisso da empresa com a economia circular e a prolongação do ciclo de vida deste recurso natural.

Também a Grandes Escolhas, desde a primeira edição do evento VINHOS & SABORES, tem incentivado a recolha de rolhas, sensibilizando expositores e visitantes para a importância de se juntarem a este ciclo de reciclagem.

Com milhares de visitantes, a feira VINHOS & SABORES representa uma excelente oportunidade para sensibilizar o público para a importância da cortiça enquanto matéria-prima natural e reciclável. Ao permitir prolongar continuamente o seu ciclo de vida e transformá-la em novas aplicações, a reciclagem evita o desperdício e contribui para valorizar esta matéria-prima única.

Junte-se a nós e aos nossos expositores! Traga as suas rolhas e deposite-as nos «Rolhões» colocados no stand da Amorim Cork. Um gesto simples que contribui para reduzir a pegada ambiental e apoiar a economia circular.