DUORUM: Tributo à “família” de vinhos

Foi com a vindima de 2025 que se inaugurou a nova adega da empresa, situada em Foz Côa. Até então, as uvas eram vinificadas em adega alugada, em Ervedosa. São muitas as vantagens: maior proximidade em relação à Quinta de Castelo Melhor, o epicentro do projeto, mais disponibilidade de mão-de-obra, que não está sujeita a […]
Foi com a vindima de 2025 que se inaugurou a nova adega da empresa, situada em Foz Côa. Até então, as uvas eram vinificadas em adega alugada, em Ervedosa. São muitas as vantagens: maior proximidade em relação à Quinta de Castelo Melhor, o epicentro do projeto, mais disponibilidade de mão-de-obra, que não está sujeita a deslocações, com a poupança que daí advém, e painéis solares e ETAR de última geração, com a reciclagem monitorizada por TV. Nesta adega recebem ainda as uvas que compram para a marca Tons de Duorum.
Com espaço para crescer se necessário e com boas vias de acesso, a adega é funcional, cumprindo todos os requisitos, à excepção do engarrafamento, assunto sempre melindroso para João Portugal Ramos, que não entende a proibição de se fazer os engarrafamentos em Estremoz, onde a empresa tem todas as condições para efectuar esta tarefa. São as regras da Denominação de Origem. O enoturismo, a desenvolver, será na Quinta de Castelo Melhor, com apiário e onde as preocupações ambientais são uma constante, ou não houvesse o registo de um grande aumento das espécies locais, “mais do dobro do que quando começámos”, relembra João Portugal Ramos. A actividade turística poderá incluir mesmo alguns quartos bem perto do rio Douro, junto à antiga linha de comboio.
Mudanças no perfil
É na marca Duorum Colheita que mais se aposta. Esta já representa cerca de 200 000 garrafas, enquanto a Tons anda pelas 600 000. A finalidade é ir invertendo gradualmente estes números, com o intuito de crescer no Colheita. O tinto Reserva representa cerca de 15 000 garrafas e o topo de gama O. Leucura fica-se pelas 3000. O portefólio inclui igualmente as marcas Altitude, Vinha dos Muros e Vinha das Abelhas. Mas o filho, João Maria Ramos não quer alargar mais, porque “na distribuição é muito complicado estar sempre a inovar, não se consegue criar marca dessa forma”.
Aos comandos da enologia, João Perry Vidal reconhece que muito mudou desde o início do projecto – cresceram em importância algumas castas, como a Alicante Bouschet e a Sousão, e mudou-se um pouco o perfil dos tintos, apontando para vindimas mais antecipadas (alguma já mecânica), mais maceração pré-fermentativa, por forma a obter mais elegância e menos álcool. Reconhece que “nos Reserva e nos vinhos especiais poderá haver mais maceração, para maior extracção de taninos”.
Por outro lado, “ainda não nasceu o nosso grande branco, mas estamos a trabalhar no assunto. Aqui na zona há boas vinhas velhas e muita gente quer nos fornecer uvas”. Entretanto, foi descartado a Viosinho que, por aqui, não dava grande resultado, tal como a Verdelho. As duas variedades são adquiridas agora na sub-região do Cima Corgo. Códega do Larinho? “Também temos”, diz-nos, “mas ainda não nos convenceu totalmente. A aposta é sobretudo em Arinto, Rabigato e Gouveio. Depois há as castas de tempero”, acrescenta.
O tinto O. Leucura é muito atractivo para consumidores brasileiros, que o adquirem na loja do aeroporto
Boas novas no portefólio
Dos vinhos provados de novo e, dos que foram revisitados, há notas a tomar. Nas novidades há que dizer que sobre o Reserva tinto se fizeram 14 666 garrafas. É um tinto que tem origem em uvas de vinhas velhas, algumas com 50 anos; após a fermentação e 18 dias de cuvaison, estagia em barrica (70% nova).
O ex-libris da empresa, O. Leucura, apenas foi editado em anos especiais – 2008, 2011, 2012, 2015 e agora 2017. Segundo o produtor, há três colheitas em cave à espera de decisão, sendo que há a vontade de repetir este intervalo de espera entre a colheita e o lançamento, tal como se fez nesta edição. Comparando com as anteriores, percebe-se que o objectivo é fazer um tinto com uvas colhidas mais cedo, menos macerado na fermentação, mais elegante e fino, seguindo as tendências do gosto. Curiosamente é um tinto bem aceite, sobretudo no mercado interno e por consumidores brasileiros, que o adquirem na loja do aeroporto.
No próximo ano, em jeito de comemoração dos 20 anos do projecto, tenciona lançar um Porto Colheita 2007, entrando, deste modo, no “universo tawny” de que estavam arredados até agora.
Já ao almoço revisitaram-se vários vinhos: Duorum 2012 em magnum, Vinho dos Muros brancos 2023 e 2024. No final, o Porto Vintage 2011 (para mim um dos grandes vintages dessa declaração clássica) foi servido em magnum e mostrou-se perfeito na concentração e no perfil denso, muito especiado, com anos e anos pela frente.
(Artigo publicado na edição de Maio de 2026)
THE GLENROTHES: Um escocês e tanto

Comecemos pelo princípio. O que temos na mesa de prova é um whisky escocês com origem em Speyside, uma das cinco zonas distintas do whisky de malte. As outras são Highlands, Islay, Lowlands e Campbeltown. Speyside é, no entanto, a mais importante, uma vez que ali se localizam cerca de 1/3 de todas as destilarias […]
Comecemos pelo princípio. O que temos na mesa de prova é um whisky escocês com origem em Speyside, uma das cinco zonas distintas do whisky de malte. As outras são Highlands, Islay, Lowlands e Campbeltown. Speyside é, no entanto, a mais importante, uma vez que ali se localizam cerca de 1/3 de todas as destilarias da Escócia (150), mas muitas delas executam essa tarefa para clientes (e marcas) diferentes. Após a destilação, o spirit é estagiado em madeira de carvalho. Por norma, o que conhecemos melhor são os whiskies que já tiveram o seu estágio em carvalho, mas, sempre que é possível e havendo a oportunidade, é uma grande experiência provar um whisky antes de ir para o casco. É aí que se percebe que o destilado e a madeira são indissociáveis e que o spirit sem a madeira fica totalmente descasado, e, diga-se, sem grande graça.
Muitas das marcas que conhecemos estão conotadas com uma destilaria. Contudo, convém recordar que há marcas de whisky de empresas sem destilaria e que funcionam como loteadores: compram whiskies em variados locais, depois loteiam e envelhecem. Podem tornar-se marcas muito procuradas por coleccionadores e apreciadores, como Gordon & MacPhail, empresa cuja fundação remonta ao século XIX e que também se localiza em Speyside. São verdadeiros arqueólogos do whisky, disponibilizando produtos raros, antigos e muito procurados por coleccionadores.
Um pouco à semelhança do que acontece no sector vinícola, também o whisky conhece actualmente um movimento de criação ou renascimento de pequenas destilarias, apontando para produtos de boutique, originais e editados em quantidades muito limitadas. O coleccionismo atinge, neste universo, o nível de quase doença, com a busca incessante “daquela garrafa” que ainda não consta na colecção. Mesmo para apreciadores normais, categoria em que me coloco, um passeio na rua principal de Edimburgo é desconcertante: são lojas umas a seguir às outras e as montras estão recheadas de marcas e nomes que não conhecemos. Percebemos de imediato que é um outro mundo que nos escapa.
A Glenrothes foi fundada em 1878 por James Stuart, que já trabalhava na vizinha Macallan. Com história conturbada e várias catástrofes pelo meio, interessa-nos a mais recente. Desde 2018, pertence ao grupo que detém a Macallan e a Highland Park. No caso da Macallan, estamos a falar de uma marca verdadeiramente icónica, que pode atingir preços de ourivesaria, qualquer coisa como dezenas de milhar de euros por edições datadas, sobretudo dos anos 50.
As maturações do whisky da Glenrothes são feitas em cascos de Jerez. Há empresas que preferem outro tipo de cascos, nomeadamente de Vinho do Porto, para a fase final do estágio. Neste caso, surge no rótulo a indicação “Port Finish”, como acontece com algumas marcas conhecidas, como Balvenie ou Glenmorangie. Existe também um intercâmbio entre Moscatel de Setúbal e whisky: há cascos a irem para lá e outros a virem de lá para cá, com o propósito de serem utilizados no envelhecimento do moscatel, como acontece na Bacalhôa, em Azeitão.
Este The Glenrothes 15 Anos é um Single Malt, ou seja, resulta de maltes destilados numa única destilaria. Em tempos, encontrava-se no mercado garrafas com a indicação Pure Malt (lote de destilados de várias origens). Porém, o termo está fora de uso, tendo sido substituído por Blended Malt.
(Artigo publicado na edição de Maio de 2026)
Feira dos Vinhos & Sabores dos Altos – Quais foram os vinhos e azeites premiados?

Estão apurados os galardoados do Concurso de Vinhos dos Altos e do Concurso de Azeites da Feira dos Vinhos & Sabores dos Altos, iniciativa da Câmara Municipal de Alijó. O evento que teve lugar nos dias 19 e 21 de junho, no Parque da Vila de Alijó, no Alto Douro Vinhateiro, recebeu cerca de 5000 […]
Estão apurados os galardoados do Concurso de Vinhos dos Altos e do Concurso de Azeites da Feira dos Vinhos & Sabores dos Altos, iniciativa da Câmara Municipal de Alijó. O evento que teve lugar nos dias 19 e 21 de junho, no Parque da Vila de Alijó, no Alto Douro Vinhateiro, recebeu cerca de 5000 visitantes, reuniu cinco dezenas de produtores e teve novidades.
Mas falemos, primeiro, das duas competições. De acordo com o resultado obtido no Concurso de Vinhos dos Altos, que teve lugar na Casa dos Noura, em Alijó, e foi presidido por Valéria Zeferino, diretora da Revista Grandes Escolhas, a distinção de “Melhor Vinho” foi atribuída a três referências: FozTua Reserva 2023 (Foz do Tua), Lacrau Garrafeira 2019 (Secret Spot Wines) e Costa Boal Porto Tawny 30 anos (Costa Boal Family Estates), respectivamente, nas categorias de Branco, Tinto e Fortificado. Este trio de referências está incluído na lista dos 30 galardoados, com os Espumantes a destacarem-se apenas com uma medalha de Prata, os vinhos Brancos a dividirem-se entre cinco Ouros e cinco Pratas, em ex aequo com os Tintos, os Rosés com um Ouro e duas Pratas, enquanto os Fortificados arrecadaram três Ouros. As 97 referências vínicas inscritas foram aferidas em prova cega por um conjunto de 17 jurados, entre jornalistas, importadores, distribuidores, representantes de garrafeiras e consultores. (consultar lista no final)
Já o Concurso de Azeites 2026 decorreu no Centro Interpretativo D’Olival ao Azeite D’Ouro, em Castedo, e foi presidido por Francisco Pavão, presidente da APPITAD – Associação de Agricultores de Portugal e especialista em azeites. Dos 14 azeites avaliados em prova cega, os dez elementos do júri medalharam o Quinta de Rio Pequeno Azeite Virgem Extra com a insígnia de “Melhor Azeite”. As restantes sete distinções dividem-se em duas distinções de Ouro, quatro de Prata e uma Menção Honrosa. (consultar lista no final)
Às duas competições, somaram-se três provas de vinhos comentadas: a prova focada nos brancos foi conduzida por Sérgio Lopes, crítico de vinhos da Revista Grandes Escolhas, enquanto os vinhos tintos e os fortificados foram concretizadas por Valéria Zeferino. No contexto dos “Azeites do Concelho de Alijó”, a prova contou com a oratória de Francisco Pavão.
No capítulo das novidades, cabem o Wine Bar Experience e o Buyers Lounge. O Wine Bar Experience esteve nas mãos da dupla de bartenders Pedro Margarido e Nazar Vershynin, da Piratas de Rio, empresa especializada na feitura de bebidas e cocktails. Ambos criaram uma carta constituída por cinco cocktails protagonizados por vinhos, moscatéis e espumantes produzidos neste território vitivinícola. O Buyers Lounge foi o espaço reservado a reuniões e encontros agendados, respectivamente, entre os produtores e cinco compradores internacionais da Eslovénia, Espanha, Letónia, Noruega e Reino Unidos, assim como com oito profissionais nacionais.
Concurso de Vinhos dos Altos 2026
Melhores Vinhos
Branco
FozTua Reserva 2023 (Foz do Tua)
Tinto
Lacrau Garrafeira 2019 (Secret Spot Wines)
Fortificado
Costa Boal Porto Tawny 30 anos (Costa Boal Family Estates)
Espumantes
Medalha de Prata
Uivo Cronológico Ancestral 2018, Folias de Baco
Brancos
Medalha de Ouro
Águia Moura Gouveio Grande Reserva 2021 (Casa Agr. Águia de Moura)
Lacrau Superior 2023 (Secret Spot Wines)
Olgas 2023 (Maçanita Vinhos)
Venera 2023 (Quinta dos Loivos)
Viós 2024 (Newton’s Dynamic GPU)
Medalha de Prata
Circa 2021 (Faustino Meireles Moreira)
Grimalde 2025 (José Carlos Sousa Pimentel)
Guru 2024 (Wine & Soul)
Quinta Sanradela Velha Grande Reserva 2022 (Sabor de Pétalas Wine)
Vale do Tábua Reserva 2022 (Vale do Tábua)
Rosés
Medalha de Ouro
Venera Reserva 2023 (Quinta dos Loivos)
Medalha de Prata
Costa Boal Homenagem 2024 (Costa Boal Family Estates)
Quinta Sanradela Velha 2023 (Sabor de Pétalas Wine)
Tintos
Medalha de Ouro
Circa Reserva 2018 (Faustino Meireles Moreira)
Fragulho Reserva 2022 (Casa dos Lagares)
Quinta da Pedra Alta 2022 (Quinta da Pedra Alta)
Submerso Touriga Nacional 17 2024 (Submerso Vinhos)
Vale do Tábua D’Outrora Grande Escolha 2020 (Vale do Tábua)
Medalha de Prata
Costa Boal Superior 2022 (Costa Boal Family Estates)
Herança 2017 (D’Origem)
Lugar da Corredoura Touriga Nacional Reserva 2022 (Casa do Piàska)
Quinta do Jalloto 2024 (Faustino Meireles Moreira)
Rio Pequeno Field Blend Reserva 2020 (Quinta de Rio Pequeno)
Fortificados
Medalha de Ouro
Adega de Favaios Moscatel do Douro 2007 (Adega de Favaios)
Secret Spot Moscatel do Douro 20 anos (Secret Spot Wines)
Tapada de Favaios Moscatel do Douro (Vinhos de Favaios)
2º Concurso de Azeites
Melhor Azeite
Quinta de Rio Pequeno (Quinta de Rio Pequeno)
Medalha de Ouro
Cartageno’s (Cartageno’s – Serviços & Produtos)
Pintas (Wine & Soul)
Medalha de Prata
Águia Moura (Casa Agr. Águia Moura)
Fragulho (Casa dos Lagares)
Porca de Murça Biológico (Coop Agr. dos Olivicultores de Murça)
Uivo (Folias de Baco)
Menção Honrosa
Porca de Murça DOP (Coop Agr. dos Olivicultores de Murça)
Há um novo Wine Terraza na Comporta

A Garcias abriu oficialmente a Wine Terraza by Garcias Wines & Spirits na Boutique Garcias Comporta, localizada na Estrada nacional 253, na Herdade da Comporta, para receber o verão. Trata-se de um novo espaço para, entre vinhos, um copo de gin ou um porto tónico, brindar ao estilo de vida da Comporta. Para acompanhar, há […]
A Garcias abriu oficialmente a Wine Terraza by Garcias Wines & Spirits na Boutique Garcias Comporta, localizada na Estrada nacional 253, na Herdade da Comporta, para receber o verão. Trata-se de um novo espaço para, entre vinhos, um copo de gin ou um porto tónico, brindar ao estilo de vida da Comporta. Para acompanhar, há petiscos com produtos da região.
“Queremos que a Wine Terraza seja um prolongamento natural da Boutique Garcias Comporta, um espaço onde se descobre, se prova e se vive o universo Garcias de forma descontraída, próxima e memorável”, afirma Filipa Garcias, CEO da Garcias, em comunicado.
Já a Boutique Garcias Comporta continua a ter uma ampla selecção premium, quer de vinhos, quer de espirituosos, além de outros produtos, num formato que alia retalho ao lifestyle, experiência consolidada com o Wine Terraza by Garcias Wines & Spirits, que convida a ficar o tempo que se quiser. Afinal, o horário de funcionamento é diário, das 10h00 às 20h00, durante a época de estio.
Corticeira Amorim recebe distinção internacional

A Corticeira Amorim arrecada os prémios de Melhor Empresa na Redução de Carbono na Indústria de Produtos Vínicos 2025 e Empresa Mais Sustentável na Indústria de Produtos Vínicos 2026 atribuídos. Ambas as distinções são atribuídas pela revista internacional World Finance e estão associadas à forma como as empresas implementam os critérios ESG (Environmental, Social and […]
A Corticeira Amorim arrecada os prémios de Melhor Empresa na Redução de Carbono na Indústria de Produtos Vínicos 2025 e Empresa Mais Sustentável na Indústria de Produtos Vínicos 2026 atribuídos. Ambas as distinções são atribuídas pela revista internacional World Finance e estão associadas à forma como as empresas implementam os critérios ESG (Environmental, Social and Governance) nos modelos de negócio, em particular no que diz respeito à acção climática, à inovação e ao impacto das operações.
No que toca ao primeiro galardão, está em evidência o facto de, em 2025, a Corticeira Amorim se ter destacado “pelo compromisso de longo prazo com a acção climática”, nomeadamente através da aposta na electrificação de processos produtivos, no investimento efectuado em energias renováveis e na opção por soluções logísticas com menor intensidade carbónica no âmbito da transformação da cortiça.
Segundo o comunicado, a segunda distinção, recebida de forma consecutiva desde 2019, está associada ao reconhecimento da posição da empresa “na valorização da cortiça enquanto material renovável e com características de circularidade e na preservação dos ecossistemas de sobreiro”, bem como à mitigação da pegada ambiental por meio de iniciativas que reforçam a biodiversidade e, ao mesmo tempo, prolongam e optimizam o ciclo de vida dos seus produtos.
António Rios de Amorim, Presidente e CEO da Corticeira Amorim, enaltece, em comunicado, o seguinte: “a renovação destas distinções atribuídas pela World Finance reforça o reconhecimento do nosso compromisso estratégico de longo prazo com a sustentabilidade, assente na valorização da cortiça enquanto material de excelência ambiental e na inovação contínua dos nossos processos e soluções. Continuaremos a investir em iniciativas que reforcem a descarbonização da nossa atividade e contribuam para um futuro mais sustentável para toda a cadeia de valor do sector vinícola.”
QUINTA DO CARMO: Mudam os tempos, fica o lugar

A Quinta do Carmo, cujas origens remontam ao século XVIII, situa-se no concelho de Estremoz, na localidade de nome Glória. Cerca de 1000 hectares distribuem-se por montado, olival, pastagens e, aproximadamente, 120 hectares de vinha, estendendo-se por uma paisagem de grande diversidade, entre o planalto de Estremoz, a Nordeste, e os relevos ondulados da Serra […]
A Quinta do Carmo, cujas origens remontam ao século XVIII, situa-se no concelho de Estremoz, na localidade de nome Glória. Cerca de 1000 hectares distribuem-se por montado, olival, pastagens e, aproximadamente, 120 hectares de vinha, estendendo-se por uma paisagem de grande diversidade, entre o planalto de Estremoz, a Nordeste, e os relevos ondulados da Serra de Ossa, a Sudoeste.
A entrada principesca da Quinta do Carmo impressiona pela geometria das vinhas, na horizontal, e das palmeiras, na vertical, que formam uma longa alameda até ao imponente portal de entrada. As primeiras 12 palmeiras-das-Canárias foram plantadas durante a gestão dos franceses; mais tarde, juntaram-se outras de espécies diferentes, que constituem uma assinatura da Bacalhôa.
A produção da Quinta do Carmo representa 6% do total do grupo. A maior parte dos vinhos é vendida no mercado nacional, sendo apenas 17% destinada à exportação. Os principais mercados externos são Angola, Brasil, França, Reino Unido, Suíça e Hong Kong.
As castas brancas foram plantadas pelos franceses muito antes do boom dos vinhos brancos
História
No caminho para a Quinta do Carmo, Vasco Penha Garcia, que durante muitos anos foi responsável pela enologia da Bacalhôa e que, actualmente, desempenha funções de Director do Departamento de Relações Institucionais, contou a história da propriedade.
Em meados do século XIX existiam duas vinhas muito especiais no Alentejo – uma na Quinta do Carmo e outra na Herdade do Mouchão – exploradas pela união de duas famílias incontornáveis na região do Alentejo, ligadas pelo casamento entre John Reynolds e Isabel d’Andrade Bastos. Para além das castas tipicamente alentejanas, o denominador comum era a variedade francesa Alicante Bouschet, introduzida em Portugal após a praga da filoxera. Hoje, é a casta mais presente no Alentejo, representando cerca de 18% das plantações, mas, na época, era exclusiva destas duas propriedades.
A partir dos anos 80 do século passado, com a enologia de João Portugal Ramos, os vinhos da Quinta do Carmo começaram a ganhar a devida projecção. Os enófilos dessa época suspiravam pelas colheitas de 1985, 1986 e 1987. A fama era tal que despertou o interesse dos proprietários da Lafite Rothschild e, em 1992, o grupo entrou com 50% de capital no negócio, em parceria com Júlio Bastos, então proprietário da Quinta do Carmo. Segundo o acordo estabelecido, Júlio Bastos cedeu as vinhas e a marca, enquanto os Rothschild construíram uma nova adega state of the art à data. O palácio do século XVIII não foi incluído neste negócio, nem a bonita capela de Nossa Senhora do Carmo, que deu nome à quinta.
Nesta parceria surgiram várias divergências de visão estratégica e, em 2000, Júlio Bastos vendeu a sua parte à Bacalhôa, que mais tarde, em 2008, acabou também por comprar a participação do Domaine Baron de Rothschild (Lafite).
Mais de uma década de gestão francesa trouxe várias mudanças na propriedade, de acordo com a sua visão. Nem todas as decisões foram acertadas, como, por exemplo, a substituição de Alicante Bouschet por Cabernet Sauvignon, mas também deixou um conjunto de contributos relevantes. Para além do aumento da área de vinha, havia a ambição de produzir um grande branco do Alentejo, pelo que foram plantadas castas brancas numa altura em que este tipo de vinho ainda não estava em ascensão – estamos a falar da viragem do século. Apostaram na variedade Roupeiro, que se revelou muito boa naquela zona, Arinto e Antão Vaz, bem como nas castas francesas Viognier e Marsanne, que permanecem nas vinhas em quantidades residuais.
Roupeiro e Alicante Bouschet são as castas de eleição na Quinta do Carmo
Vinha e o anticlinal de Estremoz
A vinha da Quinta do Carmo apresenta uma particularidade, como explicou Vasco Penha Garcia: situa-se no anticlinal de Estremoz. Trata-se de uma dobra das camadas rochosas, formada por movimentos tectónicos, semelhante a um tapete comprimido lateralmente, que acaba por se elevar ao centro, formando um arco. Neste processo, as camadas mais antigas ficam expostas. O anticlinal de Estremoz é um dos exemplos mais notáveis deste tipo de estrutura em Portugal, não apenas pela sua dimensão, mas sobretudo pela natureza das rochas que revela. Faz parte do famoso “triângulo do mármore” localizado entre Estremoz, Borba e Vila Viçosa, dois outros concelhos do Alentejo.
O terreno da Quinta do Carmo estende-se perpendicularmente ao alinhamento das principais unidades geológicas, o que lhe confere uma grande heterogeneidade de solos. Na zona Nordeste da propriedade predominam mármores cobertos por barros vermelhos. No extremo oposto, já na proximidade da Serra de Ossa, surgem solos de natureza xistosa. Existem ainda solos de transição, como na vinha do Seixo, de onde provêm uvas para os Quinta do Carmo Reserva branco e tinto.
Ao percorrer a vinha, observa-se claramente toda esta diversidade: desde os solos claros e pedregosos, passando por zonas com maior presença de argila vermelha e afloramentos de quartzo, até à transição para xisto (na vinha da Cabeça Alta).
A maior parte destes solos tem uma fertilidade moderada e oferece boa drenagem, mas a capacidade de retenção de água é limitada. Por isso, em períodos de calor intenso e seca, as vinhas entram facilmente em stress hídrico, necessitando de rega. Nas zonas de vale, os solos são naturalmente mais profundos, com melhor retenção de água e maior fertilidade.
As vinhas mais antigas datam da década de 1990 e do início dos anos 2000. Após a aquisição, a Bacalhôa aumentou a área de vinha branca e de Alicante Bouschet, reduzindo as plantações de Syrah e Cabernet Sauvignon. Mais tarde, a partir de 2018, voltaram a plantar-se Alicante Bouschet, Roupeiro, Arinto e um pouco de Fernão Pires. Também existe Trincadeira, que “é extraordinária, mas pouco consistente” pela experiência do enólogo residente e responsável de viticultura, João Chamorro.
Está previsto o aumento da área de vinha em cerca de 20 hectares, dependente do esperado reforço dos recursos hídricos. No entanto, existe uma pequena barragem localizada na zona central da propriedade. Mesmo assim, a água que retém é insuficiente para assegurar novos projectos. Por esse motivo, aguardam a sua ampliação, para fazer face aos anos de escassez hídrica no contexto das alterações climáticas. Como referiu João Chamorro, a nova barreira fluvial irá chamar-se Barragem da Mesquita e deverá, não só funcionar como reserva estratégica de água, mas também criar uma albufeira, contribuindo, assim, para a biodiversidade da área.
Outro benefício é a possibilidade de desenvolver ecoturismo em torno da barragem e actividades, como a observação de animais.
Adega, a herança dos franceses melhorada
A adega da Quinta do Carmo foi construída pelos Rothschild, perto da vinha, tal como na região francesa de Bordeaux, para facilitar a logística e minimizar o tempo de transporte das uvas durante a vindima. Estava muito bem equipada à época, com os depósitos de cimento de 20 toneladas e uma zona especificamente dedicada aos vinhos brancos.
Já na era da Bacalhôa, a adega beneficiou de uma ampliação e foi munida com equipamentos e depósitos mais variados, incluindo os de 10 toneladas para a elaboração de lotes mais precisos da gama Quinta do Carmo, lagares com pisa robótica e controlo de temperatura, onde fermentam os Reserva tinto, bem como depósitos de maiores dimensões destinados à produção de lotes mais volumosos. Fizeram ainda uma segunda recepção perfeitamente equipada (para além de outra “francesa” que já existiu). Desta forma conseguem processar uvas brancas e tintas ao mesmo tempo. “É uma adega com uma enorme flexibilidade”, conclui Vasco Penha Garcia. As barricas são fornecidas pela tanoaria Seguin Moreau, sendo produzidas de acordo com os requisitos da quinta.

As castas protagonistas
A Quinta do Carmo produz cerca de um milhão de garrafas, das quais dois terços são de vinho tinto e um terço de branco. As três gamas principais, todas nas versões branco e tinto, incluem a marca Dom Martinho, que representa quase metade da produção, a Quinta do Carmo e a Quinta do Carmo Reserva, com 35% e 15% da produção, respectivamente.
Nos vinhos brancos, a Roupeiro tem um papel importante e representa cerca de 30% das variedades brancas. É algo raro no Alentejo e no país. Embora esteja presente de Norte a Sul, sendo a quarta casta branca mais plantada e correspondendo a 2% de plantações de vinha em Portugal, “sempre foi o patinho feio”, como a apelidou Vasco Penha Garcia, por não suscitar grande admiração por parte dos consumidores, nem dos produtores.
Conhecida por várias sinonímias, das quais três são oficiais – Roupeiro, no Sul, Síria, na Beira Interior, e Códega, no Norte –, é uma casta bastante produtiva e de maturação tardia. Pode sofrer com as chuvas de Setembro e, se não for colhida no momento certo, sobretudo em zonas quentes, perde acidez de forma acentuada e “queima” os aromas, que são algo delicados. Na Quinta do Carmo, situada regionalmente numa zona elevada, a cerca de 400 metros de altitude e com solos de fertilidade média, a casta revela um comportamento acima da média, mantendo acidez suficiente, para originar vinhos equilibrados, com pH entre 3,0 e 3,2.
No Dom Martinho, a Roupeiro atinge 70% do lote, com auxílio da Arinto, variando entre 50% e 60% no Quinta do Carmo. A Antão Vaz e, por vezes, a Fernão Pires também podem entrar no lote em percentagens menores. O Dom Martinho e o Quinta do Carmo branco não passam por madeira, mas este último beneficia de um estágio prolongado sobre as borras, que lhe confere mais estrutura e complexidade. Já o Reserva fermenta e evolui em barricas de carvalho francês, novas e usadas.
Nos tintos, o estágio em madeira começa a partir do Quinta do Carmo. “O conceito é fazer um vinho não exuberante, com boa estrutura, e domar o Alicante Bouschet, que é uma casta de grande rusticidade”, explicam o Director de Enologia Francisco Antunes e Vasco Penha Garcia.
A Alicante Bouschet tem vindo a ganhar protagonismo no lote, atingindo 60%. Foram inclusivamente realizados ensaios com a casta em extreme. Ao contrário da Roupeiro, a Alicante Bouschet goza de uma popularidade indiscutível no Alentejo. Praticamente desprezada em França, em Portugal já é a quarta casta mais plantada e, no Alentejo lidera mesmo as plantações. Bem domada, confere aos vinhos uma cor opaca, sendo uma casta tintureira (com polpa corada), grande concentração, volume de boca, estrutura e longevidade.
Os outros componentes do lote variam consoante o ano. Mais do que as castas em si, procura-se um estilo definido de elegância. Por exemplo, no Quinta do Carmo 2019, o lote, para além do Alicante Bouschet, incluiu Aragonez e Trincadeira; já o 2022 (em prova) conta com Cabernet Sauvignon e Syrah a acompanhar a Alicante Bouschet. Entretanto, na vindima de 2025, a Cabernet Sauvignon não atingiu a maturação desejada, pelo que a solução para esta colheita será diferente.
Cada talhão e cada casta são fermentados em separado. À semelhança do método bordalês, realiza-se uma maceração pré e pós-fermentativa, naturalmente controlada através de provas diárias, para separar o mosto das massas e o transferir para barricas de carvalho francês de 225 litros. A madeira nova representa entre 15% a 20%, sendo o restante de segundo uso. O lote final é definido após um estágio de 12 meses.
O Quinta do Carmo Reserva é uma herança da passagem dos franceses, foi “inventado” em 2000. Na altura tinha Cabernet Sauvignon em maioria no lote, pois não confiavam muito na Alicante Bouschet, baseando na sua experiência em França, onde a casta, de facto, não se expressa da mesma forma. Actualmente, o estilo é diferente, tendo a Alicante Bouschet proveniente da vinha do Seixo, com solos mais argilosos à superfície sobre mármore, como figura central, deixando, para as restantes castas, o papel secundário. Em 2017, esse papel coube à Aragonez da vinha da Cabeça Alta, com solo xistoso. Fermenta em lagares e permanece em maceração com massas durante mais 15 dias para extrair a estrutura que aguenta o estágio de 18 meses em barricas novas de carvalho francês de 225 litros, seguido de anos em garrafa.
De todos os vinhos, provei duas colheitas, uma mais recente e outra com mais anos de garrafa. No caso do Reserva tinto, tratou-se de uma mini-vertical, com as colheitas de 2016, 2015 e 2004. As duas primeiras estavam em belíssima forma, cheias de vida, com grande polimento e integração; o último vinho já denotava bastante a idade, mais contido no aroma, com notas de fruta desidratada e compotada, existindo ainda alguma fruta fresca no conjunto.
A sensação que tive ao provar os vinhos da Quinta do Carmo é que, muitas vezes, corremos atrás das novidades, descobertas de produtores, vinhos diferentes e promessas inovadoras, esquecendo, nessa corrida, como é bom provar os clássicos, sentir a sua afinação, alcançada ao longo de sucessivas colheitas.
(Artigo publicado na edição de Maio de 2026)
36 vinhos vencedores no Concurso da Península de Setúbal

O antigo Centro de Depuração de Ostras do Tejo, no Gaio-Rosário, freguesia do concelho da Moita, localizada à beira do Estuário do Tejo, recebeu a cerimónia de entrega de prémios da XXIV edição do Concurso de Vinhos da Península de Setúbal. Das 36 referências vínicas vencedoras, 12 arrecadaram medalhas de Ouro e 24 de Prata, […]
O antigo Centro de Depuração de Ostras do Tejo, no Gaio-Rosário, freguesia do concelho da Moita, localizada à beira do Estuário do Tejo, recebeu a cerimónia de entrega de prémios da XXIV edição do Concurso de Vinhos da Península de Setúbal. Das 36 referências vínicas vencedoras, 12 arrecadaram medalhas de Ouro e 24 de Prata, para além das seis distinções especiais atribuídas aos melhores vinhos da referida região vitivinícola.
Sobre este sexteto, a Casa Ermelinda Freitas arrecadou quatro medalhas nas categorias de Melhor Vinho Branco DO Palmela, para o Dona Ermelinda branco 2024, bem como de Melhor Vinho Tinto, Melhor Vinho Branco e Melhor Vinho Rosado Regional Península de Setúbal, para Vinha do Torrão Grande Escolha 2023, Vinha da Valentina Premium tinto 2024 e Túlipa rosé 2025, respectivamente. A Adega Cooperativa de Palmela ganhou na categoria de Melhor Vinho Generoso de Setúbal, com Adega de Palmela Moscatel Roxo de Setúbal Superior 15 Anos DO Palmela, e a distinção de Melhor Vinho Tinto de Palmela ficou nas mãos da adega Fernando Santana Pereira, que se destacou com Quinta do Monte Alegre Homenagem Grande Reserva Castelão 2019.
Por ocasião desta cerimónia, Henrique Soares, Presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal (CVRPS), enalteceu a “inigualável” geografia da região, sublinhou a importância da união dentro do sector agrícola e evidenciou o papel do vinho, não só a respeito de toda “a ciência que está por trás de uma garrafa”, mas também no que concerne à sustentabilidade económica e social que lhe está associada.
Organizada pela Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal (CVRPS), esta competição contou com um júri constituído por técnicos especialistas em análise sensorial das várias regiões vitivinícolas nacionais, académicos, enólogos, escanções, jornalistas e membros do painel de prova da ASAE (Autoridade da Segurança Alimentar e Económica).
Concurso de Vinhos da Península de Setúbal 2026
Categorias Especiais
Melhor Vinho Generoso de Setúbal
Adega de Palmela Moscatel Roxo de Setúbal Superior 15 Anos DO Palmela (Adega Coop. de Palmela)
Melhor Vinho Tinto DO Palmela
Quinta do Monte Alegre Homenagem Grande Reserva Castelão 2019 (Fernando Santana Pereira)
Melhor Vinho Branco DO Palmela
Dona Ermelinda 2024 (Casa Ermelinda Freitas)
Melhor Vinho Tinto Regional Península de Setúbal
Vinha do Torrão Grande Escolha 2023 (Casa Ermelinda Freitas)
Melhor Vinho Branco Regional Península de Setúbal
Vinha da Valentina Premium 2024 (Casa Ermelinda Freitas)
Melhor Vinho Rosado Regional Península de Setúbal
Túlipa 2025 (Casa Ermelinda Freitas)
Medalhas de Ouro
Vinho Branco D.O. Palmela
Dona Ermelinda Reserva 2024 (Casa Ermelinda Freitas)
Vinho Tinto D.O. Palmela
Camolas Selection Premium Castelão, Touriga Nacional e Alicante Bouschet 2021 (Camolas & Matos)
Castro de Chibanes Superior 2020 (Camolas & Matos)
Vinho Branco Regional Península de Setúbal
Vinha do Torrão Grande Escolha 2024 (Casa Ermelinda Freitas)
Vinho Tinto Regional Península de Setúbal
Barrosinha Reserva 2022 (Companhia Agrícola da Barrosinha)
Camolas Alicante Bouschet 2023 (Camolas & Matos)
Medalhas de Prata
Vinho Generoso DO Setúbal
Adega Camolas Superior 10 Anos (Camolas & Matos)
Vinho Branco DO Palmela
Fontanário de Pegões Vinhas velhas 2021 (Coop. Agr. de Santo Isidro de Pegões)
Camolas Selection Premium Moscatel Graúdo 2023 (Camolas & Matos)
Camolas Reserva Moscatel Galego Branco, Moscatel Graúdo e Arinto (Camolas & Matos)
Quinta da Mimosa 2024 (Casa Ermelinda Freitas)
Vinho Rosado DO Palmela
Dona Ermelinda 2025 (Casa Ermelinda Freitas)
Vinho Branco Regional Península de Setúbal
Vinha da Valentina Chardonnay 2024 (Casa Ermelinda Freitas)
Quinta da Bacalhôa 2024 (Grupo Bacalhôa)
Casa Ermelinda Freitas Sauvignon Blacn e Verdelho 2024 (Casa Ermelinda Freitas)
Vinha do Torrão Reserva 2024 (Casa Ermelinda Freitas)
Catarina 2024 (Grupo Bacalhôa)
Bocage 2024 (Casa Ermelinda Freitas)
Vinho Rosado Regional Península de Setúbal
Bocage 2025 (Casa Ermelinda Freitas)
Vinho Tinto Regional Península de Setúbal
Vale e Touros Reserva Premium Syrah 2023 (Adega Coop. De Palmela)
Rovisco Pais Premium 2022 (Coop. Agr. de Santo Isidro de Pegões)
Adega de Pegões Alicante Bouschet 2023 (Coop. Agr. de Santo Isidro de Pegões)
Papo Amarelo (Coop. Agr. de Santo Isidro de Pegões)
Encostas da Arrábida Vinhas Velhas 2021 (Coop. Agr. de Santo Isidro de Pegões)
Sobreiro de Pegões Premium 2023 (Coop. Agr. de Santo Isidro de Pegões)
Comporta Castelão 2020 (Adega Herdade da Comporta)
Adega de Pegões Merlot 2023 (Coop. Agr. de Santo Isidro de Pegões)
Vinha do Torrão Reserva 2023 (Casa Ermelinda Freitas)
Encostas da Arrábida Reserva 2023 (Coop. Agr. de Santo Isidro de Pegões)
Casa Ermelinda Freitas Touriga Nacional Reserva 2023 (Casa Ermelinda Freitas)
Kopke quebra o gelo este verão

Kopke On Ice é a proposta daquela que é considerada a casa mais antiga de Vinho do Porto, a Kopke. Trata-se de um vinho do Porto branco desenvolvido para ser bebido com gelo, que promete derreter convenções e vem na época certa do ano, “sem nunca perder de vista o seu legado”, de acordo com […]
Kopke On Ice é a proposta daquela que é considerada a casa mais antiga de Vinho do Porto, a Kopke. Trata-se de um vinho do Porto branco desenvolvido para ser bebido com gelo, que promete derreter convenções e vem na época certa do ano, “sem nunca perder de vista o seu legado”, de acordo com o comunicado.
Fresco e descontraído, o Kopke On Ice celebra a mudança e está direccionado para quem aprecia a irreverência no mundo dos vinhos. É, efectivamente, uma bebida concebida para a geração mais nova de consumidores. Mas primeiro há que aprender a prepará-la. Eis a receita: 60 ml de Kopke On Ice, três cubos de gelo e um toque de casca de laranja. Et voilá! Está tudo pronto para quebrar o gelo.
“A facilidade com que este vinho nos conquista é o reflexo do compromisso de toda uma equipa apaixonada pelo que faz. A sua densidade e concentração foi criteriosamente estudada para conferir equilíbrio e harmonia a uma forma diferente de beber vinho do Porto: com gelo”, afirma, em comunicado, Carlos Alves, Master Blender do Kopke Group.


























