Mirabilis: Nascidos no Douro, feitos com Mundo

Dez anos antes destes vinhos serem feitos, em 2011, nasciam os primeiros Mirabilis, fruto do “sonho de criar um branco fora de série e um tinto disruptivo para o Mundo”, relembra Luísa Amorim, “um Douro que não se prendesse aos muros da Quinta Nova ou exclusivamente à tradição da região, num perfil mais internacional”. Em […]
Dez anos antes destes vinhos serem feitos, em 2011, nasciam os primeiros Mirabilis, fruto do “sonho de criar um branco fora de série e um tinto disruptivo para o Mundo”, relembra Luísa Amorim, “um Douro que não se prendesse aos muros da Quinta Nova ou exclusivamente à tradição da região, num perfil mais internacional”.
Em Maio, no Depozito, espaço de artesanato tradicional e contemporâneo em Lisboa, foram lançadas as edições de 2021, que surgem hoje com mais maturidade do que as antecessoras, por várias razões: o branco sai com mais tempo de estágio, e o tinto com um perfil aprimorado na elegância e selecção ainda mais minuciosa das barricas. Luísa Amorim dá-nos uma perspectiva bastante humana do processo de criação: “Quando somos muito novos, achamos que o mundo vai acabar amanhã, que temos de pôr as coisas cá fora rapidamente para provar o que valemos. Hoje, estamos noutra fase da vida, com mais maturidade e sabedoria, com ainda mais certeza do que queremos. Ao mesmo tempo, temos de ser muito conscientes e certeiros, fazer os vinhos com cuidado, porque hoje as exigências do mercado são outras, e Portugal cresceu em qualidade”.
Para Ana Mota, responsável de viticultura da Quinta Nova, 2021 foi um ano difícil para a vinha, mas, por outro lado, tendo perícia para ultrapassar as dificuldades, acabou por ser, como diz a própria, “uma dádiva”. “Foi um ano vitícola bastante chuvoso, com temperaturas amenas, e por causa disto os fungos deram-nos muito trabalho, mas conseguimos, com cuidado, trazer boas uvas para adega. Foi preciso estarmos muito atentos à vinha. Na vindima, tivemos de ter muita paciência, por causa da chuva”, descortina Ana Mota. Quanto ao Mirabilis branco, Ana Mota revela, contente, “cada vez mais, temos os nossos viticultores parceiros, das uvas brancas, a querer continuar com o nosso projecto, o que nos dá estabilidade. Além disso, da colheita de 2022 teremos mais algumas garrafinhas do branco, porque conseguimos mais 1,3 hectares de uma vinha muito velha, com características para Mirabilis”.
A complementar a perspectiva da viticultura, Jorge Alves, director de enologia, também considera que 2021 foi um ano de excelência: “Foi magnífico por vários motivos, trouxe-nos vinhos brancos mais minerais, intensos e com uma acidez bastante cintilante. A vindima foi um pouco mais tardia, o que não tem mal nenhum, excepto a parte das borboletas no estômago com medo dos apodrecimentos, até porque as uvas tiveram tempo extra de maturação, o que é importante para a combinação final. Foi também um ano em que os equipamentos deram um jeito enorme, mesas de triagem e tapetes de escolha ajudaram-nos a criar estes vinhos de enorme pureza aromática e gustativa”, afirma o enólogo.
O Mirabilis branco 2021 tem origem em vinhas velhas de altitude, muito ricas em Gouveio e com algum Viosinho, entre outras castas. Fermenta e estagia em barricas de carvalho francês e húngaro de 300 litros, 80% das quais, novas, com bâtonnage quinzenal. “O estágio de um ano em garrafa adiciona-lhe textura”, acrescenta Jorge Alves. Já o Mirabilis tinto 2021 tem a sua génese numa vinha a 10 metros da adega da propriedade da família Amorim, e traduz-se num lote de Tinta Amarela, em grande percentagem, com vinha centenária. Vinificado sem engaço, estagia 12 meses em barrica nova de carvalho francês e 5 meses em garrafa. “Este é o vinho mais ‘afrancesado’ da Quinta Nova, muito vegetal, mentolado, texturado. Provavelmente, é o nosso tinto com mais tensão e nervo, que fica mais no final de boca e envelhece de forma muito subtil. É um projecto lindíssimo”, confessa o enólogo.
A equipa da Quinta Nova aproveitou, ainda, o momento de lançamento destes vinhos para anunciar algumas novidades ao nível da vinha e da adega. Além de novas plantações com castas mais adaptadas às alterações climáticas, e de ajustes na geometria da vinha para maior adaptação a máquinas, uma experiência inovadora com o objectivo de combater a seca que se tem verificado no Douro: “Não fossemos nós produtores de cortiça… fizemos, nas vinhas centenárias, uma descava profunda e estamos a colocar aí uma quantidade muito significativa de granulado de cortiça. A cortiça é isolante térmica, e consegue reter água e humidade no solo durante mais tempo. Com a água da chuva, incha e faz um efeito tampão, retendo a humidade”, avança Ana Mota. Luísa Amorim, por sua vez, levantou o pano ao projecto da nova adega, que se encontra já numa fase bastante avançada. “Apenas ficaram as paredes, não restou uma peça interior nem um pavimento. Tudo isto para virmos a ter ainda melhores vinhos”, garante a administradora. A vindima de 2023 já será feita nesta nova adega.
(Artigo publicado na edição de Junho de 2023)
Grande Prova: Trás-os-Montes – A última fronteira

Trás-os-Montes é um território vitivinícola bem determinado no nordeste do nosso país, delimitado pelas cadeias montanhosas do Gerês, Cabreira, Alvão e Marão. Com Espanha a fazer fronteira a este e a norte, a região estende-se a noroeste até Montalegre e a sul até às cercanias de Alijó e Vila Real, ou seja, mesmo junto à […]
Trás-os-Montes é um território vitivinícola bem determinado no nordeste do nosso país, delimitado pelas cadeias montanhosas do Gerês, Cabreira, Alvão e Marão. Com Espanha a fazer fronteira a este e a norte, a região estende-se a noroeste até Montalegre e a sul até às cercanias de Alijó e Vila Real, ou seja, mesmo junto à Região Demarcada do Douro. Para lá de Miranda do Douro, ou seja, já do outro lado da fronteira, a região de Arribas (del Duero) está muito próxima, e a mais badalada Toro também não se dista muito.
Ainda em Espanha, mas agora a norte, encontramos as regiões de Monterrei, Valdeorras e a crescentemente cobiçada Bierzo. Não se estranha, portanto, que a tradição ibérica da viticultura e vinificação esteja bem implementada em Trás-os-Montes, lugar remoto e apaixonante, onde a natureza felizmente ainda impera. Prova disso são os magníficos lagares rupestres espalhados pela região, testemunhas dos tempos romanos e pré-romanos. Aliás, a este respeito, cumpre elogiar a recente certificação da produção de vinhos em Lagares Rupestres, sendo esta designação exclusiva para a região, existindo actualmente no mercado 5 vinhos produzidos por esta metodologia, devidamente certificados como tal. Contudo, apesar deste legado, a demarcação de Trás-os-Montes como DO de vinhos é recente.
Primeiro, em 1989, Valpaços, Planalto Mirandês e Chaves, foram reconhecidos como indicação de proveniência regulamentada. Depois, em 1997, foi criada a Comissão Vitivinícola Regional. Já no novo milénio, mais propriamente em 2006, surgiu o reconhecimento como DO, precisamente com os referidos 3 territórios como sub-regiões DOC (ou seja, Valpaços, Planalto Mirandês e Chaves) com ligeiros ajustes de áreas e circunscrições. Actualmente, são 10.000 hectares de vinha, num espaço onde, como nos confirmou Rui Cunha — enólogo na região há 25 anos, sempre no produtor Valle Pradinhos — o minifúndio ainda impera e as tradições na vinificação, com maior ou menor conservadorismo e até amadorismo, são a regra. Com efeito, falamos de apenas 1.100 hectares de vinha cadastrada e certificada para a produção da DO (inclui IG Transmontano), representando a actividade de nada menos que 3.000 viticultores e 4 adegas cooperativas, o que dá, naturalmente, uma média de vinha muito pequena por produtor.
A região produz maioritariamente vinhos tintos, sendo os brancos apenas 1/3 de todo o vinho produzido, e os rosés, tal como os espumantes e licorosos, practicamente residuais. As principais castas usadas para a sua produção, são, no caso das tintas que nos interessam mais para este texto, Tinta-Amarela, Bastardo, Touriga-Nacional, Tinta-Roriz e, com menor expressão, Tinta-Barroca e Tinta-Carvalha. Ainda para Rui Cunha, que conhece bem as sub-regiões de Valpaços e Planalto Mirandês, o desafio da região de Trás-os-Montes é esse mesmo: conseguir aproveitar o fantástico património vitícola de que dispõe, o que implica maior formação de todos os intervenientes e maior divulgação das suas particularidades. “O resto, ou seja, a excelência da matéria-prima, está lá” diz-nos orgulhosamente. Outro enólogo há muitos anos na região é Francisco Gonçalves, técnico que começou no Douro, mas que assessora agora diversos produtores em Trás-os-Montes, tendo inclusivamente escolhido a região, e Montalegre em particular, para fundar o seu projecto pessoal. Tal como Rui Cunha, concorda que a região tem um potencial impressionante, e que bastaria alguma modernização, na viticultura e enologia, para que rapidamente fosse mais reconhecida. Diz-nos mesmo que os vinhos brancos dos terroirs graníticos transmontanos mais frescos podem vir a ser dos melhores do país, mas isso ficará para outro texto, pois aqui falamos de tintos.
Comecemos, então, pela distinção mais tradicional da região de Trás-os-Montes, que é entre a ‘Terra Fria’ e a ‘Terra Quente’. Da primeira, em maior altitude (a vinha mais alta está plantada a uma cota de 1070m em Montalegre) e com verões mais temperados e frescos, fazem parte os concelhos situados ao longo da fronteira nordeste com Espanha (de Vinhais, Bragança, Vimioso, Miranda e Mogadouro), sendo Vidago um dos principais centros vinhateiros, excelente para vinhos frescos e com bastante acidez natural. A fama dos vinhos da sub-região de Chaves (inserida na ‘Terra Fria’), capazes de corrigir naturalmente (entenda-se: contribuir com acidez) vinhos de outras regiões é antiga, sobretudo em brancos e bases para espumantes. Na transição para a ‘Terra Quente’ encontramos Macedo de Cavaleiros, outro polo vinícola, que alberga o produtor Valle Pradinhos já referido. Com solos de natureza mais xistosa, altitudes que raramente ultrapassam os 500m, e com maior influência do vale do rio Douro, a ‘Terra Quente’ é caracterizada pelos verões escaldantes. Alguns dos mais relevantes concelhos que englobam a sub-região são Mirandela, Murça (parte), Vinhais, e o próprio Valpaços.
Mas outra distinção da região, diríamos menos tradicional, mas mais formal, é, precisamente, a divisão oficial em 3 sub-regiões: Valpaços, Planalto Mirandês e Chaves. Comecemos pela última. A noroeste, Chaves é a sub-região mais fresca, com um clima mais chuvoso e vinhas (verdadeiramente) em altitude, cujos solos tendencialmente graníticos propiciam perfis com mais acidez e elegância. Por sua vez, a sub-região de Valpaços é, como já referimos, marcada por elevadas temperaturas durante o verão, e um clima seco durante grande parte do ano, sobretudo nas terras com menor altitude, entre os 350-400 metros, terroirs marcadamente favoráveis a tintos com maturação elevada, com solos xistosos e afloramentos graníticos. Valpaços é, claramente, a sub-região que apresenta maior produtividade, reflexo das condições naturais e da área plantada, mas também da constante evolução da vitivinicultura da zona (renovação/restruturação de vinhas à cabeça), em grande parte por efeito das práticas das adegas modernas do Douro ‘ali ao lado’, aspecto ao qual voltaremos ainda neste texto. Por fim, temos o Planalto Mirandês, a sub-região com a continentalidade mais pronunciada, marcada a este pela geografia selvagem típica do rio Douro internacional, com solos maioritariamente xistosos. Com pouca chuva, quase nada nas terras quase desérticas na fronteira, predominam cotas altas entre os 750m e os 800m, sendo Miranda do Douro e Mogadouro os centros vínicos por excelência. O enólogo Paulo Nunes, que para o projecto Costa Boal faz um vinho neste território, confirma o calor diário nos meses estivais, mas salienta a frescura das noites mesmo no Verão, algo que não encontra, por exemplo, no vale do Douro. Por isso, diz-nos, a vindima nessa sub-região é sempre tardia, por vezes em Outubro, e os teores alcoólicos raramente ultrapassam os 13,5%.
Provados mais de 2 dezenas de vinhos, das 3 sub-regiões descritas, conseguimos retirar várias conclusões. Em primeiro lugar, que o modelo de tinto encorpado e com teor alcoólico acima dos 14% ainda predomina na região, sobretudo nos topos de gama. Muito deles provém da sub-região de Valpaços, o que se justifica pelas próprias condições naturais de maior calor e solos xistosos, mas também pela proximidade ao Douro. Essa proximidade trouxe, com efeito, um fenómeno de mimetização, bem presente no próprio encepamento (com as duas Tourigas à cabeça, mais Tinta Roriz e Tinta Barroca) e nas práticas enológicas iniciadas no final dos anos ’90 com os modernos tintos durienses. São vinhos ambiciosos, bem feitos e generosos no perfil intenso, mas que não se distinguem significativamente dos produzidos na região vizinha (e o consumidor que procura Douro vai certamente comprar Douro).
Por outro lado, encontrámos um perfil mais tradicional, com várias matizes rústicas, centradas em castas muito habituadas ao local — exemplo maior para a Tinta Amarela —, ainda que vindimadas, porventura, tardiamente, comprometendo a acidez natural que a região pode proporcionar. Em ambos os perfis, a longevidade dos vinhos é notável, sendo que os néctares mais antigos em prova — um da colheita de 2012, e dois de 2014 — se apresentam em grande forma, dificilmente reconhecidos como vinhos com “idade”… Por fim, provámos alguns vinhos cujo perfil mais facilmente a região pode produzir — assim nos confirmaram vários enólogos e produtores — e garantir sucesso para o futuro. Falamos de vinhos mais frescos, feitos a partir de uvas de vinhas velhas e a partir de castas pouco difundidas no restante país vitícola, mais a mais plantadas a uma altitude pouco comum. No modelo de vinho mais aberto e vivo, Vidago (na sub-região de Chaves) pode mesmo vir a ser, entre outros, um lugar-chave, sendo que dois dos vencedores da prova advém precisamente desse terroir fresco e único. O vinho Lés-a-Lés emerge de uma vinha velha, rodeada de pinheiros, “que cheira a caruma, e lembra o Dão”, diz-nos o enólogo Rui Lopes que assina o vinho juntamente com Jorge Rosa Santos. Não por acaso, parte das uvas do lote são Tinta-Pinheira e Baga… Outro vencedor é o Grande Reserva da Quinta de Arcossó, um vinho que sai da pena de Amílcar Salgado e Francisco Montenegro, e que é originado a partir de uma das vinhas mais bonitas e bem cuidadas da região, para não dizer do país.
À laia de conclusão, com uma dimensão significativa de vinhas velhas, e uma altitude pouco habitual no nosso país, solos de granito e xisto, a região tem tudo para se afirmar e liderar em mais do que um perfil, sem perder a noção de frescura com a qual pode triunfar sobre outras regiões. Acresce, que as suas condições naturais permitem uma expressiva agricultura integrada e até biológica, dado a média anual muito baixa de tratamentos. Com mais enólogos jovens a chegar à região, tudo aponta para um “futuro risonho”, como espera a enóloga Joana Pinhão (na Quinta Valle Madruga desde 2021). Joana não tem dúvidas que a grande heterogeneidade entre as 3 sub-regiões de Trás-os-Montes é uma virtude, dependendo do tipo de vinho que se pretende produzir, sendo que nesse mesmo sentido milita a opinião de Paulo Nunes. Também nós, pelos vinhos provados, não temos dúvidas da qualidade e originalidade da região, dois vectores que, como em todas as regiões, têm de ser permanentemente estimulados e trabalhados. Com condições excepcionais para a produção de vinhos, Trás-os-Montes tem tudo para vir a ser uma estrela entre os vinhos de Portugal.
(Artigo publicado na edição de Junho de 2023)
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Encostas de Vassal
Tinto - 2019 -

De Sousa
Tinto - 2017 -

Galelo
Tinto - 2020 -

Vinha dos Mortos
Tinto - 2020 -

Villela Seca
Tinto - 2020 -

Terras do Mogadouro
Tinto - 2019 -

Terra Montana
Tinto - 2019 -

Quinta do Sobreiró de Cima Único
Tinto - 2015 -

Quinta do Poldrado
Tinto - 2017 -

Quinta das Corriças
Tinto - 2014 -

Palmeirim D’ Inglaterra
Tinto - 2019 -

Bago de Ouro Edição Limitada
Tinto - 2021 -

Quinta Valle Madruga
Tinto - 2021 -

Secret Spot
Tinto - 2014 -

Persistente
Tinto - 2017 -

Palácio dos Távoras
Tinto - 2019 -

Maria Gins Vinhas Velhas
Tinto - 2019 -

José Preto
Tinto - 2018 -

Head Rock
Tinto - 2015
Quinta de São Luiz abre restaurante na The Vine House

A The Vine House, mais recente proposta do grupo Sogevinus acaba de abrir o seu primeiro restaurante com o cunho do Chef Vítor de Oliveira. Aberto de terça a domingo, o novo espaço da Quinta de São Luiz by Chef Vítor de Oliveira já aceita reservas. O rio Douro serve de inspiração para o conceito […]
A The Vine House, mais recente proposta do grupo Sogevinus acaba de abrir o seu primeiro restaurante com o cunho do Chef Vítor de Oliveira. Aberto de terça a domingo, o novo espaço da Quinta de São Luiz by Chef Vítor de Oliveira já aceita reservas.
O rio Douro serve de inspiração para o conceito gastronómico desenvolvido, que tem como pano de fundo as tradições da região duriense e os sabores trabalhados e apresentados de forma informal e orgânica. A essência do fogo lento e das panelas de ferro preto esquecidas ao lume, fazem parte do imaginário recriado, ao qual se juntam matérias-primas como o Bacalhau Salgado Seco, o Polvo do Algarve, a Carne Barrosã DOP, o Porco Bísaro e até o Galo Celta.
Nas tábuas esculpidas a partir de barricas centenárias surgem dispostos os exclusivos Queijos de Ovelha com Alecrim ou Malagueta de Trás-os-Montes e o Queijo de Cabra Biológico, mas também as melhores peças de presunto, dada a mestria do chef no manuseio do presunto alentejano, fumado e ibérico. A terra de berço do Tomate Coração Boi, é também palco de laranjas, toranjas e limões que ganham destaque na cozinha do chef Vítor de Oliveira.
Os vinhos da casa fazem companhia aos pratos e assumem um merecido protagonismo, das icónicas referências de Porto Kopke às colheitas mais recentes DOC Douro da gama São Luiz, sem esquecer o carácter experimentalista de São Luiz Winemaker’s Collection.
Para além do restaurante, onde é possivel degustar as iguarias do chef, existem também outras ofertas disponíveis, como um Piquenique na Quinta de São Luiz. Desta experiência, que tem como pano de fundo uma paisagem cultural da região e a tradição vitivinícola da quinta, será possível pedir um cesto que inclui as seguintes especialidades: Pão e Broa de Milho, Pastel Salgado Tradicional da Região, Tábua de Queijos Portugueses, Saladas de Legumes e Fruta, Sandes de Presunto Ibérico e Azeite da Quinta, Sardinha com Azeite e Tomilho, Doce Tradicional da Região, Fruta da Época e uma garrafa de vinho São Luiz Colheita Branco ou Colheita Tinto. O cesto é válido para duas pessoas e tem um valor de €80,00.
Situada na margem esquerda do rio Douro, perto do Pinhão, em plena sub-região do Cima-Corgo, a Quinta de São Luiz oferece agora a todos os seus visitantes uma experiência enoturística que une o vinho e a gastronomia.
Quinta de São Luiz by Chef Vítor de Oliveira
Morada: E.N. 222 – Adorigo | 5120-012 Tabuaço
Horários: De Terça-feira a Domingo, das 19h00 às 22h00. Sábados e Domingos aberto ao almoço das 12h30 às 15h00. Encerra à Segunda-feira
Reservas: +351 939 953 311 ou book@saoluiz.rest
Preço médio: 30,00€ por pessoa (sem bebidas incluídas)
Enoturismo da Herdade das Servas com novidades no restaurante Legacy

O enoturismo sempre foi um ponto forte da Herdade das Servas, com portas abertas para visitas e provas de vinhos com regularidade diária. É agora tempo de novidades associadas ao Legacy Winery Restaurant e ao enoturismo deste projeto vitivinícola, situado junto a Estremoz, no Alentejo. O verão traz uma nova carta ao Legacy , destaque para […]
O enoturismo sempre foi um ponto forte da Herdade das Servas, com portas abertas para visitas e provas de vinhos com regularidade diária. É agora tempo de novidades associadas ao Legacy Winery Restaurant e ao enoturismo deste projeto vitivinícola, situado junto a Estremoz, no Alentejo.
O verão traz uma nova carta ao Legacy , destaque para a estreia da Carta Fora d’Horas, disponível entre as 16h00 e as 19h30 e composta por alguns dos pratos da carta principal e com pequenas adaptações no empratamento: ‘cru de corvina em leite de tigre, milho braseado’ (€16,00); ‘croquetes de javali com maionese de trufa (€9,00), ‘tártaro de novilho mertolengo, almeice fumado, batata chips e pimentos’ (€18,00); ‘sandes de secretos de porco preto com mostarda, em pão alentejano e batata chips’ (€12,00); ‘tábua de queijo, enchidos alentejanos, tostas de pão, chutney de uva’ (€14,00); ‘bola de gelado ou sorvete’ (€3,50) e ‘boleima de maçã com creme de baunilha’ (€7,00).
Para acompanhar há uma carta de bebidas, onde se destacam os vinhos da Herdade das Servas e da Casa da Tapada – projeto que o produtor Luís Serrano Mira tem em Amares, na região dos Vinhos Verdes –, estando disponíveis à garrafa e também a copo. Há ainda três opções de espumante, uma cerveja e alguns espirituosos e licorosos.
Outra novidade é o facto das refeições, de ambas as cartas, poderem ser desfrutadas numa ampla esplanada. O serviço de refeições funciona entre a 12h30 e as 22h30. A vertente de visitas, provas de vinhos e loja está aberta das 10h00 às 19h00.
A cozinha do Legacy Winery Restaurant tem a assinatura de Emanuel Rodriguez, chefe argentino com 21 anos de experiência.
LEGACY WINERY RESTAURANT
Morada: Herdade das Servas, EN4, km 136,4 – 7101-909 Estremoz
Horários: Todos os dias, das 12h30 às 22h30
Contactos: 268 098 080 ou legacy@herdadedasservas.com
Poças promove workshop de cocktails de Verão

No próximo dia 22 de Julho, sábado, pelas 17h00, a Poças irá promover um workshop de “Cocktails de Verão” no Centro de Visitas da Poças, localizado em Vila Nova de Gaia. O bartender José Mendes, vencedor do “Worldclass Portuguese Bartender of the Year” em 2019, estará ao leme deste workshop, onde os participantes terão a […]
No próximo dia 22 de Julho, sábado, pelas 17h00, a Poças irá promover um workshop de “Cocktails de Verão” no Centro de Visitas da Poças, localizado em Vila Nova de Gaia.
O bartender José Mendes, vencedor do “Worldclass Portuguese Bartender of the Year” em 2019, estará ao leme deste workshop, onde os participantes terão a oportunidade de aprender a fazer três cocktails, que podem depois ser recriados em casa, e degustados durante as férias de verão, junto da família e dos amigos, ou após um longo dia de trabalho, por exemplo.
Os cocktails serão confeccionados com vinhos Poças, como é o caso do Brig’s, branco e rosé, criados especialmente para o universo da mixologia, e que surgiram para dar uma nova vida ao Vinho do Porto.
Além de dar a conhecer o potencial dos vinhos da produtora do Douro, fundada no ano de 1918, como base para os cocktails, José Mendes, explicará ainda como utilizar os ingredientes e os materiais de forma correta. No final do workshop, os participantes terão direito a uma oferta especial: uma garrafa de vinho da Poças que foi utilizada para um dos cocktails.
O workshop tem um valor de 40€ por pessoa e as inscrições podem ser feitas através do site da Poças.
Mais informações:
Contactos:
Centro de Visitas
Gaia
Rua Visconde das Devesas 168
4401 – 337 Vila Nova de Gaia – Portugal
tel.:+ 351 223 203 257
12 Sugestões de Vinhos Verdes até 15€

Vinhos frescos, leves e perfeitos para dias de calor, fins de tarde em esplanadas, terraços, jardins e sobretudo…. Férias! Ficam aqui algumas sugestões de vinhos verdes provados ao longo deste ano, todos com o selo Boa Escolha!
Vinhos frescos, leves e perfeitos para dias de calor, fins de tarde em esplanadas, terraços, jardins e sobretudo…. Férias!
Ficam aqui algumas sugestões de vinhos verdes provados ao longo deste ano, todos com o selo Boa Escolha!
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Howard’s Folly
- 2019 -

Quinta de Sanjoanne
Branco - 2020 -

Barão do Hospital
- 2021 -

Barão do Hospital
Branco - 2021 -

Vale dos Ares
Branco - 2021 -

Vale dos Ares em Borras Finas
Branco - 2020 -

Cortinha Velha
Branco - 2021 -

Maria Saudade
Branco - 2021 -

Adega Ponte de Lima
Branco - 2019 -

Inspirar
Branco - 2021 -

Quinta de Sanjoanne Terroir Mineral
Branco - 2021 -

Quinta da Pegadinha
Branco - 2021
Douro Boys: 20 anos depois

Os Douro Boys são um grupo de produtores que inclui a Quinta do Crasto, Quinta do Vallado, Quinta do Vale Meão, Niepoort e Cristiano Van Zeller. À data da criação do grupo, Cristiano estava na Quinta Vale D. Maria (hoje pertencente à Aveleda) e actualmente integra o grupo com a empresa que, entretanto, recriou, a […]
Os Douro Boys são um grupo de produtores que inclui a Quinta do Crasto, Quinta do Vallado, Quinta do Vale Meão, Niepoort e Cristiano Van Zeller. À data da criação do grupo, Cristiano estava na Quinta Vale D. Maria (hoje pertencente à Aveleda) e actualmente integra o grupo com a empresa que, entretanto, recriou, a Van Zellers & Co, agora com a filha Francisca. Numa região onde a associação de pessoas é tão difícil, os Douro Boys foram uma novidade. O propósito era claro: promoção em conjunto, quer em Portugal quer sobretudo no estrangeiro e “fazer barulho” à volta do Douro, dos seus vinhos DOC e do seu Porto. Todos estes produtores estão em simultâneo no negócio do Vinho do Porto e dos vinhos não fortificados da região. Para que a associação funcione é preciso que cada produtor mantenha a sua identidade, a sua lógica produtiva, a sua filosofia, sem que isso prejudique o conjunto. É assim que o grupo tem funcionado há 20 anos e foi para comemorar isso que se reuniram no Porto, juntando muitos “wine writers” estrangeiros, e onde se apreciaram velhos vinhos do Porto, repescados nas prateleiras das empresas, remontando em vários casos até ao séc. XIX
Do séc. XIX provaram-se: dois vinhos de 1888 (Vallado ABF e Van Zeller’s Very Old Tawny), 1863 Very Old Tawny (Niepoort), 1866 (Tributa, Vallado), 1860 Very Old Tawny (Van Zeller’s) e alguns vinhos em cujo lote também entraram vinhos desse século, como Honoré (Quinta do Crasto), VV 170th Anniversary (Niepoort). No caso da Niepoort provaram-se as duas edições: a original e a que recentemente foi colocada no mercado, com uma média de idade de 80 anos. Terminou-se com um Very Old Tawny da Niepoort que inclui vinho de 1863 e vinho de um demijohn – garrafa de cerca de 11 litros – de 1970. Estes vinhos velhos reúnem várias características, nomeadamente a cor, que por norma é muito carregada; os aromas são sempre extremamente ricos e muito concentrados com notas de café, chocolate negro, caixa de charutos, licores de ervas, compotas, madeiras exóticas e verniz, sempre um toque de vinagrinho (em virtude da subida da acidez volátil), tudo em proporção variada, uns mais elegantes, outros mais concentrados. A prova prosseguiu com vinhos do Porto mais recentes, com vintages de 2000 (Quinta do Vale Meão), 1999 (Quinta do Crasto), um Porto 30 anos e Colheita 1940 (Van Zellers), Tawny 50 anos e Very Old Tawny (Vallado) e Colheita 1997 (Quinta do Crasto). Tudo grandes vinhos, à altura de uma associação de grandes nomes da vitivinicultura duriense.
Estive Lá: Ir Com Sede ao Pote, em Famalicão

Na localidade de Portela, Famalicão, a poucos metros do restaurante de fine dining Ferrugem, num aprazível quintal de uma velha casa de família, é-nos proposta uma autêntica viagem no tempo através das nossas memórias gastronómicas, aquelas que estão profundamente inculcadas no ADN da nossa identidade. Ao ar livre, no chão, em cima de fogo vivo […]
Na localidade de Portela, Famalicão, a poucos metros do restaurante de fine dining Ferrugem, num aprazível quintal de uma velha casa de família, é-nos proposta uma autêntica viagem no tempo através das nossas memórias gastronómicas, aquelas que estão profundamente inculcadas no ADN da nossa identidade.
Ao ar livre, no chão, em cima de fogo vivo ou de brasas incandescentes, estão grandes potes de ferro fundido fumegantes, cozinha em modo lento e onde a partilha das vitualhas é palavra de ordem. Um evento que se repete por 10 vezes, entre Maio e Outubro, e em que cada sessão tem a mais-valia de ter um chefe convidado, num duelo fraternal de troca de experiências e saberes, garantindo que as propostas são sempre diferentes. Daqueles velhos potes, primorosamente restaurados e limpos, saem caldos deliciosos, cozidos pungentes, gloriosos estufados de comer e chorar por mais. O difícil é conseguir parar!
Aos vinhos é também dado o devido destaque, com um produtor convidado em cada uma das jornadas. Anselmo Mendes, Kompassus, Palato do Côa, PicoWines, Quinta da Lapa, Quinta das Bágeiras, Quinta de Cottas, Quinta do Crasto, Secret Spot Wines, Adega Casa da Torre e Soalheiro, reservaram presença nas diversas edições a realizar durante o ano 2023.
O espaço em redor é idílico. Árvores frondosas, caramanchão bucólico, mesas e cadeiras espalhadas fomentando o convívio e a interação entre os participantes. Na edição em que fui, no ano passado, tirando os chefs (o anfitrião e o convidado) e o produtor presente, não conhecíamos mais ninguém. Nada que impedisse o diálogo divertido e o espírito de camaradagem que depressa se estabeleceram entre todos, como se fossemos membros de uma velha tertúlia.
Não há nada como a boa comida para soltar a língua e a boa disposição aos portugueses, pontuada aqui e ali por sonoras gargalhadas! Na sua primeira edição, o “Ir Com Sede ao Pote” foi distinguido como «Experiência Turística 2022» nos Prémios de Inovação e Turismo do Minho, em reconhecimento do seu papel na promoção e valorização da cultura gastronómica da região. Renato Cunha e a mulher Anabela, têm iniciativa e são persistentes. Mas acima de tudo fazem deste evento uma declaração de amor às nossas raízes e á nossa cultura.
Morada:
Casa de Ana Monteiro, Portela, Vila Nova de Famalicão
Sessões:
20 de Maio; 3 e 17 de Junho; 1, 15 e 29 de Julho; 12 de Agosto; 9 e 23 de Setembro; 7 de Outubro. A partir das 18:00 horas. Cada sessão limitada a 40 participantes
Bilhetes:
Através do número 932012974 ou do e-mail restaurante@ferrugem.pt
€100 por pessoa; 50€ para crianças entre os 4 e 12 anos


























