Ode aos vinhos do Douro Superior

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A sétima edição do Festival do Vinho do Douro Superior, uma iniciativa do município de Vila Nova de Foz Côa, saldou-se por mais um sucesso. Esta é a sub-região mais a leste do rio, a mais rústica […]
[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A sétima edição do Festival do Vinho do Douro Superior, uma iniciativa do município de Vila Nova de Foz Côa, saldou-se por mais um sucesso. Esta é a sub-região mais a leste do rio, a mais rústica e selvagem, mas que continua a demonstrar ter excepcionais condições para a produção de vinhos de alta qualidade.
TEXTO António Falcão, Mariana Lopes e João Paulo Martins
FOTOS Ricardo Palma Veiga
Esta edição, produzida mais uma vez pela equipa da Grandes Escolhas para a Câmara de Foz Côa, bateu uma série de recordes face à última, não só em número de stands, como em número de visitantes. Foram mais mais de 9.000 pessoas, cerca de 15% a mais do que na anterior edição, a ter acesso a quase 400 néctares presentes na mostra. O evento de 2018, que se celebrou de 25 a 27 de Maio, no excelente centro de exposições ExpoCôa, contou ainda com 80 expositores e foi aberto por várias individualidades, incluindo Carlos Daniel, secretário de Estado das Autarquias Locais.
Os números são muito encorajadores para um município que tenta travar a desertificação do território, ao mesmo tempo que procura puxar mais investimento para a região (com cerca de 7.000 habitantes, a nível de concelho) e fixar, por isso, os seus filhos, evitando que saiam para estudar e não voltem. Esta é uma intenção de Gustavo Duarte, o presidente da Câmara de Vila Nova de Foz Côa e o grande mentor do evento. De facto, a vinha e o vinho são dois dos factores produtivos mais importantes da região e as sucessivas edições do certame têm solidificado a posição desta cidade como a capital dos vinhos do Douro Superior.
O número crescente de visitantes pode explicar-se pela afluência de mais pessoas vindas de fora. Especialmente dos grandes centros urbanos, como de Lisboa. Jorge Ferreira, consultor ligado a novas tecnologias e residente em Lisboa, foi um deles: “Soube desta feira pelas redes sociais de outros amigos enófilos. Este ano decidi agarrar na família e viemos todos até aqui. É uma região que desconhecia e que nos está a fascinar. Gostei sobretudo dos vinhos que pude provar, mas estou ainda a aproveitar a visita a algumas paisagens, a provar a gastronomia local e a conhecer o museu de Foz Côa.” Jorge e muitos outros visitantes deliraram também com o concerto da fadista Carminho, celebrado no final da sessão de sábado. Refira-se que todos os eventos tinham entrada gratuita (na feira só se pagava o copo de prova), incluindo o concerto.
A edição de 2018 contou ainda com um convidado especial, o único Master of Wine de língua portuguesa, Dirceu Vianna Júnior, que contactou com muitos dos produtores presentes e teve oportunidade de provar muitas dezenas de vinhos, tendo ficado impressionado com a qualidade geral exibida e com o forte dinamismo do Douro Superior.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_gallery type=”image_grid” images=”28001,28003,28004″ layout=”3″ gallery_style=”1″ load_in_animation=”none”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Actividades paralelas
Nem só de provas de vinhos na feira (e de gastronomia local) se tratou no 7º Festival do Vinho do Douro Superior. O evento contou ainda com vários outros motivos de interesse, como o animado colóquio, que este ano versou sobre o tema “O Douro e a história: Vale com passado, Vinha com futuro”, orientado e moderado por Fernando Melo, jornalista e crítico da Grandes Escolhas. Como nos disse o animador do colóquio, “o tema era ambicioso”, mas, graças ao acolhimento que encontrou junto de todo o sector vinhateiro duriense, foi dos mais participados e profícuos de sempre. Sobre os pilares fundamentais da família, empreendedorismo e inovação, foi uma manhã intensa e com pistas apontadas para o futuro.
A família Nicolau de Almeida, nas pessoas de João Nicolau de Almeida e seu filho Mateus, demonstrou como é importante o legado familiar para o desenvolvimento do vinho e da vinha, especialmente no Douro Superior, onde o futuro esteve na mira desde a primeira hora. Mateus exprimiu o desejo de que o Vinho do Porto, por exemplo, conheça rapidamente novas realidades, dando asas à criatividade e ideias novas. Espaço outrora berço do famoso Barca Velha, foi sempre cenário de experimentação graças aos solos diversificados e de transição e à ciência de Fernando Nicolau de Almeida, várias vezes evocado no colóquio.
Sublinhou-se a entrada de novos empreendedores no sector e em particular no Douro Superior, o assunto da comunicação de Bernardo Alegria, da Casa de Arrochella/Grandes Quintas, que mereceu o maior interesse de todos, pelo quanto chamou a atenção para o desenvolvimento local, para a fixação de nova população e para que haja sustentabilidade social em torno do “boom” das vinhas e vinhos.
O enólogo Carlos Magalhães apresentou um cenário desassombrado em relação às castas e património vitícola que conhece por todo o país e o quanto disso pode de facto trazer riqueza e diversidade para o Douro. Foi bem complementado pela visão de Luciano Madureira, da Rozès, que reconhece o muito que se pode ainda fazer com o que já existe. Devemos e podemos esperar muito do Douro Superior, pelo muito que tem para dar. O momento de debate que encerrou o colóquio foi particularmente animado, com a presença do presidente do Município de Foz Côa.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”28005″ alignment=”center” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” bg_color=”#f2f2f2″ scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” shape_type=””][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”15″][vc_text_separator title=”Um animado programa de visitas”][vc_column_text]
Como habitualmente, o Festival foi também visitado por algumas dezenas de jornalistas e compradores profissionais, que, participando como jurados no concurso, tiveram ainda a oportunidade de conhecer de perto alguns dos projectos da região. E, de facto, houve muito material de interesse a conhecer. Vamos a isso, de forma resumida.
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5 Bagos (Palato do Côa)
Bem perto de Foz Côa situa-se a quinta onde está também instalada a adega da empresa 5 Bagos. O rosto da empresa – Carlos Magalhães – é um dos cinco sócios e é responsável por todas as fazes da produção, desde a vinha, passando pela adega e não deixando de lado todo o processo de comercialização dos vinhos. Carlos, que insiste dever sempre ser chamado Carloto, foi o anfitrião do encontro dos que se deslocaram à quinta. A visita à adega serviu sobretudo para o enólogo salientar um argumento de peso, que lhe aliviou o peso das despesas: “Esta adega não é uma peça artística, é um espaço funcional que cumpre todos os requisitos técnicos e que, facto da maior relevância, já está paga.” O argumento não deixa de ser também um recado para outros produtores da região. Registámos. A vinha está à volta da adega, está bem situada num dos pontos altos da propriedade e tudo ali é simples e rápido no processamento das uvas. A vinha espraia-se por orientações solares e altitudes diferentes, permitindo a feitura de lotes com diferentes perfis. O estágio é feito na cave própria e os vinhos aí estão a atestar a qualidade do trabalho aqui feito. Carlos Magalhães, sempre ‘a mil à hora’, a tudo está atento e ainda lhe sobra para chegar ao Porto a horas de ir jogar ténis, o seu vício de que não abdica. E, tal como nos vinhos, o objectivo não é empatar ou dividir louros, é mesmo vencer. O almoço foi um grande momento de convívio e, como diria o nosso saudoso amigo jornalista Santos Mota, agora a usufruir de merecida reforma: “Há aqui grandes vinhos!” Boa frase, que assinamos por baixo. (J.P.M.)
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Barão de Vilar
Álvaro Van Zeller, o seu irmão Fernando e Rui Carvalho são os três sócios desta empresa. O centro das operações da casa está no Pocinho, onde a empresa possui um enorme armazém, especialmente ocupado com Vinho do Porto, a estagiar. Por ali repousa um número considerável de litros (perto do milhão!), quase tudo em pipas. Álvaro é adepto de adquirir cascos de vetusta idade a várias empresas da região, que têm sido recuperados pouco a pouco por um tanoeiro contratado para o efeito. De facto, a Barão de Vilar assenta na estratégia de adquirir vinhos (especialmente Porto) a produtores/lavradores locais e estagiá-los, antes de engarrafar e vender. Mas a empresa possui as suas próprias vinhas, cerca de 11 hectares na recém-adquirida Quinta do Saião (100 hectares no total), localizada frente à famosa Quinta do Vale Meão. O enólogo Manuel Vieira disse-nos que é “das quintas mais bonitas do Douro”. Manuel Vieira estava presente porque tem intervenção em alguns vinhos da casa (ver um dos destaques dos Vinhos do Mês, nesta revista) e é amigo de longa data de Álvaro Van Zeller. As uvas desta quinta (e outras) vão para a adega da casa, em Santa Comba da Vilariça, sob supervisão da enóloga residente, Mafalda Machado. Mafalda confessou-nos que gosta sobretudo de jogar com as várias proveniências da uva para fazer os lotes finais. Alguns dos vinhos foram provados em jantar num restaurante local e a nota que ficou é que esta é uma equipa que trabalha muito bem, juntando a experiência com a irreverência da juventude. Que o diga o Zom Grande Reserva Touriga Nacional 2011 – uma das marcas da casa –, que tinha acabado de ganhar o concurso deste ano do Festival do Vinho do Douro Superior, na categoria de tintos. A maioria da produção tem como destino a exportação, mas existem vários distribuidores nacionais. (A.F.)
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Gerações de Xisto
Este é o projecto que surgiu da união de duas casas agrícolas familiares: Chousas Nostras e Vales Dona Amélia. Frederico Lobão e Paulo Grandão são descendentes de duas famílias transmontanas que sempre estiveram ligadas ao que cresce na terra, desde a romã ao figo, passando pela amêndoa, a azeitona e, agora com esta “joint venture”, o azeite e o vinho. A aldeia de Muxagata é onde está a origem, mas a exploração divide-se por propriedades dispersas pelo Douro Superior, desde a Ribeira de Piscos até Foz Côa, e foi num dos pontos mais altos da periferia desta última, junto a um marco geodésico e com uma vista privilegiada, que ouvimos Frederico apresentar os cantos à casa. São 30 hectares de vinha, velha e nova, e 11ha de olival. Numa vinha nova, plantaram Rabigato e Touriga Franca, essencialmente porque “numa vinha mais antiga, de 1990, estão plantadas essas castas nas mesmas condições de altitude e com exposições solares diferentes, e queremos jogar com isso”, referiu Paulo. Ainda noutra plantação mais recente, inseriram Touriga Nacional. Os olivais, esses são centenários, e originam azeite com o nome Chousas Nostras. Mais tarde, num piquenique recheado de cousas boas, entre muros de xisto e com o Douro a pintar a paisagem, conhecemos os vinhos. Vales Dona Amélia e Gerações de Xisto são as referências, tendo o primeiro de todos sido produzido pela primeira vez em 2012, até hoje sempre em tinto. Este mês sai para o mercado o primeiro branco, Gerações de Xisto 2017, 2.000 garrafas de um lote inusitado: Rabigato (90%) e Arinto. O enólogo, Rui Carrelo, explicou que “o objectivo foi fazer um vinho leve e aromático, com qualidade”. Uma sessão de música e “Poesia Vinificada” encerrou um tempo muito bem passado… (M.L.)
[/vc_column_text][vc_gallery type=”parallax_image_grid” images=”28011,28012″][divider line_type=”Full Width Line” line_thickness=”1″ divider_color=”default”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Provas comentadas
Provas comentadas 7 Festival do Vinho do Douro Superior Maio 2018 (447)_01.jpg
Outra iniciativa recorrente tem a ver com provas comentadas, acessíveis apenas a quem se inscreveu. No primeiro dia, Fernando Melo apresentou “Grandes brancos do Douro Superior”, escolhendo variados perfis, estilos e anos que encantaram a audiência. No dia seguinte foi a vez de João Paulo Martins, jornalista e crítico da Grandes Escolhas, falar sobre o Vinho do Porto, escolhendo também um portefólio alargado, entre LBV’s, Vintages, Colheitas e Tawnies. Os anos oscilaram entre 1995 e 2015.
As sessões de domingo começaram não com vinho, mas com azeite, mais concretamente com “Azeites do Douro Superior e Trás-os-Montes”. O apresentador foi um dos grandes especialistas nacionais, Francisco Pavão, director da Associação dos Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro. Uma prova bastante interessante e onde os participantes se puderam aperceber das muitas nuances que separam os azeites, como as diferentes variedades e regiões de cultivo. Finalmente, Luís Lopes, Director editorial da Vinho Grandes Escolhas, apresentou no último dia do certame um belo conjunto de “Grandes tintos do Douro Superior”. Por lá passaram grandes marcas da região, de vários anos e de vários estilos, desde vinhos de lote a monocastas (como Tinto Cão e Tinta Barroca).
Todas as três provas comentadas estiveram completamente cheias, com um público interessado e muito participante. Belas sessões, sem dúvida, para partilha de conhecimento e aprendizagem.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”28007″ alignment=”center” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Concurso bate recordes
Outra iniciativa clássica, presente desde a primeira edição, é o “Concurso de Vinhos do Douro Superior”. Como o nome indica, só são aceites neste concurso vinhos da sub-região do Douro Superior. Esta edição bateu todos os recordes, com 184 referências vínicas inscritas, uma excelente amostra do que se faz nesta região. Entraram 55 brancos, 113 tintos e 16 vinhos do Porto, dos 80 produtores que marcaram presença no recinto da feira. Refira-se desde já que, salvo raras excepções, os produtores enviaram a concurso os seus melhores vinhos, pelo que o nível foi extremamente elevado, enriquecendo o trabalho dos 29 elementos do júri – jornalistas, responsáveis de compras de garrafeiras, sommeliers e bloggers especializados.
Tal como nos outros anos, a prova foi “às cegas” e com uma ficha de pontuações de 0 a 20 valores. Os três vinhos mais pontuados em cada categoria – brancos, tintos e Vinho do Porto – foram depois a uma finalíssima, onde todos os jurados votaram e decidiram qual seria o respectivo vencedor. No final da manhã, os resultados estavam apurados e resultaram 66 prémios, entre os melhores em cada categoria (três) e as medalhas de ouro (22 – 6 para brancos, 12 para tintos e 4 para Vinho do Porto) e prata (41 – 12 para brancos, 25 para tintos e 4 para Vinho do Porto).
Os resultados foram muito bons e podemos dizer que os vencedores absolutos ganharam por pouca margem (décimas, apenas) face a muita outra concorrência. Ou seja, o nível médio foi altíssimo. Os prémios foram depois entregues nessa mesma tarde, já com diplomas e tudo, no recinto da feira. Veja todos os premiados no texto anexo.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”28008″ alignment=”center” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” title=”OPINIÃO” add_icon=”” i_type=”fontawesome” i_icon_fontawesome=”fa fa-adjust” i_icon_openiconic=”vc-oi vc-oi-dial” i_icon_typicons=”typcn typcn-adjust-brightness” i_icon_entypo=”entypo-icon entypo-icon-note” i_icon_linecons=”vc_li vc_li-heart” i_color=”blue” i_background_style=”” i_background_color=”grey” i_size=”md” title_align=”separator_align_left” align=”align_center” color=”custom” style=”” border_width=”” el_width=”” layout=”separator_with_text” accent_color=”#888888″ i_custom_color=”” i_custom_background_color=”” el_id=”” el_class=”” css=””][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_text_separator title=”Os vencedores do concurso ” color=”custom” accent_color=”#888888″][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]
MELHOR VINHO BRANCO
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Duas Quintas Reserva branco 2016 (Adriano Ramos Pinto Vinhos)
[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]
MELHOR VINHO TINTO
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Zom Grande Reserva Touriga Nacional tinto 2011 (Barão de Vilar – Vinhos)
[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]
MELHOR VINHO DO PORTO
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Duorum Vintage 2011 (Duorum Vinhos)
[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]
Brancos Ouro
Colinas do Douro Reserva 2017 (Colinas do Douro Sociedade Agrícola)
Cortes do Tua Reserva 2016 (Cortes do Tua Wines)
Mapa Vinha dos Pais 2016 (Pedro Mário Batista Garcias)
Palato do Côa Reserva 2015 (5 Bagos Sociedade Agrícola)
Quinta Vale d’Aldeia Alvarinho 2017 (Quinta Vale d’Aldeia)
Terras do Grifo Grande Reserva 2016 (Rozès)
Brancos Prata
Burmester 2017 (Sogevinus Fine Wines)
Crasto Superior 2016 (Quinta do Crasto)
Duorum 2015 (Duorum Vinhos)
Gerações de Xisto 2017 (Gerações de Xisto)
Golpe Reserva 2016 (Manuel Carvalho Martins)
Holminhos 2016 (Quinta Holminhos)
Montes Ermos Códega do Larinho 2017 (Adega Cooperativa de Freixo de Espada à Cinta)
Palato do Côa Reserva 2016 (5 Bagos Sociedade Agrícola)
Quinta da Pedra Escrita Reserva 2016 (Rui Roboredo Madeira Vinhos)
Quinta da Sequeira Reserva 2016 (Mário Jorge Eugénio Monteiro Cardoso)
Quinta dos Castelares Reserva 2016 (Casa Agrícola Manuel Joaquim Caldeira)
Salgados 2017 (Mário José Pinto Salgado e Maria de Lurdes P. M. Salgado)
Tintos Ouro
Cadão PM Vinhas Velhas 2011 (Mateus e Sequeira Vinhos)
Crasto Superior 2015 (Quinta do Crasto)
Dona Berta Vinha Centenária Reserva 2011 (Hernâni A. Verdelho)
Duorum Vinhas Velhas Reserva 2015 (Duorum Vinhos)
Flor do Côa Reserva Especial 2011 (Costa Boal Family Estates)
Fronteira Reserva 2015 (Casa Agrícola Manuel Joaquim Caldeira)
Iter 2014 (Duplo PR – Serviços de Enologia)
Quinta da Extrema Cabernet Sauvignon 2015 (Colinas do Douro Sociedade Agrícola)
Quinta da Leda 2015 (Sogrape Vinhos)
Quinta da Touriga Chã 2015 (Jorge Rosas Vinhos)
Quinta do Couquinho Reserva 2015 (Quinta do Couquinho – Soc. Agrícola)
Terra de Homens 2010 (Sociedade Agrícola Vale da Vilariça)
Tintos Prata
Adão António Aguiar Grande Reserva Touriga Nacional 2015 (Adão e Filhos)
As Tourigas 2007 (Quinta de Vale de Pios)
Castello D’Alba Limited Edition 2015 (Rui Roboredo Madeira Vinhos)
D. Graça Touriga Nacional Reserva 2014 (Vinilourenço)
Duas Quintas Reserva 2015 (Adriano Ramos Pinto Vinhos)
Duvalley Grande Reserva 2012 (Quinta Picos do Couto)
Filão da Grixa Reserva 2014 (Polibago)
Gerações de Xisto 2014 (Gerações de Xisto)
Lupucinus Selection 2016 (Quinta de Lubazim)
Mapa Reserva Especial 2014 (Pedro Mário Batista Garcias)
Moinhos de Côa Reserva 2015 (Artur Adriano Proença Rodrigues)
Muxagat 2014 (Muxagat Vinhos)
Pai Horácio Grande Reserva 2015 (Vinilourenço)
Palato do Côa Reserva 2015 (5 Bagos Sociedade Agrícola)
Quinta da Bulfata 2015 (Quinta da Bulfata)
Quinta da Extrema (Edição I) 2015 (Colinas do Douro Sociedade Agrícola)
Quinta da Sequeira Grande Reserva 2013 (Mário Jorge Eugénio Monteiro Cardoso)
Quinta do Vesúvio 2015 (Symington Family Estates)
Quinta Vale d’Aldeia Grande Reserva 2014 (Quinta Vale d’Aldeia)
Terras do Grifo Vinhas Velhas 2014 (Rozès)
Terrincha Reserva 2014 (Quinta da Terrincha)
Vale do Malhô 2015 (Sebastião Augusto Oliveira)
Vales Dona Amélia 2012 (Casa Agrícola Vales Dona Amélia)
Vallado Superior Vinhas Orgânicas 2015 (Quinta do Vallado – Sociedade Agrícola)
Valle do Nídeo Reserva 2015 (Miguel Abrantes Vinhos)
Vinhos do Porto Ouro
Amável Costa Tawny 20 anos (Agostinho Amável Costa)
Ferreira Dona Antónia Tawny 20 anos (Sogrape Vinhos)
Maynard’s Vintage Bio 2015 (Barão de Vilar – Vinhos)
Quinta da Ervamoira Vintage 2004 (Adriano Ramos Pinto Vinhos)
Vinhos do Porto Prata
Burmester Tawny 10 anos (Sogevinus Fine Wines)
Quinta da Silveira Tawny 10 anos (Sociedade Agrícola Vale da Vilariça)
Quinta do Grifo Vintage 2015 (Rozès)
Quinta do Vesúvio Vintage 1995 (Symington Family Estates)
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Edição Nº15, Julho 2018
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Beira Interior Vinhos & Sabores, a descoberta de uma região de excelência

Texto: Mariana Lopes Fotos: PLIM Produções/CVRBI A Beira Interior não é hoje a região que era há alguns anos. As características únicas que lhe conferem grande potencial e que a distinguem das demais, desempenharam, nas últimas duas décadas, um papel de extrema importância na evolução da qualidade dos vinhos: a altitude, sendo uma das zonas […]
Texto: Mariana Lopes
Fotos: PLIM Produções/CVRBI
A Beira Interior não é hoje a região que era há alguns anos. As características únicas que lhe conferem grande potencial e que a distinguem das demais, desempenharam, nas últimas duas décadas, um papel de extrema importância na evolução da qualidade dos vinhos: a altitude, sendo uma das zonas vitivinícolas de Portugal que mais trabalham em vinhos de cotas altas; as castas tradicionais, das quais se destacam as brancas Síria e Fonte Cal e a tinta Rufete; as vinhas velhas, que têm aqui uma percentagem maior do que nas outras regiões; e o clima continental interior com invernos frios e verões quentes, de grandes amplitudes térmicas, o que favorece não só a agricultura biológica, mas também a obtenção de frescura nos vinhos. Também o lote clássico branco de Síria, Fonte Cal e Arinto origina vinhos muito longevos, com excelente estrutura ácida e algum corpo, cheios de sabor. É a junção destas especificidades que tornam a Beira Interior num diamante em bruto, que está a ser esculpido aos poucos. Uma coisa é certa, a qualidade está lá, só falta ser descoberta.
Foi esse o objectivo da Comissão Vitivinícola da Beira Interior ao organizar, com o Município de Pinhel e pelo quarto ano consecutivo, o evento Beira Interior – Vinhos & Sabores.

De 16 a 18 de Novembro, 53 expositores, 28 de empresas produtoras de vinho e os restantes de outras iguarias gastronómicas regionais, como as cavacas, os frutos silvestres, o azeite, as compotas, os queijos e os enchidos, estiveram à disposição dos visitantes. Foram nomes como 2.5 Belmonte, Adega Cooperativa de Pinhel, Quinta dos Currais, Casca Wines, Quinta dos Termos, Aforista, Rui Roboredo Madeira, Quinta do Cardo, Almeida Garrett Wines, Casas Altas, Adega 23, Quinta do Folgado, e outros mais. Também um “cantinho” de vinhos Kosher fez parte da feira.

Além de vários workshops de culinária, do seminário “Vinho, elemento de desenvolvimento regional”, e de outras actividades, houve quatro provas comentadas: “As potencialidades dos vinhos da casta Síria”, por Luís Lopes, director da Grandes Escolhas; “Rufetes da Sierra de Salamanca e da Beira Interior”, orientada por Miquel Udina Argilaga, director DOP Sierra de Salamanca, e Rodolfo Queirós, director da CVR B.I.; “Os Tintos da Beira Interior”, por João Afonso, redactor da Grandes Escolhas; e “As Sub-regiões da Beira Interior”, dirigida pela enóloga Patrícia Santos. Paralelamente, foram três as empresas visitadas pela Grandes Escolhas e por outros jornalistas, uma por cada sub-região (Pinhel, Castelo Rodrigo e Cova da Beira), Adega Cooperativa de Pinhel, Rui Roboredo Madeira e Adega23.
Um dos maiores destaques do evento foi o concurso Escolha da Imprensa, no qual um grupo de 8 jornalistas e opinion makers do sector elegeu, numa prova cega, aqueles que considerou serem os seus favoritos da região. Estes foram os vinhos premiados:
BRANCOS
Grande Prémio Escolha da Imprensa
Marquês d’Almeida Beira Interior Grande Reserva 2016Prémio Escolha da Imprensa
Beyra Quartz Beira Interior Reserva 2017
Quinta do Cardo Vinha Lomedo Beira Interior Síria 2015
Adega 23 Primeira Colheita Terras da Beira 2017
Entre Vinhas Beira Interior Reserva 2017
Monte Barbo Terras da Beira Malvasia Fina 2017
Quinta do Ministro Terras da Beira 2017
Almeida Garrett Beira Interior Chardonnay 2017
Monte Cascas Beira Interior Síria e Fonte Cal 2017TINTOS
Grande Prémio Escolha da Imprensa
Pinhel Celebração 65º Beira Interior Reserva 2015Prémio Escolha da Imprensa
Quinta dos Termos Beira Interior Alfrocheiro Reserva 2015
Almeida Garrett Beira Interior Reserva 2015
Rui Roboredo Madeira Beira Interior 2015
Quinta da Caldeirinha Beira Interior Cabernet Sauvignon 2014
Aforista Beira Interior Reserva 2014
Alpedrinha Beira Interior
GE | Vinhos & Sabores 2018 – Portugal à volta de um copo!

O caminho estava traçado desde o ano passado, com a primeira edição da Grandes Escolhas Vinhos & Sabores, e 2018 reforçou o estatuto desta feira como o maior evento vínico realizado em Portugal. Produtores, público, profissionais das áreas ligadas ao vinho e à gastronomia. O país juntou-se de copo na mão e marcou, desde já, […]
O caminho estava traçado desde o ano passado, com a primeira edição da Grandes Escolhas Vinhos & Sabores, e 2018 reforçou o estatuto desta feira como o maior evento vínico realizado em Portugal. Produtores, público, profissionais das áreas ligadas ao vinho e à gastronomia. O país juntou-se de copo na mão e marcou, desde já, encontro para o próximo ano.
Reportagem completa na edição de Dezembro da V Grandes Escolhas, com texto de Luís Francisco e fotos de João Cutileiro e Ricardo Palma Veiga
Veja mais vídeos do evento no Youtube da V Grandes Escolhas:
Homenagem aos melhores do ano 2017

Edição nº11, Março 2018 Prémios Grandes Escolhas Sala e almas cheias, corações e copos ao alto. O jantar de entrega dos Prémios Grandes Escolhas, na sua edição inaugural, foi uma jornada de extraordinário convívio e emoções fortes. Acima de tudo, brilharam os vinhos e a gastronomia – e as pessoas que a eles dedicam as […]
Edição nº11, Março 2018
Prémios Grandes Escolhas
Sala e almas cheias, corações e copos ao alto. O jantar de entrega dos Prémios Grandes Escolhas, na sua edição inaugural, foi uma jornada de extraordinário convívio e emoções fortes. Acima de tudo, brilharam os vinhos e a gastronomia – e as pessoas que a eles dedicam as suas vidas.
TEXTO Luís Francisco
FOTOS João Cutileiro e Ricardo Palma Veiga
Imaginar um jantar que termina com toda a gente em pé até pode parecer estranho, mas foi exactamente o que aconteceu na noite de 16 de Fevereiro, no pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa. A primeira gala dos Prémios Grandes Escolhas, que reuniu mais de 900 pessoas, encerrou com o momento mais emocional da noite: a entrega do Prémio Senhor do Vinho a Salvador Guedes. Limitado por uma doença degenerativa, o homem que liderou a Sogrape nas últimas décadas subiu ao palco em cadeira de rodas e foi recebido com uma estrondosa ovação que não deixou mais ninguém sentado na sala.
A homenagem, justa e sentida, dos seus pares no mundo do vinho mereceu de Salvador Guedes uma comovente mensagem de agradecimento, escrita pelo próprio e lida em palco pelo seu irmão Fernando. Nela, para além de agradecer a distinção e recordar o percurso de uma vida, ficou bem claro que Salvador não se rende à doença: não foi um “adeus”; foi um “até sempre”. E essa acaba por ser, no fundo, a ideia forte da gala e a filosofia destes prémios. Para o ano há mais. Há sempre mais. O vinho assim o exige. O gigantesco salão do renovado pavilhão Carlos Lopes acabou por ser pequeno para a enorme família do vinho. Mais de 900 pessoas juntaram-se para saudar os melhores do ano, rever caras conhecidas e desfrutar de uma refeição especial. Serviço extraordinário (mais de 100 pessoas envolvidas), comida de grande nível e vinhos fantásticos ajudaram a criar o ambiente festivo que a ocasião justificava. E, claro, ao longo da noite foram-se sucedendo os momentos para mais tarde recordar, ao sabor das emoções dos premiados e das reacções da plateia.
A cerimónia, conduzida por Luís Lopes e João Geirinhas, respectivamente directores editorial e da área de negócio da Grandes Escolhas, chamou ao palco os produtores dos vinhos eleitos para o “top 30” do ano de 2017 e os galardoados com os 20 prémios especiais. Nos ecrãs gigantes do salão iam desfilando os 250 vinhos eleitos pelo painel de provadores da revista como Melhores de Portugal, uma galeria de notáveis representando todas as regiões do país – e que os convivas puderam apreciar à mesa, uma vez que a esmagadora maioria dos vinhos servidos ao jantar integravam esta lista.
Se a subida de Salvador Guedes ao palco foi o ponto alto da noite, outros, muitos outros, também merecem registo. Pela carga emocional, incontornável quando recordamos um grande companheiro de trabalho e um homem bom, como David Lopes Ramos, destacou-se igualmente o Prémio Gastronomia com o seu nome, entregue a Edgardo Pacheco, jornalista, gastrónomo e crítico de vinhos, que de imediato recordou uma conversa tida com o saudoso David à volta do aparentemente irresistível tema das meloas açorianas…
Palavras e emoções
Outro orador apaixonado é Mário Sérgio Alves Nuno, da Quinta das Bágeiras, este ano distinguido com o prémio Singularidade. Mas, desta vez, o vigneron da Bairrada foi comedido nas palavras, não deixando de lançar, no entanto, um apelo: que todos se unam e trabalhem juntos para promover e valorizar a imagem do nosso vinho. Palavras que valem tanto para a Bairrada como para o todo nacional.
Se alguns dos premiados mantiveram a compostura e alinharam discursos de agradecimento objectivos e coerentes, outros ficaram claramente reféns das emoções e acabaram por ser, na sua genuína falta de palavras, a imagem evidente de como estes prémios calam bem fundo a quem dá o seu melhor pelos vinhos e pela gastronomia. A uns e a outros, a assistência saudou com aplausos e manifestações de júbilo, também elas umas mais eloquentes do que as outras. Destaque, entre as primeiras, para o enfático “Júnior, és o maior!” que saudou a subida ao palco de José Branco, o filho, para receber o prémio de melhor Loja Gourmet para a Manteigaria Silva. O pai não esteve presente e – pior ainda – já estava a dormir quando o filho lhe ligou para dar a notícia… Ficou a boa nova reservada para a manhã seguinte.
Os prémios distribuíram-se por várias regiões. Nos Vinhos Verdes, destaque para a A&D Wines, Produtor Revelação; a Beira Interior recebeu, através da sua CVR, o prémio Organização Vitivinícola; Lisboa foi representada pela Casa Santos Lima, prémio Empresa; o Alentejo juntou à distinção de Produtor (Herdade do Rocim) a de Viticultura (Herdade do Esporão); do Douro subiram ao palco representantes da Adega Cooperativa de Favaios (Adega Cooperativa) e das Caves Messias (Empresa Generosos); a Bacalhôa Vinhos de Portugal arrecadou o prémio Enoturismo.
Sempre aguardados com grande expectativa são os prémios dedicados à enologia. Ana Rosas (Ramos Pinto) foi distinguida no sector dos Generosos e Paulo Nunes (Casa da Passarella, Quinta da Bica, Casa de Saima, entre outros) subiu ao palco para receber o prémio de Enólogo do ano.
No sector da gastronomia e turismo, prémio Restaurante para o Ferrugem, em Famalicão; prémio Restaurante Cozinha Tradicional Portuguesa para a Mercearia Gadanha, em Estremoz; prémio Garrafeira para a Empor Spirits & Wine, Lisboa; prémio Wine Bar para o Bar do Binho, Sintra; e prémio Loja Gourmet para a Manteigaria Silva. Teresa Gomes foi a Sommelier do ano e a Murganheira distinguiu-se como a Melhor Campanha Publicitária.

Vinhos de sonho
Antes destes prémios, entregues pelos respectivos patrocinadores e apresentados pelos elementos da redacção da revista, tinham subido ao palco, a convite dos membros do painel de provas da VINHO Grandes Escolhas, os responsáveis pelos vinhos escolhidos para o Top 30 de 2017. Uma lista que integrava dois espumantes (Murganheira Távora-Varosa Chardonnay 2008 e Vértice Douro Gouveio 2008), um Alvarinho Monção e Melgaço (Anselmo Mendes Parcela Única Alvarinho 2015), oito representantes do Douro e Porto (Grandjó Reg. Duriense Late Harvest branco 2013, Passadouro Douro Touriga Nacional tinto 2014, Poeira 44 barricas Douro tinto 2014, Quinta da Boavista Vinha do Ujo Douro tinto 2014, Quinta da Leda Douro tinto 2015, Quinta do Monte Xisto Douro tinto 2015, Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo Douro Grande Reserva tinto 2015, Burmester Tordiz Porto 40 Years Old, Graham’s The Stone Terraces Porto Vintage 2015 e Messias Porto Colheita 1967).
O Dão brilhou com quatro vinhos (Quinta da Pellada Primus Dão branco 2015, Quinta dos Carvalhais Branco Especial Dão branco, Teixuga Dão branco 2013 e Varanda da Serra Dão branco 2014), a Bairrada colocou três na lista (Kompassus Private Colection Bairrada branco 2014, Quinta das Bágeiras Pai Abel Bairrada tinto 2011 e Sidónio de Sousa Bairrada Garrafeira tinto 2011), a Beira Interior teve um representante (Quinta dos Termos Talhão da Serra Beira Interior Rufete Reserva tinto 2014), o Tejo outro (1836 Do Tejo Grande Reserva tinto 2015) e Lisboa mais um (Adega Mãe Terroir Reg. Lisboa branco 2014).
O Alentejo foi a segunda região mais representada no Top 30, com cinco vinhos (Esporão Private Selection Alentejo Garrafeira tinto 2012, Herdade do Rocim Clay Aged Alentejo tinto 2015, Júlio B. Bastos Reg. Alentejano Alicante Bouschet Grande Reserva tinto 2014, Mouchão tonel 3-4 Alentejo tinto 2011 e Pêra-Manca Alentejo tinto 2013), enquanto a Península de Setúbal colocava dois vinhos na lista (Palácio da Bacalhôa Reg. Península de Setúbal tinto 2014 e Bastardinho de Azeitão Vinho Licoroso 40 anos). Ao todo, 16 tintos, oito brancos, três Porto, dois espumantes e um licoroso. Um belo mosaico do que de superlativo se faz por esse país fora. E razões mais do que suficientes para renovar a nossa paixão pelo vinho.
Vinhos & Sabores 2018 – Provas Especiais disponíveis

PROGRAMA PROVAS ESPECIAIS – Grandes Escolhas | Vinhos & Sabores 2018 Mais informações: Saiba mais aqui Preço: 40€ / Condições Especiais: 10% de desconto para assinantes da revista V Grandes Escolhas ou inscrições em múltiplas provas Inscrições: Saiba mais aqui As inscrições nas provas incluem a entrada na feira e a oferta do copo.
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Inscrições: Saiba mais aqui

As inscrições nas provas incluem a entrada na feira e a oferta do copo.
Algumas sugestões para participar nas vindimas

A época das vindimas, o ponto alto do ano vitivinícola, está ao rubro e um pouco por todo o país as casas produtoras abrem as portas a quem queira participar neste ritual mágico. Aqui ficam algumas sugestões: DOURO Quinta dos Murças A celebrar uma década no Douro, o Esporão abre pela primeira vez a […]
A época das vindimas, o ponto alto do ano vitivinícola, está ao rubro e um pouco por todo o país as casas produtoras abrem as portas a quem queira participar neste ritual mágico. Aqui ficam algumas sugestões:
DOURO
Quinta dos Murças
A celebrar uma década no Douro, o Esporão abre pela primeira vez a Quinta dos Murças a quem quiser participar na vindima. Os visitantes vão poder visitar as caves e adega e participar na típica lagarada duriense (entrada no lagar e pisa a pé). O programa está disponível a partir de 15 de Setembro e conta com degustação de vinhos da quinta.
Preço: 35€ por pessoa, máximo sete pessoas, reserva necessária.
Contactos: 932 706 787 / reservas.murcas@esporao.com
Quinta de La Rosa
A Quinta de La Rosa, no Pinhão, disponibiliza dois programas, um de meio dia, outro de jornada completa, que poderão incluir a participação na tradicional lagarada. Em comum, a visita guiada às vinhas, cave e adega e jantar (ou almoço) no restaurante da quinta, o Cozinha da Clara. O programa mais longo inclui ainda outra refeição e um passeio de barco no Douro.
Preço: 95€ por pessoa (meio dia), 220€ por pessoa (dia inteiro); em ambos os casos acrescem 15€ no caso de haver lagarada. Entre dois a oito participantes no primeiro programa, de oito a 12 no segundo; marcação prévia.
Contactos: 931 461 038 / bookings@quintadelarosa.com
Quinta do Portal
Com alojamento na Casa das Pipas ou na Casa do Lagar, jantar de vindimas com vinhos da casa, passeio de barco pelo Douro, visita ao armazém desenhado por Siza Vieira e prova de vinhos, a Quinta do Portal celebra as vindimas entre 15 de Setembro e 15 de Outubro.
Preço: 190€ por pessoa (uma noite), 360€ por pessoa (duas noites); 100€ noite extra; marcação prévia.
Contactos: 968 120 127 / 259 937 000 / reservas@quintadoportal.pt
Real Companhia Velha
22 e 29 de Setembro e 6 e 13 de Outubro: são estas as datas que a Real Companhia Velha reservou para “abrir os portões” de duas das suas quintas – Quinta das Carvalhas, junto ao Pinhão, e Quinta do Casal da Granja, em Alijó – a quem quiser participar numa completa experiência de vindimas, que inclui pisa a pé em lagares de granito.
Preço: 85€ por pessoa; marcação prévia.
Contactos: 254 738 050 / carvalhas@realcompanhiavelha.pt
Quinta do Pôpa
Com uma localização privilegiada sobre o Douro, entre a Régua e o Pinhão, a Quinta do Pôpa disponibiliza dois programas de vindimas, ambos com almoço e pisa a pé nos lagares.
Preço: 85€ por pessoa (programa “Vindimas à do Pôpa”) ou 110€ por pessoa (programa “Almoço de Vindima”); marcação prévia.
Contactos: 916 653 442 / turismo@quintadopopa.com
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BAIRRADA
Aliança Vinhos de Portugal
Entre Setembro e meados de Outubro, a proposta é um dia diferente… na vinha. O programa inclui participação na vindima e visita ao Aliança Underground Museum.
Preço: 60€ por pessoa; grupos de 10 a 100 pessoas, só aos dias de semana, marcação prévia.
Contactos: 234 732 000 / alianca@alianca.pt
Caves do Solar de São Domingos
O programa inclui actividades nas vinhas, visita às caves e almoço tradicional (leitão à Bairrada), com degustação de vinhos e aguardentes da casa.
Preço: 75€ por pessoa, mínimo oito participantes, de segunda a sábado, marcação prévia.
Contactos: 231 519 680 / info@cavesaodomingos.com
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TEJO
Adega do Cartaxo
Dois programas disponíveis (com e sem almoço), que incluem visita à adega e às vinhas, bem como prova de vinhos comentada.
Preço: 30€ por pessoa (com almoço), 5€ por pessoa (sem almoço), grupos de quatro a 12 pessoas, marcação antecipada.
Contactos: 243 770 987 / marketing@adegacartaxo.pt
Casal das Freiras
Em Setembro e/ou Outubro, o programa inclui visita às vinhas e à adega, prova comentada de vinhos e possibilidade de pisa a pé nos lagares.
Preço: 22€ adultos, 5€ crianças; máximo 12 participantes, marcação prévia.
Contactos: 919 998 345 / geral@casaldasfreiras.pt
Companhia das Lezírias
Pisa a pé, prova de degustação do mosto de uva e de vinho, comentada pelo enólogo ou especialista na área, e almoço piquenique de especialidade regional.
Preço: 40€ adultos, 10€ crianças dos 6 aos 12 anos, gratuitos para crianças até aos 5 anos; segunda a sábado, grupos entre 10 e 60 pessoas, marcação prévia.
Contactos: 212 349 016 / loja.vinhos@cl.pt
Falua
Visita à adega e prova de vinhos.
Preço: 30€ por pessoa, só adultos, mínimo 10 participantes, marcação prévia.
Contactos: 243 594 280 / falua@falua.net
Fiuza
Visita à adega-galeria (está profusamente decorada por três grafitters portugueses), com prova de vinhos ou de mosto.
Preço: 20€ por pessoa, mínimo duas pessoas, restrito aos dias de vindima, marcação prévia.
Contactos: 243 597 491 / 918 906 197 / claudia.godinha@fiuzabright.pt
Quinta da Alorna
Nesta quinta com quase três séculos de história, há programas para todos os gostos, em tempo de vindimas e durante todo o ano.
Preço: sob consulta.
Contactos: 243 570 700 / geral@alorna.pt
Quinta da Lagoalva
Entre 3 e 30 de Setembro, o programa especial de vindimas inclui passeio pela vinha e adega, prova dos mostos, visita à cavalariça/picadeiro e capela, e prova de vinhos.
Preço: 25€ por pessoa, máximo 30 participantes, marcação prévia.
Contactos: 912 021 033 / turismo@lagoalva.pt
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ALENTEJO
Esporão
Entre 1 e 30 de Setembro, encontro às 10h, seguindo-se passeio pelas vinhas e participação nas vindimas, visita às caves e adega com prova de vinhos. O programa encerra com almoço no restaurante da herdade.
Preço: 110€ por pessoa, entre dois e oito participantes, de terça a sábado, marcação prévia.
Contactos: 266 509 280 / reservas@esporao.com
Herdade das Servas
Perto de Estremoz, dois programas especiais (com e sem almoço no restaurante da herdade) para a época das vindimas, com possibilidade de pisa a pé em lagares de mármore, quando houver uvas tintas.
Preço: 65€ por pessoa (com almoço), 30€ por pessoa (sem almoço); mínimo de dois participantes; marcação antecipada.
Contactos: 268 322 949 / enoturismo@herdadedasservas.com
Casa Relvas
Durante um mês (20 de agosto a 20 de setembro), um programa especial para a vindima 2018, com passeio pela vinha (de jipe ou bicicleta), pisa a pé na adega, prova de mostos, remontagem de vinho da talha e prova do vinho e opção de almoço tradicional.
Preço: 60€ por pessoa (com almoço), 40€ por pessoa (sem almoço); entre dois e 10 participantes, marcação antecipada.
Contactos: enoturismo@casarelvas.pt
Torre de Palma Wine Hotel
O hotel Torre de Palma preparou um programa especial onde os participantes podem fazer parte da tradição das vindimas e descobrir os seus pormenores, conhecer as vinhas e as suas castas e acompanhar os trabalhadores no campo, bem como depois provar os vinhos e descobrir a adega.
Preço: 75€ por pessoa (com almoço), todos os dias, marcação antecipada.
Contactos: 245 038 890 / reservas@torredepalma.com
A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) está a promover um evento de grande envergadura e inédito em Portugal, chamado “Monção & Melgaço – The White Experience”. Vai decorrer em Monção a 21 e 22 de Julho e destina-se a promover a sub-região de Monção e Melgaço como berço de brancos de […]“The White Experience” promove terroir de Monção e Melgaço

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) está a promover um evento de grande envergadura e inédito em Portugal, chamado “Monção & Melgaço – The White Experience”. Vai decorrer em Monção a 21 e 22 de Julho e destina-se a promover a sub-região de Monção e Melgaço como berço de brancos de excelência. Em Portugal, e em qualquer parte do mundo. E a palavra ‘mundo’ não é aqui usada de forma leviana.
Por Monção vão passar brancos de excelência de produtores tão conhecidos como os franceses Chanson Père et Fils e Joseph Drouhin (Bourgogne), Domaine Henri Bourgeois (Sancerre) e Hugel (Alsácia). Da Alemanha virão os produtores S.A. Prum e Bender (Mosel) e da Áustria o reputado Sattlerhof (Styria). A Hungria será representada por Gelbmann Birtok. Todos de casas míticas, com brancos de fama mundial. Teremos igualmente nove produtores nacionais de fora de Monção e Melgaço (como Vértice/Quanta Terra, Quinta das Bágeiras, Adega Mãe, C2O/VPuro, Álvaro de Castro, Jorge Moreira, António Maçanita e Niepoort…) e oito internacionais, que se irão mostrar ao lado de mais de três dezenas de produtores da sub-região de Monção e Melgaço e confraternizar com os visitantes numa tenda climatizada junto ao rio Minho (no Parque das Caldas – junto às Muralhas). A entrada vai custar €10 mas inclui um copo de prova.
O evento irá ter a participação da Associação de Produtores de Monção e Melgaço e será produzido pela Grandes Escolhas. White Experience é uma acção que, segundo Manuel Pinheiro, presidente da CVRVV, “foi pensada com o objectivo de dar resposta a um público exigente e que aprecia vinhos brancos de Portugal e do mundo”: “Apostámos num evento vínico de âmbito internacional que destaca um terroir de excepção, a par do que de melhor se faz fora e dentro do país.”
A casta Alvarinho é aqui encarada como um denominador comum aos produtores de Monção e Melgaço, não como o cerne deste evento: de facto, o fundamental é a expressão de terroir desta região, que, pela conjugação de factores únicos – como clima, casta, solo e o factor humano –, produz vinhos singulares e inimitáveis.
Numa apresentação na sala Ogival, em Lisboa, Luís Lopes, director da Grandes Escolhas, mostrou de forma mais concreta alguns dos factores que fazem de Monção e Melgaço uma sub-região à parte das restantes dos Vinhos Verdes e do resto do país. A sessão terminou com uma prova comentada de vários vinhos da região, com diferentes estilos e perfis. Ficámos assim a saber que, apesar de estarem relativamente perto do Atlântico, Monção e Melgaço usufruem de um clima particular. É uma espécie de enclave continental, promovido por uma cintura de montanhas, que protege as vinhas dos ventos húmidos do Atlântico e permite maturações mais precoces do que em outras regiões dos Vinhos Verdes. Soubemos ainda que os vinhos da casta Alvarinho podem diferir consoante os solos de onde as uvas são oriundas (terras de aluvião mais próximas do rio, terraços fluviais, por vezes com pedra rolada, ou cotas mais altas, onde predomina o granito mais fino). E soubemos também que as decisões tomadas na adega, nomeadamente a temperatura de fermentação ou as leveduras utilizadas, condicionam o perfil dos vinhos, uns mais virados para a fruta tropical, outros para os citrinos.
A CVRVV avançou ainda com alguns números interessantes para Monção e Melgaço: a área de Vinha é de 1.730 hectares, a maioria de Alvarinho (1.340ha). E existem 2.085 viticultores e 253 marcas de vinho.
No âmbito do programa de promoção de Monção e Melgaço, está a decorrer desde Abril um conjunto de provas em 16 lojas de vinho a nível nacional, para apresentar aos respectivos clientes o terroir e os vinhos da região. As próximas provas decorrerão a 7 de Junho, no El Corte Inglès de Lisboa e na Garrafeira Tody (Setúbal). A Cave Lusa, em Viseu (hoje), e a garrafeira Estado Líquido, nas Caldas da Rainha (a 22 de Junho), são as últimas etapas desse périplo.
A.F.
Vinho do Porto no Lisbon Bar Show concorre ao Guiness

O Lisbon Bar Show, maior evento de bar e cocktails a nível nacional, vai concorrer, no dia 15 de Maio, a um título do Guiness World Records: Maior prova comentada de Vinho do Porto. Esta iniciativa terá lugar pelas 11h e contará com a presença de quatro marcas de vinho do Porto, entre as quais, […]
O Lisbon Bar Show, maior evento de bar e cocktails a nível nacional, vai concorrer, no dia 15 de Maio, a um título do Guiness World Records: Maior prova comentada de Vinho do Porto. Esta iniciativa terá lugar pelas 11h e contará com a presença de quatro marcas de vinho do Porto, entre as quais, Porto Cruz, Cálem Velhotes, Porto Réccua e Porto Barros. A prova será orientada por um sommelier profissional, terá a participação de cada um dos responsáveis das marcas mencionadas e será feita num copo desenhado por Siza Vieira especificamente para provar Vinho do Porto.
“Sendo o Lisbon Bar Show um evento que tem como objectivo promover os profissionais e as bebidas nacionais, vemos esta iniciativa como uma oportunidade de divulgar e potenciar um dos nossos produtos, cuja qualidade e reconhecimento é indubitável, o Vinho do Porto. Este ano representa um marco significativo no crescimento do evento, não só pelo painel de profissionais que vamos receber, mas também por organizarmos esta iniciativa que acreditamos que dará ainda mais visibilidade a esta bebida portuguesa tão reconhecida internacionalmente”, refere Alberto Pires, organizador do Lisbon Bar Show.
Um evento a não perder
O Lisbon Bar Show tornou-se uma autêntica plataforma de conhecimento e networking, através da qual fornecedores, marcas, bartenders, especialistas ou simples apaixonados da área podem ficar a par do que se está a fazer no sector. Este evento é responsável por trazer a Portugal alguns dos mais reconhecidos nomes do bartending internacional, como Simone Caporale, considerado o International Bartender of the Year em 2014, e Alex Kratena, duas das principais referências na área a nível mundial; a equipa daquele que é considerado o melhor bar do mundo pela ‘World 50 Best Bars’, o American Bar, no Hotel Savoy, em Londres; Naren Young, do Cafe Dante, em Nova Iorque, considerado o 16º melhor bar do mundo; ou Philip Duff, director de educação do maior evento de cocktails a nível internacional, Tales of the Cocktail.
Com mais de 100 expositores, workshops, seminários e concursos de cocktails, o Lisbon Bar Show apresenta-se como um evento de referência, que tem como principal objectivo demonstrar ao público português as tendências internacionais do sector e destacar a qualidade das bebidas, marcas e profissionais portugueses.
Para todos os que quiserem fazer parte da maior prova comentada de vinho do Porto e ajudar o Lisbon Bar Show a realizar um título do Guiness World Records, a inscrição deve ser feita para: contacto@lisbonbarshow.com
Para ter acesso ao Lisbon Bar Show, que vai decorrer no Convento do Beato (Rua do Beato nº 44, 1950-427, Lisboa), o preço é de 23€ até dia 10 de Maio e 30€ à porta do evento, sendo que 1€ reverte para a associação de solidariedade social Let’s Help. O horário do evento nos dias 15 e 16 de Maio é das 13h às 21h. Mais informação no site http://lisbonbarshow.com/