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“The White Experience” promove terroir de Monção e Melgaço

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) está a promover um evento de grande envergadura e inédito em Portugal, chamado “Monção & Melgaço – The White Experience”. Vai decorrer em Monção a 21 e 22 de Julho e destina-se a promover a sub-região de Monção e Melgaço como berço de brancos de excelência. Em Portugal, e em qualquer parte do mundo. E a palavra ‘mundo’ não é aqui usada de forma leviana.

Por Monção vão passar brancos de excelência de produtores tão conhecidos como os franceses Chanson Père et Fils  e Joseph Drouhin (Bourgogne), Domaine Henri Bourgeois (Sancerre) e Hugel (Alsácia). Da Alemanha virão os produtores S.A. Prum e Bender (Mosel) e da Áustria o reputado Sattlerhof (Styria). A Hungria será representada por Gelbmann Birtok. Todos de casas míticas, com brancos de fama mundial. Teremos igualmente nove produtores nacionais de fora de Monção e Melgaço (como Vértice/Quanta Terra, Quinta das Bágeiras, Adega Mãe, C2O/VPuro, Álvaro de Castro, Jorge Moreira, António Maçanita e Niepoort…) e oito internacionais, que se irão mostrar ao lado de mais de três dezenas de produtores da sub-região de Monção e Melgaço e confraternizar com os visitantes numa tenda climatizada junto ao rio Minho (no Parque das Caldas – junto às Muralhas). A entrada vai custar €10 mas inclui um copo de prova.

O evento irá ter a participação da Associação de Produtores de Monção e Melgaço e será produzido pela Grandes Escolhas. White Experience é uma acção que, segundo Manuel Pinheiro, presidente da CVRVV, “foi pensada com o objectivo de dar resposta a um público exigente e que aprecia vinhos brancos de Portugal e do mundo”: “Apostámos num evento vínico de âmbito internacional que destaca um terroir de excepção, a par do que de melhor se faz fora e dentro do país.”

A casta Alvarinho é aqui encarada como um denominador comum aos produtores de Monção e Melgaço, não como o cerne deste evento: de facto, o fundamental é a expressão de terroir desta região, que, pela conjugação de factores únicos – como clima, casta, solo e o factor humano –, produz vinhos singulares e inimitáveis.

Numa apresentação na sala Ogival, em Lisboa, Luís Lopes, director da Grandes Escolhas, mostrou de forma mais concreta alguns dos factores que fazem de Monção e Melgaço uma sub-região à parte das restantes dos Vinhos Verdes e do resto do país. A sessão terminou com uma prova comentada de vários vinhos da região, com diferentes estilos e perfis. Ficámos assim a saber que, apesar de estarem relativamente perto do Atlântico, Monção e Melgaço usufruem de um clima particular. É uma espécie de enclave continental, promovido por uma cintura de montanhas, que protege as vinhas dos ventos húmidos do Atlântico e permite maturações mais precoces do que em outras regiões dos Vinhos Verdes. Soubemos ainda que os vinhos da casta Alvarinho podem diferir consoante os solos de onde as uvas são oriundas (terras de aluvião mais próximas do rio, terraços fluviais, por vezes com pedra rolada, ou cotas mais altas, onde predomina o granito mais fino). E soubemos também que as decisões tomadas na adega, nomeadamente a temperatura de fermentação ou as leveduras utilizadas, condicionam o perfil dos vinhos, uns mais virados para a fruta tropical, outros para os citrinos.

A CVRVV avançou ainda com alguns números interessantes para Monção e Melgaço: a área de Vinha é de 1.730 hectares, a maioria de Alvarinho (1.340ha). E existem 2.085 viticultores e 253 marcas de vinho.

No âmbito do programa de promoção de Monção e Melgaço, está a decorrer desde Abril um conjunto de provas em 16 lojas de vinho a nível nacional, para apresentar aos respectivos clientes o terroir e os vinhos da região. As próximas provas decorrerão a 7 de Junho, no El Corte Inglès de Lisboa e na Garrafeira Tody (Setúbal). A Cave Lusa, em Viseu (hoje), e a garrafeira Estado Líquido, nas Caldas da Rainha (a 22 de Junho), são as últimas etapas desse périplo.

A.F.