Os Melhores Vinhos do Alentejo

As medalhas de Grande Ouro foram atribuídas ao Quinta do Paral branco 2022 (Quinta do Paral), ao monovarietal Casa Relvas Vinha do Monte do Poço branco 2025 (Casa Relvas), ao Cardeira Reserva tinto 2019 (Herdade da Cardeira) e ao monovarietal Rovisco tinto 2019 (Pateo do Morgado). Na lista das medalhas de Ouro, constam 23 vencedores. […]
As medalhas de Grande Ouro foram atribuídas ao Quinta do Paral branco 2022 (Quinta do Paral), ao monovarietal Casa Relvas Vinha do Monte do Poço branco 2025 (Casa Relvas), ao Cardeira Reserva tinto 2019 (Herdade da Cardeira) e ao monovarietal Rovisco tinto 2019 (Pateo do Morgado).
Na lista das medalhas de Ouro, constam 23 vencedores. Na categoria dos brancos, estão as seguintes referências de brancos: Margaça 2023 (Margaça), Régia Colheita 2024 (CARMIM), Herdade das Servas 2022 (Herdade das Servas), Herdade da Candeeira 2021 (Grupo Parras) e Navegante 2024 (Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito); nos monovarietais, estão Paço dos Infantes 2024 (Herdade de Lisboa) e Almudes 2024 (Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito).
Já nos tintos, os distinguidos são: Paço dos Infantes 2020 (Herdade de Lisboa), Pêra-Grave 2022 (Pêra-Grave), Artesano by Helena 2022 (Elite Vinhos), PIRR 2022 (Herdade dos Toucinhos), Santa Vitória Grande Reserva 2019 (Casa Santa Vitória), Poliphonia Signature 2022 (Granacer), Esporão Private Selection 2019 (Esporão), Quinta do Carmo 2017 (Grupo Bacalhôa), Quinta do Carmo 2022 (Grupo Bacalhôa), Encostas de Serpa 2023 (Monge & Filhas – Vinhos de Serpa), Herdade Paço do Conde 2020 (Soc. Agr. Paço do Conde), Herdade de São Miguel 2023 (Casa Relvas) e Herdade da Candeeira 2019 (Grupo Parras). Há, ainda, a medalha de Ouro para o Altas Quintas 2023 (Altas Quintas), na categoria de vinho de talha. As medalhas de Prata foram divididas por dois rosés: Vinha D’Ervideira 2025 (Ervideira) e Rosé Pom Pom 2025 (Casa Relvas).
De acordo com o comunicado, Luís Sequeira, Presidente da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana, destacou a importância da valorização dos vinhos da região e manifestou apoio à Confraria dos Enófilos do Alentejo, que este ano assinala o 35º aniversário, “na sua nobre tarefa de pôr de pé um concurso que dignifica os produtores alentejanos e naturalmente os seus vinhos, que são o resultado de muito trabalho em cada ano. Se os Vinhos do Alentejo são os preferidos pelos portugueses, que essa escolha seja dignificada”.
CASA RELVAS: Em casa dos Alexandres

A Casa Relvas é uma empresa multifacetada. Mais conhecida pela produção de vinhos, a empresa também está ligada à produção de azeite e pecuária, e Alexandre V ainda tem um gosto especial por cavalos. Além disso, são muitos os borregos criados na Herdade de São Miguel, propriedade agrícola localizada no concelho do Redondo, na região […]
A Casa Relvas é uma empresa multifacetada. Mais conhecida pela produção de vinhos, a empresa também está ligada à produção de azeite e pecuária, e Alexandre V ainda tem um gosto especial por cavalos. Além disso, são muitos os borregos criados na Herdade de São Miguel, propriedade agrícola localizada no concelho do Redondo, na região do Alentejo, apenas para produção de carne, e muitos os quilos de uva que entram na adega desta propriedade alentejana (ver caixa).
Tudo começou, claro, pela produção de vinhos tintos, numa época em que esses eram os mais procurados. O tempo encarregou-se de mostrar que os gostos do consumidor não são um caminho a direito, que vão mudando. Se nos anos 80 e 90 do século XX se imaginasse que os brancos teriam tanta aceitação, muita coisa diferente se teria feito no Alentejo. Porém, essa era a época em que os estatutos da região eram muito pouco flexíveis, obrigando ao plantio de castas, como Trincadeira, Aragonez e Castelão – então conhecida como Periquita –, nos tintos, ou Roupeiro, nos brancos, em percentagens elevadas, para poderem ter direito à Denominação de Origem, e em que, por exemplo, a Alicante Bouschet não estava incluída nas variedades recomendadas e apenas autorizadas. Na lista das brancas estavam incluídas castas hoje muito pouco referenciadas, como Tamarez ou Rabo de Ovelha; mesmo a Antão Vaz estava muito confinada à região da Vidigueira. Outros tempos.
A gestão continua a ser familiar, entre o pai Alexandre e Alexandre V, que entrou em 2006 (já com formação em viticultura e enologia), agora ajudado pelo irmão que faz parte do projecto desde 2019. O negócio teve necessariamente de se diversificar, com um foco muito forte na exportação, que absorve, actualmente, 60% da produção. Os principais mercados – anualmente abrangem cinco milhões de garrafas – continuam a ser a Suécia, a Finlândia, a Bélgica e o Brasil. Como é natural e se imagina, os vinhos de maior produção são desenhados ao gosto de cada um dos mercados. Alexandre não esconde: “temos de colocar algum açúcar residual em muitos vinhos, mais em tintos que em brancos; não há volta a dar. A malta gosta de coisas doces, nomeadamente na restauração e grandes superfícies. Estamos a falar de cinco gramas de açúcar por litro, mas podemos, por vezes, ir até aos nove gramas. E não nos esqueçamos que, para a Polónia, chegam a ir vinhos com 60 gramas de açúcar por litro! Curiosamente, nos brancos há menor apetência pela doçura residual, porque se bebe muito fresco. Se a quantidade pretendida o justificar, podemos ajustar o perfil ao gosto do cliente.”
Perfil actual, vinhas e vinhos
Como se imagina, os tempos da preponderância dos tintos já passou há muito. Hoje, a produção de vinhos brancos não pára de crescer e já corresponde a 30% da produção total, mas “continuamos deficitários”. Os rosés têm adquirido cada vez mais importância, de que são prova os dois rosés da casa, feitos em quantidades já consideráveis (ver notas de prova). A enologia centra-se na Herdade de São Miguel, para os vinhos de gama média/alta, e na Herdade da Pimenta, para o grosso da coluna, nomeadamente os vinhos para as grandes superfícies, muitas vezes com a marca do comprador.
No caso das grandes superfícies, que absorvem cerca de um milhão de garrafas, Alexandre V nota que se está a aumentar a prioridade a vinhos com designativos de qualidade, como ‘Premium’ ou ‘Grande Escolha’, em detrimento dos vinhos a pataco. Contudo, “tudo tem de ser negociado”, confirma, acrescentando que “ainda somos pouco competitivos na vinha, se compararmos com Chile ou Espanha. Mesmo assim, a nossa produtividade média por hectare são 12 toneladas e, às vezes, podemos chegar ao limite estabelecido, que são 15. Mas também sei que se pode fazer um vinho desequilibrado, com produções de três toneladas. Não é por ser uma produção elevada que o vinho é de menor valia. Acho que, no Alentejo, se as produções forem abaixo das seis toneladas por hectare, as contas não saem; só se forem parcelas familiares, em que a família ajuda, etc. Se for profissional, não dá”. Continua a haver muita procura de uva branca, que tem sido paga até €0,55, e a uva tinta, com alguma qualidade, paga a €0,50.
Para vinhos de volume, diz-nos, “temos e acreditamos na Fernão Pires, que funciona muito bem e, claro, temos Antão Vaz e Arinto. Temos um pouco de Verdelho e Sauvignon Blanc. Faz sentido comercialmente, até porque, na restauração e no enoturismo, há muita procura por monocastas. Nas tintas, a Alicante Bouschet e a Trincadeira são as que têm mais expressão, mas também temos Touriga Francesa, Touriga Nacional e Syrah, que funcionam muito bem em rosé”.
A Trincadeira é das castas que mais gosta de trabalhar. “Ela aguenta muita produção, mas não a podemos deixar produzir o que quer, porque, depois, o consumidor não aceita. Tem pouca cor e o vinho fica demasiado ligeiro no corpo. É casta para se ficar nas quatro toneladas por hectare; já a Alicante Bouschet vai facilmente às 12 toneladas, para vinhos de €5, por exemplo. Em venda ao público, abaixo de €4 ou €5 é difícil. A esse preço, se estivermos a falar de vinho com volume, já se pagam contas, mas, enquanto nós aqui valorizamos os nomes e as empresas, um inglês que chega ao supermercado, o que quer é vinho bom e barato. Sabe lá se é Ferreirinha ou Niepoort. Se encontrar um Alentejo a metade do preço do Douro, não hesita. Eu, se fosse produtor do Douro, estaria muito preocupado.”
Inovações e ambiente
Na Casa Relvas, cerca de 95% da vindima já é mecânica. Por exemplo, a poda, nomeadamente para rosés, já é feita mecanicamente, com leitura óptica; depois só se passa para tirar as hastes dos arames. Em contrapartida, a vinha que dá origem ao vinho do Pé de Mãe é submetida a uma vindima feita manualmente, porque fermenta com cacho inteiro.
A renovação dos componentes do solo é outra das acções implementadas pela Casa Relvas, desta feita, com o objectivo de melhorar o perfil aromático dos vinhos; e estão a usar cada vez mais os drones para adubação, porque, por enquanto, não é possível usar para tratamentos fitossanitários – há uma directiva europeia que equipara os drones e as aeronaves, mas o assunto está em vias de nova abordagem, por forma a distinguir ambos. Alexandre informa-nos que também têm tractores autónomos, eléctricos e sem condutor. Há já um grupo fixo de imigrantes nepaleses a trabalhar, mas, mais do que a língua, “é sempre um sarilho conseguir ter toda a documentação certinha e em dia”, confessa.
“Mudámos e melhorámos também o uso das madeiras, com mais tonéis e menos barricas”, informa. No caso das talhas, “já fizemos alguns vinhos, sim, mas cada vez mais entendo que fazer um vinho de talha não é só fazer mais um vinho, é uma forma de vida e isto cada um deve estar onde deve, e não creio que seja por aí o nosso caminho”.
Por aqui, seguem-se igualmente as indicações do Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo, com preservação ambiental, bem como melhoria e diversidade de flora e vida nos solos, bem como compras preferencialmente locais. Acresce a distribuição de 10% dos resultados em acções sociais. “Temos também muita oliveira, fazemos muito azeite e fazemos prestação de serviços para quem não tem lagar.” É um negócio difícil (perecível) e há um preço de bolsa, que manda no preço do azeite, mas em extensão é rentável. Já para os olivais antigos, Alexandre não tem dúvidas: “só se se vender muito caro é que vale a pena.”
Seguindo o (mau?) hábito dos consumidores, parece que os brancos só são valorizados se forem da colheita anterior. “Já me começam a perguntar pelos 2025”, afirma. O pior mercado externo nesse aspecto é a Alemanha, porque “se enviar uma palete de branco de 2024, devolvem”, ao contrário da Bélgica, que aprecia vinhos com alguns anos.
Fizemos uma prova alargada, ainda que não total, do portefólio da empresa. Ao gosto do produtor, provámos dois vinhos mais antigos, um Herdade de São Miguel Reserva 2011 e um 2014. Este último revelou-se mais interessante e vibrante em detrimento do 2011, um pouco mais caído, ainda que tenha sido um ano muito badalado. Entretanto, e em jeito de alinhamento do legado da Casa Relvas, Alexandre V espera que, o ainda pequeno, Alexandre VI continue a saga familiar.
Tudo começou em 1997

O bisavô de Alexandre partiu para Angola com 14 anos e foram três as gerações que lá estiveram, na zona de Malange. Tinham negócios ligados à agricultura e à pecuária. O pai Alexandre estava a estudar Gestão, em Portugal, aquando do 25 de Abril. Da parte da mãe, a família era da Beira Interior, já com marca de vinhos: Cruz de Almeida. O bisavô era da Vermiosa. Após o retorno de Angola, a família adquiriu a Herdade de São Miguel em 1997, localizada na zona do Redondo. Esta quinta confinava com as propriedades da família Roquevale.
A primeira tarefa foi replantar na propriedade 100 hectares de floresta, com sobreiros, e 10 hectares de vinha, com as castas então autorizadas – Trincadeira, Aragonez e Castelão. Pouco tempo depois, plantaram Alicante Bouschet. Tudo começou com a venda de uvas ao Esporão. A adega só foi construída em 2003. Outras compras se sucederam: a Herdade da Pimenta, no concelho de Évora, com 60 hectares de vinha, outra na Vidigueira, com 70 hectares, já em produção no sopé da Serra do Mendro, e ainda outra em Alcácer do Sal, onde se produz pinhão. Alexandre V confessa que o pinhão não é grande negócio, uma vez que “60% do rendimento vai para a apanha. É como a cortiça, com jornas de €120. É verdade que é um trabalho de cirurgião que, se for mal feito, estraga muito o sobreiro”, confessa.
Actualmente, gerem 350 hectares de vinha própria e compram uvas proveniente de mais 400 hectares, com assistência técnica a alguns deles. É que uns têm um hectare e outros 70. Varia muito. Alexandre V reconhece que, não sendo tudo vinha própria, consegue-se gerir uma área tão extensa. Ao todo, estamos a falar de oito milhões de garrafas.
(Artigo publicado na edição de Abril de 2026)
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Herdade de São Miguel
Tinto - 2014 -

Herdade de São Miguel
Tinto - 2023 -

Herdade de São Miguel Pé de Mãe
Tinto - 2024 -

Herdade de São Miguel Pé de Mãe
Tinto - 2023 -

Herdade de São Miguel
Tinto - 2024 -

Ciconia
Tinto - 2024 -

Segredos de São Miguel
Tinto - 2024 -

Segredos de São Miguel
Tinto - 2025 -

Rosé Pom-Pom
Rosé - 2025 -

Herdade de São Miguel
Rosé - 2025 -

Herdade de São Miguel Esquecido
Branco - 2021 -

Herdade de São Miguel Esquecido
Branco - 2023 -

Herdade de São Miguel
Branco - 2025 -

Segredos de São Miguel
Branco - 2025
Regenerative Wine Fest regressa à Herdade das Servas

No dia 16 de Maio, das 16h00 às 18h00, a Herdade das Servas, propriedade vitivinícola localizada a escassos quilómetros da cidade de Estremoz, é palco de conversas de campo, debates, vinho e gastronomia. Trata-se da 3ª edição do Regenerative Wine Fest, que, este ano, reúne especialistas, curiosos e 15 produtores que passaram a optar pela […]
No dia 16 de Maio, das 16h00 às 18h00, a Herdade das Servas, propriedade vitivinícola localizada a escassos quilómetros da cidade de Estremoz, é palco de conversas de campo, debates, vinho e gastronomia. Trata-se da 3ª edição do Regenerative Wine Fest, que, este ano, reúne especialistas, curiosos e 15 produtores que passaram a optar pela viticultura regenerativa. O objectivo deste encontro tem como base repensar modelos agrícolas mais resilientes e sustentáveis, com benefícios diretos para as vinhas e para o ecossistema agrícola, em prol do futuro da produção vitivinícola no país.
O evento começa com uma conversa intitulada “Regenerativa: prática real ou narrativa?” Maria João Cabrita, docente no Departamento de Fitotecnia da Universidade de Évora e Investigadora no MED – Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento, David de Brito, co-fundador e General Manager na Terramay, João Barroso, Director de Sustentabilidade, Investigação e Desenvolvimento dos Vinhos do Alentejo, e Paula Bragança, Directora de Viticultura e Enologia no Monte da Raposinha são os intervenientes.
Seguem-se as primeiras “Conversas de Campo”, cujo desafio é conduzir os participantes pelo terreno, para fazer uma leitura directa das práticas regenerativas implementadas na Herdade das Servas. A experiência prolonga-se ao almoço de partilha, assinado pelo chef Ricardo Gonçalves, do Legacy Winery Restaurant, instalado na Herdade das Servas, uma vez que os pratos são confecionados com produtos de origem regenerativa.
Para a tarde, está agendada a conversa “Quem paga a transição regenerativa?” Georgete Félix, Consultora na área da sustentabilidade e ESG, Pedro Santos, Director-Geral na Consulai, João Raposeira, representante da Vinha Viva, Associação Portuguesa de Viticultura Regenerativa, e Filipa Saldanha, Directora de Sustentabilidade no Crédito Agrícola, vão falar sobre os desafios económicos e estruturais da mudança de paradigma.
Ao longo de todo o dia, estão disponíveis para prova vinhos dos 15 produtores associados à iniciativa: Adega Mayor (Alentejo), Família Nicolau Wines (Lisboa), Herdade das Servas (Alentejo), Herdade dos Grous (Alentejo), Monte da Raposinha (Alentejo), ODE Winery (Tejo), Paulo Coutinho (Douro), Pupa Vinhos (Alentejo), Quinta da Costa do Pinhão (Douro), Quinta da Covela – Lima & Smith (Vinhos Verdes), Reynolds Wine Growers (Alentejo), Tapada de Coelheiros (Alentejo) e Vale dos Ares (Vinhos Verdes), Fita Preta (Alentejo) e Quinta de Adorigo (Douro).
Após o debate, são retomadas as “Conversas no Campo”. O dia termina com um momento de convívio e música, enquanto a noite é brindada com um Menu de Degustação Regenerativo ao jantar.
Os bilhetes (20€ por pessoa / inclui copo, prova de vinhos e acesso ao evento)
já estão disponíveis no site deste encontro (https://www.regenerativewinefest.pt/), com preços especiais para reservas efetuadas até 10 de Maio. Há ainda a opção do pack constituído por bilhete e jantar (65€ por pessoa).
MIGUEL LOURO WINES: “Arigato” pela vida

De nome e apelido, Miguel Louro é o homónimo do seu pai, produtor de vinhos, bem conhecido no Alentejo. Miguel (filho) nasceu em Lisboa, mas com dois ou três anos mudou, com a família, para Estremoz. Foi lá que desenvolveu um enorme gosto pelo campo. Tendo crescido no meio dos vinhedos, desde cedo se habituou […]
De nome e apelido, Miguel Louro é o homónimo do seu pai, produtor de vinhos, bem conhecido no Alentejo. Miguel (filho) nasceu em Lisboa, mas com dois ou três anos mudou, com a família, para Estremoz. Foi lá que desenvolveu um enorme gosto pelo campo. Tendo crescido no meio dos vinhedos, desde cedo se habituou aos ritmos da vinha e à presença constante do vinho na sua vida. O produtor recorda que ir a Lisboa era um castigo, pois foi “pouco amigo de confusão” e nunca se sentiu atraído pelas grandes cidades. Em contrapartida, sempre gostou de caça, pesca e vinhas. Em miúdo, queria ser taberneiro. “Gosto de vinho, provas, sensações e emoções”, explica. Não foi esse o seu destino: ficou na origem, na produção de vinhos, onde provas, sensações e emoções também não faltam.
Em 2011 plantou a primeira vinha, com um hectare de Touriga Franca e quatro hectares de sete castas brancas (Arinto, Alvarinho, Verdelho, Verdelho da Madeira, Gouveio, Roupeiro e Rabigato), coisa que, confessa, hoje já não teria feito. “Naquela altura achei que sabia tudo, agora não sinto isto”, admite o produtor com humildade. Mas foi uma aprendizagem importante. Das sete variedades que selecionou, plantaria, agora, apenas duas: Arinto e Rabigato. Não é por acaso que são protagonistas de um dos vinhos mais recentes e ambiciosos, e que, claramente, estiveram na origem do nome “Arigato”.
As vinhas ficam em Estremoz e, em termos de solo, variam entre xisto, nas encostas, onde estão plantadas a Gouveio, a Rabigato e a Alvarinho, e solos mais pesados, com bastante argila, no vale, onde estão a Arinto e a Verdelho. O primeiro vinho foi lançado em 2013. “Naquela altura, os típicos vinhos brancos do Alentejo eram fruta tropical, pouco ácidos e chatos”, recorda Miguel Louro. Os vinhos do jovem produtor eram tudo menos “chatos” e “tropicais”: tinham fruta contida e acidez bem pronunciada. Alguns distribuidores até mostraram o seu desagrado. “Fui apelidado de ‘água com ácido’”, recorda Miguel com um sorriso, “mas continuei na minha”. Até hoje mantém a sua convicção, mas já não choca ninguém; é, aliás, um estilo bastante apreciado na restauração e entre enófilos esclarecidos.
A partir de 2024, começou a usar uva tinta de uma vinha nova, com oito hectares, onde tem três castas – Alicante Bouschet, Aragonez e Trincadeira. Miguel Louro está a pensar reenxertar uma parte desta vinha com Rabigato e Arinto.
Entre Portugal e a Alemanha
Em paralelo, desenvolveu outro ramo da sua vida profissional. Depois do Instituto Superior de Agronomia, em 2013, Miguel foi fazer o estágio profissional na Alemanha e, em 2016, foi convidado pela mesma empresa para desempenhar as funções de enólogo da casa onde tinha estagiado, a S.A. Prüm. Alguns anos mais tarde, em 2020, iniciou a sua colaboração com a empresa familiar Willems Willems, localizada na parte sul de Mosel, na sub-região do Saar. “Sou Director-Geral, mas faço tudo: viticultura, enologia e vendas”, explica. Têm oito hectares de vinha, distribuídos por 32 parcelas, todas com a casta rainha daquela zona, a Riesling.
Mesmo a viver entre dois países – Alemanha e Portugal –, consegue gerir as duas vindimas, graças à diferença entre elas de seis a oito semanas. Somando as duas propriedades, 80% do vinho que Miguel Louro faz é branco.
Do Apelido, Primeiro Nome e Alcunha ao Arigato
A produção total da Miguel Louro Wines ronda entre as 20 e as 25 mil garrafas, das quais 50% são de branco e 50% são de tinto. A gama sempre esteve cheia de significados. Começa no Apelido – vinhos de blend, jovens e descomplicados. O Primeiro Nome tem mais identidade do produtor, sendo também de lote, mas com algum estágio e complexidade. Já o nome Alcunha é reservado para os vinhos monovarietais de colheitas especiais e carácter vincado.
A esta família de vinhos juntaram-se agora dois Arigato apresentados em primeira mão. São lotes únicos de edições limitadas com muita personalidade. Miguel explica: “se eu faço um blend e gosto, engarrafo, mesmo que sejam apenas 300 garrafas”. É a vantagem de ser um pequeno produtor. Como o nome remete para o japonês, o símbolo no rótulo também foi inspirado na cultura nipónica. Representa “casa”, conceito que tem muito significado para o produtor.
O Arigato branco 2022 combina a acidez do Arinto com a austeridade e a frescura do Rabigato. Antes da fermentação, foi realizada uma maceração pelicular a frio durante 24 horas; depois, as castas tiveram tratamentos distintos: o Arinto fermentou em barricas de carvalho francês de 500 litros e o Rabigato em barricas de carvalho nacional de 300 litros. O estágio decorreu durante nove meses sobre borras totais, sem bâtonnage. “É o meu perfil. Se tivesse que fazer só um vinho, seria este”, declara Miguel Louro. Foram produzidas 924 garrafas.
O Arigato tinto de colheita 2020 é um 100% Trincadeira. “Acho que comecei a entender esta casta”, partilha o produtor. A maceração pré-fermentativa ocorreu em lagar com pisa a pé. Ao completar o primeiro terço da fermentação, o mosto foi transferido para barricas de 225 litros de carvalho francês de terceiro uso, onde também fez a fermentação maloláctica. “Depois do primeiro ano do estágio, provei o vinho e achei que precisava mais. Ficou 42 meses em barrica, sobre borras totais”, explicou. Depois de engarrafado em 2024, passou mais um ano e meio em garrafa até o produtor sentir que o vinho estava pronto para entrar no mercado. Foram produzidas 504 garrafas.
(Artigo publicado na edição de Março de 2026)
JOÃO TIQUE: O culto do vinho do Alentejo

João Tique há muito que cultiva uma relação, direta e indiretamente, com o vinho. Inicialmente, através da indústria de preparação da cortiça e, mais tarde, o sector da distribuição, em Macau. O fascínio pelo mercado asiático determinou a criação da empresa Portuguese Topwines, com o objetivo de levar, para outras latitudes, vinhos produzidos. No âmbito […]
João Tique há muito que cultiva uma relação, direta e indiretamente, com o vinho. Inicialmente, através da indústria de preparação da cortiça e, mais tarde, o sector da distribuição, em Macau. O fascínio pelo mercado asiático determinou a criação da empresa Portuguese Topwines, com o objetivo de levar, para outras latitudes, vinhos produzidos. No âmbito deste negócio lidou, ao longo de alguns anos, com diversas especificidades, como seleção de referências vínicas nacionais, logística, fichas técnicas, compra e venda, e feiras internacionais em Hong Kong, Tóquio, Singapura e Xangai, em prol da produção nacional e com a audácia de colocar de parte o chamado mercado da saudade.
Ao regressar definitivamente ao Alentejo, João Tique decide avançar, em 2019, com o projeto próprio associado ao vinho produzido “como antigamente”, expressão repetida vezes sem conta. A comercialização começou um ano depois. São “vinhos que não se repetem”, garante, assumindo-se como o responsável pelas funções de viticultor de cinco hectares de vinha na Casa do Governador, na Quinta Alta da Queimada, propriedade localizado a norte da cidade de Évora. A composição varietal restringe-se a apenas três castas tintas: Alicante Bouschet, Syrah e Petit Verdot. “Ali só se consegue trabalhar à mão”, continua o produtor, referindo-se às tarefas que envolvem este pedaço de terra, no qual não entram herbicidas. A vindima decorre em outubro, à semelhança do que se fazia outrora. A finalidade consiste em “salvaguardar a qualidade e garantir a longevidade do vinho”, enaltece.
Produto de luxo
A vinificação das uvas tem lugar na Quinta da Plansel, produtor vitivinícola localizado no concelho de Montemor-o-Novo, distrito de Évora. É feita “sem leveduras selecionadas, sem sulfuroso na fermentação e sem correções de acidez ou de cor”, com o intuito de cada vinho deixar transparecer “a expressão mais honesta da terra e do tempo”, declara João Tique, que assegura a própria enologia. “Fui aprendendo a fazer vinho de maneira artesanal”, revela, com os ensinamentos transmitidos pelo Professor Francisco Colaço do Rosário, figura incontornável no mundo dos vinhos alentejanos.
Tratando-se de um projeto pequeno, a produção divide-se num trio de referências, com nomes em latim, em homenagem à era romana da cidade de Évora: Suavis, Bellus e Cultus. O primeiro é atribuído a “vinhos simples, consensuais”, enquanto o segundo é dado aos que se querem “memoráveis”. A produção de ambos restringe-se às cubas de inox, uma vez que João Tique prefere “defender a pureza” das castas. Já os Cultus “primam pela finesse. Têm lá tudo e em nada são exagerados”, esclarece o produtor, e, como “antigamente, as barricas eram utilizadas em vinhos excecionais”, o uso destas é igualmente limitado a esta terceira gama. A produção anual varia muito e a maior de todas foi de 3.000 garrafas.
Mas vamos por partes, até porque a prova realizada num reconhecido restaurante em Lisboa incluiu as gamas Bellus e Cultus. Na degustação entrou o Bellus branco 2024, um DOC Alentejo de curtimenta feito a partir “das uvas do ti João Menino” vindimadas numa vinha de 60 anos, localizada no Redondo. “Tem tudo a ver com os vinhos alentejanos de antigamente”, frisa João Tique. O Bellus Petit Verdot rosé 2024, com uma cor reveladora de grande extração pelicular, também foi incluído na prova, assim como o Bellus tinto 2023, o Bellus Alicante Bouschet tinto 2023, o mais consensual, e o Bellus Syrah tinto 2024, com os taninos ainda bem presentes. Para finalizar, houve o Cultus Grande Reserva Petit Verdot tinto 2021, vinho engarrafado em 2025.
Para João Tique, os vinhos “são um produto de luxo” e “só devem entrar no mercado quando estão no ponto”. Eis os motivos pelos quais se foca, sobretudo, na restauração, mais concretamente em mais de 150 restaurantes do país. O fornecimento é feito por via direta em aproximadamente 90% dos casos.
(Artigo publicado na edição de Março de 2026)
MALHADINHA: Edições especiais à prova

É sabido que no mundo do vinho são muitos os casos de empresas familiares. E não falamos apenas das linhagens seculares com meia dúzia, ou mais, de gerações dedicadas à vitivinicultura e ao negócio do vinho. Falamos também de projetos relativamente novos em que, passadas uma ou duas décadas, é já inquestionável constatar que grande parte da família se encontra, direta ou indiretamente, ligada ao vinho, da produção […]
É sabido que no mundo do vinho são muitos os casos de empresas familiares. E não falamos apenas das linhagens seculares com meia dúzia, ou mais, de gerações dedicadas à vitivinicultura e ao negócio do vinho. Falamos também de projetos relativamente novos em que, passadas uma ou duas décadas, é já inquestionável constatar que grande parte da família se encontra, direta ou indiretamente, ligada ao vinho, da produção ao comércio, passando pelo enoturismo. Mais ainda, referimo-nos a casos em que os valores familiares são de tal modo manifestos, que se projetam nos próprios produtos, funcionando como um atrativo – se a família é unida em torno do vinho, este só pode ser bom! É o caso da família Soares que, mantendo um bem-sucedido negócio de distribuição e venda de vinho, arrancaram, há um quarto de século, um dos mais sólidos projetos no baixo Alentejo.
Ali, bem próximo de Albernoa, freguesia do concelho de Beja, no início do novo milénio, foi fundada a Herdade da Malhadinha Nova (a compra data de 1998), onde a família Soares começou por edificar e recuperar uma casa e um monte, enquanto plantavam dezenas de hectares de vinha. Pouco tempo depois, ergueram uma adega e um restaurante. Com outras estruturas em construção (é o caso da coudelaria, pois os cavalos de raça Puro Sangue Lusitano são outra paixão da família), desbravou-se caminho, com um enoturismo de grande categoria, que não tem parado de receber melhorias com novos edificados – luxuosas casas e vilas – espalhados por vários espaços dos 750 hectares da propriedade alentejana.
Atualmente, o enoturismo divide-se pelo Monte da Peceguina, hotel de charme constituído por três suítes e sete quartos, pela Casa das Pedras, com quatro suítes e piscinas privativas, pela Casa do Ancoradouro, ótima para grandes famílias, graças às suas sete suítes, e pela Casa da Ribeira, com três suítes. É caso para dizer que tantos são os admiradores dos vinhos deste produtor como aqueles que são fãs incondicionais do enoturismo e das experiências disponíveis durante todo o ano. Não espanta, pois, que a Herdade da Malhadinha Nova ostente a prestigiante insígnia da Relais & Châteaux e que a influente editora Assouline lhe tenha dedicado um lindíssimo livro, cujas fotografias procuram fazer jus, não só às paisagens alentejanas, mas também à arquitetura e decoração de interiores deste fantástico enoturismo. A este respeito ainda, realce para o road show que a família Soares começou em janeiro deste ano, precisamente para dar a conhecer o volume da Assouline a seu respeito, passando por Nova Iorque, Palm Beach, Londres, Paris e, claro, Lisboa entre outras cidades do nosso país.
Percurso consolidado
Mas voltemos aos vinhos! Há muito que a enologia é liderada pelo experiente Luís Duarte, que conhece, como ninguém, o Alentejo (onde trabalha há bem mais de 30 anos) e faz dupla como Nuno Gonzalez, enólogo residente na empresa há quase década e meia. Logo no início nasceu a gama de entrada Monte da Peceguina, cuja primeira edição foi em 2003. Atualmente, mantém-se um sucesso nas versões tinto, branco e rosé. Ao mesmo tempo, foi criada uma gama alta, o Malhadinha, nas versões de tinto e branco, com estágio em barrica, que projetavam o produtor para voos mais altos, agora também em versão rosé. Logo na vindima seguinte, em 2004, nasce o primeiro projeto especial, caso do Pequeno João, um vinho intenso, com base na casta Cabernet Sauvignon. Mais tarde, e mantendo sempre designações intrinsecamente familiares, surgiu o Menino António e o MM (iniciais de Mateus Maria) da Malhadinha, que germinaram, respetivamente, nas colheitas de 2008 e 2013.
Durante todo este percurso até hoje, não faltaram vinhos monocasta, brancos e tintos, tanto a partir de castas autóctones, como de castas de outras regiões que se adaptaram ao Alentejo. A este respeito, provámos um branco feito a partir de Manteúdo, da colheita de 2023, um vinho em grande forma e a dar boas indicações do que se pode esperar de novos lançamentos. De tal forma assim o é, que o produtor já plantou três hectares desta casta tradicional, recorrendo ao porta-enxerto antigo, de forma a poder criar um vinho especial no futuro.
Já com uma gama consolidada, precisamente a partir da Herdade da Malhadinha Nova, a família Soares compreendeu que enriqueceria com novos terroirs sem sair da região. Foi o que aconteceu em 2016, com a compra da pequena Courela de Vale Travessos, um vinha velha de 80 anos toda em field blend, e, em 2021, com a aquisição de uma propriedade na Serra de São Mamede, localizada a 700 metros em altitude, também ela com uma vinha em parte em field blend. Destes novos terrois, são produzidos, hoje em dia, vinhos diferentes. Os novos topos de gama Marias da Malhadinha provêm de Vale Travessos, enquando a nova gama Teixinha foi criada para enquadrar e divulgar as uvas de Portalegre. A par com os referidos vinhos, e mais recentemente, surgiu ainda um espumante rosé e um Late Harvest. É, em suma, um mosaico de vinhos que vale a pena conhecer e nós tivemos o privilégio de provar alguns dos novos lançamentos.
(Artigo publicado na edição de Fevereiro de 2026)
Herdade do Sobroso faz parte da Small Luxury Hotels of the World

Localizada na Vidigueira, nome de uma das oito sub-regiões do Alentejo vitivinícola, a Herdade do Sobroso Wine Luxury Hotel & Villas, Turismo em Espaço Rural e produtor de vinhos, acaba de integrar na coleção global Small Luxury Hotels of the World. Trata-se de uma das insígnias internacionais de hotelaria independente de luxo, que coloca a […]
Localizada na Vidigueira, nome de uma das oito sub-regiões do Alentejo vitivinícola, a Herdade do Sobroso Wine Luxury Hotel & Villas, Turismo em Espaço Rural e produtor de vinhos, acaba de integrar na coleção global Small Luxury Hotels of the World. Trata-se de uma das insígnias internacionais de hotelaria independente de luxo, que coloca a Herdade do Sobroso no patamar restrito de hotéis boutique demarcados por “autenticidade, carácter distintivo e elevados padrões de qualidade e serviço”, de acordo com o comunicado.
Integrada numa propriedade vitivinícola de 1.600 hectares, a unidade combina um hotel boutique com villas privadas, rodeadas de vinhas e montado, paisagem acrescida pelo património natural da Serra do Mendro e pelo Lago do Alqueva. No contexto das experiências, somam-se as actividades ligadas ao vinho e a gastronomia tradicional do Alentejo, bem como as novas Vineyard Villas com piscina privativa e do Nature Retreat, com assinatura da arquitecta Maria Ginestal Machado, com o objectivo de proporcionar estadias ainda mais exclusivas.
“Fazer parte da Small Luxury Hotels of the World é um reconhecimento muito relevante para o nosso projecto e para o destino Alentejo”, declara, em comunicado, Sofia Ginestal Machado, CEO da Herdade do Sobroso.
Vinhos do Alentejo na BTL

De 25 de Fevereiro a 1 de Março, os Vinhos do Alentejo marcam presença na BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, a decorrer na FIL – Parque das Nações, em Lisboa, em parceria com a ERT Alentejo e Ribatejo. Esta ação está associada à promoção e à aposta reforçada no âmbito da oferta de […]
De 25 de Fevereiro a 1 de Março, os Vinhos do Alentejo marcam presença na BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, a decorrer na FIL – Parque das Nações, em Lisboa, em parceria com a ERT Alentejo e Ribatejo. Esta ação está associada à promoção e à aposta reforçada no âmbito da oferta de enoturismo na região, através de um programa diversificado em torno do universo de Baco. Para o efeito, foram desenhadas mais de uma dezena de provas de vinho a realizar ao longo dos quatro dias da BTL, algumas das quais contam com produtores da região. Objectivo? Mostrar quão diversa é a produção vínica em tão vasto território vitivinícola.
Afinal, o enoturismo é um dos eixos prioritários do Plano Estratégicos dos Vinhos do Alentejo 2026-2031 da Comissão Vitivinícola Regional do Alentejo (CVRA). Sobre esta matéria Luís Sequeira, Presidente da CVRA, declara o seguinte: “o crescimento sustentado do enoturismo no Alentejo confirma a capacidade do território para oferecer experiências autênticas e diferenciadoras, cada vez mais valorizadas pelos visitantes, sendo a presença na BTL, em parceria com o Turismo do Alentejo e Ribatejo, uma oportunidade estratégica para reforçar o nosso posicionamento como um destino onde o vinho se afirma como porta de entrada para a cultura, a paisagem e a identidade do território.”
Eis o ponto de partida para rumar ao Alentejo, com o intuito visitar vinhas, adegas e caves, provar vinhos, participar em workshops e cursos dedicados ao vinho, deixar-se levar nas sessões de vinoterapia, fazer passeios pedestres, de bicicleta e a cavalo pelas vinhas, entre outras experiências que incitam a partir à descoberta.

































