Bom balanço para a Ervideira em 2019

Duarte Leal da Costa já acabou de fazer as contas ao ano de 2019. E certamente ficou contente com o que apurou: no conjunto do ano, a Ervideira facturou mais de 2,5 milhões de euros, o que equivale a um crescimento de 12% face ao período homólogo de 2018. O director executivo da Ervideira produziu […]
Duarte Leal da Costa já acabou de fazer as contas ao ano de 2019. E certamente ficou contente com o que apurou: no conjunto do ano, a Ervideira facturou mais de 2,5 milhões de euros, o que equivale a um crescimento de 12% face ao período homólogo de 2018. O director executivo da Ervideira produziu 600.000 garrafas de vinho em 2019. Destas, exportou 25%, para 18 países. A quota para exportação desceu, mas existe uma razão. Duarte diz que foi devido ao crescimento das vendas no mercado nacional e no Enoturismo e na verdade não tendo houve quebras de vendas em quantidade e valor, apenas em percentagem.
O aumento da facturação teve sobretudo a ver com a consolidação do posicionamento junto dos vinhos topo de gama – mais de 50% da facturação passa pelos vinhos da gama Conde D’Ervideira (premium e super-premium) e ao comportamento das “Ervideira Wine Shop” – que tiveram um crescimento acima dos 20%, com a facturação a ultrapassar a barreira dos 600 mil euros. Recorde-se que a Ervideira possui três lojas: uma na adega, ao pé da povoação de Vendinha (Reguengos de Monsaraz), outra em Monsaraz e ainda outra em Évora.
Duarte Leal da Costa acredita que “2020 será um ano de viragem. É o ano que se assinala não só a entrada da 5ª geração na empresa, mas também a aquisição da totalidade do capital social ao resto da família, num processo que envolveu um investimento de 2 milhões de euros”. A Ervideira passa agora a uma estrutura de capital social com três sócios, encabeçada por Duarte Leal da Costa e os seus dois filhos (a 5ª geração), mantendo-se assim a totalidade apenas num ramo da família.
O ano de 2019 foi igualmente marcado pela renovação do website, com especial destaque para a criação do clube de fãs online e da plataforma de e-commerce, que permite adquirir vinhos on-line directamente ao produtor.
Para 2020 e anos seguintes, a Ervideira quer “continuar a incutir um ritmo elevado no que diz respeito à inovação e à comercialização dos vinhos Ervideira, focando muito em vinhos de gama elevada”, comenta Duarte Leal da Costa. E acrescenta que “a empresa vai apostar num reforço ao nível dos recursos humanos. A grande novidade para 2020 será a expansão dos espaços de Enoturismo em pontos turísticos do país, estando já prevista uma abertura para breve”.
Evento “Aveiro, Sabores Com Tradição” começa dia 6 de Janeiro

A partir da próxima segunda-feira, dia 6 de Janeiro, Aveiro celebra as iguarias da região com o festival gastronómico “Aveiro, Sabores com Tradição”. Durante uma semana, 29 restaurantes da cidade promovem o melhor da gastronomia tradicional aveirense, homenageando a diversidade de produtos endógenos oriundos do mar, da Ria e da terra, através de menus que […]
A partir da próxima segunda-feira, dia 6 de Janeiro, Aveiro celebra as iguarias da região com o festival gastronómico “Aveiro, Sabores com Tradição”. Durante uma semana, 29 restaurantes da cidade promovem o melhor da gastronomia tradicional aveirense, homenageando a diversidade de produtos endógenos oriundos do mar, da Ria e da terra, através de menus que variam entre os 10 e os 30 euros.
A edição deste ano traz como principal novidade o Menu Prova, uma opção para relaxar ao final do dia que, por 10 euros, propõe a degustação de dois petiscos, harmonizados com copo de vinho ou espumante Bairrada. As propostas para este menu-prova – disponível apenas nos restaurantes À Portuguesa, Cais da Tosca, Quatro Nós e Cais do Pescado – variam entre fritadinha de pastéis de bacalhau, carapauzinhos, ovas de bacalhau, mexilhões em cama de açorda de coentros, gratinados com mozarella ou em vinagrete. Há ainda telha de ovos moles para conquistar os paladares com preferências doces.
Já nos restantes 25 restaurantes, é possível saborear uma experiência gastronómica rica e variada com menus completos entre 15 e 30 euros, com entrada, prato, sobremesa e copo de vinho Bairrada. No final da refeição e para ajudar à digestão, é oferecida a tradicional “Bandeja de Aveiro”, composta por licor de Aveiro, abafado ou aguardente da Bairrada.
Durante uma semana, o festival coloca em destaque algumas das iguarias mais icónicas da identidade gastronómica da região: o bacalhau, que ostenta o estatuto de Especialidade Tradicional Garantida, será um dos mais fiéis amigos à mesa desta incursão gastronómica, seja em caldeirada, assado, com natas, na telha, em bolinhos. Para além da chora de bacalhau, há ainda línguas, bochechas e samos de bacalhau, outrora consideradas desperdícios e hoje elevadas a iguarias. Para além dos produtos do mar, de onde se destacam o linguado, a raia, a petinga, o robalo e a dourada, o festival aposta também em produtos da Ria, onde a enguia, em caldeirada, frita ou de escabeche, se junta às ostras, aos mexilhões e às ameijoas, confeccionadas de acordo com a especialidade de cada restaurante.
As sobremesas têm também assinatura do vasto legado gastronómico doce da cidade, com os ovos-moles a erguerem o baluarte gastronómico da Região. O arroz doce, a aletria, os bilharacos, as castanhas de ovos, o leite-creme, o Pão-de-Ló, as cavacas e o Bolo de Santa Joana são apenas algumas das sobremesas que poderão ser degustadas até 13 de Janeiro.
Para além dos produtos tradicionais, a iniciativa “Aveiro, Sabores com Tradição” abre também portas à inovação, revisitando ou inovando em propostas gastronómicas com produtos que começaram a ser explorados na região, fruto do surgimento de novos nichos de mercado e de novas tendências gastronómicas, como por exemplo a Flor do Sal, a salicórnia, as ostras, as algas e as conservas.
As reservas para o “Aveiro, Sabores com Tradição” podem ser efectuadas junto dos 29 restaurantes aderentes, cuja lista pode ser consultada na página de Facebook do evento, aqui.
Dias Cardoso relança livro “Vinho – Da Uva à Garrafa”

Lançada a primeira edição da obra “Vinho – Da Uva à Garrafa” em 2007, já esgotada, António Dias Cardoso, engenheiro agrónomo, publica agora uma segunda edição revista, aumentada e melhorada do livro. A obra, escrita em português, expressa o contexto vitivinícola do país e convida a uma viagem desde a uva, – passando pela sua […]
Lançada a primeira edição da obra “Vinho – Da Uva à Garrafa” em 2007, já esgotada, António Dias Cardoso, engenheiro agrónomo, publica agora uma segunda edição revista, aumentada e melhorada do livro.

A obra, escrita em português, expressa o contexto vitivinícola do país e convida a uma viagem desde a uva, – passando pela sua composição, maturação e vindima – às operações fermentativas e diferentes vinificações (incluindo, naturalmente, o espumante). Alguns temas em foco são a fermentação alcoólica e maloláctica, conservação, clarificação, estabilização e engarrafamento, não esquecendo os aspectos relacionados com as doenças, contaminação microbiológica e higiene dos equipamentos e instalações, numa abordagem completa e com elevado rigor técnico-científico.
É um livro que conjuga aspectos teóricos de base com a aplicação prática dos temas abordados. Destina-se a um público vasto, desde profissionais do sector a estudantes, e até a enófilos amadores que procurem mais conhecimento sobre vinho.
“Vinho – Da Uva à Garrafa” poderá ser adquirido a partir de 7 de Janeiro, por €39.90, e será distribuído em todo o país.
Foto de abertura: kdekiara / Freepik
Como elaborar um Plano de Controlo Analítico

Gostaria de saber como pode organizar melhor o seu modo de produção de vinho? Pois bem, a Vinideas está a promover um pequeno curso de um dia (9h00 às 18h00), que se vai realizar dia 29 de Janeiro no Régia-Douro Park, em Vila Real. O curso será ministrado por Gérard Sanchez, da empresa francesa Groupe […]
Gostaria de saber como pode organizar melhor o seu modo de produção de vinho? Pois bem, a Vinideas está a promover um pequeno curso de um dia (9h00 às 18h00), que se vai realizar dia 29 de Janeiro no Régia-Douro Park, em Vila Real.
O curso será ministrado por Gérard Sanchez, da empresa francesa Groupe ICV, que mostrará numerosos estudos práticos que permitirão entender a razão pela qual a análise é uma ferramenta de decisão e de antecipação essencial para a qualidade dos vinhos. No curso ficará a conhecer e entender os principais parâmetros analíticos a monitorizar, desde a maturação das uvas até à aprovação dos vinhos para engarrafamento, passando pelas diferentes etapas da fermentação e estágio. Serão ainda apresentadas as análises químicas e microbiológicas.
Segundo a Vinideas, este curso destina-se sobretudo aos quadros técnicos com funções nas áreas de controlo de qualidade, produção, e/ou regulação – Viticultura e Enologia, empresas fornecedoras, estudantes e outros profissionais ligados ao setor.
Pode obter mais informações e inscrever-se no site do curso.
Procura um presente extravagante? Este da Moët & Chandon pode ser para si

Conhece alguém que gostasse de ter uma máquina de vending de champagne Moët & Chandon? Certamente que sim. Pois a Neiman Marcus tem exemplares disponíveis desta extravagância que custa 35.000 dólares, aproximadamente 31.573 euros. Só há “um” problema: a compra da máquina não inclui as 360 garrafas de 187 ml, que estão apenas disponíveis em vendedores […]
Conhece alguém que gostasse de ter uma máquina de vending de champagne Moët & Chandon? Certamente que sim. Pois a Neiman Marcus tem exemplares disponíveis desta extravagância que custa 35.000 dólares, aproximadamente 31.573 euros. Só há “um” problema: a compra da máquina não inclui as 360 garrafas de 187 ml, que estão apenas disponíveis em vendedores autorizados, o que significa somar mais 15.000 dólares ao valor deste “monstro dispensador”. Isto sem contar com os portes de envio, que custam 250 dólares. Mas quem gasta 35 mil…
Compre aqui.
Lista de Compras: Gourmet da Vila – Orgulho em ser português

Chama-se Gourmet da Vila e é uma loja gourmet/vinhos que apenas tem produtos nacionais. Deverá ser inédito, mas é um facto que não só existe, como está a singrar no mercado nacional e… mundial. TEXTO António Falcão FOTOS Ricardo Gomez Daniel Rocha não tinha nada a ver com vinhos nem com produtos gourmet. Pelo menos […]
Chama-se Gourmet da Vila e é uma loja gourmet/vinhos que apenas tem produtos nacionais. Deverá ser inédito, mas é um facto que não só existe, como está a singrar no mercado nacional e… mundial.
TEXTO António Falcão
FOTOS Ricardo Gomez
Daniel Rocha não tinha nada a ver com vinhos nem com produtos gourmet. Pelo menos não como profissional. Durante a juventude, nem sequer se podia ‘esticar’ na comida e bebida, porque era atleta profissional. Natural de Vila Boim, vila do concelho de Elvas, Daniel foi guarda-redes da equipa de futebol do Campo Maiorense. Já aposentado da profissão, decidiu mudar de vida, veio para a capital e tornou-se personal trainer num ginásio. De fácil relacionamento, Daniel passou a oferecer produtos da sua terra aos clientes, cimentando relações e expandindo os seus contactos na capital. Rapidamente começaram os pedidos de azeite, queijos, enchidos, etc.
Seria caso para dizer que Daniel ajudava os clientes a emagrecer, por outro, mas por outro enchia-os de coisas boas e que às vezes engordam (risos). Seja como for, esta aparente sinergia deu bons resultados. Pelo meio, Daniel decidiu ainda dedicar-se aos estudos. Cursou assim Gestão de Empresas, mas nunca perdeu a ligação à terra natal. Quando chegou a altura de escolher um tema para o trabalho de uma das cadeiras, a decisão foi por isso relativamente fácil: criar de raiz uma empresa que se dedicasse ao comércio de produtos gourmet. De projecto de curso até à realidade, a empresa acabou depois por surgir em 2013 e continuou a crescer pouco a pouco. “Afinal já tinha produtos de alta qualidade, de pequenas regiões e clientes com interesse na aquisição e poder de compra. Ora, são produtos de pequenos produtores, difíceis de arranjar (só indo lá); eu iria servir de ‘elo de ligação’”, diz-nos Daniel. Como vários clientes tinham empresas, surgiram os cabazes de Natal, área onde a empresa fez um grande trabalho de personalização e criatividade. “Não temos tantos produtos, temos menos, mas de alta qualidade, e conseguimos fazer diferente todos os anos”, refere o proprietário. Ainda hoje é uma das forças da empresa e tem um catálogo próprio, com uma imagem muito caprichada.
A coisa correu tão bem que há cerca de dois anos Daniel teve de arranjar mesmo uma loja física de boas dimensões. Encontrou este espaço, ao pé do Sintra Retail Park, à beira da conhecida IC19, a frenética estrada que liga Lisboa a Sintra.
A ‘warehouse wine shop’ de Daniel
Chegar lá é relativamente fácil (viva o GPS) e parar o carro ainda mais: a loja fica encostada a uma espécie de parque de estacionamento com lugares de sobra, quase em frente à entrada. Neste aspecto existem poucas lojas em Portugal com esta facilidade. O local não é imediatamente perceptível e poucos certamente param lá de passagem. Ao lado da porta, uma série de sofás rústicos e uma mesa, tudo ao ar livre: “é para os nossos clientes poderem estar aqui a relaxar um pouco”, informa-nos Vera, companheira de Daniel e a pessoa responsável pelo cada vez mais importante marketing digital da empresa, incluindo o blog.
Entramos e quase trememos de frio. Daniel não deixa os vinhos apanhar calor e faz bem.
Olhamos em volta e detectamos que a loja não tem luxos e tudo foi feito de forma económica, prática, mas com gosto. E depois o espaço é folgado e arejado, de formato rectangular. Pela simplicidade, Daniel chama-lhe “warehouse wine shop”. Centenas de garrafas de vinho estão organizadas num móvel central, que divide a loja ao meio, e pelas prateleiras encostadas às paredes. A selecção é grande, separada por regiões e não faltam os grandes ícones vínicos nacionais.
Ao fundo, em dois espaços, os produtos alimentícios: de um lado as conservas várias, do outro, queijos e enchidos das mais diversas proveniências, arrumadas numa cave climatizada. O portefólio não é gigante, mas há de tudo um pouco, e só não há mais porque Daniel já não tem tempo disponível para viajar à procura de outros produtos por esse Portugal fora. A situação está prestes a mudar porque o proprietário está a em processo de recrutamento, para mais duas pessoas. “Quero viajar mais e levar clientes comigo, para conhecerem pequenos produtores”, diz Daniel, sempre à procura de novas ideias.
Eventos e jogos
Uma das ideias é, por exemplo, ter novidades na loja todas as sextas e sábados. Daniel acredita que isso estimula os clientes. Mas faz muito mais por isso: ele está sempre a ter ideias e encontrou uma bem engraçada a que chamou de Jogo do Vinho. Consiste numa caixa com três garrafas tapadas com um papel opaco e já sem cápsula, para manter ainda mais o anonimato. Na caixa vão seis folhas duplas com uma espécie de formulário e dicas de prova para preencher ou orientar os provadores (em português e inglês). O objectivo é, através da prova cega, tentar identificar da região até ao produtor e respectivo vinho. Acertar em tudo será quase impossível, mas o objectivo é que os jogadores se divirtam e aprendam ao mesmo tempo. Se um grupo de seis se juntar, diz Daniel, “o jogo sai a cerca de 10 euros por cabeça”. O kit tem tudo, incluindo toalhas de prova, um saca-rolhas. Não falta mesmo um envelope fechado com as respostas correctas dadas por um especialista. Só falta mesmo é o copo… O jogo do vinho está ligado ao clube do vinho, acabado de lançar. Pode consultar todas as condições no site. Mas fique ciente que Daniel já tem feito eventos na loja com este jogo e dispõe para isso de cinco mesas altas na loja.
Outros eventos com clientes na loja usam as caixas de aromas para ajudar na prova de vinhos com a presença do produtor ou enólogo.
A força do digital
A maior força de vendas na casa está, contudo, no digital. A maioria da facturação é feita on-line e, dentro desta, cerca de 70 a 80%, pasme-se, vai para o estrangeiro. O site é bilingue (português-inglês) e Daniel não tem problemas em expedir para quase todo o mundo. Na loja virtual estão cerca de 6.000 produtos, mas a grande maioria das facturas está no vinho. Diz Daniel que “não é fácil estar online, que exige um investimento constante. Não procuramos a perfeição, mas a melhoria constante, porque sentimos que o online é o futuro”.
“Um dos melhores vinhos brancos do país, elogiado por críticos e consumidores avançados”. €48,24
“Uso muito para, por exemplo, juntar a entradas ou para massas, risotto, pizzas e quiches”. €5,60
“Lote de Cordovil, Cobrançosa e Galega. É um azeite de azeitonas verdes frutado médio, complexo, muito fresco e equilibrado. Recomendo”. €10,49
“Para muitos a melhor marmelada do país, ganhando todos os anos esse reconhecimento com vários prémios; a qualidade da matéria prima faz toda a diferença.” €7,82
“Um mel de alta qualidade, mas diferente porque tem flor do sal. Pode ser usado em assados de carnes ou peixes ou confeccionar salteados de verduras. Ou finaliza saladas.” €13,52
“Projecto iniciado por um italiano. Este queijo é único e completamente diferente na forma como é feito, com textura cremosa e sabor intenso. Adoro este queijo.” €6,60
GOURMET DA VILA
Rua Retiro dos Pacatos, 10, 2635-047 Sintra
Tel. 963 488 957
www.gourmetdavila.pt
Horário: 10 às 13 e das 14 às 20, de segunda a sábado
Edição Nº30, Outubro 2019
20 rosés para receber o Verão …e beber todo o ano

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Já não há dúvida que os rosés estão cada vez mais presentes na vida dos consumidores. Um pouco por todo o mundo o rosé, sobretudo na versão inspirada nos vinhos da Provence, veio para ficar. Deixamos aqui as nossas sugestões de rosés de gama alta para todo o ano.
TEXTO E NOTAS DE PROVA: Nuno de Oliveira Garcia
FOTOS: Ricardo Gomez
O maior desafio de um rosé em Portugal, e na maior parte dos países, é ser levado a sério enquanto vinho, e ser comprado mesmo quando o preço é considerado alto. Claro que a definição de um preço alto varia de país para país – um rosé acima de €10 é caro em Portugal, acima de €20 é caro na Alemanha, e acima de $80 é caro nos Estados Unidos da América. Contudo, são mesmo estes dois últimos países – Alemanha e EUA – que lideram a importação de vinhos da Provence francesa, a mais famosa região de origem de rosé. De tal forma o rosé é um sucesso mundial que vários produtores americanos se especializaram recentemente apenas neste tipo de vinhos. Também a crítica tem vindo a contribuir para este fenómeno, sendo disso o melhor exemplo a presença de alguns rosés na prestigiosa lista TOP 100 da Wine Spectator.
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Também em Portugal, os rosés têm vindo a trilhar um caminho seguro. Cada vez menos visto como um subproduto, ou um refresco de verão, existem já dezenas de rosés que poderíamos qualificar como topos de gama. São vinhos que são fruto de um investimento sério e de acompanhamento enológico esmerado, muitas vezes com fermentação e estágio em barricas novas. Quanto ao preço de alguns desses vinhos em Portugal, há vários acima dos €15, e mesmo alguns acima dos €20, algo nunca visto entre nós. No nosso país, um pouco como em todo o mundo, faz-se rosé em todo o território nacional. Na nossa seleção incluímos vinhos do Minho/Vinhos Verdes ao Alentejo, dos Açores à região de Lisboa. Na verdade, não há nenhuma região do nosso país, nem nenhuma casta, mais apta a rosés do que outras. Como as uvas são vindimadas cedo, as temperaturas altas e a perda de acidez com a subida das maturações das regiões mais a sul não costumam ser um problema. É evidente que, em regra, não se opta por castas tintureiras nem com componentes rústicas (por isso praticamente não há rosés de Alicante Bouschet ou Sousão), mas a verdade é que não existe uma fórmula para um grande rosé no que respeita a castas ou regiões.
[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”40700″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]
Como já escrevemos em textos anteriores, não nos podemos esquecer que um vinho rosé, quando bem feito e vindimado de propósito para rosé (ou seja, não resulta de sangria de vinho tinto), é um néctar muito técnico, que requer atenção e cuidado da adega. É, sobretudo, um vinho no qual as opções enológicas determinam de forma muito significativa o produto final. A eleição da parcela e a sua altitude, o momento da vindima, a selecção apenas da lágrima, a fermentação (ou não) em barrica, tudo isto (e muito mais) vão condicionar o perfil e o tipo de vinho. Há, por isso, quem privilegie uma casta mais aromática – o que é relevante pois a uva para rosé é vindimada muito cedo com pouca maturação fenólica – caso da Touriga Nacional (vários produtores na nossa escolha utilizaram esta variedade), da Syrah ou até o Moscatel Roxo. Há quem procure um registo mais complexo e vinoso, com várias castas e cor mais escura, perfeito para harmonias à mesa – caso do Quinta do Perdigão, Redoma ou Terras de Lava. E há quem não resista em produzir um rosé de puro prazer, daqueles que podem ser bebidos a solo e que recompensam o consumidor com uma definição fresca de fruto encarnado e floral maduro, tudo envolto com barrica de luxo – caso do Ravasqueira Premium e do Quinta do Monte d’ Oiro Reserva. E ainda temos rosés verdadeiramente conceptuais, pensados logo na vinha precisamente para terem determinada cor, aroma e sabor – caso do Aliás, do Soalheiro (que combina uva tinta e branca), e do novíssimo Kopke Reserva que a partir da uva Rufete criou um novo e sedutor produto. Com tanta diversidade, difícil mesmo é escolher!
[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”30″][heading]
VINHOS EM PROVA
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Edição n.º28, Agosto 2019
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OIV publica código de práticas enológicas

Este é uma espécie de código de práticas autorizadas e/ou recomendadas nas adegas de toda a União Europeia. O código foi publicado no Jornal Oficial da União Europeia (edição C409, de 5 de Dezembro) e está disponível em todas as línguas da comunidade. A fonte é a Organização Internacional do Vinho, ou OIV. Em Junho, […]
Este é uma espécie de código de práticas autorizadas e/ou recomendadas nas adegas de toda a União Europeia. O código foi publicado no Jornal Oficial da União Europeia (edição C409, de 5 de Dezembro) e está disponível em todas as línguas da comunidade. A fonte é a Organização Internacional do Vinho, ou OIV.
Em Junho, a União Europeia emitiu novas regras para simplificar e clarificar práticas enológicas na União Europeia. Esta publicação veio na sequência disso mesmo.
E de facto, as regras foram agora apresentadas de uma maneira mais simples e fáceis de ler. Os assuntos tratados vão da maceração carbónica até à “tiragem numa cuba fechada”. Pelo meio, o documento fala dos vários tipos de fermentação, tratamentos feitos ao vinho, pasteurização e, por exemplo, várias maneiras de acidificar (ou o contrário) o vinho.
O documento tem cerca de 40 páginas e permite aos enólogos identificar mais rapidamente práticas autorizadas e/ou recomendadas, bem como todos os requisitos relacionados com essas práticas.
Pode puxar o documento, em formato pdf, do seguinte endereço:
https://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/PDF/?uri=OJ:C:2019:409:FULL&from=PT





