Quinta do Gradil tem novo enólogo residente

Tiago Correia é o novo enólogo da Quinta do Gradil. Tiago transita da enologia do Villa Oeiras, o projecto de vinhos de Carcavelos (e alguns vinhos brancos e tintos) da Câmara Municipal de Oeiras. Segundo a Grande Escolhas conseguiu saber, mantém-se a consultoria de António Ventura. Tiago vai substituir Vera Moreira, que estava há vários […]

Tiago Correia é o novo enólogo da Quinta do Gradil. Tiago transita da enologia do Villa Oeiras, o projecto de vinhos de Carcavelos (e alguns vinhos brancos e tintos) da Câmara Municipal de Oeiras. Segundo a Grande Escolhas conseguiu saber, mantém-se a consultoria de António Ventura.
Tiago vai substituir Vera Moreira, que estava há vários anos na adega da Quinta do Gradil, prestando ainda assistência a outras operações do grupo, fora dos vinhos de quinta. Vera Moreira está agora a criar a sua própria empresa de consultoria, mas, como nos disse, “estou ainda disponível para abraçar novos projectos”.

Estado Líquido abriu espaço para eventos

A Garrafeira Estado Líquido (situada ao pé de Caldas da Rainha) fez a apresentação oficial da renovação e ampliação da sua loja física e de um novo espaço com a sua assinatura: o Estado Líquido Studio & Lab.  Segundo Hélio Pereira, mentor da Estado Líquido, esta é “uma zona que será dedicada a formações, provas comentadas, […]

A Garrafeira Estado Líquido (situada ao pé de Caldas da Rainha) fez a apresentação oficial da renovação e ampliação da sua loja física e de um novo espaço com a sua assinatura: o Estado Líquido Studio & Lab.  Segundo Hélio Pereira, mentor da Estado Líquido, esta é “uma zona que será dedicada a formações, provas comentadas, workshops e eventos, destinados, sobretudo, a profissionais da área ‘food and beverage’ da hotelaria e restauração e a particulares interessados”. O Estado Líquido Studio & Lab ocupa uma área reservada da loja  e vai receber um conjunto de eventos:  “o calendário é semestral e já está delineado até ao final do ano”, acrescenta Hélio Pereira.Estado Líquido Studio & Lab
A esta novidade soma-se o aumento da loja física, que agora tem uma nova área de exposição.
A Garrafeira Estado Líquido está aberta ao público de segunda a sábado das 09h às 19h30 no número 17 da Rua dos Brejinhos, na zona A da Zona Industrial de Caldas da Rainha.

Tejo e Península de Setúbal ganham quota no mercado nacional

No primeiro trimestre deste ano, face ao período homólogo do ano passado, e segundo dados avançados pelas respectivas CVRs, tanto a região do Tejo como da Península de Setúbal ganharam quota de mercado nacional (números apenas do continente). Os dados vêm da consultora Nielsen e indicam, por exemplo, que a Península de Setúbal conseguiu alcançar […]

No primeiro trimestre deste ano, face ao período homólogo do ano passado, e segundo dados avançados pelas respectivas CVRs, tanto a região do Tejo como da Península de Setúbal ganharam quota de mercado nacional (números apenas do continente). Os dados vêm da consultora Nielsen e indicam, por exemplo, que a Península de Setúbal conseguiu alcançar a segunda posição entre os vinhos certificados mais consumidos no mercado nacional, com uma quota de mercado de 6,4%. O Alentejo continua a dominar em termos de regiões, tanto em litros como em valor (17 e 25%, respectivamente) mas os vinhos sem denominação de origem, chamados ‘vinhos de mesa’, continuam a ser os campeões em litros (mais de metade do mercado) e valor (cerca de 40%).

Os produtores da Península de Setúbal têm ainda outros motivos para júbilo: os vinhos da região registaram no primeiro trimestre deste ano um crescimento de 3% nas exportações para países terceiros, com destaque para o Brasil e os E.U.A. que aumentaram em 55% e 45%.

Quanto ao Tejo, os números registam um aumento substancial no total de vendas, em litros e em valor, quer na Distribuição, quer na Restauração. Em valores, isto significa um aumento de 26% no total de vendas em litros (Distribuição + Restauração) e cerca de 20% em valor.

Refira-se que o relatório trimestral da Nielsen indica uma tendência negativa do mercado nacional, com -0,4% no total de vendas em litros (Distribuição + Restauração). No entanto, em termos de valor, o mercado subiu 2,6%, indicando que se consumiram menos vinhos certificados nos primeiros três meses de 2018, mas o valor unitário era mais elevado.

A duas regiões mais afectadas foram a da Beira Atlântico (Bairrada) e do Alentejo, que perderam, nesse trimestre (e mais uma vez face ao mesmo trimestre de 2017), cerca de 17,7% e 4,4%, respectivamente. Em termos de facturação, ambas as regiões mostraram números muito menos negativos: A Beira Atlântica, por exemplo, cresceu, e o Alentejo desceu muito ligeiramente.

Faleceu Fernando Guedes, figura histórica da Sogrape

Patriarca e um dos grandes arquitectos da Sogrape, Fernando Guedes faleceu hoje. Tinha 87 anos de idade. Fernando Guedes era o mais velho dos sete filhos e nasceu a 29 de Dezembro de 1930, na Quinta da Aveleda, uma propriedade da família. Estudou no Colégio Brotero, na Foz do Douro, e no Colégio das Caldinhas, […]

Patriarca e um dos grandes arquitectos da Sogrape, Fernando Guedes faleceu hoje. Tinha 87 anos de idade.

Fernando Guedes era o mais velho dos sete filhos e nasceu a 29 de Dezembro de 1930, na Quinta da Aveleda, uma propriedade da família. Estudou no Colégio Brotero, na Foz do Douro, e no Colégio das Caldinhas, em Santo Tirso, antes de uma breve passagem pela Faculdade de Economia de Lisboa.

Em 1952 pediu ao Pai para ingressar na Sogrape, onde começou a trabalhar como “aprendiz de tanoeiro”. Três anos depois está em França para frequentar a Faculdade de Ciências da Universidade de Dijon, onde é um dos três primeiros portugueses a diplomar-se em Enologia.
Regressado a Lisboa casa-se, em 1956, com Ana Mafalda Maria Antónia de Mello Falcão Trigoso da Cunha Mendonça e Menezes, de quem viria a ter três filhos: Salvador, Manuel Pedro e Fernando, actualmente a ocupar direcção do grupo Sogrape.
Em 1957 assume a Direcção Técnica de Produção da Sogrape, desenvolvendo um profundo trabalho de construção e modernização das infra-estruturas da empresa em todo o país, e em 1969 ascende à administração da empresa, a que passou a presidir em 1987, após o falecimento de seu pai. Fernando Guedes veio a revelar-se um agente decisivo na criação do grupo empresarial de sucesso em que a Sogrape se transformou.
Na viragem do século, então com 70 anos, entendeu ser o momento de se reformar e passar o testemunho aos mais novos. Com o sucesso que se conhece.

Nas palavras de João Paulo Martins, da equipa editorial da revista Grandes Escolhas, “Fernando Guedes estava retirado da gestão quotidiana da Sogrape (a maior empresa portuguesa de vinhos) mas a sua presença era diária, sempre com o seu sentido crítico, sempre com a boa disposição com que o conhecemos, há quase 30 anos. Foi com ele que a Sogrape deu os primeiros passos no Dão, inicialmente com a Vinícola do Vale do Dão e posteriormente, já nos finais da década de 80 com a construção da adega dos Carvalhais. Foi também ele que esteve a acompanhar a internacionalização da empresa, quer para a América do Sul, quer para a Nova Zelândia.

Fernando Guedes era um senhor, no que isso implica de boa disposição, de educação, de atenção aos pequenos pormenores, de disponibilidade para receber convidados, fossem jornalistas ou fossem homens de negócios. Sempre pronto para visitar as várias adegas da empresa, em todo o lado punha o seu cunho, quer na decoração, quer na exigência de perfeição de procedimentos que exigia a todos os seus funcionários e que todos acabaram por incorporar. Seria quase um “método Sogrape”, um manual de bem-estar, de bem-fazer e bem-receber. O país perde uma das suas grandes figuras do vinho, mas o seu legado é enorme. Na forma de estar, e no vinho Legado que criou há poucos anos e que ficará como memória de um grande Senhor do Vinho, prémio concedido por esta equipa editorial, corria o ano de 2001”.

Toda a equipa da Grandes Escolhas apresenta as condolências à família Guedes e à enorme equipa da Sogrape, empresa que tão bem Fernando Guedes soube gerir.

Concurso canadiano premiou vinhos portugueses

A organização afirma que este é o “maior concurso internacional de vinhos da América do Norte”, mas, em abono da verdade, fica muito atrás em amostras se comparado com muitos concursos europeus. A edição de 2018 contou com a participação de 1.776 amostras, provenientes de 31 países de todo o mundo. Criado em 1983, este […]

A organização afirma que este é o “maior concurso internacional de vinhos da América do Norte”, mas, em abono da verdade, fica muito atrás em amostras se comparado com muitos concursos europeus. A edição de 2018 contou com a participação de 1.776 amostras, provenientes de 31 países de todo o mundo. Criado em 1983, este concurso decorre no Canadá, na cidade de Quebeque, e obedece às orientações do OIV, incluindo no número máximo de medalhas permitido, apenas 30% do total. O júri, composto por 59 provadores de 19 nações (incluindo muitos europeus, mas apenas um português) atribuiu um total de 524 medalhas: 8 de Grande Ouro (pelo menos 92 pontos), 370 de Ouro (85 a 91 pontos), 146 de Prata (82 a 84 pontos) e 5 prémios especiais. Portugal trouxe 3 Grande Ouro, o país com maior número. Vieram ainda 43 medalhas de Ouro e 20 de Prata, um resultado de grande nível. Pode consultar os resultados completos no site http://www3.smvcanada.ca/pages/resultats.aspx

Vinhos portugueses premiados com Grande Ouro
Dalva Porto Vintage 2015             C. da Silva (Vinhos)
Dalva Porto Colheita 2004            C. da Silva (Vinhos)
Reguengos Reserva dos Sócios Alentejo tinto 2014   (Carmim)

 

Enólogos do Forum provam em conjunto

A primeira das duas reuniões anuais do Forum de Enólogos, um dos eventos do clube de vinhos Enoteca (criado em 1984 e acessível em www.enoteca.pt) aconteceu a 16 de Junho no recém-inaugurado Hotel Vila Galé Sintra. A prova decorreu ao fim da tarde, com a presença de Nuno Cancela de Abreu, José Gaspar, Rui Reguinga, Francisco […]

A primeira das duas reuniões anuais do Forum de Enólogos, um dos eventos do clube de vinhos Enoteca (criado em 1984 e acessível em www.enoteca.pt) aconteceu a 16 de Junho no recém-inaugurado Hotel Vila Galé Sintra. A prova decorreu ao fim da tarde, com a presença de Nuno Cancela de Abreu, José Gaspar, Rui Reguinga, Francisco Antunes, João Silva e Sousa, Graça Gonçalves, Bernardo Cabral (na foto, de pé); Manuel Vieira, Miguel Pessanha, Jorge Alves, Tiago Alves de Sousa e Filipe Sevinate Pinto (sentados). David Baverstock também participou na prova mas não integrou a foto.

Foram provados 28 vinhos, tendo todos obtido uma nota superior a 85 pontos (em 100). Do lote constavam espumantes, brancos, rosés, tintos e vinhos do Porto. Os vinhos provados e aprovados foram apresentados no jantar depois da prova, que contou com a presença, além dos enólogos, de sócios do Forum, do Enoclube e de alguns convidados.

“The White Experience” promove terroir de Monção e Melgaço

Dia Monção Melgaço

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) está a promover um evento de grande envergadura e inédito em Portugal, chamado “Monção & Melgaço – The White Experience”. Vai decorrer em Monção a 21 e 22 de Julho e destina-se a promover a sub-região de Monção e Melgaço como berço de brancos de […]

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) está a promover um evento de grande envergadura e inédito em Portugal, chamado “Monção & Melgaço – The White Experience”. Vai decorrer em Monção a 21 e 22 de Julho e destina-se a promover a sub-região de Monção e Melgaço como berço de brancos de excelência. Em Portugal, e em qualquer parte do mundo. E a palavra ‘mundo’ não é aqui usada de forma leviana.

Por Monção vão passar brancos de excelência de produtores tão conhecidos como os franceses Chanson Père et Fils  e Joseph Drouhin (Bourgogne), Domaine Henri Bourgeois (Sancerre) e Hugel (Alsácia). Da Alemanha virão os produtores S.A. Prum e Bender (Mosel) e da Áustria o reputado Sattlerhof (Styria). A Hungria será representada por Gelbmann Birtok. Todos de casas míticas, com brancos de fama mundial. Teremos igualmente nove produtores nacionais de fora de Monção e Melgaço (como Vértice/Quanta Terra, Quinta das Bágeiras, Adega Mãe, C2O/VPuro, Álvaro de Castro, Jorge Moreira, António Maçanita e Niepoort…) e oito internacionais, que se irão mostrar ao lado de mais de três dezenas de produtores da sub-região de Monção e Melgaço e confraternizar com os visitantes numa tenda climatizada junto ao rio Minho (no Parque das Caldas – junto às Muralhas). A entrada vai custar €10 mas inclui um copo de prova.

O evento irá ter a participação da Associação de Produtores de Monção e Melgaço e será produzido pela Grandes Escolhas. White Experience é uma acção que, segundo Manuel Pinheiro, presidente da CVRVV, “foi pensada com o objectivo de dar resposta a um público exigente e que aprecia vinhos brancos de Portugal e do mundo”: “Apostámos num evento vínico de âmbito internacional que destaca um terroir de excepção, a par do que de melhor se faz fora e dentro do país.”

A casta Alvarinho é aqui encarada como um denominador comum aos produtores de Monção e Melgaço, não como o cerne deste evento: de facto, o fundamental é a expressão de terroir desta região, que, pela conjugação de factores únicos – como clima, casta, solo e o factor humano –, produz vinhos singulares e inimitáveis.

Numa apresentação na sala Ogival, em Lisboa, Luís Lopes, director da Grandes Escolhas, mostrou de forma mais concreta alguns dos factores que fazem de Monção e Melgaço uma sub-região à parte das restantes dos Vinhos Verdes e do resto do país. A sessão terminou com uma prova comentada de vários vinhos da região, com diferentes estilos e perfis. Ficámos assim a saber que, apesar de estarem relativamente perto do Atlântico, Monção e Melgaço usufruem de um clima particular. É uma espécie de enclave continental, promovido por uma cintura de montanhas, que protege as vinhas dos ventos húmidos do Atlântico e permite maturações mais precoces do que em outras regiões dos Vinhos Verdes. Soubemos ainda que os vinhos da casta Alvarinho podem diferir consoante os solos de onde as uvas são oriundas (terras de aluvião mais próximas do rio, terraços fluviais, por vezes com pedra rolada, ou cotas mais altas, onde predomina o granito mais fino). E soubemos também que as decisões tomadas na adega, nomeadamente a temperatura de fermentação ou as leveduras utilizadas, condicionam o perfil dos vinhos, uns mais virados para a fruta tropical, outros para os citrinos.

A CVRVV avançou ainda com alguns números interessantes para Monção e Melgaço: a área de Vinha é de 1.730 hectares, a maioria de Alvarinho (1.340ha). E existem 2.085 viticultores e 253 marcas de vinho.

No âmbito do programa de promoção de Monção e Melgaço, está a decorrer desde Abril um conjunto de provas em 16 lojas de vinho a nível nacional, para apresentar aos respectivos clientes o terroir e os vinhos da região. As próximas provas decorrerão a 7 de Junho, no El Corte Inglès de Lisboa e na Garrafeira Tody (Setúbal). A Cave Lusa, em Viseu (hoje), e a garrafeira Estado Líquido, nas Caldas da Rainha (a 22 de Junho), são as últimas etapas desse périplo.

A.F.

Croft celebra 430 anos com edição limitada

Para comemorar a passagem do seu 430º aniversário, a Croft, a mais antiga casa de Vinho do Porto em actividade, decidiu produzir uma edição limitada, o Croft 430th Anniversary Celebration Edition. O vinho será comercializado em 35 países e, em Portugal, estará disponível em garrafeiras e lojas especializadas a partir de Julho, com o PVP recomendado […]

Para comemorar a passagem do seu 430º aniversário, a Croft, a mais antiga casa de Vinho do Porto em actividade, decidiu produzir uma edição limitada, o Croft 430th Anniversary Celebration Edition. O vinho será comercializado em 35 países e, em Portugal, estará disponível em garrafeiras e lojas especializadas a partir de Julho, com o PVP recomendado de €17,90.

O vinho, um lote criado em exclusivo para esta edição de celebração, é explicado pelo Director de Enologia, David Guimaraens: “A Croft é conhecida pelos seus vinhos do Porto Vintage com aromas de fruta pungente e taninos sedosos. Este é um Porto Reserva Ruby soberbo, exibindo todo o seu carácter frutado, característico do estilo distintivo da casa.” Os rótulos ostentam a recriação da obra “Naufrágio da Armada Espanhola em 1588”, do artista plástico Holandês Jan Luyken, que faz parte do acervo do Rijksmuseum de Amesterdão. 

A longa história da casa de Vinho do Porto Croft, não começa nem em Portugal nem com a família Croft. Começa na cidade Inglesa de York, pela mão de Henry Thompson, que, em 1588, fundou a empresa para se dedicar ao comércio de vinhos – no mesmo ano da frustrada tentativa de invasão de Inglaterra pela Armada Invencível do Rei Filipe II de Espanha.

Em 1739 John Croft torna-se o primeiro Croft sócio da empresa e o percussor de uma notável linhagem. Um antigo livro de registos da firma mostra que, em 1788, foi expedido para Inglaterra o Vintage 1781, configurando-se como o primeiro Vintage de que há registo. Em 1962 a Croft foi vendida à multinacional IDV, que anos mais tarde deu lugar à Diageo, onde permaneceu até 2001, ano em que foi adquirida pelo grupo The Fladgate Partnership.