Faina Maior é o mais recente espumante Baga Bairrada

CHAMA-SE Faina Maior, foi lançado na inauguração do Festival do Bacalhau 2017, em Ílhavo, e é o membro mais recente (o 17º) da categoria de espumantes Baga Bairrada. Foi criado em homenagem aos homens que se dedicam à faina do bacalhau e à própria Bairrada, juntando dois dos seus produtos emblemáticos: o bacalhau e os […]
CHAMA-SE Faina Maior, foi lançado na inauguração do Festival do Bacalhau 2017, em Ílhavo, e é o membro mais recente (o 17º) da categoria de espumantes Baga Bairrada. Foi criado em homenagem aos homens que se dedicam à faina do bacalhau e à própria Bairrada, juntando dois dos seus produtos emblemáticos: o bacalhau e os espumantes. Este espumante resulta de uma parceria entre a Comissão Vitivinícola da Bairrada, a Associação Rota da Bairrada e o Município de Ílhavo.
O Faina Maior Baga Bairrada Bruto branco é um blanc de noirs (100% Baga), com edição limitada de 1.000 garrafas. Estará à venda por 10 euros nos espaços da Associação Rota da Bairrada – na Curia, em Oliveira do Bairro e na Vagueira (espaço pop-up; até Setembro) –, na loja do Museu Marítimo e nas lojas de Turismo de Ílhavo.
Este é o 17º espumante lançado com a designação ‘oficial’ Baga Bairrada, dois anos depois de ter sido criada pela Comissão Vitivinícola da Bairrada. O propósito, já agora, foi o de “preservar a identidade da Bairrada e da sua casta rainha, a Baga, colocando os espumantes da região num patamar de elevada qualidade”.
Maioria dos americanos diz que rolha é sinal de qualidade do vinho

TEXTO António Falcão FOTOS Nuno Correia, cortesia APCOR UM estudo realizado pela empresa Wine Opinions (wineopinions.com), especializada em estudos de opinião, chegou à conclusão de que a rolha de cortiça é um indicador da qualidade do vinho. Cerca de 97% dos participantes do estudo declararam isso mesmo. Do estudo também se conclui que a rolha […]
TEXTO António Falcão FOTOS Nuno Correia, cortesia APCOR
UM estudo realizado pela empresa Wine Opinions (wineopinions.com), especializada em estudos de opinião, chegou à conclusão de que a rolha de cortiça é um indicador da qualidade do vinho. Cerca de 97% dos participantes do estudo declararam isso mesmo. Do estudo também se conclui que a rolha de cortiça é o vedante preferido para os vinhos adquiridos num restaurante (91%), para os vinhos comprados para presentes (93%), e ainda para os vinhos que se levam para um jantar de amigos (86%).
A principal razão apontada para estas preferências tem a ver com a noção de que a cortiça envolve um importante sentido de tradição. Outra forte razão tem a ver com todo o ritual da abertura da garrafa selada com rolha. Até o típico som da rolha a saltar foi mencionado. Outro pormenor importante tem a ver com a ligação entre a rolha e o envelhecimento do vinho. Ou seja, o facto de uma garrafa ter rolha é ligada pelo consumidor a uma maior qualidade do vinho e da respectiva marca antes da compra. E é, ao mesmo tempo, um indicador da qualidade global.
Apareceu, contudo, uma surpresa no estudo: apesar das campanhas realizadas, muitos consumidores de vinho americanos continuam a ter dificuldades em perceber e apreciar os benefícios sociais e ambientais da cortiça, face aos vedantes de plástico e alumínio.
Sobre este assunto, Peter Weber, da Cork Quality Council (corkqc.com), uma organização Americana com sede na Califórnia, disse em comunicado: “É um facto que a cortiça é um recurso natural 100% renovável e sustentável (…). Não só nos dá uma importante retenção de CO2, uma ferramenta fundamental para combater as alterações climáticas, como o montado de sobro é um dos 36 ambientes mais importantes para a biodiversidade”. Com base neste estudo, Weber considera que é preciso fazer mais para passar a mensagem ambiental ao público enófilo.
O estudo englobou 1.549 consumidores e procurou entender as atitudes e comportamentos de compra dos consumidores de vinho americanos face aos diferentes vedantes para o vinho. O estudo foi publicado nos Estados Unidos e foi encomendado pela Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR) e pela Cork Quality Council.
Real Companhia Velha abre enoturismo em Vila Nova de Gaia

JÁ não é segredo para ninguém que a Real Companhia Velha tem apostado no seu enoturismo no Douro, na Quinta das Carvalhas (junto ao Pinhão). Mas o investimento não ficou por aqui: também em Vila Nova de Gaia, nas caves da empresa, existem muitas mudanças para atrair o turista. Na oferta enoturística há a realçar […]
JÁ não é segredo para ninguém que a Real Companhia Velha tem apostado no seu enoturismo no Douro, na Quinta das Carvalhas (junto ao Pinhão). Mas o investimento não ficou por aqui: também em Vila Nova de Gaia, nas caves da empresa, existem muitas mudanças para atrair o turista. Na oferta enoturística há a realçar a criação de seis programas de visita, com nomes definidos: Clássica, Premium, Fundadores, Colheitas, Vintage ou Memories. Os visitantes começam por assistir a uma projecção sobre a história da Companhia e o processo de feitoria do vinho do Porto, desde o Douro até Vila Nova de Gaia. A visita prossegue com a visita ao armazém principal de envelhecimento, onde repousa uma ampla selecção de vinhos do Porto Tawny, envelhecidos em cascos de carvalho. No mesmo lugar encontra-se a garrafeira particular da família, composta por mais de 16.000 garrafas de colheitas raras de vinhos do Porto Vintage, das quais a mais antiga remonta a 1765, ou seja, datada nove anos após a sua instituição.
O visitante segue depois para o “Museu Vintage” e a visita termina na nova sala de provas. É aqui que entram as opções de visita, em função dos vinhos a provar. E, claro, altera também o preço, que vai de 7,50 aos 250 euros. A opção mais cara, por exemplo, inclui uma prova de vinhos muito raros, como o Carvalhas Memories’, de 1867.
Há ainda a chamada ‘Visita de Grupo’, para mais de 30 pessoas e com reserva obrigatória. Os enoturistas são acompanhadas por um técnico de turismo e a visita são personalizadas em função do perfil do(s) visitante(s). Os preços por cabeça variam entre os 5 e os 250 euros. Note-se que existem várias línguas que
Várias degustações e experiências gastronómicas estão disponíveis à carta e é ainda possível personalizar visitas. O visitante pode ainda usufruir da Loja de Vinhos, que tem à venda todas as gamas da Real Companhia Velha.
As caves têm parque (gratuito) e o horário das visitas vai das 10h às 17h. As marcações podem ser feitas através do telefone 223 775 194 ou via e-mail: turismo@realcompanhiavelha.pt.”
Vindimas a todo o gás em algumas regiões

HÁ anos em que o ciclo das videiras se acelera, mas depois o calor extremo no Verão atrasa o processo, levando a que as vindimas acabem por ocorrer nos prazos habituais. Mas em 2017 o avanço que se foi notando nos diversos estados fenológicos não foi travado e desde o início de Agosto que já […]
HÁ anos em que o ciclo das videiras se acelera, mas depois o calor extremo no Verão atrasa o processo, levando a que as vindimas acabem por ocorrer nos prazos habituais. Mas em 2017 o avanço que se foi notando nos diversos estados fenológicos não foi travado e desde o início de Agosto que já se pode encontrar gente nas vinhas, em plena faina das vindimas. Um cenário que se acentuou mal entrámos na segunda semana do mês.
A situação levou a que muita gente tivesse de interromper as férias – ou abdicar delas, por completo, como aconteceu com o enólogo Paulo Laureano. Embora na Vidigueira, o epicentro da sua actividade, a “Antão Vaz continue na sua calma alentejana”, muitas outras castas brancas evoluíram a um ritmo tão rápido que foi preciso avançar desde já. “O Verdelho está na adega e Arinto e Roupeiro estão prontos. Estamos a vindimar há uma semana”, explica Paulo Laureano.
A situação não é inédita, mas este ano revestiu-se de uma pressa pouco habitual: “Nos últimos anos tem sido comum começarmos cedo, mas este ano é com maior urgência e em mais castas.” Para Paulo Laureano fica a curiosidade de ver como evoluirão as castas tintas. E prazos para o final da vindima é coisa que não arrisca. Férias? “Talvez lá para Dezembro…”
Também António Ventura, enólogo-consultor em vários projectos espalhados pelo país, começou a vindimar assim que chegou Agosto. “Abrimos com Fernão Pires em Almeirim e na sexta-feira [4 de Agosto] arrancámos no Alentejo (Herdade da Candeeira, Borba…). Em Lisboa e no Douro deveremos esperar pela última semana do mês, primeira de Setembro.”
António Ventura garante que esta maturação precoce não o surpreendeu. “A partir de determinada altura, deu para perceber que havia antecipação em todos os estados fenológicos. Às vezes o calor bloqueia as maturações durante algum tempo, mas este ano os ciclos de temperaturas altas foram mais curtos e houve algumas noites frias, pelo que se registam oito a dez dias de avanço. Eu estava preparado, mas sei de muita gente que teve de vir à pressa…”
LF
A “família” Pioneiro aumentou com branco e tinto

OITO meses depois do lançamento dos Moscatéis Pioneiro, a Venâncio da Costa Lima aumenta esta família de vinhos, lançando mais dois vinhos: um branco e um tinto. O Pioneiro tinto 2015 foi elaborado com as castas Castelão, Aragonez e Syrah. Teve estágio em barrica. O Pioneiro branco 2016 usa Moscatel e Fernão Pires. A marca […]
OITO meses depois do lançamento dos Moscatéis Pioneiro, a Venâncio da Costa Lima aumenta esta família de vinhos, lançando mais dois vinhos: um branco e um tinto.
O Pioneiro tinto 2015 foi elaborado com as castas Castelão, Aragonez e Syrah. Teve estágio em barrica. O Pioneiro branco 2016 usa Moscatel e Fernão Pires.
A marca Pioneiro celebra a história do fundador, Venâncio da Costa Lima, que criou em 1914 a empresa na Quinta do Anjo (Palmela). Mas, decidido a levar os seus vinhos a mais apreciadores, percorreu o país, estabelecendo relações duradouras. A marca Pioneiro celebra este seu percurso pioneiro.
Os novos vinhos são um lançamento em exclusivo para a cadeia de supermercados Intermarché. O preço para ambos os vinhos são de €3,99.
Fundação Eugénio de Almeida adquiriu Tapada do Chaves

OS rumores já corriam há algum tempo, mas o negócio está concretizado. A partir de agora, o património da Tapada do Chaves, localizado em Frangoneiro, nos arredores de Portalegre, passou para o universo da Fundação Eugénio de Almeida (FEA). Este é o primeiro investimento vitícola da FEA fora da zona de Évora, onde tem sede. […]
OS rumores já corriam há algum tempo, mas o negócio está concretizado. A partir de agora, o património da Tapada do Chaves, localizado em Frangoneiro, nos arredores de Portalegre, passou para o universo da Fundação Eugénio de Almeida (FEA). Este é o primeiro investimento vitícola da FEA fora da zona de Évora, onde tem sede. A FEA comprou as acções da Tapada do Chaves e vai manter a empresa – José Ginó, do Conselho Executivo, explicou à VINHO Grandes Escolhas que as operações vão continuar separadas. Ou seja, a marca vai continuar e não deverão existir cruzamentos entre os dois projectos.
Para além das marcas (e sua notoriedade), a FEA adquiriu 60 hectares de terra e 32 de património vitícola, 23 dos quais de castas de uva tinta e 9 hectares de castas de uva branca. A idade das vinhas oscila entre os 15 e os 116 anos. As vinhas mais velhas serão mesmo das mais idosas do país. O terroir é fortemente influenciado pela orografia (serra de São Mamede) e pela cobertura agro-florestal.
A exploração comercial da marca Tapada do Chaves iniciou-se em 1965. O objectivo da nova administração é reforçar a presença dos vinhos tintos e branco no segmento topo de gama.
Dirceu Vianna na feira Grandes Escolhas | Vinhos&Sabores

DIRCEU Vianna Junior, o único Master of Wine de língua portuguesa, ainda recentemente confirmado como novo colaborador da Vinho Grandes Escolhas, marcará presença na feira Grandes Escolhas | Vinhos&Sabores que decorrerá na FIL, Parque das Nações, de 27 a 30 de Outubro próximo. Originário do Brasil, Dirceu Vianna Júnior fez a sua carreira profissional nas […]
DIRCEU Vianna Junior, o único Master of Wine de língua portuguesa, ainda recentemente confirmado como novo colaborador da Vinho Grandes Escolhas, marcará presença na feira Grandes Escolhas | Vinhos&Sabores que decorrerá na FIL, Parque das Nações, de 27 a 30 de Outubro próximo.
Originário do Brasil, Dirceu Vianna Júnior fez a sua carreira profissional nas maiores empresas importadoras de vinho do Reino Unido, tendo superado os exigentes exames para Master of Wine em 2008. Presentemente é consultor da ViniPortugal e tem orientado várias Masterclasse e provas de vinhos um pouco por todo o mundo. Na feira Grandes Escolhas | Vinhos&Sabores, Dirceu terá mais uma oportunidade de “mergulhar” no universo dos vinhos portugueses, provando muitos dos vinhos presentes e dirigirá uma das Grandes Provas do programa, para além de orientar, juntamente com Luis Lopes, director da V Grandes Escolhas, uma Masterclasse de vinhos portugueses especialmente dirigida aos compradores e sommeliers suíços que nos visitam.
A participação activa de Dirceu Vianna na feira Grandes Escolhas | Vinhos&Sabores é mais uma oportunidade de divulgação internacional para muitos dos produtores presentes.
Dão Primores apresenta a colheita de 2016

Já é o sétimo ano consecutivo em que a Comissão Vitivinícola Regional do Dão organiza o Dão Primores, em Maio. Oportunidade para trocar ideias e saber mais sobre vindima 2016 e os vinhos que dela nasceram. TEXTO Mariana Lopes FOTOS Ricardo Palma Veiga PARA esta edição do Dão Primores foram convidados alguns oradores que, […]
Já é o sétimo ano consecutivo em que a Comissão Vitivinícola Regional do Dão organiza o Dão Primores, em Maio. Oportunidade para trocar ideias e saber mais sobre vindima 2016 e os vinhos que dela nasceram.
TEXTO Mariana Lopes FOTOS Ricardo Palma Veiga
PARA esta edição do Dão Primores foram convidados alguns oradores que, dentro da sua área de especialização, deram o seu parecer sobre o ano vitivinícola anterior. Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal (organização interprofissional que tem, entre outras, a missão de promover e valorizar os vinhos portugueses no mercado interno e externo) lembrou que “somos um país pequeno mas que, a nível mundial, está em 11º lugar no ranking de produção de vinho e em oitavo no da exportação” Num apelo aos produtores para valorizar o seu produto, frisou ainda que “em 2016, exportámos a um preço médio, por litro, de 3,.51 dólares, mas há predisposição [nos mercados] para pagar mais”.
Também Frederico Falcão, presidente do Instituto do Vinho e da Vinha, tocou neste ponto. “Há que aumentar o preço dos vinhos e, também, diversificá-los. Temos muitas castas autóctones, não é obrigatório cingirmo-nos sempre às mesmas.” Falando, especificamente da região, selou o seu discurso com reconhecimento positivo: “O Dão tem a qualidade e o dinamismo, tem de olhar para o futuro com optimismo, mas não esquecendo a valorização dos seus vinhos.”
Também na ordem de trabalhos esteve a Declaração de Vindima 2016. Os convidados João Vasconcellos Porto, director de viticultura da Sogrape, e Carlos Lucas, enólogo consultor de várias empresas e proprietário da marca Ribeiro Santo, contaram aos presentes como foi o trabalho na vinha e na adega. Confirmando as adversidades climáticas de 2016, João Porto afirmou que o maior problema desse ano foi a excessiva quantidade de água no solo (devido ao Inverno extremamente chuvoso) mas, sem reservas, deixou claro que “não foi um ano difícil, foi um ano para profissionais”. Carlos Lucas, por sua vez, mostrou uma visão positiva daquilo que poderia ser encarado como prejudicial, referindo-se à ligeira quebra de produção: “Houve controlo na vinha de algum excesso que poderia haver em anos anteriores, o que foi muito bom para o vinho e para o trabalho de adega.”
Integrado neste evento esteve a entrega de prémios do concurso ‘Os Melhores Vinhos do Dão no Produtor – Colheita 2016’, atribuídos pela CVR Dão, que entregou vários diplomas Ouro e Prata, destacando-se o prémio Grande Vinho do Dão, levado para casa pela CM Wines, com um monocasta de Touriga Nacional.
Seguiu-se a prova dos vinhos da vindima de 2016, onde se encontraram brancos ainda tímidos, fechados, principalmente os 100% Encruzado, mas cheios de frescura e com grande potencial de florescimento, e tintos em estado quase embrionário mas, de maneira geral, já a mostrar o carácter do Dão, adivinhando um futuro promissor.