Consumidores pagam mais pelo “orgânico”, mas não no vinho

A procura por tudo o que é orgânico tem vindo a aumentar muito nas últimas duas décadas. Mundialmente, a área de agricultura orgânica certificada passou de cerca de 11 milhões de hectares, em 1991, para 37 milhões, em 2011. Este aumento, quase triplicado, está associado a uma dilatação de mercado para os produtos orgânicos, de […]
A procura por tudo o que é orgânico tem vindo a aumentar muito nas últimas duas décadas. Mundialmente, a área de agricultura orgânica certificada passou de cerca de 11 milhões de hectares, em 1991, para 37 milhões, em 2011. Este aumento, quase triplicado, está associado a uma dilatação de mercado para os produtos orgânicos, de 13,5 mil milhões de euros para 52,7 mil milhões. A viticultura orgânica, naturalmente, viu também a sua popularidade crescer.
No entanto, apesar de os consumidores estarem dispostos a pagar mais por este tipo de produtos em geral, isso não se aplica ao caso do vinho. O Instituto das Ciências dos Alimentos e da Agricultura, da Universidade da Flórida, concluiu um estudo que revela que os produtores de vinhos orgânicos de alta qualidade não conseguem praticar preços “premium”. Pelo contrário, estes vinhos ostentam um preço mais baixo do que semelhantes de práticas não orgânicas.
Para o estudo, Lane Abraben, licenciado no mesmo instituto, usou um modelo económico para determinar esta conclusão, analisando 444 vinhos tintos de qualidade “premium” de 55 produtores da Toscânia. O estudo indica que as conclusões dessa amostra são extensíveis a qualquer vinho orgânico e a qualquer público.
Baga-Bairrada continua a crescer

Abril foi o mês da chegada de cinco novos espumantes Baga-Bairrada. Esta categoria, que surgiu com o objectivo de comunicar a singularidade da casta Baga, bandeira da região, promove um padrão de qualidade para os espumantes a partir dela elaborados e que obedecem a determinadas regras de produção. Foi na sede da Associação Rota da […]
Abril foi o mês da chegada de cinco novos espumantes Baga-Bairrada. Esta categoria, que surgiu com o objectivo de comunicar a singularidade da casta Baga, bandeira da região, promove um padrão de qualidade para os espumantes a partir dela elaborados e que obedecem a determinadas regras de produção. Foi na sede da Associação Rota da Bairrada (na Curia), com continuação no restaurante Rei dos Leitões (Mealhada), que foram apresentados os estreantes: nos brancos, o Íssimo Blanc de Noirs bruto 2013, Ribeiro de Almeida bruto 2015 e Prior Lucas Blanc de Noirs bruto 2015 (produtor recente); nos rosés, o Prior Lucas bruto 2015 e São Domingos bruto 2015.
A Comissão Vitivinícola da Bairrada, a Rota e os vários agentes económicos da região têm feito um trabalho muito eficaz naquilo que é a promoção turística da região e o desenvolvimento das suas mais-valias e especialidades vínicas e gastronómicas, sendo a categoria Baga-Bairrada um exemplo disso. Nesta linha de pensamento, nasceu mais uma novidade: o cartão de cliente Rota da Bairrada. Esta ferramenta de fidelização oferece ao seu portador descontos imediatos em alojamento, restauração e outras atracções da região, além de acumular pontos que podem ser trocados por produtos. Pode ser adquirido nos Espaços Bairrada ou através do site www.rotadabairrada.pt.
ML
Lima Smith assume vinhos da Fundação Eça de Queiroz

A partir da vindima de 2017, a Lima Smith, produtor dos vinhos da Quinta da Boavista, da Quinta de Covela e da Quinta das Tecedeiras, passará a integrar no seu portefólio os vinhos da Fundação Eça de Queiroz. Este acordo surge na sequência de uma colaboração que já dura há vários anos e que se […]
A partir da vindima de 2017, a Lima Smith, produtor dos vinhos da Quinta da Boavista, da Quinta de Covela e da Quinta das Tecedeiras, passará a integrar no seu portefólio os vinhos da Fundação Eça de Queiroz. Este acordo surge na sequência de uma colaboração que já dura há vários anos e que se tem estreitado nos últimos tempos. A Quinta de Covela e a Casa de Tormes, sede da Fundação Eça de Queiroz, ficam a pouca distância uma da outra, ambas numa zona de transição entre as regiões dos Verdes (sub-região de Baião) e do Douro. A fundação possui 10 hectares de vinha (Avesso, Arinto, Alvarinho e Chardonnay) e a enologia passa a ficar a cargo de Rui Cunha.
Sabia que o vinho português está ligado ao surgimento da teoria económica que sustenta o comércio livre?

A 19 de Abril de 1817, o economista britânico David Ricardo publicou um ensaio intitulado “On the principals of political economy and taxation”, um documento que, 200 anos depois, continua a ser apontado como uma das pedras basilares do comércio livre. Nele, Ricardo exemplificava a sua teoria com dois produtos: o vinho português e os […]
A 19 de Abril de 1817, o economista britânico David Ricardo publicou um ensaio intitulado “On the principals of political economy and taxation”, um documento que, 200 anos depois, continua a ser apontado como uma das pedras basilares do comércio livre. Nele, Ricardo exemplificava a sua teoria com dois produtos: o vinho português e os tecidos ingleses.
Em Portugal, dizia ele, eram precisos menos trabalhadores para fazer vinho do que tecidos; em Inglaterra, acontecia exactamente o oposto. Em consequência disto, os portugueses deviam exportar vinho para Inglaterra e deste país saírem tecidos rumo a Portugal – ou seja, cada país devia focar-se nos seus produtos fortes e vendê-los a outros países. É o conceito da “vantagem comparativa”.
Relatório da OIV aponta 2016 como um ano de estabilidade

A área de vinha manteve-se estável, a produção caiu três por cento e o consumo cresceu marginalmente (0,4%). São estas as principais conclusões do relatório anual da OIV, a Organização Internacional do Vinho e da Vinha, para 2016, comparando com o ano anterior. Portugal perdeu área de vinha (menos 9000 hectares, para 195 mil), registou […]
A área de vinha manteve-se estável, a produção caiu três por cento e o consumo cresceu marginalmente (0,4%). São estas as principais conclusões do relatório anual da OIV, a Organização Internacional do Vinho e da Vinha, para 2016, comparando com o ano anterior. Portugal perdeu área de vinha (menos 9000 hectares, para 195 mil), registou uma vindima menos generosa do que em 2015 (-15%) e o consumo interno estabilizou (+0,1%).
Em termos de mercado, assistiu-se a uma redução de 1,2% em volume (104,1 milhões de hectolitros) face ao ano anterior, mas o volume de negócios do sector cresceu dois por cento, para um total de 28,9 mil milhões de euros. Os vinhos engarrafados continuaram a perder terreno para o granel, mas representam 54% em volume e o valor cresceu 2,2% por unidade. Os espumantes são a estrela em ascensão, com crescimentos de 7,1% em volume e 2,9% em valor face ao ano anterior.
A Espanha, em volume (22,9 milhões de hectolitros), e a França, em valor (8,232 mil milhões de euros) são os campeões do mercado mundial, com a Itália (20,6 milhões de hectolitros e 5,582 mil milhões de euros) a ocupar o segundo lugar em ambas as tabelas. Portugal é o nono maior exportador em volume (2,8 milhões de hectolitros) e o 10º em valor – 727 milhões de euros (menos sete milhões do que em 2015).
Os maiores importadores em 2016 foram a Alemanha, em volume (14,5 milhões de hectolitros), e os EUA, em valor (5,016 mil milhões de euros). O Reino Unido (13,5 mil milhões de hectolitros e 3,498 mil milhões de euros) ocupa a segunda posição em ambas as tabelas.
O documento da OIV está disponível em www.oiv.int/public/medias/5287/oiv-noteconjmars2017-en.pdf .
Os ‘Melhores Vinhos da Península de Setúbal’

A Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal (CVRPS) divulgou os vencedores do seu concurso regional anual, agora na 17ª edição. O grande vencedor foi o Bacalhôa Moscatel de Setúbal Superior 2002, que recebeu duas distinções: Melhor Vinho do Concurso e Melhor Vinho Generoso. A Bacalhôa levou ainda o prémio de Melhor Vinho Rosado, com […]
A Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal (CVRPS) divulgou os vencedores do seu concurso regional anual, agora na 17ª edição. O grande vencedor foi o Bacalhôa Moscatel de Setúbal Superior 2002, que recebeu duas distinções: Melhor Vinho do Concurso e Melhor Vinho Generoso. A Bacalhôa levou ainda o prémio de Melhor Vinho Rosado, com o Serras de Azeitão 2016. Os outros vencedores vieram da Adega de Pegões, que arrecadou as medalhas de Melhor Vinho Tinto com o Adega de Pegões Syrah 2013 e Melhor Vinho Branco com o Adega de Pegões Colheita Seleccionada 2016.
Os 22 elementos do júri do concurso, onde esteve um representante da Vinho – Grandes Escolhas, avaliaram 148 vinhos. Daqui emergiram 46 medalhas – 15 de Ouro e 31 de Prata.
Graham’s sobe ao 10º lugar na lista das marcas mais respeitadas do mundo

PORTUGAL coloca quatro marcas, todas de Vinho do Porto, na lista das 50 mais respeitadas do mundo, elaborada pela revista “Drinks International” e liderada pela espanhola Torres. Com uma subida de quatro posições para o 10º lugar, a Graham’s encabeça o contingente luso, que inclui a Taylor’s (31º lugar, perdendo oito posições), a Sandeman (38º, […]
PORTUGAL coloca quatro marcas, todas de Vinho do Porto, na lista das 50 mais respeitadas do mundo, elaborada pela revista “Drinks International” e liderada pela espanhola Torres. Com uma subida de quatro posições para o 10º lugar, a Graham’s encabeça o contingente luso, que inclui a Taylor’s (31º lugar, perdendo oito posições), a Sandeman (38º, entrando na tabela) e a Dow’s (48º, caindo 17 lugares). A Torres destrona a Penfolds no primeiro lugar, seguida, por esta ordem, por Concha y Toro, Penfolds, Villa Maria, Viña Errazuriz, Guigal, Ridge, Michel Chapoutier e Château Margaux, num “top-10” encerrado pela Graham’s.
Taylor’s faz 325 anos e promove travessia solitária

AO mesmo tempo que anunciou orgulhosamente a declaração de “Royal Warrant of Appointment” da rainha Elizabeth II, Adrian Bridge, administrador principal do Grupo Fladgate, apresentou o projecto de comemoração dos 325 anos da Taylor’s, fundada em 1692. Revivendo as primeiras viagens de transporte de vinho do Porto para Inglaterra, a Taylor’s vai promover a participação […]
AO mesmo tempo que anunciou orgulhosamente a declaração de “Royal Warrant of Appointment” da rainha Elizabeth II, Adrian Bridge, administrador principal do Grupo Fladgate, apresentou o projecto de comemoração dos 325 anos da Taylor’s, fundada em 1692. Revivendo as primeiras viagens de transporte de vinho do Porto para Inglaterra, a Taylor’s vai promover a participação do navegador solitário Ricardo Diniz na OSTAR (Original Singlehanded Transatlantic Race), uma exigente regata que atravessa o Atlântico Norte entre Plymouth (Inglaterra, Reino Unido) e Newport (Rhode Island, Estados Unidos da América). Ricardo é filho de João Paulo Diniz, jornalista que levou o filho então com 8 anos a ver o veleiro que pela primeira vez venceu a competição, em 1960. Ricardo ficou tão impressionado que decidiu logo ali que seria essa a sua vida.
Desde 1996 que desenvolve projectos, missões e expedições para promover Portugal, a sua cultura e os seus produtos. Há 11 anos, empatou com o Rally Dakar, chegando de veleiro ao mesmo tempo que os carros, já então com o apoio da Fladgate e o patrocínio da Taylor’s. Por isso, esta é uma viagem especial para si. Saiu em 25 de Abril de Vila Nova de Gaia, com um casco de 50 litros de Vinho do Porto, e chegará a Londres, onde entregará o casco no mesmo sítio onde originalmente teria sido entregue a primeira encomenda, em 1692. Depois a 10 de Maio sairá de Plymouth para a OSTAR, uma competição com outros 40 veleiros, que durará cerca de 3 duras semanas, já que o Atlântico Norte tem icebergs, tempestades frequentes, e muitas outras dificuldades. Esta é a primeira vez que uma tripulação portuguesa participa na OSTAR, e Ricardo Diniz declarou que tudo fará para chegar ao destino, para orgulhosamente mostrar as cores de Portugal e da Taylor’s. (LA)