Abrem-se as portas do JNcQUOI Fish, no piso térreo do JNcQUOI House

JNcQUOI FISH

Abrem-se as portas do JNcQUOI Fish, no piso térreo do JNcQUOI House, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, pertencente ao grupo Amorim Luxury. Ao leme estão os chefs Filipe Carvalho e António Bóia. O tributo é feito ao oceano que banha o litoral de Portugal… no prato. Objetivo? Elevar a cozinha portuguesa a um patamar […]

Abrem-se as portas do JNcQUOI Fish, no piso térreo do JNcQUOI House, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, pertencente ao grupo Amorim Luxury. Ao leme estão os chefs Filipe Carvalho e António Bóia. O tributo é feito ao oceano que banha o litoral de Portugal… no prato. Objetivo? Elevar a cozinha portuguesa a um patamar mais sofisticado e igualmente criativo, a par com técnicas refinadas, mas sem cair na tentação do fine dining.

Só para começar e acompanhar o couvert (8€) constituído por pão de trigo Barbela, brandade de bacalhau e azeitonas, que tal um Pastel de bacalhau com caviar e molho tártaro (16€)? Entre as entradas frias, ficam as seguintes sugestões: “Laminado de atum com foie gras e Queijo de São Jorge (29€), o Caranguejo Real com salada russa, gamba branca do Algarve e tártaro de atum (37€) ou o Fatiado de peixe com caviar, gengibre e ervas finas (36€). Na lista das entradas quentes, há, entre outros, o Camarão à Joël Robuchon (29€), o Bacalhau Dourado JNcQUOI (34€) ou o Carabineiro ao alho com ovos de codorniz estrelados (55€).

O Carabineiro com arroz cremoso de limão (44€) é um dos pratos principais do JNcQUOI Fisch a par com o Bitoque de atum com ovo a cavalo (75€/para duas pessoas) ou o Arroz de lavagante nacional com coentros (75€). Acrescem as confeções efetuadas no forno central da cozinha aberta para todos os recantos da sala. Exemplo? O Polvo assado à lagareiro (38€) ou o Peixe à portuguesa (preço sob consulta).

Guarde espaço e tempo para a Baba de crocodilo (11€), uma das oito sobremesas de uma ementa que combina com a estética deste novo espaço gastronómico da capital do país.

A feira Vinhos & Sabores, que se realiza de 18 a 20 de Outubro no Pavilhão 2 da FIL, prepara-se para receber a maior delegação internacional de sempre, composta por importadores, compradores e profissionais de referência oriundos da Europa, América e Oriente.

No total, mais de três dezenas de profissionais internacionais estarão em Lisboa, fruto de uma colaboração estratégica entre a organização da feira, a ViniPortugal, a AICEP e o Turismo de Portugal, reforçando o papel decisivo da exportação na competitividade do sector vitivinícola nacional.

Durante os três dias do evento, estes compradores terão contacto directo com produtores portugueses rigorosamente seleccionados, num espaço exclusivo de negócios, o Business Lounge, equipado com oito gabinetes para reuniões privadas e apresentações. Até ao momento, estão já agendadas cerca de 200 reuniões comerciais formais, perspectivando-se um volume significativo de novas parcerias e negócios para os vinhos portugueses.

A feira contará com importadores vindos de mercados estratégicos como os Estados Unidos, Singapura, Reino Unido, Áustria, Dinamarca, Países Baixos, Finlândia, Lituânia, Suíça e Suécia, ampliando a exposição internacional dos produtores presentes.

Além da vertente exportadora, também o enoturismo ocupa um papel central na edição deste ano. Foram programadas visitas exclusivas para agentes internacionais a regiões vitivinícolas, incluindo uma rota de três dias pela Região Centro (Bairrada, Dão e Beira Interior), em parceria com as respetivas Comissões Vitivinícolas Regionais, e uma visita de um dia à Península de Setúbal, em colaboração com a CVR local e a Rota de Vinhos de Setúbal.

Com mais de 200 stands e 350 produtores representados, a edição 2025 da Grandes Escolhas Vinhos & Sabores assume-se como uma montra privilegiada da qualidade e diversidade do vinho português, consolidando Lisboa como palco internacional de negócios e exportação no sector.

“O Mágico Número 5”

numero cinco

Os anos terminados em cinco têm revelado, ao longo da história, um papel muito especial no universo do Vinho do Porto. Como tal, realizou-se uma masterclasse de homenagem aos vinhos do Porto terminados em cinco, a qual percorreu colheitas de referência entre 2015 e 1935. A sessão decorreu no Salão Nobre do Instituto dos Vinhos […]

Os anos terminados em cinco têm revelado, ao longo da história, um papel muito especial no universo do Vinho do Porto. Como tal, realizou-se uma masterclasse de homenagem aos vinhos do Porto terminados em cinco, a qual percorreu colheitas de referência entre 2015 e 1935. A sessão decorreu no Salão Nobre do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), no âmbito das celebrações do Port Wine Day, e foi conduzida por especialistas do IVDP. “São anos que frequentemente deram origem a Vintages de eleição e a Colheitas raras, hoje considerados verdadeiros marcos para colecionadores e apreciadores”, esclarece Paulo Russell-Pinto, do IVDP, em comunicado.

As referências em prova foram as seguintes: Vallado Adelaide Vintage 2015, Taylor’s Vargellas Vintage 2005, Noval Colheita 1995, Quinta do Vesúvio Vintage 1995, Dalva Colheita 1985, Ramos Pinto Vintage 1985, Maynards Tawny 50 anos e Kopke Colheita Branco 1935. Foi uma espécie de viagem por diferentes estilos de casas da Região Demarcada do Douro, comprovando a diversidade e a versatilidade do Vinho do Porto, mas também o potencial de evolução através do tempo.

Em jeito de análise em contexto histórico, 1935 é a prova de resistência do Douro após a Grande Depressão e 1985 ficou na marcado como uma das grandes declarações colectivas de Vintage do século XX. Já 2015 surge como um ano em que a modernidade entra no mundo do Vinho do Porto.

Um Porto em copo de chocolate?

Porto

A Taylor’s e a Vinte Vinte, marca de chocolate criada pela World of Wine (WOW), em Vila Nova de Gaia, juntaram-se, para criar uma embalagem especial constituída por um Porto Taylor’s LBV e oito copos de chocolate negro 58%. Este lançamento é desenvolvido com base no Port Wine and Chocolate Cup Experience, experiência disponível no […]

A Taylor’s e a Vinte Vinte, marca de chocolate criada pela World of Wine (WOW), em Vila Nova de Gaia, juntaram-se, para criar uma embalagem especial constituída por um Porto Taylor’s LBV e oito copos de chocolate negro 58%. Este lançamento é desenvolvido com base no Port Wine and Chocolate Cup Experience, experiência disponível no Museu do Chocolate do WOW, onde o produto foi desenhado para manter o equilíbrio entre o amargor do chocolate e a doçura do Vinho do Porto. Está à venda online e nas lojas físicas da Vinte Vinte (no WOW e na Rua das Flores, no Porto) –, nas lojas da Taylor’s em Vila Nova de Gaia, no Porto e em Lisboa, e no El Corte Inglês.

Além de uma sugestão gulosa a chegar mesmo a tempo da época natalícia que se avizinha, com a garantia da qualidade do chocolate até 18 meses, esta dupla consiste num convite a redescobrir o Vinho do Porto e o chocolate, mas também a visitar o Museu do Chocolate do WOW.

Porto

Editorial: Atreva-se a descobrir

editorial

Editorial da edição nrº 102 (Outubro de 2025) No meu círculo de amigos serei, certamente, um dos que menos recorre às chamadas redes sociais. Utilizo apenas Instagram, onde publico uma foto por mês, se tanto, e nunca sobre vinhos. Os temas que me apetece fotografar/comentar têm quase sempre a ver com carros, cães, pesca, caça […]

Editorial da edição nrº 102 (Outubro de 2025)

No meu círculo de amigos serei, certamente, um dos que menos recorre às chamadas redes sociais. Utilizo apenas Instagram, onde publico uma foto por mês, se tanto, e nunca sobre vinhos. Os temas que me apetece fotografar/comentar têm quase sempre a ver com carros, cães, pesca, caça e, tirando raríssimas excepções (e sempre com autorização prévia) família e amigos nunca são envolvidos nos conteúdos. Serve isto unicamente para dizer que estou muito longe de poder ser considerado um especialista em redes sociais, e bem assim da linguagem, regras, códigos, que lhes são inerentes.

No entanto, e por dever de ofício, ao longo dos últimos anos tenho acompanhado bastante mais de perto as plataformas digitais e redes sociais das empresas ligadas ao mundo do vinho. Estou atento ao desempenho, à forma, ao conteúdo, e reconheço a crescente importância que as redes sociais têm na estratégia de comunicação de uma marca, operando como complemento dos outros formatos e modelos.

Ao visualizar as publicações de dezenas de empresas, distintas nos seus perfis, conceitos e cliente alvo, é impossível não reparar em, pelo menos, dois denominadores comuns: primeiro, o desconhecimento generalizado do tema (vinha, vinho, mercado) e também da cultura e especificidades do proprietário da conta, originando arrepiantes “gaffes”, sobretudo quando se fala de castas, vindima, vinificação ou consumo (a excepção está, naturalmente, nas raras ocasiões em que é o produtor a encarregar-se do conteúdo); segundo, a absurda quantidade de lugares comuns, clichés, verbos, advérbios e adjectivos repetidos até à exaustão, amontoados de palavras sem significado algum, formando frases surreais.

Assim, pelo que leio nas redes sociais, não posso, simplesmente, querer beber um vinho. Tenho de me “atrever” a isso. E, de preferência, ficar “surpreendido” com o resultado. E como não, se todos os vinhos são “únicos” e “prometem” coisas? Além de que estão cheios de “segredos desafiantes” para “descobrir”. De tal forma “fascinantes” e “inesquecíveis” que deixam de ser uma bebida e se transformam numa “experiência”, feita de “aromas de partilha” e “sabores de tradição”. Apetece “brindar” pois então, “à vida, aos amigos, ao verão”.

Sei perfeitamente que uma publicação deste tipo se quer curta e apelativa, numa linguagem simples, acessível, sem complicações, de apreensão imediata. Mas tantas e tantas vezes, o que leio é algo como isto: “Atreva-se a experienciar o nosso terroir único. Convidamo-lo a mergulhar num momento fascinante e inesquecível, juntando paixão e tradição. Descubra os segredos de vinhos que prometem surpreender pela sua frescura e brinde à amizade num ambiente repleto de natureza”.

Não pretendo, de modo algum, ver numa conta empresarial do Facebook ou Instagram a linguagem de um jornalista ou romancista. Mas gostaria de deparar-me com uma escrita um pouco mais criativa, inteligente e conhecedora. A verdade é que, após ler as mesmas frases replicadas de marca para marca, fico com a sensação de que a esmagadora maioria das pessoas que escreve estes conteúdos nem sequer bebe ou gosta de vinho. O que, convenhamos, não será o melhor cartão de visita, se o propósito da publicação for levar um potencial consumidor a “atrever-se” a abrir uma garrafa… L.L.

São 7 os melhores no Enoturismo a norte do país

Enoturismo

Na 24ª edição do Best Of Wine Tourism 2026, foram apurados sete vencedores regionais e atribuídas nove menções honrosas a projectos de enoturismo da região do Porto, Douro e Vinhos Verdes. Esta iniciativa promovida pela Câmara Municipal do Porto, no âmbito da rede internacional Great Wine Capitals, engloba as seguintes categorias: alojamento, arquitectura e paisagem, […]

Na 24ª edição do Best Of Wine Tourism 2026, foram apurados sete vencedores regionais e atribuídas nove menções honrosas a projectos de enoturismo da região do Porto, Douro e Vinhos Verdes. Esta iniciativa promovida pela Câmara Municipal do Porto, no âmbito da rede internacional Great Wine Capitals, engloba as seguintes categorias: alojamento, arquitectura e paisagem, arte e cultura, experiências inovadoras, serviços, experiências gastronómicas e práticas sustentáveis. Na próxima fase de índole global, um júri internacional irá eleger, de 2 a 6 de Novembro, um vencedor entre os premiados de cada cidade e região do mundo.

Com esta acção, o Município do Porto criou o Best Of Club – Porto, para envolver a comunidade de vencedores e fomentar a colaboração entre os promotores de enoturismo, de modo a projectar a região a nível nacional e internacional.

Os prémios Best Of Wine Tourism têm vindo a reforçar uma rota desenhada no contexto do enoturismo, por forma a contemplar diversas experiências. Já a Great Wine Capitals, fundada em 1999, é constituída por 11 cidades e regiões com forte ligação a territórios vitivinícolas, cujo objectivo é impulsionar o enoturismo e o crescimento económico desta vertente do turismo. Além do Porto (Portugal), também fazem parte desta rede Adelaide (Austrália), Bilbao-Rioja (Espanha), Bordeaux (França), Hawke’s Bay (Nova Zelândia), Lausanne (Suíça), Mainz-Rheinhessen (Alemanha), Mendoza (Argentina), São Francisco-Napa Valley (EUA), Valparaiso-Casablanca Valley  que (Chile), Verona (Itália).

 

Vencedores Regionais Best Of Wine Tourism 2026

 

 

Menções Honrosas

175 anos de história

Periquita

O Periquita foi celebrado na centenária Casa-Museu da José Maria da Fonseca, em Azeitão, ou não fosse aquela referência considerada o vinho tranquilo mais antigo do país. Nas palavras de António Maria Soares Franco, co-CEO da empresa e um dos representantes da sétima geração da família, “é o vinho mais importante da casa, a primeira […]

O Periquita foi celebrado na centenária Casa-Museu da José Maria da Fonseca, em Azeitão, ou não fosse aquela referência considerada o vinho tranquilo mais antigo do país. Nas palavras de António Maria Soares Franco, co-CEO da empresa e um dos representantes da sétima geração da família, “é o vinho mais importante da casa, a primeira marca de vinho tinto em Portugal e o primeiro vinho a ser engarrafado. É, sem dúvida, um símbolo do vinho em Portugal e o embaixador dos vinhos portugueses.”

Para começar esta história é necessário fazer uma viagem até à década de 1480, quando José Maria da Fonseca comprou a Cova da Periquita, em Azeitão, onde plantou varas de Castelão. “A vinha já não existe e a localização está bem perto de Azeitão, a caminho da Arrábida. Primeiro, plantou as vinhas alinhadas, o que não era comum naquela época, também para poder animais no trabalho da vinha e não ser apenas trabalho braçal. Por outro lado, como era matemática, calculou a distância entre as cepas, para maximizar a exposição solar e a produtividade por hectare”, conta o nosso anfitrião. As uvas daqui deram origem à primeira colheita do Periquita, um tinto cujo começo é marcado pela carta enviada por José Maria da Fonseca a um cliente, com a sugestão de provar esta boa nova de então. Depois, importa referir o primeiro registo do nome Periquita, uma carta do ano 1850, na qual José Maria da Fonseca sugere, a um cliente, a prova do vinho.

O reconhecimento do produto valeu-lhe a fama entre os produtores da actual região dos Vinhos de Setúbal, que lhe pediram varas da referida casta tinta, a qual passaram a designar Periquita, devido ao nome da referida propriedade. E foi mais além, com distinções dentro de portas e além mar. Em 1941, foi registada a marca Periquita.

Com a evolução do mercado, no ano seguinte, surgiu o Periquita Reserva tinto e, em 1997, é apresentado o Periquita Clássico, de 1992. A estreia do branco aconteceu em 2004, o do rosé em 2007. O Periquita Reserva branco passou a ser produzido em 2023. Segundo o nosso anfitrião, “faltava um complemento para o Reserva tinto. O perfil é muito elogiado pelos nossos clientes e é feito a partir de um lote constituído por duas castas: a Arinto, para lhe dar frescura e acidez, e a Viognier, para lhe dar mais complexidade e estrutura.” Entretanto, em 2012, chegou a vez do Periquita Superyor, com a colheita de 2008. O nome deste último é explicado por António Maria Soares Franco: “como temos essa tradição de os melhores moscatéis se chamarem Superior, decidimos usar a mesma palavra para designar o topo de gama da família Periquita.”

Parabéns, José Maria da Fonseca!

Lisboa com Sabor a España

Sabor a España

Depois da cidade de Évora, no Alentejo, a marca espanhola abre uma enorme loja no nº 259, da Rua do Ouro, na capital portuguesa. São 180 m² repletos de Sabor a España, como manda a tradição gastronómica do país vizinho, desde os célebres torrões aos doces artesanais, passando pelos frutos secos caramelizados e pelas compotas, […]

Depois da cidade de Évora, no Alentejo, a marca espanhola abre uma enorme loja no nº 259, da Rua do Ouro, na capital portuguesa. São 180 m² repletos de Sabor a España, como manda a tradição gastronómica do país vizinho, desde os célebres torrões aos doces artesanais, passando pelos frutos secos caramelizados e pelas compotas, com um desvio, não menos guloso, pelos chocolates.

Fundada em 1948 em Espanha, a Sabor a España preserva a génese da empresa, de carácter familiar, e a produção artesanal. Privilegiar o contacto com o consumidor também faz parte da filosofia da Sabor a España, daí a aposta em lojas de rua situadas em pontos estratégicos. Portanto, “abrir uma loja em Lisboa é um passo muito importante na nossa expansão. Acreditamos firmemente no mercado português e na sua capital como uma zona estratégica, e, por isso, optámos por um local único, numa localização privilegiada, que reflete a essência e a qualidade do Sabor a España”, declara, em comunicado, Fran Ramírez, Gerente Geral e proprietário da Sabor a España.

Sabor a España

A operação contou com a assessoria da CBRE, representante da Sabor a España, e da Cushman & Wakefield, que atuou em nome do anterior inquilino. Mas a ideia não é ficar por aqui, é abrir novos espaços em Lisboa, Porto, Cascais e Sintra.