PICOWINES: Em jeito de comemoração

Tempo houve em que a vinha era a monocultura da Ilha do Puco. Aqui estamos em terras vulcânicas, pois a Ilha do Pico é a mais recente das ilhas, com “apenas” 300.000 anos, onde a humidade é muita, a influência do mar uma certeza e o crescimento da vinha uma incerteza. Ainda assim, e segundo […]
Tempo houve em que a vinha era a monocultura da Ilha do Puco. Aqui estamos em terras vulcânicas, pois a Ilha do Pico é a mais recente das ilhas, com “apenas” 300.000 anos, onde a humidade é muita, a influência do mar uma certeza e o crescimento da vinha uma incerteza. Ainda assim, e segundo nos informa o enólogo Bernardo Cabral que orientou esta apresentação, a produção chegou a atingir, em tempos pré-filoxéricos, os nove milhões de litros. Com a filoxera, a produção baixou para os residuais 28.000 litros. Resultado? Vinhas abandonadas, currais a ficarem cobertos de mata, mudança de profissão. Na altura, ganhou a baleia e assim foi durante quase todo o século XX.
O reconhecimento por parte da Unesco, em 2004, ajudou e subsidiou o renascimento das vinhas, que ocupam, hoje, nos Açores – com a ilha do Pico à cabeça – o dobro da área de vinha da Madeira. O renascimento do vinho do Pico, agora assente mais em vinhos secos e já não tanto em generosos, levou a que a procura das castas tradicionais aumentasse o suficiente, para se terem pago, este ano, a Arinto e a Verdelho a quatro euros o quilo e a Terrantez do Pico a cinco euros o quilo.
Aqui a vinha vai até à beira-mar, muito fustigada pelo vento, o que ajuda a secar as folhas da videira e obriga a que os muros dos currais sejam suficientemente abertos (apenas pedra sobre pedra), para que o vento possa circular. A produção tem sido diminuta e só em 2025 o Pico voltou a ter uma produção equivalente à de 2019, ajudando a repor os stocks. Os dois vinhos apresentados têm perfis diferenciados. O Arcos Vulcânicos é um Verdelho que tem origem na zona conhecida como Arcos de Santa Luzia (não muito longe da Madalena, a principal cidade da ilha), onde o solo vulcânico de pedra preta é ainda muito evidente; já o licoroso, que é uma edição limitada e comemorativa, com 25 anos de casco, apresenta uma secura interessante (apenas 41 gramas de açúcar por litro) e é tributário da fama antiga dos licorosos do Pico, agora com uma excelente apresentação.
A Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico dispõe de um elevado stock de vinhos velhos que irão assegurar outros lançamentos no futuro. Ainda não há qualquer decisão sobre uma nova edição. E o portefólio dos vinhos brancos secos, que não foram agora objecto de prova, são em quantidade interessante.
(Artigo publicado na edição de Março de 2026)
Cooperativa do Pico trouxe novos vinhos ao Palácio Ludovice, em Lisboa

Com a presença do enólogo Bernardo Cabral, foram dados à prova — no Palácio Ludovice, em Lisboa, no dia 16 de Janeiro de 2023 — três novos vinhos da Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico, um deles que estava «esquecido» algures na adega e que se revelou um branco de excepção: (A)parecido branco 2017, feito […]
Com a presença do enólogo Bernardo Cabral, foram dados à prova — no Palácio Ludovice, em Lisboa, no dia 16 de Janeiro de 2023 — três novos vinhos da Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico, um deles que estava «esquecido» algures na adega e que se revelou um branco de excepção: (A)parecido branco 2017, feito com Arinto dos Açores. As quantidades são “homeopáticas”, falamos de 252 garrafas. Provou-se um espumante Ilha do Pico 2017 Brut Nature (o primeiro com Denominação de Origem Pico), feito também com Arinto dos Açores e um tinto Terras de Lava 2020, de Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. JPM
Mais sobre estes vinhos numa das próximas edições da revista Grandes Escolhas
PicoWines abriu loja online

A Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico, mais conhecida como PicoWines, já inaugurou a sua loja online, um serviço que permite a qualquer português adquirir vinhos deste produtor sem sair de casa. O acesso à loja online é feito através do site picowines.com, um site também ele renovado recentemente. Para festejar a efeméride, a PicoWines […]
A Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico, mais conhecida como PicoWines, já inaugurou a sua loja online, um serviço que permite a qualquer português adquirir vinhos deste produtor sem sair de casa.
O acesso à loja online é feito através do site picowines.com, um site também ele renovado recentemente. Para festejar a efeméride, a PicoWines está a fazer algumas promoções: na compra de 2 garrafas de vinho à escolha, será oferecida uma garrafa da gama Terras de Lava. E, caso o cliente compre 5 garrafas na loja online, terá como oferta uma garrafa de Frei Gigante 2018 e, na eventualidade de optar por adquirir 11 garrafas, ser-lhe-á oferecida uma de Arinto dos Açores 2018.
Grande parte do portefólio já está online, com preços desde 7 até aos 25 euros, que inclui desde os brancos e licorosos, os produtos mais conhecidos da adega, até aos rosés, tintos e inclusive espumantes. A PicoWines promete que em breve serão introduzidas mais referências vínicas na loja online.
Os portes são de 10€ para encomendas nacionais, 20€ para encomendas dentro da Europa e 30€ para o resto do mundo.



