Ervideira eleva a fasquia com vinho super-premium

O produtor do Alentejo lançou, recentemente, o vinho Conde D’Ervideira 2 Barricas, uma edição especial que se isola no topo da sua gama. A Ervideira disponibilizou apenas 300 garrafas numeradas, de formato Magnum (1500 ml), provenientes de duas barricas de 225 litros, acompanhadas por uma caixa de madeira de nogueira e carvalho, fabricada em Portugal. […]
O produtor do Alentejo lançou, recentemente, o vinho Conde D’Ervideira 2 Barricas, uma edição especial que se isola no topo da sua gama. A Ervideira disponibilizou apenas 300 garrafas numeradas, de formato Magnum (1500 ml), provenientes de duas barricas de 225 litros, acompanhadas por uma caixa de madeira de nogueira e carvalho, fabricada em Portugal. Duarte Leal da Costa, director executivo da Ervideira, explicou: “Criar um vinho como o Conde D’Ervideira – 2 Barricas “é o sonho de qualquer produtor! Nestas 300 garrafas reunimos todo o nosso conhecimento sobre as melhores características dos 160 hectares de vinhas e vinhos da Ervideira. Temos o maior orgulho em poder anunciar que criámos um vinho verdadeiramente extraordinário – que será produzido em anos, também estes verdadeiramente extraordinários, sendo que cada edição terá castas diferentes, garrafa diferente e uma caixa diferente”.
O Conde D’Ervideira 2 Barricas já está disponível no mercado, com um p.v.p. médio entre 450 e 550 Euros. Quanto às castas que o compõem, essas mantêm-se em sigilo.
Duarte Leal da Costa assume controlo da Ervideira

O gestor da Ervideira – Sociedade Agrícola, Duarte Leal da Costa, assegurou recentemente a maioria do capital da sociedade que detinha com os seus irmãos. A negociação está finalizada e Duarte, a face mais visível deste produtor alentejano, passou a ter o controlo da gestão. Duarte já nos tinha confidenciado que pretendia mudar a estratégia […]
O gestor da Ervideira – Sociedade Agrícola, Duarte Leal da Costa, assegurou recentemente a maioria do capital da sociedade que detinha com os seus irmãos. A negociação está finalizada e Duarte, a face mais visível deste produtor alentejano, passou a ter o controlo da gestão.
Duarte já nos tinha confidenciado que pretendia mudar a estratégia da casa e, como já noticiamos, investir em vinha e novos mercados. O controlo que agora assumiu vai-lhe permitir prosseguir mais facilmente esta estratégia, que aponta para fazer subir o seu portefólio de vinhos e crescer na hierarquia, abandonando definitivamente a ‘guerra’ dos vinhos de baixo preço. As mudanças na vinha que têm vindo a ser operadas vão já neste sentido: foram abandonadas algumas castas com menor interesse enológico, ao passo que entraram novas variedades com maior potencial para vinhos de média e alta gama. Nelson Rolo, o enólogo da casa há muitos anos, é parte integrante da estratégia.
Por outro lado, o histórico da casa no mercado também ajuda. Nos últimos anos, a Ervideira tem registado um crescimento na procura dos seus vinhos premium e super-premium, invertendo a pirâmide de comercialização e tornando-se, numa década, numa empresa que factura mais em vinhos de topo que em vinhos de gama média. Financeiramente, a empresa está “saudável” e tem vindo a ser considerada ‘PME Líder’.
O cariz familiar da empresa continua: a 5ª geração de produtores vai já começar a trabalhar, com os filhos de Duarte Leal da Costa a assumir mercados externos como Angola, Moçambique, Brasil, Estados Unidos, Canadá, e Países Nórdicos – mercados em que a empresa não estava presente, ou nos quais procura fortalecer a sua presença, como é o caso do Brasil.
A empresa promete mais no futuro, tendo já previsto o lançamento de um vinho resultante de Agricultura Biológica na categoria premium. O vinho vai chamar-se Ervideira Bio-Nature e, diz a empresa em comunicado de imprensa, “promete ter uma excelente relação qualidade/preço para o patamar ao qual se propõe”.
A Ervideira produz vinho desde 1880 e possui actualmente um total de 160 hectares de vinha, distribuídos pelas sub-regiões da Vidigueira (110 ha) e Reguengos (50 ha). Entre os seus vinhos, estão marcas como Conde D’Ervideira, Invisível, Vinha D’Ervideira, Terras D’ervideira e Lusitano.
(texto de António Falcão, fotografia de Ricardo Palma Veiga)