AdegaMãe lança projecto de valorização para jovens reclusos

A AdegaMãe e o EPL – Estabelecimento Prisional de Leiria (Jovens) – estabeleceram uma parceria de valorização de competências profissionais para jovens reclusos, na área da viticultura e da produção de vinho, que se traduz igualmente no lançamento de uma nova marca de vinhos no mercado. Os vinhos Inclusus, colheitas Tinto e Branco, já estão […]

A AdegaMãe e o EPL – Estabelecimento Prisional de Leiria (Jovens) – estabeleceram uma parceria de valorização de competências profissionais para jovens reclusos, na área da viticultura e da produção de vinho, que se traduz igualmente no lançamento de uma nova marca de vinhos no mercado. Os vinhos Inclusus, colheitas Tinto e Branco, já estão disponíveis para os consumidores e são o resultado deste projecto que visa potenciar ferramentas de reinserção social. Desde a viticultura e vindima até ao trabalho final de adega, o processo produtivo destes vinhos conta com o empenho dos jovens reclusos.

O Projecto Inclusus arrancou com a vindima de 2018, quando foram colhidas as uvas que deram origem aos primeiros vinhos agora colocados no mercado. A vindima 2019 também já foi realizada, precisamente na Quinta Lagar D’El Rei, uma área sob administração do EPL, onde se encontram 3,6 hectares de vinha em produção. Das cerca de 17 toneladas de uvas colhidas, 9 destinam-se à vinificação na AdegaMãe, em Torres Vedras, dando origem a 8 mil garrafas. Numa primeira fase, os vinhos estão disponíveis para venda nas lojas da AdegaMãe, no Estabelecimento Prisional de Leiria (Jovens), bem como nas lojas Boa Vizinhança, no Rato, e na loja CVR Lisboa, no Mercado da Ribeira, em Lisboa.

“Este é um projecto de grande valor simbólico para nós. É um orgulho para a AdegaMãe estar associada ao EPL e contribuir para o sucesso de todo o trabalho de reinserção social que tem vindo a ser desenvolvido. Para além de toda a colaboração no processo produtivo, o lançamento desta nova marca de vinhos, Inclusus, é, por si só, um importante alerta para todas as questões relacionadas com as boas práticas de reinserção social e com o futuro destes jovens”, afirma Bernardo Alves, director-geral da AdegaMãe.

Joana Patuleia, directora deste Estabelecimento Prisional refere que se trata de “uma parceria muito importante para o Estabelecimento Prisional de Leiria (Jovens), considerando como pontos fortes a formação profissional na área da vitivinicultura e o aumento dos postos de trabalho, tendo como foco a valorização dos jovens através do trabalho, contribuindo assim para o êxito da sua reinserção social”.

Os vinhos, já no mercado, têm um preço de €3,99, sendo o tinto feito de Castelão e Aragonez e o branco de Fernão Pires e Arinto.

Os vinhos dos Paulistas

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text] Ninguém iria adivinhar que, a 10 quilómetros do centro de Lisboa, se estão a fazer vinhos especiais. E que este é um projecto ‘fora da caixa’, quase de inspiração… digamos… divina. TEXTO António Falcão NOTAS DE […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Ninguém iria adivinhar que, a 10 quilómetros do centro de Lisboa, se estão a fazer vinhos especiais. E que este é um projecto ‘fora da caixa’, quase de inspiração… digamos… divina.

TEXTO António Falcão NOTAS DE PROVA João Paulo Martins FOTOS Ricardo Gomez

A terra chama-se Apelação e era, até 2013, uma das freguesias do concelho de Loures. Não há muito que enganar: trata-se de um ambiente típico de arredores de Lisboa, com uma mistura de casas antigas e muitos prédios modernos, especialmente de construção económica. Pelo meio, um enorme terreno murado alberga a Quinta Rainha dos Apóstolos. É aqui que estão as instalações da congregação Paulista. No seio da igreja católica, os Paulistas estão encarregues da comunicação, incluindo edições em papel. “Ou seja, evangelizamos através da comunicação”, diz-nos o padre José Carlos Nunes, à frente desta congregação. Os Paulistas possuem várias edições, em vários formatos (veja aqui) e uma rede de seis livrarias.
Ora, calhou que o padre José Carlos, em diversos eventos, fosse conhecendo dois técnicos ligados à vinha e ao vinho. E as conversas iam surgindo, ao mesmo tempo que a amizade. Como diz o sacerdote, “a amizade traz bons frutos”, e desta vez deu mesmo: Um belo dia, António Cláudio, especialista em viticultura, e Filipe Sevinate Pinto, enólogo, desafiaram o padre Nunes a plantar vinha na quinta. Afinal, a congregação, que é internacional, presente em 38 países, precisa de vinho de missa. E, à parte a água, o vinho, convém não esquecer, é o líquido mais referenciado na Bíblia (a seguir à água). E, como se isso não bastasse, foi o vinho que constituiu o primeiro milagre de Jesus, que transformou água em, note-se, bom vinho. Ora, havendo espaço e fundos para isso, porque não avançar para uma vinha?

Nasce uma vinha

Regressemos um pouco atrás: houve de facto uma vinha neste local, mas apenas para subsistência dos locais. Nesta quinta chegaram a viver, nos anos 50, cerca de 70 seminaristas e 12 padres; existiam mesmo dois caseiros, um para o gado, outro para a agricultura. Nos anos 80 começaram a escassear as vocações, os caseiros foram-se embora e a vinha ficou ao abandono.
E eis que chega 2014. Decidida a plantação, António e Filipe escolheram as castas a plantar, no pressuposto de que as uvas teriam de ir para dois lados: vinhos de consumo (branco e tinto), e vinhos de missa (licoroso). Antes da decisão final, os técnicos provaram alguns vinhos de missa, só para verem o estilo. E a escolha foi para a casta branca Malvasia, num clone “muito amoscatelado”, isto é, a pender para aromas mais intensos e adocicados. António sabe do que fala porque é ele o distribuidor dos Viveiros Rauscedo, um dos fornecedores de plantas mais prestigiados do mundo, com origem em Itália. “Esta Malvasia é uma casta terpénica, que nos permite fazer macerações longas e vinhos com longevidade”, adianta Filipe. Ao lado da Malvasia, entrou a cada vez mais popular Alvarinho, direccionada sobretudo para o vinho não-generoso. Nos tintos ficou a casta Merlot e um bocadinho de Alicante Bouschet. Esta última faz um pouco o papel do Cabernet Franc no lote com Merlot, tão típico de Saint Emillion. Filipe tem excelentes experiências com Merlot na Quinta de São Sebastião e achou que aqui se iria dar bem.
Não foi planeado, mas o primeiro pé de videira foi plantado a 13 de Maio de 2014, 97 anos depois da primeira aparição em Fátima. Foi escolhida a parte mais fácil, mais plana e desmatada. Pareceu milagre, mas as plantas pegaram muitíssimo bem e já houve uvas no ano seguinte! O entusiasmo foi tanto que ficou decidido plantar mais vinha, que entrou na encosta, que teve de ser desmatada. O padre José Carlos explica: “o reino de Deus, simbolizado com vinha, tem que ser expandido”. No total estão agora quatro hectares mas existe mais algum terreno para ampliações. A comunidade, de apenas 9 membros permanentes, ajuda no que pode no amanho da vinha e na vindima. Menos mal que António Cláudio, que supervisiona a vinha, mora a 5 minutos, e existe ainda uma espécie de feitor, que trata de todos os espaços verdes. Nos trabalhos maiores contrata-se gente, até porque alguns membros da congregação são já de idade avançada. Em contrapartida, reza-se muito no seio da vinha e a mesma é benzida todos os anos. Talvez por isso seja tudo muito natural: “evitamos ao máximo o uso de produtos químicos; queremos tudo o mais biológico possível”, refere o padre José Carlos. António Cláudio reforça: “esta zona é boa e a vinha não é problemática; aliás, as maturações mostram-se até agora muito homogéneas”. Tudo a correr de feição, portanto.

Falta a adega

A quinta teve em tempos uma adega e os restos ainda por lá estão, incluindo algumas velhas pipas em ruínas. Enquanto a adega não é restaurada (se é que alguma vez irá acontecer), as uvas para os brancos e tintos são vinificadas na Quinta de São Sebastião, onde Filipe dirige a enologia. As uvas para o vinho de missa vão para a Quinta do Piloto, em Palmela, onde existem melhores condições para o trabalho com a aguardente. Diz Filipe Sevinate Pinto que a designação “vinho de missa é um bocado genérica e simples; é um vinho puro, sem aditivos, que normalmente se faz como um licoroso, para não se estragar”. Não leva, portanto, qualquer aditivo salvo aguardente: nem sulfuroso, correctores de acidez ou de outros, etc. Este é o primeiro vinho de missa feito por uma congregação.
Neste momento, António e Filipe estão em processo de aprendizagem e vão variando estilos e lotes. O primeiro vinho para o mercado será o de 2017, que será disponibilizado nas livrarias da congregação (só vinho de missa) e outros mercados (branco e tinto). No caso do vinho de missa, e segundo as leis canónicas, faltava a autorização do Cardeal Patriarca de Lisboa. A marca já foi decidida e será Vinha de São Paulo mas os rótulos estão em fase de produção.
O ideal agora era trazer cá o Papa Francisco, para abençoar a vinha. Pode parecer uma quimera, mas nunca se sabe: afinal, o padre José Carlos é o tradutor do Papa em Portugal…

NA FOTO

Equipa abençoada: Filipe Sevinate Pinto, António Cláudio e o padre José Carlos Nunes.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Edição Nº26, Junho 2019

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Vinalda distribui vinhos da Quinta de S. Sebastião

Os vinhos das marcas S. Sebastião e Mina Velha, produzidos pela Quinta de S. Sebastião, na Arruda dos Vinhos, vêm agora reforçar o portefólio da distribuidora Vinalda. O projecto da Quinta de S. Sebastião nasce da vontade do seu proprietário – António Parente – colocar no mapa a região de Arruda dos Vinhos, unindo vários […]

Os vinhos das marcas S. Sebastião e Mina Velha, produzidos pela Quinta de S. Sebastião, na Arruda dos Vinhos, vêm agora reforçar o portefólio da distribuidora Vinalda.

O projecto da Quinta de S. Sebastião nasce da vontade do seu proprietário – António Parente – colocar no mapa a região de Arruda dos Vinhos, unindo vários produtores locais num projecto único, sob a umbrela da Quinta. Um dos objectivos é combater uma percepção negativa antiga com a produção de vinhos de qualidade.

“Um marco da própria vida, associado à memória e ligação com a terra, fizeram da Quinta de S. Sebastião o meu lugar”, confessa António Parente. E adianta: “A minha paixão não são os vinhos, mas o que eles contam sobre um lugar. A minha ligação com a terra vem das memórias de infância, em especial da paixão pelos cavalos, pela sensação de liberdade e pela relação de afinidade que estes exigem. É este o espírito com que me dediquei à produção dos vinhos da Quinta”.

Enquanto José Espírito Santo, Diretor-Geral da Vinalda, diz que “os vinhos da Quinta de S. Sebastião vêm trazer mais diversidade e competitividade ao nosso portefólio, numa região que tem registado grande crescimento”. Ao mesmo tempo, salienta que “é uma aposta no renascer de uma sub-região com muita história, como é a Arruda dos Vinhos”.

A Quinta tem hoje várias marcas, no mercado nacional e internacional, tendo uma boa capacidade de crescimento alavancada na parceria com alguns produtores da zona da Arruda. A equipa de produção acompanha directamente todas as vinhas, de castas nacionais e internacionais, de diversas idades e com altitudes entre os 70 e os 450 metros.

Novo espaço Legaaal(mente) cool

Mais que um restaurante, é também uma loja de vinhos. O Legaaal casa as duas vertentes de negócio no Bairro Alto, na Rua da Rosa 237, num espaço onde os melhores produtos portugueses são exaltados através de técnicas francesas. À frente desta cozinha poliglota está o chef brasileiro Alexandre da Silva Santos, que fez escola […]

Mais que um restaurante, é também uma loja de vinhos. O Legaaal casa as duas vertentes de negócio no Bairro Alto, na Rua da Rosa 237, num espaço onde os melhores produtos portugueses são exaltados através de técnicas francesas.

À frente desta cozinha poliglota está o chef brasileiro Alexandre da Silva Santos, que fez escola no Le Cordon Bleu, em Paris. Curiosamente, é o seu idioma nativo que baptiza o restaurante. Guy-David Gharbi, o proprietário do espaço, deu-lhe este nome com o lado cool da palavra. Porquê os três “a”? “Porque este é um restaurante de qualidade triple A”.

O Legaaal começou em soft-opening no final de 2018, e agora o menu renovado traz-lhe novo fôlego. Com uma herança histórica de proximidade, Portugal e França juntam-se à mesa deste restaurante para dar a provar a melhor fusão das duas gastronomias. Neste menu que respeita a portugalidade da matéria-prima, mas não dispensa a terminologia francesa, encontramos Fricassée de lula com salsa e chouriço (8€) e Foie Gras de pato rougié com alperce assado (14€) nas entradas; Filê de entrecôte maturado com molho béarnaise e batata gratin (18€) e Filê de alcatra, chalotas e batatas gratinadas dauphinois (17€) nos pratos principais; e claro, os clássicos Petit gâteau (5€) e Creme brulée (4€) nas sobremesas. Em todas as secções há uma opção surpresa de acordo com o humor do chef, confeccionada com os ingredientes frescos disponíveis naquele dia.

A garrafeira do Legaaal tem perto de 200 referências, todas portuguesas e, caso queiramos levar para casa o vinho que acabámos de provar, é vendido a preço de compra, e não de consumo. O Legaaal sugere ir com companhia para quebrar a rotina, para provar novos vinhos portugueses e partilhar as experiências daquele dia num ambiente intimista e acolhedor.

Black Sheep: o wine bar que não segue o rebanho

Tudo começou quando Brian Patterson, um norte-americano a viver em Lisboa desde 2017, perguntou aos amigos: “Um lugar em Lisboa onde se possa beber vinhos de pequenos produtores portugueses, há?”. Bastou isto para, ao lado da sua companheira de longa data, Jennifer, abrir o seu próprio bar. O nome é Black Sheep, o que vai […]

Tudo começou quando Brian Patterson, um norte-americano a viver em Lisboa desde 2017, perguntou aos amigos: “Um lugar em Lisboa onde se possa beber vinhos de pequenos produtores portugueses, há?”. Bastou isto para, ao lado da sua companheira de longa data, Jennifer, abrir o seu próprio bar.

O nome é Black Sheep, o que vai de encontro ao conceito que serviu de alicerce para Brian e Jennifer erguerem o seu espaço: fora do banal, divergir da corrente. É na Praça das Flores, em Lisboa, e também funciona como loja, e os proprietários querem “dar a provar vinhos de terroir, na sua maioria naturais, orgânicos e biodinâmicos, que não se encontram nas prateleiras dos supermercados”, de Norte a Sul de Portugal Continental, e também das ilhas. Mas não é apenas por serem vinhos oriundos destes métodos de produção que Brian lhes dá relevo, e explica que “Prefiro fixar-me no carácter único e nas características de cada produtor. Sei que muitas pessoas vêm porque ouviram falar que aqui há a possibilidade de provar esse tipo de vinhos, inclusive a copo, mas eu prefiro pensar que eles vêm sobretudo pela oportunidade de provar e ficar a saber mais sobre os vinhos e produtores menos conhecidos”.

E a melhor parte é que o custo do vinho a copo não vai deixar ninguém a “arder”, variando entre os €3,50 e os €6,50.

DFJ Vinhos: Um colosso que sabe dançar

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text] Quem o ouve falar até parece que não liga muito ao que já realizou até à data. Mas José Neiva Correia disfarça bem a sua paixão. A única diferença que notámos em relação a outros projectos […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Quem o ouve falar até parece que não liga muito ao que já realizou até à data. Mas José Neiva Correia disfarça bem a sua paixão. A única diferença que notámos em relação a outros projectos é que este técnico e gestor não tem papas na língua e sabe como poucos fazer todas as continhas aos meandros da produção de vinhos. Pelo meio vai fazendo bons vinhos que agradam a palatos de todos os continentes.

TEXTO António Falcão NOTAS DE PROVA Mariana Lopes FOTOS Ricardo Gomez

Um tractor de grande tamanho vai correndo lentamente a planície ribatejana ao pé de Vila Chã de Ourique. Na traseira, uma espécie de estrutura enganchada nos braço hidráulicos suporta dois operadores que vão colocando varas de videira prontas num braço rotativo que a seguir as enterra no solo, a espaços certos. Embora não seja uma visão muito comum, nada disto é novidade: este sistema de plantação é rápido e eficiente, mas já é usado há vários anos. O que estranha, contudo, é o solo de aluvião onde estão a plantar a vinha, do mais fértil que existe. São solos quase sempre reservados para outras culturas, como milho, arroz ou tomate. “E depois, qual é o problema? O que conta é o rendimento que vou tirar da terra, e, para mim, nenhuma outra cultura o consegue como a vinha”. As palavras vêem do proprietário, José Neiva Correia, um dos produtores de vinho mais conhecidos e respeitados em Portugal (e não só). José Neiva é o dono da DFJ Vinhos, uma empresa cujo nome vem das iniciais dos três fundadores. Acabou por ficar sozinho, comprando as participações dos dois sócios ao longo dos anos. Antes disso, este enólogo chegou a fazer, diz ele, “cerca de 10% do vinho em Portugal”. Como é isto possível? Pois bem, antes de fundar a DFJ, José Neiva começou como enólogo na Adega Cooperativa de Torres Vedras, no dia 2 de Maio de 1974, através de uma figura importante da enologia portuguesa, Octávio Pato. Torres Vedras era a segunda maior adega do país. Não tardou a estender a sua consultoria a várias outras adegas cooperativas da região (São Mamede da Ventosa, Sobral, Azueira…), todas elas de grande tamanho. Junte-se mais alguns produtores privados que vieram, entretanto, e ao longo de vários anos passaram centenas de milhões de litros de vinho pelas mãos de José Neiva Correia.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Um homem nascido na vinha e no vinho”][vc_column_text]

José Neiva Correia usufruiu logo da vantagem de ser descendente de várias gerações de vitivinicultores e agricultores, com várias propriedades a norte de Lisboa. Ou seja, nasceu e cresceu no mundo da produção de uva e de vinho. O resto foi formação (em Portugal, França e na Alemanha), experiência e a capacidade de dar bom uso aos neurónios. A sua vontade e inteligência levou-o a estender os conhecimentos muito para lá da enologia, manejando bem as questões de viticultura e da gestão. Não espanta assim que, vinte anos após a fundação da DFJ Vinhos, a empresa tenha aumentado consideravelmente a produção, que atinge neste momento as 8 milhões de garrafas, e o seu património de terra e imobiliário, com quase 200 hectares de vinha e duas adegas de grande tamanho.
Falar com ele é uma delícia. Não se importa de transmitir os seus conhecimentos e opiniões, que nem sempre são consensuais com as actuais ‘modas’ da enologia e viticultura. Mas não falha uma justificação: ou seja, tudo foi pensado antes, com fundamentos estudados e/ou científicos. Por exemplo, na vinha usa sobretudo matéria orgânica derivada da compostagem. Porque mantém a humidade, vai cedendo nutrientes à vinha e ainda ajuda a oxigenar os solos. Diz José Neiva que “os antigos sabiam disso, mas os agricultores foram privilegiando a solução mais fácil, que era comprar umas sacas de fertilizante…” As soluções naturais não terminam aqui: nos produtos fitossanitários, só usa o estritamente necessário.

[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”36678″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Como tem que enfrentar uma fortíssima concorrência a nível internacional, o seu maior mercado, José Neiva procura fundamentalmente obter boas produções com boa qualidade. E nesse aspecto deverá ser dos produtores de vinho mais avançados do país. Começou na cuidadosa escolha de castas, continua no manejo da vinha e termina na adega. Vamos ver alguns exemplos.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Os segredos da viticultura”][vc_column_text]

Caladoc, já ouviu falar? Certamente pouca gente ouviu. Mesmo internacionalmente. Mas é uma das duas castas tintas que José Neiva usa mais. A outra é Alicante Bouschet. Porquê? Porque são castas que conseguem produzir muito bem e com boa qualidade. “O Caladoc, por exemplo, pode ir até às 30 toneladas por hectare e dar vinhos bastante razoáveis, com estrutura e boa cor”, revela José Neiva. Quanto ao Alicante, “vende-se melhor, mas é preciso saber vinificá-la”. E por isso não espanta que a DFJ se vanglorie de ter sido pioneira em Portugal a engarrafar um varietal 100% desta casta. O comportamento das castas na vinha também é importante, como, por exemplo, amadurecer cedo e resistir às diversas doenças.
Outras castas tintas não conseguem um alto binómio quantidade/qualidade. A Tinta Roriz e a Touriga Nacional, por exemplo, com produções altas, dão uns ‘vinhecos’; e aí ficamos, no máximo, pelas 10 a 13 ton/ha”, revela o técnico.
Nos brancos, como se sabe, a questão da produção é mais pacifica, mas, ainda assim, José Neiva vai plantar uma generosa área de Marsanne, uma casta branca que, mais uma vez, dá boa qualidade com produções generosas.
José Neiva não acredita em mondas para baixar produções (e, supostamente, aumentar qualidade). Se houver necessidade, usa-se a poda. E, salvo raras excepções, não usa o arrelvamento na vinha. Isso mesmo. Isto é um negócio e sem bom vinhos, a bons preços, não há equipa comercial que faça milagres. Felizmente, o clima vem dando uma ajuda…

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”36677″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”36673″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”As mudanças climáticas e as vinhas de Lisboa”][vc_column_text]

Longe vão os tempos em que chovia do princípio ao fim da vindima, como recorda José Neiva, com graves “problemas de podridão”. Afinal, eram outros tempos, outras castas, outros conhecimentos e outra viticultura. Mas era também, aparentemente, outra meteorologia. José Neiva diz-nos que “este ciclo quente e seco tem sido benéfico para as maturações da uva e, consequentemente, para a qualidade do vinho”. A sua vinha do Casal Madeira, ao pé de Torres Vedras, está a 10 quilómetros do Atlântico. Tem cerca de 25 hectares de videiras, quase tudo Pinot Noir (será a maior vinha contígua da Península Ibérica), e é aqui que vive o proprietário da DFJ Vinhos. As outras propriedades, como a Quinta de Porto Franco, onde José Neiva nasceu, estão ligeiramente mais para o interior, mas recebem também influência atlântica, que ajuda a conseguir maturações regulares. Como a Quinta do Rocio, logo ao lado de Porto Franco, que está a ser explorada, em termos vitícolas, pela DFJ. São mais 30 hectares de vinha. Ambas as propriedades (e outras da zona) pertenceram aos famoso Visconde de Chanceleiros. “Temos aqui boas produções por hectare e com boa qualidade”.
No campo, José Neiva conta com a ajuda do feitor da casa, homem de grande experiência. Mas apoia-se tecnicamente na agrónoma Sofia Figueiredo e na sua filha Carminho, também agrónoma, que dá também uma ajuda na adega.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Enologia minimalista”][vc_column_text]

José Neiva Correia trabalha com duas adegas de grande tamanho: em Porto Franco e Fonte Bela. Ambas antigas, mas em belíssimo estado de conservação e ambas em frequente transformação para adaptações ao aumento de produção e a melhorias tecnológicas. Ou ainda a embelezamentos. “Este ano vou gastar aqui muito dinheiro”, garante José Neiva, em plena adega de Porto Franco. Gasta porque provavelmente tem poupado. Por exemplo, nas duas adegas existem muitos depósitos de cimento, como se fazia à antiga, mas estão praticamente todos em uso, incluindo para fermentações. O controlo de temperaturas faz-se com placas interiores (chamadas endógenas), que, diz José Neiva, “são mais eficazes que as cubas com camisas”. Assim poupa-se dinheiro, como se consegue poupar em muitas outras coisas, das prensas (em segunda mão, quase todas) a remontagens manuais (mais baratas e menos falíveis que as bombas). Neiva Correia é um técnico todo-o-terreno, sempre à procura de optimizar toda a operação, da vinha à adega. A casa possui lagares, mas José neiva não os usa: Acredito que o lagar só faz vinhos melhores porque são as melhores uvas que para lá vão. De resto, consigo reproduzir as operações de lagar sem precisar de os usar…”
Relativamente ao estilo de vinhos que produz, ele não hesita: “Muita gente pensa que eu faço muita manipulação no vinho. Na verdade, é exactamente o contrário, sou dos que menos mexo no vinho, faço uma enologia o mais minimalista possível – e por isso mais barata. E sou mais adepto da oxigenação do que da redução, com gases inertes”. Os tempos de oxigenação vêm da experiência, mas José Neiva acha que tudo vai mudar com aparelhos que aí vêm e indicam a quantidade de oxigénio necessária ao vinho.
Refira-se que todas as castas são vinificadas em separado e existem parcelas ou talhões que também o são.
Todos os vinhos da DFJ que temos provado ao longo dos anos mostram muita suavidade, mesmo em colheitas recentes. E quase sempre têm muita fruta e volume de boca, especialmente os tintos. José Neiva revela-nos que usa, nos tintos, “macerações pós-fermentativas longas, pelo menos um mês. A excepção é o Pinot, porque fica com taninos muito cortantes”. E porque o faz? “Ninguém gosta de vinhos delgados, às vezes confundidos com vinhos elegantes. Toda a gente gosta de vinhos com corpo, frutados, persistentes”.
Entramos no gosto do consumidor, área em que José Neiva também tem as suas ideias bem vincadas.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”36672″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Consumidor, esse desconhecido. Ou não?”][vc_column_text]

Para conseguir vender 8 milhões de garrafas todos os anos, a DFJ Vinhos tem que saber bem o que quer o consumidor, país a país. José Neiva desde cedo começou a viajar, falando com os enófilos e distribuidores. Hoje partilha essa tarefa com o seu filho Vasco e o responsável de vendas, Luís Gouveia. Que grandes ensinamentos foi trazendo desses contactos: desde logo, diz José Neiva, “o consumidor não é um especialista; ele quer um vinho que lhe saiba bem desde o início, que lhe dê prazer. E tem uma expectativa: encontrar o mesmo vinho, ou lá perto, quando compra a mesma marca meses ou anos mais tarde. Se a expectativa é gorada, ele não compra mais. Vai para a concorrência”. Isto coloca grandes desafios aos produtores e enólogos, que se vêm obrigados a oferecer, ano após ano, um vinho semelhante ao do ano anterior. Falamos, como é óbvio, de vinhos com tiragens de centenas de milhar de garrafas. O segredo… não tem segredo nenhum. Na opinião de José Neiva, “Temos que trabalhar para isso, principalmente na vinha e depois na adega”. Na adega, é aqui que entra a arte do lote, mas existem outras armas. José Neiva não o disse, mas os vinhos com maior percentagem de açúcar residual, não só ficam mais suaves, fáceis de beber, como ficam imediatamente mais semelhantes de colheita para colheita. Em alguns países, como no leste da Europa, os vinhos podem ter 30 gramas de açúcar por litro! “Em muitos países bebe-se vinho fora das refeições e os consumidores não aceitam um vinho adstringente, com taninos ou amargos, mesmo ligeiros”, salienta Luís Gouveia, o responsável pela exportação. Luis sabe do que fala, já que vendeu vinho um pouco por todo o mundo. E sabe bem que, quando o vinho não vai como os seus clientes querem, ele não se vende, ponto final.

[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”36669″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Não se julgue, contudo, que os especialistas desdenham este tipo de vinhos. Os resultados da DFJ em concursos internacionais e na imprensa especializada são impressionantes. Desde 2010, a empresa tem quase 2.600 prémios de todo o tipo. Só no ano passado conseguiram mais de 500 medalhas/prémios, incluindo das mais apetecidas: troféus, duplo ouro e ouro. Bem como ‘best of’, “best buy” “best portugueses wine producer” e coisas do género (a lista está no site da empresa). Isto mostra uma consistência notável na casa e seriedade na produção.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Para o futuro, crescer”][vc_column_text]

O aluvião de que falámos no início desta reportagem está mesmo pegado à Quinta da Fonte Bela, onde se situa a sede da DFJ Vinhos. Está na região Tejo e junto a Vila Chã de Ourique.
A quinta possui um enorme pátio central cercado por edifícios muito altos. É impressionante (cerca de 8.000 metros quadrados de área coberta!), mas é ainda mais espantoso o estilo arquitectónico do exterior. Dir-se-ia que tínhamos entrado de repente numa grande quinta de um país do norte da europa. Afinal, tudo foi edificado no terminar do séc XIX por um empresário que, na altura, teria dezenas de milhares de hectares de terra nesta região junto ao rio Tejo. Com 120 anos de idade, os edifícios estão impecáveis, mas, glória seja feita a José Neiva Correia, muitos dos telhados foram reconstruídos. Verdade seja dita também que vários tinham as asnas feitas em ferro, como o da generosa destilaria, alvo de frequentes visitas de arquitectos fascinados com a arquitectura industrial. Não é à toa que lhe chamam por ali a “Catedral do Vinho”. Este seria sempre um activo muito interessante para o enoturismo, mas a gestão ainda não está convencida. É uma vez mais a questão de equilibrar esforço/investimento/rentabilidade. José Neiva Correia prefere dirigir os seus investimentos para a ampliação de instalações e para a aquisição de mais área de terra/vinha. É o vinho que lhe dá o dinheiro e a empresa está neste momento a interagir com alguns players internacionais de grande monta. “O nosso projecto é para aumentar, e sobretudo com vinha própria; dentro de 3 a 5 anos espero duplicar a produção”, diz o proprietário da DFJ Vinhos. E acrescenta: “são os nossos clientes que nos tocam para a frente”.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”36675″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Histórico de sucesso”][vc_column_text]

A DFJ nasceu em 1998, com uma operação relativamente pequena e destinada à exportação. Vinte anos depois dá trabalho permanente a mais de 80 pessoas, sensivelmente metade delas no campo. Faz hoje 8 milhões de garrafas e gere directamente 200 hectares de vinha em produção. Principalmente na região de Lisboa e alguma coisa no Tejo. A casa tem mais de uma centena de marcas. São números reveladores do sucesso desta casa, que teima em não abrandar crescimentos. Será que José Neiva Correia está satisfeito? “Bom”, diz-nos ele com um sorriso trocista, “quando fazia 10% do vinho português, dormia uma pequena sesta todos os dias. Desde que passei a empresário, às vezes nem à noite durmo bem. Mas graças a Deus a vida tem-me corrido bastante bem…

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”36671″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Edição Nº24, Abril 2019

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Belcanto de Avillez nos 50 Melhores Restaurantes do Mundo

avillez

Agora no 42º lugar da lista, José Avillez vê o seu Belcanto, de Lisboa, na afamada lista dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo. Segundo o jornal Público, a lista é liderada agora pelo francês Mirazur, seguido pelo Noma, na Dinamarca, e pelo espanhol Asador Etxebarri. A gala teve lugar em Singapura, há apenas algumas horas […]

Agora no 42º lugar da lista, José Avillez vê o seu Belcanto, de Lisboa, na afamada lista dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo. Segundo o jornal Público, a lista é liderada agora pelo francês Mirazur, seguido pelo Noma, na Dinamarca, e pelo espanhol Asador Etxebarri.

A gala teve lugar em Singapura, há apenas algumas horas atrás, com José Avillez e David Jesus (o seu número dois) presentes. O Público revelou também que ambos receberam a distinção e que a apresentadora da cerimónia salientou o “menu inspirado pela rica história de Portugal”.

Neste momento, o Belcanto é o único restaurante português na lista que, apesar do nome, contempla 120 estabelecimentos.

Rosés Casa Santos Lima distinguidos pelo Washington Post

Os vinhos rosé Confidencial Reserva e LAB, foram distinguidos como duas das três melhores escolhas do mundo, na categoria rosés, para a Primavera/Verão de 2019, pela publicação norte-americana The Washington Post. Na descrição que faz do Confidencial Reserva, Dave McIntyre, colunista no Washington Post e especializsta em vinhos, ressalta que este vinho é “Muito bem […]

Os vinhos rosé Confidencial Reserva e LAB, foram distinguidos como duas das três melhores escolhas do mundo, na categoria rosés, para a Primavera/Verão de 2019, pela publicação norte-americana The Washington Post.
Na descrição que faz do Confidencial Reserva, Dave McIntyre, colunista no Washington Post e especializsta em vinhos, ressalta que este vinho é “Muito bem produzido, de cor rosa pálido, leve, fresco, descomplicado para um consumo do dia-a-dia”.
Relativamente ao LAB Rosé, o mesmo colunista descreve-o como uma excelente compra: “(…) procure este vinho com personalidade atractiva e cativante, com uma excelente relação preço/qualidade e aromas intensos a frutos vermelhos, que o transportará para os dias de lazer de Primavera/Verão. A garrafa que provei parecia ter uma fuga, pois ficou vazia muito rapidamente!”.
As marcas LAB e “Confidencial Reserva”, são referências que têm elevado sucesso comercial nos Estados Unidos e também em outros mercados.

Foto de Stacy Zarin Goldberg para The Washington Post