No Dão, às 17h00?

Até Outubro, as tardes de Sábado estão reservadas para uma nova iniciativa conjunta em torno do enoturismo. Chama-se “No Dão às 5h” e tem como objective invadir, de forma ordeira e munida de curiosidade, quintas desta região vitivinícola localizada no Centro do país, para explorar os bastidores e ouvir as histórias de quem faz vinho […]
Até Outubro, as tardes de Sábado estão reservadas para uma nova iniciativa conjunta em torno do enoturismo. Chama-se “No Dão às 5h” e tem como objective invadir, de forma ordeira e munida de curiosidade, quintas desta região vitivinícola localizada no Centro do país, para explorar os bastidores e ouvir as histórias de quem faz vinho neste território, onde a cultura e a paisagem acompanham o tempo, lado a lado.
De portas abertas para esta acção estão os seguinte produtores: Adega de Vila Nova de Tazem (comercial@adegatazem.pt / WhatsApp: 914 588 590), Quinta da Giesta – Boas Quintas (wines@boasquintas.com / WhatsApp: 935 739 898), Paço dos Cunhas (enoturismo.santar@1990.pt / WhatsApp: 915 351 558), Pedra Cancela (pedracancela@gmail.com / WhatsApp: 961 307 232), Soito Wines (winetourism@soitowines.com / WhatsApp: 963 034 140 ou 928 368 234), Taboadella (taboadellawinetourism@amorimfamilyestates.com / WhatsApp: 967 116 877) e Quinta do Gato (geral@quintadogato.pt / WhatsApp: 914 871 646). As visitas são gratuitas, com reserva prévia junto de cada propriedade, começam às 17h00 e têm duração entre 30 a 45 minutos.
Este movimento colectivo foi impulsionado pela Taboadella e assume-se como “uma plataforma aberta e agregadora, pensada para crescer ao longo do tempo e envolver um número crescente de agentes da região”, esclarece Luisa Amorim, CEO da Taboadella. Envolvidas estão ainda entidades institucionais, como a Comissão Vitivinícola Regional do Dão.

O Prémio Enólogo/a do ano é….. Marta Lourenço

A produção de espumantes pelo método clássico – a segunda fermentação ocorre em garrafa, com leveduras livres – é, naturalmente, herdeira do saber e da técnica usada em Champagne, a região que serve de modelo a todas as outras que querem seguir este procedimento. A técnica pode ser muito simples ou extremamente complicada, pode ser […]
A produção de espumantes pelo método clássico – a segunda fermentação ocorre em garrafa, com leveduras livres – é, naturalmente, herdeira do saber e da técnica usada em Champagne, a região que serve de modelo a todas as outras que querem seguir este procedimento. A técnica pode ser muito simples ou extremamente complicada, pode ser muito rápida ou demorar mais de uma década. Recordo-me de ter provado espumantes que saiam para o mercado em Dezembro/Janeiro, feitos a partir de uvas colhidas três meses antes, mas também me recordo de provar vinhos que estiveram dez e mais anos em cave, à espera que o tempo fizesse o seu papel, para, então, serem colocados no mercado.
Na Murganheira (e na Raposeira) o método clássico é levado muito a sério e todos os vinhos seguem esta técnica. Isso obriga a longos períodos de estágio em cave e são muitos milhões as garrafas que nas adegas descansam à espera que lhes seja dada “guia de marcha”, para poderem ser consumidas. Ainda que usando algumas castas portuguesas e locais, é com as clássicas champanhesas – Pinot Noir e Chardonnay – que os topos de gama se fazem, porque são as variedades que melhores resultados mostram.
Marta Lourenço entrou para a Murganheira como estagiária em 2006. Dois anos depois, passou a responsável da enologia e da viticultura, quer da Murganheira, quer da Raposeira. Confessa que a primeira aprendizagem a sério nos espumantes foi feita com os Cava da casa Gramona, mas todos os anos ruma a Champagne onde, com os contactos que tem, vai actualizando o saber e as técnicas. Beneficia da relação privilegiada com a Station Oenotechnique de Champagne (herdada do Professor Lourenço) e uma ligação pessoal forte com a equipa técnica da Möet & Chandon. Apesar do portefólio já muito completo, Marta reconhece que há vinhos que lhe dão muito mais trabalho que outros, como é o caso do Czar, um rosé especialmente exigente na fase do acompanhamento da prensagem, porque o clima e as castas da região não são propícios àquele tipo de espumante. Está a trabalhar em espumantes bio e também em espumantes feitos pelo método ancestral. Responsável pela enologia e viticultura de duas empresas tão grandes não é um desafio excessivo? “É, mas eu gosto”, diz-nos Marta! J.P.M.
O Prémio Enóloga do ano é patrocinado por: Cosvalinox
(Artigo publicado na edição de Março de 2026)
Kopke Group anuncia duplo lançamento de Vintage 2024

Das casas Burmester e Kopke resultam as duas declarações Vintage de 2024 da Kopke Group. De acordo com o comunicado, o inverno e a primavera amenos e chuvosos, e o verão quente e seco, equilibrado por noites frescas e temperaturas mais moderadas durante a vindima, contribuíram para “maturações completas, com excelente sanidade, e um notável […]
Das casas Burmester e Kopke resultam as duas declarações Vintage de 2024 da Kopke Group. De acordo com o comunicado, o inverno e a primavera amenos e chuvosos, e o verão quente e seco, equilibrado por noites frescas e temperaturas mais moderadas durante a vindima, contribuíram para “maturações completas, com excelente sanidade, e um notável equilíbrio entre concentração, frescura e estrutura”.
Tanto o Burmester Vintage 2024, como o Kopke Vintage 2024 são assinados por Carlos Alves, Master Blender do Kopke Group, e cada um expressa o perfil da respectiva casa. De uma maneira geral, “são vinhos que expressam, de forma muito clara, o carácter do Douro e aquilo que procuramos enquanto enólogos: autenticidade, precisão e longevidade”, reforça. O primeiro é “marcado pela elegância e pela expressividade aromática”, enquanto na boca enaltece-se “um estilo mais refinado e acessível, sem comprometer a sua capacidade de envelhecimento”. A respeito do segundo, “revela uma profundidade aromática marcada por notas de fruta ácida, nuances cítricas, apontamentos de especiaria e cacau, bem como subtis notas mentoladas. Na boca, evidencia volume, estrutura e taninos firmes, sustentados por uma acidez vibrante que lhe confere tensão e capacidade de evolução”.
O Burmester Vintage 2024 está limitado a 9 964 garrafas de 0,75 litros e 300 de 1,5 litros; e o Kopke Vintage 2024 está disponível em 11 984 garrafas de 0,75 litros e 600 de 1,5 litros.
Oito expressões Vintage da Symington Family Estates

Depois da colheita do ano de 2017, a família Symington volta a anunciar declaração do Porto Vintage, desta vez de 2024, de todas as suas casas – Dow’s, Graham’s, Warre’s, Cockburn’s e Quinta do Vesúvio. A estas referências, somam-se o Graham’s The Stone Terraces e o Capela da Quinta do Vesúvio, ambas de produção muito […]
Depois da colheita do ano de 2017, a família Symington volta a anunciar declaração do Porto Vintage, desta vez de 2024, de todas as suas casas – Dow’s, Graham’s, Warre’s, Cockburn’s e Quinta do Vesúvio. A estas referências, somam-se o Graham’s The Stone Terraces e o Capela da Quinta do Vesúvio, ambas de produção muito limitada, bem como uma restrita selecção da Quinta de Roriz (este conjuntamente com a família Prats).
“Eis o marco que simboliza o regresso a uma vindima clássica no Douro após um intervalo excecionalmente longo de sete anos”, de acordo com o comunicado. Segundo manda a cartilha, são referências que expressam uma qualidade excepcional e respeitam o compromisso com padrões elevados no que à qualidade diz respeito.
Trata-se, portanto, de uma decisão que “não obedece a calendários”, mas antes à virtude de aguardar pelo momento certo, tendo as castas tintas Touriga Nacional e Touriga Franca como “barómetros essenciais de um ano Vintage”. Quanto à produção, esta cinge-se a edições limitadas.
“Um hiato de sete anos entre declarações coloca este Vintage num território de raridade histórica. Mas, mais do que isso, é uma afirmação de princípio: num mundo de urgência, acreditamos no valor da espera, porque os grandes Portos Vintage só acontecem quando a natureza dita o momento certo”, resume Charles Symington, representante da quarta geração, enólogo-chefe e Director de Produção.
ACIBEV com novos órgãos sociais

O mandato para o triénio 2026-2029 da ACIBEV – Associação de Vinhos e Espirituosas deu início no passado dia 23 de março, com a apresentação dos novos órgãos sociais da referida associação empresarial. De acordo com o organigrama, Nuno Cancella de Abreu (Sociedade Agrícola Boas Quintas) assume a Presidência da Mesa da Assembleia Geral. Leonor […]
O mandato para o triénio 2026-2029 da ACIBEV – Associação de Vinhos e Espirituosas deu início no passado dia 23 de março, com a apresentação dos novos órgãos sociais da referida associação empresarial. De acordo com o organigrama, Nuno Cancella de Abreu (Sociedade Agrícola Boas Quintas) assume a Presidência da Mesa da Assembleia Geral. Leonor Freitas (Casa Ermelinda Freitas) e Rita Nabeiro (Adega Mayor) são as eleitas para a função de secretário.
Na Direcção, António Maria Soares Franco (José Maria da Fonseca) passa a ocupar o cargo de Presidente. Os vogais são Eduardo Medeiro (Grupo Bacalhôa Vinhos de Portugal), Francisco Barata de Tovar (Quinta and Vineyard Bottlers), João Maria Ramos (Gestvinus), Jorge Monteiro (Aveleda), Luís Vieira (Grupo Parras), Pedro Lufinha (Quinta da Alorna Vinhos), Pedro Pereira Gonçalves (WineStone Group) e Raquel Seabra (Sogrape Vinhos). Já no Conselho Fiscal é Luísa Amorim (Grupo Amorim) quem está como Presidente, tendo Armindo Gomes (Ferreira Gomes & Filhos) e Carlos Mendes Gonçalves (Mendes & Gonçalves) como vogais.
No âmbito deste novo mandato, António Maria Soares Franco considera conjuntura actual um desafio, “cabendo à ACIBEV, enquanto associação mais representativa das empresas produtoras de vinho em Portugal, contribuir com as suas posições construtivas, consistentes e inovadoras, para a criação de um ambiente propício à valorização e crescimento do sector” e sublinha o “espírito de grande abertura e diálogo com toda a fileira vitivinícola”, no sentido de “reforçar a competitividade e reputação dos nossos vinhos, ajudando a criar condições, para que o sector se continue a afirmar com qualidade e ambição”.
Fundada em 1975, a ACIBEV é uma associação sem fins lucrativos, que representa os interesses dos seus 94 associados, bem como a promoção e defesa da indústria e do comércio de produtos do sector vitivinícola e das bebidas espirituosas, bem como vinagres e destilação de produtos vínicos, em Portugal e além-fronteiras.
Lindeborg Wines adquire Adega Moor

O grupo produtor e comercializador de vinho Lindeborg Wines anuncia a aquisição da Adega Moor, localizada em Sobral de Monte Agraço, na região dos Vinhos de Lisboa. A integração deste projecto representa um passo estratégico no mercado nacional “através de uma oferta com excelente relação qualidade-preço, orientada para diferentes perfis de consumo e canais de […]
O grupo produtor e comercializador de vinho Lindeborg Wines anuncia a aquisição da Adega Moor, localizada em Sobral de Monte Agraço, na região dos Vinhos de Lisboa. A integração deste projecto representa um passo estratégico no mercado nacional “através de uma oferta com excelente relação qualidade-preço, orientada para diferentes perfis de consumo e canais de distribuição”, conforme anunciado em comunicado. Face ao cenário além-fronteiras, a inclusão dos vinhos da Adega Moor “reforça a capacidade de resposta a diferentes mercados e posicionamentos, contribuindo para uma presença ainda mais sólida em geografias onde o grupo já dispõe de ligações comerciais e importadores”, como o Brasil e os continentes africano e asiático.
Paralelamente, a Lindeborg Wines está a desenvolver a implementação do Referencial Nacional de Sustentabilidade em todas as propriedades de que é detentora – Quinta da Folgorosa, Vinhos Cortém e Quinta da Barrosa (região de Lisboa), Quinta Vale do Armo (Tejo) e Herdade da Cabeceira (Alentejo). O objectivo consiste em alcançar a certificação num futuro próximo, com a particularidade de, nos Vinhos Cortém, preservar o foco na produção de vinhos biológicos e naturais.
Bagos D’Ouro celebra os 10 anos do Take Action

Para assinalar o 10º aniversário do Take Action | Realiza-te no Douro, mais de quatro dezenas os jovens, do terceiro ciclo e do ensino secundário, pertencentes a famílias acompanhadas pela Bagos D’Ouro, vão ter a oportunidade de contactar com mais de 50 empresas da região. Trata-se de um projecto que permite o contacto directo com […]
Para assinalar o 10º aniversário do Take Action | Realiza-te no Douro, mais de quatro dezenas os jovens, do terceiro ciclo e do ensino secundário, pertencentes a famílias acompanhadas pela Bagos D’Ouro, vão ter a oportunidade de contactar com mais de 50 empresas da região. Trata-se de um projecto que permite o contacto directo com diferentes áreas de actividade na região duriense. Da hotelaria à medicina, do jornalismo ao desporto, passando pelo ensino e pela engenharia informática, esta iniciativa traduz-se numa experiência orientadora face à tomada de decisão sobre o futuro académico e profissional, já que facilita a aproximação com o mercado de trabalho.
Estruturado em diferentes etapas, com base no percurso escolar dos participantes, o Take Action | Realiza-te no Douro divide-se em: Take Action Kids, destinado a alunos do 5º e 6º anos, promovendo uma primeira abordagem ao mundo das profissões; Take Action I, para o 8º e 9º anos; o Take Action II, para o ensino secundário, com experiências mais aprofundadas e o contacto direto com empresas; e o Take Action Uni, para jovens do 12º ano, ensino profissional e superior.
Em suma, “há dez anos que o Take Action pretende dar ferramentas aos nossos jovens, para escolherem o seu caminho com mais confiança, mostrando-lhes que o futuro pode estar mais próximo do que imaginam e que a região do Douro pode ser casa para os talentos das novas e futuras gerações”, declara Maria Inês Taveira, Coordenadora Geral da Bagos D’Ouro em comunicado.
O projeto está estruturado em diferentes etapas, acompanhando o percurso escolar dos participantes. O Take Action Kids dirige-se a alunos do 5.º e 6.º ano, promovendo uma primeira aproximação ao mundo das profissões. Seguem-se o Take Action I, para o 8º e 9º ano, o Take Action II, para o ensino secundário, com experiências mais aprofundadas e contacto direto com empresas, e o Take Action Uni, que acompanha jovens do 12º ano, ensino profissional e superior.
Administração executiva da Lavradores de Feitoria com novo nome

Filipe Caetano assume a administração executiva do projecto duriense Lavradores de Feitoria e passa a ter a responsabilidade nas áreas comercial e marketing. Os mais de 25 anos de experiência em marketing e vendas, bem como a formação na área de vinhos, pesaram nesta decisão no âmbito deste colectivo constituído por 15 lavradores com vindimas […]
Filipe Caetano assume a administração executiva do projecto duriense Lavradores de Feitoria e passa a ter a responsabilidade nas áreas comercial e marketing. Os mais de 25 anos de experiência em marketing e vendas, bem como a formação na área de vinhos, pesaram nesta decisão no âmbito deste colectivo constituído por 15 lavradores com vindimas espalhadas pelas três sub-regiões do Douro.
“Quero contribuir, com a minha energia e experiência, para consolidar o posicionamento da Lavradores de Feitoria, reforçar a sua presença nos mercados nacionais e internacionais, e continuar a afirmar a força de um modelo assente na colaboração entre produtores, neste modelo de Douro Colectivo, refletindo a nossa intenção de justiça, de continuidade e impacto positivo e duradouro”, afirma Filipe Caetano em comunicado.
Passemos ao currículo de Filipe Caetano, onde constam as missões de Director-Geral na Vicentino Wines, de Administrador e Director de Marketing na Fladgate Partnership, Director de Marketing no Esporão e na Primedrinks, Area Manager na Rémy-Cointreau, na América Latina e nas Caraíbas, bem como o trabalho desenvolvido na Bols, no Intermarché e na Sonae, a experiência internacional (Miami, São Paulo, Paris, Reims) ou o nível 3 do Wine Set.





