Sogrape adquire mais uma propriedade em Espanha

A Sogrape acaba de anunciar em comunicado o reforço da sua presença em Espanha, com a aquisição das Bodegas Aura, na região de Rueda. A propriedade, que pertencia à Pernod Ricard Winemakers Spain, tem 40 hectares de vinha da casta Verdejo e produz actualmente dois vinhos de reconhecida qualidade, numa adega com capacidade para cerca […]
A Sogrape acaba de anunciar em comunicado o reforço da sua presença em Espanha, com a aquisição das Bodegas Aura, na região de Rueda. A propriedade, que pertencia à Pernod Ricard Winemakers Spain, tem 40 hectares de vinha da casta Verdejo e produz actualmente dois vinhos de reconhecida qualidade, numa adega com capacidade para cerca de 900 mil litros.
Este é o segundo investimento da Sogrape em território espanhol, depois de, em 2012, ter adquirido as Bodegas LAN, que, para além da operação principal na famosa região de Rioja, incorpora também a prestigiada marca Santiago Ruiz, nas Rias Baixas, e outros projetos em desenvolvimento recente nas regiões de Rueda e Ribera del Duero.
“A partir do momento em que redefinimos as nossas linhas de orientação estratégica e assumimos que a focalização seria essencial à eficiência e crescimento da Sogrape, o reforço da nossa operação em Espanha foi sempre um objetivo”, comenta Fernando da Cunha Guedes, CEO da Sogrape, citado em comunicado da empresa. A aquisição de Aura, em Rueda, é um passo natural para complementar o portfólio do grupo relativamente à origem Espanha, desenvolvendo a posição da LAN naquela que é já hoje uma das principais denominações de origem em Espanha e líder destacada nos vinhos brancos deste país.
Com as vendas a crescer de forma consistente desde 2000, os vinhos da Rueda são especialmente relevantes em Espanha. Este mercado, que vale atualmente cerca de 60% para a LAN, apresenta-se em 3º lugar no ranking de principais mercados para o Grupo Sogrape. Fernando da Cunha Guedes garante que a intenção é “continuar a crescer”, para “ganhar escala em Espanha, quer pelo aumento da oferta relativamente a esta origem, quer pelo reforço inevitável da distribuição neste mercado, em particular no canal on-trade”.
Fundada em 1942 por Fernando Van Zeller Guedes, a Sogrape é hoje um grupo de empresas e marcas. Partindo da região do Douro, a Sogrape chegou a todo mundo, e produz hoje vinho em Portugal (Sogrape Vinhos Portugal), Espanha (Bodegas LAN), Argentina (Finca Flichman), Chile (Viña Los Boldos) e Nova Zelândia (Framingham). Com empresas de distribuição na Europa, na América, em África e na Ásia, faz chegar os seus vinhos a mais de 120 países.
Sogrape comprou Tapada do Castanheiro, no Douro Superior

A Sogrape Vinhos adquiriu a Tapada do Castanheiro, uma propriedade com 22 hectares situada na zona da Meda, Douro Superior. Implantada numa zona alta e referenciada pela elevada qualidade das suas uvas, a Tapada do Castanheiro fica situada entre duas outras quintas da Sogrape: a Quinta da Leda (76 hectares de vinha e “berço” do […]
A Sogrape Vinhos adquiriu a Tapada do Castanheiro, uma propriedade com 22 hectares situada na zona da Meda, Douro Superior. Implantada numa zona alta e referenciada pela elevada qualidade das suas uvas, a Tapada do Castanheiro fica situada entre duas outras quintas da Sogrape: a Quinta da Leda (76 hectares de vinha e “berço” do actual Barca Velha) e a Quinta do Sairrão (111 hectares, adquirida em 2006). Não foram reveladas as verbas envolvidas na transação.
A aquisição agora anunciada pela Sogrape aumenta a presença total da empresa no Douro para 508 hectares. Mas a importância da Tapada do Castanheiro não se mede apenas em hectares. Longe disso. “A frescura e acidez das uvas provenientes desta zona alta são um dos segredos que, desde os anos 50, dão origem a vinhos como o Barca Velha ou o Reserva Especial”, anuncia o comunicado da Sogrape Vinhos.
A Tapada do Castanheiro, até aqui gerida pela Sociedade Agrícola da Tapada do Castanheiro, resulta da junção de duas quintas: a Quinta do Cabeço Alto, com 70 hectares, 12 dos quais plantados com vinha de castas tintas – Touriga Nacional (50%), Touriga Franca (30%) e Tinta Roriz (20%) –, e a Quinta do Castanheiro, com 25 hectares, incluindo 10 de vinha com castas brancas – Viosinho (55%), Arinto (15%), Códega do Larinho (10%), Verdelho (10%) e Rabigato (10%).
Sogrape distinguida com prémio de Investigação e Desenvolvimento

A Sogrape Vinhos recebeu um prémio especial na área da Investigação e Desenvolvimento (I&D), atribuído pela revista “Exame Informática” e pelo semanário “Expresso”. A distinção premeia a atuação da empresa na busca permanente de soluções inovadores com recurso à tecnologia, nomeadamente através da sua participação no projeto MicroWine – uma rede europeia que promove a […]
A Sogrape Vinhos recebeu um prémio especial na área da Investigação e Desenvolvimento (I&D), atribuído pela revista “Exame Informática” e pelo semanário “Expresso”. A distinção premeia a atuação da empresa na busca permanente de soluções inovadores com recurso à tecnologia, nomeadamente através da sua participação no projeto MicroWine – uma rede europeia que promove a colaboração estreita entre a indústria e os parceiros académicos.
Este galardão, concedido no âmbito da conferência “As Maiores do Portugal Tecnológico”, evento que premiou as 200 maiores empresas a operar no mercado da tecnologia em Portugal, foi este ano atribuído pela primeira vez a empresas que atuam no setor primário e secundário e que estão a aproveitar as oportunidades criadas pela transformação digital.
No caso concreto da Sogrape Vinhos, é sublinhado o investimento realizado no quadro do projeto MicroWine com o objetivo de estudar e compreender o impacto dos microrganismos na produção do vinho. Sabe-se, por exemplo, que estes seres invisíveis ao olho humano têm influência nas várias etapas do sistema produtivo, desde a plantação da vinha à expressão dos aromas e cores do vinho no copo. Este conhecimento é possível através da combinação de estudos de ADN e análises de computação.
Outro exemplo que evidencia os ganhos de uma boa relação entre o setor e a ciência prende-se com a utilização da água na viticultura. Um dos métodos usados para diminuir o gasto deste recurso é a quantificação da ‘sede’ de cada planta, de forma a que apenas seja empregue a quantidade estritamente necessária de água. Para se ter uma ideia, cada quilo de uvas implica a utilização de, em média, 610 litros – se for feito o levantamento, o valor desce para 400 litros.