GRANDE PROVA MOSCATEL: Das abelhas e dos pássaros

MOSCATEL

Não é assunto que nos roube o sono. Por isso, sem investigações aturadas e reflexões profundas, vamos aceitar que a origem da casta Moscatel se situa no Médio Oriente, talvez mesmo no Egipto. A expansão por toda a zona envolvente do Mediterrâneo, da Sicília a Málaga, de Hamburgo a várias zonas da França, bem como […]

Não é assunto que nos roube o sono. Por isso, sem investigações aturadas e reflexões profundas, vamos aceitar que a origem da casta Moscatel se situa no Médio Oriente, talvez mesmo no Egipto. A expansão por toda a zona envolvente do Mediterrâneo, da Sicília a Málaga, de Hamburgo a várias zonas da França, bem como por todo o império, terá sido obra de romanos que, tal como as abelhas, lhe apreciavam a doçura e o gosto. Sabemos, porém, que a Moscatel é, das poucas castas usadas para fazer vinho, a que tem a particularidade de ter o mesmo sabor, comendo-se os bagos ou provando o vinho. Porquê?

Acontece que esta variedade é especialmente rica em monoterpenos, compostos que são responsáveis pelo perfume de alguns frutos e das flores, os quais estão em grande concentração nesta variedade. Com estes atributos não é difícil perceber que até à África do Sul, mais propriamente à zona do Cabo, tenha chegado a Moscatel, dando aí origem a um dos vinhos que, durante séculos, foi ultrafamoso. Esteve à mesa de reis e mesmo no exílio de Napoleão. Refiro-me ao vinho de Constância, região de vinhedos bem próxima da cidade do Cabo. Para lá foi levada pelos holandeses, que colonizaram a zona no século XVII.

Com esta antiguidade toda, é natural que a casta tenha sofrido mutações. Por conseguinte, conhecemos múltiplas variantes, ainda que haja as que dispõem de vários sinónimos. Algumas das principais variedades incluem o Muscat à Petits Grains, Muscat of Alexandria, Muscat Ottonel, entre outros; por cá, Moscatel Galego (igual a Muscat à Petits Grains), no Douro, sobretudo em Favaios, Moscatel Graúdo (ou de Alexandria), em Setúbal e, ainda em Setúbal, o Moscatel Roxo, que é uma mutação do Moscatel do Douro.

Falamos, então, de uma variedade que gosta de climas quentes e de terrenos arenosos, tudo o que em Azeitão há em abundância. Não se estanha assim a grande implantação que teve no século XIX nesta região. Ainda que não se faça a distinção, há duas zonas diferenciadas para a produção: as areias de Palmela e Poceirão e os argilo-calcários da Serra da Arrábida. São diferentes, ainda que todos com a mesma Denominação de Origem.

Muito divulgada no século XIX na região de Setúbal, a Moscatel era acompanhada por outra variedade que gerava um licoroso muito apreciado, o Bastardinho de Azeitão. Em tímida recuperação, a Bastardo foi casta muito plantada, desde o Barreiro até Alcochete, e o vinho destacado por Ferreira Lapa (Memória Sobre os Processos de Vinificação, Lisboa, 1867), que dizia dele, “espécie licorosa fina e balsâmica, como não se produz melhor n’outras partes” e identificava, como melhores zonas para a produção, Barreiro, Samouco, Moita e Seixal!

Actualmente, e enquanto se espera pela recuperação da variedade (a que acresce o longo tempo de estágio), o melhor mesmo é provar as últimas garrafas, ainda à venda, pertencentes à José Maria da Fonseca, as quais estão disponíveis em garrafeiras e na loja da empresa, em Azeitão.

A uva do sol e do calor

No mesmo texto de Ferreira Lapa se anota a prática antiga, em Setúbal, de colocar os cachos de Moscatel ao sol (de uma semana a 12 dias), para, através da desidratação, concentrarem açúcares e, consequentemente, aumentarem o potencial alcoólico. Hoje, a prática parece ter desaparecido, mas esta casta é sempre a última a ser vindimada. Sim, esta é a última. Contudo, a Moscatel Roxo é, de longe, a primeira, normalmente ainda em Julho, com a finalidade de evitar os ataques da passarada. Neste caso, talvez Plínio lhe chamasse Uvae avium (vinha dos pássaros). Em Setúbal, falamos de cachos e bagos grandes, de película rija; no Douro, com Moscatel Galego temos um cacho e bagos mais pequenos e de pele mais fina. Já o Moscatel Roxo adquire, em plena maturação, uma tonalidade rosada (daí o nome).

A produção segue a mesma prática de todos os licorosos: fermentação em contacto com as películas, adição da aguardente (geralmente, a 77% volume) a meio do processo fermentativo, para o interromper. Nesta fase, procura-se conferir ao vinho um teor em torno dos 16º de álcool, deixando o restante para acertos finais ao longo do processo de envelhecimento. O vinho fica, então, por via da morte das leveduras “afogadas” em aguardente, com açúcar residual, podendo este ir dos 90 aos 200 gramas por litro, e registar um teor alcoólico final em torno dos 17 ou 18%. Findo o processo de fermentação, o vinho continua em contacto com as películas por vários meses, mais propriamente de três a quatro meses na José Maria da Fonseca, conferindo mais complexidade ao vinho. Segue-se o estágio em barricas usadas; no caso da Bacalhôa, sem atesto dos cascos ao longo do envelhecimento.

 

O torna-viagem

A empresa José Maria da Fonseca, a mais antiga da região a fazer Moscatel, ainda tem, em casco, vinhos da colheita de 1900 e vários do século passado. Ao todo, serão cerca de 500 000 litros de vinhos com mais de 20 anos. Nesta empresa, está em curso a produção de vinhos Torna-Viagem, resultantes de uma cooperação com o navio-escola Sagres que, nas suas viagens, leva, no convés, pipas com Moscatel, sujeitas a oscilações de temperatura e agitação do vinho dentro do casco. Este era o conceito inicial dos vinhos torna-viagem, igualmente usado na Madeira para os vinhos que eram exportados e regressavam.

Actualmente, e após o regresso, os cascos ficam em repouso na sede da José Maria da Fonseca, em Azeitão. Estamos a falar de cerca de 50 000 litros. Com o propósito de proteger a zona onde estão os cascos, foi preciso colocar uma parede de vidro, porque a circulação de ar (correntes de ar?) estava a provocar uma evaporação de 12% por ano contra os normais 3%. Para quando o engarrafamento? Domingos Soares Franco (DSF), durante décadas enólogo da referida empresa, é peremptório: “isso é assunto para a sétima geração!”

Na colecção DSF, a empresa mantém também a originalidade do uso de aguardentes das regiões francesas Cognac e Armagnac para os moscatéis. São dois vinhos diferentes com indicação na garrafa do tipo de aguardente usada. Para vinhos que se pretende que envelheçam (20 anos, digamos) Domingos Soares Franco comenta: “prefiro a de Cognac porque, com o tempo, faz realçar as notas de frutos secos e citrinos confitados.”

Os ensaios da Bacalhôa

A Bacalhôa tem plantados cerca de 52 hectares de Moscatel de Alexandria e 4 hectares de Moscatel Roxo, sobretudo na Serra da Arrábida, em encostas viradas a norte. Para a entrada de gama, a empresa adquire também uvas na zona arenosa de Palmela. O mercado interno absorve cerca de 40% da produção.

O estágio em madeira é feito com base em métodos diferentes nas duas empresas com mais tradição na produção do generoso. Na Bacalhôa, entre outras, ainda se usam barricas que têm origem na Escócia e serviram anteriormente ao whisky. A importação destas barricas está, para já, suspensa. A aposta é, agora, estagiar este fortificado em barricas que serviram anteriormente a vinhos tintos, depois moscatéis de entrada de gama, e só então, os de gama superior. Existe uma estufa exterior, onde estas barricas são dispostas para envelhecimento. Com as variações de temperatura e os grandes calores estivais (que originam uma pequena, mas significativa, variação de temperatura dentro da barrica), o vinho adquire mais complexidade e riqueza aromáticas sem atesto dos cascos ao longo do envelhecimento. Reproduz-se, assim, o método de canteiro usado na Madeira, em que os cascos começam o seu envelhecimento nos sótãos dos armazéns e vão transitando, de anos em anos, para os andares de baixo, até ao nível térreo. Na estufa da Bacalhôa, as variações de temperatura, medidas no vinho, oscilam entre os 10º no Inverno e os 28º no Verão.

Em curso, estão ensaios com barricas de Jerez (Oloroso) e também ensaios de aguardentação mais tardia, visando a produção de moscatéis com menor teor de açúcar. Para já, segundo João Ramos, enólogo da Bacalhôa, ainda é cedo para conclusões, porque, nestas barricas de Jerez só têm vinhos de dez anos a estagiar há três meses. São dez barricas de 300 litros, com muito uso, que chegaram de Jerez ainda húmidas, favorecendo, deste modo, a permuta de aromas e sabores. Quanto tempo lá vão ficar? Depende das provas que se façam ao longo do tempo.

Este Moscatel em barricas de Oloroso será sempre usado numa colecção de experiências e não para integrar lotes gerais. Prática antiga na região, e que aqui se reproduz, é manter as borras no fundo da barrica, ou seja, esta nunca se esvazia por completo e o vinho novo é colocado sobre as borras do vinho velho. Também não se atestam totalmente as barricas, deixando-se dois a três dedos, para evitar que, com o calor, o vinho saia da barrica.

Um outro projecto que está agora no início é a conservação em vidro de vinhos muito velhos, já com exagerada concentração, a serem usados para bases e não para serem vendidos como Colheita. Serem mantidos em casco não tem, dizem-nos, qualquer vantagem.

 

Favaios e Alijó

No Douro, destaca-se, desde há décadas, a região de Favaios e Alijó como as zonas onde a casta melhor se expressa, graças à altitude. No entanto, sem a delimitação da zona de Favaios, os rótulos do Douro indicam genericamente “Moscatel do Douro”, que pode ser ou não de Favaios, mas não há distinção oficial.

Em Favaios sobressai a Adega Cooperativa fundada em 1952 e que se assume como principal produtor de Moscatel do Douro, com 80% da produção da região. Possui, segundo informação da própria adega, 52% da quota de mercado a nível nacional. Com o lançamento da marca Favaíto, em minúsculas garrafas, a cooperativa deu um grande salto em termos de negócio, vendendo, actualmente, 32 milhões de unidades por ano, o que corresponde a 61% das vendas de Moscatel desta adega. Os stocks atingem os 9,5 milhões de litros em madeira, ou seja, o triplo das vendas anuais.

Pelos resultados da prova se percebe que o “universo” Moscatel contempla tipos de vinho muito variados. O fluxo de vinhos para prova chegou-nos, sobretudo, de Setúbal, apesar do Douro ter, aqui, uma boa representação. Ainda que seja possível encontrar vinho licoroso de Moscatel noutras zonas do país, como Tejo e Lisboa, a verdade é que foram poucos os produtores que enviaram amostras. Uma conclusão se impõe: são vinhos de enorme qualidade, que dão muito prazer na prova e que têm um preço bem convidativo. Como se diz no anúncio de uma marca de café bem conhecida: ‘What else?’

No que diz respeito ao consumo, este é um generoso ao qual o epíteto de bom e barato se aplica na perfeição. Servido ligeiramente refrescado no final da refeição, acompanha, em modo de excelência, sobremesas que incluam doces de ovos, a começar pelas tortas de Azeitão e pelo pão-de-ló de Ovar, prosseguindo pelos doces de ovos de Aveiro, os pastéis de Tentúgal, os travesseiros de Sintra, num desfilar de parcerias sem fim. Bebê-lo é dignificar um produto secular, um dos nossos três reis-magos dos vinhos fortificados. E, ao contrário do que se diz em relação aos livros que “o mais difícil é lê-los”, aqui, em relação ao Moscatel, é o inverso: o mais fácil é bebê-lo!

Os reinos da Moscatel

A demarcação da região da Península de Setúbal data do início do século XX, incluída na primeira vaga de demarcações após a da região do Douro. As vinhas da casta aptas à Denominação de Origem estendem-se pelos concelhos de Palmela (68%), Setúbal (17%), Montijo (13%) e Sesimbra, além dos ligeiros aumentos (2%). A área de vinha tem-se mantido estável, com poucas oscilações.

Existem duas Denominações:

Setúbal: o vinho tem de ter no mínimo 67% da casta.

Moscatel de Setúbal: a percentagem obrigatória sobe para os 85%.

O Moscatel Roxo de Setúbal corresponde, actualmente, a cerca de 66 hectares de vinhas (em 1999 seriam apenas sete hectares, então considerado à beira da extinção) e distribuem-se pelos quatro concelhos referidos. Também em relação a esta casta se mantêm as mesmas regras: para DO Setúbal o vinho tem de ter 67% da casta e, para Moscatel Roxo de Setúbal, 85%.

A produção oscila entre os 2 e os 2,5 milhões de garrafas. O crescimento do plantio de Moscatel prende-se, segundo a Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal, com o renovado interesse na casta para a produção de vinhos tranquilos. A legislação permite a comercialização de vinhos com data de colheita ou com indicação de idade – 5, 10, 15, 20, 25, 30, 35 e 40 anos. Estranhamente, também permite o uso simultâneo das mesmas indicações – idade e data –, como se pode confirmar pelos vinhos provados.

A produção na região do Douro está concentrada na zona de Favaios, destacando-se, entre todos os operadores, a Adega Cooperativa de Favaios, gestora de uma área de vinha que, em dez anos, passou de 545 para 623 hectares. Em termos de produção, é responsável por 82,7% de quota de mercado, de acordo com os registos de 2025 (a maior percentagem desde há 15 anos). As vendas cresceram, de 2015 a 2025, cerca de 40%. Em 2025, dos cerca de quatro milhões de litros comercializados como Moscatel do Douro, a Adega de Favaios foi responsável por pouco menos de 3 300 000 litros. As castas aqui plantadas são a Moscatel Galego e Moscatel Galego Roxo.

Nota – A Grande prova Castelão realizou-se em Prova Cega por: João Paulo Martins, Valéria Zeferino e Luís Antunes

(Artigo publicado na edição de Setembro de 2026)

 

Naquele tempo… por Luís Lopes

luis lopes

Quanto custava, há 30 anos, um vinho famoso? Que marcas se vendiam? Das que sobreviveram, quais as que mais valorizaram? No decorrer de uma limpeza das prateleiras lá de casa, a descoberta de um conjunto de catálogos de feiras de vinho deu resposta a algumas destas questões e trouxe-me de regresso à idade de ouro […]

Quanto custava, há 30 anos, um vinho famoso? Que marcas se vendiam? Das que sobreviveram, quais as que mais valorizaram? No decorrer de uma limpeza das prateleiras lá de casa, a descoberta de um conjunto de catálogos de feiras de vinho deu resposta a algumas destas questões e trouxe-me de regresso à idade de ouro do negócio do vinho em Portugal.

editorial

Antes de mais, importa contextualizar. Há mais de três décadas, as feiras de vinho dos hipermercados nada tinham a ver com as actuais. Hoje, são uma concentração de campanhas e promoções. Naquela época, eram uma oportunidade única para um consumidor, cada vez mais interessado e interessante (em termos de poder de compra), aceder, em qualquer ponto do país, a vinhos consagrados, vinhos que só se vendiam em raras lojas de Lisboa e Porto. A importância destas feiras era de tal ordem, que os grandes produtores esperavam por elas para lançar as novas colheitas. E os compradores dos hipermercados corriam o país, batendo à porta dos produtores mais pequenos e reputados, pedindo o especial favor de lhes ser vendido o vinho mais raro e mais caro. A feira do Pingo Doce foi pioneira e líder nesse conceito, apresentando os vinhos em catálogos luxuosos, que eram, depois, distribuídos nas lojas e encartados no jornal Expresso do fim de semana anterior à feira. Os catálogos, autênticas revistas especializadas, com informação didáctica, reportagens, etc., eram avidamente lidos e pesquisados pelos apreciadores, que irrompiam pelas lojas com o caderno debaixo do braço, em busca dos vinhos que tinham anotado.

Apenas dois exemplos, para mostrar o impacto da coisa: marcas como Ferreirinha Reserva Especial, Quinta do Côtto Grande Escolha, Duas Quintas Reserva, Cartuxa Garrafeira (sim, existiu um Cartuxa Garrafeira!), Mouchão ou Luís Pato Vinhas Velhas eram das que primeiro esgotavam nas prateleiras; e a vasta campanha de marketing televisiva da edição de 1995 foi protagonizada por um rapaz chamado Dirk Niepoort. Outros tempos, como se percebe.

Talvez um dia volte a este tema das feiras, mas, hoje, centro-me no que aqui me trouxe: os preços de antigamente e a maior ou menor valorização das marcas. À minha frente, tenho os catálogos das Feiras Pinto Doce entre 1991 e 2004 (este último, com a curiosidade de ter os preços em euros e escudos, não fosse alguém baralhar-se nas contas). Apontando a um número redondo, recuemos então 30 anos, à feira de 1996.

 

O exercício que vos proponho, nada tem de científico, é apenas lúdico. Trata-se de comparar quanto custava em 1996 e quanto custa hoje um determinado vinho; e reflectir sobre isso, tirando as ilações possíveis

 

Comparar preços com um intervalo de três décadas é sempre muito pouco rigoroso. Para calcular o efeito da inflação com a conversão de escudos para euros, existe uma excelente ferramenta, o Índice de Preços no Consumidor (IPC), disponibilizado no site do Instituto Nacional de Estatística. Há que ter o cuidado de escolher a opção que exclui o mercado imobiliário (a valorização dos imóveis distorce tudo o resto), mas a fórmula que calcula entre anos (e meses!) é muito boa.

No entanto, quando se aborda um sector tão específico quanto o do vinho, a inflação média é um dado enganador. É que, em 30 anos, os custos de produção nesta vertente agroindustrial subiram muito mais do que a inflação, começando pelos salários agrícolas (que dispararam face à escassez de mão de obra), e continuando nos produtos para a vinha, gasóleo, garrafas, rolhas, transportes, distribuição, marketing, etc. E, não sendo eu economista (muito, muito longe disso!), acredito que os naturais ganhos de eficiência trazidos pela gestão moderna e pela tecnologia estão muito longe de compensar o enorme aumento dos custos de produzir e vender uma garrafa de vinho.

Assim, o exercício que vos proponho, nada tem de científico, é apenas lúdico. Trata-se de comparar quanto custava em 1996 e quanto custa hoje um determinado vinho; e reflectir sobre isso, tirando as ilações possíveis.

Na região dos Vinhos Verdes, várias marcas consagradas perderam valor, o que, de alguma forma, se compreende pelo enorme crescimento do volume engarrafado. O Adega de Ponte de Lima Loureiro de 1995 custava, em 1996, 435$00, o que, segundo o IPC, equivale hoje, actualizando inflação e convertendo em euros, a €3,98. Uma pesquisa na web diz-me que posso comprar a colheita de 2025 por €4,29. Objectivamente, e pelos motivos acima apontados, há aqui uma desvalorização. O mesmo se passa com o Adega de Monção Alvarinho 1995 (a adega de Monção ainda não tinha a marca Deu-la-Deu). Era o melhor vinho da casa e custava 989$00 (IPC €9,06), o que era um preço muito elevado para um branco. Compra-se hoje o Deu-la-Deu por €7,89. Mais uma vez, é necessário contextualizar: há 30 anos, estes vinhos de Monção e Ponte de Lima eram engarrafados em quantidades comparativamente pequenas e a competição nos varietais de Loureiro e Alvarinho era reduzida.

No Douro, um nome absolutamente incontornável, em meados dos anos 90, era o Quinta do Côtto Grande Escolha. A colheita de 1994 vendia-se a 3.995$00 (IPC €36,58) e era o vinho tinto mais caro da feira de 1996, o que diz muito do seu estatuto. O tempo, opções erradas e o disparar da concorrência no Douro trouxeram enorme erosão a esta marca, que ainda assim recuperou algum do brilho de outrora após a sua aquisição pelo grupo Mello/WineStone em 2023. Hoje, o Grande Escolha custa €65.

Para percebermos a escala da mudança, basta assinalar que o Quinta do Côtto Grande Escolha 1994 valia mais do que o Ferreirinha Reserva Especial 1986, que custava 3.249$00, algo como €29,75 aos dias de hoje, com actualização da inflação. Seria bom comprar uma garrafinha de Reserva Especial por esse preço, não era? Mas não.  A colheita mais recente de Ferreirinha Reserva Especial (2017) custa entre €375 e €445. De entre os vinhos avaliados foi, em três décadas, e de muito longe, o que mais valorizou, quer na origem, quer no mercado especulativo. Mas só as grandes marcas suscitam tamanha apetência, geradora da especulação.

Se Côtto e Ferreirinha representavam o Douro antigo, os dois nomes seguintes espelhavam, como nenhum outro, o Douro moderno: Duas Quintas Reserva 1992 e Quinta da Gaivosa 1994, ambos lançando na feira a sua segunda edição. O Duas Quintas custava 2.695$00 (IPC €24,68). Hoje, custa €41. Dado curioso, na feira de 1995, o Reserva de 1991 valia 1.145$00. Num ano, duplicou de preço! O que revela não apenas o enorme frenesim que a marca suscitou nos primeiros anos de vida (há, no Douro, um antes e um depois do Duas Quintas) mas também a tremenda disponibilidade (apetite e dinheiro) do mercado, capaz de absorver um aumento de 100%, de um momento para o outro, como se nada fosse. Eram ou não tempos dourados? Ainda assim, a “explosão” de grandes marcas durienses na segunda metade da década de 90 e início de 2000 (Crasto, Vallado, Batuta, Pintas, etc.) viria, com o tempo, a abrandar o crescimento expectável do Duas Quintas Reserva, mais do que o do Quinta da Gaivosa, que passou de 1.799$00 (IPC €16,47), para os €45 actuais.

 

Os naturais ganhos de eficiência trazidos pela gestão moderna e pela tecnologia estão muito longe de compensar o enorme aumento dos custos de produzir e vender uma garrafa de vinho

 

Se o Douro estava a começar a dar que falar nos “não Porto”, o Alentejo era já, há vários anos, a região líder de vendas, com marcas de volume e vinhos de “conhecedores”. Nos lugares cimeiros, Mouchão, claro. O vinho de 1992 era proposto por 2.995$00 (IPC €27,42), um preço que o colocava no topo da oferta Alentejo da feira. A colheita mais recente do Mouchão compra-se por €50, uma valorização bem interessante, mais ainda se pensarmos que, entretanto, surgiu o Mouchão Tonel 3-4 e o que era então o “grande vinho” passou a “segundo vinho”.

Nome consagrado já era, na altura, o Reguengos Garrafeira dos Sócios. Também estava a ser lançada a colheita de 1992, por 1.735$00 (IPC €15,89). Muito bem, a valorização da marca ao longo destas três décadas, já que custa, hoje, €30. O que significa que o consumidor continua a vê-lo como vinho de topo, produzido em quantidades limitadas, sem lhe associar o “estigma de preço” de adega cooperativa.

Não se pode falar do Alentejo dos anos 90 sem mencionar Cartuxa. Curiosamente, no catálogo de 1996 não há Cartuxa tinto, não sei porquê (no ano seguinte, entrou o Cartuxa Reserva 1994, a 1.295$00). Mas havia o Cartuxa branco 1994. E custava 745$00 (IPC €6,82), valorizando desde então até aos €16, o que é muito bom. Tenhamos presente que, há três décadas, os vinhos brancos valiam quase metade dos tintos. Para um branco se aproximar dos 1.000$00 tinha de ser um Alvarinho ou então algo de muito especial em termos de notoriedade. Era o caso do Quinta dos Carvalhais de 1994, o vinho branco mais caro da feira, custando 1.195$00 (IPC €10,94). Hoje vale somente €9,90. A ter em conta: a linha Quinta dos Carvalhais tem passado por diversos reposicionamentos. Mas, sobretudo, em 1996, Quinta dos Carvalhais era a marca mais “in” do Dão, com a adega mais moderna e sofisticada de Portugal. O branco Carvalhais valia então mais do que o famoso Casa de Santar Reserva tinto. Deste, a colheita de 1992 custava 795$00 (IPC €7,28); hoje compramos a versão mais recente por €14,50.

Do Dão para a Bairrada, e para os dois nomes mais emblemáticos dos anos 90 na região, Casa de Saima e Luís Pato. O Casa de Saima Garrafeira 1991 era um vinho de enorme prestígio, mais do que justificado, diga-se, pois ainda hoje este tinto em concreto está grandioso (eu sei porque ainda tenho umas garrafas…). Custava 3.295$00 (IPC €30,17), mais caro do que o Ferreirinha Reserva Especial! O Casa de Saima Garrafeira (no mercado está o 2015) compra-se, agora, por €58, uma valorização sem dúvida importante, mas menor do que então prometia. Já o Luís Pato Vinhas Velhas de 1992 valia 2.199$00 (IPC €20,13) e uma colheita recente custa €17,50. Mas atenção: o Vinhas Velhas era então o topo de Luís Pato, pois Vinha Pan, Vinha Barrosa, Quinta do Ribeirinho Pé Franco, ainda não tinham surgido no mercado. Com a chegada destes, o Vinhas Velhas tomou um lugar mais abaixo na hierarquia.

 

O Ferreirinha Reserva Especial 1986, custava 3.249$00, algo como €29,75 aos dias de hoje, com actualização da inflação. Seria bom comprar uma garrafinha de Reserva Especial por esse preço, não era?

 

Para finalizar esta viagem a 1996, dois vinhos de outro tipo, um espumante e um Porto. No catálogo de 1996 está o Quinta das Bágeiras Super Reserva branco 1993, vendido por 925$00 (IPC €8,47) e que se compra agora por €17. Uma valorização muito consistente, sobretudo se considerarmos que, na altura, o produtor fazia muitíssimo menos espumante do que faz hoje.

O Porto é a categoria de vinho que menos valorizou (ou, dito de outra forma, que mais desvalorizou, confrontando o aumento de custos reais vs. preço de venda), mas isso não será propriamente uma surpresa para quem segue o mercado. O Tawny 20 anos da Niepoort era dos mais cotados na época. Custava então 4.945$00 (IPC €45,28) e custa, hoje, €56. Uma valorização apenas virtual, que não compensa o crescimento dos custos de produção e que espelha as dificuldades que a fileira do vinho do Porto atravessa. Recuar no tempo é um exercício fascinante, mas nem todas as memórias nos deixam completamente felizes. L.L.

(Artigo publicado na edição de setembro de 2026)

Conheça os vencedores do Concurso Escolha da Imprensa

O concurso escolha da Imprensa contou com mais de 670 amostras de vinho em prova nas categorias de Espumantes, Rosés, Brancos, Tintos e Fortificados. Com um painel de jurados de excelência foram apurados e agora divulgados todos os resultados. A entrega dos diplomas a todos os premiados decorreu hoje no evento Vinhos & Sabores. Conheça […]

O concurso escolha da Imprensa contou com mais de 670 amostras de vinho em prova nas categorias de Espumantes, Rosés, Brancos, Tintos e Fortificados. Com um painel de jurados de excelência foram apurados e agora divulgados todos os resultados.

A entrega dos diplomas a todos os premiados decorreu hoje no evento Vinhos & Sabores. Conheça todos os vencedores:

Concurso a escolha da imprensa – Grandes Escolhas

 

Vinhos & Sabores 2026: Alentejo é convidado especial

vinhos e sabores

De 17 a 19 de Outubro, a Feira Grandes Escolhas | Vinhos & Sabores regressa à FIL, no Parque das Nações, em Lisboa, com uma boa nova: o Alentejo é a região em destaque desta edição de 2026. De acordo com o programa, o início do certame é marcado pelo anúncio dos resultados dos Prémios […]

De 17 a 19 de Outubro, a Feira Grandes Escolhas | Vinhos & Sabores regressa à FIL, no Parque das Nações, em Lisboa, com uma boa nova: o Alentejo é a região em destaque desta edição de 2026. De acordo com o programa, o início do certame é marcado pelo anúncio dos resultados dos Prémios Escolha da Imprensa, iniciativa que, ao longo de uma manhã, colocou profissionais de diferentes meios de comunicação a provar, às cegas, e aferir perto de 600 vinhos de produção nacional.

Nos dias 17 e 18, há 12 Provas Especiais comentadas a explorar. Trata-se de uma oportunidade única para provar vinhos excecionais, muitos dos quais raridades e colheitas históricas, que convidam a viajar por Portugal, incluindo Açores e Madeira, a somar a dois destinos d’além mar: Califórnia, nos Estados Unidos, e Austrália.

Quanto a 19 de Outubro, o dia é inteiramente dedicado a profissionais.

 

 

Provas Especiais

Passo seguinte? Anote na agenda o dia 17 de Outubro o alinhamento das Provas Especiais, com Justino’s: Uma Viagem no Tempo à boleia de grandes vinhos da Madeira, em particular da longevidade, da complexidade e da identidade de uma das casas históricas da ilha; Arinto de Bucelas: A Tradição de um Grande Branco, dedicada a um dos binómios clássicos e mais antigos, onde os vinhos brancos são uma exclusividade; Poeira: 25 anos a Fazer o Douro à sua Maneira, na qual Jorge Moreira revisita um quarto de século do projecto em nome próprio ao longo de várias colheiras; e O Mundo da Penfolds, dedicada ao universo de uma das mais icónicas casas de vinho australianas. Some a descoberta de vinhos raros e singulares produzidos a partir de variedades pouco conhecidas no Dão: O Tesouro das Castas Esquecidas e os dez vindimas por meio de numa prova vertical que permite acompanhar a evolução de um dos clássicos do Alentejo, a Tapada de Coelheiros: Uma Década de uma Nova Era.

O dia 18 de Outubro é marcado por um novo itinerário vínico, iniciado com a Henriques & Henriques: A Arte de Fazer Madeira, que traz uma selecção de vinhos da Madeira para descobrir a dimensão do tempo da mais antiga empresa na ilha, seguindo-se Monção e Melgaço, A Casta e o Território, onde é explorada a relação entre este território, a casta Alvarinho e o trabalho dos seus produtores, e os Grandes Tintos de 2016, a clássica prova de tintos com dez anos centrada em vinhos de referência de diferentes regiões nacionais. Junte os Vinhos de Talha: o Alentejo antes do Vinho Moderno, que cruza o legado ancestral de vinificação com novas interpretações, os Terroirs de California, nos Estados Unidos, sessão dedicada à descoberta de castas e estilos que distinguem este território e como os produtores interpretam o lugar, e a ilha Terceira: Atlântico como Aliado, onde o poder do Atlântico, aliado aos solos de basalto vulcânico, contribui para a criação de vinhos feitos a partir de castas autóctones, com raízes no século XV.

Para o público em geral, há as habituais sessões do Prove Connosco, a decorrer num pequeno anfiteatro em que os expositores são convidados a fazer apresentações descontraídas e provas de vinhos. A finalidade é potenciar o diálogo entre produtores e consumidores.

 

Gastronomia e arte

A gastronomia volta a ter lugar de destaque através dos showcookings, desta vez com o Alentejo em alta. Sob o mote “Um Alentejano cai sempre bem”, nove chefes vão ter como missão apresentar um prato de autor, com o foco nos produtos alentejanos, e propor o diálogo entre a cozinha e diferentes perfis de vinhos da região. Entre as sugestões culinárias constam as Bochechas de porco preto estufadas em vinho tinto, de Lucas Mendes, o Tártaro de atum com molho ponzu, sorvete de manga e coentros, de Ruben Ferreira (Casa do Gadanha, Estremoz), as Saladas frias do Alentejo, de Adelina Costa, e o Pregado inspirado em sabores históricos, de João Narigueta (Poda e Híbrido, Montemor-o-Novo). Estes momentos são de livre acesso para os visitantes da feira e decorrem às 15h30, às 17h30 e às 19h30 de Sábado e Domingo; às 12h00, 14h00 e 16h00 de Segunda-feira, dia reservado a profissionais.

No capítulo das artes, chega uma das novidades da Feira Grandes Escolhas | Vinhos & Sabores 2026 através da artista Ekaterina Zavodun, que terá um espaço próprio no certame. Além da exposição “If Wine had a Face”, a artista realizará sessões de pintura ao vivo, explorando o vinho enquanto matéria e linguagem artística.

Vinhos & Sabores

Negócio para fora de portas

Face à importância inerente à dimensão internacional, a Feira Vinhos & Sabores 2026 mantém o Business Lounge, área projectada especificamente para a vertente profissional do evento, centrada na criação de negócio. O espaço permite promover reuniões entre produtores portugueses e potenciais parceiros internacionais, com o intuito de fomentar dinâmicas concretas para iniciar contactos, desenvolver relações comerciais e abrir portas para novos mercados.

A aposta na internacionalização está associada à recepção de mais 30 convidados, entre compradores e jornalistas, provenientes de mercados tão diversos, como Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Dinamarca, Finlândia, Grécia, Hungria, Índia, Irlanda, Japão, Macau, Noruega, Países Baixos, Polónia, Singapura, Suíça e Turquia. Paralelamente, conta com uma rede de parceiros e apoios institucionais que inclui o Turismo de Portugal, a AICEP, a ViniPortugal, o Instituto da Vinha e do Vinho e a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana.

 

Programa Provas Especiais comentadas

17 de Outubro

15h30 • Sala 1: Justino’s: Uma Viagem no Tempo (€75)

 

15h30 • Sala 2: O Mundo da Penfolds (€50)

 

17h30 • Sala 1: Arinto de Bucelas: A Tradição de um Grande Branco (€50)

 

17h30 • Sala 2: Dão: O Tesouro das Castas Esquecidas (€50)

 

19h30 • Sala 1: Poeira: 25 anos a Fazer o Douro à sua Maneira (€50)

 

19h30 • Sala 1: Tapada de Coelheiros: Uma Década de uma Nova Era (€50)

 

18 de Outubro

15h30 • Sala 1: Henriques & Henriques: A Arte de Fazer Madeira (€50)

 

15h30 • Sala 2: Vinhos de Talha: o Alentejo antes do Vinho Moderno (€50)

 

17h30 • Sala 1: Monção e Melgaço, A Casta e o Território (€25)

 

17h30 • Sala 2: Terroirs da California (€75)

 

19h30 • Sala 1: Grandes Tintos de 2016 (€75)

 

19h30 • Sala 2: Terceira: Atlântico como Aliado (€50)

 

Para informação completa e vinhos à prova, consultar: https://grandesescolhas.com/vinhosesabores/programa/provas-especiais/

 

Local: FIL, Pavilhão 3 — Parque das Nações, Lisboa
17 e 18 de outubro: 15h00–21h00
19 de outubro: 11h00–18h00 — reservado a profissionais
Bilhete diário com copo: 20 €
Passe de dois dias com copo: 30 €
Informações e bilhetes: vinhosesabores.com

Conheça os compradores e jornalistas estrangeiros presentes no Vinhos & Sabores

Vinhos & sabores

Estão confirmados os convidados (compradores e jornalistas) que estarão presentes na edição deste ano do evento Grandes Escolhas | Vinhos & Sabores, a decorrer entre 17 e 19 de Outubro, na FIL , Parque das Nações, em Lisboa. Com o apoio do Turismo de Portugal, AICEP e Viniportugal, foi possível juntar um extraordinário grupo de […]

Estão confirmados os convidados (compradores e jornalistas) que estarão presentes na edição deste ano do evento Grandes Escolhas | Vinhos & Sabores, a decorrer entre 17 e 19 de Outubro, na FIL , Parque das Nações, em Lisboa.

Com o apoio do Turismo de Portugal, AICEP e Viniportugal, foi possível juntar um extraordinário grupo de profissionais de países como Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Dinamarca, Finlândia, Grécia, Hungria, Índia, Irlanda, Japão, Países Baixos, Polónia, Singapura, Suíça, e Turquia.

Estes profissionais irão estar presentes para estabelecer contactos e relações de negócio com os expositores portugueses presentes na feira, tendo a organização preparado para o efeito um Business Lounge com 10 salas de reuniões e serviços de apoio.

Mas a experiência não termina no evento! Com o apoio da CVR Alentejana, muitos destes importadores participarão ainda numa exclusiva Wine Tour pelo Alentejo, onde terão a oportunidade de conhecer alguns dos produtores mais emblemáticos da região, explorar o território, contactar diretamente com os seus protagonistas e descobrir toda a riqueza e diversidade da cultura, gastronomia e vinhos alentejanos.

 

A Mr. Vertigo é uma empresa grega importadora e distribuidora de vinhos, com uma ligação consolidada ao vinho português. Importa regularmente vinhos de regiões
como Dão, Douro, Lisboa, Vinho Verde e Porto. O objectivo é estabelecer novas parcerias e continuar a diversificar o seu portefólio de vinhos portugueses no mercado grego.

A BILLA AG é uma das principais cadeias de retalho alimentar da Áustria e integra o Grupo REWE. A BILLA conta com cerca de 1.000 pontos de venda na Áustria e está também presente em vários mercados da Europa Central e Oriental, nomeadamente em Itália, Eslováquia, República Checa, Croácia, Hungria, Roménia, Bulgária e Lituânia.

A Einfach guter Wein é uma loja especializada em vinhos localizada em Viena, focada em vinhos de média-alta e elevada qualidade, pouco disponíveis no mercado austríaco. A sua oferta dirige-se sobretudo a consumidores e apreciadores de vinho, colecionadores e clientes de perfil premium. O objetivo é descobrir produtores independentes e verdadeiros “hidden treasures” do vinho português, com potencial para conquistar um espaço diferenciado no mercado austríaco.

A Nordalco Oy é uma empresa finlandesa importadora e distribuidora de vinhos, com uma forte presença no canal HoReCa, que representa cerca de 50% do seu volume de negócios.

A Château Brillant é uma empresa belga dedicada ao vinho, com atividade de aconselhamento e comercialização para particulares, restauração e empresas, sediada em Pollare, Ninove. A empresa é liderada por Wouter De Nul, Wereldwijnmeester e Maître Sommelier, com uma vasta experiência na descoberta, seleção e divulgação de vinhos de diferentes regiões do mundo.

A VINOTTO GIDA TURIZM PAZ.DIS.TIC. LTD. STI. é uma empresa turca com uma relação de quase 15 anos com os vinhos portugueses, desenvolvendo atividade de importação e comercialização no mercado turco. A empresa já possui experiência com vinhos da região do Porto, procurando agora alargar o seu conhecimento e portefólio a outras regiões vitivinícolas portuguesas.

A Oliven & Öl Handelshaus AG é uma empresa suíça, sediada em Zurique, especializada na importação e comercialização de produtos alimentares gourmet. Com um posicionamento focado em produtos de nicho e de elevada qualidade, a empresa privilegia marcas e produtores de pequena dimensão, em detrimento de produtos de produção massificada.

A César Ritz Colleges Switzerland é uma instituição suíça de referência na área da Hotelaria, Hospitality e Gastronomia, com uma forte ligação ao sector do vinho e da restauração. A instituição dedica particular atenção aos vinhos portugueses, que são regularmente abordados em aulas e provas comparativas.

A One Minor Group, liderada por Patrick Sng, é uma das principais plataformas de venda online de vinhos, espirituosas e sake em Singapura, através da OneCellar. Conta atualmente com 12 prestigiadas marcas portuguesas no seu portefólio.

A Aromatic Status é uma empresa húngara de importação e exportação, especializada na comercialização de produtos portugueses na Hungria e noutros mercados da Europa de Leste, nomeadamente na Eslováquia e Roménia. A empresa trabalha com diferentes categorias de produtos, incluindo azeite, café, conservas de peixe e vinhos. A participação no evento representa assim uma oportunidade para alargar o atual portefólio e reforçar a presença dos vinhos portugueses na Hungria e nos mercados vizinhos.

A iDrinks, integrada na RiMiKer Plus Kft., é uma das principais redes de retalho da Hungria especializada em vinhos e bebidas espirituosas. A empresa desenvolve a sua atividade através de três lojas físicas, uma plataforma online e uma sala de provas, combinando a comercialização de vinhos com uma forte componente de educação e contacto direto com os consumidores. O vinho português assume uma presença relevante no seu portefólio, que a empresa pretende continuar a desenvolver.

A Roadster Magazine é uma revista de lifestyle sediada em Budapeste, com uma edição online e uma edição impressa, publicada desde 2017. O objetivo é apresentar a diversidade e a riqueza da produção vitivinícola portuguesa, explorando as diferentes regiões, estilos e identidades dos seus vinhos e mostrando o lugar que ocupam no panorama vitivinícola europeu.

A Weinwirtschaft é uma publicação alemã especializada no setor do vinho, integrada num grupo editorial que inclui também títulos de referência como a VINUM e a Weinwisser. Com uma forte experiência na cobertura do setor vitivinícola, a publicação tem desenvolvido diversos trabalhos dedicados aos vinhos portugueses e ao enoturismo.

A Portugal Wijn Import é uma empresa neerlandesa especializada na importação e divulgação de vinhos portugueses, com uma forte ligação ao mercado profissional e à promoção dos vinhos de Portugal nos Países Baixos. A empresa desenvolve também atividades de enoturismo e organiza viagens gastronómicas e vínicas a Portugal.

A James Nicholson Wine é uma empresa irlandesa especializada na importação e distribuição de vinhos, com uma presença consolidada no mercado irlandês. A empresa trabalha regularmente com vinhos portugueses. A participação permitirá também acompanhar a evolução da produção vitivinícola portuguesa e identificar novas referências com potencial para complementar a oferta atualmente disponível no mercado.

A Husted Vin é uma empresa dinamarquesa de importação e comercialização de vinhos, sediada em Copenhaga, integrada num grupo que reúne lojas de vinhos, wine bars e restaurantes. A empresa apresenta um portefólio diversificado, com particular atenção a vinhos de produtores independentes e a estilos diferenciadores, incluindo vinhos naturais, biológicos, biodinâmicos e de baixa intervenção.

A Cerville Investments é uma empresa polaca especializada na importação e distribuição de vinhos e bebidas espirituosas, sediada em Varsóvia. A empresa conta com um portefólio diversificado de vinhos de diferentes regiões do mundo, complementado por uma seleção de bebidas espirituosas, com especial atenção a produtos de caráter artesanal e diferenciador.

A Lusostar é uma empresa suíça dedicada à importação e comercialização de produtos portugueses, com uma presença consolidada no mercado suíço. No setor dos vinhos, trabalha atualmente com produtores de diferentes regiões de Portugal, incluindo algumas regiões do Norte, mantendo-se aberta a novas parcerias.

A Vila Porto Vinhos é uma empresa brasileira dedicada à importação e comercialização de vinhos, com interesse consolidado na oferta vitivinícola portuguesa. Para esta edição, pretende sobretudo identificar novos produtores portugueses com potencial para integrar e diversificar o seu portefólio no mercado brasileiro.

A Elan Distribution é uma empresa indiana de importação e distribuição de vinhos, bebidas espirituosas e outras bebidas, sediada em Nova Deli. A participação no evento constitui uma oportunidade para aprofundar o contacto com a produção vitivinícola portuguesa e conhecer novos produtores e referências que possam complementar a sua atual oferta no mercado indiano.

A BOTELLA Pte Ltd é uma empresa sediada em Singapura, especializada na importação e distribuição de vinhos, com um foco particular em vinhos espanhóis e italianos. Embora ainda não tenha explorado de forma significativa a oferta vitivinícola portuguesa, a empresa vê Portugal como uma extensão natural do seu atual portefólio de vinhos ibéricos.

A Vinos Yamazaki é uma empresa japonesa de importação e comercialização de vinhos, com experiência consolidada no mercado português. A empresa já trabalha com vinhos portugueses e pretende continuar a desenvolver e diversificar o seu portefólio.

A Sol Deli Kft. é uma empresa húngara sediada em Budapeste, dedicada à comercialização de produtos alimentares, com uma oferta centrada em produtos de origem mediterrânica. A empresa trabalha com produtos provenientes de países como Portugal, Espanha, Itália e Grécia, dando particular atenção a produtos artesanais e de pequenos produtores.

A Iberian Aesthetics é uma empresa espanhola dedicada à comercialização de produtos e referências de origem ibérica, com interesse particular na descoberta e desenvolvimento de produtos portugueses com potencial para o mercado espanhol.

Vinhos & Sabores 2026 – Provas Especiais à venda

provas

São já conhecidos os temas das Provas Especiais no próximo Grandes Escolhas Vinhos & Sabores, o maior evento vínico realizado em Portugal e que, este ano, tem lugar entre os dias 17 e 19 de Outubro, na FIL (Parque das Nações). Tal como habitualmente, as provas serão apresentadas e comentadas por profissionais de referência e […]

São já conhecidos os temas das Provas Especiais no próximo Grandes Escolhas Vinhos & Sabores, o maior evento vínico realizado em Portugal e que, este ano, tem lugar entre os dias 17 e 19 de Outubro, na FIL (Parque das Nações). Tal como habitualmente, as provas serão apresentadas e comentadas por profissionais de referência e abrangem muitas das mais prestigiadas marcas da actualidade, incluindo grande número de vinhos raros há muito esgotados no mercado.

As Provas Especiais deste ano são as seguintes:

Sábado 17 de Outubro

15h30 – Justino’s – Uma viagem no tempo – Apresentado por Rui Viegas, Director Comercial e Wine Educator da Justino’s Madeira Wines

15h30 – O mundo da Penfolds – Apresentado por Toby Amphlett, Brand Ambassador da Penfolds

17h30 – Arinto de Bucelas, a tradição de um grande branco – Apresentado por Enólogos Nuno Cancela de Abreu, Bernardo Cabral, Paulo Laureano,Alfredo Milne e Carmo, Nuno Faria

17h30 – Dão, o tesouro das castas esquecidas – Apresentado por: Paulo Nunes, enólogo da Passarella e Sónia Martins, enóloga da Lusovini

19h30 – Poeira: 25 anos a fazer o Douro à sua maneira – Apresentado por: Jorge Moreira, produtor e enólogo

19h30 –Tapada de Coelheiros: uma década de uma nova era – Apresentado pelo produtor Alberto Weisser e o enólogo Luís Patrão

Domingo 18 de Outubro

15h30 – Henriques & Henriques, a arte de fazer Madeira – Apresentado por Fernanda Martins – Madeira Wine Specialist pelo IVBAM

15h30 – Vinhos de Talha: o Alentejo antes do vinho moderno – Apresentado por Nuno Oliveira Garcia, crítico de vinhos da Grandes Escolhas

17h30 – Monção e Melgaço, a casta e o território – Apresentado por Luís Lopes, crítico de vinhos da Grandes Escolhas

17h30 – Terroirs da California – Apresentado por Ivo Peralta, Wine Educator e Brands Account Manager e Mafalda Almeida, Brands Director da Luxury Drinks

19h30 – Grandes Tintos de 2016 – Apresentado por João Paulo Martins, crítico de vinhos da Grandes Escolhas

19h30 – Vinhos da Terceira: Atlântico como aliado – Apresentado por Miguel Ferreira crítico de vinhos da Revista Grandes Escolhas, Sandro Mendonça, da Adega dos Sentidos, Rui Martins, da Casa Agrícola, e Luís Vasco Cunha, da Materramenta

Os lugares são muito limitados, consulte as listas dos vinhos em prova e faça a sua reserva través do link: Provas Especiais – Grandes Escolhas

Provas

CAVES SÃO JOÃO: 106 anos de um ex-libris bairradino

Caves São João

Desde 2010, ano em que se inicia o percurso rumo ao centenário, ocorrido em 2020, as Caves São João mantêm a tradição de aliar a efeméride ao lançamento de vinhos que, de algum modo, vincam a coerência desta empresa, cuja história e percurso se confundem com a da própria região. Neste que foi o 106º […]

Desde 2010, ano em que se inicia o percurso rumo ao centenário, ocorrido em 2020, as Caves São João mantêm a tradição de aliar a efeméride ao lançamento de vinhos que, de algum modo, vincam a coerência desta empresa, cuja história e percurso se confundem com a da própria região. Neste que foi o 106º aniversário, juntaram-se, à celebração, os proprietários e administradores que, em 2022, adquiriram a quase totalidade do capital social da sociedade e, atualmente, gerem os destinos desta casa centenária. Aos rostos dos empresários Fernando Sapinho, Paulo Morgado, Nuno Ramos, Mário Mateus, Enrique Castilblanques e Mário Vigário aliamos o rosto visível da serenidade que mantém as Caves São João no alinhamento com a sua identidade, Célia Alves.

Se dúvidas havia sobre o futuro da Caves São João, as mesmas têm sido dissipadas pela consciencialização de que o negócio do vinho possui características muito especiais, nomeadamente, onde o fator tempo se constitui como vetor fundamental para a solidez de qualquer projeto. Fernando Sapinho, um dos sócios e igualmente administrador desta casa, e empresário de relevância internacional no setor imobiliário, vincou a forte perceção de que o tempo é de investimento, no sentido de incrementar a implantação das Caves São João no mercado nacional e internacional. Nestes últimos quatro anos, esta ação é visível, sobretudo, na ampliação da área de vinha da Quinta do Poço do Lobo, localizada na freguesia da Pocariça, onde atualmente se vislumbram mais de 40 hectares de vinha contínua, tornando-a a maior do concelho de Cantanhede. Se, no início, houve uma certa tentação de mudança, incluindo de imagem, hoje existe consenso e firme convicção que é a identidade clássica das Caves que lhe garantem o prestígio.

106 anos, 106 meses

Foi sob o mote “106 Anos, 106 Meses”, que as Caves São João procederam a um realinhamento da marca primordial, apresentando, como novidade, o espumante DOC Bairrada Caves São João Branc de Blancs Velha Reserva, elaborado exclusivamente com a casta Chardonnay e com uns notáveis 106 meses de estágio. A casta internacional não é estranha a esta casa. Na verdade, é a base preferencial, a par com a Pinot Noir, para a elaboração de espumantes desde 1930, à data sob a coordenação do enólogo francês Gaston Mennesson.

À semelhança do que ocorria nos primórdios, a marca Caves São João redefine o seu posicionamento e passa a ser somente reservada aos vinhos e espumantes de superior qualidade em edições únicas ou de colheitas que se destaquem em anos de qualidade absolutamente excecional. Afiançamos que a estreia deste novo posicionamento da marca foi auspiciosa, tendo dado origem a um espumante memorável, mesmo dentro da história deste tipo de vinho firmado na grandeza no âmbito do portefólio da Caves São João.

 

Caves São João

DOC Bairrada Caves São João Branc de Blancs Velha Reserva, elaborado exclusivamente com a casta Chardonnay e com 106 meses de estágio

 

Boas novas e um Frei João renovado

Da colheita de 2023, chega-nos a mais recente edição do espumante Quinta do Poço do Lobo Baga Bairrada, um bruto natural com uma interpretação mais exigente dos espumantes que ostentam a referida logomarca, por uma valorização de estágios cada vez mais longos. Com uma produção de 73 mil garrafas, este espumante beneficia já do aumento da área de vinha da Pocariça, onde, na última restruturação e plantação, se apostou mais nas castas locais, como Baga, Touriga Nacional, Moreto e Castelão Nacional (Camarate), nas tintas, e as brancas Arinto, Cercial da Bairrada, Maria Gomes e Bical.

O portefólio da Quinta do Poço do Lobo fica completo com as mais recentes edições do Quinta do Poço do Lobo Reserva branco, um Arinto da colheita de 2023, com fermentação inicial em inox, a qual termina em barricas de carvalho francês avinhadas, e um estágio em garrafa de dois anos antes de ser lançado no mercado; o Quinta do Poço do Lobo Baga e Pinot Noir rosé, da colheita de 2025, fruto de uma vindima mais precoce para melhor preservação da acidez e frescura; o Quinta do Poço do Lobo Reserva tinto, da colheita de 2021, elaborado, maioritariamente, a partir de Baga e Touriga Nacional, e acrescido por um pequeno complemento de Cabernet Sauvignon. A última boa nova, que agora entra na família, é o Quinta do Poço do Lobo Colheita Tardia 2023, um vinho singular, elaborado a partir da casta internacional responsável pelos grandes Sauternes, a Sémillon, caracterizada pelo seu apodrecimento nobre e forte concentração de açúcares.

Por fim, é na marca ícone Frei João, nascida na década de 50 do século passado, que surge a maior novidade. A garrafa que revolucionou a rotulagem com o uso cortiça surge, agora, em modelo Borgonha, com um Chardonnay estreme da colheita de 2025, dotando este nome de outra transversalidade, fiel a uma cultura aliada a grandes castas internacionais, influenciadas, claro está, pelo terroir de forte pendor atlântico.

(Artigo publicado na edição de Agosto de 2026)

 

 

QUINTA DA LAGOALVA: Vinhos de Verão em alta

Lagoalva

As apresentações de novos vinhos vão ajudando a descobrir uma Lisboa antiga, que se renova por dentro. Antigos palácios e palacetes, outrora decadentes e, acima de tudo, escondidos pela teia de vielas que rendilham as encostas da cidade vão, pouco a pouco, sendo descobertos pelos tecelões do Portugal is so nice e ‘ressuscitados’ em hotéis […]

As apresentações de novos vinhos vão ajudando a descobrir uma Lisboa antiga, que se renova por dentro. Antigos palácios e palacetes, outrora decadentes e, acima de tudo, escondidos pela teia de vielas que rendilham as encostas da cidade vão, pouco a pouco, sendo descobertos pelos tecelões do Portugal is so nice e ‘ressuscitados’ em hotéis chiques, com rooftops sensacionais a oferecer a vista para as colinas e com pequenos jardins, onde bares e cadeirões proporcionam a vida glamourosa das férias.

Foi num ambiente assim, no Hotel The One Palácio da Anunciada, na rua das Portas de Santo Antão, que a Quinta da Lagoalva de Cima apresentou algumas das suas novidades para o Verão de 2026. Pedro Pinhão, administrador com o pelouro da enologia, trouxe parte da sua equipa, para alguns momentos descontraídos, acompanhados por finger food saborosa para os presentes debicarem ao longo de uma tarde agradável, onde o calor do sol era modulado por uma brisa suave e por sombras da tarde que, lentamente, cobriam o jardim.

Segundo Pedro Pinhão, os vinhos de 2025 são mais elegantes e frescos do que os correspondentes a 2024. Já há anos que os Lagoalvas, em especial nas suas gamas de entrada, mostram uma saudável contenção alcoólica. Muitos vinhos estão nos 12% ou apresentam um teor alcoólico bastante menor, o que os torna uma opção sensata para o a época de veraneio, quando queremos vinhos refrescantes que não castiguem pelo peso a opção por um segundo copo.

 Lagoalva
Os enólogos Pedro Pinhão e Luís Paulino

 

 

Bolhas e nova edição de Alfrocheiro

As novidades no campo das bolhas também são muito relevantes. O Pét Nat é muito limpo. É o que eu chamo de Pét Nat de enólogo, pois não deixa que os ‘aromas-off’ tomem conta do vinho. Simples, vivo, refrescante, mas sempre muito focado, é o que se espera de uma boa companhia à mesa ou para desfrutar em modo cocktail.

Mas a grande surpresa veio do espumante Lagoalva Reserva, com quatro quintos de Arinto e o um quinto de Alfrocheiro. Nada distingue no rótulo este novo lançamento dos anteriores, embora a marca ‘L-081241’ na garrafa o permita distinguir. Este é todo da colheita de 2023 e é sensacional. Consegue o raro milagre de equilibrar uma fruta cítrica jovem com suaves tostados do estágio em garrafa, a puxar para o estilo do Norte de França. Ainda por cima, com um preço muito comedido. Recomendo-o sem hesitar!

Finalmente, destaque para a nova edição do Alfrocheiro de 2024 de produção biológica. Alfrocheiro é sempre uma casta rara, com incidências no Dão e no Alentejo. No entanto, esta vinha já adulta vai alimentando o tinto topo de gama da casa em modo lote, entra no espumante o qual mencionei acima, aparece em lote com Syrah e ainda em modo estreme neste Grande Reserva, que agora é biológico. A beleza desta casta tinta é esta leveza e alegria.

(Artigo publicado na edição de Agosto de 2026)