Raridades vínicas à venda on-line

Grapesoul.pt é um site que recentemente entrou em actividade e foi construído e promovido por Joana Barreto, chefe de sala de restaurante, enófila militante e frequentadora do curso de escanção. Joana nasceu no mundo dos vinhos, através de seu pai, José Gonçalves, proprietário do restaurante As Colunas, no concelho da Amadora. José é um coleccionador […]
Grapesoul.pt é um site que recentemente entrou em actividade e foi construído e promovido por Joana Barreto, chefe de sala de restaurante, enófila militante e frequentadora do curso de escanção. Joana nasceu no mundo dos vinhos, através de seu pai, José Gonçalves, proprietário do restaurante As Colunas, no concelho da Amadora. José é um coleccionador de vinhos e bebidas espirituosas desde há longa data e tem neste momento um património vínico invejável. Joana está agora a reunir algum desse património e a vendê-lo on-line, agrupado por temas. Tem assim vinhos com temas como “Década de 80”, “região do Dão” ou a “Casa Ferreirinha”, entre outros. A nível nacional são seis categorias, com preços entre os 100 e os 1.400 euros. O número de garrafas de cada conjunto oscila entre as 4 e as 6.
O site inclui ainda um conjunto de whiskies velhos, com 4 garrafas. O preço pedido é 1.200 euros. Joana quer ir juntando mais conjuntos ao site nos próximos tempos.
Não sabemos como estará o vinho em qualquer uma das garrafas, mas a julgar por uma prova alargada que aí fizemos há alguns meses, com vinhos velhos, a maioria dos néctares encontrava-se ainda em bom estado. Alguns mesmo num nível extraordinário. Pode, aliás, consultar os resultados na edição 13, de Maio de 2018 da Grandes Escolhas.
Adega de Palmela tem nova direcção

Ângelo Machado é o nome do novo Presidente do Conselho de Administração da Adega de Palmela. Ângelo é associado desde 1996, neto de um dos fundadores da cooperativa e tem ligações profissionais na área dos recursos humanos e informática. Sobre este novo desafio, Ângelo Machado assegura que quer “continuar a realizar o bom trabalho que […]
Ângelo Machado é o nome do novo Presidente do Conselho de Administração da Adega de Palmela. Ângelo é associado desde 1996, neto de um dos fundadores da cooperativa e tem ligações profissionais na área dos recursos humanos e informática.
Sobre este novo desafio, Ângelo Machado assegura que quer “continuar a realizar o bom trabalho que tem sido feito pela marca Adega de Palmela e contribuir para a modernização da Adega e valorização dos seus produtos.”
Na eleição entraram ainda dois outros associados, Ana Silva e André Caldeira, pertencentes a famílias desde sempre ligadas ao sector da vitivinicultura. Ambos integram assim o novo Conselho de Administração da Cooperativa. Ana Silva é licenciada em Direito e exerce advocacia desde 1995. André Caldeira é empresário nas áreas da produção audiovisual, distribuição de conteúdos e hotelaria.
Segundo a Grandes Escolhas apurou, a enologia da casa continua entregue a Luís Silva.
Com 63 anos, a Adega de Palmela é uma das mais antigas da Península de Setúbal.
Miguel Laffan vai chefiar Porto Santa Maria

No ano em que comemora 40 anos, o chef Miguel Laffan encerra um ciclo de vida e do seu percurso profissional e regressa à sua terra natal, para liderar a cozinha do Porto Santa Maria. “Cresci em Cascais, cidade pela qual sou apaixonado e senti que estava na hora de voltar às minhas raízes”, afirmou […]
No ano em que comemora 40 anos, o chef Miguel Laffan encerra um ciclo de vida e do seu percurso profissional e regressa à sua terra natal, para liderar a cozinha do Porto Santa Maria. “Cresci em Cascais, cidade pela qual sou apaixonado e senti que estava na hora de voltar às minhas raízes”, afirmou ele. “Este ano farei 40 anos e há 20 que estava fora da minha terra natal. É o momento perfeito para voltar, com toda a experiência que acumulei neste percurso tão rico de experiências e memórias”.
Para além de ser novo chef executivo, Miguel Laffan faz também parte da estrutura accionista do Porto Santa Maria. O comunicado de imprensa indica que “Miguel chega com vontade de levar este espaço para uma nova fase da sua história, reconquistar clientes do passado e de seduzir novos amantes da cozinha costeira, homenageando sem truques nem fantasias o melhor que Portugal tem – o seu peixe e marisco”.
Miguel Laffan, recorde-se, chefiava há oito anos a cozinha do LAND Vineyard’s, em Montemor-o-Novo. Aqui conquistou uma estrela Michelin, ainda a única na restauração Alentejana.
Sob os comandos de Laffan ficará ainda o seu espaço no Mercado da Ribeira – “Miguel Laffan” – e a consultoria ao restaurante Atlântico no Monte Estoril, este último com rasgos de cozinha de autor contemporânea, à beira-mar. Laffan é ainda Embaixador da TAP, no programa “Taste the Stars”, e da marca de bacalhau Riberalves.
Whisky Cutty Sark vai ser distribuído pela Gran Cruz

Em Dezembro de 2018, o grupo Edrington vendeu a marca Cutty Sark Scotch Whisky à gigantesca distribuidora francesa La Martiniquaise-Bardinet, por cá mais conhecida pela empresa Gran Cruz, de que é proprietária. Na sequência dessa aquisição, a distribuição em Portugal da marca Cutty Sark passou para as mãos da Companhia União dos Vinhos do Porto […]
Em Dezembro de 2018, o grupo Edrington vendeu a marca Cutty Sark Scotch Whisky à gigantesca distribuidora francesa La Martiniquaise-Bardinet, por cá mais conhecida pela empresa Gran Cruz, de que é proprietária. Na sequência dessa aquisição, a distribuição em Portugal da marca Cutty Sark passou para as mãos da Companhia União dos Vinhos do Porto e Madeira, a empresa de distribuição do Grupo Gran Cruz em terras lusas. Até esta data, a Cutty Sark vinha sendo distribuída pela Sogrape desde 2001. Jorge Dias, director-geral da Gran Cruz considera que “o Cutty Sark é um grande whisky escocês e um ícone do segmento em Portugal, pelo que a distribuição do Cutty Sark consolida a nossa posição como um dos principais distribuidores de vinhos e destilados em Portugal, juntando-se ao nosso portefólio de marcas internacionais como Label 5, Glen Moray, vodka Poliakov, bem como aos vinhos do Porto e do Douro das marcas Porto Cruz, Dalva e Quinta de Ventozelo”.
Solar das Bouças muda de mãos

O Solar das Bouças, situado a 15 Kms de Braga, foi vendido pela família Van Zeller a uma sociedade de investimentos onde pontua um industrial da área têxtil, António Ressurreição. Este empresário, de 61 anos, disse-nos que foi “uma compra de paixão”, e a primeira que faz no mundo da vinha: “antes era apenas um […]
O Solar das Bouças, situado a 15 Kms de Braga, foi vendido pela família Van Zeller a uma sociedade de investimentos onde pontua um industrial da área têxtil, António Ressurreição. Este empresário, de 61 anos, disse-nos que foi “uma compra de paixão”, e a primeira que faz no mundo da vinha: “antes era apenas um apaixonado dos vinhos à mesa”, gracejou. A aquisição compreendeu terra, imobiliário e marcas, que vão continuar. António Ressurreição, residente em Braga mas nascido em Barcelos, não quer apenas continuar com o que existia: “não posso ainda divulgar nada de concreto mas tenho ideias muito ambiciosas para este projecto, que, a ser concretizado, será um marco importante e interessante nesta região de Braga”. O empresário só irá revelar mais pormenores em 2019. A única alteração, para já, é a entrada do experiente Fernando Moura para a consultoria de enologia.
O Solar dos Bouças (e algumas parcelas adjacentes ou próximas) era pertença de cinco irmãos Van Zeller . Os dois mais ligados ao vinho, Álvaro e Fernando, ainda tentaram ficar com a propriedade, mas, disse-nos Álvaro, “as tornas eram muito elevadas”. Não foram divulgados valores da transacção.
Recorde-se que a quinta se estende por 37 hectares (22,5 de vinhas) e possui um majestoso solar. A propriedade, que remonta ao séc. XVIII, tem tido uma vida atribulada, mudando de mãos por três vezes nos últimos 50 anos. Segundo se pode ler no site da marca, o Solar das Bouças, em estado de abandono, foi adquirida por Albano Castro Sousa, “que o transformou numa das mais respeitadas casas produtoras de Vinho Verde e um dos primeiros a apostar nas potencialidades dos vinhos de quinta”. Mais tarde, já nos anos 90, a propriedade foi vendida à Quinta do Noval, pertença da família van Zeller. Quando o Noval foi alienada para o grupo AXA Millésimes, o Solar das Bouças passou para as mãos de Fernando van Zeller. Este empresário renovou as casas da propriedade, incluindo a reconstrução total do magnífico solar. (António Falcão)
Honore: celebrar o Crasto com vinhos extraordinários

TEXTO Mariana Lopes FOTOS Quinta do Crasto Quatrocentos anos de Quinta do Crasto, cem na família de Leonor e Jorge Roquette. Um motivo mais do que suficiente para celebrar, e ainda mais para lançar grandes vinhos: um Douro, Honore tinto 2015, e um Porto, Honore Very Old Tawny. Em 1615, a propriedade passa a ser […]
TEXTO Mariana Lopes
FOTOS Quinta do Crasto
Quatrocentos anos de Quinta do Crasto, cem na família de Leonor e Jorge Roquette. Um motivo mais do que suficiente para celebrar, e ainda mais para lançar grandes vinhos: um Douro, Honore tinto 2015, e um Porto, Honore Very Old Tawny.
Em 1615, a propriedade passa a ser conhecida pelo nome actual e, no início do século XX, Constantino de Almeida, avô de Leonor Roquette, adquire-a. “Honore et Labore” é a máxima do Crasto e o que se lê no seu logo. “Quando vi a Quinta do Crasto, em 1962, apaixonei-me, perguntei de quem era a propriedade e casei-me com a dona, no mesmo ano. Correu-me bem. Felizmente, mantenho ambas as paixões”, declarou Jorge Roquette.
O tinto Honore 2015 tem origem nas centenárias Vinha da Ponte e Vinha Maria Teresa, parcelas que são o “ex-libris” do Crasto, com 1.96 hectares e 4.7, respectivamente. “Estas vinhas são dois quebra-cabeças para a enologia e a viticultura”, contou o enólogo Manuel Lobo. De características ímpares e franca beleza natural, dão nome a dois vinhos igualmente únicos, mas agora unem-se para criar um vinho irresistível e sedutor. O lote divide-se em 71% de uvas da Maria Teresa e 29% da Ponte e, segundo Manuel Lobo, “É um vinho onde não existe intervenção enológica”. São 1615 garrafas Magnum, em jeito de homenagem aos 400 anos, vendidas juntamente com um livro escrito por Gaspar Martins Pereira sobre a Quinta do Crasto, e uma embalagem especial. O conjunto tem o valor de 1000 euros.
Já o Honore Very Old Tawny é uma autêntica jóia do espólio da Quinta. Os três cascos deste Vinho do Porto lendário estavam guardados desde a época de Constantino de Almeida, que já os trouxe para o Crasto, tendo envelhecido por mais de um século. Engarrafado em 400 decanters em 2015, um por cada ano de história, inseridos numa embalagem luxuosa desenhada pela Omdesign, estes foram feitos em cristal puro, prata trabalhada à mão, madeira de nogueira totalmente maciça e alcântara cozida manualmente. Uma preciosidade de intensidade, frescura e limpeza surpreendentes, com um preço de 5500 euros. “Neste tawny velho está toda a história da Quinta do Crasto” disse Manuel Lobo. É provar para crer.
Caves São João lança 98 Anos de História

É um vinho do Dão, é branco e da colheita de 2017. Foi este o vinho escolhido pelas Caves São João para dar seguimento à preparação da celebração do centenário da empresa, que decorrerá daqui a dois anos, em 2020. Integrado no projecto “Rumo ao Centenário” e sob a temática 100 Anos de História, esta […]
É um vinho do Dão, é branco e da colheita de 2017. Foi este o vinho escolhido pelas Caves São João para dar seguimento à preparação da celebração do centenário da empresa, que decorrerá daqui a dois anos, em 2020. Integrado no projecto “Rumo ao Centenário” e sob a temática 100 Anos de História, esta casa de Anadia tem vindo a lançar desde 2010, e em cada ano, um vinho comemorativo das diferentes décadas que atravessaram a história da empresa. Desta vez evocou-se a década de 2010 a 2020 e o tema-acontecimento escolhido para a ilustrar foi a descodificação do Genoma Humano, cujo ADN ficou concluído nesses anos. Por isso a rotulagem do vinho vai buscar a inspiração à conhecida espiral de dupla hélice que representa o ADN.
Falando do vinho que foi apresentado à imprensa na Pousada de Viseu, trata-se de um lote feito a partir das castas Encruzado (80%) Cerceal e Malvasia-Fina, ambas com 10% cada. Segundo explicou o enólogo José Carvalheira, houve a preocupação de reduzir ao mínimo a intervenção na adega, de forma a potenciar a grande qualidade da matéria-prima que lhe deu origem e ao mesmo tempo respeitar a memória dos grandes clássicos vinhos brancos do Dão. O vinho fermentou a temperaturas mais elevadas, estagiou sobre borras finas em barricas de madeira usada e foi engarrafado sem estabilização e ligeira filtração.
O resultado é um vinho pleno de subtileza, em que uma inicial austeridade esconde uma grande complexidade aromática com predomínio de notas minerais e vegetal seco. Na boca sobressai a sua frescura com uma acidez viva, aliada a uma grande elegância, deixando antever uma boa parceria à mesa e um excelente potencial de envelhecimento. `
No mesmo almoço foram ainda apresentadas as novidades do Frei João Clássico Bairrada branco 2016 e o Apartado 1 Colheita Tardia Bairrada branco 2016. Mas as principais atenções dos participantes não puderam deixar de se fixar no extraordinário Porta dos Cavaleiros Dão Reserva branco 1984, servido em garrafa magnum. Um dos tais velhos brancos clássicos do Dão que auguram o bom desempenho que se espera do 98 Anos de História.
J.G.
ManzWine construiu nova adega

(na foto, André Manz (à esquerda) com o presidente da Câmara Municipal de Mafra, Hélder Sousa Silva. No grupo estão ainda o filho de André, Bruno Manz, e a mulher Margarida Manz). Situada em Cheleiros, concelho de Mafra (e, portanto, região vitivinícola de Lisboa), a ManzWine é uma empresa produtora de vinhos com mais de uma […]
(na foto, André Manz (à esquerda) com o presidente da Câmara Municipal de Mafra, Hélder Sousa Silva. No grupo estão ainda o filho de André, Bruno Manz, e a mulher Margarida Manz).
Situada em Cheleiros, concelho de Mafra (e, portanto, região vitivinícola de Lisboa), a ManzWine é uma empresa produtora de vinhos com mais de uma década de idade. O seu vinho mais conhecido é o branco Dona Fátima, o único varietal do mundo feito da casta Jampal. André Manz, o proprietário, acarinhou esta casta que encontrou em vinhas velhas que adquiriu, e a casta ajudou a dar-lhe notoriedade e sucesso. De tal maneira que André foi comprando mais terra e vinha e a ManzWine consegue exportar os seus vinhos para 20 países. Contudo, a adega que possuía estava a ficar pequena. Este ano surgiu uma nova, edificada também em Cheleiros e cuja inauguração contou com a presença de várias individualidades, incluindo o Presidente da Câmara Municipal de Mafra, Hélder Sousa Silva. A bênção da adega ficou a cargo do Padre Custódio, ex-pároco de Cheleiros e desde há muito um apoiante do projecto da família.

A nova adega tem capacidade para vinificar até 400.000 litros de vinho. A adega anterior, a antiga Escola Primária de Cheleiros, um dos edifícios mais antigos da aldeia e que havia sido recuperado pedra a pedra pela ManzWine, é agora a sala de barricas, onde se faz o estágio dos melhores vinhos do produtor.
A vertente de Enoturismo da ManzWine tem sido também grande um sucesso, não só pelas visitas como pela loja de vinho, abastecida com os vinhos do produtor.
Para 2019, André Manz espera expandir a sua presença no mercado nacional, até agora reservada a garrafeiras e restaurantes premium. A cadeia de supermercados Intermarché vai ser o veículo desta expansão.