Costa Boal lança primeiro Baga de Trás-os-Montes

TEXTO Mariana Lopes “Trabalhar em Trás-os-Montes é como ser uma criança que chega à Toys’r’Us, porque é das regiões com mais diversidade, e mais para explorar, no nosso país”. Desta forma sucinta, Paulo Nunes, enólogo consultor da Costa Boal Family Estates – produtora dos vinhos Palácio dos Távoras – contou como tem sido a sua […]
TEXTO Mariana Lopes
“Trabalhar em Trás-os-Montes é como ser uma criança que chega à Toys’r’Us, porque é das regiões com mais diversidade, e mais para explorar, no nosso país”. Desta forma sucinta, Paulo Nunes, enólogo consultor da Costa Boal Family Estates – produtora dos vinhos Palácio dos Távoras – contou como tem sido a sua experiência na região onde esta empresa labora. A apresentação de quatro vinhos novos, que se deu por videochamada, aconteceu sob o pretexto de lançar uma nova estrela de Trás-os-Montes: o primeiro monocasta Baga desta região.
António Costa Boal, proprietário, explicou o porquê da decisão de criar um vinho destes: “Em 2010, percebi que precisava de mais vinha de Touriga Nacional e o meu viveirista disse-me que já não tinha, mas que tinha bastante Baga. Perguntou-me como eram os meus solos e eu respondi que tinham bastante argila, e aí ele aconselhou-me a plantar esta casta. Perante o dilema de esperar um ano pela Touriga Nacional ou plantar Baga imediatamente, escolhi a segunda opção. Foi um acidente feliz que nos levou a este vinho”. O produtor esclareceu, ainda, que o nome “Parcela CB”, constante no rótulo do Baga, se deve à sua filha Carolina Boal que tinha apenas cinco anos quando da plantação desta vinha e nela queria passar o seu tempo. Agora, com quatorze, reforça que “quer ser produtora de vinho e diz isso desde pequena”, referiu António Boal.

Paulo Nunes falou sobre esta experiência com a uva original do Dão, mas típica da Bairrada, agora com um pequeno carimbo transmontano no seu passaporte: “Fui muito surpreendido pelo comportamento da casta em Trás-os-Montes, onde tem um perfil um pouco mais quente, mas mantendo a frescura típica da Baga. Tudo isto das castas é muito novo ainda em Portugal, e falta-nos muito tempo para percebermos com certeza que região é que as castas se portam melhor. Desta Baga estava à espera de um desequilíbrio que não existiu, muito pelo contrário. Acho que esta uva que pode ser uma ferramenta bastante interessante para a região”. O que é certo é que a nós também nos surpreendeu, revelando-se um vinho ainda bem jovem mas a dar cartas no perfil fortemente vegetal, com fruto vermelho mas também citrinos verdes como lima e toranja. É elegante e tem franca pureza, com taninos secos e a acabar com leve amargo vegetal, a mostrar a longevidade da casta.
As novidades Palácio dos Távoras Vinhas Velhas branco 2018 (1500 garrafas,€18), Palácio dos Távoras Vinhas Velhas tinto 2016 (3000 garrafas, €18), Palácio dos Távoras Vinhas Velhas Alicante Bouschet tinto 2017 (1200 garrafas, €30) e Palácio dos Távoras Parcela CB Baga tinto 2016 (1200 garrafas, €20), terão nota de prova na edição de Junho da revista Grandes Escolhas.
Governo coloca 10 milhões para apoiar sector do vinho

Para minimizar os efeitos da pandemia, e sem prejuízo dos programas em curso, o Ministério da Agricultura vai colocar 10 milhões de euros do Plano Nacional de Apoio (PNA), dedicado ao sector vitivinícola, em medidas para o sector. Em comunicado, o Ministério explicou que entre as medidas em causa encontram-se a destilação e armazenagem de […]
Para minimizar os efeitos da pandemia, e sem prejuízo dos programas em curso, o Ministério da Agricultura vai colocar 10 milhões de euros do Plano Nacional de Apoio (PNA), dedicado ao sector vitivinícola, em medidas para o sector. Em comunicado, o Ministério explicou que entre as medidas em causa encontram-se a destilação e armazenagem de crise. Maria do Céu Albuquerque, Ministra da Agricultura, anunciou ainda que, relativamente à promoção no mercado interno, vai ser prolongado, até ao final de 2021, o prazo de execução dos projectos contratualizados. Outra deliberação teve a ver com o prazo de análise de candidaturas no âmbito do regime de apoio à reestruturação e reconversão da vinha (Vitis), que foi prorrogado até 30 de Maio.
Estas e outras decisões foram anunciadas pela ministra da Agricultura numa reunião com os conselhos consultivos do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) e do Instituto do Vinho do Douro e do Porto (IVDP), para analisar o impacto da covid-19 no sector.
Six Senses reabre em Junho com grande desconto para profissionais de saúde

O hotel Six Senses Douro Valley, situado numa quinta do século XIX, totalmente renovada e localizada numa colina em pleno vale do Rio Douro, reabre no próximo dia 1 de Junho. Como forma de agradecimento aos mais recentes heróis nacionais, esta estância de luxo criou uma oferta especial para os profissionais de saúde (médicos, enfermeiros […]
O hotel Six Senses Douro Valley, situado numa quinta do século XIX, totalmente renovada e localizada numa colina em pleno vale do Rio Douro, reabre no próximo dia 1 de Junho. Como forma de agradecimento aos mais recentes heróis nacionais, esta estância de luxo criou uma oferta especial para os profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e outros), em que oferece um desconto de 50% sobre as tarifas de alojamento.
As reservas poderão ser feitas desde já e até 17 de Dezembro de 2020, para estadias até este dia, com prova de carteira profissional ou de trabalho no momento da reserva.
Esta campanha aplica-se a quartos de categoria Quinta Deluxe ou superior, e inclui pequeno almoço e possibilidade de upgrade de quarto (sujeito a disponibilidade), entre outras ofertas. Adicionalmente, o Six Senses doará €10 por cada reserva a uma instituição escolhida pelo hóspede.
Mais informações e reservas aqui, ou através dos contactos +351254660600 e reservations-dourovalley@sixsenses.com.
JMV vai implementar cartas de vinho com QR Code em restaurantes

Os restaurantes de Portugal estão destinados a abrir já no dia 18 de Maio, com novas normas de segurança e higiene a cumprir. No entanto, “todo o cuidado é pouco” e os tradicionais menus em suporte físico podem ser uma ameaça à saúde de cada cliente. No sentido de contornar esta questão da melhor maneira, […]
Os restaurantes de Portugal estão destinados a abrir já no dia 18 de Maio, com novas normas de segurança e higiene a cumprir. No entanto, “todo o cuidado é pouco” e os tradicionais menus em suporte físico podem ser uma ameaça à saúde de cada cliente. No sentido de contornar esta questão da melhor maneira, a distribuidora JMV – José Maria Vieira está a apoiar os seus parceiros da restauração na implementação de cartas de vinho digitais com leitura QR Code, de forma gratuita. Com este sistema, os clientes poderão ler um código QR no restaurante com o seu smartphone, que abrirá uma carta de vinhos digital no seu dispositivo pessoal.
Ana Montenegro, Gestora de Comunicação e Relações Públicas da JMV, explica: “Mais do que vender, queremos ajudar os nossos parceiros a reerguer os seus negócios. Para isso, disponibilizamos o nosso apoio ao nível da implementação das novas regras de higiene e segurança, nomeadamente com a introdução dos menus digitais, de forma totalmente gratuita. Numa altura de grande imprevisibilidade como esta, faremos todos os esforços para ajudar o setor da restauração a ajustar-se à vida pós Covid-19”.
Primeira colheita Kranemann vai ser Vintage 2018

É uma boa estreia para a Kranemann Wine Estates, empresa recente no Douro, fundada há pouco mais de dois anos. A sua primeira colheita de Vinho do Porto, exactamente de 2018, foi aprovada como Vintage pelo IVDP. Este é um marco importante para a jovem empresa até porque o Vinho do Porto representa cerca de […]
É uma boa estreia para a Kranemann Wine Estates, empresa recente no Douro, fundada há pouco mais de dois anos. A sua primeira colheita de Vinho do Porto, exactamente de 2018, foi aprovada como Vintage pelo IVDP. Este é um marco importante para a jovem empresa até porque o Vinho do Porto representa cerca de 50% da produção total, sendo o restante dedicado a vinhos DOC Douro.
Este Vintage foi orientado enologicamente pelos enólogos Diogo Lopes (consultor) e Susete Melo (residente) e resultou, segundo Diogo Lopes, “de um ano muito especial, marcado pelo inverno seco, pelas chuvas primaveris e por um verão quente. Apesar das dificuldades na viticultura, que significaram uma produção menor, a maturação final longa proporcionou uvas de qualidade extraordinária”. Susete Melo complementa: “Este Vintage 2018 tem origem numa parcela mais baixa no Vale do Távora, junto ao rio, onde o xisto e a temperatura mais alta proporcionaram fruta muito madura, plena de raça, com taninos firmes. As uvas destacaram-se logo pela cor e pelo perfume que trouxeram aos lagares”.
A vindima ocorreu a dia 1 de Outubro. O lançamento no mercado ocorrerá em Novembro e apenas foram produzidas 3.215 garrafas. Uma boa parte irá certamente para o mercado canadiano, onde está radicado Christoph Kranemann, um cirurgião enófilo que se apaixonou pelo Douro, pelos seus vinhos e, em particular, pela Quinta do Convento de São Pedro das Águias, uma propriedade localizada em Tabuaço (na foto acima).
Vinhos de Rui Roboredo Madeira à venda na FNAC online

Comprar vinho numa loja de tecnologia, livros e música pode parecer estranho a um enófilo. Mas foi isso que aconteceu com a Rui Madeira Vinhos e a FNAC.pt. Este é o primeiro produtor de vinhos a disponibilizar as suas marcas numa das mais conhecidas lojas online de Portugal. Agora já pode comprar em FNAC.pt as […]
Comprar vinho numa loja de tecnologia, livros e música pode parecer estranho a um enófilo. Mas foi isso que aconteceu com a Rui Madeira Vinhos e a FNAC.pt. Este é o primeiro produtor de vinhos a disponibilizar as suas marcas numa das mais conhecidas lojas online de Portugal.
Agora já pode comprar em FNAC.pt as garrafas das marcas Castello d’Alba e Quinta da Pedra Escrita (Douro) e Beyra (Beira Interior). A quantidade mínima é de 3 garrafas por referência, mas existem vários conjuntos em promoção, alguns com entregas grátis. Se tiver de pagar portes, cada conjunto de 3 vinhos (e alguns packs) retira-lhe 7,19 euros à conta bancária. Os preços vão de €16,17, para 3 garrafas de Beyra Colheita, até €113,40, para 3 garrafas de RRM Beira Interior tinto. Estes vinhos têm a assinatura do enólogo e produtor Rui Roboredo Madeira, que privilegia uma viticultura sustentável, com origem em vinhas não irrigadas e uma ampla oferta de vinhos biológicos.
Apesar de estranha, a iniciativa tem muito interesse e, na verdade, até começou bem. Nos primeiros dias da abertura, a Rui Madeira Vinhos já teve meia dúzia de clientes, segundo nos informou Rui Pinto, responsável comercial da empresa. Que acrescenta: “é um bom resultado se considerarmos que não fizemos qualquer promoção e comunicação da iniciativa”. Nas palavras de Rui Madeira, “estar nos vinhos, como eu estou, é abraçar permanentemente projectos novos e desafiantes”, em que épocas como esta “nos obrigam a ser pró-activos e criativos. Os vinhos são um produto ecléctico, pelo que faz todo o sentido promovê-lo também num espaço como a Fnac.pt, que tem uma das mais fortes imagens marca na venda de produtos culturais”.
A FNAC, grande retalhista de origem francesa, possui aquilo que se chama de “Marketplace” no seu site, que alberga muitos produtos além dos seus. Ou seja, a FNAC abre o seu site a outros fornecedores, oferecendo aquilo que é mais importante: um grande leque de consumidores e o respectivo interface com eles, incluindo o pagamento e a logística. Em contrapartida, cobra uma avença mensal e comissões nas vendas dos produtos.
Pode aceder aos vinhos do Rui Roboredo Madeira na FNAC online, aqui.
Está online o leilão de beneficência da Cortes de Cima (e vale a pena)

A Cortes de Cima, produtor alentejano da Vidigueira, acaba de iniciar, por iniciativa de Anna Jørgensen – que agora assume os comandos do projecto criado pelos pais Hans e Carrie – um leilão online com um pack de vinhos exclusivo. O objectivo é ajudar a Associação de Beneficência de Selmes e Alcaria, vizinha da herdade. […]
A Cortes de Cima, produtor alentejano da Vidigueira, acaba de iniciar, por iniciativa de Anna Jørgensen – que agora assume os comandos do projecto criado pelos pais Hans e Carrie – um leilão online com um pack de vinhos exclusivo. O objectivo é ajudar a Associação de Beneficência de Selmes e Alcaria, vizinha da herdade.
O pack, de vinhos raros e de cariz premium, inclui 11 garrafas, entre elas o primeiro Cabernet Sauvignon e o primeiro Cortes de Cima Reserva produzidos, um branco premiado e o Incógnito 2012 em garrafa de 3 litros. Fazem ainda parte desse conjunto duas referências de 2011, um ano excelente para a região e para o país.
A base de licitação começou nos 950 euros e o leilão terminará dia 14 de Maio às 23h59. Toda a receita reverterá a favor da associação referida.
Consulte todos os vinhos a leilão e/ou licite aqui.
Niepoort lança concurso de arte para ilustrar vinho Nat Cool

A Niepoort acaba de desafiar todos os artistas e aspirantes, de Portugal e do Mundo, a participar no Nat Cool Art, um concurso que vai originar a nova ilustração do rótulo do vinho Nat Cool. Até 31 de Maio, cada pessoa pode enviar até três propostas de rótulos para o e-mail natcoolart@niepoort.pt, em formato de […]
A Niepoort acaba de desafiar todos os artistas e aspirantes, de Portugal e do Mundo, a participar no Nat Cool Art, um concurso que vai originar a nova ilustração do rótulo do vinho Nat Cool.
Até 31 de Maio, cada pessoa pode enviar até três propostas de rótulos para o e-mail natcoolart@niepoort.pt, em formato de fotografia ou digitalização e em dimensão A4. As regras do concurso podem encontrar-se aqui. À medida que vão sendo submetidas, as propostas serão publicadas nas redes sociais da empresa, com o hashtag #natcoolart. O vencedor receberá 500 euros em vinhos Niepoort, além de ver a sua criação nas futuras garrafas Nat Cool (cerca de 3 mil).
O júri será composto por Dirk Niepoort, proprietário, pelo filho Daniel Niepoort, por Francisco Providência – artista e autor do rótulo original do Nat Cool – por “João Noutel Artist”, e por Tiago Dias da Silva, director-geral da Quinta Maria Izabel, no Douro. Conforme comunicado de imprensa, este júri “deliberará qual dos rótulos traduz melhor o espírito “cool e funky” dos Nat Cool, vinhos naturais, descomprometidos e fáceis de beber”.
