Duarte Leal da Costa assume controlo da Ervideira

Ervideira, Duarte Leal da Costa, Nelson Rolo

O gestor da Ervideira – Sociedade Agrícola, Duarte Leal da Costa, assegurou recentemente a maioria do capital da sociedade que detinha com os seus irmãos. A negociação está finalizada e Duarte, a face mais visível deste produtor alentejano, passou a ter o controlo da gestão. Duarte já nos tinha confidenciado que pretendia mudar a estratégia […]

O gestor da Ervideira – Sociedade Agrícola, Duarte Leal da Costa, assegurou recentemente a maioria do capital da sociedade que detinha com os seus irmãos. A negociação está finalizada e Duarte, a face mais visível deste produtor alentejano, passou a ter o controlo da gestão.
Duarte já nos tinha confidenciado que pretendia mudar a estratégia da casa e, como já noticiamos, investir em vinha e novos mercados. O controlo que agora assumiu vai-lhe permitir prosseguir mais facilmente esta estratégia, que aponta para fazer subir o seu portefólio de vinhos e crescer na hierarquia, abandonando definitivamente a ‘guerra’ dos vinhos de baixo preço. As mudanças na vinha que têm vindo a ser operadas vão já neste sentido: foram abandonadas algumas castas com menor interesse enológico, ao passo que entraram novas variedades com maior potencial para vinhos de média e alta gama. Nelson Rolo, o enólogo da casa há muitos anos, é parte integrante da estratégia.
Por outro lado, o histórico da casa no mercado também ajuda. Nos últimos anos, a Ervideira tem registado um crescimento na procura dos seus vinhos premium e super-premium, invertendo a pirâmide de comercialização e tornando-se, numa década, numa empresa que factura mais em vinhos de topo que em vinhos de gama média. Financeiramente, a empresa está “saudável” e tem vindo a ser considerada ‘PME Líder’.
O cariz familiar da empresa continua: a 5ª geração de produtores vai já começar a trabalhar, com os filhos de Duarte Leal da Costa a assumir mercados externos como Angola, Moçambique, Brasil, Estados Unidos, Canadá, e Países Nórdicos – mercados em que a empresa não estava presente, ou nos quais procura fortalecer a sua presença, como é o caso do Brasil.
A empresa promete mais no futuro, tendo já previsto o lançamento de um vinho resultante de Agricultura Biológica na categoria premium. O vinho vai chamar-se Ervideira Bio-Nature e, diz a empresa em comunicado de imprensa, “promete ter uma excelente relação qualidade/preço para o patamar ao qual se propõe”.
A Ervideira produz vinho desde 1880 e possui actualmente um total de 160 hectares de vinha, distribuídos pelas sub-regiões da Vidigueira (110 ha) e Reguengos (50 ha). Entre os seus vinhos, estão marcas como Conde D’Ervideira, Invisível, Vinha D’Ervideira, Terras D’ervideira e Lusitano.
(texto de António Falcão, fotografia de Ricardo Palma Veiga)

Simplificar com a Nosy Wine Club

Nosy Wine Club

Já existem muitas “boxes” mensais dos mais variados temas: comida saudável, cosméticos, livros, roupa, acessórios, etc. O subscritor paga um valor mensal, geralmente bastante compensatório, e recebe todos os meses um sortido de produtos, em alguns casos surpresa, noutros não. Agora, chegou a vez do vinho. A Nosy Wine Club envia uma caixa com três […]

Já existem muitas “boxes” mensais dos mais variados temas: comida saudável, cosméticos, livros, roupa, acessórios, etc. O subscritor paga um valor mensal, geralmente bastante compensatório, e recebe todos os meses um sortido de produtos, em alguns casos surpresa, noutros não.
Agora, chegou a vez do vinho. A Nosy Wine Club envia uma caixa com três vinhos surpresa, escolhidos por um especialista mundial diferente em cada mês. Há duas modalidades: caixa de €25 + portes de envio, em que as garrafas têm um preço médio de €8 cada, e de 50€ + portes, com vinhos que custam cerca de 15€. Não há fidelização e são incluídos vinhos portugueses e estrangeiros, além de um fascículo com entrevista ao “expert” e informações sobre cada produto.
A nova empresa pretende “trazer de volta a diversão de descobrir novos vinhos, sem se ter de passar horas a olhar para a prateleira do supermercado (…)”.
A inscrição faz-se em nosywineclub.com/start.
(Texto de Mariana Lopes)

INseparable Gin apresentou-se

INseparable gin, destilaria

Um novo gin português chegou ao mercado. O INseparable usa uma garrafa personalizada e é produzido ao pé de Torres Vedras. O seu criador principal é Luís Afonso, que testou quase uma centena de botânicos para criar a ‘receita’. O Gin INseparable resultou da vontade de oito amigos, comensais semanais que são ainda amantes do […]

Um novo gin português chegou ao mercado. O INseparable usa uma garrafa personalizada e é produzido ao pé de Torres Vedras. O seu criador principal é Luís Afonso, que testou quase uma centena de botânicos para criar a ‘receita’.
O Gin INseparable resultou da vontade de oito amigos, comensais semanais que são ainda amantes do bom vinho, da boa gastronomia e… do bom gin. Era, aliás, tradição beberem um gin antes de todas as refeições e, como vários participantes têm viagens frequentes ao estrangeiro, procuraram ir comprando novas marcas e ir variando  ao longo dos anos. Não sabemos quantos gins diferentes provaram, mas Luís Afonso diz que tem cerca de 200 garrafas diferentes consigo.
As primeiras destilações foram feitas num alambique caseiro pouco maior do que uma panela de pressão. Quando a fórmula ficou pronta, tinha 36 botânicos, incluindo mel. Luís Afonso garantiu-nos que não usam essências e componentes artificias, que tudo neste gin é natural.
Actualmente, a empresa já possui uma destilaria própria, que funciona praticamente todos os dias (na foto). “É aqui que me sinto feliz”, disse-nos Luís Afonso na apresentação do produto à imprensa, que ocorreu no bar/restaurante Siesta, em Lisboa. A felicidade costuma dar bons resultados e, pelo que provámos (em dois serviços diferentes, um deles com malagueta flutuante), o criador acertou em cheio.
A distribuição nacional está a cargo da Drinks Nation. O preço do INseparable gin ronda os €45 no retalho, em garrafa de 0,5 litros.

INseparable gin

Alvarinhos de várias nações provados em Dublin

VI Concurso Internacional Albariños al Mundo

Já se celebrou o VI Concurso Internacional Albariños al Mundo, este ano realizado na capital da Irlanda, em Dublin. O vinho Deu La Deu Alvarinho Reserva 2015, da Adega Cooperativa de Monção, foi o Alvarinho português melhor classificado, conseguindo a medalha mais cobiçada, o ‘Gran Albariño de Oro’, atribuída apenas a vinhos com mais de […]

Já se celebrou o VI Concurso Internacional Albariños al Mundo, este ano realizado na capital da Irlanda, em Dublin. O vinho Deu La Deu Alvarinho Reserva 2015, da Adega Cooperativa de Monção, foi o Alvarinho português melhor classificado, conseguindo a medalha mais cobiçada, o ‘Gran Albariño de Oro’, atribuída apenas a vinhos com mais de 92 pontos de classificação. Um outro produto de Alvarinho, a aguardente bagaceira Dona Paterna XO, do produtor Carlos Alberto Codesso, levou igual medalha.

Na sua maioria, as medalhas foram para vinhos espanhóis, que conseguiram 5 dos 7 ‘Gran Albariño de Oro’ e 17 dos 23 ‘Albariño de Oro’, prémios atribuídos a vinhos com pontuação entre 88 e 92 pontos. À excepção de um vinho francês, os Alvarinhos portugueses levaram o resto destas medalhas, incluindo mais uma aguardente. A organização não divulgou a lista dos não premiados e por isso ficamos sem saber quais e quantos foram os outros vinhos portugueses presentes.

A prova foi mais uma vez organizada pela Unión Española de Catadores e é considerada a “a maior montra internacional da casta Alvarinho”. Os provadores foram maioritariamente recrutados na própria Irlanda, integrando sommeliers, jornalistas especializados, consultores vínicos e responsáveis de compras de vinho. Entraram cerca de uma centena de vinhos, todos da casta Alvarinho. Só por curiosidade, o leque de volume de produção entre os premiados oscilou entre as 2.317 e as 360.000 garrafas. Os anos de colheita oscilavam entre 2011 e 2017. Os preços, entre 5 euros e os 23 euros. A lista completa dos prémios pode ser consultada no site http://www.albarinosalmundo.com/

Os premiados portugueses
Gran Albariño de Oro
Deu La Deu Alvarinho Reserva 2015 (Adega Cooperativa de Monção)
Dona Paterna Aguardente Bagaceira XO (Carlos Alberto Codesso)
Albariño de Oro
Dona Paterna Aguardente Bagaceira (Carlos Alberto Codesso)
João Portugal Ramos Alvarinho 2016 (J. Portugal Ramos Vinhos)
Quinta do Ermízio Vinha da Bouça 2016 (Almeida Monteiro)
Deu La Deu Premium Alvarinho 2015 (Adega Cooperativa de Monção)
Dom Ponciano Alvarinho 2016 (RE Vinhos e Derivados)
Soalheiro Alvarinho Reserva 2016 (Vinusoalleirus)

Vale Meão 2015 ganhou “selecção do enófilo”

Quinta do Vale Meão 2015

O “Prémio Selecção do Enófilo” foi uma iniciativa do Clube Enoteca que decorreu durante a feira Grandes Escolhas Vinhos&Sabores, em final de Outubro. A iniciativa foi aberta a todos os visitantes e funcionou da seguinte maneira: à entrada na Feira, cada visitante recebia um cartão de voto onde menciona os 3 vinhos que mais lhe […]

O “Prémio Selecção do Enófilo” foi uma iniciativa do Clube Enoteca que decorreu durante a feira Grandes Escolhas Vinhos&Sabores, em final de Outubro. A iniciativa foi aberta a todos os visitantes e funcionou da seguinte maneira: à entrada na Feira, cada visitante recebia um cartão de voto onde menciona os 3 vinhos que mais lhe agradaram nas provas feitas. O produtor do vinho mais referido nestes cartões iria receber o prémio Selecção do Enófilo 2017. Esse vinho foi o Quinta do Vale Meão Douro tinto 2015. Já foram também divulgados os 50 prémios, sorteados pelos que deixaram o cartão preenchido à saída da feira. Os prémios iam desde uma garrafa de Barca Velha até a um conjunto de duas garrafas de Anselmo Mendes Alvarinho 2016. Já agora, a maioria dos premiados são de Lisboa, mas alguns vieram de quase todas as regiões do país. A listagem completa pode ser encontrada aqui.
http://www.enoteca.pt/noticias/premio-selecao-do-enofilo-1512043393
Refira-se que o Clube Enoteca é o mais antigo e prestigiado clube de vinhos português e conta com mais de 11.000 sócios.

“Foi Sua Excelência que pediu um Dona Antónia?”

O Porto Ferreira vai ter uma nova campanha de comunicação para este Natal. O regresso da marca à publicidade traz uma campanha com enfoque na gama Dona Antónia, líder de vendas no seu segmento em Portugal, apresentando-a como sugestão de presente de Natal ou, pura e simplesmente, para se apreciar. Inspirada num dos slogans mais […]

O Porto Ferreira vai ter uma nova campanha de comunicação para este Natal. O regresso da marca à publicidade traz uma campanha com enfoque na gama Dona Antónia, líder de vendas no seu segmento em Portugal, apresentando-a como sugestão de presente de Natal ou, pura e simplesmente, para se apreciar. Inspirada num dos slogans mais icónicos da história da publicidade em Portugal – “Foi você que pediu?” –, esta campanha de Natal com Dona Antónia avança com cinco frases diferentes, num registo mais descontraído e sofisticado: “Foi Sua Excelência que pediu um Dona Antónia?”, “Foi a Senhora Sua Mãe que pediu um Dona Antónia?”, “Foi o Seu Caríssimo Sogro que pediu um Dona Antónia?”, “Foi o estimado que pediu um Dona Antónia?” e “Foi o caríssimo que pediu um Dona Antónia?”.

Quinta Nova N.S. Carmo “voa” na Emirates

O Mirabilis Grande Reserva Tinto 2015 foi selecionado para viajar a bordo da First Class da Emirates nos voos entre Lisboa, Dubai e Luanda. Esta companhia aérea, que possui a maior frota mundial de aviões de longo curso, tem realizado uma grande aposta no segmento de luxo e diferenciação pelo melhor serviço de vinhos do […]

O Mirabilis Grande Reserva Tinto 2015 foi selecionado para viajar a bordo da First Class da Emirates nos voos entre Lisboa, Dubai e Luanda. Esta companhia aérea, que possui a maior frota mundial de aviões de longo curso, tem realizado uma grande aposta no segmento de luxo e diferenciação pelo melhor serviço de vinhos do mundo.
Com origem em vinhas velhas, Tinta Amarela e 10% seleção de barricas este é, segundo o enólogo Jorge Alves, um vinho de “grande sofisticação, profundo e tridimensional, com grande persistência aromática e física”.
“A integração deste vinho na carta premium da Emirates é, acima de tudo, o reconhecimento da qualidade e uma forma de divulgação privilegiada, permitindo o fortalecimento da notoriedade da marca junto de um público com elevado poder de compra de todo o mundo”, afirma Paula Sousa, da Quinta Nova.

Ramos Pinto Lágrima tem nova imagem

É uma das marcas centenárias do Vinho do Porto e agora tem nova imagem. Não falamos de revolução, antes de um refrescamento. A Ramos Pinto optou por manter os traços distintivos que a marca conserva há mais de 100 anos. Tradicionalmente feito de uvas brancas e caracterizado por ser o mais doce de todos os […]

É uma das marcas centenárias do Vinho do Porto e agora tem nova imagem. Não falamos de revolução, antes de um refrescamento. A Ramos Pinto optou por manter os traços distintivos que a marca conserva há mais de 100 anos. Tradicionalmente feito de uvas brancas e caracterizado por ser o mais doce de todos os Vinhos do Porto, o Porto Lágrima teve em 2009 a primeira versão tinta deste vinho, o que reforçou o êxito desta marca junto do público. Agora, em 2017, lança a nova imagem que recupera o fundo branco que caracterizou o 1º de todos os rótulos Lágrima Ramos Pinto.
O vinho é exportado para dezenas de países e tem atravessado gerações de fiéis apreciadores desde o início do século XX. Jorge Rosas, diretor geral da empresa, disse que “este rebranding foi uma consequência natural do estilo da Ramos Pinto (…) por um lado, valorizamos a nossa história e cultura e, por outro lado, procuramos inovar e estar por dentro das tendências actuais”. A nova imagem e o novo packaging vão poder ser encontrados em Portugal a partir de Dezembro.