Será o fim do selo “à cavaleiro” no Vinho do Porto?

selo à cavaleiro

A partir de hoje torna-se efectivo o Decreto-Lei publicado ontem no Diário da República, que torna facultativa a colocação do selo de garantia, vulgarmente conhecido por selo “à cavaleiro”, no topo das garrafas de Vinho do Porto. Isto respeita à forma de colocação e não à existência do selo de Denominação de Origem (DO) Porto, sendo […]

A partir de hoje torna-se efectivo o Decreto-Lei publicado ontem no Diário da República, que torna facultativa a colocação do selo de garantia, vulgarmente conhecido por selo “à cavaleiro”, no topo das garrafas de Vinho do Porto. Isto respeita à forma de colocação e não à existência do selo de Denominação de Origem (DO) Porto, sendo este ainda obrigatório para comercialização do produto.

Esta alteração ao Estatuto das denominações de origem e indicação geográfica da Região Demarcada do Douro foi proposta pelo IVDP (Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto) e plasmada no Decreto-Lei, onde consta: “(…)as inovações verificadas no domínio da segurança dos selos de garantia e a evolução dos meios de comunicação e promoção tornam esta exigência particular em relação ao modo de aposição dos selos de garantia na denominação de origem «Porto» injustificada, sendo pois conveniente mantê-lo apenas como forma facultativa de aposição, deixando a decisão ao engarrafador”.

A DO Porto foi a última em Portugal a resistir a esta mudança, aplaudida pelos produtores. A colocação do selo “à cavaleiro” representa custos operacionais elevados e em nada impede a falsificação das garrafas, cuja genuinidade é protegida por outros elementos.

Saiba aqui como identificar produtos fraudulentos e os cuidados a ter no momento da compra.

Cinema francês: onde o vinho é estrela

filmes franceses

O grande peso do vinho nos filmes franceses pode parecer óbvio, mas o que impressiona são os números que revelam uma presença quase obrigatória, como revela o site Vitisphere. Foued Cheriet, professor catedrático do Montpellier SupAgro (Instituto Superior de Estudos Agronómicos de Montpellier) viu, em 2015 e 2016, 47 sucessos da bilheteira francesa lançados entre […]

O grande peso do vinho nos filmes franceses pode parecer óbvio, mas o que impressiona são os números que revelam uma presença quase obrigatória, como revela o site Vitisphere. Foued Cheriet, professor catedrático do Montpellier SupAgro (Instituto Superior de Estudos Agronómicos de Montpellier) viu, em 2015 e 2016, 47 sucessos da bilheteira francesa lançados entre 1970 e 2014.

Foram mais de 90 horas de cinema popular francês a tentar identificar onde as garrafas e os copos eram figurantes, e o resultado tem tanto de surpreendente como de espectável: em 92% da amostra, há pelo menos uma cena com vinho presente e, em média, aparece a cada 20 minutos. Isto traduz-se em 5,2 vezes por filme, especificamente 3,5 para vinhos tintos e 1,7 para champagnes. Em dois terços destes casos, o aparecimento representa um investimento comercial, com uma marca visível ou citada. Curiosamente, a lei EVIN, aprovada em França em 1991 e visando a censura de publicidade a bebidas alcoólicas, não se aplicou ao product placement nas longas-metragens.

Mas o estudo foi mais além, analisando os termos dessas comparências. Se já existiam clichês, então nos filmes franceses estão ainda mais exacerbados. Foued Cheriet explicou: “Vinho tinto para refeições comuns, familiares ou profissionais; rosé na praia, nas férias e no Sul; champagne para luxo, sedução e restaurantes; tinto para homens e branco para mulheres”. Estes estereótipos, apesar de maioritariamente obsoletos, são compreensíveis dado o extenso período de pesquisa.

No futuro, outras indústrias cinematográficas, como Hollywood, irão ser alvo do mesmo estudo. Estamos curiosos por saber o resultado…

Chineses vão beber mais espumante

Wine Intelligence - Sparkling Wine in the Chinese Market

Na maior parte dos mercados ocidentais, o espumante representa cerca de 10% do consumo de vinho. Na China é de apenas 1%! Mas a situação está a mudar, diz um relatório da Wine Intelligence – Sparkling Wine in the Chinese Market – acabado de publicar. A empresa de estudos de mercado indica que uma nova […]

Na maior parte dos mercados ocidentais, o espumante representa cerca de 10% do consumo de vinho. Na China é de apenas 1%! Mas a situação está a mudar, diz um relatório da Wine Intelligence – Sparkling Wine in the Chinese Market – acabado de publicar. A empresa de estudos de mercado indica que uma nova geração de consumidores – especialmente os jovens com formação superior – estão a explorar outros caminhos no consumo de vinho, indo além do tradicional vinho tinto. Ao mesmo tempo, a chegada ao mercado chinês de um conjunto de espumantes de baixo preço permitiu a muitos consumidores provarem este tipo de vinho, o que antes lhes seria economicamente inacessível.

O espumante, recorde-se, não tem na China a conotação de bebida festiva e de brinde como existe no mundo ocidental.

O relatório indica ainda qual o tipo de perfil de espumante que deverá ter o maior potencial no mercado chinês: “doce, mas não demasiado, só o suficiente para equilibrar a acidez do espumante; ligeiramente gasoso (como um frisante) e bastante frutado.

O estudo custa 1.800 euros e pode ser encomendado através do site da Wine Intelligence.

 

Casa Santa Vitória: topos de gama em cima da mesa

De uma assentada, a Casa Santa Vitória lança os seus topos de gama branco e tinto. São vinhos sólidos, de um projecto que já cimentou a sua imagem no âmbito do grupo Vila Galé.   TEXTO Luís Francisco NOTAS DE PROVA João Paulo Martins FOTOS Cortesia do produtor A Casa Santa Vitória foi criada no […]

De uma assentada, a Casa Santa Vitória lança os seus topos de gama branco e tinto. São vinhos sólidos, de um projecto que já cimentou a sua imagem no âmbito do grupo Vila Galé.

 

TEXTO Luís Francisco NOTAS DE PROVA João Paulo Martins FOTOS Cortesia do produtor

A Casa Santa Vitória foi criada no início deste século e tem como actividade a produção e comercialização de vinhos e azeites do Alentejo. Em pouco mais de década e meia, afirmou-se pela qualidade dos seus produtos, pelo sucesso empresarial (2,7 milhões de euros de facturação em 2016) e pela capacidade para afirmar uma personalidade própria, apesar de estar englobada no hoteleiro Grupo Vila Galé. Com 127 hectares de vinha, a empresa divide o seu portefólio por três gamas: Versátil, Santa Vitória e Inevitável.

Por enquanto, apenas existe Inevitável tinto – e este topo de gama só sai em anos considerados excepcionais. O branco mais ambicioso da casa é, assim, o Santa Vitória Grande Reserva, também apresentado em Dezembro, num almoço no Hotel dos Arcos, em Paço d’Arcos. Temos, assim, sobre a mesa o melhor que a Casa Santa Vitória produz (incluindo azeites, mas isso é outro tema…).

O Santa Vitória Grande Reserva branco 2016 é um varietal de Arinto, quebrando a tradição do lote com Chardonnay. “Achámos que o Chardonnay este ano não estava à altura”, assume Patrícia Peixoto, a enóloga residente, que trabalha com consultoria de Bernardo Cabral. É um vinho que passou entre seis e sete meses em barrica nova, com ‘battonage’, e foram feitas apenas 1.200 garrafas. Já o Inevitável tem nesta edição 2015 uma “tiragem” maior: 10.000 garrafas. Tradicionalmente feito com as duas melhores castas do ano (das 10 tintas plantadas na herdade, a sul de Beja), desta vez tem Touriga Nacional e Syrah e estagiou maioritariamente em barrica nova – “No 2016 já haverá uma parte de barrica com dois anos”, promete Patrícia Peixoto. Das cerca de 300 barricas guardadas, foram escolhidas as melhores, umas 20, para engarrafar.

Adega da Herdade do Freixo ganha prémio de arquitectura

Herdade do Freixo ganha premio de arquitectura

Concebida pelo atelier de Frederico Valsassina Arquitectos, a adega da Herdade do Freixo acaba de conquistar o primeiro prémio da ArchDaily, na categoria de Industrial Architecture. O site ArchDaily (www.archdaily.com) considera-se o “mais visitado do mundo da arquitectura”. O prémio está integrado nos prémios “2018 Building of the Year Awards” e resulta da votação dos […]

Concebida pelo atelier de Frederico Valsassina Arquitectos, a adega da Herdade do Freixo acaba de conquistar o primeiro prémio da ArchDaily, na categoria de Industrial Architecture. O site ArchDaily (www.archdaily.com) considera-se o “mais visitado do mundo da arquitectura”. O prémio está integrado nos prémios “2018 Building of the Year Awards” e resulta da votação dos leitores do site, com quase 100.000 votos depositados.

A adega da Herdade do Freixo tem uma arquitectura muito particular, sendo construída em profundidade: só uma pequena parte está visível do exterior. Um gigantesco buraco com mais de 40 metros de fundo foi alojar a parte subterrânea, que é acedida através de uma rampa em espiral. A concepção vertical permite ainda que as uvas cheguem à zona de vinificação por gravidade, preservando melhor a sua integridade. Ao mesmo tempo, a estabilidade térmica é muito melhorada, já que a terra por cima serve de isolamento aos calores, por vezes violentos, do norte alentejano. A adega fica ao pé da vila do Redondo e foi inaugurada em 2016. Os vinhos que daqui saíram já congregaram excelentes críticas por parte dos especialistas.

Se desejar visitar esta obra arquitectónica, a adega pode ser visitada de terça a sábado, às 11:30 e às 15:30. O preço por pessoa é de 6,50 euros. As marcações podem ser feitas pelo tel. 266 094 830.

Esporão lança o livro “Colheitas e Artistas 1985 – 2015”

livro Esporão Colheitas e Artistas 1985 – 2015

O livro reúne 30 colheitas, 32 Artistas e 90 obras originais que ilustram os rótulos da colecção do Esporão. Desde o seu primeiro vinho, de 1985, que o Esporão mantém a tradição de enriquecer e personalizar os rótulos de cada colheita, unindo a cultura universal do vinho e da arte. Até 2015, o Esporão contou […]

O livro reúne 30 colheitas, 32 Artistas e 90 obras originais que ilustram os rótulos da colecção do Esporão. Desde o seu primeiro vinho, de 1985, que o Esporão mantém a tradição de enriquecer e personalizar os rótulos de cada colheita, unindo a cultura universal do vinho e da arte. Até 2015, o Esporão contou com 29 artistas portugueses, 2 angolanos e 1 brasileiro. O livro do Esporão “Colheitas e Artistas 1985 – 2015” resulta de uma compilação única das colheitas e o seu enquadramento histórico.

Entre os artistas plásticos contam-se Manuel Cargaleiro, Dórdio Gomes, João Hogan, Júlio Resende, Júlio Pomar, José de Guimarães, Artur Bual, Mestre Isabelino, Luís Pinto Coelho, Armando Alves, Pedro Proença, Julião Sarmento, Graça Morais, Guilherme Parente, Pedro Calapez, Costa Pinheiro, Gilberto e Gabriel Colaço, Pedro Cabrita Reis, José Manuel Rodrigues, José Pedro Croft, Joana Vasconcelos, Rui Sanches, Lourdes de Castro, Felipe Oliveira Baptista, Alberto Carneiro, João Queiroz e Pedro A.H. Paixão. Colaboraram ainda os artistas plásticos angolanos António Ole e Binelde Hyrcan, o brasileiro Rubens Gerschman e Ana Jotta para uma edição especial do 1.º Prémio da Confraria do Alentejo.

A tradição tem continuado e, a este grupo de 32 artistas, seguiu-se Duarte Belo e será anunciada uma nova colaboração ainda este ano.

O livro estará à venda nas livrarias Ler Devagar e Ferin, em Lisboa; na Livraria do Mercado, em Óbidos, bem como no Enoturismo da Herdade do Esporão, com um preço aproximado de €50.

Região do Tejo está a crescer em vendas

CVR Tejo

Os Vinhos da Região do Tejo registaram um crescimento de 10,9% no seu volume de vendas entre Janeiro e Setembro de 2017, face ao mesmo período de 2016. Estes resultados estão acima do valor estimado pela Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) para o ano de 2017. Este crescimento, estima a CVR, tem vindo […]

Os Vinhos da Região do Tejo registaram um crescimento de 10,9% no seu volume de vendas entre Janeiro e Setembro de 2017, face ao mesmo período de 2016. Estes resultados estão acima do valor estimado pela Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) para o ano de 2017. Este crescimento, estima a CVR, tem vindo a ser acompanhado pelo aumento do número de vinhos certificados, um bom sinal.
Segundo dados da empresa de estudos de mercado Nielsen, e em relação ao mercado Nacional, registaram-se valores de vendas acima dos registados em 2016 (Distribuição + Restauração) que, cresceram 14,3% em volume e 17,7% em valor.
Nas exportações, as coisas também estão a correr bem: em 2017, as vendas nos seis mercados estratégicos de exportação cresceram 19,8%, e entre 2014 e 2017 o crescimento global nestes 6 mercados foi de 57%. A exportação ocupa neste momento 33% das vendas da região Tejo. Em 2017 o destaque vai para o Brasil, onde as vendas cresceram 82%, seguido da Polónia (23,8%), Alemanha (13,7%), EUA (7,2%) e China (5,09%).

Muitas iniciativas
Para este ano, a CVR Tejo efectuará novas acções de promoção, como a participação dos vinhos da região em vários concursos internacionais, dos quais se destacam o International Wine Challenge (IWC) e o Decanter World Wine Awards, ambos no Reino Unido; o MundusVini e o Berliner Wein Trophy, na Alemanha; e o Enoexpo Wine Competition na Polónia.
Nas feiras internacionais mais importantes, confirma-se a presença dos Vinhos do Tejo na INTERWINE, na China; na ENOEXPO, na Polónia; e na PROWEIN, na Alemanha. Para além das feiras estão previstos Roadshows na China, na Polónia e no Brasil, onde a “Caravana Vinhos do Tejo” passará por diversas cidades brasileiras. Ainda um especial destaque para as Grandes Provas Anuais Vinhos do Tejo, que vão decorrer no Brasil, Reino Unido, Polónia e Alemanha. Além destas acções, estão também previstas para 2018 provas de vinho com jornalistas e bloggers, cursos de vinhos, master classes e visitas de jornalistas e importadores estrangeiros à região do Tejo.
Em Portugal é de realçar a participação em eventos como o Concurso de Vinhos Engarrafados do Tejo (CVET), o Concurso Vinhos de Portugal, a Gala Vinhos do Tejo e o Tejo Gourmet, promoção do Dia dos Namorados, roadshow pelas praias de norte a sul, Mercado de Vinhos do Campo Pequeno, bem como a participação em diversas feiras.

Curso de gastronomia e de vinhos, a 24 de Fevereiro e 3 de Março

Para além da edição desta revista e dos eventos – como a maior feira nacional sobre vinho e gastronomia – uma das actividades nascentes da VINHO Grandes Escolhas tem a ver com formação. O primeiro curso já se realizou em Janeiro, com grande sucesso. Tratou-se de um curso de Nível 1 – Introdução aos vinhos […]

Para além da edição desta revista e dos eventos – como a maior feira nacional sobre vinho e gastronomia – uma das actividades nascentes da VINHO Grandes Escolhas tem a ver com formação. O primeiro curso já se realizou em Janeiro, com grande sucesso. Tratou-se de um curso de Nível 1 – Introdução aos vinhos portugueses e foi ministrado por Luís Lopes, director da VINHO Grandes Escolhas. Participaram 22 formandos, esgotando a capacidade da sala. A próxima edição irá ocorrer a 3 de Março, com o mesmo formato, e a formação estará a cargo de João Paulo Martins, formador e crítico de vinhos com mais de três décadas de experiência. Os participantes vão receber formação durante 4 horas, com provas de vinhos, e no final receberão documentação detalhada.

Curso de Gastronomia a 24 de Fevereiro
Jornalista, crítico gastronómico, autor e grande especialista em temas gastronómicos, Fortunato da Câmara vai ministrar um curso para “para apreciadores curiosos”. O curso terá uma duração de 3 horas e vai incluir uma série de temas raramente disponíveis para o público não especializado. Falamos, por exemplo, da “percepção do gosto em termos neurofisiológicos e a formação da “personalidade” alimentar desde a infância”. Ou ainda “a identificação dos pratos num menu de restaurante e a expectativa de quem os escolhe”. Pelo meio vai ainda aprender (e provar, claro) muitas outras coisas e no final receberá documentação.

Ambos os cursos requerem reserva para o tel: 211 397 433 ou para micheliepeste@grandesescolhas.com. Os preços são de €50 por pessoa, mas baixam para €45 para assinantes da VINHO Grandes Escolhas. Estão ainda disponíveis vouchers de oferta.