Loureiro é a casta da mais recente cerveja Sovina Grape Ale

Sovina Loureiro

A terceira edição da Sovina 500 Saison Grape Ale Loureiro é, mais uma vez, uma colaboração com a Quinta do Ameal, propriedade do Esporão na região do Vinho Verde, sub-região do Lima Esta grape ale Sovina ilustra, segundo os próprios, “uma combinação pouco habitual entre a tradição cervejeira artesanal e a excelência vinícola da Quinta […]

A terceira edição da Sovina 500 Saison Grape Ale Loureiro é, mais uma vez, uma colaboração com a Quinta do Ameal, propriedade do Esporão na região do Vinho Verde, sub-região do Lima

Esta grape ale Sovina ilustra, segundo os próprios, “uma combinação pouco habitual entre a tradição cervejeira artesanal e a excelência vinícola da Quinta do Ameal, reunindo 30% do mosto de Loureiro da vindima de 2023 com 70% do mosto de cerveja, co-fermentados com levedura Saison”.

O mestre cervejeiro Pedro Lima, por sua vez, explica que recorreu a “uma estirpe de levedura utilizada tradicionalmente em cervejas de inspiração belga, que co-fermentou um mosto leve de maltes e lúpulos europeus, ao qual foi adicionado mosto de Loureiro”. O resultado, explica, “é uma cerveja fresca e versátil, de cor palha e espuma branca persistente, de aroma rico em ésteres frutados e um toque a especiarias. Sabor pouco amargo, com presença elegante de cereal, seguida por um toque moderado a citrinos e fruta madura. Na boca sente-se um corpo médio-baixo, carbonatação assertiva e um final seco que convida ao próximo gole”. Já o responsável de Enologia e Viticultura da Quinta do Ameal, Lourenço Charters, destaca o papel da casta na cerveja, dizendo que “as notas vivas e citrinas do Loureiro do Ameal dão uma muito boa frescura a esta grape ale”.

A Sovina 500 Saison Grape Ale pode ser bebida a solo, mas, “graças ao seu elevado potencial gastronómico”, diz o Esporão, “pode facilmente acompanhar receitas de carácter mais rústico, pratos asiáticos, queijos de casca mole ou mesmo petiscos simples, como tremoços”.

Cerveja MUSA renova imagem e abre espaço em Colares

Cerveja Musa

Com 7 anos acabados de completar, a marca de cerveja artesanal MUSA apresenta-se com posicionamento e imagem renovados, depois de convocar 8 artistas — da ilustração ao design gráfico, passando pela pintura e pela street art, do Porto a Nova Iorque — a reinterpretar os rótulos das suas cervejas mais icónicas. “AKACORLEONE renasce a Born […]

Com 7 anos acabados de completar, a marca de cerveja artesanal MUSA apresenta-se com posicionamento e imagem renovados, depois de convocar 8 artistas — da ilustração ao design gráfico, passando pela pintura e pela street art, do Porto a Nova Iorque — a reinterpretar os rótulos das suas cervejas mais icónicas.

“AKACORLEONE renasce a Born in the IPA, Amargo rocka a Red Zeppelin, André da Loba dança a Twist and Stout, Bráulio Amado atende a Blondie Ale, D’Uma Ova ginga a Peste e Sidra, Inês Machado orquestra a Frank APA, Mantraste fantasia a Psycho Pilsner e Mariana Malhão faz o incomparável a Saison O’Connor”, descreve a empresa. Sob o mote “sabe a livreza”, a directora de marketing Bárbara Simões afirma que a “nova” Musa é “livre, experimental, com a leveza do século XXI”.

A nova imagem da marca de cerveja vem, ainda, no seguimento da abertura de um novo bar: Musa da Praia, situado na Aldeia da Praia, em Colares, com os olhos postos no mar. Este espaço soma-se aos de Marvila e Bica, em Lisboa, e ao das Virtudes, no Porto.

Cerveja Musa

Mas quanto a novidades, a MUSA não se fica por aqui. A sua mais recente identidade surge também em lata, pela primeira vez. Para já, este novo formato assume uma edição super-limitada mas, num futuro próximo, as latas farão parte dos formatos disponíveis no portefólio da cervejeira.

Outra das boas-novas é a entrada de André de Carvalho, antigo director-geral da Red Bull Portugal, enquanto director-geral da Musa, sucedendo a Bruno Carrilho, co-fundador e CEO da empresa durante os 7 anos da sua existência.

Quanto ao posicionamento actual no mercado, Bárbara Simões declara que a MUSA se encontra “muito bem posicionada para continuar a prossecução do seu plano estratégico, alavancando o aumento de capacidade e de competências produtivas, continuando a crescer através do canais on trade, off trade, exportação e dos bares próprios, protegendo e expandindo a liderança da sua marca, e ‘profissionalizando’ a sua equipa de gestão e processos internos”. E conclui que “se o negócio em 2022 era de aproximadamente €2,5 milhões de euros, estamos agora bem posicionados para continuar um crescimento sustentável para €3,5 milhões, em 2023″.

Sovina Tempo Wild Ale é a nova cerveja de Touriga Nacional

Sovina Tempo

A Sovina, marca de cerveja do Esporão, lançou uma cerveja da gama Tempo, em parceria com a Quinta dos Murças (propriedade duriense do grupo) e a Mikkeller Baghaven. A nova Sovina Tempo Wild Ale (p.v.p. €8,5) foi feita com uvas da casta Touriga Nacional, da Quinta dos Murças, para ser, segundo a marca, “apreciada com […]

A Sovina, marca de cerveja do Esporão, lançou uma cerveja da gama Tempo, em parceria com a Quinta dos Murças (propriedade duriense do grupo) e a Mikkeller Baghaven. A nova Sovina Tempo Wild Ale (p.v.p. €8,5) foi feita com uvas da casta Touriga Nacional, da Quinta dos Murças, para ser, segundo a marca, “apreciada com tempo”.

“As Sovina Tempo exploram os limites na inovação da produção de cerveja. Neste projecto, todos os pormenores contam, com longo tempo de maturação, procurando encontrar sinergias com o universo Esporão, fazendo uso da liberdade criativa para lançar cervejas únicas”, explica a empresa.

Lourenço Charters, responsável de enologia e viticultura da Quinta dos Murças, lembra que “durante a vindima 2022, após prova de vários vinhos e cervejas, chegou-se ao perfil aromático desta Tempo, carregada da fruta vermelha viva que a casta Touriga Nacional oferece”.

Depois de vindimadas à mão, as uvas de Touriga Nacional foram adicionadas a um mosto simples de malte “pale” — trigo não maltado e lúpulo envelhecido — com o objectivo, segundo a Sovina, de “criar uma base robusta e propícia à acção de leveduras selvagens”. O envelhecimento decorreu em barrica de carvalho francês, durante seis meses.

Luís Pires, cervejeiro da Sovina, descreve a Tempo Wild Ale: “Com cor de vermelho vivo, esta cerveja apresenta notas frutadas de morango, cassis e ginja. A complexidade das uvas, e da fermentação selvagem, dá-lhe um toque terroso e um perfil tânico e silvestre. Uma Wild Ale com um final suave e frutado”.

Nova Vadia. “Celebra a arte de vadiar”

vadia

Desde a sua criação, em 2010, a Cerveja Vadia tem sido uma marca pioneira no mercado cervejeiro português, foi uma das primeiras nacionais a desbravar o mercado artesanal. A Vadia apresenta agora uma nova imagem que reforça a sua irreverência e inconformismo lançando um desafio ao mundo: “é sempre tempo de vadiar”. Sediada em Oliveira […]

Desde a sua criação, em 2010, a Cerveja Vadia tem sido uma marca pioneira no mercado cervejeiro português, foi uma das primeiras nacionais a desbravar o mercado artesanal. A Vadia apresenta agora uma nova imagem que reforça a sua irreverência e inconformismo lançando um desafio ao mundo: “é sempre tempo de vadiar”.

vadia

Sediada em Oliveira de Azeméis, o nome da marca nasce da alcunha dada aos fundadores, que chegavam atrasados a todos os encontros de amigos, por estarem a fazer cerveja: “os vadios”. Dos Vadios, nasce a razão dessa vadiagem, a Cerveja Vadia. O novo rebranding representa isso mesmo, feito de linhas incertas, como a vida, de altos e baixos, de erros e conquistas.

Com o rebranding chega também uma nova cerveja, a Imperativa, uma Imperial Stout de cor castanho-escura, com uma espuma cremosa de tom castanho-claro. Os seus aromas intensos de café, torra e cacau são complementados por subtis notas de baunilha e fumo.

vadia

Vocalista de Iron Maiden vem a Portugal para o Wine Future 2023

Wine Future Iron Maiden

De “Fear of the Dark” para “Love for the Beer”: O vocalista da banda de heavy metal britânica Iron Maiden, Bruce Dickinson, irá participar na 4ª edição do Wine Future, em Coimbra, que acontecerá de 7 a 9 de Novembro de 2023. O evento, que será realizado no Convento de São Francisco, terá como tema […]

De “Fear of the Dark” para “Love for the Beer”: O vocalista da banda de heavy metal britânica Iron Maiden, Bruce Dickinson, irá participar na 4ª edição do Wine Future, em Coimbra, que acontecerá de 7 a 9 de Novembro de 2023. O evento, que será realizado no Convento de São Francisco, terá como tema “Quebrar Barreiras” e contará, entre outros momentos, com palestras de Bruce Dickinson sobre seus projectos empreendedores e a sua relação entre a música e os negócios.

Além da sua carreira musical, Bruce é empresário e mestre cervejeiro, tendo já criado uma marca de cerveja com assinatura Iron Maiden, “Trooper”, nome que é uma referência ao segundo single do quarto álbum de estúdio da banda, Piece of Mind, lançado em 1983.

Wine Future Iron Maiden
Trooper, a marca de cervejas criada por Bruce Dickinson. Fonte: ironmaidenbeer.com

Adicionalmente, Dickinson é piloto comercial e o actual presidente da Cardiff Aviation, empresa criada por si em 2012. Ainda na mesma área, já desempenhou funções enquanto director de marketing, na Astraeus Airlines.

O Wine Future 2023 é organizado pela Chrand Events USA — empresa fundadora das Wine Future Conferences e dos summits Green Wine Future — e terá a participação de respeitados nomes do mundo do vinho, bem como personalidades de outros sectores. A Wines of Portugal, marca da ViniPortugal, será co-organizadora do evento, tendo já sido patrocinadora de título do Wine Future 2021.

Provámos uma cerveja Mesmo Boa… e valeu a pena

TEXTO Mariana Lopes É uma grape ale artesanal de Alvarinho e está no mercado nacional desde 2016 sob o nome Mesmo Boa. Foi a CAA – Carlos Alberto Araújo – que a criou, quando decidiu aventurar-se no (apetecível, confessemos) mundo da cerveja. A Mesmo Boa, sendo uma grape ale, conjuga precisamente mosto de uva, neste […]

TEXTO Mariana Lopes

É uma grape ale artesanal de Alvarinho e está no mercado nacional desde 2016 sob o nome Mesmo Boa. Foi a CAA – Carlos Alberto Araújo – que a criou, quando decidiu aventurar-se no (apetecível, confessemos) mundo da cerveja.

A Mesmo Boa, sendo uma grape ale, conjuga precisamente mosto de uva, neste caso Alvarinho de Melgaço, com cerveja “Ale”, o que resulta numa explosão de sabores com a fruta do Alvarinho a par do sabor típico deste tipo de cerveja ao estilo belga, mais clara.

Tivemos oportunidade de a provar e, surpresa das surpresas, é mesmo boa: o lado frutado da casta não se sobrepõem de forma enjoativa – como é fácil acontecer nas grape ale – muito pelo contrário, eleva tudo aquilo que procuramos (pelo menos eu procuro) numa cerveja: a frescura, o leve amargor agradável que nos enche as medidas e um equilíbrio fantástico. Se juntarmos isto à espuma finíssima da Mesmo Boa, temos a combinação que nos faz soltar aquele “Ahhh….” no final de cada trago.

A versão de 33cl, com 5.7% vol., é vendida por €2.50 + IVA. Para saber como adquirir, contacte a Bebipedala – Carlos Araújo, em geral@bebipedala.pt ou +351919227419.

COVID-19: Cervejeiros artesanais ofereceram 100 mil litros de desinfectante

Sendo conhecida a falta de desinfectantes a nível nacional e as dificuldades na distribuição dos mesmos, seja por ruptura de stocks e/ou por demorada reposição em tempo útil, as empresas produtoras de cervejas artesanais e empresas relacionadas com o sector, juntaram-se para oferecer ácido peracéptico já diluído, e pronto a utilizar, aos Centros de Saúde, […]

Sendo conhecida a falta de desinfectantes a nível nacional e as dificuldades na distribuição dos mesmos, seja por ruptura de stocks e/ou por demorada reposição em tempo útil, as empresas produtoras de cervejas artesanais e empresas relacionadas com o sector, juntaram-se para oferecer ácido peracéptico já diluído, e pronto a utilizar, aos Centros de Saúde, Forças de Segurança e de Protecção Civil, Serviços Municipais, outras entidades públicas ou privadas, que trabalhem para a protecção de pessoas e comunidades.

A iniciativa partiu de Hugo Santos, produtor da cerveja Chica, que ao ser alertado pelas Forças de Segurança locais, percebeu que o ácido peracéptico utilizado para higienizar e desinfectar os equipamentos, poderia ser usado a uma escala alargada, pelas entidades e autoridades portuguesas. Partilhou no grupo fechado de cervejeiros no WhatsApp e rapidamente todos se juntaram, unindo esforços, cedendo stocks, embalagens e transporte. Diogo Trindade, produtor da cerveja Lindinha Lucas e administrador do grupo no WhatsApp, rapidamente escreveu um comunicado que partilhou nas redes sociais, exponenciando o alcance da iniciativa. Foram definidos pontos de entrega de donativos de mais materiais e recolha de ácido peracéptico pronto a usar nas cidades do Porto, Coimbra, Lisboa e na Margem Sul de Lisboa.

Entre todas as cedências de stocks, oferta de cervejeiros e distribuidores, até agora, já foram disponibilizados cerca de 100 mil litros de ácido peracéptico diluído, quantidade que pretendem ampliar nos próximos dias. Até agora aderiram a esta iniciativa as seguintes empresas do ramo cervejeiro: Chica, Trevo, Lindinha Lucas, Epicura, Craft Temple Distribuição, Kenga, Gayata, Rima, Piratas Cervejeiros, Velhaca, Post-Scriptum, Fidélis, Tough Love, Biltre, Sovina, Barona, Praxis, Xô Carago, Alvoreada, Ermida, Lince, Açor, Lupum, Colossus, Nortada, Bordalo, Letra, a este movimento solidário juntou-se também a cervejeira de Vialonga, do Grupo Central de Cervejas, bem como a Christeyns, Quimiserve.

As empresas cervejeiras lançam o repto e pedido de apoio a outras empresas, para que também contribuam, criando condições para ampliar a ajuda: faltam embalagens para transporte, como garrafões ou baldes com tampa, embalagens para aplicação do desinfectante, como borrifadores, e falta mais líquido desinfectante, sendo pedido às empresas produtoras e distribuidoras de produtos químicos para desinfecção, que também colaborem para ser possível combater a Covid-19 de forma mais célere.

Rocim lança cerveja artesanal MiMi

Já vinha a ser anunciado há alguns meses e os teasers eram muitos, mas finalmente chegou a hora da Herdade do Rocim lançar oficialmente a MiMi, uma grape ale com mosto da uva mais emblemática da Vidigueira, a Antão Vaz. A palavra ”artesanal” nunca fez tanto sentido, pois além de nascer de um processo manual […]

Já vinha a ser anunciado há alguns meses e os teasers eram muitos, mas finalmente chegou a hora da Herdade do Rocim lançar oficialmente a MiMi, uma grape ale com mosto da uva mais emblemática da Vidigueira, a Antão Vaz. A palavra ”artesanal” nunca fez tanto sentido, pois além de nascer de um processo manual e cuidadoso, respeitando todas as fases de evolução, esta cerveja fermenta em ânfora de barro durante doze dias, o mítico recipiente tão ligado à cultura ancestral dos vinhos no Alentejo. Depois dessa fermentação, do mosto de uva já misturado com o mosto de cerveja, a MiMi decanta a frio durante cerca de doze meses, é aprimorada e engarrafada, refermentando e maturando em garrafa por dois meses.

A custar 3.60 euros, a MiMi Grape Ale poderá ser aquirida em garafeiras especializadas, por todo o país.

“Esporão no Porto” com provas e workshops

O Esporão no Porto, localizado na Rua do Almada 501, acaba de apresentar a sua agenda de provas e workshops de Janeiro a Março. Sujeitos a reservas pelo telefone ou e-mail, vão decorrer também algumas provas e workshops especiais de carácter único, como as conversas de azeite, que contarão com a oleóloga do Esporão Ana […]

O Esporão no Porto, localizado na Rua do Almada 501, acaba de apresentar a sua agenda de provas e workshops de Janeiro a Março. Sujeitos a reservas pelo telefone ou e-mail, vão decorrer também algumas provas e workshops especiais de carácter único, como as conversas de azeite, que contarão com a oleóloga do Esporão Ana Carrilho e a participação de produtores de Trás-os-Montes e Alentejo.

De Terça-feira a Sábado, antes do almoço ou durante a tarde, haverá várias provas: Vinhos de Talha, Loureiro do Minho, Brancos e Tintos com Madeira, Terroir de Murças, entre outras. Para quem gosta de azeite, está prevista também uma prova sobre Azeite do Esporão e para os adeptos de cerveja haverá uma prova das versões Lager, Amber e IPA da Cerveja Sovina.

As reservas são feitas através do e-mail esporaonoporto@esporao.com

A agenda:

Provas – Todos os dias de 3.ª a Sábado antes do almoço ou durante a tarde

 

Alentejo vs. Douro – Quatro vinhos que contam a história de duas regiões

Brancos e Tintos com Madeira – Quatro vinhos do Alentejo que mostram as diferenças dos estágios em madeira

Talha vs. Ânfora – Vinho alentejano que resulta de uma técnica ancestral e uma nova perspectiva no Douro

Vinhos de Talha – Vinhos produzidos em ânforas antigas de barro — Talhas

Loureiro do Minho – A versatilidade da casta em três vinhos distintos

Terroir de Murças – Três vinhos que exprimem a diversidade da Quinta dos Murças no Douro

Azeite do Esporão – Três azeites, sabores distintos, usos diversos

Herdade do Esporão – A gama principal do Esporão é dada à prova em quatro vinhos

Cerveja Sovina – A cerveja artesanal do Esporão nas versões Lager, Amber e IPA

Provas Especiais e Workshops

Janeiro

Dia 14 / TerçaGama Esporão Com o enólogo David Baverstock

 Dia 17 / SextaConversas de Azeite Com a oleóloga Ana Carrilho

Dia 23 / QuintaQueijos e Vinhos Prova com Alberte Díaz, Queijaria do Almada e António Roquette, Enoturismo da Herdade do Esporão

Conversas com os Artesãos – Outono – Com Passa Ao Futuro

Fevereiro

Dia 11 / Terça – Prova — As Diferentes Origens da Quinta dos Murças Com o enólogo José Luís Moreira da Silva

 Dia 20 / QuintaCerveja Sovina Visita à fábrica e prova no Esporão No Porto + petiscos, com o mestre cervejeiro Fábio Torre

Dia 27 / Quinta – Prova Varietais Com o enólogo David Baverstock

Março

Dia 4 / Quarta Sovina e Sobremesas Pairing de sobremesas e Sovina com o mestre cervejeiro Fábio Torre

Dia 10 / TerçaProva vertical Quinta Dos Murças Reserva, 2010 – 2015 Com o enólogo José Luís Moreira da Silva

Dia 24 / TerçaVinhos de Talha Com o Gestor do Enoturismo da Herdade do Esporão António Roquette

Dia 21 / SábadoMontra Esporão No Porto #2

Cerveja artesanal: Criatividade e paixão

São já quase uma centena as marcas de cervejas criadas por pequenos produtores, dando corpo à categoria a que se convencionou chamar “cerveja artesanal”. Um nome apropriado, já que em cada copo destas cervejas está um pouco do empenho, da paixão e da capacidade de quem a produz. TEXTO José Miguel Dentinho FOTOS Ricardo Palma […]

São já quase uma centena as marcas de cervejas criadas por pequenos produtores, dando corpo à categoria a que se convencionou chamar “cerveja artesanal”. Um nome apropriado, já que em cada copo destas cervejas está um pouco do empenho, da paixão e da capacidade de quem a produz.

TEXTO José Miguel Dentinho
FOTOS Ricardo Palma Veiga

Há quem diga, de uma cerveja artesanal, que são “10 minutos de prazer” ou a “felicidade pura num copo”. Outros salientam que é “autêntica”, um “arquétipo”, uma “bebida intelectual que deve ser saboreada e não ingerida avidamente”. São inúmeras as definições deste tipo de cerveja, apreciada nas celebrações do dia-a-dia e considerada, por muitos, como algo especial que torna os dias melhores.
Cada copo de cerveja artesanal, ou craft beer, em inglês, mostra a criatividade e a paixão de quem a produz e a complexidade dos seus ingredientes. Este tipo de cerveja é um tesouro para milhões de pessoas no mundo, que consideram que não se trata apenas de uma bebida fermentada, mas algo que deve ser apreciado com moderação, partilhado e reverenciado. Tem também a vantagem de ser versátil, pois melhora a experiência de uma refeição quando emparelhada com comida, e pode ser usada, na cozinha, como ingrediente de diversos pratos.
Nos últimos anos, o conceito de cerveja artesanal tem estado em debate, principalmente a partir do momento em que as grandes cervejeiras começaram a introduzir-se no setor, após décadas de concentração dos seus esforços a vender um só estilo para um leque alargado de consumidores.[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A defesa do conceito
O movimento que tornou possível a ressurreição de estilos antigos de cerveja, e a criação de uma nova geração, através da investigação, em conjunto com os produtores de matérias-primas, de técnicas inovadoras de produção para acentuar ainda mais os aromas frescos e potentes do lúpulo e do malte, tratou de defender o seu trabalho denominando estes tipos e estilos de cerveja, inicialmente como de produção em microcervejarias e, mais tarde, como craft beers ou cervejas artesanais.
Mas esta última mudança pode ter sido uma falha técnica, porque microcervejarias é um conceito fácil, desde que se estabeleça a dimensão das unidades de produção. Mas o de cerveja artesanal dificilmente pode ser definido, nem serve para diferenciar uma cerveja de outra. No fundo, apenas significa o mesmo, que é produzido numa cervejeira geralmente de pequena dimensão, pois o conceito de artesanal não é propriedade de ninguém e não significa nada em particular a não ser isso.
Afinal, a maioria das cervejas artesanais não é produzida à mão nem mexida com uma colher de pau nas pequenas empresas do setor. A produção na maior parte destas também é automatizada. Nos casos em que isso não acontece, os seus proprietários terão de investir em tecnologia se as suas vendas crescerem, porque empregar mão-de-obra na produção é mais caro do que usar máquinas.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”29075″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” bg_color=”#eaeaea” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” shape_type=””][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”O que é uma cerveja artesanal?”][vc_column_text]Apesar de não haver uma definição precisa do que são cervejas artesanais, o que a palavra define é que são diferentes, únicas, e refletem o conceito de quem as produz.

De pequena dimensão
Pequenas unidades, isoladas ou integrando restaurantes e pubs, como acontece nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Bélgica e República Checa, e raramente em Portugal. Geralmente são apenas distribuídas local ou regionalmente.

Independentes
A maior parte das empresas que produz cervejas artesanais no mundo não pertence às grandes companhias do setor.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”29076″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][divider line_type=”No Line” custom_height=”10″][vc_column_text]…e tradicionais
As suas cervejas apenas usam ingredientes tradicionais – água, malte de cevada ou outros cereais e lúpulo – na sua produção.O importante é que seja boa
A cerveja artesanal pode ser produzida por qualquer pessoa ou empresa que tenha a capacidade e as aptidões técnicas para o fazer. O importante é que seja boa. E isso não está ao alcance de todos, porque não é tão fácil, como isso, conseguir fazer produtos de qualidade elevada.
O conceito de cerveja artesanal está a desenvolver-se pouco a pouco e ainda não está totalmente bem definido. Mas isso não é muito importante. O que é realmente interessante é que o setor cervejeiro está a disponibilizar, para o mercado, em Portugal e no resto do mundo, cada vez mais cervejas variadas, com sabores e aromas mais acentuados, frescos e diferenciados.
Não se trata apenas de uma revolução no setor da cerveja, mas sim de um movimento que abrange todo o conceito de tudo o que é “artesanal”. As redes sociais e a Internet estão a ajudar muitos consumidores a encontrar produtos diferenciados, e a informar-se, de forma independente da publicidade que nos chega todos os dias através da televisão, rádio, imprensa, etc…, sobre produtos inovadores que podem proporcionar experiências originais e diferentes. É nesta área que as cervejas da nova geração, ou as produzidas com base em receitas antigas, têm tido mais sucesso, abrindo um segmento de mercado premium que se tornou apetecível, para qualquer cervejeira, independentemente da sua dimensão.[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Consumidores pouco fiéis
Grandes grupos do sector investiram na aquisição de algumas pequenas unidades de produção da nova geração que souberam consolidar a sua posição no mercado. Por aqui, a Unicer criou o que a empresa designa como mini-oficina de cerveja artesanal, para produzir as suas 1920. A Central de Cervejas, por seu turno, fundou a Hoppy House Brewing, empresa dedicada à produção e comercialização de cervejas artesanais em Portugal, que relançou as marcas tradicionais de Coimbra, Topázio e Onyx, em parceria com a Praxis, microcervejeira desta cidade e, mais recentemente, lançou a marca portuense Loba, com a Post Scriptum Brewery, em três variedades: Loba Session IPA, Loba Rye Red Ale e Loba Oat Pale Ale.
Mas não é fácil dominar uma área na qual as pessoas procuram coisas especiais, até porque é um sector em que os consumidores são pouco fiéis a marcas particulares. O que querem é experimentar cervejas novas, diferentes, organizando sessões de provas comparativas, sós ou com amigos, e partilhando as suas experiências nas redes sociais.
Actualmente as grandes cervejeiras estão a usar técnicas diferenciadas para comercializar as suas marcas da nova geração, tanto as das unidades que adquiriram como das que começaram a produzir nas suas fábricas. Isso torna o futuro aliciante, já que haverá mais marcas para experimentar no mercado, que poderão cativar, ou não, os consumidores.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”29077″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row]Como seria expectável, os produtores de cerveja artesanal, liderados pelos seus mestres cervejeiros, manterão a liberdade para alterar as suas receitas e apresentá-las aos consumidores potenciais. Serão estes os principais beneficiados do alargamento da oferta de cervejas.
Muito ainda se vai passar neste mercado, tanto em termos mundiais como em Portugal, onde existem atualmente mais de 100 marcas de cervejas artesanais, principalmente locais ou regionais, algumas de empresas vitivinícolas, já que este sector começa a mostrar também algum interesse pela bebida.
A primeira empresa desta área a lançar uma cerveja foi a Quinta do Gradil, com a marca Xana, em 2016. No ano seguinte foi a vez da Quinta de La Rosa, que já lançou uma IPA e uma Lager e prepara-se para apresentar uma Stout no final do verão. Também em 2017, a Quinta do Portal, em parceria com a minhota Letra, lançou uma Dark Ale envelhecida em barris de Vinho do Porto. A mesma Letra apoiou-se no conhecido enólogo Anselmo Mendes para lançar uma Grape Ale, aromatizada com mosto de Loureiro, Avesso e Alvarinho. Outro produtor de referência, Dirk Niepoort apresentou a sua própria cerveja, a Grande Birra. Este ano foi a vez do Esporão, que adquiriu a maior empresa do sector das cervejas artesanais, a Sovina, com sede no Porto. É um futuro aliciante, que vale a pena assistir e viver, neste universo único que é o da cerveja.

Edição Nº16, Agosto 2018