2017 também é Vintage para Quinta de La Rosa

Acabado de chegar ao mercado, nacional e internacional, o Quinta de La Rosa Vintage 2017 comprova a declaração anunciada por parte da propriedade vitivinícola com o mesmo nome, situada a dois passos do Pinhão, em pleno Douro Vinhateiro. De acordo com a dupla Sophia Bergqvist e Jorge Moreira – proprietária e enólogo, respectivamente – o […]
Acabado de chegar ao mercado, nacional e internacional, o Quinta de La Rosa Vintage 2017 comprova a declaração anunciada por parte da propriedade vitivinícola com o mesmo nome, situada a dois passos do Pinhão, em pleno Douro Vinhateiro. De acordo com a dupla Sophia Bergqvist e Jorge Moreira – proprietária e enólogo, respectivamente – o Vintage 2017 está pronto a rivalizar com a mítica colheita de 2011. O seu lançamento faz-se em garrafas de 375 e 750 ml.
Vinhas Velhas, Touriga Nacional, Touriga Franca e algum Sousão, castas autóctones do Douro, dão origem a este Quinta de La Rosa Vintage 2017. Todas elas foram vindimadas nos mais antigos patamares da propriedade e, uma vez mais, “o enólogo Jorge Moreira teve o cuidado na escolha da fruta e do início da colheita”.
Apesar do seu elevado potencial de envelhecimento, este Vintage pode ser apreciado enquanto jovem, como digestivo ou a acompanhar queijo ou chocolate.
Vinhos Quinta Vale D’Aldeia distribuídos pela Vinalda

A partir já deste mês, a Vinalda começa a distribuir exclusivamente, no mercado nacional, dos vinhos da Quinta Vale D’Aldeia, produtor da Mêda, no Douro Superior. As marcas, Quinta Vale D’Aldeia, Vale D’Aldeia e Infiel, nascem numa propriedade com cerca de 120 hectares de vinha e 200 no total, e a sua produção anual está […]
A partir já deste mês, a Vinalda começa a distribuir exclusivamente, no mercado nacional, dos vinhos da Quinta Vale D’Aldeia, produtor da Mêda, no Douro Superior.
As marcas, Quinta Vale D’Aldeia, Vale D’Aldeia e Infiel, nascem numa propriedade com cerca de 120 hectares de vinha e 200 no total, e a sua produção anual está entre os 700 e os 800 mil litros. Este projecto familiar aposta em parcerias estáveis com clientes, na distribuição moderna e no canal HoReCa, destinando-se a consumidores e ocasiões de diversos tipos.
Para José Reverendo Conceição, Director-Geral e enólogo da Quinta Vale D’Aldeia “esta parceria com a Vinalda representa um importante reforço de todo o trabalho que desenvolvemos até aqui, para podermos continuar a crescer no mercado nacional, uma vez que partilhamos os mesmos valores e desígnios”.
O enólogo da QVA explica que “o objectivo é fazermos vinhos de qualidade com algum volume”, e considera que “os nossos factores diferenciadores passam pela qualidade e estabilidade da produção – devido à área de vinhas próprias –, bem como pelo perfil diferente dos vinhos: Douro Superior de vinhas de altitude”.
José Espírito Santo, Diretor-Geral da Vinalda, afirma que “ao estabelecermos esta parceria com a Quinta Vale D’Aldeia, a Vinalda pretende não só alargar o seu portfólio no Douro, mas apostar num projecto familiar com forte ligação à terra, que alia a inovação a uma consistente visão de mercado, produzindo vinhos com carácter e frescura”.
Quinta Vale D. Maria declara Vintage 2017

A Quinta Vale D. Maria declarou, recentemente, o ano de 2017 como ano Vintage. O Quinta Vale D. Maria Porto Vintage 2017 é a 5ª declaração da empresa desta década, e a 20ª de Cristiano van Zeller, administrador. Com origem num dos bonitos vales do Douro, o vale do rio Torto, este vinho reflecte o […]
A Quinta Vale D. Maria declarou, recentemente, o ano de 2017 como ano Vintage. O Quinta Vale D. Maria Porto Vintage 2017 é a 5ª declaração da empresa desta década, e a 20ª de Cristiano van Zeller, administrador. Com origem num dos bonitos vales do Douro, o vale do rio Torto, este vinho reflecte o carácter e a distinção do terroir de Quinta Vale D. Maria.
Para Cristiano van Zeller, esta declaração não é uma surpresa: “A evolução da viticultura no Douro e, no nosso caso específico, as condições únicas da Quinta Vale D. Maria, permitem produzir grandes Porto Vintage com mais regularidade. O ano de 2016 não foi igual ao de 2017 e cada um destes dois Vintage reflecte isso mesmo. São ambos excepcionais e merecedores da distinção. Na Quinta Vale D. Maria a variedade e densidade das castas, a idade das vinhas e as múltiplas altitudes e exposições solares são fortes contributos para uma produção consistente de Vinhos do Porto com grande estrutura e complexidade. Em todas as fermentações para Vinho do Porto, feitas exclusivamente em lagares, trabalhamos com um único objectivo: o de produzirmos um excelente Vinho do Porto Vintage”.
Esta declaração Vintage é um marco único e especial na carreira do administrador: “Neste meu já longo percurso de 39 anos no Douro, e a produzir Vinho do Porto, poder declarar um Vintage é ainda um momento especial e o de maior realização e satisfação pessoal. Para se conseguir esta chancela de qualidade existe um grau de exigência muito elevado, desde os desafios que a própria região do Douro nos propõe, passando pelos nossos amigos e parceiros de negócio, finalizando no próprio consumidor. Contar com 20 declarações de Porto Vintage ao longo destes 39 anos é algo único na vida de um produtor e do qual muito me orgulho”.
Graham’s cria prova exclusiva para aficionados

A Graham’s, da Symington Family Estates, acaba de criar uma nova prova que prima pela exclusividade. A Prova Sala dos Directores contempla uma visita privada ao armazém e garrafeira, onde é explicada a história, o processo e os métodos de envelhecimento da Graham’s, e o acesso a alguns dos vinhos mais cotados da marca, enquanto […]
A Graham’s, da Symington Family Estates, acaba de criar uma nova prova que prima pela exclusividade. A Prova Sala dos Directores contempla uma visita privada ao armazém e garrafeira, onde é explicada a história, o processo e os métodos de envelhecimento da Graham’s, e o acesso a alguns dos vinhos mais cotados da marca, enquanto se desfruta de uma vista bonita para o rio Douro.
A nova proposta da Sala dos Directores oferece duas opções: Prova Symington, em que é possível apreciar vinhos do Porto das várias marcas da família; ou Prova Super Premium Tawny (Graham’s 30 e 40 anos e Colheita 1994) ou Super Premium Vintage (Vintages de 1983, 2000 e 2003). Em todas as opções, é servida uma selecção de queijos e trufas de chocolate. O preço da Prova Symington é de 250 euros. Da Prova Super Premium Tawny ou da Prova Super Premium Vintage o valor é de 200 euros, por pessoa. Estas provas decorrem todos os dias entre as 10h e as 17h, sujeitas a inscrição prévia.
Novo enoturismo na fronteira dos ‘Verdes’ com o Douro

O projecto chama-se Quinta de Santa Teresa e está junto ao lugar de Loivos da Ribeira, concelho de Baião. Pode não parecer, mas Peso da Régua fica a 10 quilómetros em linha recta. E o rio Douro passa a quilómetro e meio a sul, mas os vinhos desta quinta ainda estão na região dos Vinhos […]
O projecto chama-se Quinta de Santa Teresa e está junto ao lugar de Loivos da Ribeira, concelho de Baião. Pode não parecer, mas Peso da Régua fica a 10 quilómetros em linha recta. E o rio Douro passa a quilómetro e meio a sul, mas os vinhos desta quinta ainda estão na região dos Vinhos Verdes. A bonita quinta é propriedade do casal Alexandre e Dialina, que fundou a produtora de vinhos A&D Wines. A Quinta de Santa Teresa foi adquirida em 2015 e, desde logo, os proprietários pensaram em recuperá-la para enoturismo. Mas as primeiras atenções foram para a vinha e depois para a nova adega.

Eis que chegou finalmente a vez de se abrir o ponto de Enoturismo. O portefólio de actividades é vasto, como o passeios nas vinhas, jardins e bosque; ou ainda o contacto com o dia-a-dia da quinta e, porque não, uma prova de vinhos à escolha a realizar na nova sala de provas, situada no cimo da propriedade. Nesta quinta são produzidos os vinhos Singular e Monólogo, ambos já com provas dadas. Refira-se que a Quinta de Santa Teresa dispõe de uma área contígua e murada de 33 hectares, a maioria com vinha em socalcos suportados por muros em granito e servidos por acessos pavimentados em calçada.
O programa de Enoturismo da A&D Wines oferece ainda a oportunidade de preparar e servir almoços, lanches, jantares vínicos ou outro tipo de actividades, para grupos de pequena dimensão.

A Quinta de Santa Teresa dispõe ainda de várias edificações de relevante valor arquitectónico, desde a casa principal a outras várias casas de menor dimensão quer de habitação quer de suporte à actividade agrícola. Distribuídos por toda a propriedade estão dispostos jardins, lagos, uma generosa piscina e bosque. O horário das visitas vai das 10h às 12h e das 14h às 18h. É necessário reservar antecipadamente pelo e-mail info@andwines.pt ou pelo telefone 229 419 378/9.
TEXTO: António Falcão
Bordéus e Douro em diálogo

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]O projecto dos vinhos Roquette e Cazes nasceu da amizade de duas famílias, os Roquettes do Crasto e os Cazes do Château Lynch-Bages. Longe dos focos de luzes e da boca do palco duriense, estes, são grandes […]
[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]O projecto dos vinhos Roquette e Cazes nasceu da amizade de duas famílias, os Roquettes do Crasto e os Cazes do Château Lynch-Bages. Longe dos focos de luzes e da boca do palco duriense, estes, são grandes vinhos a merecerem toda a atenção.
TEXTO João Paulo Martins FOTO Anabela Trindade
Xisto é um nome vulgar no Douro: identifica o solo e o tipo de pedra que caracteriza a região. É mesmo um dos factores diferenciadores do Douro em relação a outras zonas. Mas Xisto acabou por ser também o nome de um vinho tinto que resultou de uma associação luso-francesa. Foi a mais recente edição – de 2015 – que foi agora objecto de apresentação à imprensa.
A família Cazes é proprietária do Château Lynch-Bages que fica em Pauillac (Bordéus), nome famoso que já em 1855, aquando da classificação das propriedades, foi incluída na lista dos Crus Classés. Sabemos hoje que, naquela data, a propriedade estava algo decadente e mal cuidada e terá sido por isso que se quedou num quinto nível quando hoje, caso se refizesse a classificação – algo que o bom-senso aconselharia mas que o conservadorismo francês não autoriza – estaria, se não no primeiro, seguramente no segundo nível. A ligação dos Cazes a Portugal é também familiar ou, se se quiser, sentimental, porque Jean-Michel, o actual proprietário, é casado com uma portuguesa. Daqui até se pensar numa aventura conjunta com os Roquette foi um passo curto. Nasceu assim em 2002 a empresa Roquette & Cazes e o Xisto 2003 foi o primeiro vinho com que surgiram no competitivo mercado dos tintos durienses. Desde o início que foi pensado para ser um topo de gama, mas em 2006 a estratégia mudou e assim resolveu-se criar uma nova referência – Roquette & Cazes – que passou a funcionar como marca com edição anual, reservando-se o Xisto apenas para os melhores anos. Assim a produção do Roquette & Cazes atinge as 60.000 garrafas/ano, enquanto o Xisto se queda por uma quantidade que varia entre 3.000 e 5.000 garrafas.
A fim de assegurar uvas para estes vinhos a empresa investiu no Douro Superior, numa vinha – quinta do Meco, com 22 ha de vinha – ao lado da vinha que o Crasto também adquiriu, a quinta da Cabreira. Todo o trabalho é assegurado pela quinta do Crasto, desde o granjeio da vinha até ao estágio em barrica. Para já, e enquanto esta vinha não ultrapassa a fase da juventude, as uvas para o tinto Xisto têm origem em vinhas velhas de Foz Côa.[/vc_column_text][image_with_animation image_url=”35322″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][vc_column_text]Qualidade notável
Nesta que foi a primeira apresentação pública dos vinhos da empresa estiveram presentes Jean-Charles Cazes (filho de Jean-Michel) e Daniel Llose, enólogo que há décadas (desde 1976) é o responsável pelos vinhos do Château Lynch-Bages e era também consultor da AXA Millésimes sendo, por via disso, consultor também da quinta do Noval. Actualmente, já reformado da AXA, continua unicamente ligado à família Cazes. Manuel Lobo, enólogo do Crasto, apresentou os vinhos. Para já só tintos, mas não se descura a hipótese de no futuro se vir a produzir branco com as marcas referidas. Tomás Roquette foi o anfitrião e a apresentação decorreu no restaurante Jncquoi, em Lisboa.
A marca Roquette & Cazes assenta num lote de Touriga Nacional (60%), Touriga Franca e Tinta Roriz, estas duas com variações, dependendo do ano vitícola. As uvas têm origem mista, algumas do Cima Corgo e outras do Douro Superior. Em média o estágio em barrica prolonga-se por 18 ou 20 meses. Os vinhos têm uma qualidade notável, só lhes falta visibilidade e aceitação pelos consumidores portugueses. Na exportação são já 30 os países destinatários, sinal evidente da alta qualidade que apresentam. A marca, como nos informou Tomás Roquette, tem condições para crescer, assim exista interesse e procura do mercado.
O tinto Xisto surge agora (no mercado em Abril) na colheita de 2015, sendo esta a oitava edição deste tinto. O estágio desenrola-se em barrica nova e também noutras usadas, provenientes do château bordalês.[/vc_column_text][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Em prova”][vc_column_text][ products skus=”V04634,V04635,V04636,V04637,V04638,V04639″ columns=”2″ ][/vc_column_text][vc_column_text]
Edição Nº23, Março 2019
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Symington doa ambulância e entrega bolsas de estudo

A Symington Family Estates tem, nos últimos anos, desenvolvido um projeto de responsabilidade social e apoio à educação de forma a assegurar o futuro da região. Esta aposta contínua já se materializou na doação de uma ambulância aos Bombeiros Voluntários da corporação de Sanfins do Douro e na entrega das primeiras bolsas de estudos a […]
A Symington Family Estates tem, nos últimos anos, desenvolvido um projeto de responsabilidade social e apoio à educação de forma a assegurar o futuro da região. Esta aposta contínua já se materializou na doação de uma ambulância aos Bombeiros Voluntários da corporação de Sanfins do Douro e na entrega das primeiras bolsas de estudos a dois estudantes da Universidade de Trás-os-Montes (UTAD), em Vila Real.
Na verdade, 2019 marca o décimo primeiro ano em que a Symington Family Estates apoia os Bombeiros Voluntários que, além de fornecerem um apoio vital à comunidade local no caso de emergências médicas, também combatem os incêndios florestais que ocorrem regularmente no Douro durante os meses secos do Verão. Até ao momento já foram contempladas, com a oferta de uma ambulância, corporações das seguintes regiões: Pinhão, São João da Pesqueira, Provesende, Carrazeda de Ansiães, Lamego, Régua, Vila Nova de Foz Côa, Tabuaço, Vila Flor, Sabrosa e, agora, Sanfins do Douro. Também a aquisição de equipamento médico de suporte de vida para o hospital de Alijó e de equipamento médico específico de cardiologia para a Cruz Vermelha de Sabrosa, já tiveram lugar.
No ano passado, a Symington anunciou a atribuição de duas bolsas de estudo em cada ano lectivo no seguimento de um protocolo com a UTAD. Estas seriam destinadas a estudantes dos cursos de Engenharia Agronómica e Enologia, preferencialmente naturais da Região Demarcada do Douro, e cobririam o pagamento integral das propinas dos três anos da licenciatura. Estas foram agora entregues, uma das bolsas reservada ao aluno com melhor média e a outra ao jovem que, de outra forma, não conseguiria prosseguir os estudos.
A olhar para o enófilo português

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Álvaro e Fernando van Zeller são dois irmãos que decidiram lançar-se num projecto de vinhos a que deram o nome de Barão de Vilar. Um amigo juntou-se-lhes e a equipa parece funcionar com excelência, a julgar pelo […]
[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Álvaro e Fernando van Zeller são dois irmãos que decidiram lançar-se num projecto de vinhos a que deram o nome de Barão de Vilar. Um amigo juntou-se-lhes e a equipa parece funcionar com excelência, a julgar pelo crescimento que têm registado nos últimos anos.
TEXTO António Falcão
NOTAS DE PROVA Luís Lopes
FOTOGRAFIA Anabela Trindade[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]
Corria o ano de 1996 e Fernando Luiz van Zeller deixa uma herança de Vinho do Porto aos seus filhos Fernando e Álvaro. O stock era suficiente (mais de 150 mil litros) para se conseguir criar uma empresa de produção e comércio de Vinho do Porto e foi exactamente isso que os irmãos fizeram, recorrendo para o nome da empresa ao título de um antepassado, o Barão de Vilar.
Nenhum dos intervenientes era estreante nos vinhos, muito pelo contrário. A família van Zeller tem longuíssimos pergaminhos no vinho, especialmente no Vinho do Porto. São, pelo menos, 15 gerações dedicadas à produção e comércio de vinhos! O primeiro antepassado chegou a Portugal no século 17, fugido das guerras religiosas nas terras holandesas. “É um caso ímpar em Portugal”, considera Rui Correia de Carvalho, o sócio dos van Zeller nesta aventura. Rui é uma espécie de gestor polivalente; Fernando trata da área comercial e Álvaro da enologia.
Rui só entra em 2008, para dinamizar a empresa, que estava numa espécie de ‘limbo’. Foi colega de curso de Fernando, mas quando entrou no projecto tinha acabado de vender uma empresa sua. E a equipa funcionou como uma banda de música de sucesso… No espaço de 10 anos, diz-nos Rui, “cresceram todos os meses”. Em termos de recursos humanos, falamos de passar de 3 para 40 pessoas; em volume, de 80 mil litros de Vinho do Porto vendido anualmente para, este ano, quase 1 milhão; e ainda conseguiram multiplicar a facturação 14 vezes, fechando 2018 com mais de 7 milhões de euros! Números impressionantes para “a mais jovem empresa de Vinho do Porto, mas com uma história familiar de 4 séculos”. Palavras de Rui Correia de Carvalho.
[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”30″][image_with_animation image_url=”34683″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Equipa ganhadora”][vc_column_text]
Como é isto possível? Um dos segredos residiu no know-how comercial de Fernando van Zeller, especialista em vender vinhos portugueses no estrangeiro, mesmo em grandes quantidades. Junte-se isto à capacidade enológica do ‘master blender’ Álvaro van Zeller, e o cocktail estava semi-pronto. Faltava apenas arranjar produto e gamas/marcas consistentes. “Apostámos na diferenciação face às outras empresas de Vinho do Porto”, revela Rui. Especificando, a equipa trabalhou na criação de vinhos diferentes (Porto branco velho, por exº), na criação de Portos biológicos (são 5 as referências que a empresa tem) e um cuidado extremo na apresentação, tanto nos rótulos como na embalagem e/ou garrafa. A empresa vende também em vários formatos (mais de uma centena!), incluindo diversas garrafas mais pequenas e os tubos (Wine in Tube, parecido com um tubo de ensaio). Só destes vendem-se centenas de milhar, revela Rui. O facto de existirem conjuntos temáticos – como os vários estilos de Vinho do Porto, por exemplo – ajudou muito.
Outro factor de sucesso passou ainda por conseguirem preços mais acessíveis para o Porto, em cada uma das gamas, mas em especial nas mais caras. “Muitas pessoas não compravam portos mais caros por falta de dinheiro ou por não lhe atribuírem o valor que custa. A partir do momento que têm um produto um pouco mais em conta, as vendas disparam”, refere-nos Rui. E dá o exemplo do tawny 40 anos, segmento em que a empresa detém 25% da quota de mercado, sendo o maior operador. Aliás, apesar do seu tamanho ainda pequeno, a Barão de Vilar é a quinta maior empresa do Vinho do Porto nas categorias especiais, ultrapassando operadores com produções muito maiores. Rui diz-nos que a empresa vende entre 80 e 85% em vinhos de categorias especiais, uma percentagem muito elevada face à maior parte da concorrência.
[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”34687″ alignment=”center” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Vinho do Porto é rei, mas cresce aposta nos DOC Douro”][vc_column_text]
Em cada 100 euros facturados nesta casa, o Vinho do Porto é responsável por 85. Se falarmos em quantidades, a proporção é mais equilibrada: 70/30. Como é evidente, o preço médio do Porto é superior ao do vinho do Douro. Por outro lado, a grande maioria do vinho vai para o estrangeiro. Mais concretamente 85%. “É mais fácil um alemão ou dinamarquês conhecer uma marca nossa que um português”, graceja Rui. Mas as coisas estão a mudar e a empresa vai dar mais atenção este ano ao mercado nacional. Até contrataram uma especialista em comunicação/marketing, Mariana Cestari.
Por outro lado, os responsáveis não escondem que querem crescer nos vinhos não-generosos, especialmente nas gamas altas. Que já tem vinhos muito premiados, a nível internacional e também nacional. O Zom Grande Reserva Touriga Nacional 2011, por exemplo, foi o vencedor da última edição do Concurso de Vinhos do Douro Superior, na categoria de tintos, batendo uma fortíssima concorrência.
[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Adega no Douro Superior, armazém em Gaia”][vc_column_text]
Este vinho vem de uma das quintas – a Quinta de Zom – com que a Barão de Vilar trabalha directamente. Pertence aos sogros de Álvaro e está quase encostada a Espanha, no Douro Superior. A outra quinta é mesmo dos van Zeller e chama-se Quinta do Saião. Tem cerca de 80 hectares e situa-se também no Douro Superior, no Concelho de Vila Nova de Foz Côa.
Só lá estão 9 hectares de vinha (a maioria é recente) mas é possível ampliar a área até aos 40 ha. Estas e outras uvas, adquiridas a viticultores locais, vão para a adega da casa, instalada em Santa Comba da Vilariça, sobretudo dedicada a DOCs Douro. À frente está Mafalda Machado, técnica com várias vindimas realizadas no Douro, especialmente em não-generosos. Álvaro está agora a prepará-la para ficar mais à vontade no Vinho do Porto e em especial, claro, na arte do lote. De facto, tal como as outras empresas do ramo, a Barão de Vilar recorre à compra de vinhos (e também uvas) por todo o Douro. E nessa tarefa será mesmo o operador mais activo da região, calcula Rui. Não surpreende, contudo, dada a juventude da empresa. Todos os outros têm stocks de longa data… Aqui, temos que distinguir o que é a aquisição de stocks de vinho do Porto e a chamada compra de vindima. No primeiro caso, as aquisições são pontuais. No segundo, a Barão de Vilar tem fornecedores regulares e as aquisições são, diz Rui, “selectivas”. Ou seja, só compram o melhor…
Tudo tem que ser provado (e aprovado) e só depois se fazem lotes. Com esta equipa prova o conhecido enólogo Manuel Vieira, amigo de longa data de Álvaro. As provas decorrem todas as semanas em Vila Nova de Gaia, onde estão a sede e os armazéns, que pertenciam à Quinta do Noval (que foi propriedade van Zeller). Aqui repousam alguns cascos de Vinho do Porto e preciosidades já lotadas em pequenas cubas de inox, à espera do enchimento. As Instalações são de boa dimensão, mas precisariam de obras de vulto para serem preparadas para o enoturismo. Não está, contudo, nos planos próximos da gestão.
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A estrutura de imóveis da empresa contempla ainda um enorme armazém no Pocinho (Douro Superior), onde estão centenas de cascos a envelhecer Vinho do Porto. “É o nosso cofre”, considera Álvaro, a pensar em volumes superiores ao milhão de litros. Usar madeira é uma solução cara, por várias razões, incluindo a evaporação do vinho. Neste sentido, a Barão de Vilar entrou num curioso projecto com um engenheiro especialista em climatização para minorar as perdas por evaporação. Isso passará por controlo de humidade e de temperatura e Rui considera que serão soluções inovadoras. Estas instalações servem ainda de recuperação de cascos velhos que a empresa vai adquirindo a vários produtores da região. Ao mesmo tempo, apoiam a formação de novos tanoeiros.
Para o futuro mais próximo, a equipa da Barão de Vilar quer consolidar o que já foi alcançado. Mas não vai abandonar o crescimento, que este ano irá basear-se sobretudo no mercado português e, em grande parte, nos vinhos não-generosos. “Vamos deixar de ser ilustres desconhecidos em Portugal”, garante Mariana Cestari. Os enófilos portugueses vão certamente agradecer.
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Edição Nº23, Março 2019
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