Horta Osório, o sonho não tem idade

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]O projecto Horta Osório Wines ainda não cumpriu uma década de existência, mas já se afirma como um nome sólido do novo Douro. Por trás dos vinhos há vinhas velhas, uma adega moderna, uma equipa enológica de […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]O projecto Horta Osório Wines ainda não cumpriu uma década de existência, mas já se afirma como um nome sólido do novo Douro. Por trás dos vinhos há vinhas velhas, uma adega moderna, uma equipa enológica de gabarito. Mas, acima de tudo, está o sonho de um homem.

TEXTO Luís Francisco
NOTAS DE PROVA João Paulo Martins
FOTOS Ricardo Palma Veiga

Em 2008, José Horta Osório começou a dar forma a um projecto. Na sequência de uma carreira empresarial de sucesso e com a vantagem de já ser proprietário de terras no Douro, decidiu lançar vinhos em nome próprio. Fez aquisições, remodelou a vinha, mandou construir uma adega. A primeira colheita a sair para o mercado foi a de 2012 e a verdade é que neste reduzido lapso de tempo o nome Horta Osório já se tornou sinónimo de qualidade. Toda esta história é exemplar, mas ainda mais notável é o facto de José Horta Osório ter actualmente 88 anos. Sim, tinha 78 quando lançou o projecto.
Hoje, a casa faz cerca de 50.000 garrafas/ano e o resto das uvas vai “para o benefício”, ou seja, é entregue a empresas de Vinho do Porto. Com cerca de 50 hectares de vinha no total, 15 dos quais são de vinha velha (alguma com mais de 80 anos), a Horta Osório Wines tem a sua base no Baixo Corgo, na denominada Quinta dos Osórios, uma encosta sobre o rio Corgo com exposição nascente/sul. A construção de uma adega moderna acrescentou consistência ao projecto, que conta com enologia do residente Fernando Lázaro e do consultor João Brito e Cunha.
Esta é uma zona de excelência – e se dúvidas houvesse, basta dizer que o seu vizinho mais próximo dá pelo nome de Alves de Sousa, com a sua Quinta da Gaivosa… A propriedade inicial era bem mais pequena, mas uma série de aquisições em terrenos circundantes permitiu atingir a área actual, capaz de sustentar um projecto em que a expressão do terroir local e da alma do Douro são as ideias fortes, sustentadas por uma enologia moderna.
A vinha é maioritariamente (80 por cento) composta por castas tintas e é no campo que se centra a maior parte das atenções da equipa. “Tentamos fazer o vinho na vinha”, assume João Brito e Cunha, o enólogo consultor, que é também produtor na região (Quinta de S. José) e responsável por outros grandes vinhos do Douro, como os da Quinta da Touriga Chã ou Lubazim, por exemplo. “Estamos na fase de aprendizagem, de conhecer melhor as vinhas. Solos, produções, diferentes exposições, tudo isso tem influência no produto final.”
E, portanto, há boas razões para crer que o melhor ainda está para vir… Para já, fica a promessa de um Reserva branco que está para chegar e um conjunto de vinhos de belo registo. Na apresentação à imprensa, em Lisboa, que contou com a presença do patriarca da casa, apresentaram-se o colheita branco 2017 (9000 garrafas), o colheita tinto 2016 (30.000 garrafas), o Reserva tinto 2016 (4000 garrafas), um varietal de Sousão da colheita 2015 (1500 garrafas) e o Grande Escolha 2015 (2000 garrafas) – este último ainda em ante-estreia, a precisar de mais tempo em garrafa.
Absolutamente fabuloso![/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Edição Nº20, Dezembro de 2018

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Quinta da Gaivosa: Novas de um sólido nome do Douro

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[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]O primeiro vinho Quinta da Gaivosa tem data de 1992. Se fosse uma criança, diríamos que nasceu para brilhar. Tornou-se um clássico do dia para a noite e hoje não está sozinho, com uma gama mais alargada.

TEXTO Mariana Lopes
FOTOS Ricardo Palma Veiga

Mais um ano volvido e novos Gaivosa surgem nas prateleiras. Dois vinhos brancos, três tintos e um Porto Vintage são as novidades frescas vindas da propriedade duriense dos Alves de Sousa, família que faz vinho no Baixo-Corgo há muitas décadas, sobretudo para grandes casas de Vinho do Porto, mas que, desde 1992, engarrafa em nome próprio. O tinto Quinta da Gaivosa, o primeiro de todos, vai já na sua 13ª edição, do ano 2015, e aparece agora ao lado dos igualmente novos Branco da Gaivosa 2017, Branco da Gaivosa Grande Reserva 2015, Gaivosa Primeiros Anos tinto 2015, Quinta da Gaivosa Vinha de Lordelo tinto 2013 e Quinta da Gaivosa Vintage 2016.
Antes de Domingos Alves de Sousa assumir a propriedade da família, na década de 80, a Quinta da Gaivosa fornecia, sobretudo, vinho branco para empresas de Vinho do Porto. Uma delas era a Ferreira, onde Domingos encontrou uma pipa, vinda da sua quinta, onde se podia ler “Branco da Gaivosa”. Estava ali o nome do seu primeiro vinho branco, nascido em 1996, do qual é lançada hoje a colheita de 2017, assim como o respectivo Grande Reserva, este do ano 2015.
O Branco da Gaivosa 2017 é de Malvasia Fina, Gouveio e também Rabigato, que nesta colheita substituiu o Arinto. Tiago Alves de Sousa, enólogo em casa própria, explicou a mudança: “Queremos dar a este vinho um carácter mais ao estilo Douro.” Parte deste vinho (70%) fermentou e estagiou em inox e o resto em carvalho francês de terceiro e quarto ano. Já o Branco da Gaivosa Grande Reserva 2015 tem no seu lote Gouveio, Malvasia Fina, Avesso e Arinto, com fermentação de oito meses e estágio em barricas usadas de carvalho francês.
O Gaivosa Primeiros Anos tinto 2015 tem outra história: é feito com uvas dos primeiros anos de produção de vinhas da Quinta da Gaivosa, vinhas que ainda não atingiram maturidade para as suas uvas integrarem o lote do Quinta da Gaivosa tinto. “Perguntam-nos como é conseguimos continuar a fazer este vinho”, disse Tiago, “e a resposta é simples: estamos sempre a plantar e replantar vinha.” As clássicas Tinta Amarela, Touriga Nacional e Sousão dão origem ao Primeiros Anos, estagiando dezoito meses em carvalho francês e português usado.
O seu irmão mais velho Quinta da Gaivosa 2015 é, por sua vez, de vinhas com mais de 80 anos, de Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinto Cão e outras. Já com uma parte de barrica nova, estagia nesta e em usada durante dezasseis meses, ostentando um estilo clássico e sério. De uma vinha velha de 2,5 hectares, de mistura de 30 castas autóctones, com mais de cem anos de idade e a mais antiga da Gaivosa, surge o Vinha de Lordelo tinto 2013. “É uma vinha em anfiteatro natural com declive muito acentuado, que tem um perfil próprio e quase irreproduzível”, contou Tiago, “são precisas as uvas de três videiras para gerar uma garrafa.” Estagiou somente em barrica francesa nova, durante quinze meses, e é, segundo Domingos Alves de Sousa, “o ano mais elegante de Lordelo”. Por último, mas não em último, o Quinta da Gaivosa Vintage 2016, com Sousão, Touriga Nacional, Touriga Franca, jovem, elegante e harmonioso.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column centered_text=”true” column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Em prova”][vc_column_text]

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Edição Nº20, Dezembro 2018

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Quinta do Noval renova imagem dos vinhos Douro

Por ocasião do lançamento da última colheita, a Quinta do Noval apresenta a sua nova gama de vinhos do Douro. Esta imagem completamente redesenhada acompanha assim a evolução e reestruturação das vinhas. Os rótulos e os nomes dos vinhos foram modificados para apresentar, de forma mais clara, a grande variedade de castas, existindo agora oito […]

Por ocasião do lançamento da última colheita, a Quinta do Noval apresenta a sua nova gama de vinhos do Douro. Esta imagem completamente redesenhada acompanha assim a evolução e reestruturação das vinhas.

Os rótulos e os nomes dos vinhos foram modificados para apresentar, de forma mais clara, a grande variedade de castas, existindo agora oito vinhos, incluindo cinco de lote e três monovarietais: Maria Mansa branco, Maria Mansa tinto, Cedro do Noval branco, Cedro do Noval tinto, Quinta do Noval Touriga Nacional, Quinta do Noval Syrah, Quinta do Noval Petit Verdot, Quinta do Noval Reserva tinto.

Tintos do Douro, A perfeição cada vez mais perto

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]O Douro produz vinhos tintos de excelência, diferentes entre si, mas cada vez mais frescos e elegantes, com a barrica usada com precisão e o álcool mais contido. Sente-se uma procura pela expressão do terroir de cada […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]O Douro produz vinhos tintos de excelência, diferentes entre si, mas cada vez mais frescos e elegantes, com a barrica usada com precisão e o álcool mais contido. Sente-se uma procura pela expressão do terroir de cada vinha ou local, numa busca incessante do vinho perfeito.

TEXTO: Nuno de Oliveira Garcia
FOTOS: Ricardo Palma Veiga

O consumidor atento sabe bem que o Douro é uma das regiões com mais prestígio no mercado, sobretudo quando falamos de tintos. A fama (mais do que merecida) do Vinho do Porto ajuda a essa percepção e, desde a segunda metade dos anos 90, a região encetou um movimento de criação de valor aos vinhos DOC. Actualmente, e falando ainda de DOC, é uma região pujante, quer ao nível dos números de produtores, quer ao nível da qualidade dos vinhos.
Trata-se de uma região grande em dimensão, com uma área de vinha de mais de 42.000 hectares (metade só no Cima Corgo), mas a produção por hectare é muito baixa se comparada com outras regiões. Em 2017, e apenas quanto a vinhos certificados, depois do Alentejo, Minho e Península de Setúbal, a região do Douro é quem mais vende em Portugal, com uma quota de mercado de 4,8%. As projeções para 2018 são de crescimento, para uma quota de 5,5%. O nível de crescimento nos últimos anos é importante, sendo a região apenas suplantada em 2018 pela Península de Setúbal como aquela que mais cresceu em relação a anos anteriores.
Mas mais ainda do que o volume que produz e vende, o Douro é uma região com valor, com um número de vinhos premium e super-premium absolutamente avassalador (como as dezenas de tintos provados neste painel atestam). Aliás, no que respeita a vendas em euros, é a segunda região do país e aquela que regista a subida mais acentuada nos últimos anos. E no que respeita ao preço médio por litro, tirando os casos muito específicos do Algarve (devido ao consumo turístico local) e das Terras de Cister (centrado nos espumantes de Távora-Varosa), é o Douro que reina.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”33139″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” equal_height=”yes” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” shape_type=””][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_custom_heading text=”Buscar a diferença” font_container=”tag:h6|text_align:left” google_fonts=”font_family:ABeeZee%3Aregular%2Citalic|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal”][vc_column_text]Com tanto sucesso, o desafio do Douro é outro que não apenas a liderança dos números: é buscar diferenciação face a outras regiões e com estilos diferentes dentro da região. No primeiro caso, e dada a existência de significativa área de vinha velha com dezenas de castas autóctones misturadas, bem como a quase exclusão de castas estrangeiras (excepção de Syrah e Alicante Bouschet, esta última, todavia, presente em alguns vinhedos antigos), a diferenciação está relativamente assegurada.
Quanto ao segundo aspecto, os anos 1990 e início do novo milénio apontaram para um perfil quase generalizado da região, centrado em tintos com fruto muito maduro e de recorte encorpado. No que respeitava a topos de gama, a essas características caberia adicionar o uso de barrica (quase sempre maioritariamente) nova e alguma tendência para elevados teores alcoólicos.
Atualmente a situação é bem diferente, como demonstra a nossa prova, onde os vinhos das colheitas mais recentes de 2015 e 2016 confirmam que estamos a viver um momento pivot, uma verdadeira mudança de paradigma, aspeto para o qual João Paulo Martins já tinha salientado na prova de topos de gama do ano passado (edição de novembro de 2017). Para tal, foi crucial a verificação de dois movimentos convergentes: por um lado, vários foram os produtores que passaram a procurar um estilo mais aberto e vivo, menos centrado no fruto maduro e no álcool quase sempre por imposição do mercado (vindimando mais cedo e fugindo da obsessão pela maturação fenólica); por outro lado, novos produtores e enólogos (muitos deles jovens) apareceram na região, e sentiram a necessidade de desenvolver estilos de tintos menos padronizados, procurando distinguir-se dos restantes, ora evitando barrica nova, ora procurando uvas em altitude e/ou com exposição que garantisse menor risco de sobrematuração.
[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” equal_height=”yes” bg_color=”#e2e2e2″ scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” shape_type=””][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_text_separator title=”Rolhas de topo” color=”black”][vc_column_text]Ao contrário do que sucedera na grande prova de vinhos topo de gama do Douro realizada em 2017, praticamente não tivemos problemas de rolha nesta prova. Apenas um caso de desclassificação foi taxativamente qualificado como tendo TCA, e em apenas duas outras situações foi necessário provar uma segunda garrafa para despistar problemas de rolha (não necessariamente de TCA). Tendo em consideração as várias dezenas de vinhos provados, e em comparação com outras provas menos recentes, é de notar este registo muito positivo. Os mais inovadores procedimentos de tratamento e/ou avaliação rolha a rolha poderão estar já a dar os seus frutos…[/vc_column_text][divider line_type=”Full Width Line” line_thickness=”1″ divider_color=”extra-color-1″][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” equal_height=”yes” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” shape_type=””][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”20″][vc_custom_heading text=”2016, ano de frescura e elegância” font_container=”tag:h6|text_align:left” google_fonts=”font_family:ABeeZee%3Aregular%2Citalic|font_style:400%20regular%3A400%3Anormal”][vc_column_text]Acresce ainda um significativo investimento estrangeiro (vindo de países como Alemanha, Angola, Brasil ou França), que tem ajudado a uma renovação mais rápida ao nível do perfil dos vinhos. Tintos provenientes dos projetos Xisto e Chryseia, ou das propriedades Quinta da Romaneira, Quinta do Pessegueiro (sobretudo nas primeiras edições) ou ainda Quinta Maria Izabel, todos resultados de maior ou menor investimento transfronteiriço, mostram alguma apetência por registos mais em elegância do que em músculo.
Por fim, e no que respeita à colheita de 2016, tratou-se de um ano climatericamente mais moderado do que o habitual, com poucas oscilações e raros picos de calor. Tal significou um ciclo tardio na maturação das uvas e permitiu o raro fenómeno de a fruta ter atingido a maturação fenólica mantendo acidez elevada e um grau alcoólico relativamente baixo para a média habitual da região. Por isso, os vinhos de 2016 revelam um equilíbrio absolutamente ímpar e uma prova de boca mais fresca e menos larga do que o normal, conservando-se a potência e profundidade comuns nos grandes tintos da região.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”33138″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” equal_height=”yes” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” shape_type=””][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Isso mesmo foi-nos confirmado pelo enólogo e produtor Jorge Serôdio Borges (Wine & Soul, Quinta do Passadouro e Maritávora), para quem o ano de 2016 foi muito específico, posto que “o ciclo muito longo e um ano muito ameno proporcionaram vinhos que não precisaram de ser vindimados cedo para se manterem frescos e com boa acidez; isso fez toda a diferença”. O enólogo e também produtor Jorge Moreira (Poeira, Real Companhia Velha e Passagem) concorda e confirma que 2016 foi muito diferente de 2015. “Em regra, os 2015 são mais encorpados e têm uma fruta muito bonita e profunda, resultante de um ano quente, enquanto os 2016 são mais frescos e elegantes”, diz-nos.
Curiosamente, confrontámos este último profissional com a circunstância de dois dos seus vinhos presentes no painel parecerem contradizer a matriz dos anos, pois o Poeira 2015 revela-se fresco e elegante e o Carvalhas Vinhas Velhas de 2016 mostra-se cheio e potente. “Nesse caso, a justificação é o terroir, pois enquanto a vinha da Quinta do Poeira tem muita sombra e é virada a norte, as vinhas velhas das Carvalhas tem bastante exposição solar todo o dia e proporcionam sempre vinhos de grande concentração”, confessa-nos. Ou seja, afinal o terroir ainda é o mais importante…
Por isso mesmo, reforçamos, nas várias dezenas de vinhos provados foram visíveis diferentes registos, resultantes da localização das propriedades (por exemplo o Baixo Corgo é, em regra, mais chuvoso e fresco do que o Cima Corgo e este mais fresco e chuvoso do que o Douro Superior,) ou mesmo resultantes do preciso posicionamento das vinhas dentro das próprias propriedades (cotas mais altas perante mais baixas, por exemplo, ou consoante a exposição a sul e poente, as mais quentes, ou a norte e a nascente, as mais frescas). Em suma, é um puzzle complexo que significa, no final do dia, a riqueza de uma região que se diversifica a cada ano que passa e que, mais importante ainda, tem na diversidade de estilos mais um caminho para um sucesso que, tendo já sido alcançado, teima em ser superado.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_text_separator title=”Em Prova” title_align=”separator_align_left” color=”custom” accent_color=”#888888″][vc_column_text]

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Edição Nº20, Dezembro 2018

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Novos Douro e mais um tinto de luxo

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Foram agora apresentadas as novidades da Sogevinus, sobretudo nas gamas Reserva das várias marcas da empresa. O momento foi também de revelação da terceira edição do topo de gama, o Kopke Vinhas Velhas. TEXTO João Paulo Martins […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Foram agora apresentadas as novidades da Sogevinus, sobretudo nas gamas Reserva das várias marcas da empresa. O momento foi também de revelação da terceira edição do topo de gama, o Kopke Vinhas Velhas.

TEXTO João Paulo Martins
FOTOS Cortesia Sogevinus

Tudo aconteceu na quinta de S. Luiz, o local escolhido para a apresentação dos novos DOC Douro da empresa. Esta propriedade começou por pertencer à Kopke, empresa de Vinho do Porto, que a adquiriu em 1922. A Kopke foi posteriormente adquirida em 1952 pela empresa portuguesa Barros & Almeida e assim a quinta passou a integrar o portefólio da Barros. Foi então que a quinta se expandiu, com as aquisições de várias quintas contíguas e passou dos iniciais 30 para 125 hectares de terra. É esta a área que ainda hoje tem, pertença da Sogevinus, que a adquiriu a Barros Almeida.
A localização da quinta é excelente, na margem sul do Douro, entre a Régua e o Pinhão, e as suas vinhas contam-se entre as mais fotografadas da região, pela diversidade de condução e pelo perfeito acompanhamento dos patamares às curvas de nível. Ali, no conjunto dos 90 hectares de vinhedos, ainda subsistem 7 de vinhas muito velhas, com 2ha, relativamente perto do rio, a terem idade anterior a 1922, sem que se saiba a data certa do plantio. A vinha, que visitámos, apresenta todos os sinais da velhice e da débil saúde e vai ser objecto de intervenção “positiva”, alterando o embardamento e cobrindo as falhas com varas da própria vinha. Nem todas as castas estão identificadas, mas tem Touriga (num antigo livro sobre quintas do Douro fala-se, nesta vinha, mas apenas em “Touriga”, sem que se fique a saber se era Nacional ou Franca) e também Tinta Amarela, Tinta Roriz, Tinta Francisca e Cornifesto. Parte do tinto Kopke Vinhas Velhas tem origem nesta vinha. Noutras áreas da quinta têm Rufete, que chegaram a pensar arrancar, mas que agora, que a compreendem melhor, estão até a alargar a área da vinha.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”32747″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A Sogevinus gere actualmente 360ha de terra com 210ha de vinha e tem contratos de fornecimento de uvas com 200 viticultores; os dois principais polos produtores são esta quinta de S. Luiz e a de Arnozelo, que fica no Douro Superior, entre S. João da Pesqueira e Vila Nova de Foz Côa e que está mais associada à marca Burmester. A marca Barros foi descontinuada em DOC e apenas é usada em Vinho do Porto. Foram então os vinhos Reserva que foram agora objecto de prova, conduzida por Ricardo Macedo e Carla Tiago, enólogos dos vinhos DOC Douro. Os talhões destinados a DOC Douro e Vinho do Porto estão perfeitamente identificados e as uvas para cada marca têm sempre origem no mesmo local. No conjunto estamos a falar de 6 milhões de garrafas de produção de Vinho do Porto e um milhão de DOC.
Assim, o Curva Reserva branco teve a primeira edição em 2006 e tem origem em vinhas do Cima Corgo e vale do Sabor e fizeram-se 3300 garrafas. Já do Reserva tinto, com uvas do Douro Superior fizeram-se 9300 garrafas. A marca Casa Burmester tem várias versões, branco, tinto e um varietal de Touriga Nacional. Do branco fizeram-se 10.000 garrafas e o vinho resulta de um lote de uvas do Douro Superior e Cima Corgo; no tinto fazem-se 33.300 garrafas e é um lote de S. Luiz com Arnozelo, com duas tourigas e Tinta Roriz; o Casa Burmester Touriga Nacional (6600 garrafas) tem uvas de Arnozelo e S. Luiz e apenas usa barrica nova para o estágio. A primeira edição saiu em 2009, mas não tem edição anual, só quando a qualidade o justifica.
A marca Kopke funciona neste registo Reserva como a marca de PVP mais elevado (são 7700 garrafas de branco e 20.000 de tinto), o branco inclui Folgazão que na Madeira se chama Terrantez. Fermenta em barrica parcialmente nova e estagia nas barricas por 6 meses. O tinto é exclusivamente de S. Luiz e tem 14 meses de barrica nova e usada. Para esta gestão de barricas a Sogevinus adquire cerca de 100 barricas novas por ano.
No topo da pirâmide temos o Kopke Vinhas Velhas, que apenas vai na terceira edição, tendo sido produzido em 2008 e 2010. Tudo aponta para que também tenha edição em 2015. Este teve direito a 2426 garrafas e é esta a quantidade que é habitual neste vinho, raro e muito querido na empresa. Estagiou 16 meses em barrica nova.
Um conjunto de vinhos de qualidade bem elevada e de preços que se podem considerar muito ajustados. Tudo aquilo que faz falta ao consumidor.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Em prova”][vc_column_text]

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Edição Nº19, Novembro 2018

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Quinta do Côtto Grande Escolha, o renascer de um clássico

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A Quinta da Marinha foi o local escolhido para a prova vertical deste tinto que já foi uma referência do Douro e que hoje procura recuperar o tempo perdido, regressando ao convívio dos consumidores. O produtor, o […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A Quinta da Marinha foi o local escolhido para a prova vertical deste tinto que já foi uma referência do Douro e que hoje procura recuperar o tempo perdido, regressando ao convívio dos consumidores. O produtor, o enólogo e o distribuidor estão agora apostados no renascimento destes tintos do Baixo Corgo, quase na fronteira com a região dos Vinhos Verdes.

TEXTO João Paulo Martins
FOTOS Ricardo Palma Veiga

O anfitrião da prova foi Miguel Champalimaud, que herdou do pai o nome e, agora, a responsabilidade da condução do negócio da Quinta do Côtto e do Paço de Teixeiró, propriedade vizinha do Douro e onde se produzem Verdes muito personalizados. A Quinta do Côtto começou por ser conhecida nos anos 60 e 70, quando editava uns tintos com indicação de casta, algo raro para a época.
Havia no mercado um tinto de Sousão e outro de Bastardo. Este último não seria seguramente o mesmo Bastardo que conhecemos hoje na região, porque, ao contrário dos actuais, era um tinto carregadíssimo na cor. Além dos tintos, a quinta também produzia brancos, um deles elaborado com a casta Avesso, a mesma que conhecemos na vizinha zona de Baião, já na região dos Vinhos Verdes. Há poucos anos tive oportunidade de provar um destes brancos de Avesso, de 1979, com uma impressionante cor citrina e uma saúde invejável para a idade, um branco que se bebia com muito prazer.
Numa época, anos 70 e 80, em que os vinhos do Douro de referência se contavam por muito poucos, a Quinta do Côtto era já uma marca prestigiada. Não é assim de admirar que o crítico inglês Charles Metcalfe, no seu The Wines of Spain & Portugal (1988) a tenha incluído nas duas únicas referências que fez aos vinhos do Baixo Corgo, ao lado dos da Quinta da Pacheca e salientando, no Côtto, a aposta nas castas portuguesas e regionais, ao contrário da Pacheca, onde se estavam a dar os primeiros passos nas castas brancas internacionais. O Quinta do Côtto surgia assim aos olhos de Metcalfe como “one of Portugal’s rising stars”, sobretudo o Grande Escolha, referenciado como usando madeira nova para o estágio, algo também inovador para a época.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”32611″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Nos anos 80, os vinhos Quinta do Côtto granjearam justificada fama. Não eram os únicos vinhos durienses, uma vez que além dos vinhos da Ferreira (Planalto em branco, Barca Velha, Reserva Especial, Vinha Grande e, a partir da colheita de 1984, o Esteva, todos tintos), existiam outras marcas com algum prestígio, como os vinhos da Real Vinícola e Real Companhia Velha e os Vinhos Borges (marca Lello).
O Quinta do Côtto beneficiou de três factores que contribuíram para a sua fama: a qualidade do vinho, a irreverência do proprietário (uma voz bem sonora contra o estado das coisas na região e as instituições que lhe estavam associadas) e, por último, uma boa imprensa, apesar da timidez do jornalismo vinícola de então e que permaneceu até finais dos anos 80. Relembro as crónicas de José Salvador no semanário “Expresso”, quando apelidava de “três reis magos” o trio maravilha – Barca Velha, Reserva Especial e Quinta do Côtto Grande Escolha – e quando, no seu O Livro dos Vinhos (1989), reservou um texto de boa dimensão para dar a conhecer Miguel Champalimaud, iconoclasta e defensor dos vinhos dos chamados “produtores-engarrafadores”, bradando bem alto contra tudo e contra todos. Mesmo uns anos mais à frente, também Richard Mayson no seu “Portugal’s Wines & Winemakers” (1992) salienta o carácter irreverente do produtor mas não deixa de afirmar de forma bem categórica o seu apreço pelo Grande Escolha: “The wine deserves acclaim!”[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_text_separator title=”Vinhos com política pelo meio” color=”black”][vc_column_text]Não foi a primeira vez que fiz uma prova vertical deste vinho, mas a última já foi há seguramente duas décadas. Na altura em casa de Miguel Champalimaud, na Quinta da Marinha, num jantar muito animado e para o qual convidou muitos dos seus amigos que tinham estado bem activos nos anos da brasa, a seguir ao 25 de Abril. Nem é preciso falar da animação que foi. As “hostilidades” começaram com a prova vertical, a apropriada hora de final de tarde, a que se seguiu o jantar confeccionado pelas “senhoras da casa”, capitaneadas pela mulher de Miguel. O que já não recordo é a sequência dos vinhos e sobretudo, se estariam todas as colheitas, algo que agora aconteceu e que segundo Miguel (filho) é provável que não se repita porque, de várias colheitas, já não há vinhos.
O tema do jantar não poderia deixar de fora as aventuras de vários dos presentes, sobretudo aquando do período mais quente da turbulência que varreu o país nos anos da revolução. É caso para dizer que os vinhos aí provados foram bem saboreados. Memórias vínicas e políticas de mãos dadas.[/vc_column_text][divider line_type=”Full Width Line” line_thickness=”1″ divider_color=”extra-color-1″][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]UMA PROVA HISTÓRICA
A história do Grande Escolha liga-se também à vida atribulada que a marca teve no mercado interno: muito presente nas prateleiras e na restauração nos anos 90, a marca perdeu terreno porque a oferta de vinhos da região foi maciça nessa década e o consumidor passou a dispor de imensa oferta; depois, o facto de ter optado pelo vedante de rosca em vez da tradicional cortiça e de no ano 2000 ter decidido fazer apenas Grande Escolha em quantidade que se veio a mostrar desajustada para o mercado a que se destinava, tudo foi contribuindo para a perda de popularidade e o afastamento em relação ao consumidor.
É esse “terreno perdido” que a nova equipa, que além de Miguel Champalimaud inclui o enólogo Lourenço Charters Monteiro – desde 2015 ligado ao projecto –, procura conquistar de novo. O topo de gama continua a chamar-se Grande Escolha, embora tal designativo seja actualmente utilizado por imensos produtores, o que lhe fez perder algum impacto. A nova imagem também teve isso em conta e destaca agora o nome da quinta, deixando em segundo plano o designativo de qualidade.
Até aos anos 90 a madeira usada foi o carvalho nacional, uma tendência de resto seguida por vários produtores e enólogos, mas que no final da década deu lugar ao uso de madeira francesa, considerada mais fina e dando melhores resultados.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”20″][image_with_animation image_url=”32612″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Por opção, abandonou-se a produção de vinho branco e desde 2001 que também deixou de se fazer Vinho do Porto. Em termos de vinha, temos neste momento 77 hectares na Quinta do Côtto e 8ha no Paço de Teixeiró. Do Quinta do Côtto fazem-se cerca de 70.000 garrafas e do Grande Escolha, em 2015, encheram-se 1600 garrafas, muito longe dos montantes atingidos em 1995, com mais de 60.000 garrafas de Grande Escolha lançadas no mercado.
A prova foi bem interessante porque os vinhos se mostraram em muito boa forma, com a natural variação que o tempo incute em cada garrafa, e com a particularidade de Miguel Champalimaud ter conseguido reunir todas as colheitas produzidas, sem excepção.
O primeiro Grande Escolha, de 1980 (7981 garrafas) foi feito em auto-vinificadores, chamados cubas argelinas, sem sistema de frio; ainda deu boa prova mas está claramente em terreno descendente. O 1982 foi, à época, um caso muito falado porque sempre apresentou um perfil duro, difícil e sem qualquer preocupação de agradar a quem gosta dos tintos novos; evoluiu com nobreza, não perdeu a rudeza mas ganhou mesmo alguns mentolados que lhe assentam muito bem; o 1985 foi na altura considerado um caso muito sério, com muita qualidade e elegância (26.750 garrafas); o tempo não o molestou e agora as leves notas licoradas dão-lhe muita classe, sem que se perca a energia Muito, muito bom! Os vinhos das colheitas de 1987, 1990 e 1994 mostraram-se num patamar elevado, aqui e ali com alguns pontos menos conseguidos, como um leve toque de couro no 1987, alguma falta de concentração no 1990 e mesmo uma acidez volátil um pouco mais elevada no 1994, a mostrar-se um pouco mais evoluído do que se poderia esperar. O 1995 revela também alguma evolução mas dá excelente prova e o 2000 (o ano em que toda a produção foi considerada apta a Grande Escolha) mostra-nos agora um esqueleto um pouco débil, resultando depois com um tanino algo agressivo; seguramente não justificará mais guarda. O 2001 e 2007 mostraram-se muito bem, aqui com perfeito equilíbrio entre estrutura, barrica e fruta. Dois bons exemplares do que se pretende com este topo de gama que, em 2007, reduziu a produção para uns razoáveis 5500 exemplares. O tinto da colheita de 2009, já com Touriga Nacional e algum Tinto Cão, mostrou-se em muito boa forma, concentrado mas elegante, a dar muito prazer a beber. A colheita de 2011 trouxe aquele que será, para mim, o melhor vinho da prova (18 pontos), ainda jovem e poderoso, negro na fruta, floral e com um belo equilíbrio de conjunto, com óptima frescura de boca. O 2012 vem um pouco na continuação do 2011, com taninos redondos, com bom desenho de boca, fino e bem equilibrado. Deixo em baixo a nota de prova completa do novo vinho agora apresentado, 2015, e que teve origem em duas parcelas de vinhas velhas, estagiou em madeira de carvalho francês de 2º ano e português de terceira utilização.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”32618″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]As marcas de prestígio não percorrem sempre um caminho seguro e linear; têm altos e baixos e vão-se adaptando às mudanças, quer da técnica quer do gosto. Foi o que aconteceu com o Quinta do Côtto Grande Escolha, um clássico pela qualidade e antiguidade e que quer voltar a ser referência da região.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Edição Nº19, Novembro 2018

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Lima & Smith, Entre Douro e Minho

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]O foco da empresa espalha-se por três polos: a Quinta da Covela, nos Vinhos Verdes; a Quinta da Boavista e a Quinta das Tecedeiras, ambas no Douro. O momento de apresentação dos novos 2015 foi aproveitado para […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]O foco da empresa espalha-se por três polos: a Quinta da Covela, nos Vinhos Verdes; a Quinta da Boavista e a Quinta das Tecedeiras, ambas no Douro. O momento de apresentação dos novos 2015 foi aproveitado para dar conta dos projectos que a Lima & Smith tem para o futuro.

TEXTO João Paulo Martins
FOTOS Ricardo Palma Veiga

Tudo começou na Quinta da Covela (Vinho Verde), projecto fundador que trouxe a Portugal um empresário brasileiro, Marcelo Lima, depois associado com um jornalista inglês, Tony Smith, há muito a residir entre nós. Nos Verdes, entretanto, a empresa passou a tomar também conta dos vinhos da Fundação Eça de Queiroz, cuja propriedade é vizinha, e onde marca igualmente presença o Avesso, sem dúvida a grande casta da sub-região de Baião. A enologia teve uma linha de continuidade em relação à antiga Covela, uma vez que Rui Cunha continuou a ser o responsável técnico.
A entrada no Douro fez-se pela Quinta da Boavista, propriedade histórica em tempos (séc. XIX) pertença do Barão de Forrester, e que foi adquirida à Sogrape. Foi ali que nasceram, também com o apoio do enólogo francês Jean-Claude Berrouet, os emblemáticos vinhos de parcela, de que foram agora apresentadas as colheitas de 2015. Nas Tecedeiras não se tratou de uma aquisição, mas de um aluguer e é agora também Rui Cunha o responsável técnico. Ali, além de vinhos Douro, também se produz Vintage e L.B.V., e foi deste que provámos a edição mais recente.
Da Covela esteve em prova um novo branco de Avesso, fermentado e estagiado em barrica usada, com uma produção limitada a 1200 garrafas. A ideia é mostrar que o Avesso também gosta (aguenta) de barrica e será sempre feito em pequenas quantidades.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”32154″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Na marca Flor das Tecedeiras, estamos perante um vinho feito apenas em inox, com uvas compradas à produção e do qual se fizeram 4000 garrafas. Parte das uvas vêm da Quinta da Boavista, de uma cota intermédia. Em termos de castas este branco incorpora Viosinho, Códega do Larinho e Arinto.
Novidade curiosa foi o varietal de Donzelinho. Aqui o projecto é fazer todos os anos um tinto varietal. Na primeira edição tivemos Touriga Nacional, depois voltámos a ter a Touriga Nacional e o Tinto Cão e agora o Donzelinho, uma das castas antigas de que a quinta dispõe. As vinhas mais velhas estão em fase de classificação cepa a cepa, por forma a assegurar, no futuro, a continuidade do field blend que agora existe. O enólogo Jean-Claude Berrouet costuma dizer, com toda a razão, que “na Donzelinho nota-se um estilo de casta antiga”, exactamente porque o padrão aromático se afasta daquilo a que estamos mais habituados. É casta difícil de trabalhar porque é muito precoce e tem de ser vindimada muito cedo, mesmo antes de abrir a adega, o que, imagina-se, pode ser muito complicado.
O tinto Reserva vem na continuidade das anteriores edições; será sempre editado anualmente. Começou no 2013 e, pelo menos até ao 17, as edições estão asseguradas. Os vinhos de parcela, os tintos mais emblemáticos da quinta, serão sempre editados em quantidades limitadas e qualidade e preço mantêm o registo elevado que apresentam desde a primeira hora. A velocidade a que têm sido vendidos sugere que existe mercado para este nicho de tintos de luxo.
Finalmente, o LBV das Tecedeiras mostrou-se muito bem, bastante rico e a confirmar que esta é uma categoria de Porto com imenso futuro.
[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Em prova”][vc_column_text]

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Edição Nº18, Outubro 2018

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Quinta do Crasto, com razão e muita paixão

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Uma das mais excitantes empresas do Douro e de Portugal mistura as bases científicas com o saber empírico, equilibra a razão com a paixão, para solidificar um projecto vencedor. O Douro Superior trouxe quantidade com muita qualidade, […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Uma das mais excitantes empresas do Douro e de Portugal mistura as bases científicas com o saber empírico, equilibra a razão com a paixão, para solidificar um projecto vencedor. O Douro Superior trouxe quantidade com muita qualidade, enquanto as vinhas velhas da Quinta do Crasto asseguram vinhos sublimes.

TEXTO Mariana Lopes
NOTAS DE PROVA Luís Lopes
FOTOS Anabela Trindade[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Desde 1615 que há registo de existência e produção de vinho na Quinta do Crasto, mas foi no início do século XX que a propriedade foi adquirida por Constantino de Almeida, bisavô da geração que está actualmente à frente da empresa e fundador da casa e marca Constantino, produtora e exportadora de Vinho do Porto com o famoso slogan “A fama do Constantino já vem de longe”. Quando da sua morte, o filho Fernando Moreira d’Almeida assumiu a gestão da Quinta do Crasto, que em 1981 viria a passar para a sua filha Leonor e o marido Jorge Roquette. Assumindo a maioria do capital, foi com a ajuda dos filhos Tomás e Miguel que encetaram uma “revolução” no Crasto, remodelando e alargando as vinhas e criando o projecto de produção de vinho com denominação de origem Douro. Foi aí que teve início um caminho marcadamente ascendente, culminando no Crasto que conhecemos hoje, posicionado entre os mais relevantes projectos vitivinícolas do Douro e de Portugal.
A Quinta do Crasto, situada no Cima Corgo, na margem direita do Douro, em Gouvinhas (entre a Régua e o Pinhão), é uma pequena península oblonga que entra pelo rio, para trás da qual se estendem os vinhedos, até aos 550 metros de altitude. São 82 hectares de vinha assente em solos de xisto, número que inclui os 40 de vinhas velhas com uma idade média de 70 anos, para a qual contribuem as icónicas Vinha Maria Teresa e Vinha da Ponte, ambas com 110 anos, e a Vinha dos Cardanhos de Cima.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”20″][image_with_animation image_url=”31980″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Algumas parcelas estão em encostas íngremes que culminam no rio, as mais antigas em tradicionais socalcos do Douro, as mais recentes na vertical, em zonas com inclinação inferior a 35%. Onde a inclinação é superior instalaram-se patamares de um ou dois bardos.
O encepamento consiste, na sua maior parte, em variedades tintas tradicionais do Douro, representando as brancas apenas oito hectares nesta quinta, nas zonas mais altas. A exposição solar é, maioritariamente, Nascente e Sul. Com uma viticultura manual e tão orgânica quanto possível, com a preservação de várias espécies da flora e fauna protegidas, o Crasto demonstra uma profunda consciência ecológica. “Não procuramos apenas uma certificação nem plasmar isso num rótulo, fazemos assim porque acreditamos”, confessou Tomás Roquette.
A casa, também ela com mais de cem anos, tem um fantástico pátio de xisto, com vista para o rio, os vinhedos e depois do qual se encontra uma majestosa piscina com efeito de infinito, sobre toda essa paisagem, muito procurada pelos hóspedes da quinta.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”31984″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]O enoturismo, que abrange provas, visitas e dormidas é uma realidade que, segundo Tomás, “será alargada, com mais quartos, renovada sala de provas, nova loja e sala de jantar”, com o objectivo de “tornar a Quinta do Crasto ainda mais premium”.
Num vale, por trás da casa, encontra-se uma horta extensa com todos os produtos hortícolas com capacidade para vingar no Douro. Junto à entrada da propriedade, a adega, os lagares e a cave de barricas. Na primeira, é fácil perceber os exigentes protocolos de higiene que ali vigoram. “No blind spots, como dizem os ingleses”, indicou Tomás Roquette. Isso significa que não há nenhum recanto, grelha ou objecto que não estejam totalmente acessíveis à limpeza. A cave de barricas é uma beleza, com as cerca de 1400 barricas, grande parte novas, armazenadas num sistema Oxoline, em que cada uma está apoiada em rolamentos que permitem que sejam giradas a 360º, o que possibilita uma batonnage sem entrada de (mais) oxigénio no vinho. Todos os anos entram 400 novas barricas, o que representa um investimento de 300 mil euros anuais. É nessa cave que estagiam os vinhos Crasto Superior (do projecto do Douro Superior), Quinta do Crasto Vinhas Velhas Reserva, e ainda os monocasta Touriga Nacional e Tinta Roriz, e os tão especiais e raros Vinha da Ponte e Vinha Maria Teresa.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Vinhas centenárias, vinhas extraordinárias
Não há dúvida de que um dos pontos mais altos, quando se visita a Quinta do Crasto, é conhecer as vinhas mais velhas. A vinha Maria Teresa (nome da primeira neta de Constantino de Almeida) é um tesouro de 4,7 hectares, plantado em socalcos e com exposição nascente. Naturalmente, podem encontrar-se nela 49 variedades misturadas, como a Tinta Roriz, Tinta Barroca, Rufete, Tinta Amarela, Touriga Nacional, Grand Noir, Bastardo… the list goes on. Manuel Lobo, enólogo do Crasto, contou que, por vezes, “aparece um cacho ou outro de Barrete dos Frades”, uma variedade praticamente extinta com bagos listados que parecem pequenas melancias. O primeiro a encontrar um, nas vindimas, pendura-o para ser visto por todos, segundo o enólogo.
A baixa altitude e com raízes que atingem dezenas de metros de profundidade, a Vinha Maria Teresa tem uma média de produção, por videira, de 300g de uvas, uma baixíssima produtividade que gera um nível de concentração muito rico e uvas de grande qualidade. Na generalidade dos anos, essas uvas têm como destino o tinto Quinta do Crasto Vinhas Velhas Reserva (cerca de 90 mil garrafas), no entanto, “em anos excepcionais”, disse Manuel Lobo, surge o magnificente Vinha Maria Teresa (entre 2 mil e 8 mil garrafas, consoante a edição).
A atenção da equipa técnica sobre esta vinha é, também, um factor determinante para todos estes resultados.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Como explicou o enólogo, “para escolher o ponto momento de colheita na Vinha Maria Teresa e na Vinha da Ponte, não é só necessário ter em conta o equilíbrio, a acidez e outros factores analíticos; é preciso ter presente um histórico de como aconteceu nos anos anteriores”. Para que esta vinha-legado prevaleça no futuro, a Quinta do Crasto iniciou, em 2013, um mapeamento genético da vinha, por geo-referenciação, para que se possam repor as videiras mortas com variedades geneticamente idênticas. Foram criados, também, “berçários” de videiras para esse fim.
A Vinha da Ponte, que recebeu este nome por se encontrar junto a uma antiga ponte romana, tem uma dimensão menor, 1,96 hectares, mas igual encanto. Em socalcos e a uma altitude ligeiramente maior do que a Maria Teresa, está exposta a Nascente/Sul, mas o seu solo, também xistoso, é bem mais austero, com muito mais pedra. As suas variedades são mais de 30, em field blend. Também esta vinha gera produções diminutas, de 240g por pé, e oferece as suas uvas ao tinto Vinhas Velhas Reserva e pontualmente ao poderoso Quinta do Crasto Vinha da Ponte (2800 garrafas, na última colheita). “O Quinta do Crasto Vinhas Velhas é o nosso grande desafio, pois quase não mexemos na vinha [dos Cardanhos, Maria Teresa e da Ponte], para preservar o seu carácter, mas fazemos 90 mil garrafas”, reconheceu Manuel Lobo.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”31985″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]O projecto do “Novo Douro”
Jorge Roquette costumava ir caçar a uma propriedade em Castelo Melhor, Vila Nova de Foz Côa, no Douro Superior, mas gostou tanto da zona que decidiu, em 2000, começar a comprar terreno. O objectivo da Quinta da Cabreira era claro e consistente com a vontade da empresa em crescer para esta sub-região, e produzir vinhos “com um carácter mais internacional” e não só, como disse Tomás Roquette: “A Cabreira tem sido muito importante para nós no que toca a consistência de qualidade, que não oscila, o que no Douro não é fácil de conseguir.”
Em 2004 já lá tinham a primeira vinha e em 2007 o primeiro vinho. “É o nosso campo de ensaios”, revelou Manuel Lobo, “e é também a origem dos vinhos Crasto Superior tinto, branco e Syrah.” São 150 hectares no total, com 114 de vinha útil, dos 115 aos 430 metros de altitude, maioritariamente expostos a Norte. As variedades tintas presentes, em maior quantidade, são Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Sousão, Syrah, Tinta Francisca e outras, sendo que o Rabigato é a única branca, plantada em quatro hectares.
Daí saem, actualmente, 500 toneladas de uvas, tendo a produção começado com 27 mil garrafas, em 2007, número que já está em 250 mil de tinto, 30 mil de branco e 20 mil de Syrah. “Este ano, apesar do forte ataque de míldio, contamos ter mais produção do que no ano passado” disse Tomás Roquette. As vinhas da Quinta da Cabreira são regadas na totalidade, 138 parcelas com dotações de rega diferentes. “Sempre com sustentabilidade e consoante as necessidades”, advertiu Manuel Lobo, “este ano quase não regámos.” A investigação, sobre a rega e os seus efeitos, é também uma parte importante da actividade na Quinta da Cabreira, levada a cabo por uma equipa da Universidade do Porto, em permanência no terreno.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”31990″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A produção desta propriedade também complementa a da Quinta do Crasto, no entanto, o perfil dos vinhos com o “carimbo” Superior é diferente, com o terroir bem vincado na fruta madura e nos taninos sumarentos. Esta quinta tem, também, 6 mil oliveiras (na Quinta do Crasto são 2500), que originam 50 mil garrafas de azeite Quinta do Crasto Selection.
Do portefólio do Crasto fazem também parte Vinhos do Porto de categorias especiais, cujo principal mercado é Inglaterra, sendo que, para o vinho do Douro, é o Brasil. Na verdade, da produção total de mais de 1,4 milhões de garrafas, a empresa exporta 75% para 50 mercados, tornando-a na quarta maior exportadora, em valor, de vinhos com denominação de origem Douro. Em 1994, eram apenas 30 mil garrafas. Este crescimento só foi possível com muito profissionalismo, consistência de qualidade e um constante esforço para se ser melhor, em todos os detalhes. E o Crasto tem tudo isso.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Em prova”][vc_column_text]

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Edição Nº18, Outubro 2018

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