Sovibor reinventa-se aos 50 anos

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Respeito pela tradição dos vinhos de talha, aliada à modernidade na gestão e a uma forte aposta na qualidade do produto, são as traves mestras de uma empresa que ao meio século de vida conseguiu reinventar-se. TEXTO […]
[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Respeito pela tradição dos vinhos de talha, aliada à modernidade na gestão e a uma forte aposta na qualidade do produto, são as traves mestras de uma empresa que ao meio século de vida conseguiu reinventar-se.
TEXTO João Geirinhas
NOTA DE PROVA Luís Lopes
FOTOS Cortesia Sovibor
A Sovibor é uma empresa com história no Alentejo que não quer ficar agarrada ao passado. Fundada há 50 anos, na cidade de Borba, com instalações próprias mesmo no centro urbano, passou por várias fases, ao ritmo das oscilações próprias do negócio e das variações na sua estrutura accionista, até ter sido adquirida pelo empresário Fernando Tavares no final de 2014. Começou aí o futuro e os resultados estão agora a revelar-se e deixam perceber que o melhor está a chegar.
Na origem desta forte aposta, que corresponde a um investimento já realizado de 750 mil euros, está a paixão do empresário pelos vinhos da região, particularmente os vinificados nas tradicionais talhas. Quem visita agora a adega da Sovibor não deixa de ficar impressionado com a bela e imponente visão das cerca de 30 talhas cuidadosamente expostas numa cave, o que contribui para tornar o ambiente em redor num misticismo quase religioso.
Não se ficou por aqui o esforço de modernização da nova Sovibor. Os edifícios foram objecto de uma ampla recuperação, renovou-se toda a linha de engarrafamento, substituíram-se velhos equipamentos de vinificação e apostou-se em novos, como as cubas de fermentação, balseiros e barricas e ainda lagares em mármore. Para o futuro próximo está a intenção de investir no enoturismo, requalificando as instalações da Adega do Passo e adaptando-as a centro de visitas e provas e a uma loja.[/vc_column_text][image_with_animation image_url=”34417″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][vc_column_text]Em termos de enologia, a adega está bem entregue à equipa liderada por António Ventura e assistida no terreno por Rafael Neuparth e Rita Tavares, filha do proprietário. Não dispondo de vinhas próprias, a Sovibor tem contractos com viticultores da região que lhe asseguram o fornecimento de uvas provenientes de cerca 170 hectares, muitas delas vinhas velhas. Assumem particular importância as parcelas com Alfrocheiro e Syrah com mais de 50 anos que lhes permitem apresentar agora vinhos distintos e de forte caracter.
A recuperação da empresa passou também pela preservação daquelas que eram as marcas mais conhecidas do seu portefólio como era o caso da Borba Sovibor, Adega do Passo e Valflor e Passo dos Terceiros mas o foco principal vai agora a introdução de novas referências onde os responsáveis da empresa querem colocar os vinhos mais ambiciosos e de melhor qualidade. É o caso da gama Mamoré da qual já saíram para o mercado as versões do Branco, Tinto, Reserva branco, Reserva tinto e Grande Reserva tinto. A gama Mamoré também se estende aos vinhos de talha, brancos e tintos e ainda ao tinto chamado Petroleiro que recuperam os tradicionais processos de produção em que as talhas são preparadas com pez-louro, cera de abelha e azeite e para onde se destinam as uvas de castas antigas como o Rabo de Ovelha, Moreto e Carignan.
Na comemoração do 50º aniversario, a Sovibor lançou um muito especial Mamoré Grande Reserva Rinto Ed. Comemorativa, da colheita de 2015, um Mamoré Licoroso e uma Aguardente Ed. Comemorativa 50 anos. Qualquer deles um caso muito sério![/vc_column_text][vc_column_text]
Edição Nº22, Fevereiro 2019
[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][/vc_column][/vc_row]
A caminho do centenário: Caves São João lança 98 Anos de História

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]É um vinho do Dão, é branco e da colheita de 2017. Foi este o vinho escolhido pelas Caves São João para dar seguimento à preparação da celebração do centenário da empresa que decorrerá daqui a dois […]
[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]É um vinho do Dão, é branco e da colheita de 2017. Foi este o vinho escolhido pelas Caves São João para dar seguimento à preparação da celebração do centenário da empresa que decorrerá daqui a dois anos, em 2020.
TEXTO João Geirinhas
NOTA DE PROVA Luis Lopes
Integrado no projecto “Rumo ao Centenário” e sob a temática 100 Anos de História, esta casa de Anadia tem vindo a lançar desde 2010 e em cada ano, um vinho comemorativo das diferentes décadas que atravessaram a história da empresa. Como explicou Célia Alves, administradora das Caves São João, desta vez evocou-se a década de 2010 a 2020 e o tema-acontecimento escolhido para a ilustrar foi a descodificação do Genoma Humano cujo ADN ficou concluído nesses anos. Por isso a rotulagem do vinho, da responsabilidade de António Quintas, vai buscar a inspiração à conhecida espiral de dupla hélice que representa o ADN.
Falando do vinho que foi apresentado à imprensa na Pousada de Viseu, trata-se de um lote feito a partir das castas Encruzado (80%) Cerceal e Malvasia-Fina, ambas com 10% cada. O enólogo José Carvalheira, na apresentação do vinho, indicou que houve a preocupação de reduzir ao mínimo a intervenção na adega de forma a potenciar a grande qualidade da matéria prima que lhe deu origem e ao mesmo tempo respeitar a memória dos grandes clássicos vinhos brancos do Dão. O vinho fermentou a temperaturas mais elevadas, estagiou sobre borras finas em barricas de madeira usada e foi engarrafado sem estabilização e ligeira filtração.
O resultado é um vinho pleno de subtileza, em que uma inicial austeridade esconde uma grande complexidade aromática com predomínio de notas minerais e vegetal seco. Na boca sobressai a sua frescura com uma acidez viva, aliada a uma grande elegância, deixando antever uma boa parceria à mesa e um excelente potencial de envelhecimento.
No mesmo almoço foram ainda apresentadas as novidades do Frei João Clássico Bairrada branco 2016, feito a partir de Cercial e Bical, muito afinado e de grande frescura e o Apartado 1 Colheita Tardia Bairrada branco 2016, produzido com uvas Semillon e Alvarinho da Quinta do Poço do Lobo e colhidas no início de Novembro, já botrytizadas. Estávamos com muita curiosidade para provar este vinho porque por feliz coincidência, assistimos à sua vindima, no mesmo dia em que tinha sido apresentado o 95 Anos de História. E as expectativas foram plenamente cumpridas, revelando uma grande complexidade aromática e o excelente equilibro entre acidez e doçura. No almoço na Pousada de Viseu, as principais atenções dos participantes não puderam deixar de se fixar numa daquelas relíquias que só as Caves São João nos podem proporcionar. Falamos do extraordinário Porta dos Cavaleiros Dão Reserva branco 1984, servido em garrafa Magnum, um verdadeiro monumento em forma de vinho! Um dos tais velhos brancos clássicos do Dão que auguram por certo o bom desempenho que se espera deste novo 98 Anos de História.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column centered_text=”true” column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Em prova”][vc_column_text]
Os vinhos do Engenheiro

Edição nº11, Março 2018 Lançamento Singellus. Singelo. Pureza. Uma maneira singela, mas assertiva, de fazer as coisas. Era assim Belmiro de Azevedo e agora assim são, em forma de legado, cinco novos vinhos produzidos na quinta da família. TEXTO Mariana Lopes FOTOS Anabela Trindade “Por, em jovem, ainda me ter dedicado à agricultura, resolvi regressar […]
Edição nº11, Março 2018
Lançamento
Singellus. Singelo. Pureza. Uma maneira singela, mas assertiva, de fazer as coisas. Era assim Belmiro de Azevedo e agora assim são, em forma de legado, cinco novos vinhos produzidos na quinta da família.
TEXTO Mariana Lopes
FOTOS Anabela Trindade
“Por, em jovem, ainda me ter dedicado à agricultura, resolvi regressar para lançar um conceito de porte ambicioso, delegando no verdadeiro mestre a orientação hábil dos vinhos.”
Belmiro Mendes de Azevedo referia-se a Anselmo Mendes nesta declaração. De mestre para mestre. A amizade já existia e a consideração profissional também – por isso, uma parceria deste género nunca seria de estranhar.
“O Engenheiro”, como era conhecido, dentro da Soane, o empresário de Marco de Canavezes, passou os seus últimos anos entre ofícios agrícolas na Quinta de Ambrães, pequena propriedade da família Mendes de Azevedo, nas encostas do Vale do Tâmega. Juntamente com a sua esposa, uma farmacêutica aficionada pela botânica, transformou aquele sítio num jardim vivo, e isso serviu de inspiração para o logo e rótulos Singellus, que mostram uma árvore com cachos de uvas, outros frutos e também flores.
Com o nome da quinta já saíam os vinhos Vale de Ambrães, referências de perfil mais simples com destino às grandes superfícies do grupo Sonae. Belmiro disse, ao “Expresso”, em 1999: “Fiz obras na casa que era dos meus pais e adoro ir para lá com a família toda. A minha mulher fez lá um enorme jardim, metade da quinta são flores e a outra metade é com o meu vinho verde, o Vale de Ambrães (…) Em frente da minha casa há uma montanha verde chamada Montedeiras, eu sento-me ali a ler e a olhar e é tão bom como ouvir Mozart, Chopin ou Beethoven… ou apreciar um quadro naturalista.”
Tendo arrancado há dois anos, o projecto Singellus traz três monocastas com esse nome, Loureiro, Alvarinho e Avesso; dois Singellus Private, um Alvarinho e um Avesso; e ainda o Solto, um entrada de gama e o único cujas uvas provêm dos três hectares de vinha da Quinta de Ambrães (funcionando o resto em contratos de viticultura). A gestão, apesar da incontornável ligação à família, é puramente profissional e cabe à Realejo, uma das empresas da Efanor, a holding que representa a família Azevedo no mundo Sonae.

Pedro Castro, uma das caras do empreendimento, explicou: “Cientes do desafio que é introduzir uma nova marca de vinhos num mercado cada vez mais competitivo e recheado de boas referências, o projeto Singellus junta a mestria na estratégia e gestão de Belmiro de Azevedo com a perícia de Anselmo Mendes em expressar as melhores características de cada casta, harmonizando-as com habilidade.” A Realejo revelou, ainda, que “estar inserido num grupo agrícola com outras vertentes tem as suas vantagens”: “Na vindima, as uvas vão para as câmaras frias da nossa empresa de quivis, que as consegue baixar à temperatura ideal para a posterior fermentação.”
O Solto é um blend de Alvarinho, Arinto, Loureiro e Trajadura da vinha da Quinta de Ambrães. Essa vinha tem parcelas com quatro e cinco anos e, segundo Pedro e Anselmo, tem maturidade a ganhar antes que as suas uvas possam integrar os outros vinhos. Os três varietais Singellus são vinificados em inox e os dois Private em madeira nova de carvalho francês, tendo sido feitas apenas 1000 garrafas do Alvarinho e 2000 do Avesso. Sobre estas duas edições limitadas, Anselmo Mendes revelou que “o estágio sobre borras totais é essencial e o processo de vinificação é igual para os dois”, e sobre a madeira desvendou: “O meu objectivo é sempre que a madeira passe despercebida, mas no Private Alvarinho sente-se um toque dela; o Avesso portou-se ainda melhor nesse aspecto.” E é verdade: com todos os vinhos a mostrarem uma qualidade inerente à do seu artesão, o Singellus Private Avesso foi o ponto alto da prova.
Quatro novidades e mais histórias das Servas

Ricardo Constantino, André Lourenço Marques, Luis Serrano Mira e Carlos Serrano Mira Edição nº11, Março 2018 Lançamento O começo da nova aventura da família Serrano Mira data de 1998, mas há mais história para trás e estes produtores reclamam para si uma tradição que vem de 13 gerações ligadas ao vinho. Mas, mesmo com esse […]
Ricardo Constantino, André Lourenço Marques, Luis Serrano Mira e Carlos Serrano Mira
Edição nº11, Março 2018
Lançamento
O começo da nova aventura da família Serrano Mira data de 1998, mas há mais história para trás e estes produtores reclamam para si uma tradição que vem de 13 gerações ligadas ao vinho. Mas, mesmo com esse passado, é com um pé no futuro que pretendem estar. Voltaram a Lisboa para trazer quatro novos vinhos, dois em estreia absoluta.
TEXTO João Paulo Martins
FOTOS Cortesia do produtor
Para os leitores da Grandes Escolhas, ouvir falar da Herdade das Servas, e dos novos vinhos que vão colocando no mercado, já se tornou um hábito. Um hábito bom que também nos diz que a família Serrano Mira quer mostrar o que de novo vai produzindo e tem a preocupação de o fazer periodicamente. Entre muitos outros métodos, este é um, bem útil para que o nome Servas continue a fazer parte do quotidiano dos consumidores. Este momento foi agora o escolhido para anunciar que as Servas vão apoiar a edição de um livro onde se irá contar a história da família, recuando até 1667. É essa herança de 13 gerações que querem assumir e a nova inscrição nas garrafas quer dizer isso mesmo: Family Winegrowing Legacy. O momento escolhido foi apenas usado para mostrar quatro novidades.
A Herdade das Servas fica no concelho de Estremoz e ocupa uma área de 350 hectares, com as vinhas espalhadas por oito parcelas, muitas delas plantadas recentemente mas também com algumas a mostrarem a bonita idade de 70 anos. Solos variados, ligeiras diferenças de altitude das parcelas e o clima específico de Estremoz explicam a diversidade dos vinhos produzidos. Os trabalhos de viticultura e enologia, a cargo de Ricardo Constantino e os irmãos Carlos e Luís Mira, abrangem as 11 castas tintas e as 9 brancas plantadas na sua propriedade.
Os novos vinhos agora apresentados incluem a nova edição do branco Reserva, do tinto Vinhas Velhas e, em estreia, dois vinhos licorosos: um branco de Colheita Tardia e um Licoroso tinto. Ambos respondem a novas tendências do consumo. Os licorosos tintos sempre foram produtos escondidos e muito pouco divulgados, tradicionalmente ligados a algumas adegas cooperativas. No entanto, mesmo no Alentejo, havia tradição antiga (caso do Mouchão) de fazer este tipo de vinho, inspirado no Vinho do Porto. Nos anos mais recentes surgiram vários licorosos alentejanos no mercado e há assim campo para a divulgação deste tipo de vinho. São normalmente uma grande surpresa em prova cega. Os colheita tardia são vinhos que estão a interessar produtores um pouco por todo o país e temos vindo a conhecer novas marcas todos os anos. Ambos, embora feitos em quantidades muito pequenas, podem ser produtos bem interessantes e que valorizam o portefólio.

O Reserva branco estagia 9 meses em barrica mas só 50% corresponde a barrica nova. Tem Arinto (50%), com Verdelho e Alvarinho em partes iguais. O vinhas velhas tinto vai na quarta edição, vem de vinha velha com mais de 50 anos implantada em terrenos pedregosos, de baixa produção. Inclui Alicante Bouschet, Trincadeira, Touriga Nacional e Petit Verdot, por ordem de importância no lote. O estágio prolongou-se por 18 meses em carvalho francês e americano, mas, dizem-nos, no futuro será apenas francês.
O licoroso tinto resulta de um conjunto de três castas, o Alicante Bouschet em 60% e depois Trincadeira e Aragonez em partes iguais. São várias as colheitas que entram no lote e por isso não tem data de colheita. Estagiou 24 meses em barricas usadas e mais um ano em inox. É comercializado em meias-garrafas e terá edição anual daqui em diante.
A outra novidade, o colheita tardia, resulta de uvas da castas Sémillon, parcialmente atacadas de botrytis (podridão nobre), a que se juntaram outras apenas desidratadas pelo longo tempo que passaram na vinha. Foram vindimadas ao mesmo tempo. A parcela, plantada em 2007, tem apenas 2ha e é uma vinha não regada. A vindima foi em Outubro. Fermentou e estagiou em inox durante 18 meses. É comercializado em meias-garrafas.
Caves São João comemoram 97

Quase na reta final para o centenário das Caves São João, surge o vinho que assinala os 97 anos desta empresa tão clássica da Bairrada. Caves São João 97 Anos de História tinto 2014 é um Baga estreme muito elegante e leve (12,5% de álcool), de um ano difícil para as uvas tintas da Bairrada, […]
Quase na reta final para o centenário das Caves São João, surge o vinho que assinala os 97 anos desta empresa tão clássica da Bairrada. Caves São João 97 Anos de História tinto 2014 é um Baga estreme muito elegante e leve (12,5% de álcool), de um ano difícil para as uvas tintas da Bairrada, devido ao chuvoso mês de Setembro. José Carvalheira, enólogo da casa, confirmou dizendo que “Só com uma viticultura muito cuidada é que conseguimos fazer este Baga em 2014”. Lembrou, ainda: “Pela primeira vez em alguns anos decidimos criar um vinho que fosse 100% desta casta”. Fermentado em lagar, estagiou 12 meses em carvalho, 18 meses em cubas de cimento e três meses em garrafa.

Como já é habitual, o rótulo e a caixa abordam um tema especial e marcante para o Mundo e a Humanidade. Nesta edição, o foco é na preocupação ambiental, com o desenho de uma árvore cujo tronco é uma mão a suportar a copa, numa ideia de protecção. A inspiração, segundo a gestora Célia Alves, remonta à década de 90, à conferência das Nações Unidas conhecida por Eco-92, onde os chefes dos Estados-membros debateram os problemas ambientais mundiais. E, por esta razão, o vinho foi apresentado no centro de um monumento do escultor Armando Martinez, na Mealhada. Um conjunto de sete blocos de pedra com formas petroglíficas, a perfazer um círculo, que simbolizam a ligação “mágica” do Homem à Terra e o agradecimento ao Universo. Seguiu-se uma belíssima refeição, com prova do novo vinho, no restaurante Magnun’s & Co do Chef Gonçalo Soares.
Do 97 Anos de História foram feitas 3908 garrafas e o seu preço na prateleira é €45.

