Beira Interior: quais são os melhores vinhos?

Beira Interior

Dos 97 vinhos a concurso, foram distinguidas 33 referências na 19.ª Gala de Prémios da Beira Interior. A cerimónia decorreu no Castelo de Alfaiates, no Sabugal e contou com a presença de Vítor Proença, Presidente do Município do Sabugal, Rui Ventura, Presidente do Turismo do Centro de Portugal, Francisco Toscano Rico, Presidente do Instituto da […]

Dos 97 vinhos a concurso, foram distinguidas 33 referências na 19.ª Gala de Prémios da Beira Interior. A cerimónia decorreu no Castelo de Alfaiates, no Sabugal e contou com a presença de Vítor Proença, Presidente do Município do Sabugal, Rui Ventura, Presidente do Turismo do Centro de Portugal, Francisco Toscano Rico, Presidente do Instituto da Vinha e do Vinho, e por Rodolfo Queirós, Presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior, entidade que promoveu esta iniciativa dinamizada por um painel de treze jurados constituído por 13 elementos e presidido pelo crítico da especialidade Aníbal Coutinho.

De acordo com o resultado, foram atribuídas 29 Medalhas de Ouro, para além dos galardões distribuídos nas categorias de Melhor Vinho da Beira Interior, Melhor Vinho no Feminino, Melhor Imagem e Melhor Imagem no Feminino.

Sgundo o comunicado, Rodolfo Queirós parabenizou os produtores “pelo trabalho sério e consistente que têm desenvolvido, ano após ano, para elevar o reconhecimento da nossa região. O concurso e as distinções atribuídas são mais uma ferramenta ao serviço dessa missão; ajudam a divulgar os vinhos da Beira Interior além-fronteiras e a reforçar a notoriedade da região, dentro e fora de Portugal”.

Beira Interior

Gala Grandes Prémios

Melhor Vinho da Beira Interior

Quinta do Cardo Homenagem a Maria Luiza Grande Reserva tinto 2022

Melhor Vinho no Feminino

Quinta dos Currais Reserva Síria 2023

Melhor Imagem

ETHOS Vinho de Parcela tinto 2023

Melhor Imagem no Feminino

Pombo Bravo Espumante Bruto branco 2020

Medalhas de Ouro

Aforista DOC Beira Interior Reserva branco 2023

Beyra DOC Beira Interior Vinhas Velhas tinto 2023

Quinta da Biaia DOC Beira Interior Reserva branco 2020 (Produção Biológica)

Quinta do Cardo Homenagem a Maria Luiza DOC Beira Interior Grande Reserva tinto 2022 (Produção Biológica)

Souvall DOC Beira Interior branco 2024

Almeida Garrett DOC Beira Interior Reserva tinto 2018

Quinta dos Currais DOC Beira Interior Reserva Síria branco 2023

Quinta da Paróla DOC Beira Interior tinto 2020

Pombo Bravo DOC Beira Interior Reserva Síria branco 2022

Cosmos DOC Beira Interior Reserva tinto 2020

Rubus DOC Beira Interior branco 2025

Pinhel Bodas de Diamante Edição Comemorativa 75 Anos DOC Beira Interior Velha Reserva tinto 2019

Óptima Pergunta DOC Beira Interior Private Selection tinto 2022

Folhas Caídas DOC Beira Interior Chardonnay branco 2025

D’Alcaria DOC Beira Interior Reserva tinto 2022

Quinta da Biaia 750 DOC Beira Interior Síria branco 2023 (Produção Biológica)

Quinta dos Currais DOC Beira Interior Reserva tinto 2022

Boa Pergunta DOC Beira Interior Colheita Selecionada branco 2024

Quinta dos Termos Vinha das Colmeias DOC Beira Interior Reserva tinto 2023

Adega 23 IG Terras da Beira Viognier branco 2022

Manuel I DOC Beira Interior Reserva tinto 2023

Aforista DOC Beira Interior Colheita Selecionada branco 2023

Convento de Marialva DOC Beira Interior Reserva tinto 2023

Beyra DOC Beira Interior Vinhas Velhas branco 2024

Vale de Ladroens DOC Beira Interior Garrafeira tinto 2022

Vilar Torpim DOC Beira Interior rosé 2023 (Produção Biológica)

Boa Pergunta DOC Beira Interior Colheita Selecionada tinto 2022

Exilado DOC Beira Interior Espumante Grande Reserva Bruto Natural branco 2017

Quinta dos Termos Talhão da Serra DOC Beira Interior Reserva tinto 2022

Concurso Escolha da Imprensa 2026 – Abertas as inscrições

Concurso escolha da imprensa

A Grandes Escolhas vai organizar mais uma edição do “ESCOLHA DA IMPRENSA” aberto a todos os produtores nacionais e com as seguintes características: – Um júri constituído por críticos e jornalistas, em particular os que habitualmente cobrem os temas ligados aos vinhos e gastronomia. – Divulgação e exposição pública dos vencedores durante o evento GRANDES ESCOLHAS […]

A Grandes Escolhas vai organizar mais uma edição do “ESCOLHA DA IMPRENSA” aberto a todos os produtores nacionais e com as seguintes características:

– Um júri constituído por críticos e jornalistas, em particular os que habitualmente cobrem os temas ligados aos vinhos e gastronomia.
– Divulgação e exposição pública dos vencedores durante o evento GRANDES ESCOLHAS | VINHOS & SABORES, a decorrer na FIL, Parque das Nações, de 17 a 19 de Outubro, com atribuição dos respectivos Diplomas aos vencedores
– Divulgação pública dos resultados no site, na revista Grandes Escolhas e nas redes sociais.

Conheça o regulamento e faça a sua inscrição  AQUI

Em memória de Jim Reader

Jim Reader

Jim era uma figura muito querida no sector do vinho do Porto, consensual e respeitada, quer no Douro, quer em Vila Nova de Gaia, pela sua afabilidade e paixão que nutria pelo país adoptivo e os seus vinhos. Nascido em 1951, Jim cresceu em North Yorkshire, Reino Unido. Formou-se na University of East Anglia, onde […]

Jim era uma figura muito querida no sector do vinho do Porto, consensual e respeitada, quer no Douro, quer em Vila Nova de Gaia, pela sua afabilidade e paixão que nutria pelo país adoptivo e os seus vinhos.

Nascido em 1951, Jim cresceu em North Yorkshire, Reino Unido. Formou-se na University of East Anglia, onde cursou microbiologia e, mais tarde, obteve o doutoramento na Strathclyde University. Chegou a Portugal em 1980 pela mão da Allied Breweries, então proprietários da Casa Cockburn’s – líder de mercado no Reino Unido. Começou como responsável de Controlo de Qualidade, ascendendo ao cargo de Director de Produção e depois ao cargo de Director Geral da Cockburn’s, até à compra desta pela família Symington em 2006, altura em que se reformou.

Jim foi consultor do produtor de vinho do Porto, C. da Silva, além de continuar na influente Câmara de Provadores do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto que assegura os padrões de qualidade de todos os vinhos do Porto. Integrava também a Chancelaria da Confraria do Vinho do Porto, sendo igualmente membro activo da Feitoria Inglesa onde mais recentemente tinha a função de auditor independente. Em Julho de 2025, foi uma das 40 personalidades e organizações homenageadas pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica, em reconhecimento do contributo prestado a esta importante instituição de ensino ao longo de quatro décadas.

Conhecido pelo seu sentido de humor apurado, consta que em certa ocasião, enquanto discutia com outro produtor uma possível declaração de Porto Vintage, tomando conhecimento que outras casas iriam declarar, terá dito após uma curta pausa: “sinto que os nossos vinhos melhoram à medida que a nossa conversa avança”!

A equipa da Grandes Escolhas deixa as condolências a toda a família. Até sempre Jim Reader…

Está aberta a época do piquenique

piquenique

Com a chegada do verão, o Ventozelo Hotel & Quinta, em São João da Pesqueira, apresenta uma nova oferta: os piqueniques. Confeccionados diariamente pela equipa do restaurante Cantina de Ventozelo, os piqueniques incluem uma seleção de produtos durienses, além de frutas, hortícolas e vinhos colhidos da horta da quinta. As opções são variadas: folar de […]

Com a chegada do verão, o Ventozelo Hotel & Quinta, em São João da Pesqueira, apresenta uma nova oferta: os piqueniques. Confeccionados diariamente pela equipa do restaurante Cantina de Ventozelo, os piqueniques incluem uma seleção de produtos durienses, além de frutas, hortícolas e vinhos colhidos da horta da quinta. As opções são variadas: folar de Vila Real, queijos e compota, sanduíche de rosbife com mostarda, salada de batata e pimentos, fruta da época, bolo caseiro, entre outros. A harmonização cabe ao vinho da Quinta de Ventozelo: uma monocasta branco, tinto ou rosé e outra de Vinho do Porto. Água aromatizada e café fazem parte deste alinhamento gastronómico descontraído. Depois há que escolher um dos cinco novos pontos preparados para estes repastos. Mesas, cadeirões, almofadas e mantas fazem parte da mise en scène, acompanhada de conversas prolongadas e de uma boa sesta ou de um mergulho no rio Douro.

A celebração das tradições durienses estende-se a outras experiências desenvolvidas no âmbito do programa de actividades do Ventozelo Hotel & Quinta, que dispõe de 29 opções distintas de alojamento (a partir de 180 € por noite).

O piquenique (€155, para duas pessoas) está disponível entre as 12h00 e as 18h00 e exige reserva através do email actividades@quintadeventozelo.pt.

SYMINGTON FAMILY ESTATES: 2024, a declaração de um clássico

SYMINGTON

Havia um sereno júbilo no segundo andar do prédio onde fica o Matriarca, o elegante restaurante, bar de vinhos e academia de vinhos pertencente ao grupo Symington, com localização privilegiada na Praça Carlos Alberto, no Porto. A mesa de provas preparada, as garrafas em exposição. Ao fundo, quatro membros da família, Rupert e Charles, da […]

Havia um sereno júbilo no segundo andar do prédio onde fica o Matriarca, o elegante restaurante, bar de vinhos e academia de vinhos pertencente ao grupo Symington, com localização privilegiada na Praça Carlos Alberto, no Porto. A mesa de provas preparada, as garrafas em exposição. Ao fundo, quatro membros da família, Rupert e Charles, da geração actualmente à frente da empresa, ladeados por Harry e Anthony, a geração seguinte, pacatamente a preparar-se para a sua vez. O júbilo resultava da ocasião de apresentar os Portos Vintage de 2024, ano que vai ser de festiva declaração generalizada. Um grande clássico para Dow’s, Graham’s, Warre’s, Cockburn’s, Quinta do Vesúvio, bem como o Graham’s The Stone Terraces, o Capela da Quinta do Vesúvio e o Quinta de Roriz. Os Symington vão lançar todas as suas pérolas, desde as marcas clássicas, cujo terroir é o lote, assim se tem descrito, às novas marcas mais focadas no lugar, a definição mais usual de terroir.

O júbilo era ainda reforçado pela raridade da ocasião, já que a última declaração clássica generalizada tinha sido a vindima de 2017. São sete anos de diferença, o que se, por um lado perturba os financeiros da empresa, por outro descansa os clientes e admiradores. Afinal, a família Symington demonstra que não há cedências quando está em jogo o desejo de qualidade irrepreensível face à exigência estabelecida nestes vinhos, que representam o pináculo do vinho português e capturam a admiração dos winelovers do mundo.

Desde 2017, muito quente e de vindima precoce, não havia, no Douro, um ano agrícola tão perfeito para fazer Porto Vintage. Se pensarmos no período de tempo entre 2018 a 2023, encontramos sempre vinhos excepcionais, tintos, brancos e mesmo vinhos do Porto. Mas foram anos com “chuvas inconstantes e ciclos de crescimento desafiantes”, segundo os responsáveis da Symington. Temos de nos lembrar de que um Vintage clássico tem como perspectiva o consumo de muitas décadas. E, por que não, um século? Já lá vamos.

Mudanças e legado

Mesmo assim, e o enólogo principal Charles Symington não deixou de o enfatizar, os vintages mais recentes podem ser apreciados logo desde o lançamento para o mercado. Há boas razões para isso, entre a qualidade das aguardentes, as plantações de novas castas com ciclo vegetativo compatível com as alterações climáticas, o envelhecimento das vinhas, que também se vão adaptando aos sítios, e a enologia, que acumula cada vez mais sabedoria sobre os ingredientes e o processo para fazer um grande vinho, abordável desde o cedo. Um exemplo dos pormenores que contam: até o transporte das uvas melhorou muito. Charles Symington ainda se lembrava dos cestos de 60-70 kg, hoje uma longínqua memória. Também todas as quintas disporem de pequenas adegas ajuda ao processamento imediato das uvas, em vez de longas jornadas em camião. Hoje, “todos os vinhos têm um estilo mais polido”.

Entre os presentes, comentava-se também que a nossa idade já não nos permitirá a todos esperar as décadas que esses grandes vinhos mereceriam. A antiga regra de beber os vinhos comprados pelos nossos pais, enquanto compramos os vinhos para os nossos filhos, nem sempre foi aplicada a tempo. Por isso, bebamos estes jovens infantes, debiquemos os outros que tivemos a lucidez de comprar há uns anos. Contudo, não nos esqueçamos dos nossos filhos, que um grande Vintage na sua idade madura é um prazer raro que temos obrigação de lhes legar.

Para desfrutar ou guardar

Vamos aos 24’s. O ano agrícola teve uma perfeição cintilante. Foi um ano “à moda antiga.” Muita chuva no Inverno, o que é logo um bom começo. A saturação dos solos em Novembro foi a mais precoce já registada e durou até fim de Março, a mais tardia já registada. Todas as fases de desenvolvimento das uvas vieram na altura normal, o que, nos últimos anos, tem sido completamente anormal. Abrolhamento em Março, floração em Maio, tudo normal. Abril seco poupou as vinhas ao míldio, Maio e Junho com chuva média, o que manteve a vinha sem problemas. Julho foi quente, mas sem extremos. Agosto teve máximas nos 31, 32 ºC, mínimas nos 19 ºC, uma boa amplitude térmica que permite a maturação das uvas e boa preservação dos ácidos, essenciais para obter vinhos elegantes, equilibrados, com muita pureza de fruta. Setembro teve máximas inferiores a 30 ºC e mínimas nos 12 ºC, e as vindimas começaram no dia 4, com Sousão, Alicante Bouschet e vinha velha. A Touriga Nacional começou a ser colhida a 16 de Setembro, uma data típica, mas há anos que não se via. Era preciso colher mais cedo. A cereja no topo do bolo, segundo Charles Symington, foi a Touriga Franca, a casta decisiva para definir um grande ano. Uvas de grande qualidade asseguraram, assim, este Vintage que espalha sorrisos entre os provadores. Algumas pingas de água já no fim da vindima não tiveram influência, e as temperaturas foram perfeitas para as fermentações: nunca foi preciso aquecer os lagares no princípio, nem arrefecer no fim. Todos os vinhos foram fermentados em lagares, com o uso da pisa a pé tradicional na Quinta do Vesúvio; nas outras há lagares robóticos.

Cada vinho tem origem em quintas específicas tradicionalmente usadas para cada marca. São todas pertencentes ao grupo ou propriedade pessoal de membros da família. As combinações de origens e castas usadas em cada vinho também são específicas, além de que procuram preservar o estilo histórico e identidade própria.

A qualidade geral dos vintages de 2024 é fantástica, é realmente um ano fabuloso, para desfrutar já em jovem ou para guardar e envelhecer muitos anos. Justifica-se comprar caixas e acompanhar a evolução destas pérolas. É também incrível a distinção e variedade dos oito vinhos provados. Cada apreciador terá o seu favorito. Vale muito a pena procurar provar todos e escolher por si próprio. Dentro da minha experiência com cada uma destas marcas, em jovem e ao longo do tempo, vejo nuances que são específicas deste ano de 2024, que vai certamente ficar para fazer história.

O almoço não terminaria sem uma mousse de chocolate exemplar, que serviu de pista de aterragem para um mimo, o Dow’s Porto Vintage de 1924, jóia trazida das caves históricas da família. Termino com a sua descrição: cor âmbar translúcida. Nariz com a fruta muito escondida, notas minerais e vegetais; tudo é encantamento e sedução, num foco tawny-não-tawny. Fumo, caramelo, especiarias, chá, tabaco. A boca complementa a perfeição. Cognac, suave calor da madeira, taninos muito resolvidos, doçura suave e cintilante, acidez a dar frescura, final infinito e cheio de nuances. Um vinho inesquecível, sem nota. É para momentos como este que compramos Porto Vintage.

(Artigo publicado na edição de Maio de 2026)

 

Picowines passa a ser “A Cooperativa”

picowines

Com a renovação da identidade visual, a Picowines assume a designação institucional Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico, passando a chamar-se A Cooperativa. O objectivo desta mudança consiste em reforçar a origem da marca, ou seja, o colectivo de produtores da uva da Ilha do Pico. “Não mudámos quem somos, apenas a forma como nos […]

Com a renovação da identidade visual, a Picowines assume a designação institucional Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico, passando a chamar-se A Cooperativa. O objectivo desta mudança consiste em reforçar a origem da marca, ou seja, o colectivo de produtores da uva da Ilha do Pico. “Não mudámos quem somos, apenas a forma como nos apresentamos, porque aquilo que torna esta marca única nunca foi apenas o vinho, foram a ilha, as pessoas e, sobretudo, a comunidade, e gerações de produtores que transformaram um território num legado”, declara, em comunicado, Losménio Goulart, administrador d’A Cooperativa.

Este novo capítulo advém da necessidade de criar uma marca-mãe e, ao mesmo tempo, de reforçar a valorização do território através da ligação com o turismo, com provas e visitas. Afinal, são mais de 75 anos de um trabalho firmado na história, na cultura e na comunidade da Ilha do Pico. “Esta nova fase não representa uma ruptura com o passado, antes uma evolução natural de uma organização que continua profundamente ligada às suas raízes”, sustenta em comunicado.

Rodolfo Tristão preside o Top 100 Sommeliers Portugal

Top 100 Sommeliers

Fundado pela comunidade online de escanções Sommelier Edit em 2023, no Reino Unido, a iniciativa Top 100 Sommeliers chegou este ano ao nosso país, onde adoptou a designação Top 100 Sommeliers Portugal, que recentemente anunciou a eleição de Rodolfo Tristão para Presidente. O desempenho deste papel centra-se não apenas na organização estratégica, mas também no […]

Fundado pela comunidade online de escanções Sommelier Edit em 2023, no Reino Unido, a iniciativa Top 100 Sommeliers chegou este ano ao nosso país, onde adoptou a designação Top 100 Sommeliers Portugal, que recentemente anunciou a eleição de Rodolfo Tristão para Presidente. O desempenho deste papel centra-se não apenas na organização estratégica, mas também no apoio na selecção e “desenvolvimento dos principais sommeliers de Portugal”, bem como nas relações com o comércio mundial do vinho”.

“Hoje, o escanção afirma-se cada vez mais como uma peça essencial no restaurante. A crescente valorização desta profissão reflecte a importância do serviço de vinhos e do aconselhamento na experiência do cliente à mesa. Com esta iniciativa, pretende-se reforçar o reconhecimento dos escanções, aumentar a sua presença e dar maior visibilidade à riqueza e à relevância desta profissão”, explica Rodolfo Tristão à Revista Grandes Escolhas.

Por cá, o Top 100 Sommeliers Portugal é organizado em parceria com a Taylor’s Port e tem como objectivo criar um ranking de escanções do país. A inscrição é feita através do link https://sommelieredit.com/pt/top-100-sommeliers/nomeacoes/.

O Top 100 Sommeliers já reúne outras edições em outros países, como Espanha (2024, 2025 e 2026) e Nova Zelândia (2025 e 2026), além de Portugal e Austrália (2026), com previsão para rumar a outras latitudes em 2027.

 

ISA: inovação tecnológica e sustentável

ISA

Com o intuito de dar resposta aos novos desafios da agricultura, da floresta, do ambiente e da sustentabilidade, num contexto em que a alimentação volta a ser tema de debate e de preocupação na Europa, o Instituto Superior de Agronomia (ISA), em Lisboa, implementou uma reforma curricular, quer nas licenciaturas, quer nos mestrados, liderada pela […]

Com o intuito de dar resposta aos novos desafios da agricultura, da floresta, do ambiente e da sustentabilidade, num contexto em que a alimentação volta a ser tema de debate e de preocupação na Europa, o Instituto Superior de Agronomia (ISA), em Lisboa, implementou uma reforma curricular, quer nas licenciaturas, quer nos mestrados, liderada pela presidente do Conselho Científico, Teresa Ferreira, e implementada pelo Conselho da Gestão do ISA.

Uma das apostas recai na tecnologia. A inteligência artificial, os drones, os sensores ambientais e os robôs agrícolas fazem parte do dia-a-dia dos estudantes na cadeira de Sistemas Inteligentes e Robótica, transversal a várias licenciaturas. Esta actividade permite antecipar pragas, otimizar a rega e melhorar a gestão dos recursos naturais em prol da biodiversidade. Está associada ao AgriTechEdu, hub de aprendizagem iniciado em 2024, com o objectivo de, por um lado, prover o ISA com tecnologia de ponta e, por outro, fomentar as competências digitais e tecnológicas nas Ciências Agrárias.

O AgriTechEdu está, por sua vez, integrado no Living Lab da Tapada da Ajuda, o primeiro integrado numa instituição de ensino superior portuguesa e ligado à Rede Europeia de Living Labs, para que empresas, investigadores e estudantes possam testar tecnologias verdes e digitais em contexto real. “A formação tecnológica estende-se também à sociedade através do Open Campus do ISA, iniciativa lançada em 2023”, segundo o comunicado.

Esta acção conjunta contribui para a consolidação da empregabilidade dos estudantes formados próxima dos 100%. “Há empresas como a Corticeira Amorim ou a The Navigator Company que procuram ativamente engenheiros florestais de excelência, como os que aqui são formados”, informa, através de comunicado, Madalena Lordelo, Vice-Presidente do Conselho de Gestão e do ISA, que tem a alumnISA, a associação de antigos alunos do ISA, colo elo de ligação entre a escola e o mundo empresarial.

Em suma, o ISA assume-se como o epicentro da formação de profissionais com capacidade de resposta face a alguns dos temas mais prementes do século XIX; produção de alimentos, gestão de florestas, preservação e protecção da biodiversidade, e utilização de tecnologias que favoreçam os recursos naturais.