Ruinart abre o primeiro corner em Lisboa

A Maison Ruinart, datada de 1729, está instalada no terraço da Oficina Mustra, uma referência da alfaiataria masculina em Lisboa localizada no n.º 81 da Rua Rodrigues Sampaio, em Lisboa, e fundada em Fátima e Veríssimo Mustra. Este novo projecto apresenta a mais antiga casa de Champagne num contexto pouco habitual, mais concretamente no jardim […]
A Maison Ruinart, datada de 1729, está instalada no terraço da Oficina Mustra, uma referência da alfaiataria masculina em Lisboa localizada no n.º 81 da Rua Rodrigues Sampaio, em Lisboa, e fundada em Fátima e Veríssimo Mustra. Este novo projecto apresenta a mais antiga casa de Champagne num contexto pouco habitual, mais concretamente no jardim secreto deste imóvel.
Além de um atelier de alfaiataria por medida, a Oficina Mustra possui uma marca própria de pronto-a-vestir feita por alfaiates de Nápoles e uma selecção de casas italianas. A filosofia assenta na sprezzatura: uma elegância sem esforço aparente, em que o rigor do corte nunca se impõe a quem o veste.
Mas qual o motivo para esta aliança? Com a passagem do tempo, a clientela fiel passou a funcionar quase como um clube. Portanto, o Ruinart Corner resulta desta afinidade. Terá um serviço permanente das três cuvées non-vintage, incluindo o Ruinart Blanc de Blancs, bem como o Ruinart Rosé e “R” de Ruinart, distribuídos exclusivamente pela Empor Spirits, empresa 100% nacional dedicada à representação e distribuição de bebidas. O referido trio está disponível a copo e à garrafa. O horário de funcionamento é das 10h00 às 19h30.
Wine Destination Portugal em prol do enoturismo

O Wine Destination Portugal regressa ao Alentejo entre 16 e 20 de Novembro, com actividades em Beja e encerramento em Évora, reunindo cerca de 30 produtores nacionais de 30 profissionais de mercados além-fronteiras, como os Estados Unidos, Brasil, Canadá, Reino Unido, Espanha, França, Itália, Alemanha e Países Baixos, incluindo operadores especializados na vertente do enoturismo, […]
O Wine Destination Portugal regressa ao Alentejo entre 16 e 20 de Novembro, com actividades em Beja e encerramento em Évora, reunindo cerca de 30 produtores nacionais de 30 profissionais de mercados além-fronteiras, como os Estados Unidos, Brasil, Canadá, Reino Unido, Espanha, França, Itália, Alemanha e Países Baixos, incluindo operadores especializados na vertente do enoturismo, bem como travel designers premium, empresas de gestão de destinos (DMC) e agências boutique. O objectivo é dar a conhecer a diversidade da oferta nacional e criar oportunidades de negócio junto de profissionais que procuram experiências diferenciadoras para os seus clientes.
Ao longo de cinco dias, o programa combina reuniões B2B previamente organizadas, momentos de networking e as uncorking experiences, visitas que permitem aos compradores conhecer projectos vitivinícolas, provar os seus vinhos e descobrir os territórios onde são produzidos.
Bruno Gomes, responsável pela organização do evento, anuncia em comunicado o seguinte: “existe uma oportunidade muito concreta para os produtores portugueses crescerem através do enoturismo e dos mercados internacionais. O nosso objetivo é facilitar esse encontro, colocando frente a frente quem tem uma oferta diferenciadora e quem procura novas experiências para os seus clientes.”
Vinhos Verdes apostam na Inteligência Artificial

O EVAG – Centro de Estudos da Região dos Vinhos Verdes / Quinta Campos do Lima, em parceria com a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) e com o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), criaram o SMARTLabel – Plataforma Inteligente para a Pré-Validação de Rótulos de […]
O EVAG – Centro de Estudos da Região dos Vinhos Verdes / Quinta Campos do Lima, em parceria com a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) e com o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), criaram o SMARTLabel – Plataforma Inteligente para a Pré-Validação de Rótulos de Vinhos. Este projecto, cujo processo de desenvolvimento iniciou em Janeiro deste ano de 2026, tem a capacidade de ler um rótulo, identificar as menções obrigatórias e assinalar o que está em falta ou apresentado de forma incorrecta, de modo a agilizar processos e a orientar os produtores mediante a sua aprovação na entidade certificadora. Por sua vez, estes procedimentos estarão concluídos até ao final de 2027.
No âmbito deste trabalho, o desenvolvimento dos algoritmos de análise de imagem está a cargo do INESC TEC, enquanto a CVRVV contribui com o conhecimento do processo de apreciação e com rótulos reais da Região dos Vinhos Verdes, sob coordenação da EVAG. Co-financiado pela União Europeia através do programa NORTE 2030 – FEDER, esta plataforma de inteligência artificial e certificação tem como objectivo reduzir até 80% o tempo médio de resposta aos produtores, o que se traduz em maior celeridade também para quem exporta.
Dora Simões, Presidente da CVRVV, declara, em comunicado, o seguinte: “este é um importante passo na optimização do processo de certificação, uma vez que cada garrafa de vinho verde certificada passa pela etapa de aprovação da rotulagem. Tendo em vista que cada vez há mais referências de vinhos e o número de rótulos para aprovação tem incrementado na região, aprovando-se anualmente mais de 7000 rótulos, estamos muito expectantes quanto ao impacto extremamente positivo que o SMARTLabel terá no dia-a-dia dos produtores e dos técnicos, permitindo-lhes focar apenas na informação fundamental.”
CVR Alentejo apresenta Garrafa Leve fora de portas

A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) lançou a Garrafa Leve, uma solução industrial traduzida em 390 gramas e concebida especificamente para linhas de engarrafamento de alto rendimento, de utilização transversal e opcional para os produtores. Segundo o comunicado, trata-se de “uma iniciativa pioneira a nível mundial” que contribui para a redução do consumo de matéria-prima, […]
A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) lançou a Garrafa Leve, uma solução industrial traduzida em 390 gramas e concebida especificamente para linhas de engarrafamento de alto rendimento, de utilização transversal e opcional para os produtores. Segundo o comunicado, trata-se de “uma iniciativa pioneira a nível mundial” que contribui para a redução do consumo de matéria-prima, da energia necessária à produção do vidro e das emissões associadas ao fabrico e ao transporte. Sobre este último aspecto, “permite poupar cerca de 1500 toneladas de vidro e 1200 toneladas de CO2 por cada 50 milhões de garrafas”. Paralelamente, a CVRA estima que esta nova garrafa representa cerca de 2% a menos no custo comparativamente ao das opções disponíveis no mercado.
Para Luís Sequeira, Presidente da CVRA, “a disponibilização desta garrafa de 390 gramas demonstra como a região consegue liderar pelo exemplo, alinhando a sustentabilidade com a eficiência económica e criando soluções reais que beneficiam os nossos produtores e reforçam o posicionamento do Alentejo no mundo.”
A boa nova foi apresentada recentemente no fórum Sustainability in Drinks (SID), em Londres, dando a conhecer, neste palco global e deste modo, mais uma solução firmada na sustentabilidade, já que sucede ao lançamento, da caixa de transporte Re:Boxed (solução produzida a partir da reciclagem do suporte de silicone da fita dos rótulos) decorrido na edição anterior do certame.
Por sua vez, João Barroso, Director de Desenvolvimento Sustentável e I&D nos Vinhos do Alentejo, explica que a garrafa vem dar resposta a exigências técnicas e ambientais do Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo (PSVA), uma vez que “no PSVA, a redução da pegada de carbono passa necessariamente pela desmaterialização dos componentes da embalagem. Com esta solução de 390 gramas, oferecemos aos Agentes Económicos uma ferramenta concreta para reforçar o seu perfil de maior sustentabilidade de forma simples e com impacto imediato, sem interferir com as certificações existentes e provando que é possível atingir uma maior eficiência ambiental. sem comprometer a eficiência industrial em linhas de engarrafamento de grande velocidade e a máxima segurança do produto.”
Quinta Vale D. Maria já tem espaço de enoturismo

História, paisagem e património vitivinícola são os três pilares do enoturismo criado na Quinta Vale D. Maria, propriedade da Aveleda localizada em Ervedosa do Douro, na sub-região do Douro Superior. Entre os principais elementos diferenciadores encontra-se a Adega Expositiva – Guardiã das Vinhas Velhas, projecto da autoria do Arquitecto Diogo Aguiar, espaço que convida os […]
História, paisagem e património vitivinícola são os três pilares do enoturismo criado na Quinta Vale D. Maria, propriedade da Aveleda localizada em Ervedosa do Douro, na sub-região do Douro Superior. Entre os principais elementos diferenciadores encontra-se a Adega Expositiva – Guardiã das Vinhas Velhas, projecto da autoria do Arquitecto Diogo Aguiar, espaço que convida os visitantes a compreender a importância das vinhas velhas na identidade da Quinta Vale D. Maria e na narrativa da região. Afinal, “a arquitectura é parte integrante na forma como contamos a história da Quinta Vale D. Maria, das suas Vinhas Velhas, dos vinhos aqui criados e do património que preservamos”, salienta Martim Guedes, co-CEO da Aveleda.
A oferta contempla provas de vinhos, onde se incluem referências icónicas, como o Quinta Vale D. Maria Vinhas Velhas, o Quinta Vale D. Maria Vinha da Francisca ou o Quinta Vale D. Maria Vinha do Rio, bem como masterclasses dedicadas às vinhas velhas e aos Portos Vintage. Há ainda a possibilidade de reservar uma prova com o enólogo. Todas as harmonizações, bem como os piqueniques, são confeccionadas com produtos locais, como o azeite, o tomate coração de boi ou a amêndoa. Mediante consulta, pode ainda agendar almoços preparados pelo Chef duriense Miguel Monteiro.
Segundo Ildefonso Martins, Director de enoturismo, “a oferta foi pensada para proporcionar experiências exclusivas, com um carácter muito personalizado. No segmento dos fine wines, tanto os visitantes nacionais como os estrangeiros procuram e valorizam experiências que lhes permitam conhecer o terroir, a história e as pessoas que estão na origem dos vinhos que apreciam. É precisamente essa proximidade que queremos proporcionar na Quinta Vale D. Maria.”
O horário de funcionamento é de Segunda-feira a Domingo, entre as 09h30 e as 18h00, encerrando à Quarta-feira. A Sala Rio, destinada às provas comentadas, tem capacidade para 24 pessoas. A reserva é feita através deste link (https://fareharbor.com/embeds/book/quintavaledmaria/items/?flow=1637207&full-items=yes ).
GARE RESTAURANT: Carne Arouquesa com vista para o Tejo

Num espaço carregado de memórias, que vão desde o acolhimento de refugiados em transição para as Américas durante a última Grande Guerra, dolorosas partidas de soldados para a Guerra Colonial e, mais recentemente, palco de eventos culturais, corporativos e de moda, o edifício projectado pelo arquitecto Porfírio Pardal Monteiro continua a impressionar pelos seus traços […]
Num espaço carregado de memórias, que vão desde o acolhimento de refugiados em transição para as Américas durante a última Grande Guerra, dolorosas partidas de soldados para a Guerra Colonial e, mais recentemente, palco de eventos culturais, corporativos e de moda, o edifício projectado pelo arquitecto Porfírio Pardal Monteiro continua a impressionar pelos seus traços modernistas e uma linguagem estética entre a Arte Déco e o Monumentalismo da primeira metade do século XX.
O Grupo Visabeira, que tomou conta do espaço, percebeu a jóia que tinha em mãos e teve em conta o enquadramento, e a história do espaço. A inspirada decoração do restaurante, recentemente inaugurado, respeita esse legado e remete para um diálogo vivo entre o passado e o presente. A preocupação com o conforto do cliente, as cadeiras ergonómicas, o jogo entre a luz que vem de fora filtrada pelos vetustos vitrais e a que é espalhada pelo impressionante candeeiro de bolas suspenso sobre a sala, e o bar à vista em forma de onda, contribuem para uma sensação de bem-estar, que convida ao prolongamento da estadia.
A bem dizer, este convite começa bem antes da refeição, porque o espaço é um verdadeiro dois em um. A entrada no restaurante faz-se pela esplanada debruçada sobre o cais de Alcântara e onde a Martini foi desafiada a reconstruir a sua conhecida Terrazza, que já teve outros poisos em Lisboa. Com cerca de 100 lugares, é o local ideal para experimentar um cocktail no fim da tarde, um aperitivo antes da refeição, uns pregos ou uns snacks. Por isso, o Gare Restaurant e a Terrazza Martini funcionam em conjunto.
No que à refeição diz respeito, o Gare não dispensou a consultoria do conhecido restaurante Casa Arouquesa, em Viseu, propriedade do mesmo grupo, do qual copiou o estilo e a ementa (um pouco curta), baseada nas carnes e nos vinhos da também sua Casa de Ínsua, no Dão. Para os almoços, está disponível um menu executivo (€20) composto por entrada e prato principal ou prato e sobremesa. Ao jantar, as refeições têm naturalmente outro ritmo e é aí que podemos explorar com mais profundidade a cozinha do Gare.
Podemos começar, por exemplo, por uns Croquetes de Vitela (€7,90/5 unidades), com redução de vinhos branco, suculentos no interior e crocantes por fora, ou o Carpaccio de Vitela com mostarda antiga, rúcula e parmesão, fresca e bem temperada. Nas entradas, ainda provámos com prazer uma Burrata com Carpaccio de tomate, pesto, rúcula e flor de sal. Como pratos principais, entramos no domínio das carnes, já que a oferta de produtos do mar e vegetariana é exígua, à excepção do Bacalhau à Arouquesa, do Camarão Tigre e do Risotto de Cogumelos, e pouco mais. Como especialidades são anunciados o Bife da Alcatra (€26,90), Bife da Vazia (€28,90), Bife do Lombo (€35) e Costelão (€57 Kg). Todos grelhados, servidos fatiados e com batata frita e arroz branco. Garantida a qualidade da carne, atestada pela origem da raça Arouquesa e acertando o ponto de cozedura de acordo com o pedido do cliente, não haverá, por certo, margem para errar. O mesmo não se passa com dois best sellers do restaurante de Viseu e que aqui se repetem como pratos de assinatura: a clássica Vitela Assada no forno (€27,50/1 pessoa; €44,50/2 pessoas), com batata assada, e o Filé à Jefferson (€33), corte do lombo com molho trufado e acompanhado por Tagliatelle com queijo Grana Padano ralado e natas. Aqui, onde se nota um maior labor da cozinha, as expectativas não saem defraudadas e a combinação resulta saborosa, embora um pouco pesada no último caso. A lista de sobremesas é extensa e variada e assegura um final doce para uma refeição que dificilmente ficará por menos de meia centena de euros.
Gare Restaurant & Terrazza Martini
Gare Marítima de Alcântara, Lisboa
Tel.: 967 505 320
Horário: de Terça a Quinta-feira, das 11h00 às 23h00, Sexta-feira e Sábado, até à 01h00, e ao Domingo, até às 18h00
Encerra: Segunda-feira
Preço médio: €45
Editorial: Os amigos do vinho

Editorial da edição nrº 114 (Outubro de 2026) Imaginem um restaurante com todas as mesas cheias. Com grupos de amigos, com casais, com pessoas de idades diferentes, de nacionalidades diferentes. E em todas as mesas bebem vinho. Mesmo naquelas com duas pessoas, vê-se uma garrafa, ou um frapé ao lado, e dois copos. You […]
Editorial da edição nrº 114 (Outubro de 2026)
Imaginem um restaurante com todas as mesas cheias. Com grupos de amigos, com casais, com pessoas de idades diferentes, de nacionalidades diferentes. E em todas as mesas bebem vinho. Mesmo naquelas com duas pessoas, vê-se uma garrafa, ou um frapé ao lado, e dois copos. You may say I’m a dreamer. E, no entanto, já vi isto acontecer.
Estive com uns amigos em Vila Nova de Milfontes, onde fomos jantar a um restaurante típico e bem conhecido desde 1990. Estou a falar da Tasca do Celso. Éramos seis. Comemos várias entradas e partilhámos pratos. A casa tem uma grande garrafeira, mas o que mais me impressionou foi a forma como, organicamente, o vinho é envolvido no serviço.
O escanção, que julgo ser também o chefe de sala, era antes de tudo um verdadeiro anfitrião: conversava com os clientes em cada mesa de maneira descontraída e afável, mostrava-se disponível para ajudar na escolha de vinhos, com convicção, mas sem superioridade. Conseguia criar uma relação de confiança, quase de cumplicidade, com quem estava à mesa. Recebeu-nos logo com um Cava, depois sugeriu alguns brancos e tintos, praticamente um vinho para cada prato, e um Madeira no final. Percebendo que gostávamos de vinho, trouxe duas garrafas às cegas. Tudo servido em bons copos, adequados para cada vinho.
Observei as mesas à minha volta, umas com estrangeiros, outras com portugueses. Todos tinham vinho nos copos. A certa altura fui ver a outra sala. A mesma coisa: cheia de gente e todos com vinho. Por momentos, pensei que a crise não tinha chegado até aqui. Lembrei-me de alguns restaurantes em Lisboa e noutras localidades do país, até em zonas vitivinícolas, onde se via gente a acompanhar a refeição com água ou imperiais.
Uma casa amiga do vinho é onde existe curadoria humana. Vai para além de uma extensa carta de vinhos e preços adequados. Tem a ver com a forma como o vinho chega à mesa e pela relação de confiança que se cria à sua volta
No final, esperava uma conta bem alta. Pagámos apenas 50 euros por pessoa. Um preço mais do que razoável por tudo o que comemos e bebemos, pela qualidade da comida e dos vinhos e, sobretudo, pelo que sentimos à mesa e pelo serviço.
O tema dos preços dos vinhos na restauração é polarizante. Não pretendo entrar por esta via, porque o exercício dos preços tem de ser feito com uma calculadora na mão, contemplando todas as variáveis, caso a caso. Não me cabe dizer aos proprietários de restaurantes como devem gerir o seu negócio. O mercado encarrega-se de corrigir os erros: ou os vinhos não vão rodar, ou o restaurante não consegue cobrir os custos e criar lucro. Por isso, uns duram décadas e outros fecham as portas quando a moda passa. E também por isso que admiro quem consegue encontrar um equilíbrio nos preços, para que o restaurante seja sustentável e o cliente não se sinta roubado.
Ora, se este restaurante se considera um amigo do vinho, quais não o são? Novamente, a questão não se resume apenas ao preço. Diria que são os que não se interessam pelo vinho como componente gastronómica, por preguiça ou falta de critério. Aqueles que trabalham sempre com quatro ou cinco marcas e nem sequer experimentam algo novo, porque “em equipa que ganha não se mexe”. Ou, pelo contrário, os que estão prontos a tirar um vinho da carta, só porque alguém ofereceu outro cinco cêntimos mais barato.
Oxalá haja mais restaurantes onde exista curadoria humana. Pois o segredo vai muito para além de uma extensa carta de vinhos e preços adequados. É preciso conhecer a casa, conhecer a comida, conhecer os clientes, ou rapidamente perceber o que procuram e ter vontade genuína de arranjar o vinho certo para esta ou aquela mesa. É mais do que serviço, é verdadeira hospitalidade vínica. V.Z.
Conheça os vencedores do Concurso Escolha da Imprensa

O concurso escolha da Imprensa contou com mais de 670 amostras de vinho em prova nas categorias de Espumantes, Rosés, Brancos, Tintos e Fortificados. Com um painel de jurados de excelência foram apurados e agora divulgados todos os resultados. A entrega dos diplomas a todos os premiados decorreu hoje no evento Vinhos & Sabores. Conheça […]
O concurso escolha da Imprensa contou com mais de 670 amostras de vinho em prova nas categorias de Espumantes, Rosés, Brancos, Tintos e Fortificados. Com um painel de jurados de excelência foram apurados e agora divulgados todos os resultados.
A entrega dos diplomas a todos os premiados decorreu hoje no evento Vinhos & Sabores. Conheça todos os vencedores:
Concurso a escolha da imprensa – Grandes Escolhas






