PAULO TEIXEIRA VINHOS: Projeto de família em Ponta Delgada

Paulo Teixeira Vinhos

“Tudo isto nasce de um sonho, de querer fazer algo diferente.” As palavras de Paulo Teixeira, proferidas na inauguração da nova loja Paulo Teixeira Vinhos, revelam a enorme paixão manifestada pelo próprio em relação ao mundo dos vinhos, pelo qual enveredou nos anos 90 do século XX. Situado no Caminho da Levada, “a dois quilómetros, […]

“Tudo isto nasce de um sonho, de querer fazer algo diferente.” As palavras de Paulo Teixeira, proferidas na inauguração da nova loja Paulo Teixeira Vinhos, revelam a enorme paixão manifestada pelo próprio em relação ao mundo dos vinhos, pelo qual enveredou nos anos 90 do século XX. Situado no Caminho da Levada, “a dois quilómetros, em linha reta, do centro de Ponta Delgada”, este espaço dedicado aos vinhos, bebidas espirituosas e azeites marca o novo capítulo da história da família, ou não estivesse o filho mais velho, “Paulo Teixeira Júnior”, inteiramente focado neste novo desafio.

A nova loja ocupa uma área de 157 metros quadrados, permitindo a capacidade para a expor 12 500 garrafas de meia centena de produtores nacionais e de todas as regiões vitivinícolas de Portugal, inclusivamente de cinco ilhas do arquipélago açoriano, além do armazém, com 150 metros quadrados. Itália, França e Espanha são outros dos países representados neste espaço amplo e com uma decoração sóbria e contemporânea traçada pelo bom gosto, e devidamente climatizada.

Carlos Farinha, Diretor Regional do Turismo da Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas dos Açores, presente na inauguração, salientou a importância que este espaço representa para o turismo da região.  O representante do Turismo do Governo Regional dos Açores evidenciou ainda a preponderância “da sala de provas e de formação” da Paulo Teixeira Vinhos, “onde se vão realizar formações ligadas ao vinho, particularmente numa altura em que tanto se fala da necessidade de qualificação da nossa oferta turística”.

Loja com sala de provas

Para assumir a missão de conduzir provas as vínicas na sala de provas, Paulo Teixeira reuniu “três pessoas com curso de formação de formadores e grande conhecimento sobre vinhos”. O porquê desta decisão? “Temos consumidores atentos, clientes fiéis e consumidores que querem provas, formações, que querem aprender mais sobre vinho”, justifica.

Além dos cursos de iniciação à prova, um de duas horas e outro de quatro horas, sendo que, este último, inclui um jantar no final, estão desenhadas provas de vinhos regionais, seja de Portugal Continental, seja das ilhas, por forma “a mostrar a diversidade sobre o que se faz nos Açores”. Sem esquecer a Madeira. Por último, mas não menos importante, há a vertente de formação para os profissionais de restauração e hotelaria. Para o nosso anfitrião, é fundamental aprimorar o conhecimento na área da hotelaria e da restauração: “como vender vinho, como sugerir vinho, como articular o vinho com a gastronomia.”

“Quero que o espaço seja versátil”, acrescenta Paulo Teixeira. O proprietário destaca a vontade de a garrafeira abrir portas a apresentações de livros sobre vinhos, de um vinho topo de gama, de uma bebida de excelente qualidade, de uma moto, de uma máquina agrícola ou a uma exposição de pintura. “Por que não fazê-lo na ilha de São Miguel?”

“Tudo isto só é possível quando há clientes, quando há mercado, quando há uma economia que responde, e à vontade de fazer”, declara Paulo Teixeira, revelador da arte de bem receber e saber ler o que o cliente pretende. Afinal, a experiência neste setor já o acompanha há cerca de três décadas, quando de um cargo ligado à distribuição de vinhos passou a pôr em prática a venda direta ao público, numa garrafeira em Ponta Delgada. Daí a “traçar o próprio caminho”, com uma distribuidora em nome próprio, foi quase um passo.

Viajar para conhecer

Foi o que aconteceu a 1 de fevereiro de 2010, data marcada pelo arranque da Paulo Teixeira Vinhos no então armazém, agora reconvertido em loja de vinhos com o mesmo nome. “Trabalhei sozinho durante quatro anos: comprar, vender, cobrar, entregar e pagar. De 2010 a 2014.” No final de 2014, admitiu o primeiro funcionário.

Pelo meio, frequentou e concluiu cursos associados à prova de vinhos. Inicialmente, não “Nesta altura, não tinha um nariz tão evoluído como tenho hoje. Era o grande desgosto que eu tinha. Cheguei a estar uma semana inteira em Lisboa, só para fazer um curso de iniciação à prova”, mas assegura que concluiu cada curso com distinção, muito à conta das provas sistemáticas que foi fazendo, para conseguir atingir a perfeição. Ia às feiras nacionais e visitava produtores.

“Fiz provas que marcaram a minha vida” e convites para visitar adegas não faltam, “mas não visitei todas, por não ter tempo disponível para o fazer. Montei uma empresa do zero e precisei de ir construindo e solidificando relações, parcerias e portefólio, ser criterioso e sentir o projeto”, sublinha. Visitou feiras internacionais, como a Vinexpo, a Prowein e a Vinitaly, para ampliar conhecimento.

“Ultimamente, tenho investido muito em formação de vinho estrangeiro. Tenho ido lá fora para provar em Itália, França, Espanha, Austrália, Chile. Quero trazer mais vinhos do mundo para cá. Os açorianos merecem ter este conhecimento e terem acesso a vinhos que se produzem lá fora”, afirma Paulo Teixeira, que, no novo espaço, abre o leque das diversidades no contexto das bebidas espirituosas. “Já foi a Cuba provar runs, a Inglaterra, para ver como se faz gin, ao Brasil pela cachaça, a Cognac…” O propósito é ir às raízes, para perceber como são as bebidas originais, “poder vender com conhecimento e adequar o produto à necessidade do cliente. Há que ser profissional na área”, evidencia o nosso anfitrião, que mantém a operação de distribuição, a partir do armazém inaugurado a 1 de fevereiro de 2025, no Pico D’Agua Park, com 560 metros quadrados. Sobre este tema, Paulo Teixeira informa que distribui para perto de 50 restaurantes da ilha de São Miguel, para além dos que reúne nas ilhas das Flores, do Faial, da Graciosa, da Terceira e de Santa Maria.

Paulo Teixeira Vinhos

VENTOZELO APOSTA EM COSMÉTICA NATURAL, EM PARCERIA COM A OLIÓFORA

Ventozelo

Ventozelo Hotel & Quinta reforça a aposta na sustentabilidade e na valorização dos recursos locais através de uma parceria com a Oliófora, marca artesanal de cosmética natural sediada em Amarante e fundada por Daria Maximova. Iniciada em 2022, com a criação de sabonetes naturais, a colaboração evoluiu em 2026 para um projeto de economia circular que […]

Ventozelo Hotel & Quinta reforça a aposta na sustentabilidade e na valorização dos recursos locais através de uma parceria com a Oliófora, marca artesanal de cosmética natural sediada em Amarante e fundada por Daria Maximova. Iniciada em 2022, com a criação de sabonetes naturais, a colaboração evoluiu em 2026 para um projeto de economia circular que integra a produção de amenities e demais produtos, inspirados nos aromas e nas matérias-primas e com com ingredientes naturais provenientes do Ventozelo.

A alfazema ali cultivada, assim como os resíduos de citrinos, cuja produção abunda na Quinta, foi incorporada nas formulações desenvolvidas em exclusivo para esta unidade hoteleira, dando origem a produtos que evocam o Jardim dos Aromas e a paisagem natural de Ventozelo Hotel & Quinta.

Esta parceria assenta num modelo de aproveitamento e troca de recursos: Ventozelo fornece à Oliófora alfazema seca, colhida anualmente na propriedade, bem como resíduos de limão e laranja, utilizados na produção dos amenities do hotel e de outros artigos da marca, como sabonetes e sais de banho; por seu lado, a Oliófora disponibiliza farinha de amêndoa, um subproduto da produção dos seus óleos de amêndoa adquirida a produtores do Douro, que é posteriormente utilizada na Cantina de Ventozelo na confecção da tradicional Tarte de Amêndoa e dos biscoitos oferecidos como cortesia aos hóspedes do hotel e clientes do restaurante.

Esta iniciativa integra uma estratégia mais ampla de sustentabilidade que privilegia a valorização das produções da Quinta, a colaboração com produtores locais (como já é o caso do pão e dos enchidos servidos em Ventozelo, por exemplo) e o reaproveitamento de matérias-primas.

Os amenities e demais produtos desenvolvidos no âmbito desta colaboração estão disponíveis na Mercearia de Ventozelo e, em alguns casos, também na loja online do grupo Granvinhos ( www.cave360.pt ), incluindo sabonetes naturais, fragrância exclusiva de Ventozelo, spray de alfazema para almofada, saquinhos de alfazema, sais de banho e um conjunto de amenities inspirado nos aromas da propriedade.

A oferta permite aos visitantes prolongar a experiência sensorial de Ventozelo além da sua estadia, levando consigo produtos que refletem a identidade da Quinta e a sua ligação ao território.

PRODUTOS DISPONÍVEIS:

Gel de cabelo e corpo

Disponível como cortesia nos quartos.

À venda na Mercearia de Ventozelo em embalagem individual de 100 ml. PVP: 18€.

Loção corporal 

Disponível como cortesia nos quartos.

À venda na Mercearia de Ventozelo em embalagem individual de 100 ml. PVP: 18€.

Amaciador de cabelo 

Disponível como cortesia nos quartos.

À venda na Mercearia de Ventozelo em embalagem individual de 100 ml. PVP: 18€.

Sabonetes naturais 

Disponíveis como cortesia nos quartos.

À venda na Mercearia de Ventozelo e em www.cave360.pt . Pack 6 unidades. PVP: 12.99€.

Fragrância de Ventozelo 

Micado aromático, utilizado em diversos espaços da propriedade.

À venda na Mercearia de Ventozelo. PVP: 30€

Good Night Pillow Spray

Spray difusor à base de óleo essencial de alfazema.

À venda na Mercearia de Ventozelo. PVP: 18€.

Saquinho de Alfazema 

É utilizado para perfumar os vários espaços de Ventozelo.

À venda na Mercearia de Ventozelo e em www.cave360.pt  . PVP: 9.50€

Sais de banho

À venda na Mercearia de Ventozelo. PVP: 18€.

Pack de amenities do quarto 

Bolsa composta por: 1 embalagem de 50 ml de gel de cabelo e corpo, 1 embalagem de

50 ml de loção corporal e 1 embalagem de 100 ml de condicionador de cabelos.

À venda na Mercearia de Ventozelo e em www.cave360.pt . PVP: 40€.

 

Adega do Cartaxo lança dois vinhos sem álcool

Absolvido

Absolvido é uma nova marca de vinhos desalcoolizados da Adega do Cartaxo na versão de um branco e um espumante. Ambos são produzidos a partir das castas aromáticas Moscatel Graúdo e Fernão Pires e contêm menos de 0.5% de álcool. Segundo Pedro Gil, diretor de enologia da Adega do Cartaxo, “foi um desafio grande avançar […]

Absolvido é uma nova marca de vinhos desalcoolizados da Adega do Cartaxo na versão de um branco e um espumante.

Ambos são produzidos a partir das castas aromáticas Moscatel Graúdo e Fernão Pires e contêm menos de 0.5% de álcool.

Segundo Pedro Gil, diretor de enologia da Adega do Cartaxo, “foi um desafio grande avançar com este projeto, porque ainda é tudo muito recente e queríamos ter a garantia de oferecer um produto de qualidade e que não defraudasse no paladar. Estamos conscientes das alterações de consumo e que há cada vez mais momentos em que queremos um copo de vinho, mas não queremos – ou não podemos – consumir álcool. É desse espaço entre o “não beber” e o prazer de brindar que nasceu Absolvido, espumante e vinho branco desalcoolizado que pretende trazer uma escolha diferente à mesa portuguesa. O Absolvido chega num momento em que as escolhas de consumo estão a mudar e em que restaurantes, bares e consumidores procuram propostas sem álcool capazes de ocupar o mesmo lugar à mesa que uma garrafa de vinho.”.

Os vinhos estão a chegar ao mercado, mas já se encontram disponíveis na loja on-line da Adega do Cartaxo em caixas de seis garrafas.

Absolvido

Memórias à mesa em património

memórias

O Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos (CECH) da Universidade de Coimbra procura cadernos de receitas de família, manuscritos, antigos ou recentes, para os transformar numa exposição. Pode ser um caderno de uma avó, um bloco repleto de anotações e recortes alusivos a receitas, ou folhas soltas com ou sem indicações acrescentadas ao longo dos […]

O Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos (CECH) da Universidade de Coimbra procura cadernos de receitas de família, manuscritos, antigos ou recentes, para os transformar numa exposição. Pode ser um caderno de uma avó, um bloco repleto de anotações e recortes alusivos a receitas, ou folhas soltas com ou sem indicações acrescentadas ao longo dos anos, em receitas de família.

O foco está na história de cada receita, de cada caderno. Quem escreveu? Quem as ensinou e as aprendeu? Como é que essas receitas chegaram às mãos de quem o guarda? Qual o significado desse objecto para o seu guardião? O apelo é dirigido a qualquer pessoa residente em Portugal, independentemente da nacionalidade e do idioma em que estão escritas as receitas.

Para o efeito, basta preencher, até 5 de Outubro, o formulário de participação disponível na página desta iniciativa (www.uc.pt/cech/cadernos-de-receitas-de-familia/). Os cadernos selecionados serão cedidos temporariamente para integrarem a exposição, sendo posteriormente devolvidos aos respetivos proprietários.

Sob o título “Cadernos de Receitas de Família”, esta mostra estará patente entre 21 de Outubro e 20 de Novembro de 2026, na Sala do Catálogo da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.

Forno D’Oro a subir no 50 Top Pizza World 2026

Forno D’Oro

O Forno D’Oro, em Lisboa, do Chef Tanka Sapkota conquistou o 49º lugar no ranking mundial do 50 Top Pizza World 2026, representando uma subida no ranking mundial. Lembramos que no ano de 2025, o mesmo espaço de restauração do Chef nepalês alcançou o 61.º lugar e entrou, pela primeira vez, no Top 10 do […]

O Forno D’Oro, em Lisboa, do Chef Tanka Sapkota conquistou o 49º lugar no ranking mundial do 50 Top Pizza World 2026, representando uma subida no ranking mundial. Lembramos que no ano de 2025, o mesmo espaço de restauração do Chef nepalês alcançou o 61.º lugar e entrou, pela primeira vez, no Top 10 do 50 Top Pizza Europa, depois de ter ocupado a 73.ª posição mundial em 2024 e a 80.ª em 2023.

Estar no Top 50 das melhores pizzarias do mundo é um enorme orgulho e, acima de tudo, um reconhecimento do trabalho de toda a equipa. Trabalhamos todos os dias com a mesma ambição: fazer cada vez melhor, respeitando a tradição napolitana, a qualidade dos ingredientes e a técnica. É também uma enorme felicidade poder levar Lisboa e Portugal connosco e mostrar que podemos estar lado a lado com os melhores do mundo”, afirma, em comunicado, o Chef Tanka Sapkota.

Forno D’Oro

O Forno D’Ouro abriu em 2014, no nº 16 B, da Rua Artilharia 1, em Lisboa, e tem como foco a pizza napolitana. A massa é feita com base no processo que envolve a fermentação lenta, com 36 horas, e a cozedura, a cerca de 450 ºC e com duração de menos de um minuto, é feita num forno a lenha revestido a folhas de ouro, daí o nome do restaurante.

É de enaltecer a vertente de solidariedade social do Chef Tanka Sapkota, que, este ano, envolveu os seus quatro restaurantes (Forno D’Ouro, Come Prima, Il Mercato e Casa Nepalesa) em duas iniciativas de angariação de fundos: a primeira destinada a apoiar as vítimas na Venezuela e, mais recentemente, com as vítimas das cheias no Nepal, o seu país natal. Ambas dão continuidade a acções que têm vindo a marcar o seu percurso em Portugal.

Forno D’Oro

Relembramos que o Chef Tanka Sapkota recebeu, em 2022, pela Revista Grandes Escolhas, o galardão de “Melhor Cozinha do Mundo em Portugal” pelo trabalho desenvolvido no Come Prima.

Port Wine Day: Prémios Douro + Sustentável 2026

prémios

Nuno Pizarro de Magalhães, Pedro Coelho, Torel Quinta da Vacaria – Douro Valley e a Associação Bagos d’Ouro receberam os Prémios Douro + Sustentável 2026 atribuídos pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), no âmbito das celebrações do Port Wine Day. Os galardões foram conferidos, respectivamente, nas categorias de Viticultura, Enologia, Enoturismo […]

Nuno Pizarro de Magalhães, Pedro Coelho, Torel Quinta da Vacaria – Douro Valley e a Associação Bagos d’Ouro receberam os Prémios Douro + Sustentável 2026 atribuídos pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), no âmbito das celebrações do Port Wine Day. Os galardões foram conferidos, respectivamente, nas categorias de Viticultura, Enologia, Enoturismo e Revelação. O objectivo desta iniciativa consiste em valorizar o trabalho desenvolvido em diferentes áreas de atividade, bem como reconhecer acções que visem a dinâmica ligada à sustentabilidade, nas dimensões económica, social e ambiental, e enaltecer percursos e iniciativas que contribuem para a protecção e a projecção da Região Demarcada do Douro.

Vamos por partes. Professor Emérito da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Nuno Pizarro de Magalhães é autor de várias obras de referência e participou na formação de gerações de enólogos e viticultores, deixando um relevante contributo para a investigação, o ensino e a modernização da viticultura portuguesa.

Pedro Coelho é proprietário e enólogo da Pormenor Vinhos, projecto criado em 2013, assente em pequenas produções, e com um percurso que se traduz numa abordagem que associa identidade territorial e valorização da diversidade vitivinícola do Douro.

Inaugurado em 2024, o Torel Quinta da Vacaria – Douro Valley, em Peso da Régua, articula vinho, hotelaria, gastronomia, bem-estar e paisagem numa propriedade com mais de 400 anos de história, transformando esta quinta histórica no contributo para a afirmação turística do Douro.

O prémio atribuído à Associação Bagos d’Ouro destaca, por sua vez, o acompanhamento que tem vindo a ser feito a crianças e jovens de oito concelhos da região, desde a infância até à entrada no ensino superior ou no mercado de trabalho, evidenciando a importância da coesão social, da qualificação e da criação de oportunidades para as novas gerações.

CVD – Companhia dos Vinhos do Douro estreia a JM ALMEIDA FAMILY

JM ALMEIDA FAMILY

Para um pai, poucas alegrias se comparam à de ver o filho seguir o seu caminho. Talvez apenas uma seja maior: poder caminhar ao seu lado. José Miguel Almeida é enólogo e empresário, fundador e principal rosto da CVD – Companhia dos Vinhos do Douro, tendo na marca Oboé a sua principal referência. Concluída a […]

Para um pai, poucas alegrias se comparam à de ver o filho seguir o seu caminho. Talvez apenas uma seja maior: poder caminhar ao seu lado.

José Miguel Almeida é enólogo e empresário, fundador e principal rosto da CVD – Companhia dos Vinhos do Douro, tendo na marca Oboé a sua principal referência. Concluída a formação em Enologia, em 1993, estagiou na Symington e integrou a equipa da Quinta do Crasto, antes de fundar a sua própria empresa, em 2001. Seis anos mais tarde adquiriu a Quinta do Cabeço, em Tabuaço, na margem esquerda do Douro, onde o projecto ganhou a configuração actual. Com cerca de 30 hectares de vinha, produz hoje mais de 200.000 garrafas por ano.

José Miguel Almeida, o filho, nasceu com o projecto, cresceu entre as vinhas e a adega, acompanhando desde cedo o trabalho do pai e tudo o que envolve a produção de vinho. Por isso, não foi de estranhar: enveredou pelo mesmo caminho. Concluiu a licenciatura em Bioengenharia, com especialização em Engenharia Alimentar, prosseguindo depois para o mestrado na mesma área, na Universidade Católica Portuguesa, no Porto. Actualmente frequenta uma pós-graduação em Enologia, formação que complementa com o curso de especialização em Wine Management, no ISAG, e com o curso de nível intermédio em Vinificações da AgroB Business School.

O novo projecto JM Almeida mostra um pouco das duas gerações da família. A colheita da estreia é de 2020, em que o João Miguel, estando ainda na faculdade, participou de corpo e alma. Em plena pandemia, com as aulas online, pôde acompanhar o trabalho na adega, ajudando, aprendendo e contribuindo com a sua opinião. Os lotes foram feitos de forma a que os dois se identificassem com o resultado final.

Ambos os vinhos resultam de um field-blend de várias castas. O branco estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês e a produção traduz-se em 1.430 garrafas standard, 50 magnums e 35 garrafas de 3 litros. O tinto foi vinificado em lagar, com pisa a pé, fermentou em cubas de inox e estagiou depois 12 meses em barricas de carvalho francês, das quais 40% novas. Foram produzidas 1.275 garrafas, 72 magnums e 35 garrafas de 3 litros.

(Artigo publicado na edição de Julho de 2026)

APCOR: a cortiça está no coração de Nova Iorque

APCOR

A campanha internacional Cork.Connect, promovida pela Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR), marca presença na Times Square, Nova Iorque, nos Estados Unidos, através da mensagem Drink Responsibly. Choose Wine with a Natural Cork. exibida, até 22 de Novembro, num dos ecrãs mais emblemáticos da cidade, durante praticamente 24 horas por dia. Para além do reforço do […]

A campanha internacional Cork.Connect, promovida pela Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR), marca presença na Times Square, Nova Iorque, nos Estados Unidos, através da mensagem Drink Responsibly. Choose Wine with a Natural Cork. exibida, até 22 de Novembro, num dos ecrãs mais emblemáticos da cidade, durante praticamente 24 horas por dia. Para além do reforço do consumo responsável de vinho, “acreditamos que esta campanha contribui para uma valorização crescente da cortiça enquanto vedante de excelência para o vinho, integrada numa estratégia mais ampla de afirmação da cortiça e do seu potencial para responder aos desafios da sustentabilidade, da inovação e da criação de valor”, acrescenta, em comunicado, Paulo Américo Oliveira, presidente da APCOR.

Esta iniciativa reforça, assim, a aposta da indústria da cortiça num dos principais mercados do sector. Ao mesmo tempo, está alinhada com a estratégia internacional de comunicação da indústria do vinho, no sentido de reforçar a notoriedade, o posicionamento e a diferenciação da cortiça em diversos mercados. Por outro lado, esta mensagem estará activa em Times Square durante a realização de alguns dos mais relevantes eventos de vinho em Nova Iorque – Wine Spectator Wine Experience, o New York Food & Wine Festival e o Great Wines of Italy, de James Suckling, entre outros –, constituindo uma oportunidade adicional para chegar a diversos líderes de opinião particularmente relevantes no mercado americano.

Em 2025, os Estados Unidos representaram 14% das exportações portuguesas de cortiça, posicionando-se no top 3 dos mercados de destino. A dimensão desta acção em Nova Iorque acompanha, assim, a relevância do mercado norte-americano para a cortiça e a sua capacidade de influenciar tendências globais no setor do vinho.

APCOR