Port Wine Day: Prémios Douro + Sustentável 2026

Nuno Pizarro de Magalhães, Pedro Coelho, Torel Quinta da Vacaria – Douro Valley e a Associação Bagos d’Ouro receberam os Prémios Douro + Sustentável 2026 atribuídos pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), no âmbito das celebrações do Port Wine Day. Os galardões foram conferidos, respectivamente, nas categorias de Viticultura, Enologia, Enoturismo […]
Nuno Pizarro de Magalhães, Pedro Coelho, Torel Quinta da Vacaria – Douro Valley e a Associação Bagos d’Ouro receberam os Prémios Douro + Sustentável 2026 atribuídos pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), no âmbito das celebrações do Port Wine Day. Os galardões foram conferidos, respectivamente, nas categorias de Viticultura, Enologia, Enoturismo e Revelação. O objectivo desta iniciativa consiste em valorizar o trabalho desenvolvido em diferentes áreas de atividade, bem como reconhecer acções que visem a dinâmica ligada à sustentabilidade, nas dimensões económica, social e ambiental, e enaltecer percursos e iniciativas que contribuem para a protecção e a projecção da Região Demarcada do Douro.
Vamos por partes. Professor Emérito da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Nuno Pizarro de Magalhães é autor de várias obras de referência e participou na formação de gerações de enólogos e viticultores, deixando um relevante contributo para a investigação, o ensino e a modernização da viticultura portuguesa.
Pedro Coelho é proprietário e enólogo da Pormenor Vinhos, projecto criado em 2013, assente em pequenas produções, e com um percurso que se traduz numa abordagem que associa identidade territorial e valorização da diversidade vitivinícola do Douro.
Inaugurado em 2024, o Torel Quinta da Vacaria – Douro Valley, em Peso da Régua, articula vinho, hotelaria, gastronomia, bem-estar e paisagem numa propriedade com mais de 400 anos de história, transformando esta quinta histórica no contributo para a afirmação turística do Douro.
O prémio atribuído à Associação Bagos d’Ouro destaca, por sua vez, o acompanhamento que tem vindo a ser feito a crianças e jovens de oito concelhos da região, desde a infância até à entrada no ensino superior ou no mercado de trabalho, evidenciando a importância da coesão social, da qualificação e da criação de oportunidades para as novas gerações.
CVD – Companhia dos Vinhos do Douro estreia a JM ALMEIDA FAMILY

Para um pai, poucas alegrias se comparam à de ver o filho seguir o seu caminho. Talvez apenas uma seja maior: poder caminhar ao seu lado. José Miguel Almeida é enólogo e empresário, fundador e principal rosto da CVD – Companhia dos Vinhos do Douro, tendo na marca Oboé a sua principal referência. Concluída a […]
Para um pai, poucas alegrias se comparam à de ver o filho seguir o seu caminho. Talvez apenas uma seja maior: poder caminhar ao seu lado.
José Miguel Almeida é enólogo e empresário, fundador e principal rosto da CVD – Companhia dos Vinhos do Douro, tendo na marca Oboé a sua principal referência. Concluída a formação em Enologia, em 1993, estagiou na Symington e integrou a equipa da Quinta do Crasto, antes de fundar a sua própria empresa, em 2001. Seis anos mais tarde adquiriu a Quinta do Cabeço, em Tabuaço, na margem esquerda do Douro, onde o projecto ganhou a configuração actual. Com cerca de 30 hectares de vinha, produz hoje mais de 200.000 garrafas por ano.
José Miguel Almeida, o filho, nasceu com o projecto, cresceu entre as vinhas e a adega, acompanhando desde cedo o trabalho do pai e tudo o que envolve a produção de vinho. Por isso, não foi de estranhar: enveredou pelo mesmo caminho. Concluiu a licenciatura em Bioengenharia, com especialização em Engenharia Alimentar, prosseguindo depois para o mestrado na mesma área, na Universidade Católica Portuguesa, no Porto. Actualmente frequenta uma pós-graduação em Enologia, formação que complementa com o curso de especialização em Wine Management, no ISAG, e com o curso de nível intermédio em Vinificações da AgroB Business School.
O novo projecto JM Almeida mostra um pouco das duas gerações da família. A colheita da estreia é de 2020, em que o João Miguel, estando ainda na faculdade, participou de corpo e alma. Em plena pandemia, com as aulas online, pôde acompanhar o trabalho na adega, ajudando, aprendendo e contribuindo com a sua opinião. Os lotes foram feitos de forma a que os dois se identificassem com o resultado final.
Ambos os vinhos resultam de um field-blend de várias castas. O branco estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês e a produção traduz-se em 1.430 garrafas standard, 50 magnums e 35 garrafas de 3 litros. O tinto foi vinificado em lagar, com pisa a pé, fermentou em cubas de inox e estagiou depois 12 meses em barricas de carvalho francês, das quais 40% novas. Foram produzidas 1.275 garrafas, 72 magnums e 35 garrafas de 3 litros.
(Artigo publicado na edição de Julho de 2026)
APCOR: a cortiça está no coração de Nova Iorque

A campanha internacional Cork.Connect, promovida pela Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR), marca presença na Times Square, Nova Iorque, nos Estados Unidos, através da mensagem Drink Responsibly. Choose Wine with a Natural Cork. exibida, até 22 de Novembro, num dos ecrãs mais emblemáticos da cidade, durante praticamente 24 horas por dia. Para além do reforço do […]
A campanha internacional Cork.Connect, promovida pela Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR), marca presença na Times Square, Nova Iorque, nos Estados Unidos, através da mensagem Drink Responsibly. Choose Wine with a Natural Cork. exibida, até 22 de Novembro, num dos ecrãs mais emblemáticos da cidade, durante praticamente 24 horas por dia. Para além do reforço do consumo responsável de vinho, “acreditamos que esta campanha contribui para uma valorização crescente da cortiça enquanto vedante de excelência para o vinho, integrada numa estratégia mais ampla de afirmação da cortiça e do seu potencial para responder aos desafios da sustentabilidade, da inovação e da criação de valor”, acrescenta, em comunicado, Paulo Américo Oliveira, presidente da APCOR.
Esta iniciativa reforça, assim, a aposta da indústria da cortiça num dos principais mercados do sector. Ao mesmo tempo, está alinhada com a estratégia internacional de comunicação da indústria do vinho, no sentido de reforçar a notoriedade, o posicionamento e a diferenciação da cortiça em diversos mercados. Por outro lado, esta mensagem estará activa em Times Square durante a realização de alguns dos mais relevantes eventos de vinho em Nova Iorque – Wine Spectator Wine Experience, o New York Food & Wine Festival e o Great Wines of Italy, de James Suckling, entre outros –, constituindo uma oportunidade adicional para chegar a diversos líderes de opinião particularmente relevantes no mercado americano.
Em 2025, os Estados Unidos representaram 14% das exportações portuguesas de cortiça, posicionando-se no top 3 dos mercados de destino. A dimensão desta acção em Nova Iorque acompanha, assim, a relevância do mercado norte-americano para a cortiça e a sua capacidade de influenciar tendências globais no setor do vinho.
Quinta do Vallado com novo CEO

Joe Álvares Ribeiro assume a liderança da centenária Quinta do Vallado, na Região Demarcada do Douro. O objectivo consiste em reforçar a continuidade de um legado versado no alinhamento entre o passado e a forte aposta no futuro, com o foco nos mercados nacional e d’além fronteiras, através do compromisso associado ao vinho, à hotelaria, […]
Joe Álvares Ribeiro assume a liderança da centenária Quinta do Vallado, na Região Demarcada do Douro. O objectivo consiste em reforçar a continuidade de um legado versado no alinhamento entre o passado e a forte aposta no futuro, com o foco nos mercados nacional e d’além fronteiras, através do compromisso associado ao vinho, à hotelaria, com a Quinta do Vallado Wine Hotel, em Peso da Régua, no Baixo Corgo, e o Casa do Rio Wine Hotel, em Foz Côa, no Douro Superior, e, consequentemente, ao enoturismo de qualidade.
A nomeação de Joe Álvares Ribeiro para CEO da Quinta do Vallado advém da sua sólida experiência em diferentes áreas de gestão e do conhecimento consolidado no sector vínico, comprovados por meio da administração executiva em marketing, vendas, distribuição e enoturismo em um dos grupos de vinhos nacionais.
Quinta de Ventozelo voltou a vencer o Concurso Tomate Coração de Boi do Douro

A 11ª edição do Concurso Tomate Coração de Boi do Douro já tem um vencedor. Trata-se da Quinta de Ventozelo, que voltou a repetir o feito alcançado no ano passado. Esta conquista reforça a aposta da propriedade duriense na valorização do terroir, dos produtos locais e das tradições da região. A horta biológica de Ventozelo, espaço […]
A 11ª edição do Concurso Tomate Coração de Boi do Douro já tem um vencedor. Trata-se da Quinta de Ventozelo, que voltou a repetir o feito alcançado no ano passado. Esta conquista reforça a aposta da propriedade duriense na valorização do terroir, dos produtos locais e das tradições da região.
A horta biológica de Ventozelo, espaço que está sob a coordenação da equipa agrícola da Quinta de Ventozelo, liderada por Tiago Maia, “beneficia de condições excepcionais para o cultivo deste fruto e conta com o cuidado diário de profissionais que garantem que o tomate chega à cozinha no seu melhor momento”, declara, em comunicado, José Guedes, Chef responsável pelo restaurante Cantina, do Ventozelo Hotel & Quinta.
Por sua vez, João Gonçalves, Presidente da Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro), reconheceu que a certificação do TCBD “é um caminho que é preciso percorrer”, lembrando que o envolvimento desta entidade neste projeto “traduz a vontade” manifestada pelos 19 municípios de criar mais valor no Douro.
Além da Quinta de Ventozelo, o júri, presidido por Francisco Pavão, nome de referência na promoção de produtos do território do Douro e Trás-os-Montes, nomeou a Quinta de Medim (2º lugar) e a Quinta do Crasto (3º lugar). A selecção dos vencedores foi feita com base em critérios, como aroma, sabor, textura e harmonia.
Alentejo: Vinhas Velhas e Centenárias e certificação do Vinho de Talha

A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) criou as designações “Vinhas Velhas” e “Vinhas Centenárias” e alargou a possibilidade de certificação do Vinho de Talha a toda a região do Alentejo. No primeiro caso, é estabelecido o um enquadramento específico para a valorização de vinhos provenientes de parcelas de vinha com características associadas à sua idade, […]
A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) criou as designações “Vinhas Velhas” e “Vinhas Centenárias” e alargou a possibilidade de certificação do Vinho de Talha a toda a região do Alentejo. No primeiro caso, é estabelecido o um enquadramento específico para a valorização de vinhos provenientes de parcelas de vinha com características associadas à sua idade, aplicando-se a primeira denominação a vinhas com, no mínimo, 35 anos, enquanto a segundo é atribuída a vinhas com registo anterior a 1931. As novas medidas, aprovadas por unanimidade em Conselho Geral da CVRA, têm como finalidade contribuir para a preservação de um património vitivinícola geracional, reconhecendo o valor das vinhas mais antigas da região e reforçando a identidade dos Vinhos do Alentejo. Quanto ao Vinho de Talha, a principal novidade passa pela possibilidade de certificação do Vinho de Talha produzido em qualquer uma das sub-regiões deste território vitivinícola, com o intuito de proteger esta tradição. A regulamentação, agora aprovada, resulta de um trabalho desenvolvido pela CVRA através do seus grupos técnicos e de enólogos, especialistas nesta tipologia de vinho, historiadores e outros profissionais do sector.
Segundo Luís Sequeira, Presidente da CVRA, o reconhecimento do valor das vinhas mais antigas e a definição do método de produção do Vinho de Talha, enfatiza a preservação de “um património único e a criar condições para o desenvolvimento de vinhos premium, reforçando a diferenciação, a competitividade e a criação de valor para os Vinhos do Alentejo.” De acordo com o comunicado, as novas medidas integram o Plano Estratégico dos Vinhos do Alentejo 2026-2031, que pretende enaltecer a capacidade dos Vinhos do Alentejo para responder às tendências actuais e afirmar-se nos mercados internacionais.
Já temos Master of Wine!

Tiago Macena é o primeiro português a tornar-se Master of Wine, título atribuído pelo Institute of Masters of Wine, uma das mais prestigiadas e superlativas qualificações profissionais internacionais do mundo do vinho. Para o sector vitivinícola nacional é considerado um marco importante, na medida em que reforça a presença de profissionais portugueses nos principais circuitos […]
Tiago Macena é o primeiro português a tornar-se Master of Wine, título atribuído pelo Institute of Masters of Wine, uma das mais prestigiadas e superlativas qualificações profissionais internacionais do mundo do vinho. Para o sector vitivinícola nacional é considerado um marco importante, na medida em que reforça a presença de profissionais portugueses nos principais circuitos internacionais de conhecimento, avaliação e comunicação de vinho.
Recordamos que o enólogo Tiago Macena iniciou o percurso no Institute of Masters of Wine em 2012, retomando os estudos em 2017, contando, durante parte deste processo, com a orientação brasileiro Dirceu Vianna Junior MW. Ciente do impacto que a existência de um Master of Wine português poderia ter na projeção internacional do sector, a ViniPortugal acompanhou e apoiou Tiago Macena, que, em 2023, se tornou o primeiro português a superar a componente prática do exame final.
Paralelamente, nos últimos anos, Tiago Macena tem colaborado em iniciativas da Wines of Portugal em diferentes mercados, através de provas comentadas, acções dirigidas a profissionais e actividades de formação dedicadas aos vinhos portugueses, bem como enquanto jurado do Concurso Vinhos de Portugal.
Frederico Falcão, Presidente da ViniPortugal, declarou em comunicado que “o conhecimento, a credibilidade e a rede internacional associados ao título podem contribuir para aumentar o reconhecimento dos nossos vinhos e para promover a diversidade das regiões, das castas e dos produtores portugueses a públicos profissionais cada vez mais qualificados”, acrescentando o seguinte: “este resultado tem também um significado importante para uma nova geração de profissionais portugueses. Demonstra que existe, em Portugal, conhecimento técnico, experiência e capacidade para alcançar os níveis de exigência mais elevados do sector internacional do vinho. Esperamos que este percurso incentive outros profissionais a procurar qualificações desta natureza”.
Licenciado em Engenharia Agronómica pelo Instituto Superior de Agronomia, com especialização em Viticultura e Enologia, Tiago Macena desenvolveu a sua carreira como enólogo e consultor, com actividade em diferentes regiões vitivinícolas portuguesas. Com o intuito de aprofundar conhecimento, apostou ainda na componente de formação, comunicação e apresentação dos vinhos portugueses em Portugal e no estrangeiro. A obtenção deste título permite a Tiago Macena integrar oficialmente o Institute of Masters of Wine e utilizar a designação Tiago Macena MW.
CONVERSAS A COPO: Maria João Vieira Pinto

O que marca uma marca de vinho? Marca a diferença, a ousadia, o não ser de ‘fórmula’, em que o perfil não muda ano após ano, apesar da muita chuva ou do sol a pique. Acha que construir uma marca de vinho é mais desafiante do que construir marcas noutros sectores? De todo. A criação, […]
O que marca uma marca de vinho?
Marca a diferença, a ousadia, o não ser de ‘fórmula’, em que o perfil não muda ano após ano, apesar da muita chuva ou do sol a pique.
Acha que construir uma marca de vinho é mais desafiante do que construir marcas noutros sectores?
De todo. A criação, lançamento e construção de uma marca é um desafio gigante, seja em que sector for. Claro que em mercados mais saturados e pulverizados, como é o dos vinhos em Portugal – com centenas de marcas em todas as regiões –, o trabalho fica redobrado. Mas uma marca é uma marca, um ecossistema onde o produto, o preço, a distribuição e comunicação se encaixam para chegar a um público e, no final, ganhar o seu espaço, a sua quota.
O vinho é talvez um dos produtos onde emoção, território e marca coexistem de forma particularmente forte. Enquanto observadora do universo do marketing, como vê hoje a construção das marcas de vinho em Portugal?
É incontável o actual número de marcas de vinhos portugueses, em todas as regiões, e que só é um bom reflexo de um mercado dinâmico. Mas, a verdade é que o espaço é curto para tantas. A exportação é uma das vias para a sobrevivência ou, claro, a construção de marca. E têm sido várias as que têm feito um bom caminho, sendo que nunca bastará ter uma marca forte. É preciso presença na distribuição e no HoReCa, assim como comunicação contínua e alinhada. Olhando para os últimos anos, acho mesmo que as marcas portuguesas, neste sector, têm vindo a fazer um belo trabalho.
Um vinho precisa sobretudo de ser bom… ou de contar uma boa história?
É como tudo, lá está. Já não basta que o hotel seja bom, mas que tenha uma narrativa, já não chega que o restaurante seja de topo, se, no final, não resultar numa experiência… Isto é o que o mercado tem vindo a dizer, sendo que, no final, vale o que vale. Em relação à pergunta, um vinho deveria ser – antes de tudo – bom. Mas há muitos exemplos no mercado que têm vindo a afirmar-se e a crescer em pouco tempo, a contar histórias reais ou não. Uma boa história vende. E, nos vinhos, há sempre belas histórias para contar, basta saber procurá-las e saber partilhá-las. Ou seja, um bom vinho vende per si, desde que a crítica o diga. Mas uma história, às vezes, ajuda a vender mais depressa o produto.
Marca presença em lançamentos e provas vínicas. Recorda-se de algum vinho ou de momento vínico que a tenha marcado particularmente? E porquê?
Por acaso recordo um momento, bem simples, mas que mantenho na memória, porque me permitiu perceber o vinho em causa e o seu potencial. Há uns anos, numa apresentação do Invisivel (o branco de uvas tintas), da Ervideira, casou-se o vinho a diferentes temperaturas – desde gelado ao seu estado normal – com diferentes pratos, entre sushi, peixe mais temperado e carne. Ao mostrar a plasticidade do vinho, este momento simples, mas prático, fez-me entendê-lo muito melhor do que, por vezes, algumas longas dissertações sobre acidez e leveduras.
Se pudesse deixar um conselho às marcas de vinho portuguesas sobre comunicação e relevância futuras, qual seria?
É tão difícil dar conselhos, quando se está de fora. O Dirk [Niepoort] costuma dizer que não se deve ter medo de arriscar. Eu sublinho e acredito, mesmo, que quando se quer ser uma marca no vinho não há erros, há aprendizagens. É essencial sair do conforto, acreditar que é na diferença que se ganha e que fazer mais do mesmo ou igual aos outros é só uma estratégia a curto prazo. Depois, comunicação contínua, para vários públicos, e formação desses mesmos públicos.
(Artigo publicado na edição de Julho de 2026)




