O Douro vai receber o Concours Mondial de Bruxelles (CMB) 2027

O Concours Mondial de Bruxelles (CMB) anunciou, no passado sábado, que a sua Sessão de Vinhos Tintos e Brancos de 2027, bem como a Sessão de Vinhos Doces e Fortificados, terão lugar em Portugal, no Vale do Douro. As duas sessões decorrerão entre os dias 14 e 16 de maio de 2027. O CMB é […]
O Concours Mondial de Bruxelles (CMB) anunciou, no passado sábado, que a sua Sessão de Vinhos Tintos e Brancos de 2027, bem como a Sessão de Vinhos Doces e Fortificados, terão lugar em Portugal, no Vale do Douro. As duas sessões decorrerão entre os dias 14 e 16 de maio de 2027.
O CMB é um prestigiado concurso internacional de vinhos que recebe mais de 15 mil participações anuais nas suas diferentes sessões e competições. Fundado em 1994, o concurso saiu, em 2006, da Bélgica tendo sido Lisboa a primeira cidade a acolher o evento fora do seu país de origem. Desde então, o CMB já passou por vários países e continentes, cumprindo a sua missão de promover e valorizar grandes terroirs vitivinícolas de todo o mundo, tanto clássicos como emergentes.
Em 2012, o concurso realizou-se em Guimarães e, agora, regressa a Portugal. Organizado em parceria com a Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro), este evento de relevância internacional reunirá várias centenas de compradores, sommeliers e jornalistas especializados no coração de uma das regiões vitivinícolas mais emblemáticas do mundo.
Para João Gonçalves, Presidente da CIM Douro, “Receber o Concours Mondial de Bruxelles é uma oportunidade extraordinária para projetar o Douro junto de decisores, especialistas, compradores, jornalistas e líderes de opinião de todo o mundo. Queremos que quem venha ao Douro descubra muito mais do que uma região vinícola: descubra um território vivo, acolhedor, inovador e preparado para construir futuro.”
Morgado do Quintão começa novo capítulo com Mariana Salvador

Após uma década dedicada à recuperação da propriedade, à afirmação das castas locais e à construção de uma identidade vínica própria, o Morgado do Quintão, propriedade vitivinícola, com turismo rural, localizada no concelho de Lagoa, no Algarve, acolhe a enóloga Mariana Salvador. Formada em Viticultura e Enologia pelo Instituto Superior de Agronomia, possui um currículo […]
Após uma década dedicada à recuperação da propriedade, à afirmação das castas locais e à construção de uma identidade vínica própria, o Morgado do Quintão, propriedade vitivinícola, com turismo rural, localizada no concelho de Lagoa, no Algarve, acolhe a enóloga Mariana Salvador.
Formada em Viticultura e Enologia pelo Instituto Superior de Agronomia, possui um currículo com diferentes abordagens técnicas desenvolvidas na Austrália, Nova Zelândia e no Chile. Já sobre Portugal, consta a integração na Herdade da Comporta (Península de Setúbal) e a Textura Wines (Dão), bem como o projecto pessoal, designado de Revela. No presente, e para além do Morgado do Quintão, inclui o projecto Ethos, na Beira Interior, e os vinhos tranquilos da Barbeito, na Madeira.
“O Morgado do Quintão é um projecto profundamente ligado ao território e com uma identidade muito clara. O Algarve tem um potencial enorme ainda por revelar, e é isso que mais me motiva”, declarou Mariana Salvador, em comunicado. Por sua vez, Filipe Caldas de Vasconcellos, proprietário do Morgado do Quintão, afirmou o seguinte: “estes primeiros dez anos foram de construção, aprendizagem e afirmação. A Mariana traz exatamente essa combinação de rigor técnico e sensibilidade na leitura do lugar, que sentimos ser essencial para o próximo capítulo. Sempre acreditámos que o Algarve tinha uma voz própria, ainda por revelar.”
A respeito do Morgado do Quintão, a sua fundação deve-se ao Conde de Silves, em 1810, mantendo-se na família até aos dias de hoje. Filipe e Teresa Caldas de Vasconcellos, irmãos e actuais proprietários, desde 2017, têm vindo a dar destaque às castas da região, nomeadamente à variedade tinta Negra Mole e à Crato Branco, plantadas nos 23 hectares de vinha em regime biológico, onde são vindimadas as uvas para produzir os vinhos certificados como biológicos, desde 2024. À cultura da vinha e do vinho, somam-se as casas de família restauradas e convertidas em alojamento, provas ao ar livre e almoços sob oliveiras centenárias frondosas.
Quem são os vencedores dos Mutante Awards Design at Wine?

O Douro é a região que arrecadou mais prémios, com sete tranquilos e três vinhos do Porto. Segue-se o Alentejo, com cinco referências vínicas galardoadas, a somar ao trio de rótulos que, de uma assentada só, ganha uma distinção. Em terceiro lugar, está a Beira Interior e o Tejo marca a quarta posição. Com um […]
O Douro é a região que arrecadou mais prémios, com sete tranquilos e três vinhos do Porto. Segue-se o Alentejo, com cinco referências vínicas galardoadas, a somar ao trio de rótulos que, de uma assentada só, ganha uma distinção. Em terceiro lugar, está a Beira Interior e o Tejo marca a quarta posição. Com um vencedor ficam as regiões de Lisboa, Algarve e Açores.
Se quisermos ter outra abordagem sobre os resultados, dentro de mais de uma centena de garrafas inscritas em concurso, estão contabilizados os seguintes vencedores por categoria: três, em Baixo Álcool, quatro em Espumante e Pet Nat, seis nos Brancos, três em Curtimenta, três em Rosés, dois em Palhetes & Claretes, sete nos Tintos e quatro nos Licorosos. Em jeito de conclusão, a WineStone Group (várias regiões) e a Herdade da Malhadinha Nova (Alentejo) levaram para casa, três galardões, cada um; a Encosta da Fornalha (Alentejo), Márcio Lopes Winemaker (várias regiões) e Quinta dos Loivos (Douro) ficaram com dois, cada um. Mas não é só de vinho que esta competição ‘vive’. Há ainda a categoria dos Azeites, inaugurada na edição de 2025 e que, este ano, contempla quatro premiados.
Mas, afinal, de que falamos? Dos Mutante Awards Design at Wine, criados em parceria entre a revista Mutante e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e cuja 3ª edição foi celebrada, uma vez mais, com a premissa de destacar o papel preponderante dos rótulos de vinho. Garantia de qualidade, marcador simbólico ou ferramenta de comunicação?
Eis a questão! Ou as questões levantadas desde a primeira hora pelos fundadores, João Manaia Rato e Suzana Parreira, ambos investigadores do CIEba – Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes. No fundo, este desafio exalta o design dos rótulos, “colocando os designers no centro de uma relação com potencial positivo para todos os intervenientes”. De um modo geral, os Mutante Awards Design at Wine reúne cooperativas e associações do sector do vinho e do azeite, pequenos e grandes produtores de vinho, ateliers de design especializados e independentes, e agências generalistas.
Ainda sobre a edição de 2026, foi estreado o Prémio Especial Rótulo Histórico entregue ao Soalheiro Alvarinho Clássico, marca indissociável à casta Alvarinho, um dos pilares da região dos Vinhos Verdes. O objectivo desta distinção consiste em destacar rótulos com mais de 25 anos, preservados pelo tempo e reconhecíveis pelo consumidor. De acordo com o comunicado, “este prémio especial celebra um património imaterial que é território, paisagem e tradição ao entender o design e a identidade visual como central à cultura do vinho”.
MENIN: A arqueologia vínica do Douro

Os vinhos velhos da categoria Tawny conhecem, actualmente, um momento de renascimento, tema que tem interessado a cada vez mais empresas e produtores. Tradicionalmente produzidos, sobretudo, na sub-região duriense do Baixo Corgo, os vinhos muito velhos foram, durante décadas, usados para compor os lotes dos tawnies de 30 e 40 anos, que eram as únicas […]
Os vinhos velhos da categoria Tawny conhecem, actualmente, um momento de renascimento, tema que tem interessado a cada vez mais empresas e produtores. Tradicionalmente produzidos, sobretudo, na sub-região duriense do Baixo Corgo, os vinhos muito velhos foram, durante décadas, usados para compor os lotes dos tawnies de 30 e 40 anos, que eram as únicas categorias onde poderiam ser utilizados. Não havia outra e todas as casas do sector guardavam religiosamente os seus stocks para esse fim. Tudo mudou quando, em 2010, se começaram a comercializar vinhos muito velhos que saíam fora das classificações oficiais existentes.
Foi assim que nomes, como a Taylor’s, a Quinta do Vallado, a Quinta do Crasto, a Wine & Soul, a Real Companhia Velha, a Symington, só para citar alguns, resolveram colocar no mercado, a preços que ninguém esperava, vinhos que, ou eram de lotes próprios (caso da Symington), ou tinham sido adquiridos a pequenos lavradores na região, sempre em quantidades muito limitadas. Levamos então cerca de 15 anos de busca e muitas foram as empresas que se interessaram por estes vinhos muito velhos, verdadeiras relíquias que perderiam todo o seu valor intrínseco ao serem usados apenas como parte integrante dos lotes dos tawnies com indicação de idade. O sector e o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) responderam a este movimento, criando novas categorias – 50 anos, 80 anos e VV Old –, sendo vinhos fora de qualquer data e que foram aprovados pelo IVDP, integrando, agora, o núcleo “arqueológico” do Vinho do Porto.

Um Porto da era pré-filoxérica
A empresa Menin, já no mercado com vinhos DOC Douro e vinhos do Porto de categorias especiais, resolveu apresentar a sua relíquia, um Porto da era pré-filoxérica, quando as cepas eram plantadas em pé-franco, numa época em que eram outras as castas, bem diferentes das que, no presente, são conhecidas de todos os consumidores quando se fala do Douro. Estes são vinhos de celebração, daqueles que o senso comum aconselha a que sejam bebidos “a dedal”, em momentos solenes, de exaltação desta região mítica e cada vez mais referenciada no mundo, como sendo a terra dos tesouros, onde arqueólogos feitos enólogos, calcorreiam as adegas dos pequenos produtores à procura dos segredos mais bem guardados.
São vinhos de família, que passaram de geração em geração e, agora, apesar do preço elevado, estão à disposição dos apreciadores. Não chega descobrir cada um. É preciso moldar, afinar, polir, refrescar e fazer lotes, de modo a deixá-los expressar o original sem o alterar. E este trabalho de minúcia pode originar perfis diferentes, algo bem patente nos vários vinhos muito velhos já disponíveis no mercado.
Rubens Menin, que esteve presente no evento, é um empresário de sucesso no Brasil e não olhou a despesas para criar, na sub-região do Cima Corgo, o centro da sua operação. Para o efeito, adquiriu, em Gouvinhas, uma quinta com 42 hectares, a que se juntou a empresa Horta Osório e a Quinta Foz Ceira, que pertencia à empresa Bulas Cruz. Criou assim um património que se aproxima dos 200 hectares. Não compram nem vendem uvas, foi-nos dito, e só os vinhos muito velhos são objecto de aquisição na região. A propriedade da empresa Horta Osório situa-se no Baixo Corgo e tomou-se a opção de manter no mercado os vinhos H.O, em virtude da boa aceitação que já tinham adquirido.

Vinhos de vinha centenária
O momento de convívio foi também aproveitado para apresentar dois tintos topos de gama, Maria Fernanda e D. Beatriz, produzidos em homenagem, respectivamente, à filha e à mulher de Rubens Menin. São dois vinhos feitos a partir das uvas colhidas numa extensa parcela de vinha centenária, com mais de 50 castas (onde se inclui uma percentagem de uvas brancas) e dividida em sete blocos, em função da orientação solar e altitude. Cada parcela destas é vinificada separadamente, cabendo, depois, à equipa de enologia – Tiago Alves de Sousa (consultor) e Manuel Saldanha (enólogo residente) – a tarefa de elaborarem os lotes diferenciados.
Por norma, os vinhos tintos elaborados com uvas destas vinhas centenárias têm um carácter muito próprio: muitas das castas tintas usadas tinham pouca cor e o aroma que delas emana afasta-se muito do carácter de fruta viva e vermelha que hoje se consegue obter. Assim, provar estes vinhos obriga a uma atenção redobrada para se entender o carácter e o estilo que outrora – a palavra aqui deverá ser interpretada como “há mais de 100 anos” – fez as delícias dos nossos antepassados. Importa, por conseguinte, perceber muito mais do que comparar a actualidade com o passado.
Os stocks de vinhos do Porto vão dos 10 aos 50 anos. Por isso, vamos ter mais vinhos Menin no futuro. E também num futuro, que se pretende próximo, haverá uma aposta forte no enoturismo.
(Artigo publicado na edição de Abril de 2026)
Homenagem ao Professor Antero Martins

A 13ª edição do Concurso Vinhos de Portugal, promovido pela ViniPortugal, estreou o Prémio Homenagem, distinção entregue em mãos ao Professor Antero Martins, engenheiro agrónomo e doutorado em melhoramento de plantas pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, onde é Professor Jubilado. É reconhecido pela criação da metodologia de selecção policlonal da videira, […]
A 13ª edição do Concurso Vinhos de Portugal, promovido pela ViniPortugal, estreou o Prémio Homenagem, distinção entregue em mãos ao Professor Antero Martins, engenheiro agrónomo e doutorado em melhoramento de plantas pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, onde é Professor Jubilado. É reconhecido pela criação da metodologia de selecção policlonal da videira, temática de destaque internacional através da resolução OIV-VITI 564b-2019, directriz científica e técnica adoptada pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), bem como pela preservação e valorização das castas autóctones portuguesas, com o subsequente reforço da identidade e autenticidade dos vinhos nacionais.
O Professor Antero Martins, desempenhou ainda a função de Presidente da Associação Portuguesa para a Diversidade da Videira (PORVID), desde a fundação até 2021, é autor de um cem-número livros e de mais de 200 contribuições científicas, integrando ainda o grupo de peritos nacionais de viticultura da Comissão Nacional da OIV e o grupo de peritos GENET da OIV.
“Esta homenagem vem reconhecer a importância do conhecimento científico, da preservação da diversidade vitícola e do trabalho desenvolvido ao longo de décadas em prol do futuro dos vinhos portugueses”, declarou, em comunicado, Frederico Falcão, Presidente da ViniPortugal.
Com a implementação deste novo Prémio Homenagem, que passará a ter um carácter bienal, a ViniPortugal tem como objectivo “distinguir personalidades cujo percurso tenha contribuído de forma extraordinária para a afirmação e valorização dos vinhos portugueses, em Portugal e no mundo”.
A Bagos D’Ouro Wine Party está à porta

No próximo dia 30 de Maio, entre as 18h00 e as 22h00, a Wine Party regressa ao Douro, para brindar à solidariedade. Trata-se da segunda edição deste evento na região promovido pela Associação Bagos D’Ouro, com lugar marcado na Quinta de São Luiz, propriedade vitivinícola da Kopke localizada em Adorigo, no concelho de Tabuaço. Prometido […]
No próximo dia 30 de Maio, entre as 18h00 e as 22h00, a Wine Party regressa ao Douro, para brindar à solidariedade. Trata-se da segunda edição deste evento na região promovido pela Associação Bagos D’Ouro, com lugar marcado na Quinta de São Luiz, propriedade vitivinícola da Kopke localizada em Adorigo, no concelho de Tabuaço.
Prometido está um final de tarde em que estão reunidos mais de 20 produtores vínicos da região, mas a festa começa com um cocktail volante de boas-vindas assinado pelo Chef Vítor Oliveira. No alinhamento do programa, consta boa música e vista para o Rio Douro, a par com a mais recente versão refrescante de Porto tónico, o Kopke on Ice e os gelados artesanais da Segreti, marca do Chef António Vieira.
“É aqui que estão muitos dos nossos parceiros, que são um dos pilares fundamentais para a sustentabilidade da nossa atividade e, sobretudo, para o crescimento da Bagos D’Ouro. No fundo, a Wine Party é um agradecimento por todo o apoio e o compromisso de que tudo faremos para continuar e expandir o trabalho que temos desenvolvido em conjunto”, declara, em comunicado, Maria Inês Taveira, Coordenadora Geral da Bagos D’Ouro.
Alijó, Armamar, Mesão Frio, Murça, Sabrosa, São João da Pesqueira, Tabuaço e, mais recentemente, Carrazeda da Ansiães são os oito concelhos que contam com o apoio da Bagos D’Ouro, que, ao longo de 15 anos, tem vindo a contribuir para a educação mais de 250 crianças e 140 famílias.
Além dos bilhetes (€50/disponíveis aqui https://www.ticketline.pt/evento/bagos-d-ouro-wine-party-douro-2026-102846/sessao/124492_4488_1780160400) para a segunda edição da Wine Party no Douro, cuja receita reverte integralmente para o apoio às crianças e jovens que acompanha, até dia 30 de Junho, é possível doar 1% do IRS à Bagos Douro, sem qualquer custo associado. Mais informações disponíveis em https://irs.bagosdouro.com/.
António Soares Franco na José Maria da Fonseca

António Soares Franco, elemento da sétima geração da família proprietária, assume o papel de Head of Marketing da José Maria da Fonseca, a centenária casa da região dos Vinhos da Península de Setúbal e uma das mais históricas do país. A função, que resulta de uma reorganização do departamento de marketing desta empresa familiar, tem […]
António Soares Franco, elemento da sétima geração da família proprietária, assume o papel de Head of Marketing da José Maria da Fonseca, a centenária casa da região dos Vinhos da Península de Setúbal e uma das mais históricas do país. A função, que resulta de uma reorganização do departamento de marketing desta empresa familiar, tem como finalidade dar resposta aos desafios associados à comunicação do portefólio de marcas dentro e fora de portas. Acresce a integração do plano de replantação vitícola na estratégia global de marcas.
Em suma, “o objectivo passa por reforçar a consistência e a relevância das nossas marcas, através de uma abordagem mais integrada e global, respeitando sempre o legado que nos define, mas preparados para responder às exigências dos mercados atuais e futuros”, declarou, em comunicado, o Head of Marketing.
Paralelamente, a entrada de António Soares Franco – que foi responsável pela marca NOS Empresas e liderou projectos de estratégia e gestão de marcas de referência em agências, como a SAMY Iberia e a Fullsix (Havas CX), além de ter trabalhado no Reino Unido, na Hungria e no Cazaquistão, onde integrou a AICEP – vem reforçar a progressiva transição geracional na José Maria da Fonseca, por forma a assegurar e dar continuidade ao modelo familiar da empresa.
Sobre a Aguardente do Douro no Vinho do Porto

A Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP) define como “inviável” e “ilegal” a obrigatoriedade e exclusividade de aguardente produzida a partir de uvas da região do Douro para o vinho do Porto descrita na Proposta de Lei, que, segundo o comunicado “ameaça o estatuto do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da UNESCO […]
A Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP) define como “inviável” e “ilegal” a obrigatoriedade e exclusividade de aguardente produzida a partir de uvas da região do Douro para o vinho do Porto descrita na Proposta de Lei, que, segundo o comunicado “ameaça o estatuto do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da UNESCO e a sobrevivência do ecossistema vitivinícola da região”. No mesmo documento, “a associação classifica a medida como uma ilusão perigosa que, sob o pretexto de resolver o problema dos excedentes de vinho DOC Douro, esconde uma total inviabilidade jurídica, operacional e económica que ameaça colapsar a viticultura regional duriense”.
A justificação para esta contestação prende-se, segundo a AEVP, com o facto de os vinhos excedentários do Douro não apresentarem “o perfil nem a qualidade exigida para a destilação de aguardente de beneficiação”. Por outro lado, alerta para a eventualidade de Bruxelas fazer uma revisão dos cadernos de encargos inerente ao Vinho do Porto, interferindo nas bases da produção deste, “como o sistema de Benefício, a Lei do Terço e até o engarrafamento na origem”.
Segundo a AEVP, esta Proposta de Lei vai originar “uma subida de 40% no preço dos vinhos standard”, colocando “em risco direto 198 milhões de euros em vendas anuais”. No âmbito do impacto social, a AEVP receia “uma contração do negócio em 50%”, que poderá ter consequências na região, como o despedimento de 3.000 pessoas e a consequente inoperância de centros de vinificação, armazéns e linhas de engarrafamento, a interrupção de compra de uvas na vindima e a “perda de valor fundiário e venda de propriedades por falta de viabilidade “. A associação adverte ainda para o “risco de perda de reputação da Região Demarcada do Douro” e o comprometimento da venda de mais de 260 milhões de litros de Vinho do Porto.
Face a este cenário, a AEVP propõe um plano assente em três medidas: ajuste de oferta, com a ativação da vindima em verde; a implementação de projectos-piloto de créditos de carbono e de natureza, e valorização dos serviços de ecossistema; e destilação voluntária de uvas do Douro e subvencionada pelo Estado.









