Revolução mecânica no Douro?

Máquina de vindimar no Douro, na Symington Family Estates

Já não é segredo para ninguém que o Douro está a viver gravíssimos problemas de mão-de-obra, especialmente na altura da vindima. Aos nossos ouvidos têm chegado toda a espécie de histórias dramáticas de produtores que adiantam ou atrasam a vindima porque não têm outra solução, afectando assim a potencial qualidade das uvas e do vinho […]

Já não é segredo para ninguém que o Douro está a viver gravíssimos problemas de mão-de-obra, especialmente na altura da vindima. Aos nossos ouvidos têm chegado toda a espécie de histórias dramáticas de produtores que adiantam ou atrasam a vindima porque não têm outra solução, afectando assim a potencial qualidade das uvas e do vinho daí resultante. Apesar de ter tido uma produção bem superior aos anos de 2017 e 2018, o ano de 2019 até que nem foi muito madrasto neste sentido, porque correu seco e com menos calor do que o normal. Em muitos casos, uma diferença de uma semana na vindima podia até nem ser dramática, mesmo considerando a desidratação dos cachos. Mas basta que existam nesta altura calores anormais ou chuvas ininterruptas e o cenário muda drasticamente: ou se colhem uvas em passa ou podres. Nenhuma faz bons vinhos.
Cada vez há menos mão-de-obra local, que coincide com uma redução significativa da população activa no Douro. Por isso, muito se tem falado em soluções alternativas, como trazer pessoal estrangeiro em grande quantidade, incluindo de países fora da Europa. Mas não é a solução mais fácil, nem será a mais barata. E tem outras complicações, sociais e políticas, por exemplo.
A outra alternativa está na mecanização da vindima, um projecto até há pouco impossível pela morfologia do terreno do Douro, com enormes inclinações equipadas de socalcos ou patamares, e, nos dois casos, bardos estreitos. Mesmo nas vinhas ao alto, as inclinações são enormes.

A máquina Hoffmann, com e sem o acessório de vindimar.
A máquina Hoffmann, com e sem o acessório de vindimar.

Iniciativa portuguesa, engenharia alemã
Pois bem, a situação está a mudar, pelas mãos do maior proprietário de vinhas no Douro, a Symington Family Estates. Com mais de dois mil hectares de terra e mais de mil hectares de videiras, a Symington cedo acreditou que a solução teria de passar pela mecanização. Iniciou assim um projecto apoiado pelo programa comunitário ProDeR, em conjunto com mais instituições, como a Universidade de Trás-os-Montes e, como parceiro tecnológico, a empresa alemã CH Engineering. Esta última foi a responsável pelo desenvolvimento do acessório de vindima para uma máquina-base já existente. A máquina base é da empresa alemã Hoffmann Landmaschinen e daí ao máquina ser considerada até agora com o nome Symington-Hoffmann.
A máquina tem lagartas, assegurando assim boa tracção e muita estabilidade, estando garantida para operar em vinhas ao alto com grandes inclinações, até aos 75%! O projecto para a criação do acessório para vindimar nasceu há sete anos. A máquina daí resultante teve depois quatro anos de desenvolvimento e testes. Os últimos resultados são muito bons, como nos disse Charles Symington, o director de produção da casa duriense: “a máquina de vindimar (…) teve um bom desempenho nos patamares em várias das nossas quintas e excedeu mesmo as nossas expectativas”.
Em 2017, por exemplo, a máquina colheu em pouco mais de 4 horas, 4,2 toneladas de uvas. O que dará um rendimento aproximado de 10 toneladas por 8 horas de trabalho. Nada mau, considerando que pode trabalhar a qualquer altura, incluindo à noite. Contudo, não foi ainda testada nestas circunstâncias. A máquina só colhe os cachos, deixando na videira o engaço e as uvas verdes e desidratadas. O depósito para as uvas leva 660 litros.

Muitas perguntas na viticultura duriense?
Muitos viticultores durienses preparam já certamente um rol de perguntas. Neste sentido, Charles disse-nos que a Symington irá “partilhar os resultados dos nossos ensaios e daremos apoio a todas as instituições envolvidas na procura de soluções para a região”. Um primeiro estudo foi já apresentado num simpósio, em 2018. Para além do custo, a maior desvantagem desta máquina vai para a impossibilidade de trabalhar com as vinhas velhas, especialmente porque a idade das plantas condiciona, disse-nos Pedro Leal da Costa (da viticultura da Symington) “a forma de condução e resistências dos materiais lenhosos”. Por outro lado, mesmo as vinhas mais novas precisam de alguma adaptação para se conseguir maximizar a eficácia da máquina; falamos não só da condução das videiras como no acessos aos bardos. A largura mínima na entrelinha, por exemplo, não pode ser inferior a 2 metros.
Finalmente, há a questão do preço. Algumas casas terão capacidade para adquirir estas máquinas, como a Symington já fez, por exemplo, mas, estamos em crer, a maioria irá parar às mãos de empresas de prestação de serviços, que formarão o seu próprio pessoal para as manobrar. Como acontece, aliás, pelo resto do país.
Não conseguimos saber preços, mas a máquina está já em produção na Alemanha. Em Portugal, é a Jopauto a comercializar e dar assistência.
Máquina de vindimar Symington-Hoffmann

E a qualidade do vinho vai ser afectada?
Para o consumidor enófilo, a maior preocupação vai para a qualidade do vinho. Ora, neste aspecto, a máquina também pode ter vantagens. Em primeiro lugar, diz ainda Charles Symington, “provas cegas comparativas de vinhos produzidos a partir de uvas vindimadas à mão e vindimadas mecanicamente revelam que a qualidade é idêntica”. Mas onde a máquina pode fazer toda a diferença é na disponibilidade de vindima: “a máquina de vindimar permite uma maior flexibilidade em colher as uvas no momento mais indicado, sem estar dependente da logística cada vez mais complexa de reunir grupos de vindimadores, cada vez mais escassos. A capacidade de respondermos rapidamente às condições na vinha permite-nos correr mais riscos no sentido de elevar ainda mais a fasquia da qualidade”, revela ainda Charles Symington. E termina: “acreditamos ter encontrado uma solução viável para uma das grandes questões que confrontam o futuro da nossa região”. (texto de António Falcão. Fotos cortesia Symington Family Estates)

Symington Vintage 2017 – Para quebrar a tradição

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Depois de 2016, que deu origem a Porto Vintage de grande categoria, veio a colheita de 2017, vindima quente, mas que proporcionou excelentes vinhos generosos na região duriense, eventualmente até melhores, no dizer de alguns, do que os do ano anterior. Duas declarações Vintage consecutivas, algo absolutamente inédito na família Symington que agora apresentou os seus 2017.

TEXTO João Afonso

FOTOS D.R.

É bem verdade que os anos de Verão quente e seco normalmente produzem excelentes vinhos do Porto. E esta década já vamos com três anos de excelente qualidade (2011, 2016, 2017), ou melhor, 4 anos de excelente qualidade para a produção de Porto se incluirmos, como penso que poderá acontecer, o ano de 2018. Aguardo com curiosidade o modo como o sector vai gerir stocks e declarações no meio de tanta fartura de excelentes Porto Vintage.

O clima (alterado, segundo tantos asseguram) está de tal modo de feição para a produção de vinhos do Porto que a Família Symington acaba de declarar pela primeira vez em toda a sua história duas vindimas consecutivas. Declarou 2016 e agora declara os 2007. Como dizia Charles Symington (na foto) “não seria lógico com vinhos desta qualidade não fazer a declaração. Nos meus vinte e cinco anos como enólogo na nossa empresa familiar, nunca vi um ano como este. As produções foram muito baixas, mas a intensidade, a concentração e estrutura foram de cortar a respiração. Produzimos vinhos muito bons.”
Segundo os vários elementos da família – onde há que destacar a presença do jovem Rob Symington (o representante dos seis elementos da quinta geração da família que se encontram já a trabalhar na empresa) – estamos perante uma das melhores colheitas de sempre. E climatericamente falando é, segundo resumo apresentado pela empresa, em tudo semelhante aquela que foi talvez a melhor colheita do século passado – 1945 – a colheita que comemora o final da 2ª Grande Guerra com grandes vinhos por toda Europa. Estes dois anos tiveram ciclos de vinha muito semelhante no que diz respeito a temperaturas, precipitação, produções e cronologia.

E tal como em 1945, em 2017 as videiras pareceram adivinhar a secura do ano, desenvolvendo copas vegetativas me¬nos exuberantes (para poupar consumo de água?) e criação de cachos mais pequenos e mais compactos que resultaram num sabor de uva muito fora do comum. O tempo seco permitiu menos tratamentos e uma sanidade de fruta irrepreensível. A produção total (2.815 kg/ha) andou 20% abaixo da média dos últimos 10 anos e esta situação também explica o aumento da qualidade.

Falando dos vinhos Symington 2017 estamos perante um grupo de sete Vintage de enorme, ou melhor, fantástica, qualidade. Cada qual no seu estilo, cada qual com os seus argumentos de persuasão. Um elegantíssimo e fresco Warre’s, o musculado e denso Dow’s, o sofisticado e lindíssimo Graham’s, o vigoroso e tão personalizado Vesúvio e os insondáveis e muito provavelmente inultrapassáveis Capela e The Stone Terraces. Ainda que estes dois últimos sejam mais uma espécie de Vintage para colecionador do que propriamente Vintages para consumir, pelo menos nos anos mais próximos….
Declaração generalizada ou não, percebe-se perfeitamente a razão pela qual a Família Symington faz pela primeira vez na sua história uma declaração consecutiva. Como refere Johnny Symington, chairman da Symington Family Estates, “poucas regiões de vinhos do Mundo restringem as produções de vinhos de topo com o mesmo grau de exigência que seguimos no Douro, e a decisão de declarar Porto Vintage em dois anos consecutivos não foi tomada de ânimo leve. Contudo, estes dois anos excecionais produziram vinhos de qualidade tão elevada que nos sentimos justificados nesta decisão histórico”. Como apreciador, só posso aplaudir a decisão.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

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Edição Nº25, Maio 2019

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UTAD concede Doutoramento Honoris Causa a Paul Symington

É pelo seu contributo em prol dos vinhos do Douro e Porto e da Região Demarcada do Douro, que Paul Symington irá receber, no dia 4 de Outubro, o grau de Doutor Honoris Causa, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Paul Symington dirigiu um dos maiores grupos do sector do Vinho do Porto, a […]

É pelo seu contributo em prol dos vinhos do Douro e Porto e da Região Demarcada do Douro, que Paul Symington irá receber, no dia 4 de Outubro, o grau de Doutor Honoris Causa, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Paul Symington dirigiu um dos maiores grupos do sector do Vinho do Porto, a Symington Family Estates e, durante quatro décadas, fê-lo crescer até níveis impressionantes, tornando-se, durante a sua gestão, num colosso da região do Douro. Retirado agora do activo da empresa, Paul continua muito ligado aos seus vinhos. O que não é de espantar, visto que manteve o barco Symington a navegar à bolina durante todos estes anos, mostrando que é através de uma grande ligação à terra e de investimento em património que se intensifica o processo de crescimento. Foi também por tudo isto que recebeu o prémio Senhor do Vinho (na foto), em 2019, pela Grandes Escolhas.

Caves da Cockburn’s inaugurou prova de três Vintage (2015, 2016 e 2017)

As Caves da Cockburn’s, da família Symington, estão a apresentar uma nova prova de vinhos do Porto. Nada mais nada menos que três vinhos Vintages: Cockburn’s 2015 Bicentenary, Cockburn’s 2016 e 2017. A prova custa 43 euros por pessoa e requer reserva prévia, através do e-mail cockburnslodge@cockburns.com ou via telefone 913 007 950. A “Prova […]

As Caves da Cockburn’s, da família Symington, estão a apresentar uma nova prova de vinhos do Porto. Nada mais nada menos que três vinhos Vintages: Cockburn’s 2015 Bicentenary, Cockburn’s 2016 e 2017. A prova custa 43 euros por pessoa e requer reserva prévia, através do e-mail cockburnslodge@cockburns.com ou via telefone 913 007 950.
A “Prova Vertical Cockburn’s Vintage 15, 16 e 17” tem uma história por trás: Em 2015, os melhores lotes produzidos na colheita desse ano deram origem a um Porto Vintage de celebração do bicentenário da Cockburn’s. Este ano, a Symington Family Estates fez a primeira declaração geral de dois anos Vintage consecutivos, desde a chegada de Andrew James Symington ao Porto, em 1882.
A prova decorre na Sala John Smithes, nas Caves da Cockburn’s, em Vila Nova de Gaia. Com esta novidade, estas caves passam a contar com sete provas de vinhos da Symington.

A sala John Smithes, onde decorre a prova dos Vintage 15 a 17. Foto: João Margalha

As provas no lodge estão incluídas na visita guiada ao espaço onde se pode conhecer o museu, bem como a última tanoaria em operação nas Caves de vinho do Porto. Os visitantes têm a oportunidade de ver o trabalho desenvolvido pelos mestres tanoeiros, que empregam as mesmas técnicas e as mesmas ferramentas que os seus antepassados. As Caves da Cockburn’s comportam 6.518 pipas de vinho do Porto em estágio, para além do equivalente a 10.056 pipas em balseiros, que permitem manter o tradicional envelhecimento deste néctar em cascaria de carvalho avinhada.

Paul Symington recebe prémio carreira por Masters of Wine

O Institute of Masters of Wine, atribuiu, em parceria com a revista Drinks Business, o prémio Lifetime Achievement Award a Paul Symington. O Instituto atribui este prémio de dois em dois anos, sendo que desta vez considerou Paul Symington como “um indivíduo notável e inspirador, com um compromisso de toda uma vida à excelência do […]

O Institute of Masters of Wine, atribuiu, em parceria com a revista Drinks Business, o prémio Lifetime Achievement Award a Paul Symington. O Instituto atribui este prémio de dois em dois anos, sendo que desta vez considerou Paul Symington como “um indivíduo notável e inspirador, com um compromisso de toda uma vida à excelência do vinho”. O galardão foi entregue na Vinexpo, em Bordéus, com a particularidade de ser a primeira vez de um produtor português.
Paul Symington declarou: “Sinto-me profundamente honrado por ter recebido este prémio, uma vez que os anteriores homenageados são todas pessoas pelas quais tenho imenso respeito. Sinto também uma tremenda satisfação por ver as vinhas únicas da nossa região e os seus dois grandes vinhos, Porto e Douro, reconhecidos por esta via”.
O Life Achievement Award já foi atribuído a personalidades importantes do mundo do vinho como Robert Mondavi (2005), Marchese Piero Antinori (2007), Jean-Michel Cazes (2011), Baronesa Philippine de Rothschild (2013), Hugh Johnson (2015) e Miguel Torres (2017).

Graham’s cria prova exclusiva para aficionados

A Graham’s, da Symington Family Estates, acaba de criar uma nova prova que prima pela exclusividade. A Prova Sala dos Directores contempla uma visita privada ao armazém e garrafeira, onde é explicada a história, o processo e os métodos de envelhecimento da Graham’s, e o acesso a alguns dos vinhos mais cotados da marca, enquanto […]

A Graham’s, da Symington Family Estates, acaba de criar uma nova prova que prima pela exclusividade. A Prova Sala dos Directores contempla uma visita privada ao armazém e garrafeira, onde é explicada a história, o processo e os métodos de envelhecimento da Graham’s, e o acesso a alguns dos vinhos mais cotados da marca, enquanto se desfruta de uma vista bonita para o rio Douro.
A nova proposta da Sala dos Directores oferece duas opções: Prova Symington, em que é possível apreciar vinhos do Porto das várias marcas da família; ou Prova Super Premium Tawny (Graham’s 30 e 40 anos e Colheita 1994) ou Super Premium Vintage (Vintages de 1983, 2000 e 2003). Em todas as opções, é servida uma selecção de queijos e trufas de chocolate. O preço da Prova Symington é de 250 euros. Da Prova Super Premium Tawny ou da Prova Super Premium Vintage o valor é de 200 euros, por pessoa. Estas provas decorrem todos os dias entre as 10h e as 17h, sujeitas a inscrição prévia.

Symington doa ambulância e entrega bolsas de estudo

A Symington Family Estates tem, nos últimos anos, desenvolvido um projeto de responsabilidade social e apoio à educação de forma a assegurar o futuro da região. Esta aposta contínua já se materializou na doação de uma ambulância aos Bombeiros Voluntários da corporação de Sanfins do Douro e na entrega das primeiras bolsas de estudos a […]

A Symington Family Estates tem, nos últimos anos, desenvolvido um projeto de responsabilidade social e apoio à educação de forma a assegurar o futuro da região. Esta aposta contínua já se materializou na doação de uma ambulância aos Bombeiros Voluntários da corporação de Sanfins do Douro e na entrega das primeiras bolsas de estudos a dois estudantes da Universidade de Trás-os-Montes (UTAD), em Vila Real.

Na verdade, 2019 marca o décimo primeiro ano em que a Symington Family Estates apoia os Bombeiros Voluntários que, além de fornecerem um apoio vital à comunidade local no caso de emergências médicas, também combatem os incêndios florestais que ocorrem regularmente no Douro durante os meses secos do Verão. Até ao momento já foram contempladas, com a oferta de uma ambulância, corporações das seguintes regiões: Pinhão, São João da Pesqueira, Provesende, Carrazeda de Ansiães, Lamego, Régua, Vila Nova de Foz Côa, Tabuaço, Vila Flor, Sabrosa e, agora, Sanfins do Douro. Também a aquisição de equipamento médico de suporte de vida para o hospital de Alijó e de equipamento médico específico de cardiologia para a Cruz Vermelha de Sabrosa, já tiveram lugar.

No ano passado, a Symington anunciou a atribuição de duas bolsas de estudo em cada ano lectivo no seguimento de um protocolo com a UTAD. Estas seriam destinadas a estudantes dos cursos de Engenharia Agronómica e Enologia, preferencialmente naturais da Região Demarcada do Douro, e cobririam o pagamento integral das propinas dos três anos da licenciatura. Estas foram agora entregues, uma das bolsas reservada ao aluno com melhor média e a outra ao jovem que, de outra forma, não conseguiria prosseguir os estudos.

Inédito: Symington anuncia primeira declaração Vintage consecutiva

A família Symington acaba de anunciar o ano de 2017 como Porto Vintage, que assinala a primeira declaração geral de dois Vintage consecutivos na história da família, desde que Andrew James Symington chegou ao Porto em 1882. O anúncio — apenas a 6.ª declaração Vintage do século XXI — fecha um período de intenso debate […]

A família Symington acaba de anunciar o ano de 2017 como Porto Vintage, que assinala a primeira declaração geral de dois Vintage consecutivos na história da família, desde que Andrew James Symington chegou ao Porto em 1882. O anúncio — apenas a 6.ª declaração Vintage do século XXI — fecha um período de intenso debate dentro do sector sobre se 2017 justificaria uma plena declaração, uma vez que a qualidade do elogiado 2016 elevou muito a fasquia.

Este é um momento marcante na longa história da família e resulta de dois anos sucessivos muito diferentes, mas de elevadíssima qualidade para vinho do Porto. Os vinhos de 2017 foram produto de um ciclo da vinha adiantado que culminou na vindima mais precoce no percurso de 137 anos dos Symington. O comunicado de imprensa refere o facto de ter sido um ano bastante mais quente e seco do que o normal, dando origem a bagos compactos em excelentes condições, com produções entre as mais baixas deste século — 20% inferiores à média da última década. Apesar da vindima ter arrancado em Agosto, as maturações apresentaram-se muito equilibradas, o que originou vinhos caracterizados por grande intensidade, concentração e estrutura, conjugado com aromas e frescura elevados.

Estes Porto Vintage 2017, feitos com uvas das principais quintas durienses dos Symington, irão brevemente para o mercado em quantidades muito limitadas de Graham’s, Dow’s, Warre’s e Quinta do Vesúvio, além de Graham’s Stone Terraces e Capela da Quinta do Vesúvio (2017 será apenas a quarta edição destes dois últimos vinhos, produzidos unicamente “em anos verdadeiramente excepcionais”). Dadas as produções muito baixas, o Porto Vintage 2017 é, em quantidade, a mais “pequena” declaração Symington do século XXI, com os volumes en primeur cerca de um terço abaixo do 2016.

Charles Symington, enólogo principal da Symington Family Estates, mostrou-se impressionado com os vinhos de 2017: “Nos meus 25 anos como enólogo na nossa empresa familiar, nunca vi um ano como este. As produções foram muito baixas, mas a intensidade, concentração e estrutura foram de cortar a respiração. Produzimos vinhos muito bons”.

Já Johnny Symington, Chairman da Symington Family Estates, enalteceu os motivos que conduziram a esta decisão inédita: “Poucas regiões de vinhos do mundo restringem as produções de vinhos de topo com o mesmo grau de exigência que seguimos no Douro, e a decisão de declarar Portos Vintage em dois anos consecutivos não foi tomada de ânimo leve. Contudo, estes dois anos excepcionais produziram vinhos de qualidade tão elevada que tornou incontornável esta decisão histórica”.

Veja o vídeo da Declaração Symington: