Adega Cartuxa lança novas colheitas dos Scala Coeli

São vinhos de premium da Adega Cartuxa, já bem conhecidos pelos enófilos. Os novos Scala Coeli branco 2018 e tinto 2017 já estão aí, e representam “o resultado da seleção de castas não autóctones que melhor se adaptaram ao terroir alentejano”, nesses anos. É uma marca da Fundação Eugénio de Almeida, inspirada no Mosteiro de […]

São vinhos de premium da Adega Cartuxa, já bem conhecidos pelos enófilos. Os novos Scala Coeli branco 2018 e tinto 2017 já estão aí, e representam “o resultado da seleção de castas não autóctones que melhor se adaptaram ao terroir alentejano”, nesses anos. É uma marca da Fundação Eugénio de Almeida, inspirada no Mosteiro de Santa Maria Scala Coeli, conhecido como a Cartuxa de Évora, onde viveram os Monges Cartuxos.

O Scala Coeli tinto 2017 (€79,99) é proveniente de vinhas com mais de 30 anos de idade, produzido com a casta Syrah, que passou por uma “escolha de bagos muito rigorosa”, diz a empresa. Estagiou 15 meses em barricas de carvalho francês, e depois 12 meses em garrafa nas caves do Mosteiro. Por sua vez, o branco 2018 (€35), é de Verdelho, colhido em vinhas com 15 anos de idade, obtido “através das melhores fermentações do ano, pautando-se por uma escolha de bagos criteriosa, sendo seleccionadas unicamente as uvas em perfeito estado de maturação”. A fermentação decorreu em inox e o estágio também, durante 12 meses e sobre borras finas, com bâtonnage.

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Há um novo monocasta da Adega de Borba

senses verdelho

A Adega de Borba acabou de lançar o novo Senses Verdelho branco 2018, produzido a partir de uma das mais recentes castas nos encepamentos do Alentejo. Com um p.v.p. que ronda os 5,20, este vinho vem complementar a gama de monovarietais da Adega de Borba, a marca Senses, já composta pelos tintos Touriga Nacional, Syrah, […]

A Adega de Borba acabou de lançar o novo Senses Verdelho branco 2018, produzido a partir de uma das mais recentes castas nos encepamentos do Alentejo. Com um p.v.p. que ronda os 5,20, este vinho vem complementar a gama de monovarietais da Adega de Borba, a marca Senses, já composta pelos tintos Touriga Nacional, Syrah, Petit Verdot, e ainda os brancos Alvarinho e Viognier.

Para Óscar Gato, Enólogo da Adega de Borba, “A casta Verdelho, na sub-região de Borba, apresenta um bom equilíbrio aromático-gustativo de frutos tropicais e cítricos, descritores que podemos apreciar neste vinho monovarietal, no entanto, a casta liga-se muito bem com outras castas regionais, acrescentando maior complexidade aos vinhos de lote”.

Fundada em 1955, a Adega de Borba reúne hoje cerca de 270 viticultores associados, que cultivam cerca de 2200 hectares de vinha, e é um dos dez maiores produtores nacionais do sector.

A enigmática casta Verdelho

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A origem da Verdelho continua a ser um enigma, apesar de estudos recentes terem contribuído imensamente para o nosso conhecimento dessa abstrusa casta. Estudos genéticos já nos possibilitam rejeitar comparações entre Verdelho e Chenin Blanc, Godello, Verdicchio […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A origem da Verdelho continua a ser um enigma, apesar de estudos recentes terem contribuído imensamente para o nosso conhecimento dessa abstrusa casta. Estudos genéticos já nos possibilitam rejeitar comparações entre Verdelho e Chenin Blanc, Godello, Verdicchio Bianco e Verdello que é plantado na região de Umbria, na Itália. Entretanto, devido à existência de múltiplos sinónimos e homónimos, dentro e fora de Portugal, e a um passado inadequadamente catalogado, a origem da variedade permanece um mistério. Por esse motivo, profissionais e publicações continuam a fazer confusão entre castas, principalmente Verdelho, Verdejo e Gouveio.

TEXTO Dirceu Viana Junior MW
FOTOS Ricardo Palma Veiga[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]No passado acreditava-se que o Verdelho havia sido levado do continente para as ilhas de Portugal. Vinhedos velhos foram encontrados nos arquipélagos da Madeira, dos Açores, das Ilhas Canárias e no Vale do Loire, mas, entretanto, não foram identificadas vinhas antigas do continente português contradizendo essa hipótese.
Segundo Jorge Böhm, viveirista e autor, existem registos sugerindo que no início do século XV, quando os portugueses descobriram as ilhas atlânticas, o rei Afonso V solicitou ao seu tio Henrique, o Navegador, que trouxesse as melhores castas das ilhas gregas (Creta). Essas castas foram plantadas na ilha da Madeira. Com o passar do tempo essas castas migraram para as ilhas dos Açores. Autores açorianos, entretanto, escrevem que o Verdelho poderia ter sido importado para os Açores a partir do século XV do Chipre, da Sicília ou possivelmente da ilha da Madeira pelo Frei Pedro Gigante. De facto, um dos registos mais antigos referente à casta Verdelho cultivada nos Açores menciona plantações na lha Terceira e foi escrito por Gaspar Frutuoso em algum momento entre os anos de 1522 e 1591.
Entretanto, através de análise de DNA até agora não foi possível estabelecer ligação genética entre o Verdelho e qualquer casta proveniente da ilha de Creta, Chipre ou Sicília, embora exista a possibilidade da proximidade com alguma variedade das ilhas Canárias, tese defendida por muitos espanhóis.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”20″][image_with_animation image_url=”32036″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Documentos encontrados na ilha da Madeira, mostram que mudas de Verdelho foram enviadas da ilha no ano de 1768. Alberto Vieira, académico e pesquisador da história da Madeira, afirma que em 1783 o Verdelho foi autorizado como uma das castas a serem plantadas na região de Porto Santo. Dados históricos explicam que a casta era amplamente cultivada na Madeira antes de a filoxera atacar a ilha em 1872 e na época constituía cerca de dois terços das plantações. Da mesma forma, o autor Girão estabelece que por volta de 1820 o Verdelho também era a casta mais utilizada nos Açores.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”32045″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A ausência de qualquer referência à casta Verdelho antes do século XVIII na Madeira demonstra um intervalo de aproximadamente 200 anos entre a primeira citação do Verdelho nos Açores e os registos da Madeira. Tal referência convida a especulações que a casta poderia ter existido nas ilhas dos Açores antes de ter sido cultivada na ilha da Madeira.
Microssatélites de DNA de cloroplasto são utilizados para definir a direcção dos cruzamentos parentais e através dessa técnica foi possível identificar a casta Savagnin como um dos progenitores da casta Verdelho. Utilizando a mesma técnica, ficou estabelecido que Verdelho é possivelmente um dos progenitores da casta Arinto dos Açores e que, juntamente com a casta Bastardo, sejam os progenitores da Terrantez do Pico. Esse facto reforça o conceito de que o Verdelho poderia ter existido nos Açores há muito tempo para ter gerado descendentes. Além disso, os perfis dos microssatélites provam cientificamente que Verdelho é uma casta diferente da espanhola Verdejo e da portuguesa Gouveio, que, no continente, em muitos casos ainda continua sendo confundida com o Verdelho.
De acordo com dados mais recentes do Instituto do Vinho e da Vinha (IVV) existem 624 hectares de Verdelho plantados no território nacional, incluindo Madeira, Açores (Biscoitos, Pico e Graciosa), Douro, Dão, Beira Interior, Bairrada, Alentejo, Tejo e Setúbal.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Domingos Soares Franco, vice-presidente e enólogo chefe do grupo José Maria da Fonseca, acredita que também haja plantações no Minho. Frederico Falcão, CEO do grupo Bacalhoa, supõe que as plantações de Verdelho no continente sejam escassas e sugere que grande parte da área é constituída por Gouveio, possivelmente devido a confusão que ocorria na hora da encomenda do material genético aos viveiristas. Domingos Soares Franco concorda e acredita que na Península de Setúbal, por exemplo, além dos dois hectares que possui a sua empresa, existe apenas um hectare de Verdelho autêntico cultivado por um produtor vizinho. David Baverstock, que já havia observado o comportamento da casta Verdelho na Austrália, confirma que essa confusão realmente ocorreu na década de 90 quando buscava plantas para estabelecer vinhedos no Alentejo.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”32035″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Verdelho ou Gouveio?
Jorge Böhm indica que Verdelho de Portugal continental era a variedade Gouveio (ou o Godello espanhol). Diz ele que há cerca de 20 anos, quando houve um projecto governamental de eliminação da expressão homónima, o Verdelho continental passou a ser chamado Gouveio, que era o antigo sinónimo regional do Verdelho. De acordo com dados mais recentes do Instituto da Vinha e do Vinho, existem 1.067 hectares de Gouveio plantados no país.
Gouveio é uma excelente variedade, confirma David Baverstock, enólogo chefe da Herdade do Esporão, capaz de revelar aromas tropicais exuberantes e por isso é apreciada por consumidores. Apesar de haver ligações genéticas com Verdejo, as duas castas são completamente distintas. O francês Pierre Odart, experiente ampelógrafo e responsável por introduzir Verdelho ao Vale do Loire, já havia escrito um artigo em meados do século XIX esclarecendo as diferenças entre Verdelho e Gouveio.
Essa casta, proveniente de um cruzamento entre Castellana Blanca e Savagnin, continua a ser utilizada na região de Trás-os-Montes e Douro, apesar de sua importância parecer ter diminuído ao longo dos anos. Frederico Falcão, CEO da empresa Bacalhoa, que possui a Quinta D’Aguiar em Figueira de Castelo Rodrigo, Beira Interior, onde existem plantações de Gouveio, explica que a casta é resistente a doenças, sendo capaz de atingir produções a rondar entre 10 a 12 toneladas por hectare. O Gouveio é conhecido por apresentar aromas de frutas cítricas, maçã fresca e frutas de caroço. Confere acidez nítida, refrescante, e o nível de açúcar no mosto é equilibrado. Frequentemente aparece na composição dos vinhos do Porto brancos. Numa pequena zona do Douro e na sub-região de Távora-Varosa aparece como base para espumantes. Um excelente exemplo de Gouveio como varietal aparece num vinho espumante feito pela Caves Transmontanas chamado Vértice Gouveio 2007.
Do outro lado da fronteira, Rafael Palacios, renomado enólogo espanhol, trabalha com Godello em Valdeorras desde 2004. O que o atraiu foi a excepcional intensidade da fruta, combinada com sabores elegantes e profundos, textura sedosa juntamente com frescura e salinidade. Palacios acredita que essa casta pode ser vista como uma alternativa para a Chardonnay, capaz de fazer vinhos frescos e refrescantes ou optar por estagiar em madeira, o que confere ao vinho mais corpo, densidade e complexidade. Os vinhos são versáteis e capazes de envelhecer na garrafa por mais de duas décadas, segundo ele. Um dos lançamentos actuais que merecem atenção é Bodegas Rafael Palacios “As Sortes” 2016.
[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Verdelho ou Verdejo?
Verdejo é uma casta bem-conceituada e praticamente sinónimo da DO Rueda, para a qual é especialmente adequada graças à sua alta altitude, geologia e clima continental, com diferenças marcantes de temperatura entre a noite e o dia. Verdejo é uma das castas brancas mais plantada na Espanha, representando uma parte significativa dos vinhedos de Castilla y León, Castilla La Mancha e Extremadura. Certos livros apontam Castilla y León, no centro-norte da Espanha, como a região nativa dessa casta, no entanto outros livros sugerem que a uva teve origem no norte de África e foi trazida por cristãos que viviam sob o domínio hispano-muçulmano em torno do século XI. Domingos Soares Franco refere que até há pouco mais de uma década Verdelho e Verdejo eram consideradas a mesma casta no território português. Somente através de análise genética foi possível provar que essa presunção estava incorrecta. De acordo com dados recentes do Instituto da Vinha e do Vinho, existem apenas 33,55 hectares de Verdejo plantados no país.
O Verdejo é uma casta que na primeira fase do ciclo vegetativo tem características ampelográficas similares ao Verdelho, sendo difícil encontrar diferenças até à altura da floração.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”20″][image_with_animation image_url=”32039″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Após esse estágio, a casta Verdejo, que demonstra vigor entre médio e alto, distingue-se através de bagos ovóides e cachos maiores do que o Verdelho resultando num nível de produção superior. Verdejo apresenta sensibilidade ao desavinho, principalmente quando as condições na altura da maturação não forem muito favoráveis. Em termos de sensibilidade a doenças, é muito susceptível ao míldio, que tem tendência para atacar o cacho após o vingamento, e é sensível ao oídio. De acordo com Domingos Soares Franco, nas condições da Península de Setúbal é uma casta precoce com maturação semelhante à do Fernão Pires, ainda que Frederico Falcão adiante que nos vinhedos da Bacalhoa a colheita acontece tarde. O mosto tem acidez consideravelmente inferior ao Verdelho, na ordem dos 4,5 a 5 g/l, a casta é mais sensível à oxidação e lenta para clarificar durante a decantação estática.
Por outro lado, o Verdelho brota a médio prazo e por isso é susceptível à geada da Primavera. Amadurece cedo. Exibe bagos ovais de tamanho médio, pele grossa e cachos relativamente pequenos com peso médio e moderadamente compactos. O rendimento é regular e não excessivo. Verdelho prefere um solo mais profundo com certo grau de humidade. Por esta razão, adapta-se bem ao clima marítimo e é mais resistente a doenças, embora seja susceptível ao oídio. Outro grande problema, de acordo com Jorge Böhm, como viveirista, é conseguir encontrar material genético sem vírus. Na adega, o mosto exibe uma acidez elevada na ordem dos 6,5 a 7 g/l. A casta é resistente à oxidação e clarifica durante a decantação estática com mais facilidade do que o Verdejo.
Os vinhos portugueses degustados aqui apresentaram dois perfis distintos e essas diferenças parecem não ser apenas frutos da diversidade edafoclimática, mas aparentam ser vinhos de castas completamente diferentes, como se estivéssemos comparando um Chardonnay com Aligoté. Um grupo apresentou vinhos com estrutura linear, acidez acentuada e um perfil mineral com distinta salinidade. No geral apresentaram um estilo de vinho mais discreto e distintamente gastronómico. Outros vinhos, porém, demonstraram aromas mais exuberantes com abundância de frutas tropicais e florais. São vinhos agradáveis, fáceis de entender e podem ser facilmente apreciados por quem deseja beber um bom copo de vinho sem acompanhar um prato, pois a acidez é notavelmente mais baixa. Essa análise impõe serias dúvidas de que os vinhos cujas notas de degustação transmitem exuberância e aparentam menor acidez sejam realmente Verdelho.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”32043″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]O futuro
Está claro que a confusão que historicamente existiu entre estas castas ainda persiste e que os dados oficiais possivelmente são bastante imprecisos. É possível que alguns produtores não estejam atentos e que outros prefiram ignorar o tópico por conveniência. Com o aumento do interesse do público em relação a temas ligados à rastreabilidade, responsabilidade social e autenticidade, agora seria um bom momento para esclarecer essa dúvida de uma vez por todas. O tema pode não ser grave o suficiente para gerar manchetes negativas no cenário mundial, como escândalos recentes envolvendo vinhos de Brunello di Montalcino ou a fraude na região do Vale do Rhône e Chateauneuf du Pape. Mas penso ser consensual que tal coisa não deveria continuar, especialmente em Portugal, uma nação séria e íntegra que se orgulha da qualidade, diversidade e autenticidade de seus vinhos.
Não é sequer uma questão de que uma destas castas seja melhor que a outra. São simplesmente diferentes. Em vez de ignorar esse tema enigmático e nebuloso, seria uma oportunidade para clarificar e demonstrar ainda mais a diversidade que Portugal tem para oferecer. Por esse motivo, as informações devem ser mais pronta e rigorosamente compartilhadas pelos viveiristas, os responsáveis do governo e das Comissões Vitivinícolas Regionais precisam de agir e os produtores aceitar responsabilidade, para que os consumidores possam ter confiança no produto que estão comprando.
Tenho a certeza de que muitos profissionais da indústria, Masters of Wine, jornalistas internacionais e sommeliers apreciariam a oportunidade de provar um genuíno Gouveio, comparar com um Verdejo e contrastar com um autêntico Verdelho. Não há dúvida de que todas essas castas são capazes de fazer grandes vinhos. Assim sendo, iriam adicionar ainda mais à história que Portugal tem para contar sobre a multiplicidade e abundância das suas valiosas castas.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][heading]Em Prova[/heading][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Edição Nº 18, Outubro 2018

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