A olhar para o enófilo português

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Álvaro e Fernando van Zeller são dois irmãos que decidiram lançar-se num projecto de vinhos a que deram o nome de Barão de Vilar. Um amigo juntou-se-lhes e a equipa parece funcionar com excelência, a julgar pelo […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Álvaro e Fernando van Zeller são dois irmãos que decidiram lançar-se num projecto de vinhos a que deram o nome de Barão de Vilar. Um amigo juntou-se-lhes e a equipa parece funcionar com excelência, a julgar pelo crescimento que têm registado nos últimos anos.

TEXTO António Falcão
NOTAS DE PROVA Luís Lopes
FOTOGRAFIA Anabela Trindade[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Corria o ano de 1996 e Fernando Luiz van Zeller deixa uma herança de Vinho do Porto aos seus filhos Fernando e Álvaro. O stock era suficiente (mais de 150 mil litros) para se conseguir criar uma empresa de produção e comércio de Vinho do Porto e foi exactamente isso que os irmãos fizeram, recorrendo para o nome da empresa ao título de um antepassado, o Barão de Vilar.
Nenhum dos intervenientes era estreante nos vinhos, muito pelo contrário. A família van Zeller tem longuíssimos pergaminhos no vinho, especialmente no Vinho do Porto. São, pelo menos, 15 gerações dedicadas à produção e comércio de vinhos! O primeiro antepassado chegou a Portugal no século 17, fugido das guerras religiosas nas terras holandesas. “É um caso ímpar em Portugal”, considera Rui Correia de Carvalho, o sócio dos van Zeller nesta aventura. Rui é uma espécie de gestor polivalente; Fernando trata da área comercial e Álvaro da enologia.
Rui só entra em 2008, para dinamizar a empresa, que estava numa espécie de ‘limbo’. Foi colega de curso de Fernando, mas quando entrou no projecto tinha acabado de vender uma empresa sua. E a equipa funcionou como uma banda de música de sucesso… No espaço de 10 anos, diz-nos Rui, “cresceram todos os meses”. Em termos de recursos humanos, falamos de passar de 3 para 40 pessoas; em volume, de 80 mil litros de Vinho do Porto vendido anualmente para, este ano, quase 1 milhão; e ainda conseguiram multiplicar a facturação 14 vezes, fechando 2018 com mais de 7 milhões de euros! Números impressionantes para “a mais jovem empresa de Vinho do Porto, mas com uma história familiar de 4 séculos”. Palavras de Rui Correia de Carvalho.

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Como é isto possível? Um dos segredos residiu no know-how comercial de Fernando van Zeller, especialista em vender vinhos portugueses no estrangeiro, mesmo em grandes quantidades. Junte-se isto à capacidade enológica do ‘master blender’ Álvaro van Zeller, e o cocktail estava semi-pronto. Faltava apenas arranjar produto e gamas/marcas consistentes. “Apostámos na diferenciação face às outras empresas de Vinho do Porto”, revela Rui. Especificando, a equipa trabalhou na criação de vinhos diferentes (Porto branco velho, por exº), na criação de Portos biológicos (são 5 as referências que a empresa tem) e um cuidado extremo na apresentação, tanto nos rótulos como na embalagem e/ou garrafa. A empresa vende também em vários formatos (mais de uma centena!), incluindo diversas garrafas mais pequenas e os tubos (Wine in Tube, parecido com um tubo de ensaio). Só destes vendem-se centenas de milhar, revela Rui. O facto de existirem conjuntos temáticos – como os vários estilos de Vinho do Porto, por exemplo – ajudou muito.
Outro factor de sucesso passou ainda por conseguirem preços mais acessíveis para o Porto, em cada uma das gamas, mas em especial nas mais caras. “Muitas pessoas não compravam portos mais caros por falta de dinheiro ou por não lhe atribuírem o valor que custa. A partir do momento que têm um produto um pouco mais em conta, as vendas disparam”, refere-nos Rui. E dá o exemplo do tawny 40 anos, segmento em que a empresa detém 25% da quota de mercado, sendo o maior operador. Aliás, apesar do seu tamanho ainda pequeno, a Barão de Vilar é a quinta maior empresa do Vinho do Porto nas categorias especiais, ultrapassando operadores com produções muito maiores. Rui diz-nos que a empresa vende entre 80 e 85% em vinhos de categorias especiais, uma percentagem muito elevada face à maior parte da concorrência.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”34687″ alignment=”center” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Vinho do Porto é rei, mas cresce aposta nos DOC Douro”][vc_column_text]

Em cada 100 euros facturados nesta casa, o Vinho do Porto é responsável por 85. Se falarmos em quantidades, a proporção é mais equilibrada: 70/30. Como é evidente, o preço médio do Porto é superior ao do vinho do Douro. Por outro lado, a grande maioria do vinho vai para o estrangeiro. Mais concretamente 85%. “É mais fácil um alemão ou dinamarquês conhecer uma marca nossa que um português”, graceja Rui. Mas as coisas estão a mudar e a empresa vai dar mais atenção este ano ao mercado nacional. Até contrataram uma especialista em comunicação/marketing, Mariana Cestari.
Por outro lado, os responsáveis não escondem que querem crescer nos vinhos não-generosos, especialmente nas gamas altas. Que já tem vinhos muito premiados, a nível internacional e também nacional. O Zom Grande Reserva Touriga Nacional 2011, por exemplo, foi o vencedor da última edição do Concurso de Vinhos do Douro Superior, na categoria de tintos, batendo uma fortíssima concorrência.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”Adega no Douro Superior, armazém em Gaia”][vc_column_text]

Este vinho vem de uma das quintas – a Quinta de Zom – com que a Barão de Vilar trabalha directamente. Pertence aos sogros de Álvaro e está quase encostada a Espanha, no Douro Superior. A outra quinta é mesmo dos van Zeller e chama-se Quinta do Saião. Tem cerca de 80 hectares e situa-se também no Douro Superior, no Concelho de Vila Nova de Foz Côa.
Só lá estão 9 hectares de vinha (a maioria é recente) mas é possível ampliar a área até aos 40 ha. Estas e outras uvas, adquiridas a viticultores locais, vão para a adega da casa, instalada em Santa Comba da Vilariça, sobretudo dedicada a DOCs Douro. À frente está Mafalda Machado, técnica com várias vindimas realizadas no Douro, especialmente em não-generosos. Álvaro está agora a prepará-la para ficar mais à vontade no Vinho do Porto e em especial, claro, na arte do lote. De facto, tal como as outras empresas do ramo, a Barão de Vilar recorre à compra de vinhos (e também uvas) por todo o Douro. E nessa tarefa será mesmo o operador mais activo da região, calcula Rui. Não surpreende, contudo, dada a juventude da empresa. Todos os outros têm stocks de longa data… Aqui, temos que distinguir o que é a aquisição de stocks de vinho do Porto e a chamada compra de vindima. No primeiro caso, as aquisições são pontuais. No segundo, a Barão de Vilar tem fornecedores regulares e as aquisições são, diz Rui, “selectivas”. Ou seja, só compram o melhor…
Tudo tem que ser provado (e aprovado) e só depois se fazem lotes. Com esta equipa prova o conhecido enólogo Manuel Vieira, amigo de longa data de Álvaro. As provas decorrem todas as semanas em Vila Nova de Gaia, onde estão a sede e os armazéns, que pertenciam à Quinta do Noval (que foi propriedade van Zeller). Aqui repousam alguns cascos de Vinho do Porto e preciosidades já lotadas em pequenas cubas de inox, à espera do enchimento. As Instalações são de boa dimensão, mas precisariam de obras de vulto para serem preparadas para o enoturismo. Não está, contudo, nos planos próximos da gestão.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_gallery type=”image_grid” images=”34690,34688,34689″ layout=”3″ gallery_style=”1″ load_in_animation=”none”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][nectar_animated_title heading_tag=”h6″ style=”color-strip-reveal” color=”Accent-Color” text=”O cofre da empresa no Pocinho”][vc_column_text]

A estrutura de imóveis da empresa contempla ainda um enorme armazém no Pocinho (Douro Superior), onde estão centenas de cascos a envelhecer Vinho do Porto. “É o nosso cofre”, considera Álvaro, a pensar em volumes superiores ao milhão de litros. Usar madeira é uma solução cara, por várias razões, incluindo a evaporação do vinho. Neste sentido, a Barão de Vilar entrou num curioso projecto com um engenheiro especialista em climatização para minorar as perdas por evaporação. Isso passará por controlo de humidade e de temperatura e Rui considera que serão soluções inovadoras. Estas instalações servem ainda de recuperação de cascos velhos que a empresa vai adquirindo a vários produtores da região. Ao mesmo tempo, apoiam a formação de novos tanoeiros.
Para o futuro mais próximo, a equipa da Barão de Vilar quer consolidar o que já foi alcançado. Mas não vai abandonar o crescimento, que este ano irá basear-se sobretudo no mercado português e, em grande parte, nos vinhos não-generosos. “Vamos deixar de ser ilustres desconhecidos em Portugal”, garante Mariana Cestari. Os enófilos portugueses vão certamente agradecer.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_text_separator title=”Em prova”][vc_column_text]

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Edição Nº23, Março 2019

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Quinta do Noval declara dois Vintage 2017

O Quinta do Noval Vintage 2017 e o Quinta do Noval Nacional Vintage 2017 acabam de ser anunciados pela Noval e pelo seu director-geral, Christian Seely, num comunicado de imprensa: “Estou muito satisfeito por poder anunciar a declaração do Quinta do Noval Vintage 2017 e do Quinta do Noval Nacional Vintage 2017. Considero que estes […]

O Quinta do Noval Vintage 2017 e o Quinta do Noval Nacional Vintage 2017 acabam de ser anunciados pela Noval e pelo seu director-geral, Christian Seely, num comunicado de imprensa:

“Estou muito satisfeito por poder anunciar a declaração do Quinta do Noval Vintage 2017 e do Quinta do Noval Nacional Vintage 2017.

Considero que estes vinhos fazem parte dos melhores que fizemos desde que cheguei à Noval. A decisão de declarar foi simples: Como se sabe, na Quinta do Noval não hesitamos em fazer pequenas declarações de Porto Vintage, mesmo em anos em que não há declaração geral, desde que a qualidade seja excelente. Mas 2017 é, claramente, um ano excepcional e penso que ficará para a história como uma das grandes declarações de Porto Vintage da Quinta do Noval. 

O ciclo vegetativo foi seco e quente durante a Primavera e o Verão, com níveis de precipitação historicamente baixos e vagas de calor prolongadas, especialmente em Junho. O rendimento foi relativamente baixo e a maturação precoce, tendo a nossa vindima começado em Agosto e terminado antes do fim de Setembro.
Os vinhos caracterizam-se por uma maturação exuberante, muita intensidade aromática, fruta profunda e taninos fortes e aveludados. São Porto Vintage sedutores, que podem ser desfrutados agora, mas com imenso potencial de envelhecimento. Talvez dos melhores que alguma vez veremos”.

Inédito: Symington anuncia primeira declaração Vintage consecutiva

A família Symington acaba de anunciar o ano de 2017 como Porto Vintage, que assinala a primeira declaração geral de dois Vintage consecutivos na história da família, desde que Andrew James Symington chegou ao Porto em 1882. O anúncio — apenas a 6.ª declaração Vintage do século XXI — fecha um período de intenso debate […]

A família Symington acaba de anunciar o ano de 2017 como Porto Vintage, que assinala a primeira declaração geral de dois Vintage consecutivos na história da família, desde que Andrew James Symington chegou ao Porto em 1882. O anúncio — apenas a 6.ª declaração Vintage do século XXI — fecha um período de intenso debate dentro do sector sobre se 2017 justificaria uma plena declaração, uma vez que a qualidade do elogiado 2016 elevou muito a fasquia.

Este é um momento marcante na longa história da família e resulta de dois anos sucessivos muito diferentes, mas de elevadíssima qualidade para vinho do Porto. Os vinhos de 2017 foram produto de um ciclo da vinha adiantado que culminou na vindima mais precoce no percurso de 137 anos dos Symington. O comunicado de imprensa refere o facto de ter sido um ano bastante mais quente e seco do que o normal, dando origem a bagos compactos em excelentes condições, com produções entre as mais baixas deste século — 20% inferiores à média da última década. Apesar da vindima ter arrancado em Agosto, as maturações apresentaram-se muito equilibradas, o que originou vinhos caracterizados por grande intensidade, concentração e estrutura, conjugado com aromas e frescura elevados.

Estes Porto Vintage 2017, feitos com uvas das principais quintas durienses dos Symington, irão brevemente para o mercado em quantidades muito limitadas de Graham’s, Dow’s, Warre’s e Quinta do Vesúvio, além de Graham’s Stone Terraces e Capela da Quinta do Vesúvio (2017 será apenas a quarta edição destes dois últimos vinhos, produzidos unicamente “em anos verdadeiramente excepcionais”). Dadas as produções muito baixas, o Porto Vintage 2017 é, em quantidade, a mais “pequena” declaração Symington do século XXI, com os volumes en primeur cerca de um terço abaixo do 2016.

Charles Symington, enólogo principal da Symington Family Estates, mostrou-se impressionado com os vinhos de 2017: “Nos meus 25 anos como enólogo na nossa empresa familiar, nunca vi um ano como este. As produções foram muito baixas, mas a intensidade, concentração e estrutura foram de cortar a respiração. Produzimos vinhos muito bons”.

Já Johnny Symington, Chairman da Symington Family Estates, enalteceu os motivos que conduziram a esta decisão inédita: “Poucas regiões de vinhos do mundo restringem as produções de vinhos de topo com o mesmo grau de exigência que seguimos no Douro, e a decisão de declarar Portos Vintage em dois anos consecutivos não foi tomada de ânimo leve. Contudo, estes dois anos excepcionais produziram vinhos de qualidade tão elevada que tornou incontornável esta decisão histórica”.

Veja o vídeo da Declaração Symington:

Parlamento restaura a Casa do Douro e o modelo corporativo

TEXTO Luís Lopes Numa decisão política que apanhou de surpresa muitos agentes económicos durienses, a maioria de esquerda na Assembleia da República (liderada por PS, BE e PCP) aprovou, no passado dia 5 de Março, um pacote legislativo que restaura a Casa do Douro como associação pública e, entre outras medidas, obriga a nela se […]

TEXTO Luís Lopes

Numa decisão política que apanhou de surpresa muitos agentes económicos durienses, a maioria de esquerda na Assembleia da República (liderada por PS, BE e PCP) aprovou, no passado dia 5 de Março, um pacote legislativo que restaura a Casa do Douro como associação pública e, entre outras medidas, obriga a nela se inscreverem todos os viticultores da região que pretendam produzir Vinho do Porto ou Douro. Para além do regresso a um corporativismo que remete para o Estado Novo salazarista e contraria todos os modelos de gestão das regiões vinícolas europeias, a legislação agora aprovada coarta igualmente o direito à liberdade de associação dos viticultores, que até agora podiam inscrever-se ou associar-se sem constrangimentos.

Os viticultores durienses têm estado representados no Conselho Interprofissional do Instituto do Douro e do Porto (IVDP) pela Federação Renovação do Douro, a entidade privada (de inscrição facultativa) que venceu o concurso público lançado após a extinção da Casa do Douro.

A primeira entidade a reagir à alteração legislativa foi a Associação das Empresas do Vinho do Porto (AEVP) que, em comunicado, afirma que a lei agora aprovada “não se identifica nem com a região, nem com os viticultores, prejudicando-a enormemente” e adianta que “a perda de liberdade associativa será para os viticultores do Douro um regresso ao passado, impossível de aceitar”, reforçando que “os viticultores do Douro serão os únicos que no país não poderão optar por estar ou não associados.”

A AEVP relembra que hoje “há estabilidade representativa no Conselho Interprofissional do IVDP: os viticultores estão legitimamente representados e as profissões em conjunto têm sabido ultrapassar os desafios que têm sido colocados” e teme que “a estabilidade conseguida nestes últimos anos termine, politizando-se de novo a região e estabelecendo-se um clima de desconfiança institucional que não é de todo desejável.”

Nos últimos anos o Douro conseguiu trabalhar em conjunto, no entendimento de que todos (viticultores – grandes e pequenos -, produtores de vinho, engarrafadores e exportadores) são complementares e essenciais ao desenvolvimento da região. Esta medida legislativa pode contribuir para o radicalizar de posições no Douro, com todos os problemas que daí advirão para o futuro desta tão importante denominação de origem portuguesa.

Já tomaram posse os Órgãos Sociais da AEVP para triénio 19-21

FOTOS: Anabela Trindade No passado dia 22 de Março, realizou-se a tomada de posse dos novos Órgãos Sociais da Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP), que teve lugar na respectiva sede. O presidente da Direcção agora empossada, António da Cunha Saraiva, disse em discurso solene: “A Direcção hoje empossada tem um plano de […]

FOTOS: Anabela Trindade

No passado dia 22 de Março, realizou-se a tomada de posse dos novos Órgãos Sociais da Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP), que teve lugar na respectiva sede.
O presidente da Direcção agora empossada, António da Cunha Saraiva, disse em discurso solene:
“A Direcção hoje empossada tem um plano de acção proposto para os anos de 2019 a 2021, onde se destaca claramente a necessidade de criação de uma estratégia para todo o sector do Vinho do Douro e Porto, com claro apelo e incentivo na inversão do ciclo de quebra de vendas no Vinho do Porto e na manutenção das vendas crescentes no Vinho do Douro”.

António Saraiva

Mostrando preocupação, alertou:
“O Vinho do Porto é o vinho com denominação de origem que em Portugal tem a certificação mais cara por litro.
No entanto as taxas pagas não são, como deviam, revertidas em serviços prestados ao produto e à Região, pois sendo o IVDP um instituto publico sem autonomia financeira, está sujeito às regras aplicadas à despesa e contabilidade pública”.

E fez, ainda, um pedido:
“É urgente estabelecer uma forte campanha de promoção do consumo do Vinho do Porto em Portugal e no exterior, que vise: conseguir uma maior resiliência na comercialização em valor, explorando a receptividade do mercado às categorias especiais, conseguindo promover o rejuvenescimento do consumo de Vinho do Porto, conseguindo renovar consumidores e identificando o Vinho do Porto com novos modelos de vida e de consumo urbano, designadamente na população mais jovem”.

Os novos Órgãos Sociais da AEVP:

Assembleia Geral
− Presidente: J.H. ANDRESEN, SUCRS., LDA. – Carlos Albino Rezende Flores dos Santos
− Secretário: ADRIANO RAMOS-PINTO – VINHOS, S.A. – Jorge Chamis Rosas
− Secretário: SOCIEDADE DOS VINHOS BORGES, S.A. – Ana Catarina Macedo de Barros Coelho

Direcção
− Presidente: ROZÈS, S.A. – António Fernando da Cunha Saraiva
− Vogal: GRAN CRUZ PORTO – SOCIEDADE COMERCIAL DE VINHOS, LDA. – Jorge Manuel Morais Alves Dias
− Vogal: NIEPOORT VINHOS, S.A. – José Teles Dias da Silva
− Vogal: QUINTA & VINEYARD BOTTLERS – VINHOS, S.A. – Carlos Luis Nunes da Silva Sequeira Lopes
− Vogal: SOGEVINUS FINE WINES, S.A. – Sergio Marly Caminal
− Vogal: SOGRAPE VINHOS, S.A. – António José Simões de Oliveira Bessa
− Vogal: SYMIGTON FAMILY ESTATES – VINHOS, S.A. – António Jorge Marquez Filipe

Conselho Fiscal
− Presidente: QUINTA DO NOVAL – VINHOS, S.A. – Filipe Nelson Salgado Souto
− Vogal: MANOEL D. POÇAS JÚNIOR – VINHOS, S.A. – Pedro Santos Poças Pintão
− Vogal: REAL COMPANHIA VELHA – Pedro Manuel Ferreira de Lemos da Silva Reis

Boas novidades em Gaia

A enorme afluência de turistas está a dinamizar como nunca o mundo da oferta enoturística ligada ao Vinho do Porto. Durante o Verão surgiram várias novidades em Vila Nova de Gaia e nesta edição espreitámos duas delas. E aproveitámos, claro, para admirar a silhueta da Ribeira reflectida nas águas do Douro… TEXTO Luís Francisco FOTOS […]

A enorme afluência de turistas está a dinamizar como nunca o mundo da oferta enoturística ligada ao Vinho do Porto. Durante o Verão surgiram várias novidades em Vila Nova de Gaia e nesta edição espreitámos duas delas. E aproveitámos, claro, para admirar a silhueta da Ribeira reflectida nas águas do Douro…

TEXTO Luís Francisco
FOTOS Ricardo Palma Veiga

Se nos quisermos dedicar a divagações mais ou menos estéreis, podemos sempre questionar-nos sobre se foi o vinho a potenciar o turismo no Grande Porto ou se é a explosão do número de visitantes que está a alimentar o crescimento do enoturismo. Mas, mais do que especular sobre se foi o ovo ou a galinha a nascer primeiro, interessa olhar para a cada vez mais pujante actividade das casas de Vinho do Porto e o notável incremento de qualidade e variedade da oferta.
Em 2017, o Porto recebeu mais de 1,6 milhões de visitantes, qualquer coisa como oito vezes mais do que a população residente na cidade. Mas quem vai ao Porto vai a Gaia e, certamente, o grande chamariz da cidade ribeirinha na outra margem do Douro é o enoturismo. A tradição vem de longe nos tempos, mas os últimos anos têm visto chegar um conjunto de investimentos e novas ideias que transformaram por completo a paisagem física e humana na zona. Um processo imparável, que promete ter o seu ponto alto com a execução do projecto “Mundo do Vinho”, um investimento de 100 milhões de euros da Fladgate Partnership que deverá estar pronto em Junho de 2020.
Mas, por agora, centremo-nos em novidades menos avassaladoras. Este Verão viu surgir alguns novos espaços e apadrinhou a renovação de outros. A Real Companhia Velha inaugurou o espaço 17•56, com museu e enoteca, uma infra-estrutura de grande fôlego de que demos conta na nossa edição de Outubro. No âmbito das comemorações do seu centenário, a Poças abriu as portas do seu novo centro de visitas. E a Vasques de Carvalho, empresa recente e que não tem caves em Gaia, optou por criar uma Brand House. Fomos espreitar estes dois últimos projectos.

Para quem possa pensar que já não há nada para inventar neste mundo da oferta enoturística do Vinho do Porto, a Vasques de carvalho tem uma resposta: fazer das fraquezas forças, transformar as limitações em fonte de inspiração. Empresa jovem (foi fundada em 2015) e sem caves em Vila Nova de Gaia, a necessidade sentida de estar presente no Grande Porto obrigou a puxar pela imaginação. Replicar “artificialmente” a atmosfera vetusta que a concorrência pode oferecer não era opção. E assim nasceu a ideia de criar uma Brand House, assim uma espécie de wine-bar reservado a provas dos vinhos da casa.
Com esta filosofia bem vincada e diferente de tudo o que existia, a Vasques de Carvalho nem precisava de se instalar em Gaia. Podia ter sido no Porto. Mas o espaço ideal surgiu com a hipótese de aquisição das antigas instalações de uma oficina junto à igreja Paroquial de Santa Marinha. A fachada bem composta marca a diferença para os edifícios vizinhos, de dimensões bem mais generosas, mas sem uso. Não é um espaço imponente, mas marca pontos na decoração e na atmosfera criada nos seus múltiplos recantos. E era essa exactamente a ideia da empresa: abrir portas a uma experiência personalizada e tranquila, longe dos grandes grupos e da confusão da marginal ali a dois passos.
Há muitos turistas (o que nem sequer é notícia…) a circular pela zona ribeirinha, que nos últimos tempos se converteu em zona pedonal. Na frente de rio, o movimento é contínuo, mas aqui, a escassas dezenas de metros para o interior, há menos passantes. Ainda assim – e num ano que os responsáveis da Vasques de Carvalho classificam como “ano zero”, uma vez que ainda não estão operacionais parcerias com hotéis ou contactos com agências de turismo (a Brand House foi inaugurada apenas em Agosto) – a casa tem funcionado muito à conta dos espontâneos e dos que a procuram por recomendação de amigos.
O espaço de entrada funciona como loja e daí passamos a um corredor decorado com pequenas torneiras que nos leva a uma sala interior com um pequeno pátio adjacente. Paredes em pedra, plantas suspensas, som de água a pingar. Duas mesas, um banco de pedra com almofadas, alguns cadeirões. E, lá no alto, um quadrado de céu. Este foi, durante o Verão, o cantinho mais procurado. Mas há outros: um ali mesmo ao lado, com painéis de vidro que se podem correr para ligar com o pátio; outros dois no andar de cima, a que se acede pelas escadas situadas a meio do corredor inicial. Tudo junto, há espaço para 40 a 50 pessoas.
Por todo o lado há garrafas expostas e pormenores de decoração (como os aros de metal usados nas pipas pendurados nos candeeiros) que nos lembram sempre a primazia do vinho. Conforto, privacidade para nos instalarmos a dois ou em pequenos grupos, serviço atento, mas sem excesso de formalidades, vinhos de grande qualidade. Esta experiência não substitui uma visita às caves (e na Vasques de Carvalho fazem questão de as aconselhar a quem por ali passa), é algo de diferente, mais exclusivo e intimista.
Esta é uma experiência centrada no vinho. Mas a Vasques de Carvalho, que tem instalações na Régua e no Pinhão, não perdeu de vista todo o mercado de turistas que querem conhecer a atmosfera das caves. Em breve haverá novidades no Douro – a empresa tem planos para abrir a visitas os armazéns que adquiriu no Pinhão. São cerca de 1.400 metros quadrados de área e uma atracção muito especial: quatro tonéis de 50.000 litros cada um, os maiores da região. As aduelas têm 12cm de espessura e são mantidas no seu lugar por 20 aros de metal com 6mm de espessura… Mas isso fica para 2019.

VASQUES DE CARVALHO
Rua de Santa Marinha, nº 19 | 4400-291 Vila Nova de Gaia
Tel: 223 710 445
Mail: smoreira@vasquesdecarvalho.com (reservas)
Web: www.vasquesdecarvalho.com
GPS: 41º 08’ 11’’ N / 8º 36’ 55’’W
A Brand House está aberta todos os dias, das 10h às 18h, excepto 1 de Janeiro, domingo de Páscoa e dia de Natal. É possível reservar mesas e espaços, bem como desenhar provas específicas. Mas o “cardápio” inclui quatro programas específicos: Starters (15 euros por pessoa), Movers (20 euros), Century (45 euros) e Flyers (55 euros). A prova Flyers inclui seis vinhos, as restantes quatro, e os preços variam consoante os vinhos que são servidos. Provas a copo a partir de cinco euros.

Originalidade (máx. 2): 1,5
Atendimento (máx. 2): 2
Disponibilidade (máx. 2): 2
Prova de vinhos (máx. 3): 2,5
Venda directa (máx. 3): 2,5
Arquitectura (máx. 3): 2,5
Ligação à cultura (máx. 3): 2
Ambiente/Paisagem (máx. 2): 2

AVALIAÇÃO GLOBAL: 17

De uma empresa jovem para uma que celebra em 2018 o seu centenário. A Poças foi fundada em 1918 e sempre optou por uma filosofia tranquila e discreta no seu posicionamento no mercado. Com instalações fora da frente ribeirinha, só foi “contagiada” pela febre do enoturismo em 2016, altura em que adaptou alguns espaços e abriu portas a visitas. Mas a enorme afluência (25.000 pessoas em 2017) mostrou que havia ali um enorme potencial, de receitas e promoção da marca, e estimulou novos investimentos no sector. Neste Verão, a empresa de cariz familiar juntou ao extenso e variado programa de comemorações do seu centenário a abertura de um novo centro de visitas.
O investimento de 650 mil euros permitiu recuperar dois armazéns adjacentes aos da empresa, criando um circuito de visitas, uma sala de provas, loja e um espaço para eventos particulares. De caminho, as barricas e tonéis ganharam nova casa, abrindo espaço nas instalações originais para os vinhos DOC Douro, que estão, como é tendência geral na região, a ganhar peso crescente nas contas da Poças. Tudo isto foi feito sem grandes alardes e com intervenções minimalistas nos edifícios, um reflexo da filosofia da empresa e da vontade de preservar a atmosfera do local.
São dois pavilhões paralelos e à entrada encontramos o balcão de recepção numa parede de madeira que se estende a toda a largura, mas deixa espaço em cima para apreciarmos a estrutura do telhado, recuperado, mas com a traça tradicional. Apetece de imediato descobrir o está por trás daquela fachada, mas a visita começa por uma porta lateral, que nos conduz ao outro grande armazém do complexo. É, tal como o anterior, um longo corpo de paredes em pedra e pé-direito generoso. Lá dentro, e depois de passarmos por um ecrã onde são exibidas fotos de eventos da empresa, alguns com décadas, apreciamos as linhas de barricas e tonéis.
Um corredor lateral permite-nos chegar ao cantinho onde funcionam os serviços de tanoaria, continuando pela ala principal vamos dar a uma sala de provas/refeições, com uma cozinha de apoio. No centro do espaço, limitado numa das paredes por painéis de vidro que mostram um muro antigo forrado a hera, domina uma enorme mesa de madeira, cujo tampo, de linhas anacronicamente curvas, foi feito com antigas aduelas de tonel. Grupos e empresas têm aqui um espaço para eventos.
Uma nova porta lateral e chegamos ao segundo armazém, onde se alinham mesas para provas, um balcão e os expositores da loja, com vinho, claro, mas também acessórios e algum “merchandising”. A decoração, minimalista, contempla algumas peças artísticas criadas no âmbito de um desafio lançado pela empresa em anos anteriores e acrescenta um toque de modernidade e elegância às linhas maciças do edifício.
Todo o percurso é plano, sem problemas de mobilidade, e a relativa simplicidade do “menu” – visita, prova, loja; sem artifícios tecnológicos ou actividades “paralelas” – reforça a sensação de facilidade e descontracção.
Uma lógica diferente, uma experiência diferente, descomplicada e directa. Que pode terminar com uma mensagem especial para alguém a quem queiramos oferecer um presente: no balcão da loja há uma colecção de carimbos que podem ser usados à discrição no papel de embrulho. Desde o logotipo da Poças até mensagens mais ou menos divertidas sobre a vida e o vinho, há muito por onde escolher.

POÇAS
Rua Visconde das Devesas, 168 | 4401 – 337 Vila Nova de Gaia
Tel: 223 203 257
Mail: visitors@pocas.pt
Web: www.pocas.pt
GPS: 41.12768, -8.619121
O centro de visitas está aberto todos os dias, das 10h às 17h entre Outubro e Abril e das 10h às 20h entre Maio e Setembro. A visita (com prova de dois Porto incluída) custa 6,50 euros por pessoa, mas há a possibilidade de optar por alguma das provas pré-definidas ou acertar os vinhos a servir (preço sob consulta). Também é possível marcar refeições. Oferta grande de vinhos a copo, com preços entre os 2,50 e os 10 euros (Douro) e entre os 3,50 e os 20 euros (Porto).

Originalidade (máx. 2): 1,5
Atendimento (máx. 2): 2
Disponibilidade (máx. 2): 2
Prova de vinhos (máx. 3): 2,5
Venda directa (máx. 3): 2,5
Arquitectura (máx. 3): 2,5
Ligação à cultura (máx. 3): 2,5
Ambiente/Paisagem (máx. 2): 2

AVALIAÇÃO GLOBAL: 17,5

Edição nº19, Novembro 2018

 

Dow’s lança novos Tawny

A Symington Family Estates apresenta, agora, uma nova gama de Tawny de 10, 20, 30 e 40 Anos, da marca Dow’s. A empresa, que detém um grande e valioso stock de vinho do Porto envelhecido em cascos muito antigos, alguns do século XIX, inspirou-se no mesmo para redefinir os Tawny Dow’s. Charles Symington, enólogo e […]

A Symington Family Estates apresenta, agora, uma nova gama de Tawny de 10, 20, 30 e 40 Anos, da marca Dow’s.
A empresa, que detém um grande e valioso stock de vinho do Porto envelhecido em cascos muito antigos, alguns do século XIX, inspirou-se no mesmo para redefinir os Tawny Dow’s. Charles Symington, enólogo e provador da quarta geração da família, manteve o cunho da marca, mas fez pequenos ajustes para conferir a estes Tawny “uma concentração adicional e uma estrutura mais apurada”. Charles Symington desvendou: “ Com a crescente procura dos Porto Tawny, passei muitos meses a trabalhar na redefinição dos nossos Porto Dow’s. Seleccionei vinhos provenientes de duas das nossas melhores vinhas: a Quinta do Bomfim e a Quinta da Senhora da Ribeira e, num desvio à prática tradicional, utilizei vinhos do Porto envelhecidos em balseiros de porte médio, para além dos envelhecidos nas tradicionais pipas de 550 litros.
Os novos Tawny Dow’s custam desde €22,50, para o 10 Anos, até €200, para o 40 Anos, e podem ser encontrados em garrafeiras especializadas e na maioria das grandes superfícies.

Notáveis Vintage Taylor’s em colecção exclusiva

A Heritage Wines vai distribuir, em exclusivo, a colecção especial de seis Porto Vintage da Taylor’s: 1985, 1994, 1997, 2003, 2007 e 2009. É um objecto de culto de apenas 50 exemplares, com o qual a Taylor’s pretende acordar os coleccionadores para a a descoberta dos seus vinhos mais célebres e raros, desafiando também para […]

A Heritage Wines vai distribuir, em exclusivo, a colecção especial de seis Porto Vintage da Taylor’s: 1985, 1994, 1997, 2003, 2007 e 2009.
É um objecto de culto de apenas 50 exemplares, com o qual a Taylor’s pretende acordar os coleccionadores para a a descoberta dos seus vinhos mais célebres e raros, desafiando também para sentir, através dos mesmos, a passagem do tempo. Também a peça de mobiliário que se vê na imagem acompanha a colecção, tendo o conjunto o valor de €1000. Adrian Bridge, director geral da empresa, explica: “A nossa história tem confirmado que estes vinhos são capazes de evoluir ao longo de anos, ou décadas, para aquilo a que chamamos de “quintessência” de um grande vinho do Porto”.
Os vinhos do Porto Vintage da Taylor’s são elaborados a partir de lotes dos melhores vinhos de três propriedades do produtor: Quinta de Vargellas, Quinta da Terra Feita e Quinta do Junco.