Casa da Tapada: Novidades de um lugar com história

A apresentação dos novos vinhos da Quinta Casa da Tapada decorreu no restaurante Santa Joana, que ocupa o espaço de uma antiga igreja da rua de Santa Marta, em Lisboa. Para além dos quatro vinhos brancos, um deles um espumante da vindima de 2019 com 48 meses de estágio sobre borras, foi apresentada a nova […]
A apresentação dos novos vinhos da Quinta Casa da Tapada decorreu no restaurante Santa Joana, que ocupa o espaço de uma antiga igreja da rua de Santa Marta, em Lisboa. Para além dos quatro vinhos brancos, um deles um espumante da vindima de 2019 com 48 meses de estágio sobre borras, foi apresentada a nova imagem da marca, mais adaptada aos objectivos da empresa e ao mercado.
Propriedade de charme
Há muito que Luís Serrano Mira, proprietário da Serrano Mira, grupo que detém a Herdade das Servas, no Alentejo, e a Casa da Tapada, nos Vinhos Verdes, ambicionava fazer vinho fora do Alentejo. O objectivo concretizou-se em 2018, com a aquisição da última, uma propriedade de charme no concelho de Amares, Região dos Vinhos Verdes, compra feita em parte com base emocional, já que um dos grandes amigos do seu avô produzia lá vinhos. “Esta amizade especial da família com um produtor de Vinho Verde contribuía para que houvesse sempre vinho da região à mesa, que eu aprendi a gostar desde cedo”, explica Luís Mira.
Situada em Fiscal, Amares, a Casa da Tapada inclui um solar imponente, uma mata centenária com 10 hectares e um património botânico diversificado. A propriedade tem 24 hectares, dos quais 12 são de vinha.
O edifício foi mandado erguer pelo poeta e conhecido humanista Francisco de Sá de Miranda, responsável pela introdução do movimento literário renascentista no nosso país, que ali se instalou, com quase 50 anos, em 1530 e começou a produzir vinho depois de alguns anos de vida em Lisboa. Com onze quartos, o solar da Casa da Tapada foi erguido em 1540 e ampliado por duas vezes, a primeira no século 17 e a segunda no século 19.
Lugar com história
Luis Mira contou, durante a apresentação, que a maior parte da obra do poeta foi escrita na Casa da Tapada e que ainda hoje existem os lagares usados no século 16. Essa foi outra das razões que o levou a aproveitar a oportunidade de compra da quinta, “porque é ainda melhor produzir vinho num lugar com história”. O solar, classificado como Imóvel de Interesse Público em 1977, tem um valor histórico-cultural que pesou no investimento feito pela família Serrano Mira. Ali existem, ainda, as Casas da Eira e da Confraria, a Capela de Nossa Senhora da Guia, para além da adega e da loja de vinhos.
Quando a propriedade foi adquirida, a vinha estava praticamente abandonada e as suas plantas estavam espalhadas em pequenos patamares, difíceis de reconverter e de trabalhar. Por isso foi feita a sua reconversão, e alargados os patamares para dimensões exequíveis para o maneio adequado da vinha, tendo em conta a sua rentabilidade. Também foi adicionada a casta Alvarinho, que na região de Amares se chama Pedernã, às que já existiam ali, o Alvarinho e o Loureiro. Dão origem a duas marcas de vinho: Capela da Tapada, produzida também com uvas de parceiros, e Quinta Casa da Tapada.
(Artigo publicado na edição de Abril de 2024)
Feira dos Vinhos e Sabores dos Altos regressa de 13 a 15 de Junho

O Município de Alijó volta a realizar a Feira dos Vinhos e Sabores dos Altos – uma montra de divulgação dos vinhos e sabores do planalto de Alijó, que vai ter lugar a 13,14 e 15 de Junho, no Parque da Vila. São mais de 50 expositores com provas de vinhos, azeites e produtos locais. A entrada é […]
O Município de Alijó volta a realizar a Feira dos Vinhos e Sabores dos Altos – uma montra de divulgação dos vinhos e sabores do planalto de Alijó, que vai ter lugar a 13,14 e 15 de Junho, no Parque da Vila. São mais de 50 expositores com provas de vinhos, azeites e produtos locais. A entrada é livre com opção de compra do copo de degustação por 3€.
6a feira 13 de Junho
14h30 Concurso de Azeites. Local: D’Olival ao Azeite D’Ouro, Castedo
17h00 Abertura do Evento
18h00 Cerimónia Oficial de Inauguração
19h00 Degustação de Bola de Carne de Alijó e Polvo de Carballiño
22h00 Concerto: MARIZA
Sábado 14 de Junho
09h00 Concurso Escolha da Imprensa Vinhos dos Altos 2025.
Local: Casa dos Noura, Alijó
16h00 Abertura da Feira
Arruada com os Ranchos de Alijó e Santa Eugénia
17h00 Prova Comentada Grandes Vinhos Brancos dos Altos por Luís Lopes
(Palco Auditório)
18h00 Prova Comentada Grandes Vinhos Tintos dos Altos por Miguel Ferreira
(Palco Auditório)
19h00 Entrega de Prémios dos Concursos Vinhos dos Altos e Azeites
(Palco Principal)
22h00 Concerto MATIAS DAMÁSIO
24h00 DJ DIEGO MIRANDA
Domingo, 15 de Junho
16h00 Abertura da Feira
Arruada com os Ranchos de Sanfins do Douro e Pinhão
17h00 Prova Comentada Grandes Vinhos Fortificados dos Altos por Paulo Pimenta
(Palco Auditório)
18h00 Prova Comentada “Azeites do Concelho de Alijó”, por Francisco Pavão
(Palco Auditório)
21h00 Concerto: RITA GUERRA com Banda Filarmónica de S. Mamede de Ribatua
23h00 Fogo de artifício de encerramento
Aveleda lança edição limitada com rótulos ilustrados que contam histórias

A Aveleda acaba de lançar edições limitadas do vinho Aveleda Parcela do Convento 2021, um projecto que cruza o universo vínico com a arte da ilustração, e que presta homenagem a nove restaurantes de referência no panorama gastronómico português. Integram esta colecção exclusiva — limitada a apenas 1107 garrafas — os restaurantes Solar dos Presuntos, […]
A Aveleda acaba de lançar edições limitadas do vinho Aveleda Parcela do Convento 2021, um projecto que cruza o universo vínico com a arte da ilustração, e que presta homenagem a nove restaurantes de referência no panorama gastronómico português.
Integram esta colecção exclusiva — limitada a apenas 1107 garrafas — os restaurantes Solar dos Presuntos, Pepper’s Stakehouse, Romando, O Gaveto, Authentic, O Magano, Rei das Praias, Veneza e Mato à Vista. Cada um destes espaços icónicos serviu de ponto de partida à ilustradora Sónia Borges que traduziu, em rótulos personalizados, a essência e história de cada um deles.
“Cada rótulo é uma obra de arte que homenageia a identidade e alma dos nove restaurantes que integram este projeto. Esta coleção especial é uma celebração do património gastronómico nacional, da arte e do vinho enquanto veículo de memória. Através do Aveleda Parcela do Convento 2021, convidamos à descoberta, à partilha e à apreciação de um vinho que é também narrativa visual e tributo cultural”, salienta Filipa Albergaria, Gestora de Marca Aveleda.
Disponíveis exclusivamente nos restaurantes que serviram de inspiração, estas edições só podem ser apreciadas em cada um destes nove espaços, reforçando o seu carácter singular e o vínculo emocional do encontro entre o vinho, o lugar e a experiência gastronómica vivida à mesa.
Ginja Mariquinhas junta-se ao portefólio da Sogrape Distribuição

A partir de agora, a Ginja Mariquinhas passa a ser distribuída em exclusivo pela Sogrape Distribuição em todo o território nacional. A entrada da Ginja Mariquinhas complementa uma oferta já diversificada, abrangendo todas as principais categorias de bebidas espirituosas. Gonçalo Sousa Machado, CEO da Sogrape Distribuição, afirma: “A entrada da Ginja Mariquinhas no nosso portefólio […]
A partir de agora, a Ginja Mariquinhas passa a ser distribuída em exclusivo pela Sogrape Distribuição em todo o território nacional. A entrada da Ginja Mariquinhas complementa uma oferta já diversificada, abrangendo todas as principais categorias de bebidas espirituosas.
Gonçalo Sousa Machado, CEO da Sogrape Distribuição, afirma: “A entrada da Ginja Mariquinhas no nosso portefólio representa um reforço claro da nossa ambição de oferecer ao mercado português marcas com grande notoriedade, qualidade comprovada e forte ligação ao consumidor. É uma marca sólida, com elevada rotação em todos os canais, e que reforça a nossa presença na categoria de licores, com uma proposta 100% nacional e de grande autenticidade.”
Produzida a partir de mais de 25.000 ginjeiras próprias, a Mariquinhas é atualmente a marca líder do segmento no mercado português, com presença nos vários canais de distribuição. O seu portefólio inclui várias edições especiais, mantendo sempre como referência a emblemática garrafa de 70cl, fiel à receita original criada por Abílio Ferreira de Carvalho.
Presente em mais de 20 mercados internacionais, a Ginja Mariquinhas inicia agora um novo capítulo com a Sogrape Distribuição, mantendo a promessa que a distingue: oferecer ao consumidor um produto de excelência, com sabor a história e coração português. A Ginja Mariquinhas está disponível no mercado português com um PVP* de 16,99€.
Ode Phosphorus: de Pessac-Leognan ao Vale de Franschhoek, a Hunter Valley e à região Tejo…

Acredito sinceramente que a casta Sémillon é merecedora de uma audiência maior no mundo vínico e enófilo, pois consegue originar vinhos deliciosos e extremamente acessíveis na sua juventude e desenvolve múltiplas nuances e grande complexidade ao longo da sua vida em garrafa. De origem francesa, é conhecida por estrelar os reverenciados vinhos brancos doces de […]
Acredito sinceramente que a casta Sémillon é merecedora de uma audiência maior no mundo vínico e enófilo, pois consegue originar vinhos deliciosos e extremamente acessíveis na sua juventude e desenvolve múltiplas nuances e grande complexidade ao longo da sua vida em garrafa. De origem francesa, é conhecida por estrelar os reverenciados vinhos brancos doces de Sauternes e os secos de Pessac-Leognan, da região de Bordeaux, de que é exemplo o icónico Chateau Haut-Brion, cujo lote é composto por Sémillon e Sauvignon Blanc, com ligeira predominância da primeira.
Mas diz-se ter sido na Austrália, no Hunter Valley, estado da Nova Gales do Sul, a norte de Sydney, que a Sémillon encontrou o seu terroir de eleição, onde, aliás, se encontra plantada desde o século XIX (1830) até aos dias de hoje. Na verdade, tal como a Chenin Blanc, no Vale do Loire, a Pinot Noir, na Borgonha ou a Nebbiolo, na região do Piedmonte, não existem muitos outros sítios no mundo onde a Sémillon produza resultados tão excepcionais como no Hunter Valley.
A versatilidade da casta manifesta-se na facilidade com que se adapta tanto a climas quentes como frios. No calor, ela apresenta aromas e sabores suculentos de frutas amarelas e tropicais como pêssego, manga e papaia, e produz vinhos com maior teor alcoólico e bom potencial de envelhecimento. No frio, os vinhos são mais frescos, com aromas e sabores de frutas cítricas, maçã, pêra e melão. São exemplares com mais acidez e menos álcool.
Em Portugal é uma das castas autóctones do Douro, por exemplo, tendo sido, inclusivamente, uma das mais utilizadas pelos viticultores da região, que a conheciam pelo nome de Boal. Só quando foi “importada” para o nosso País se descobriu que Sémillon e Boal são a mesma casta.
Produzido a partir de algumas das melhores uvas Sémillon, fermentadas e envelhecidas durante 12 meses em barricas de carvalho francês de 500 l, apresentou-se-nos um vinho elegante, texturado e extremamente gastronómico
A casta Sémillon no Tejo
A ODE Winery, Farm & Living é uma adega com história, localizada em Vila Chã de Ourique, freguesia do Município do Cartaxo, distrito de Santarém, a apenas 50 minutos de Lisboa.
Totalizando 96 hectares, começa a operar em 2022 pelo grupo Immerso Collective, criado com foco no luxo e sustentabilidade por David Clarkin e Andrew Homan, que têm mais de trinta anos de experiência em investimento e desenvolvimento imobiliário de futuro nos mercados asiático e australiano, bem como em gestão de fundos de investimento imobiliário. O objectivo foi criar um projecto que trouxesse a merecida visibilidade à região Tejo e à sua extensa cultura do vinho.
A Ode Winery integra a adega e vinhos ODE, produzidos numa unidade de vinificação de última geração, que manteve a sua beleza e origem históricas, que remontam ao ano de 1902.
Jim Cawood, australiano de nascença e com uma vasta experiência em todas as vertentes do negócio do vinho, tendo sido sommelier, importador, distribuidor e retalhista, e também produtor em Espanha, é o “director of Wines and Good Times” da ODE. Anfitrião por excelência, apaixonado pelo projecto e pelo terroir ODE, desde logo identificou várias semelhanças entre o terroir calcário onde está inserida a empresa e o clima e ph dos solos de Hunter Valley. Mas foi um feliz acaso que levou a Sémillon até à ODE Winery. Ou talvez não tenha sido totalmente um acaso. Em conjunto com a enóloga Maria Vicente, com mais de 20 colheitas no seu percurso profissional quando assumiu o projecto ODE, nas inspecções iniciais às vinhas, Jim constatou algo de esquisito na parcela onde estava registada e plantada a casta Viognier.
De um lado era Viognier, sem qualquer dúvida, mas, do outro, de certeza absoluta que Viognier não era. Eram simplesmente duas plantas diferentes. A outra era Sémillon!
Os motivos que levaram os antigos proprietários (Vale d’Algares) a registar tudo como Viognier não sabemos. Podemos apenas especular que fosse por a Sémillon não ser uma casta autorizada na região Tejo, na altura em que foi plantada, ou simplesmente por engano do viveirista. A verdade é que não sabemos. O que sabemos é que Maria e Jim, perante a realidade das coisas, decidiram apostar na casta, e em boa hora o fizeram, já que os resultados se têm revelado excelentes.
Potencial para envelhecer
Para adicionar textura e definição, cerca de 15% desse vinho envelheceu em barricas novas de 500 l de carvalho francês durante cinco meses. Seco e cítrico, com notas de limão, lima, maçã verde, e um final de boca mineral, na sua juventude será um vinho que harmoniza com facilidade com marisco, por exemplo, mas tendo potencial para envelhecer em garrafa até 10 ou mais anos. Envelhecido, será um vinho perfeito para acompanhar um assado de porco ou aves, como o faisão por exemplo.
Produzido a partir de algumas das melhores uvas Sémillon, fermentadas e envelhecidas durante 12 meses em barricas de carvalho francês de 500 l, apresentou-se-nos um vinho elegante, texturado e extremamente gastronómico. O Ode Phosphorus junta-se, assim, às 12 referências Ode já disponíveis no mercado. Pois seja bem vindo!
(Artigo publicado na edição de Abril de 2025)
Pedro Escoto conquista título de Melhor Jovem Sommelier de Portugal 2025

Pedro Escoto, sommelier do restaurante Feitoria, acaba de conquistar o título de Melhor Jovem Sommelier de Portugal 2025, no Concurso Jovem Sommelier da Chaîne des Rôtisseurs Portugal. A final nacional, que reuniu cinco dos mais promissores talentos da sommellerie portuguesa, consagrou Pedro Escoto como o grande vencedor, reconhecendo não só o seu conhecimento técnico e […]
Pedro Escoto, sommelier do restaurante Feitoria, acaba de conquistar o título de Melhor Jovem Sommelier de Portugal 2025, no Concurso Jovem Sommelier da Chaîne des Rôtisseurs Portugal. A final nacional, que reuniu cinco dos mais promissores talentos da sommellerie portuguesa, consagrou Pedro Escoto como o grande vencedor, reconhecendo não só o seu conhecimento técnico e sensibilidade vínica, mas também a consistência e excelência do seu percurso profissional.
“Estou muito feliz por ter participado novamente no concurso Jeunes Sommeliers da Chaîne des Rôtisseurs. Foi a minha segunda vez consecutiva, tendo agora a felicidade de ter ficado no 1ª lugar e em Setembro ir representar Portugal no campeonato mundial na Suíça. Foi um concurso com um nível bastante elevado, tanto de teoria como de serviço. Todas as tarefas foram pensadas num nível acima, no mundial, o que é óptimo porque nos prepara bastante bem para o que vamos enfrentar lá fora. Agora é manter o foco, continuar a estudar e preparar-me para Setembro”, refere Pedro Escoto.
Formado em Gestão de Restauração e Bebidas pela Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, Pedro Escoto integrou equipas de restaurantes de referência como o Alma**, Eleven*, Kabuki* e, mais recentemente, o Feitoria, restaurante com uma estrela Michelin e dois Sóis Repsol, localizado no Altis Belém Hotel & Spa. É neste espaço de cozinha autoral, liderado pelo chef André Cruz, que Pedro tem vindo a afirmar a sua identidade vínica, apostando em harmonizações que cruzam grandes clássicos com vinhos de pequenos produtores nacionais e internacionais, alguns de produção quase exclusiva.
“É um enorme orgulho ver o Pedro ser reconhecido desta forma. Este prémio é o reflexo da sua dedicação, do seu rigor e da sua paixão pelo vinho. É também um momento de celebração para toda a equipa do Feitoria”, comenta o chef André Cruz.
Com a vitória no Concurso Jovem Sommelier da Chaîne des Rôtisseurs Portugal, Pedro Escoto vai agora representar Portugal na final internacional da competição, promovida por esta associação gastronómica, que se irá realizar em Setembro, em Genebra, na Suíça.
Vinilourenço: Pai Horácio 1945, De filho para pai… a celebração do legado

Foi sem dúvida um dia de emoções fortes, uma cerimónia preparada pela família, com a presença dos amigos de sempre e todos os colaboradores da empresa que o “Pai Horácio” criou, impulsionou e que o filho Jorge fez crescer. E não faltaram à mesa os pratos preferidos do Sr. Horácio, seja a “torradinha com azeite”, […]
Foi sem dúvida um dia de emoções fortes, uma cerimónia preparada pela família, com a presença dos amigos de sempre e todos os colaboradores da empresa que o “Pai Horácio” criou, impulsionou e que o filho Jorge fez crescer. E não faltaram à mesa os pratos preferidos do Sr. Horácio, seja a “torradinha com azeite”, o bacalhau “que ele tanto apreciava de qualquer forma” ou o fabuloso “cabritinho assado no forno com um não menos delicioso arroz de miúdos”, “tudo pratos que o meu pai gostava” disse, com emoção, Jorge Lourenço. Almoço excecional, acompanhado por alguns dos grandes vinhos da casa e, claro está, pela estrela maior, o Pai Horácio 1945, lançado no dia em que faria 80 anos – um tinto de contemplação.
Regresso às origens
O lançamento ocorreu na sede da Vinilourenço, em Poço do Canto, Meda, onde se localiza também a adega, a loja e casa da família. Atualmente, a Vinilourenço possui uma área própria de 50 hectares de vinha, repartidos pelos concelhos da Meda e Vila Nova de Foz Côa, cujas altitudes variam entre os 130m e os 700m. Ficam sobre solos de xisto e granito, têm orientações solares e declives muito variáveis e uma diversidade de micro terroirs que permite explorar o melhor de cada casta e apresentar vinhos de perfis diversos. O portfolio é bastante extenso, onde talvez as marcas D. Graça e Fraga da Galhofa sejam as de maior notoriedade no mercado.
Destaque igualmente para a coleção castas, onde os monovarietais Samarrinho, Donzelinho, Casculho, Gouveio, diferentes abordagens ao Viosinho, entre outras, representam o regresso às origens, resultando em vinhos com perfil singular, evidenciando o carácter da casta versus terroir. Toda a produção é acompanhada e gerida pelo produtor, Jorge Lourenço, de 43 anos, que desempenha a função de enólogo principal. Embora o forte contributo do professor Virgílio Loureiro, sobretudo nos primeiros anos da Vinilourenço tenha sido evidente, hoje é Jorge que se encarrega da enologia.

A Dona Graça e o apego à Terra
Horácio Lourenço, desde muito jovem mudou-se para Cascais, em busca de melhores condições e, com apenas 15 anos, já trabalhava na Câmara Municipal. Outros tempos, é claro… Aos 18 anos e finda a recruta militar foi para Angola, onde conheceu a algarvia Dona Graça, que viria a ser sua esposa e empresta o nome à talvez mais emblemática marca do extenso portfolio da Vinilourenço. Com a vida totalmente estabelecida em África, tal como muitos outros portugueses, foi forçado a regressar a Poço de Canto com muito pouco na bagagem, mas o suficiente para se iniciar na construção civil. Contudo, a sua grande paixão sempre foi a terra e, não tardou muito, começou a plantar vinhas.
Foi no final dos anos 70, princípio dos anos 80. “Estou aqui hoje para homenagear o grande patrono deste projeto, um homem fascinante, com uma enorme paixão pela terra. Eu também tinha essa paixão, mas a começar na adega. Com o Sr. Horácio era o contrário, ele queria estar nas vinhas e a adega era para os outros. Aprendi muito com ele”, refere o professor Virgílio Loureiro. No início as uvas eram vendidas para a adega cooperativa. Mas na viragem para o século XXI, Jorge Lourenço, que herdou a paixão pelas terras e pelas vinhas do seu Pai, tornou-se num trabalhador ávido por aprender e começou a demonstrar um grande espírito de liderança. Não surpreende, pois, que após concluir o ensino secundário tenha pretendido aperfeiçoar as suas características, fazendo um curso de jovem agricultor e, mais tarde, uma pós-graduação em Enoturismo.
Foi assim que Jorge Lourenço deu continuidade ao sonho do pai, criando a empresa ViniLourenço, à qual se dedica integralmente há mais de duas décadas. “Felizmente, hoje temos já uma equipa de 18 pessoas, a quem eu também muito agradeço, e o lançamento deste vinho muito especial é também para dignificar aquilo que é o nosso trabalho conjunto, honrando a memória e o legado do meu pai”, remata Jorge. O legado está assim perpetuado no vinho de homenagem Pai Horácio 2021 tinto Grande Reserva Edição Especial. Trata-se de uma produção limitada de 1945 (ano de nascimento de Horácio Lourenço) garrafas, em caixa individual. Resultou de um blend da seleção de parcelas, plantadas pelo próprio Horácio Lourenço, com base no estudo dos terroirs, ao longo das últimas décadas e da interpretação dos mesmos por Jorge Lourenço.
Cada detalhe foi pensado meticulosamente, com destaque para o rótulo duplo com dedicatória do filho para o pai, ou a tira de couro que envolve a garrafa, simbolizando o compromisso entre pai e filho, a família e a amizade. Um package realmente bonito e singular! Como Jorge Lourenço referiu, um vinho à imagem de seu pai, “forte, com muita estrutura e muita alma”.
Nota: O autor escreve segundo o novo acordo ortográfico
Vencedores do Concurso de Vinhos do Algarve de 2025

O Tivoli Carvoeiro Algarve Resort acolheu a cerimónia de entrega de prémios da XVII Edição do Concurso de Vinhos do Algarve, promovido pela Comissão Vitivinícola do Algarve com o apoio do Município de Lagoa. Um momento de celebração da qualidade e autenticidade dos vinhos da região, que reuniu produtores, parceiros e representantes do sector. O […]
O Tivoli Carvoeiro Algarve Resort acolheu a cerimónia de entrega de prémios da XVII Edição do Concurso de Vinhos do Algarve, promovido pela Comissão Vitivinícola do Algarve com o apoio do Município de Lagoa. Um momento de celebração da qualidade e autenticidade dos vinhos da região, que reuniu produtores, parceiros e representantes do sector.
O destaque da noite foi o vinho Despedida tinto 2018, da Casa Santos Lima, que arrecadou a Grande Medalha de Ouro, que o distinguiu como o Melhor Vinho do Algarve 2025. o Melhor Branco foi o vinho Falésia Reserva 2023 da Falésia Wines e o melhor rosé foi o Negra Mole rosé 2023 da Arvad.
Para além do grande vencedor, foram ainda distinguidos diversos vinhos com as medalhas de ouro e prata, entre outras menções honrosas que reflectem a diversidade e qualidade da produção regional.
O Concurso de Vinhos do Algarve tem por objectivo a atribuição de distinções aos vinhos engarrafados do Algarve. Pretende-se estimular a produção de vinhos de qualidade, bem como promover os melhores vinhos produzidos na Região do Algarve.




















