17 ‘Grande Ouro’ para vinhos lusos no Concurso Mundial de Bruxelas

A 25ª edição do Concours Mondial de Bruxelles (CMB) celebrou-se este ano na China, de 10 a 14 de Maio, e contou, como sempre, com um bom naipe de vinhos e jurados portugueses. Os resultados de 2018 já foram divulgados e foram favoráveis aos vinhos portugueses. Este ano, Portugal trouxe 17 medalhas Grande Ouro, 115 […]

A 25ª edição do Concours Mondial de Bruxelles (CMB) celebrou-se este ano na China, de 10 a 14 de Maio, e contou, como sempre, com um bom naipe de vinhos e jurados portugueses. Os resultados de 2018 já foram divulgados e foram favoráveis aos vinhos portugueses. Este ano, Portugal trouxe 17 medalhas Grande Ouro, 115 de Ouro e 192 de Prata. Ou seja, um total de 324 medalhas, número apenas superado pela França, Espanha e Itália. Se apenas olharmos para as melhores medalhas, Portugal subiu ao terceiro lugar, atrás da França e Espanha.

Este ano entraram mais de 9.180 vinhos de 48 países produtores. Cerca de 330 jurados de mais de 50 países avaliaram às cegas e pontuaram os vinhos. O CMB vangloria-se de ser “a única competição itinerante do mundo, com 25 anos de experiência, e é o único concurso de vinhos a realizar testes de controlo de qualidade nos vinhos premiados”. Este ano foi ainda criado o chamado prémio Revelação, atribuído a um vinho de cada categoria (independentemente do país) e a um vinho em cada país. A Revelação Internacional de Vinho Fortificado foi para o Madeira D’Oliveiras Matured over 15 years 2000 (do produtor Pereira d’Oliveira), que ganhou ainda uma Grande Medalha de Ouro. No caso português, ganhou o Quinta da Lapa Syrah Tejo Reserva tinto 2015 (da Agrovia). A próxima edição do CMB será realizada de 2 a 5 de maio de 2019 na cidade suíça de Aigle, no cantão de Vaud.

Para os resultados completos aponte para http://results.concoursmondial.com/index.php
De seguida pode ver as Grandes Medalhas de Ouro para vinhos portugueses, ordenadas por região (de norte para sul) e depois por ordem alfabética. (AF)

Grande Medalha de Ouro
Aneto Grande Reserva Douro tinto 2013 (Sobredos)
Azinhaga de Ouro Douro tinto 2016 (Caves do Monte)
Fonte do Ouro Dão tinto 2016 (Sociedade Agrícola Boas Quintas)
Giesta Dão tinto 2016 (Sociedade Agrícola Boas Quintas)
Bridão Colheita Seleccionada Alicante Bouschet Dotejo tinto 2015 (Adega do Cartaxo)
Cabeça Toiro Grande Reserva Dotejo tinto 2012 (Enoport United Wines)
Different Red Tejo tinto 2015 (Encosta do Sobral)
Quinta da Lapa Merlot Tejo Reserva tinto 2015 (Agrovia)
Quinta da Lapa Syrah Tejo Reserva tinto 2015 (Agrovia)
Casa Santos Lima Reserva Lisboa tinto 2014 (Casa Santos Lima)
Quinta de Pancas Lisboa Reserva tinto 2014 (Companhia das Quintas)
Athayde Grande Escolha Alentejo tinto 2014 (Monte da Raposinha)
Herdade da Farizoa Alicante Bouschet Alentejo tinto 2015 (Companhia das Quintas)
Monte da Ravasqueira Superior branco 2017 (Sociedade Agrícola D. Diniz)
Portalegre Alentejo tinto 2015 (Adega de Portalegre Winery)
Qp. Aragonez Alentejo tinto 2015 (Marcolino Sebo)
D’Oliveiras Wines Matured over 15 years Madeira 2000 (Pereira d’Oliveira)

Morreu Anthony Bourdain

A notícia chocou o mundo da gastronomia e um universo bem mais vasto, formado por todos os que se habituaram a seguir os seus bem-humorados e politicamente incorrectos programas de televisão. Anthony Bourdain, uma das caras mais conhecidas da cena gastro-audiovisual e autor de vários livros, foi esta sexta-feira, 8 de Junho, encontrado morto no […]

A notícia chocou o mundo da gastronomia e um universo bem mais vasto, formado por todos os que se habituaram a seguir os seus bem-humorados e politicamente incorrectos programas de televisão. Anthony Bourdain, uma das caras mais conhecidas da cena gastro-audiovisual e autor de vários livros, foi esta sexta-feira, 8 de Junho, encontrado morto no seu hotel, em Estrasburgo, França. Tinha 61 anos.

Foi um chef de mérito, premiado pelo seu trabalho na cozinha, e um autor desassombrado em livros que falavam tanto de gastronomia como da sua vida de excessos. Editou “Kitchen Confidential: Adventures in the Culinary Underbelly” (em Portugal, “Cozinha Confidencial Aventuras no Submundo da Restauração”) e “Medium Raw: A Bloody Valentine to the World of Food and the People Who Cook”, obras que lhe abriram as portas da televisão.

Começou com “A Cook’s Tour”, no canal Food Network, e disparou a sua carreira com “Anthony Bourdain: No Reservations”, no Travel Chanel. Em 2013, já com mais de uma dezena de nomeações e dois Emmy conquistados, passou para a CNN, onde liderava o programa “Parts Unknown”, neste momento na sua 11ª edição (em Portugal, passa no canal 24 Kitchen). Esteve em Portugal por três vezes para gravar programas, procurando pratos típicos e histórias marcantes nos Açores, em Lisboa e no Porto.

Era precisamente para filmar mais um episódio de “Parts Unknown” que Bourdain se encontrava em Estrasburgo, onde foi encontrado sem vida no seu quarto de hotel pelo amigo, e chef, Eric Ripert. Apesar de terem surgido rumores de suicídio, esta versão não foi confirmada nas horas que se seguiram à divulgação da morte do homem a quem o Instituto Smithsonian chamou “o Elvis dos chefs mauzões”.

Produtores de vinho mergulham garrafas na água do mar

Quatro produtores da Associação de Produtores de Vinho da Costa Alentejana decidiram mergulhar cerca de 450 garrafas no Porto de Sines. Foram eles a Companhia Agrícola da Barrosinha, A Serenada, Herdade do Portocarro e Pêgo da Moura. As garrafas foram colocadas por um barco de pesca junto a um dos molhes (da parte interior, claro) […]

Quatro produtores da Associação de Produtores de Vinho da Costa Alentejana decidiram mergulhar cerca de 450 garrafas no Porto de Sines. Foram eles a Companhia Agrícola da Barrosinha, A Serenada, Herdade do Portocarro e Pêgo da Moura. As garrafas foram colocadas por um barco de pesca junto a um dos molhes (da parte interior, claro) do Porto de Sines e vão aí ficar até, previsivelmente, até ao dia de São Martinho, dia 11 de Novembro. Estão instaladas em grades metálicas que comportam 50 garrafas cada, construídas para o efeito por um serralheiro local. Não lhes falta sequer um cadeado para prevenir alguma incursão dos ‘amigos do alheio’. Que, aliás, talvez não seja fosse necessária porque estava ali perto um enorme polvo a inspeccionar toda a operação. O avistamento foi reportado pelo mergulhador que orientou a descidas das grades, assegurando que ficavam bem assentes no fundo, a cerca de 12 metros, e próximas uma das outras.

vinhos no mar em Sines
O capitão do barco desce uma das grades até à agua. O mergulhador está à espera para colocar a grade no fundo.

A maioria é de vinho branco: Jacinta Sobral, proprietária e enóloga dos vinhos Serras de Grândola (Serenada), afundou versões de Verdelho, Arinto e Gouveio da sua marca. A Herdade da Barrosinha, através do seu administrador, Carlos Trindade, escolheu a colheita 2017 do Verdelho, um tinto de 2016 e outro de 2014. José Mota Capitão, da Herdade do Portocarro, optou pelos brancos Autocarro Nº 38 e Gerónimo, de 2017, este último uma nova marca. Finalmente, a marca Pêgo da Moura apenas mergulhou algumas garrafas do Alfaiate branco.

Vinhos do mar em Sines
Três dos vinhos mergulhados em 2017 foram provados agora contra as testemunhas que ficaram em terra.

Esta é a segunda experiência destes produtores com vinhos estagiados em águas marítimas. As garrafas do ano passado foram provadas no restaurante Cais da Estação, junto com as respectivas testemunhas, que ficaram em terra. A Grandes Escolhas esteve lá e teve oportunidade de fazer a comparação, de forma informal, entre as garrafas do ‘mar’ e da ‘terra’. De uma forma geral, os vinhos do mar pareciam mais complexos, mais casados, como se tivessem evoluído, mas sem envelhecerem. A nível de fruta, tanto tintos como brancos mostravam aromas e sabores mais puros, mais definidos. Nuns casos, as diferenças eram mais pronunciadas que outras. Um dos casos foi o do Serras de Grândola Verdelho 2015, mais complexa e harmoniosa a versão marítima; o outro foi o Autocarro Nº 27, tinto, com taninos mais suaves para a versão do mar. Jacinta Sobral disse-nos que, pela experiência até agora, os brancos beneficiam mais do estágio marítimo que os tintos.
A experiência, diga-se de passagem, foi acompanhada e registada por um técnico da CVR da Península de Setúbal.
Esta não é a primeira experiência que se faz em Portugal com o estágio de vinhos mergulhados em água. A mais recente que conhecemos foi protagonizada por Duarte Leal da Costa, da Ervideira, que fez (e está a fazer) uma operação em muito maior escala, mas em água doce, na albufeira da barragem do Alqueva. Mas, ao que sabemos, esta é a primeira operação efectuada em mar. Muito se tem escrito sobre a influência da água no estágio do vinho, incluindo parâmetros como a maior estabilidade térmica e a eventual influência da pressão. Conclusões ainda não existem, mas não deverão tardar, porque os intervenientes nesta operação de Sines esperam continuar com a saga e mesmo ampliá-la. O tempo dirá da sua justiça… (AF)

Boas novidades na Herdade do Sobroso

Sofia Ginestal Machado, gestora, e Filipe Teixeira Pinto, enólogo, foram os anfitriões do evento que mostrou as mais recentes novidades desta casa alentejana, localizada na zona lesta da sub-região da Vidigueira, ali a dois passos do Guadiana e da albufeira do Alqueva. O Herdade do Sobroso Cellar Selection rosé de 2017, o Arché tinto 2015 […]

Sofia Ginestal Machado, gestora, e Filipe Teixeira Pinto, enólogo, foram os anfitriões do evento que mostrou as mais recentes novidades desta casa alentejana, localizada na zona lesta da sub-região da Vidigueira, ali a dois passos do Guadiana e da albufeira do Alqueva. O Herdade do Sobroso Cellar Selection rosé de 2017, o Arché tinto 2015 e uma aguardente vínica velha constituíram o essencial da mostra.

Três boas novidades, diga-se de passagem. O rosé, feito de Syrah, com bonita cor salmonada, foi concebido desde raiz na vinha, com a escolha das parcelas e cuidada data de vindima, para evitar perder a frescura. Com apenas 12,5 de teor alcoólico, mostrou-se seco e muito gastronómico, sem perder um bom leque de nuances aromáticas e gustativas. É o primeiro Cellar Selection rosé da marca e custa cerca de €14 no mercado. São poucas garrafas para a procura no mercado e por isso o stock começa a ficar esgotado.

Outra estreia absoluta foi para o Arché tinto 2015, o novo topo de gama da casa. O estranho nome tem a ver com a primeira parte da etimologia da palavra Arquitecto, do grego. Porquê arquitecto? O vinho é uma homenagem de Sofia ao pai, António Ginestal Machado, arquitecto de profissão e o primeiro mentor da Herdade do Sobroso, adquirida no início deste século. Quando Sofia pensou neste vinho, o marido, Filipe, tinha acabado de provar na adega um vinho que se destacou de todos os outros. E a decisão foi logo ali tomada: este seria o Arché. Feito de Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon e Syrah de parcelas seleccionadas, este tinto de excepção apenas viu serem cheias 2.495 garrafas, ao custo unitário de €55.
Finalmente, a aguardente. Não é da produção da casa, sendo antes adquirida a um destilador, já lá vão uns bons anos. O que o Sobroso fez foi estagiá-la em cascos de 225 litros, até ficar pronta para ir para o mercado, o que aconteceu agora. (AF)

Cinco décadas num Tawny especial da Barros

A Barros está a lançar no mercado a edição limitada, numerada e exclusiva de um Vinho do Porto Tawny muito especial, que resulta de um lote de vinhos antigos das décadas de 1950, ’60, ’70, ’80 e ’90. O vinho chama-se Barros Edição Especial 102 – Very Old Tawny” e completa a trilogia de vinhos […]

A Barros está a lançar no mercado a edição limitada, numerada e exclusiva de um Vinho do Porto Tawny muito especial, que resulta de um lote de vinhos antigos das décadas de 1950, ’60, ’70, ’80 e ’90. O vinho chama-se Barros Edição Especial 102 – Very Old Tawny” e completa a trilogia de vinhos da coleção “Um Século de Talento Português”, que pretende celebrar o primeiro centenário da Casa Barros, fundada em 1913.

E são exactamente 1.913 as garrafas disponíveis deste vinho. Carlos Alves, enólogo para Vinhos do Porto da Sogevinus Fine Wines, responsável pelo lote final, caracteriza-o como “sedoso, elegante e sofisticado, com final profundo que alia frutos secos, caril e uma excelente frescura”.

Os vinhos que estão na origem do Barros Edição Especial 102 permaneceram em pequenos cascos de carvalho, de 300 litros, nos armazéns da Barros, em Vila Nova de Gaia. O lote foi realizado com os cascos 11.080, 11.083, 11.086, 11.133 e 11.134 e apresenta-se numa garrafa de vidro especial, que desde logo permite captar a cor do vinho. O rótulo está serigrafado a branco e a ouro, a gargantilha surge estampada a ouro e possui o número da garrafa. Surge envolto numa caixa de madeira maciça (mogno), com berço amovível para poder ser usado como mostrador. A caixa está serigrafada a prata, tem baixo relevo e estampagem a preto do número “102”, tendo marcação a fogo da edição na lateral. O preço no retalho rondará os €350.

Adega de Vidigueira lança 1498, o seu topo de gama

Foi com grande pompa e circunstância que a Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito (ACVCA) lançou aquele que será o seu vinho mais especial até à data. O vinho chama-se 1498 e é um tinto alentejano Grande Reserva, da colheita de 2014. O nome do vinho está ligado ao ano da chegada de Vasco […]

Foi com grande pompa e circunstância que a Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito (ACVCA) lançou aquele que será o seu vinho mais especial até à data. O vinho chama-se 1498 e é um tinto alentejano Grande Reserva, da colheita de 2014. O nome do vinho está ligado ao ano da chegada de Vasco da Gama à India, à 520 anos atrás. A sessão de lançamento decorreu no Convento das Relíquias, edifício inserido no perímetro da Quinta do Carmo em Vidigueira. Era exactamente aqui que em tempos (1593) ficaram os restos mortais do navegador português, antes de serem transladados para Lisboa. José Miguel d’Almeida, o presidente da ACVCA, referiu por isso que o vinho “deseja comemorar esse encontro de culturas, entre o Ocidente e o Oriente”.

A sessão contou com a apresentação de Jorge Gabriel e com testemunhos de duas historiadoras, Susana Maia e Silva e Alexandra Pelúcia, que falaram brevemente de Vasco da Gama e da sua ligação à Vidigueira. Natural de Sines, Vasco da Gama recebeu o Condado da Vidigueira pelo rei Dom Manuel I, em agradecimento pelos feitos à Coroa Portuguesa. O evento contou ainda com intervenções de autoridades locais e do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural.

Luís Morgado Leão, enólogo da ACVCA
Luís Leão, enólogo da ACVCA

Mas voltemos ao 1498, que foi apresentado pelo enólogo Luis Leão. Resulta de um lote de uvas de Alicante Bouschet e Syrah, que foram colhidas a 10 e 2 de Setembro, respectivamente. Os talhões foram previamente seleccionados, com a ajuda de técnicos da ATEVA, a associação de viticultores do Alentejo. As duas castas foram a vinificar em lagar, com pisa diária. O resultado foi para barricas de carvalho francês, onde fez a fermentação maloláctica. Aí esteve durante 26 meses, uma enorme quantidade de tempo para os padrões modernos. Diremos desde já que o vinho não tem excesso de madeira, provavelmente porque a sua forte estrutura, ajudada pelos mais de 15 graus de álcool, ‘aguentaram’ bem o impacto da madeira. Das 48 barricas, apenas 7 (4 de Alicante, 3 de Syrah) foram seleccionadas para o 1498. Finalmente, o vinho esteve 14 meses em garrafa. Luis Leão confessou-nos que, desde que entrou para a ACVCA que tinha o sonho de “fazer um vinho mítico, que mostrasse bem o terroir da Vidigueira”. Pois bem, ele aqui está, numa edição limitada de apenas, curiosamente, 1498 garrafas, todas elas numeradas, com certificado de posse e disponibilizadas dentro de uma mini arca de madeira de nogueira polida. A adega abre a possibilidade de coleccionadores ou simples interessados poderem desde já fazer a reserva de certas garrafas numeradas, ficando assim com a possibilidade de escolher certos números, que signifiquem datas, referências ou momentos especiais para si, ou até ofertas. Os interessados deverão formalizar os pedidos através do email info@adegavidigueira.pt , fornecendo também a indicação do nome que deverá ser gravado no certificado de posse. O preço também tem a ver com o nome: 98 euros, um valor que o coloca como um dos mais caros vinhos tintos de Portugal. (AF)

Portugueses mostraram-se no maior concurso mundial

Chama-se Decanter World Wine Awards e deverá ser o maior concurso mundial: a edição de 2018, a 15ª, viu quase 17.000 vinhos em competição, de mais de 47 países, avaliados por 275 jurados de vários pontos do mundo. As provas tiveram lugar em Londres, durante uma semana. Todos os vinhos medalhados a Ouro subiram para […]

Chama-se Decanter World Wine Awards e deverá ser o maior concurso mundial: a edição de 2018, a 15ª, viu quase 17.000 vinhos em competição, de mais de 47 países, avaliados por 275 jurados de vários pontos do mundo. As provas tiveram lugar em Londres, durante uma semana. Todos os vinhos medalhados a Ouro subiram para um novo jurado, que os re-avaliou e escolheu os melhores dos melhores para a maior medalha do concurso, a Platinum – Best in Show. Só foram atribuídas 50 destas medalhas e Portugal trouxe seis, um resultado muito bom (o ano passado foram apenas duas!). Destas, cinco foram para vinhos generosos (2 Madeiras e 3 Portos) e o único prémio ‘Platinum – Best in Show’ para vinhos não generosos foi parar a um tinto do Douro, o Quinta Nova Unoaked 2016, um lote típico do Douro sem qualquer fermentação ou estágio em madeira e que custa na ordem dos 8 euros no retalho. Refira-se ainda que todos estes vinhos tiveram 97 ou 98 pontos de classificação. O ‘98’, já agora, foi a maior classificação dada no concurso e apenas 17 vinhos lá chegaram.
A medalha a seguir – Platinum – destinou-se a vinhos com 97 pontos e Portugal trouxe 12 destas medalhas (das 149 atribuídas).  As medalhas a seguir foram de Ouro, com 23 vinhos lusos presentes (do total de 439 Ouros) a conseguirem os 95 e 96 pontos necessários. De seguida, os vinhos portugueses trouxeram 149 medalhas de ‘Prata’ (das 3.447), atribuídas a vinhos com pontuações entre 90 e 94 pontos. Finalmente, Portugal trouxe 230 medalhas de Bronze, atribuídas a vinhos com 86 e 89 pontos, de um total 7.073).

Refira-se ainda que este concurso é dos que menos usa provadores portugueses. Os Regional Chairs para Portugal, uma espécie de directores de prova para cada uma das regiões, foram ocupados por Richard Mayson (para Porto & Madeira) e Sarah Ahmed (resto dos vinhos portugueses). A seguir pode ver as maiores medalhas do concurso. Para os resultados totais, aponte para http://awards.decanter.com/DWWA/2018
(AF)

Platinum – Best in Show (vinhos com 97 e 98 pontos)
Quinta Nova Unoaked Douro tinto 2016 (97)
Ferreira Quinta do Porto Vintage 2015 (97)
Sandeman Porto 40 Year Old Tawny (97)
Vista Alegre Porto 40 Years Old (97)
Blandy’s Madeira Sercial 1968 (98)
Justino’s Madeira Terrantez 50 Years Old (98)

Platinum (vinhos com 97 pontos)
Pingo Doce Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho branco 2017
Espinho Douro tinto 2014
Morrisons Porto Ruby
Quinta do Pégo Porto Vintage 2015
Quinta dos Murças Porto Vintage 2015 (Esporão)
Kopke Porto Colheita 1958
Kopke Porto Colheita 1978
Barros Porto Colheita 1998
Sandeman Porto Tawny 30 Years Old
Quinta do Portal Moscatel do Douro Reserva 1996
Blandy’s Madeira Colheita Verdelho 2000
Justino’s Madeira Malvasia 1997

Chuva e granizo intensos no Pinhão causam prejuízos

A tarde do passado dia 28 de Maio, a partir das 17h40, ficou marcada por estragos e prejuízos significativos na vila do Pinhão e área circundante, devido a uma forte queda de chuva e granizo. Muitas estradas, muros e vinhas cederam perante a intempérie, com alguns produtores de vinho da região a verificarem perdas parciais […]

A tarde do passado dia 28 de Maio, a partir das 17h40, ficou marcada por estragos e prejuízos significativos na vila do Pinhão e área circundante, devido a uma forte queda de chuva e granizo. Muitas estradas, muros e vinhas cederam perante a intempérie, com alguns produtores de vinho da região a verificarem perdas parciais ou totais das suas colheitas, prejuízos que estão ainda a ser quantificados pelas empresas.

O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto referiu, em comunicado de imprensa, que “foram já contactados vários viticultores que confirmaram danos localizados, registando-se pontualmente elevados prejuízos em algumas parcelas de vinha, sendo mais abrangente o prejuízo provocado pela grande quantidade de água que causou queda de muros e deslize de terras”. Esse deslizamento de terra levou a que as estradas entre Alijó, Sabrosa e Pinhão fossem cortadas, tendo a rede de saneamento da vila do Pinhão ficado obstruída, como contou a TVI24.

A estação televisiva falou com os bombeiros do Pinhão, que confirmaram a repetição anual desta situação naquela zona, como nos disse Ana Margarida Morgado, relações públicas da The Fladgate Partnership: “Estes fenómenos de granizo estão a ser cada vez mais frequentes, e a região tem de fazer algo em relação a isso, à imagem de outras regiões que já têm mecanismos de prevenção.” A Fladgate viu alguns dos seus locais afectados, nomeadamente a Quinta do Junco, mas Ana Margarida sublinha que estavam preparados, a vários níveis, para fazer face a uma situação destas.

A Quinta do Noval terá sido afectada substancialmente, apesar de isso ainda não ter sido comunicado pelos próprios. Já a Quinta do Bomfim e a Quinta da Cavadinha, da Symington Family Estates, também estavam na mira do temporal, mas apenas tiveram sobrecarga ao nível das estruturas de apoio à vinha, como o sistema de drenagem, e alguns danos no centro de visitas, no caso do Bomfim, apesar de este continuar a funcionar. Miguel Potes, responsável pela comunicação da Symington, disse estarem “confiantes numa rápida recuperação” e adiantou que “desde que há registo, nos últimos 60 anos, foi o pior episódio deste género”: “Os medidores de precipitação ‘rebentaram’ a escala, foi a chuvada do século”, acrescentou. Outras propriedades como La Rosa ou as vinhas do Poeira, de Jorge Moreira, verificaram algumas ocorrências, mas sem estragos irreversíveis, mais ao nível da folhagem das vinhas e de algumas estradas de acesso.

O IVDP assegurou, ainda, que em caso de perdas totais ou parciais colocará à disposição dos agentes económicos o mecanismo regulamentado de “Transferência de Autorização de Produção”, que permite “a transferência de mosto apto à denominação de origem Porto entre prédios ou parcelas do mesmo viticultor ou, no caso de justificadas perdas totais ou parciais de produção confirmadas pelo IVDP, a autorização entre prédios ou parcelas de diferentes viticultores”. M.L.