Adega da Vidigueira inaugura Casa das Talhas

Adega da Vidigueira inaugura Casa das Talhas

A Adega Cooperativa da Vidigueira, Cuba e Alvito (ACVCA) criou, nas suas instalações, um espaço próprio para alojar sete talhas. Em 2017 já aí foram vinificadas cerca de 4 toneladas de uva, que deram origem a 4 vinhos de talha. A inauguração oficial contou com a presença de José Miguel Almeida, presidente do Conselho de […]

A Adega Cooperativa da Vidigueira, Cuba e Alvito (ACVCA) criou, nas suas instalações, um espaço próprio para alojar sete talhas. Em 2017 já aí foram vinificadas cerca de 4 toneladas de uva, que deram origem a 4 vinhos de talha. A inauguração oficial contou com a presença de José Miguel Almeida, presidente do Conselho de Administração, que afirmou na altura: “a nossa adega está a dar cada vez mais ênfase a esta arte milenar e ao processo de vinificação tão utilizado nesta região do Alentejo. É desta forma que conseguimos honrar a herança que nos foi deixada pelos romanos, ao mesmo tempo que conseguimos preservar as vinhas centenárias e mais antigas da região (…)”.

Ricardo Oliveira - José Miguel Almeida - Renato Ramalho
A direcção reeleita: Ricardo Oliveira, José Miguel Almeida e Renato Ramalho.

José Miguel Almeida (e a sua equipa de gestão), refira-se ainda, foi reconduzido no seu cargo em eleição realizada durante a Assembleia Geral da ACVCA, em meados de Dezembro. A sua lista conseguiu 91% dos votos, indicando a satisfação inequívoca dos associados com a gestão destes últimos anos.

Adega Quinta do Casal Branco comemorou 200 anos

Adega Casal Branco faz 200 anos

A Quinta do Casal Branco, em Almeirim, celebrou, no dia 7 de Dezembro, 200 anos de produção vitivinícola e reuniu 200 convidados para um jantar comemorativo no interior da sua adega de 1817, precedido de um concerto pela Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, dirigida pelo maestro búlgaro Nicolay Lalov, na Sala dos Lagares. […]

A Quinta do Casal Branco, em Almeirim, celebrou, no dia 7 de Dezembro, 200 anos de produção vitivinícola e reuniu 200 convidados para um jantar comemorativo no interior da sua adega de 1817, precedido de um concerto pela Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, dirigida pelo maestro búlgaro Nicolay Lalov, na Sala dos Lagares. Construída no séc. XIX, aquela que foi a primeira adega industrial a vapor da região e que hoje produz anualmente 900 mil litros de vinho, foi palco para a apresentação das novas colheitas “Especial 200 Anos”, vinificadas pelos enólogos Joana Silva Lopes e Manuel Lobo de Vasconcellos: são eles o Falcoaria Fernão Pires 2016 Vinhas Velhas, o Falcoaria Clássico tinto 2014, Falcoaria Grande Reserva tinto 2015 e o Falcoaria Colheita Tardia 2014. Às celebrações da família Lobo de Vasconcellos, associou-se nesta data a Confraria Enófila Nossa Senhora do Tejo que, na cerimónia do seu XXXVIII Capítulo, procedeu à entronização de novos confrades.
A Quinta do Casal Branco, gerida por José Lobo de Vasconcellos, mantém-se desde 1775 na mesma família, através das várias gerações Braamcamp Sobral e Lobo de Vasconcellos, com longa experiência agrícola e especial dedicação à arte de fazer vinho. Situada na margem esquerda do rio Tejo, a propriedade com cerca de 1.100 hectares possui vinhas implantadas em solos franco-arenosos, num total de 119 hectares, destacando-se as castas das vinhas centenárias (Fernão Pires, Castelão, Trincadeira e Touriga Nacional) e as recentemente introduzidas Syrah, Merlot, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Alicante Bouschet. A vinificação é realizada na adega do séc. XIX, totalmente remodelada em 2004. A marca Casal Branco está, hoje, presente em 28 mercados externos (destacando-se Reino Unido, Estados Unidos, Hong Kong, Angola e Brasil), correspondentes a 91% do volume anual de vendas que, actualmente, se traduz num milhão de garrafas.

Paulo Amorim condecorado por França

Paulo Amorim

O empresário Paulo Amorim foi agraciado pelo Governo Francês com a Comenda de Chevalier dans l`Ordre du Mérite Agricole. O actual Administrador Executivo da casa de Vinho do Porto Christie`s, recorde-se, já tinha sido distinguido em 2006 com a Comenda de Grande Oficial da Ordem do Mérito Agrícola, Comercial e Industrial, por “serviços relevantes prestados à […]

O empresário Paulo Amorim foi agraciado pelo Governo Francês com a Comenda de Chevalier dans l`Ordre du Mérite Agricole. O actual Administrador Executivo da casa de Vinho do Porto Christie`s, recorde-se, já tinha sido distinguido em 2006 com a Comenda de Grande Oficial da Ordem do Mérito Agrícola, Comercial e Industrial, por “serviços relevantes prestados à Pátria”.
Paulo Amorim trabalha no sector do vinho desde 1981 e para além de Presidente da Direcção da ANCEVE – Associação Nacional dos Comerciantes e Exportadores de Vinhos e Bebidas Espirituosas e fundador e dirigente da ViniPortugal, foi um dos principais responsáveis pelo Estudo Porter, bem como fundador e Presidente do G7 – Grupo dos Sete, tendo ainda sido director de C. da Silva (Vinhos) e da Quinta da Aveleda, bem como Administrador Executivo (e CEO) da Vinalda e da Global Wines.
A família de Paulo Amorim acompanhou-o na ocasião da imposição formal da distinção atribuída pelo Governo de França.

Washington Post elogia Confidencial Reserva

Washington Post elogia Confidencial Reserva 2013

O vinho tinto Confidencial Reserva 2013, da Casa Santos Lima, foi distinguido como uma das melhores escolhas de 2017, em relação preço/qualidade, pelo site do jornal americano Washington Post. O Confidencial Reserva foi o único vinho português eleito entre os 12 vinhos referidos. A escolha foi feita pelo crítico Dave McIntyre, que, durante 2017, recomendou […]

O vinho tinto Confidencial Reserva 2013, da Casa Santos Lima, foi distinguido como uma das melhores escolhas de 2017, em relação preço/qualidade, pelo site do jornal americano Washington Post. O Confidencial Reserva foi o único vinho português eleito entre os 12 vinhos referidos.

A escolha foi feita pelo crítico Dave McIntyre, que, durante 2017, recomendou mais de 250 vinhos (seis de Portugal). Esta lista compilou as doze escolhas que Dave considerou serem as apostas do ano a preço muito acessível. Diz o crítico no texto: “Este vinho fez-me recordar o motivo pelo qual Portugal é uma das minhas regiões preferidas para encontrar boas escolhas a preço acessível”. Pode ler o artigo completo no site do Washington Post.

 

O sucesso dos vinhos portugueses na Católica do Porto

Porto Tónico é o mote do ciclo de conferências promovido pela Católica Porto que pretende – à luz das celebrações dos 50 anos da Universidade Católica Portuguesa – promover um conjunto de conversas sobre temas que marcam a actualidade. O primeiro encontro, agendado para 11 de Janeiro de 2018 (18h30, no campus Foz), analisa o […]

Porto Tónico é o mote do ciclo de conferências promovido pela Católica Porto que pretende – à luz das celebrações dos 50 anos da Universidade Católica Portuguesa – promover um conjunto de conversas sobre temas que marcam a actualidade. O primeiro encontro, agendado para 11 de Janeiro de 2018 (18h30, no campus Foz), analisa o sucesso dos vinhos portugueses no panorama internacional.

Moderada por Tim Hogg, investigador da Escola Superior de Biotecnologia da Católica Porto e director executivo da Plataforma de Inovação da Vinha e do Vinho, a conversa conta com a participação de António Graça (director de I&D da Sogrape Vinhos), Bento Amaral (director técnico do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto) e ainda Manuel Pinheiro (presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes). O sucesso e as recorrentes distinções conquistadas pelos vinhos portugueses em concursos internacionais são os tópicos centrais desta primeira sessão.

O ciclo Porto Tónico integra, ainda, mais duas conferências: “Refugiados e o cânone artístico ocidental” – agendada para Fevereiro de 2018 e que conta com a participação de Suzanne Cotter, diretora da Fundação de Serralves – e “The Future of Work: os desafios da robótica e inteligência artificial”, agendada para Maio. Mais informações sobre o ciclo de conferências disponíveis em: http://www.porto.ucp.pt/pt/central-eventos/porto-tonico50-vinhos-portugueses-no-mundo.  

Sogrape comprou Tapada do Castanheiro, no Douro Superior

A Sogrape Vinhos adquiriu a Tapada do Castanheiro, uma propriedade com 22 hectares situada na zona da Meda, Douro Superior. Implantada numa zona alta e referenciada pela elevada qualidade das suas uvas, a Tapada do Castanheiro fica situada entre duas outras quintas da Sogrape: a Quinta da Leda (76 hectares de vinha e “berço” do […]

A Sogrape Vinhos adquiriu a Tapada do Castanheiro, uma propriedade com 22 hectares situada na zona da Meda, Douro Superior. Implantada numa zona alta e referenciada pela elevada qualidade das suas uvas, a Tapada do Castanheiro fica situada entre duas outras quintas da Sogrape: a Quinta da Leda (76 hectares de vinha e “berço” do actual Barca Velha) e a Quinta do Sairrão (111 hectares, adquirida em 2006). Não foram reveladas as verbas envolvidas na transação.

A aquisição agora anunciada pela Sogrape aumenta a presença total da empresa no Douro para 508 hectares. Mas a importância da Tapada do Castanheiro não se mede apenas em hectares. Longe disso. “A frescura e acidez das uvas provenientes desta zona alta são um dos segredos que, desde os anos 50, dão origem a vinhos como o Barca Velha ou o Reserva Especial”, anuncia o comunicado da Sogrape Vinhos.

A Tapada do Castanheiro, até aqui gerida pela Sociedade Agrícola da Tapada do Castanheiro, resulta da junção de duas quintas: a Quinta do Cabeço Alto, com 70 hectares, 12 dos quais plantados com vinha de castas tintas – Touriga Nacional (50%), Touriga Franca (30%) e Tinta Roriz (20%) –, e a Quinta do Castanheiro, com 25 hectares, incluindo 10 de vinha com castas brancas – Viosinho (55%), Arinto (15%), Códega do Larinho (10%), Verdelho (10%) e Rabigato (10%).  

Pêra-Manca: O regresso do grande clássico

O lançamento de mais uma colheita do Pêra-Manca tinto é sempre um acontecimento aguardado com grande expectativa pela comunidade dos enófilos. Agora foi a vez do tinto de 2013.   TEXTO João Geirinhas FOTOS Cortesia FEA O vinho é um ícone alentejano e o seu prestígio, aliado ao preço com que chega ao mercado, atiram-no […]

O lançamento de mais uma colheita do Pêra-Manca tinto é sempre um acontecimento aguardado com grande expectativa pela comunidade dos enófilos. Agora foi a vez do tinto de 2013.

 

TEXTO João Geirinhas FOTOS Cortesia FEA

O vinho é um ícone alentejano e o seu prestígio, aliado ao preço com que chega ao mercado, atiram-no para um patamar exclusivo que reforça o seu estatuto de excepção entre os vinhos portugueses. A raridade também se expressa pelo reduzido número de colheitas lançadas até ao momento. O vinho só vê a luz do dia em anos considerados de excepcional qualidade. Desde 1990, data do primeiro Pêra Manca, este tinto teve apenas treze edições, sendo a última a colheita 2011.

A apresentação à imprensa do novo Pêra-Manca tinto 2013 decorreu no Fórum Eugénio Almeida, perante dezenas de convidados. Logo a abrir, Mateus Ginó, presidente do conselho de administração da FEA, dá uma noticia que acentua ainda mais a exclusividade do vinho. Esta é a menor colheita de sempre do Pêra-Manca tinto: apenas 19 mil garrafas! Esta redução, fruto das condições particulares da vindima de 2013, irá acentuar certamente a pressão sobre FOTOS Cortesia FEA o preço de venda ao público e a expectativa da sua prova. Tal como a colheita anterior, as garrafas do Pêra-Manca 2013 surgem no mercado com um selo holográco associado a um código que deve ser validado no site da Fundação, garantindo assim a protecção contra falsicações.

No perfil de um vinho clássico não se mexe ou mexe-se muito pouco. Pedro Baptista, enólogo e administrador da casa, explica-nos que esta colheita de 2013, assenta como de costume nas duas castas tradicionais: Trincadeira e Aragonês, neste ano com a particularidade de uma ligeira pre-dominância da primeira sobre a segunda (55% – 45%). É de três talhões, com a idade média de 35 anos, que as uvas são colhidas à mão e depois carregadas para a nova adega Monte dos Pinheiros, onde são tratadas “com pinças”: previamente refrigeradas, bagos retirados dos cachos e transportados por gravidade sem bombagem de forma a não dilacerar a película, prensagem suave e fermentação em separado em depósitos de carvalho francês.

Antes da composição do lote final, o vinho estagia entre 18 e 24 meses em grandes tonéis nas caves da Adega da Cartuxa. Só após este estágio Pedro Baptista inicia o trabalho, muitas vezes solitário, de preparar o lote final, um exercício exigente que alia um método cientifico, uma técnica precisa, bastante sensibilidade e, como não poderia deixar de ser, um toque de cunho pessoal. Feito o lote, o vinho já engarrafado estagia mais dois anos e meio antes de ser finalmente lançado no mercado. Assim nasce mais um Pêra-Manca tinto.

Vinho de talha vem a seguir
Antes do jantar servido na Adega da Cartuxa, Quinta Valbom, tivemos oportunidade de provar aquela que será uma das novidades da FEA num futuro muito próximo: um vinho de talha da vindima de 2017. Correspondendo ao interesse crescente que esta arte milenar do Alentejo tem despertado junto de cada vez mais vastas camadas de consumidores, pela autenticidade e forte caracter dos vinhos assim produzidos, as grandes talhas de barro têm tido uma enorme procura por parte de muitos produtores, o que as transformou num objecto de desejo raro e muitas vezes já inacessível.Quis, contudo, o destino que, quando da desactivação de uma velha adega em Reguengos de Monsaraz, os responsáveis da Fundação tivessem conhecimento da existência de 25 talhas de com cerca de 1200 litros de capacidade qu

e rapidamente foram adquiridas e transportadas para Évora. Apesar de todos os cuidados, no transporte acabou por se perder uma das talhas, mas conseguiu-se que as outras 24 fossem instaladas e tornadas operacionais. O vinho que provámos em ante-estreia absoluta revelou-se uma surpresa face ao perfil tradicional que estes vinhos da talha costumam exibir. Mas independentemente do estilo mais ou menos clássico, é muito importante para a afirmação destes vinhos a entrada da Adega da Cartuxa no ainda restrito lote de produtores alentejanos que cultivam esta prática.No decorrer do jantar foram ainda servidos os vinhos que estão a ser lançados ne

ste final de ano e que serão objecto de prova nas próximas edições da V Grandes Escolhas: Scala Coelli branco 2015, este ano feito exclusivamente da casta Alvarinho; o Pêra-Manca branco 2015; e os tintos Cartuxa Colheita 2014, Cartuxa Reserva 2014 e Scala Coelli tinto 2014, feito de Petit Verdot. Impressiona desde já a diversidade desta ampla oferta de vinhos, tal como a consistência que as sucessivas colheitas têm apresentado ano após ano em quantidades cada vez mais significativas e que no caso do Cartuxa atinge já as muitas centenas de milhar de unidades.

Celebrar com Espumante

O espumante é, cada vez mais, um vinho apreciado ao longo de todo ano. Mas na época festiva que atravessamos os índices de consumo disparam e as garrafas desaparecem das prateleiras das lojas. O espumante rima, de facto, com alegria e celebração e foi a pensar nesses momentos que aqui deixamos uma dúzia de propostas […]

O espumante é, cada vez mais, um vinho apreciado ao longo de todo ano. Mas na época festiva que atravessamos os índices de consumo disparam e as garrafas desaparecem das prateleiras das lojas. O espumante rima, de facto, com alegria e celebração e foi a pensar nesses momentos que aqui deixamos uma dúzia de propostas para o Natal e Ano Novo.

 

TEXTO João Paulo Martins FOTOS Ricardo Palma Veiga

PORQUE é que gostamos de espumante? O que têm as bolhas de especial que nos fazem sentir bem, sorrir e festejar? Têm de certeza algo de misterioso e a culpa daqueles sentimentos, a existir, é seguramente dos franceses, que nos transmitiram esta ideia de celebração, de festejo entre família e amigos. A moda espalhou-se pelo mundo e entre nós foi nos finais do séc. XIX que se fizeram as primeiras experiências.

Portugal esteve durante décadas confinado a duas zonas produtoras de espumantes: a Bairrada e Lamego, agora DOC Távora-Varosa. Fora destas zonas, apenas alguns apontamentos no Douro e nos Vinhos Verdes alegravam os enófilos. Tudo isso mudou, ainda que não radicalmente. De facto, as duas maiores zonas de produção continuam as mesmas (Távora-Varosa representará cerca de 5 milhões de garrafas e a Bairrada 10 milhões) mas os consumidores já têm muito por onde escolher e em todas as regiões se produz espumante. Nas regiões tradicionais também houve mudanças. Mais significativas na Bairrada porque ao fecho de muitas Caves até há alguns anos produtoras de espumantes, seguiu-se o nascimento de vários produtores-engarrafadores. Estes vieram dar nova vida, e com qualidade acrescida, aos produtos tradicionais.

Dizem os produtores que o espumante é um bom complemento do portefólio e que há mais apetência por este tipo de bebida do que havia antigamente. Os enófilos, por outro lado, foram criando hábitos de consumo que vão além das tradicionais festas de aniversário e se estendem já a outros momentos, quer como aperitivo quer a acompanhar pratos de peixe e marisco. Aos poucos foram surgindo espumantes no Tejo, em Lisboa, na Beira Interior, no Alentejo e no Algarve. Todo o país se pode assim reclamar de ter ido a jogo.

A colocação no ponto de venda é que é mais complicada, porque alguns produtores (estou aqui a pensar em alguns na zona de Monção-Melgaço) têm uma produção muito baixa e vendem tudo localmente. Mas que há agora muita escolha, disso ninguém duvide e não estaremos muito longe de 200 se nos referirmos ao número de produtores em todo o país.

Uma bebida polivalente
A produção da bebida borbulhante começou em Champagne mas aos poucos foi-se espalhando por outras zonas do globo, uma vez que a técnica, o modus faciendi, é aplicável em qualquer lugar, assim existam uvas com boas características e que, para ajudar à festa, tanto podem ser brancas como tintas. Ainda que as primeiras experiências datem do séc. XVII, pode dizer-se que foi a partir de 1728 que se iniciou a comercialização do Champanhe, aqui com grandes responsabilidades para o rei francês Luis XV, que acabou com os entraves à circulação de vinho engarrafado que até aí existiam. O sucesso foi tal que na segunda metade daquele século o preço da terra em Champanhe multiplicou-se várias vezes e a bebida começou a ser associada com o momento das celebrações. Assim, às vitórias de Napoleão juntava-se sempre algum mercador para oferecer o seu champanhe. E depois da derrota francesa em Waterloo as casas de champanhe não deixaram de instigar os russos a consumirem a já então famosa bebida. Trabalho tão bem feito que rapidamente a Rússia se tornou o 2º mercado, logo a seguir à Inglaterra.

O champanhe então produzido, e até meados do séc. XIX, era muitíssimo mais doce do que o actual e a técnica de produção apurou-se enormemente desde os primórdios. Então era vulgar o vinho ter 100 ou mesmo mais gramas de açúcar por litro, quando, actualmente, a variedade Bruto só vai até aos 12 gramas por litro. E um marco histórico na mudança do estilo foi determinado por Madame Pommery ao colocar no mercado a célebre colheita de 1874, cuja “secura” chocou os consumidores. Primeiro estranhou-se, depois… é o que sabemos.

Ficou a ideia inicial de uma bebida que sofre uma segunda fermentação na garrafa e que por isso ganha gás. Para tal, recorde-se, junta-se açúcar ao vinho base (na proporção de 24 gr/litro) e leveduras (entre 10 e 20 gr/ hectolitro). Depois é esperar o tempo em cave (que se quer fria e húmida) faça o seu trabalho. Esse é o princípio, o resto é uma colectânea de pequenos avanços e conquistas técnicas, cada vez mais apuradas.

Se começou por ser bebida de celebração, o champanhe foi-se tornando, aos poucos, símbolo de distinção, luxo e glamour. Passou assim a ser parte integrante de qualquer menu que fosse digno desse nome. No entanto o momento de consumo também se alterou; passou do final da refeição – hábito ainda muito vulgar e que se percebe nos menus da primeira metade do séc. XX – para o princípio e essa mudança também ajudou à secura progressiva. No entanto os gramas de açúcar – doseados antes de se colocar a rolha de cortiça – que ainda hoje são autorizados para a variedade Bruto prendem-se exactamente com o consumo do espumante/champanhe como aperitivo. Alguns gramas ajudam a uma percepção mais macia e envolvente do espumante, o que facilita a prova, sobretudo se se estiver apenas a beber e não a comer.

Foi a pensar exactamente nos vários momentos de consumo que agrupámos os vinhos que seleccionámos. Ao lado de uma maioria nacional, incluímos na escolha dois champanhes de duas casas de referência. Em geral os preços dos champanhes são altos mesmo nas gamas de entrada, o que faz com que sejam bebidas mais raras nas nossas garrafeiras. Mas festa é festa e há ocasiões que justificam o esforço financeiro. A gama de preços dos nossos espumantes é muito alargada. É tudo uma questão de saber até onde queremos e podemos ir. E viva a festa e não se deixe entrar o Ano Novo sem uma comemoração à altura.

A tendência actual do consumo sugere que os copos a usar sejam flutes, mas bem mais abertas do que as “flautas” que se aconselhavam até há pouco tempo, uma vez que um copo mais aberto permite uma melhor percepção dos aromas da bebida.

12 espumantes na mesa
Como aperitivo e sem acompanhamento
Serão boas escolhas o champanhe Louis Roederer ou o Murganheira Chardonnay.

Com canapés
Aqui o champanhe Deutz entra perfeitamente, a acompanhar canapés de peixes fumados, por exemplo. O bairradino Luiz Costa será igualmente uma boa opção.

Com pratos de marisco
Para o simples marisco cozido (como gambas ou navalheiras) o QM irá muito bem. O Quinta do Ferrão também cumpre aqui o seu papel com galhardia.

Com sushi e sashimi
Para equilibrar a gordura do peixe, o Kompassus, pela sua frescura ácida, poderá ser a melhor escolha.

Com marisco cozinhado
Os Velha Reserva Raposeira e São Domingos ligam muito bem quer com vieiras quer com ameijoas à Bulhão Pato.

Com peixe ao sal ou outros peixes nobres
O espumante Campolargo poderá ligar muito bem, tal como o Real Companhia Velha.

Com pratos de aves ou mesmo caça (perdizes em escabeche ligeiro)
Este é o território do Vértice, complexo e cheio de garra.

Vinhos recomendados
Murganheira (Távora-Varosa Espumante Chardonnay branco 2008)
Caves da Murganheira
18 valores
PVP € 18

Vértice (Douro Espumante Pinot Noir branco2007)
Caves Trasmontanas
18 valores
PVP € 49

Raposeira (Espumante Velha Reserva branco 2009)
Caves da Raposeira
17,5 valores
PVP € 9

Real Companhia Velha (Espumante branco 2013)
Real Companhia Velha
17,5 valores
PVP € 19,90

Campolargo (Bairrada Espumante Pinot Blanc branco 2013)
Carlos Campolargo
17 valores
PVP € 18

Deutz Brut Classic (Champagne Brut branco s/ data)
Deutz
17 valores
PVP € 39,95

Kompassus (Bairrada Espumante Blanc de Noirs branco 2013)
Kompassus Vinhos
17 valores
PVP € 14

Louis Roederer Brut Premier (Champagne Brut branco s/ data)
Kompassus Vinhos
17 valores
PVP € 45

Luiz Costa (Bairrada Espumante branco 2014)
Caves S. João
17 valores
PVP € 17,50

QM (Vinho Verde Espumante Super Reserva Alvarinho branco 2013)
Quintas de Melgaço
17 valores
PVP € 16,50

Quinta do Ferrão (Bairrada Espumante Blanc de Blancs branco 2005)
Viteno
17 valores
PVP € 27,50

São Domingos (Bairrada Espumante Velha Reserva branco 2012)
Caves do Solar de S. Domingos
17 valores
PVP € 12,90