Vercoope: A união que continua a fazer a força

A Vercoope – União de Adegas Cooperativas da Região dos Vinhos Verdes – abriu as suas portas a um público seleccionado para apresentar o seu portfólio actualizado de vinhos. Casimiro Alves, presidente da empresa, congregou um grupo de pessoas para marcar o momento e convocou o chef Rui Martins (restaurante RIB) para abrilhantar a prova […]

A Vercoope – União de Adegas Cooperativas da Região dos Vinhos Verdes – abriu as suas portas a um público seleccionado para apresentar o seu portfólio actualizado de vinhos.

Casimiro Alves, presidente da empresa, congregou um grupo de pessoas para marcar o momento e convocou o chef Rui Martins (restaurante RIB) para abrilhantar a prova com as suas criações culinárias, resultando numa experiência particularmente bem-sucedida.
Fundada em 1964 com o objectivo de engarrafar, promover e comercializar os vinhos produzidos nas adegas cooperativas de Amarante, Braga, Guimarães, Famalicão, Felgueiras, Paredes e Vale de Cambra, a Vercoope abarca a produção de cerca de 5 mil viticultores da Região dos Vinhos Verdes. A produção anual ronda os 6 milhões de garrafas, o que automaticamente a configura como um dos principais produtores da região. O mercado interno é o mais relevante para o escoamento comercial dos vinhos, crescendo de forma sustentada. O capítulo internacional tem ao mesmo tempo vindo a ser impulsionado com vigor, graças ao esforço feito junto de mercados exteriores. Neste momento, o negócio lá fora está implantado em mais de 30 países, distribuídos pelos cinco continentes.

A marca Via Latina é o porta-estandarte da Vercoope, com uma aceitação forte por parte do canal Horeca, ao mesmo tempo que capta progressivamente mais consumidores particulares. Nos vinhos brancos apresenta-se com o branco de lote, composto pelas castas tradicionais dos Vinhos Verdes, a saber Arinto, Loureiro e Trajadura. Há ainda um 100% Loureiro, um Loureiro-Alvarinho e um 100% Alvarinho, cuja relação preço qualidade tem angariado várias distinções em concursos. O vinho espumante é uma área de reconhecido crescimento, com o mercado a solicitar à Vercoope mais quantidade e perfis distintos, para bem da diversidade. O branco é composto pelas castas Arinto, Bical, Loureiro e Trajadura, enquanto o rosé é 100% Espadeiro, casta importante no cenário dos verdes tintos. De resto, o Via Latina apresenta também no seu leque um verde tinto 100% Vinhão, vocacionado para o mercado tradicional e pensado para acompanhar a gastronomia da região. A marca Terras de Felgueiras tem um perfil semelhante, com diversos estilos e castas a oferecer vinhos de bom talante a preços moderados, indo ao encontro da procura de vinhos para todos os dias.
FM

Montalegre vai ter a vinha mais alta de Portugal

O produtor e enólogo Francisco Gonçalves (à direita, na foto), em conjunto com o seu irmão Paulo (à esquerda), está a plantar a vinha mais alta de Portugal, a 1025 metros de altitude. A terraplanagem do terreno, ao pé de Mon­talegre (região de Trás-os-Montes), está pronta e a loca­lização foi judiciosamente escolhida para uma exposição […]

O produtor e enólogo Francisco Gonçalves (à direita, na foto), em conjunto com o seu irmão Paulo (à esquerda), está a plantar a vinha mais alta de Portugal, a 1025 metros de altitude. A terraplanagem do terreno, ao pé de Mon­talegre (região de Trás-os-Montes), está pronta e a loca­lização foi judiciosamente escolhida para uma exposição sul e com protecção dos ventos frios que vêm da costa atlântica. O solo vai receber plantas de Rufete e Bastardo.

Francisco disse-nos que a escolha destas castas residiu na sua precocidade; sendo de maturação mais temporã, Rufete e Bastardo terão tempo de amadurecer antes das primeiras chuvas de Setembro. Francisco e Paulo sabem que estão a correr riscos ao plantar a esta altitude porque há pouco ou nenhum histórico em Portugal de vinha a estas cotas. O grande problema estará nos factores que impedem a maturação das uvas: a mais de mil metros, as temperaturas são bastante mais frescas do que em cotas mais baixas e, ao mesmo tempo, as névoas e humidade desta altitude podem atrasar bastante o desenvolvimento das uvas. Um pouco ao estilo do que acontece, aliás, nos Açores (e daí os chamados currais de pedra vulcânica). A área total é pequena, apenas 2 hectares, mas os irmãos ponderam ampliar o terreno se o projecto tiver sucesso. Está previsto que a vinha esteja plantada até ao final do mês de Julho.

Recorde-se que Francisco e Paulo já possuem vinhos em Trás-os-Montes, com uma vasta gama com a marca Mon­talegre, vila de onde são originários. Da gama consta um clarete, que resulta da mistura de vinhos brancos e tintos. A área comercial é assegurada por Diana Silva, também na foto.
AF

Vinho e História: Sabia que os vikings também faziam vinho?

Quando os vikings regressavam de uma das suas expedições, juntavam-se à volta da fogueira e partilhavam histórias de saques, aventuras e navegações épicas emborcando generosas doses de cerveja pelos seus copos de chifre. É esta a imagem que retemos do destemido povo escandinavo que palmilhou os mares na segunda metade do primeiro milénio. Mas descobertas […]

Quando os vikings regressavam de uma das suas expedições, juntavam-se à volta da fogueira e partilhavam histórias de saques, aventuras e navegações épicas emborcando generosas doses de cerveja pelos seus copos de chifre. É esta a imagem que retemos do destemido povo escandinavo que palmilhou os mares na segunda metade do primeiro milénio. Mas descobertas recentes poderão alterar este cenário num pequeno, mas significativo, detalhe: os vikings também já faziam vinho. Escavações em Tisso, Dinamarca, permitiram encontrar sementes de uvas que exames complementares provaram ser de proveniência local. Nessa altura, as temperaturas eram bem mais amenas no Norte da Europa (os vikings chamaram à Gronelândia “Terra Verde”…) do que hoje e, com uvas e muita sede, tudo indica que os vikings se dedicaram à viticultura.

Vinho e saúde: mais estudos são necessários

Especialistas em vinho e saúde estiveram reunidos em Logroño (Espanha), numa reunião que visou fazer um apanhado dos últimos desenvolvimentos da questão do vinho e da saúde. O Wine and Health 2017 Meeting juntou mais de 200 participantes incluindo cientistas, profissionais da saúde, jornalistas e alguns representantes de pro­dutores de vinho. Resumidamente, as prin­cipais conclusões […]

Especialistas em vinho e saúde estiveram reunidos em Logroño (Espanha), numa reunião que visou fazer um apanhado dos últimos desenvolvimentos da questão do vinho e da saúde. O Wine and Health 2017 Meeting juntou mais de 200 participantes incluindo cientistas, profissionais da saúde, jornalistas e alguns representantes de pro­dutores de vinho.

Resumidamente, as prin­cipais conclusões indicam que um copo de vinhos branco ou tinto podem ajudar a melhorar o nível de açúcar no sangue e a diminuir significativamente o risco de dia­betes tipo 2. Por outro lado, o consumo moderado de vinho faz baixar o risco de demência. Os polifenóis são provavelmen­te responsáveis pelos benefícios do consu­mo de vinho mas os cientistas ainda se in­terrogam como é que as coisas se passam na realidade. É por isso que esta reunião exortou governos e instituições de saúde a promoverem mais e melhores estudos sobre o tema.

Ainda assim, com as evidên­cias que já existem, os cientistas não hesi­taram em recomendar que “os benefícios do consumo moderado de vinho deveriam ser considerados pelos governantes e por quem estabelece as recomendações de alimentação pública. Finalmente, os cien­tistas recomendam ainda que devem ser transferidas para os media e para a socie­dade as correctas recomendações sobre o consumo de vinho numa dieta saudável.

Geada e granizo assolam vinhas europeias

A última quinzena de Abril foi dramática para muitos viti­vinicultores europeus, que se viram a braços com a maior vaga de geada desde 1991. E isto num ano também mar­cado por episódios severos de queda de granizo. França, Itália e Reino Unido foram os países mais afectados, mas os episódios de devastação causada pelo frio […]

A última quinzena de Abril foi dramática para muitos viti­vinicultores europeus, que se viram a braços com a maior vaga de geada desde 1991. E isto num ano também mar­cado por episódios severos de queda de granizo. França, Itália e Reino Unido foram os países mais afectados, mas os episódios de devastação causada pelo frio ocorreram um pouco por todo o lado, incluindo Portugal, onde a geada surgiu em sítios sem qualquer historial deste fenó­meno meteorológico.

Os prejuízos na zona de Bordéus, onde se antecipa uma quebra de produção de cerca de 50 por cento, podem atingir os dois mil milhões de euros, no cenário mais pessimista. Como é habitual neste tipo de ocorrências, os estragos variam muito, mesmo em áreas geográfi­cas pequenas – há produtores que poderão ter perdido praticamente toda a colheita, enquanto outros estimam as perdas em 15 a 30 por cento. Para combater o gelo, houve quem usasse helicópteros, acendesse fogueiras ou ligasse aquecedores, mas em muitos casos o esforço re­velou-se inglório.

Quase todas as regiões francesas foram afectadas entre 20 e 27 de Abril: Champagne reporta 25 por cento das vi­nhas afectadas, Borgonha fala em mais de dez por cento. E um pouco por toda a Europa os relatos coincidiram na listagem de prejuízos. Alguns produtores britânicos assu­mem quebras de 90 por cento, muitas vinhas de Riesling na Alemanha enfrentaram o gelo, no Norte de Itália os produtores de Prosecco viveram o mesmo pesadelo al­guns dias antes (entre 17 e 19 de Abril).

Com quebras na produção, há já quem antecipe uma su­bida de preços. Mas os analistas mais prudentes reservam um balanço final para o final de Junho, mês em que se pode ainda verificar alguma recuperação das plantas.

Michel Chapoutier em Portugal com a Wine Time

A distribuidora portuguesa Wine Time assinou um acordo de distribuição com o produtor de origem francesa, Michel Chapoutier para Portugal. O acordo engloba toma a vasta gama de vinhos deste produ­tor, incluindo os dois vinhos tintos do Douro, onde Chapoutier possui duas parcelas de vinha. Os vinhos chamam-se Eleivera e Pinteivera e já estão à […]

A distribuidora portuguesa Wine Time assinou um acordo de distribuição com o produtor de origem francesa, Michel Chapoutier para Portugal. O acordo engloba toma a vasta gama de vinhos deste produ­tor, incluindo os dois vinhos tintos do Douro, onde Chapoutier possui duas parcelas de vinha. Os vinhos chamam-se Eleivera e Pinteivera e já estão à venda no mercado nacional. As vinhas situam-se ao pé de São João da Pesqueira e foram adquiridas em 2008. A eno­logia está a cargo de Hugo Pires mas as orientações técnicas estão a cargo de um dos enólogos da M. Cha­poutier, que também cobre a Austrália.

No país dos cangurus, Chapoutier possui vinhas e vinhos na zona sul, de Victoria. A esmagadora maioria do portefólio, contudo, está em França. O núcleo reside na Côtes du Rhône, onde nascem vinhos conhecidos e relati­vamente raros como o l’Ermite. Existem ainda vinhas em Rousillon, no sul de França. Paolo Michaut, da área comercial da empresa, disse-nos que Chapoutier gos­ta muito de Touriga Nacional. Quando saiu o primeiro vinho duriense, em 2009, o enólogo plantou a primei­ra vinha de Touriga na Austrália. Hoje faz blends de Grenache com Touriga Nacional e Syrah. Melhor ain­da: Chapoutier queria levar a Touriga para o Château­neuf-du-Pape mas as autoridades locais não deixaram.

Michel Chapoutier é sobretudo um apaixonado por terroir e só trabalha em sítios que tenham qualquer coisa de diferente. É um apoiante incondicional da viticultura biodinâmica e acredita que os vinhos de­vem sobretudo expressar o sítio onde nasceram.A marca pode ser encontrada em boas garrafeiras ou, em alternativa, na loja on-line da Wine Time (www.wi­ne-time.biz).

Maior concurso mundial elege vinho luso como ‘melhor tinto de lote’

O concurso da mais conhecida revista inglesa da especialidade, chamado de Decanter World Wine Awards, já deverá ser neste momento o maior do mundo, com cerca de 17.200 amostras, avaliadas por mais de 200 jurados. Infelizmente são pouco os jurados portugueses. Os vinhos medalhados a ouro são re-prova­dos novamente para serem escolhidos os melhores, que […]

O concurso da mais conhecida revista inglesa da especialidade, chamado de Decanter World Wine Awards, já deverá ser neste momento o maior do mundo, com cerca de 17.200 amostras, avaliadas por mais de 200 jurados. Infelizmente são pouco os jurados portugueses. Os vinhos medalhados a ouro são re-prova­dos novamente para serem escolhidos os melhores, que recebem as medalhas Platinum. Entre estes, existe ainda uma derradeira selecção: os melhores rece­bem a distinção Best in Show, alocados a várias categorias, muitas das quais não aplicáveis (ou quase não são) a Portugal.

Dois vinhos portugueses entraram nesta lista muito restrita (34 vinhos), incluindo aquela que será a mais disputada do con­curso, a de “Melhor tinto de lote”, para vinhos com mais de uma casta. O vinho alentejano Blog 2013, do produtor Tiago Cabaço (95 pontos na prova) foi o ven­cedor. O outro luso – o Cossart Gordon Bual Madeira 1987 (98 pontos) levou a palma para o “Melhor fortificado doce”.Das 175 medalhas Platinum, oito vieram para Portugal. Os vinhos portugueses le­varam ainda 32 medalhas de Ouro (455 vinhos que obtiveram entre 95 e 100 pon­tos), 138 de Prata (3.340 vinho, entre 90 e 94 pontos), 287 de Bronze (7.038, entre 86 e 89 pontos) e Commended (3.651, entre 83 e 85 pontos). Pode consultar os resultados completos no site awards.de­canter.com/DWWA/2017

Consumidores pagam mais pelo “orgânico”, mas não no vinho

A procura por tudo o que é orgânico tem vindo a aumentar muito nas últimas duas décadas. Mundialmente, a área de agri­cultura orgânica certificada passou de cerca de 11 milhões de hectares, em 1991, para 37 milhões, em 2011. Este aumento, quase triplicado, está associado a uma dilatação de mercado para os produtos orgânicos, de […]

A procura por tudo o que é orgânico tem vindo a aumentar muito nas últimas duas décadas. Mundialmente, a área de agri­cultura orgânica certificada passou de cerca de 11 milhões de hectares, em 1991, para 37 milhões, em 2011. Este aumento, quase triplicado, está associado a uma dilatação de mercado para os produtos orgânicos, de 13,5 mil milhões de euros para 52,7 mil milhões. A viticultura orgânica, naturalmente, viu tam­bém a sua popularidade crescer.

No entanto, apesar de os consumidores estarem dispostos a pa­gar mais por este tipo de produtos em geral, isso não se aplica ao caso do vinho. O Instituto das Ciências dos Alimentos e da Agricultura, da Universidade da Flórida, concluiu um estudo que revela que os produtores de vinhos orgânicos de alta qualidade não conseguem praticar preços “premium”. Pelo contrário, es­tes vinhos ostentam um preço mais baixo do que semelhantes de práticas não orgânicas.

Para o estudo, Lane Abraben, licenciado no mesmo instituto, usou um modelo económico para determinar esta conclusão, analisando 444 vinhos tintos de qualidade “premium” de 55 produtores da Toscânia. O estudo indica que as conclusões des­sa amostra são extensíveis a qualquer vinho orgânico e a qual­quer público.