7 Mares, o vermute português

UM vermute é uma bebida à base de vinho ao qual foram adicionados ingredientes. Ao contrário de alguns países, não é arreigada a tradição de vermutes em Portugal mas Luis Antunes (nosso ex-colega na revista) e a enóloga Rita Marques querem mudar ou panorama. E em grande. Luis e Rita não quiseram fazer apenas mais […]
UM vermute é uma bebida à base de vinho ao qual foram adicionados ingredientes. Ao contrário de alguns países, não é arreigada a tradição de vermutes em Portugal mas Luis Antunes (nosso ex-colega na revista) e a enóloga Rita Marques querem mudar ou panorama. E em grande. Luis e Rita não quiseram fazer apenas mais um vermute. O seu projecto, com ou nome 7 MARES, foi feito com vinhos seleccionados, produtos naturais e usando técnicas artesanais. O vinho e uma parte dos ingredientes são de Portugal. O resto vem de várias partes do mundo, como os citrinos, as especiarias e outras ervas (e daí ou nome 7Mares). O grande segredo está, primeiro, na escolha dos ingredientes. E depois no mix de todos eles. O objectivo foi definido à partida: “O vermute procura a frescura, a leveza, e ao mesmo tempo a profusa complexidade e exuberância”. Do mix constam vinhos secos e licorosos, infusões naturais de especiarias, extractos e óleos de frutos, ervas aromáticas e flores. Todos os produtos, garante o produtor, são “rigorosamente naturais”. E quanto ao modo de consumo? Luis Antunes aconselha aos puristas o vermute puro com gelo. Mas, “para explorar a sua versatilidade, pode ser adicionada uma cunha de pepino e um grão de sal, ou ser incluído num exótico cocktail com ginger beer. Antes, durante ou após a refeição”.
A distribuição nacional está a cargo da Viriathus Drinks, que já começou a disponibilizar o vermute 7 MARES em locais seleccionados. Dentro em breve poderá estar em lojas e garrafeiras. Em garrafa de 0,75 litros, o preço recomendado de venda ao público será de €13.99. Mais informações em www.vermute7mares.com ou na respectiva página (vermute7mares) do Facebook e Instagram.
AF
Vinhos da África do Sul em Portugal

KWV é uma empresa de vinhos sul-africana que acabou de entrar em Portugal pela mão da distribuidora algarvia Prime Wine. À frente desta empresa está Bill Godley (Tel. 914 666 476 ou bill@primewine.eu.com), que é um enófilo encartado. A distribuição está neste momento muito virada para o Algarve, especialmente nos supermercados Apolónia, mas Bill não […]
KWV é uma empresa de vinhos sul-africana que acabou de entrar em Portugal pela mão da distribuidora algarvia Prime Wine. À frente desta empresa está Bill Godley (Tel. 914 666 476 ou bill@primewine.eu.com), que é um enófilo encartado. A distribuição está neste momento muito virada para o Algarve, especialmente nos supermercados Apolónia, mas Bill não tem problemas em enviar para qualquer região do país. A KWV tem longas raízes no vinho, começando em 1918 – o ano em que nasceu Nelson Mandela – como uma pequena cooperativa de viticultores. É por isso que se chamam de “Proud Pioneers”. A empresa foi criada a nível governamental com uma função de regulação do mercado e de investigação, especialmente de castas. Foi crescendo e passou por várias fases até ser ‘privatizada’, em 1997. Hoje é controlada por um fundo de investimentos e produz mais de 100 néctares diferentes, incluindo bebidas espirituosas (com muita fama) e vinhos fortificados.
As uvas vêm de quase toda a África do Sul e são vinificadas numa enorme adega em Paarl, que possui dentro uma outra adega, a famosa Cathedral Cellar, onde são produzidos os brandies e alguns dos vinhos mais ambiciosos. A KWV produz anualmente alguns milhões de litros de vinho.
O portefólio dos vinhos inclui algumas marcas famosas, como a Roodeberg (que existe desde 1949) e a The Mentors, a linha topo de gama. Ou ainda a Laborie, que aqui está representada por um espumante. Os preços não são proibitivos e os vinhos merecem ser avaliados pelos enófilos mais atentos.
AF
Novidades Carmim em pequenas produções

A Carmim tem largas centenas de associados, que possuem cerca de 3.600 hectares de vinha. Não lhe falta uva, portanto, e os 33 milhões de litros de capacidade de armazenamento e 74 referências são números que falam por si. Mas as novidades mais recentes saídas da maior adega do Alentejo falam-nos de pequenas produções. São […]
A Carmim tem largas centenas de associados, que possuem cerca de 3.600 hectares de vinha. Não lhe falta uva, portanto, e os 33 milhões de litros de capacidade de armazenamento e 74 referências são números que falam por si. Mas as novidades mais recentes saídas da maior adega do Alentejo falam-nos de pequenas produções.
São cinco os novos vinhos da Carmim: um branco varietal de Gouveio 2016, já na sua terceira edição; outro de Viosinho 2016, que se estreia no portefólio do produtor; um branco Monsaraz Reserva 2016, também inédito; o tinto Monsaraz Premium 2014; e o primeiro Conde de Monsaraz Grande Reserva 2014. Este último, um topo de gama feito com Tinta Caiada (87%) e Touriga Nacional, estagiou 18 meses em barricas e mais seis na garrafa – a excelente expressão da casta dominante em 2014 deu o empurrão decisivo a uma ideia que já germinava há alguns anos.
Todos estes vinhos surgem com o objectivo confesso de alargar o portefólio, reforçar o prestígio do produtor e criar valor. Isto a par da aposta no mercado da restauração, segmento a que apontam outros dois vinhos da casa: os Reguengos Selecção branco e tinto.
Ervideira alarga gama do Vinho da Água

O sucesso comercial da versão Vinho da Água do Conde D’Ervideira tinto 2014 (cujas 30.000 garrafas esgotaram) não se limitou a assegurar a continuidade do projecto, com o lançamento para breve da edição 2015. A grande novidade é mesmo o anúncio do alargamento da gama de vinhos estagiados no fundo da barragem de Alqueva, a […]
O sucesso comercial da versão Vinho da Água do Conde D’Ervideira tinto 2014 (cujas 30.000 garrafas esgotaram) não se limitou a assegurar a continuidade do projecto, com o lançamento para breve da edição 2015. A grande novidade é mesmo o anúncio do alargamento da gama de vinhos estagiados no fundo da barragem de Alqueva, a 30 metros de profundidade, com um Reserva branco e um espumante.
Um encontro com jornalistas e críticos de vinho serviu de teste final antes do anúncio formal das novas referências. O Conde D’Ervideira Reserva branco 2015 é um vinho de Antão Vaz que fermentou e estagiou com battonage em barricas de carvalho húngaro. Depois de engarrafado, 50 garrafas passaram 8 meses debaixo de água, para teste. Quanto ao espumante, feito a partir de um lote de Antão Vaz, Alvarinho, Arinto e Verdelho, há duas versões: um estagiou os mesmos oito meses sem ‘dégorgement’, o outro desceu à barragem já com esta fase cumprida. Em qualquer dos casos, só sairão para o mercado quando completarem os 12 meses de estágio previstos nos regulamentos.
“Estamos muito expectantes com a receptividade do mercado que já olha para o Vinho da Água como uma marca sólida e de qualidade. Vamos agora repensar toda a nova estratégia de estágio de brancos e espumantes em profundidade para que em 2018 possam estar disponíveis para o mercado”, explica Duarte Leal da Costa, director executivo da Ervideira.
LF
World of Wine vai nascer em Gaia

O grupo The Fladgate Partnership, detentor de marcas de Vinho do Porto como Taylor’s, Croft e Fonseca, e do The Yeatman Hotel, colocou em marcha um projecto ambicioso e de grande dimensão: o World of Wine (WOW). Prometendo trazer dinamismo a Vila Nova de Gaia e à Invicta durante todas as épocas do ano, vai […]
O grupo The Fladgate Partnership, detentor de marcas de Vinho do Porto como Taylor’s, Croft e Fonseca, e do The Yeatman Hotel, colocou em marcha um projecto ambicioso e de grande dimensão: o World of Wine (WOW).
Prometendo trazer dinamismo a Vila Nova de Gaia e à Invicta durante todas as épocas do ano, vai ser um “mundo” para descobrir não só o Vinho do Porto, mas todo o vinho português, a cortiça, o copo e até a moda e o design. Uma espécie de Disneyland do vinho, diríamos nós.
No evento de lançamento do projecto, no passado dia 8 de Junho, Adrian Bridge, director geral da Fladgate, explicou: “Confunde-se o aumento do turismo com a maior oferta hoteleira e, se assim se continuar, vai haver excesso desta. Temos é de criar mais tipos de atracção e aumentar o tempo de estadia na nossa cidade. A resposta da The Fladgate Partnership a estes desafios é o WOW.”
A data de conclusão das obras está prevista para 2020, 30.000 metros quadrados e 100 milhões de euros depois, na zona dos antigos armazéns Croft.
São cinco as experiências WOW:
Wine Experience – Contará a história dos vinhos portugueses desde a vinha à garrafa, contextualizando-os com os outros grandes vinhos do mundo e explicando as castas, os solos, os padrões climatéricos e as técnicas de vinificação, que tornam Portugal um produtor tão interessante de grandes vinhos.
Cork Experience – Esta experiência levará o visitante a acompanhar a jornada da cortiça desde a árvore até às suas mais variadas aplicações.
Porto Through the Ages – Tudo sobre a cidade do Porto, as povoações limítrofes e o povo do Norte.
Fashion & Design Museum – Conhecer a indústria da Moda e do Design, no Norte de Portugal.
The History of Drinking Vessels – As mudanças dos copos nos últimos 8.000 anos.
Para além disto, o WOW terá uma Escola de Vinho, 12 áreas de restauração, espaço de eventos, lojas, espaço para exposições e um grande estacionamento subterrâneo.
ML
Enoteca vai vender Inevitável 2016 en primeur

CHAMA-SE Projecto Barrica II e resulta este ano de uma parceria entre o clube de vinhos Enoteca e o produtor alentejano Casa de Santa Vitória. No fundo, trata-se de permitir aos enófilos conseguirem comprar um vinho topo de gama a preços muito em conta. O vinho em causa é o Inevitável 2016, que fica na […]
CHAMA-SE Projecto Barrica II e resulta este ano de uma parceria entre o clube de vinhos Enoteca e o produtor alentejano Casa de Santa Vitória. No fundo, trata-se de permitir aos enófilos conseguirem comprar um vinho topo de gama a preços muito em conta. O vinho em causa é o Inevitável 2016, que fica na posição cimeira da hierarquia do portefólio da Casa de Santa Vitória. O vinho ainda não existe oficialmente, porque o lote final ainda não foi feito (serão duas castas mas ainda não está determinado quais) e os seus elementos base estão neste momento a repousar em barricas na adega do produtor, a sul de Beja. Ou seja, trata-se de uma venda ‘en primeur’, uma técnica muito usada nos topos de gama de Bordéus (e não só). O promotor tem a vantagem de receber imediatamente o dinheiro pelo vinho que ainda está a estagiar, mas o enófilo (ou investidor) tem a vantagem de o conseguir comprar bem mais barato. Quanto mais? Pois bem, cerca de metade. Cada garrafa irá sair a 12 euros. Mas apenas se fizer a aquisição até 31 de Agosto. A partir daí e até 30 Abril de 2018, o preço sobe para €18. E depois vigora o preço final, de €24. Será, aliás, por esta altura, Maio de 2018, que irá receber o vinho que comprou.
A quantidade mínima é 1/16 de barrica, o que corresponde a 3 caixas de 6 garrafas (€216 no total). Mas poderá comprar o equivalente a uma barrica (48 caixas) e gastar €3.456. Pelo meio existem muitas outras alternativas…
O participante na iniciativa, que terá de ser sócio da Enoteca (não é caro), tem outras vantagens: Em Setembro será convidado para provar o lote final, na adega. Pode ainda usufruir de condições vantajosas de alojamento no Vila Galé Clube de Campo (onde está a adega da Casa de Santa Vitória) e vai também receber relatórios periódicos sobre a evolução do vinho. Melhor ainda, a Enoteca garante a devolução do valor caso a qualidade do vinho não corresponda à qualidade expectável. Pode obter mais informações no site da Enoteca: www.enoteca.pt/enoteca/projeto-barrica.
AF
Dez anos de Adega Mayor com nova imagem

A Adega Mayor celebra dez anos no mercado com uma nova imagem e novidades na sua gama, agora organizada sob o lema “Abre os Sentidos”. As alterações mais visíveis – para além dos rótulos, claro – têm a ver com o fim da linha de vinhos Adega Mayor, que agora passa a chamar-se Reserva, com […]
A Adega Mayor celebra dez anos no mercado com uma nova imagem e novidades na sua gama, agora organizada sob o lema “Abre os Sentidos”. As alterações mais visíveis – para além dos rótulos, claro – têm a ver com o fim da linha de vinhos Adega Mayor, que agora passa a chamar-se Reserva, com varietais brancos de Pinot Gris, Verdelho e Viognier, tinto de Touriga Nacional e rosé de Pinot Noir.
O lema “Abre os Sentidos”, dá forma aos novos rótulos, com a gama Caiado associada à pintura, os Reserva conotados com a fotografia, os monocasta ao ritmo da música, os topos de gama sob o signo da literatura e o espumante ligado ao design. Rita Nabeiro, directora geral, explica que a empresa muda “para aumentar a notoriedade, reforçar-se como símbolo de qualidade e atrair novos consumidores”; e, de caminho, deixa alguns números do que é a Adega Mayor após uma década no mercado: 180 hectares de vinha, 4,5 milhões de litros de vinho, 1 milhão de garrafas, duas adegas, 15 referências, 5 milhões de euros de facturação anual.
A apresentação dos novos vinhos e imagem da Adega Mayor decorreu no Sem Título, um espaço “pop up” que funcionará durante o mês de Julho na Rua do Alecrim, em Lisboa, sob a batuta do chefe Nuno Bergonse. Mais do que um restaurante, este é um espaço de experiências, onde se pode beber um copo de vinho, mas também viver uma refeição que desafia as regras instituídas. Ao longo do mês, haverá três menus distintos.
LF
Explorar o Porto com a Poças

UMA garrafa de Vinho do Porto, dois copos e um mapa. O Emotions Explorer Kit é uma proposta da Poças para viajantes na cidade do Porto que gostam de saborear os lugares em boa companhia. Criada pelo designer portuense Luís Mendonça, a caixa Emotions Explorer é facilmente transportável e desafia os visitantes do Porto a […]
UMA garrafa de Vinho do Porto, dois copos e um mapa. O Emotions Explorer Kit é uma proposta da Poças para viajantes na cidade do Porto que gostam de saborear os lugares em boa companhia. Criada pelo designer portuense Luís Mendonça, a caixa Emotions Explorer é facilmente transportável e desafia os visitantes do Porto a descobrirem os seus próprios percursos da cidade, recantos, esquinas, escadas, bancos de jardim ou miradouros que merecem uma pausa e um Vinho do Porto, em partilha. Custa 18 euros e pode ser adquirido em diversas lojas e guest houses do Porto.