Choo choo!… Lá vai o comboio Vintage

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A apresentação dos oito Porto Vintage 2016 da Symington teve lugar na Quinta do Bomfim, no Pinhão. À ida e à volta, apanhámos o Comboio Presidencial. Uma experiência Vintage, a dobrar… TEXTO Mariana Lopes e Valéria Zeferino […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A apresentação dos oito Porto Vintage 2016 da Symington teve lugar na Quinta do Bomfim, no Pinhão. À ida e à volta, apanhámos o Comboio Presidencial. Uma experiência Vintage, a dobrar…

TEXTO Mariana Lopes e Valéria Zeferino
NOTAS DE PROVA Valéria Zeferino e Luís Lopes
FOTOS Adriano Ferreira Borges – cortesia Symington

The Presidential. O comboio português que transportou Presidentes, Reis e Papas desde a sua construção, em 1890, até ser retirado de circulação, em 1970. D. Luís I e sua corte serviram-se do, outrora, Comboio Real, bem como, mais tarde, a rainha britânica Isabel II ou Sua Santidade Paulo VI. A composição, após a República apelidada de Comboio Presidencial, foi restaurada em 2010 e faz cerca de vinte viagens gastronómicas de luxo por ano, com chefs reputados a servir menus de degustação.
Com os oito Vintage 2016 da Symington Family Estates à nossa espera na Quinta do Bomfim, a viagem a bordo deste comboio, que nos levou até eles, foi inesquecível. Chegados à estação de São Bento, num Porto soalheiro, ali estava a bela máquina azul, de pintura imaculada e pose quase superior, de fazer inveja à frota moderna parada nas outras linhas. No interior esperava-nos o mesmo cenário de há cinquenta anos, as mesmas cabinas com seis largas poltronas vermelhas listadas e espaços de lazer e refeição com a classe de um século que já não é o nosso. Já em andamento (pouca-terra, pouca-terra…), o chef Pedro Lemos e a sua equipa serviram um pequeno-almoço sem modéstias (à volta, um almoço à medida dos vinhos Symington que com ele harmonizaram, novos e velhos).[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column centered_text=”true” column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_gallery type=”nectarslider_style” images=”27617,27618″ bullet_navigation_style=”see_through” onclick=”link_no”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Durante a viagem, a conversa entre convidados e anfitriões foi impulsionada pela expectativa de conhecer os novos Vintage e pelo ar morno que entrava pelas janelas. Johnny Symington, Joe Álvares Ribeiro e Miguel Potes acompanhavam-nos e lá, no Bomfim, aguardavam-nos Paul, Charles, Dominic e Rupert Symington.
Paul, que começou em 1979, está prestes a retirar-se, segundo a tradição da família (por via do seu 65º aniversário), e esta foi a sua última declaração de Vintage. Ao lado do enólogo e primo Charles, apresentou os vinhos com certeza nas palavras: “Trabalho há 40 anos nesta empresa e só 10 vezes declarámos vintage. Uma declaração não é ‘fabricada’ quando convém: é feita somente quando o vinho é realmente bom.”
Apesar disso, hoje em dia faz-se menos quantidade de Vintage do que há alguns anos, pois há mais vindimas de qualidade, mas a exigência para um vinho destes é cada vez maior. “Hoje estes momentos são ainda mais importantes, porque estamos a competir com os melhores do mundo, na Borgonha ou em Bordéus”, confessou Paul. As palavras de quem esteve 39 anos à frente de uma empresa de Vinho do Porto foram sérias, mas logo veio o tom brincalhão, quando atirou: “Eu e os meus primos somos completamente doidos. Qualquer contabilista o diria!” Sem papas na língua, referiu-se aos avolumados investimentos que a família tem feito no Douro, e esclareceu: “Todo o nosso dinheiro, nos últimos trinta anos, foi para uma coisa só, o investimento na vinha. Nesse aspecto, ninguém levou esta terra tão longe como nós.” E esta prática vai continuar, em tecnologia avançada para as suas nove adegas, nos vinhedos e em dois novos restaurantes, no Bomfim e nas caves Cockburn’s, em Gaia. “Queremos maximizar o prestígio do Douro e do Vinho do Porto”, adiantou.
Paul, que entrou num momento em que a procura por Porto Vintage era muito forte, reconhece que, a partir do final dos anos 80, esse desejo por Vintage abrandou consideravelmente. Com os Vintage de 2011, pela primeira vez num quarto de século, houve uma grande valorização: o Dow’s desse ano hoje vale bem mais do dobro, com cada caixa a custar para cima de 1500 euros. É esta a magia dos Vintage, esperar para descobrir o que está para vir.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”27613″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”20″][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_text_separator title=”A vindima e o ano 2016″ title_align=”separator_align_left” color=”custom” accent_color=”#888888″][vc_column_text]Sim, saber esperar é uma virtude. Este ditado aplica-se plenamente à vindima de 2016 que projectou Vinhos do Porto Vintage de altíssima qualidade, declarados recentemente.
Esta é a quarta declaração deste século e a segunda desta década (desde o mítico 2011) que abrange todas as grandes casas da Symington Family Estates – Dow’s, Warre’s, Graham’s e Cockburn’s. De acordo com Paul Symington, “em 2016 foi absolutamente necessário conhecer a vinha” para tomar as decisões acertadas.
Ao falar da vindima de 2016 é preciso recuar a 2015, até porque o ano hidrológico não coincide com o ano civil e começa a 1 de Outubro. O Outono foi seco, mas o Inverno, embora ensolarado, trouxe bastante precipitação.
Com o Inverno relativamente quente, o abrolhamento começou no final de Fevereiro, duas semanas antes do normal. Entretanto, a Primavera veio fresca e chuvosa. Por um lado, deu para corrigir os solos secos, por outro perdeu-se o avanço e floresceu mais tarde. Em Abril e Maio choveu tanto que o rio Douro esteve fechado ao trânsito. Alguns produtores perderam quase a totalidade da vindima por causa do surto de míldio.
A humidade acumulada no solo durante este tempo foi essencial para equilibrar o Verão quente e seco. Em Agosto houve duas ondas de calor, com temperaturas acima dos 40˚C. Nestas condições as plantas fecham estomas, a fotossíntese pára e a maturação não avança. Por isto, a chuva no período de 24 a 26 de Agosto trouxe um efeito benéfico, veio retemperar o calor, sobretudo no Douro Superior, onde era mais precisa. A diferença entre rega e chuva é precisamente esta: a primeira apenas fornece a água, enquanto a segunda também refresca o ar.
O calor voltou com força no início de Setembro (na Quinta do Bomfim foi registada a temperatura mais elevada do mês, desde que há registos: 43˚C), o que, em combinação com a previsão de chuva para 12 e 13 de Setembro, motivou alguns viticultores a começar a vindima. Entretanto, em muitos sítios as uvas não estavam completamente maduras, o que deve ter tido impacto nas casas que têm pouca vinha própria e dependem de uva comprada.
Quem avaliou bem a sua vinha, teve a paciência de esperar e estava disposto a correr riscos, conseguiu colher as uvas no momento certo de maturação e em condições ideais porque depois da chuva refrescante a temperatura manteve-se mais amena e com noites frescas.
Paul Symington reconhece que o risco valeu a pena e que os melhores vinhos foram originados por uvas apanhadas no período de 20 de Setembro até meados de Outubro. Quando pararam de vindimar, começou a chover, mas tiveram uma janela de quatro semanas com condições perfeitas. Esta vindima deu origem a vinhos de grande concentração, equilíbrio e qualidade.
Paul Symington, quando da sua saída em Dezembro, dará lugar na gestão da empresa aos mais novos – os seus primos Johnny e Rupert. É, sem dúvida, uma saída em grande, assinalada pelo fabuloso ano Vintage.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column centered_text=”true” column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_gallery type=”nectarslider_style” images=”27623,27614″ bullet_navigation_style=”see_through” onclick=”link_no”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”20″][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_text_separator title=”Os Vintage de grandes marcas” title_align=”separator_align_left” color=”custom” accent_color=”#888888″][vc_column_text]Os Vintage das grandes marcas Symington, como é o caso de Cockburn’s, Warre’s, Graham’s e Dow’s, são resultado de combinação precisa de melhores componentes oriundas das múltiplas vinhas de várias quintas.
Para Cockburn’s, esta é a terceira declaração Vintage desde a aquisição pela família Symington em 2010. A principal estrutura é fornecida pelas uvas da Quinta dos Canais, no Douro Superior, que contribuiu com Touriga Nacional e Touriga Franca. Sousão (9%) e Alicante Bouschet (8%) serviram de complemento ao lote. Foram produzidas 2.450 caixas de 12 garrafas.
O último Vintage Warre’s foi declarado em 2011 e, até agora, só produziram um Vintage da Quinta da Cavadinha, de 2015. As vinhas velhas com predominância da Touriga Franca desta quinta, em conjunto com a Quinta do Retiro, constituíram cerca de metade do lote Warre’s 2016, garantindo a estrutura e complexidade. A Touriga Nacional e Franca oriundas da Quinta da Telhada contribuíram com os aromas florais. Foram produzidas 4.250 caixas de 12 garrafas.
A última declaração da Graham’s também foi em 2011, tendo sido em 2012 e 2015 produzido um Vintage da Quinta dos Malvedos. Estas uvas acabam por ser a espinha dorsal dos Vintage Graham’s. O volume é bastante reduzido e consiste em 6.325 caixas de 12 garrafas, incluindo 600 garrafas magnum e 352 Tappit Hen (um formato menos comum de 2,25 L).
Ao falar do Dow’s vem logo à memória o famoso Vintage de 2011 que obteve 99 pontos dos 100 possíveis, ficando em 1º lugar no Top 100 da “Wine Spectator”, a melhor classificação a seguir aos 100 pontos do 2007. Foi preciso esperar mais uns anos para se criarem condições que permitissem fazer um Vintage desta dimensão. O componente principal deste Vintage provém de uma pequena parcela na Quinta do Bomfim, chamada Vinha dos Ecos, onde a Touriga Franca, este ano, rendeu apenas 680g por videira. A Touriga Nacional de outra vinha da Quinta da Senhora da Ribeira, a 200-450m de altitude, compõe o lote com frescura e componente aromática. Sousão oferece cor e acidez para garantir o equilíbrio. Uma pequena parte de vinha muito velha que produz apenas 320g por videira e Alicante Bouschet de uma parcela da Quinta da Senhora da Ribeira acrescentaram complexidade e estrutura.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column centered_text=”true” column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_gallery type=”nectarslider_style” images=”27625,27626″ bullet_navigation_style=”see_through” onclick=”link_no”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”20″][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_text_separator title=”Os Vintage de terroir” title_align=”separator_align_left” color=”custom” accent_color=”#888888″][vc_column_text]Os Vinhos do Porto com grande sentido de lugar, com mais identidade geográfica, são aqueles que se produzem com uvas de apenas uma propriedade.
É o caso da Quinta de Roriz, resultado da parceria entre Bruno Prats e a família Symington. A quinta foi uma das primeiras a comercializar vinhos sob o seu próprio nome e com elevada procura desde os séculos XVIII e XIX. Nesta propriedade, as uvas amadureceram mais cedo, e a vindima não teve que aguardar até à segunda metade de Setembro.
A Quinta do Vesúvio é outra propriedade, situada no Douro Superior, que produz vinhos fantásticos apenas com as suas próprias uvas. Dois factores têm um papel determinante na sua qualidade: a altitude, que vai dos 100 aos quase 500 metros, e a exposição, que maioritariamente é de noroeste e oeste, permitindo resguardar as vinhas do calor do Verão. Em 2016 foram declarados dois portos Vintage – Quinta do Vesúvio (esta quase todos os anos apresenta qualidade que justifica a declaração do Vintage) e Capela da Quinta do Vesúvio, que só é produzido nos anos excepcionais, em quantidades mínimas, como foi em 2007 e 2011 e como é o caso deste ano, com apenas 3.000 garrafas.
Para além dos Single Quinta, existe um Porto Vintage que provém de uma área ainda mais pequena da Quinta dos Malvedos. Estamos a falar das duas parcelas muito particulares com cerca de 2.700 plantas assentes nos terraços com muros de pedra recuperados que deram origem ao nome “The Stone Terraces”. Ao contrário da maior parte das vinhas da quinta, viradas a sul, estes terraços estão orientados a nordeste e nascente, o que ajuda a preservar frescura e se traduz em vinhos com um perfil muito próprio e extraordinária qualidade.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column centered_text=”true” column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_custom_heading text=”Em prova” font_container=”tag:h2|text_align:center”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Edição nº14, Junho 2018

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BAIRRADA: 25 tintos com alma

O que poderia parecer à partida uma desvantagem comercial para a Bairrada – ter produtores com diferentes filosofias e estilos, e várias castas tintas por utilizar – é, afinal, mais uma razão para seguir de perto a região. Dos vários perfis a partir da emblemática uva Baga aos blends com Touriga Nacional e castas francesas […]

O que poderia parecer à partida uma desvantagem comercial para a Bairrada – ter produtores com diferentes filosofias e estilos, e várias castas tintas por utilizar – é, afinal, mais uma razão para seguir de perto a região. Dos vários perfis a partir da emblemática uva Baga aos blends com Touriga Nacional e castas francesas – difícil é escolher.

TEXTO Nuno de Oliveira Garcia
FOTOS Ricardo Palma Veiga

A ideia tradicional que alguns dos consumidores ainda poderão ter da Bairrada – que se trata de uma região pouco dinâmica e com vinhos uni-direcionados – não poderia estar mais longe do momento em que a mesma atravessa do ponto de vista vitivinícola. É certo que existem outras regiões com um maior número de vinhos lançados por ano, e outras que assentam num protótipo regional mais característico ou identificativo. Mas dificilmente encontramos tanta diversidade, com qualidade e bom preço, como nesta região do centro-norte do país que se espraia entre Coimbra e Aveiro.
Até na excelência dos vários tipos de vinho que produz – espumantes, tintos (maioritários) e brancos (para não falar das aguardentes e dos abafados) – se comprova que, na Bairrada, como acima começamos o texto, o mais difícil é escolher… É certo também que a região ainda não se libertou totalmente do estereótipo de fazer tintos “pouco amigos” do consumidor, difíceis, ácidos, adstringentes. Mas também é verdade que, atualmente, não existe enófilo exigente que não reconheça as qualidades e o forte carácter dos fantásticos vinhos da região. E os números do crescimento entre os consumidores estão aí para o provar.Podemos, pois, afirmar que tem existido mudança e inovação na Bairrada, e não começou nos dias de hoje. Produtores como Luís Pato e Carlos Campolargo, entre outros, tudo fizeram para que a região, ainda antes dos anos 90 do século passado, mantivesse uma aura de qualidade e modernidade e cativasse consumidores. Do primeiro, surgiram os mais relevantes ensaios com o estágio da Baga em barricas de carvalho francês, e do segundo provieram vinhos apelativos e modernos com base, em muitos casos, em castas menos comuns, algumas estrangeiras.
A par destes produtores, outros como Mário Sérgio Nuno (Quinta das Bágeiras), Sidónio de Sousa e João Póvoa (Quinta de Baixo e, atualmente, Kompassus), iam produzindo alguns dos vinhos mais míticos da região do início dos anos 90 também. Mais recentemente, produtores de uma geração mais nova alcançam sucessos dificilmente imaginados há algum tempo junto da crítica especializada, como sucede com os vinhos Vadio, de Luís Patrão, ou os Outrora, de João Soares e Nuno do Ó, verdadeiros blockbusters internacionais, com destaque para Filipa Pato, que viu o Nossa Calcário Baga 2015 obter a melhor classificação de sempre para um vinho da região na “Wine Advocate”.
De resto, vários dos produtores emblemáticos da região também parecem não querer perder o foco recente que o público está a dar à Bairrada, curiosamente com lançamentos num estilo que procura recuperar tradições mais antigas, como sucede com os vinhos centrados na designação Garrafeira ou na categoria Clássico (neste caso, sendo indispensável que, nos tintos, a Baga entre em, pelo menos, 50% no lote e o vinho estagie 3 anos, um dos quais em garrafa), como acontece com as propostas mais recentes das Caves São João, Aliança, Caves São Domingos e Messias.
Ainda no passado mês de maio, a Adega de Cantanhede – um dos projetos com maior dinamismo e modernidade – divulgou que, desde o início do ano, os seus vinhos foram galardoados com 74 medalhas em concursos internacionais; isto depois do anúncio de que 2017 terminou com um novo recorde de vendas. E se ainda houvesse dúvidas do que se vem escrevendo sobre o crescimento da atenção para com a região, há cerca de meia dúzia de anos (no final de 2012), a Bairrada viu uma das suas mais conhecidas propriedades ser adquirida pela Niepoort Vinhos, o que, só por si, revela bem o potencial da região aos olhos de uma das mais empreendedoras empresas durienses.Toda esta vitalidade foi-nos ainda confirmada pela Comissão Vitivinícola da Bairrada, que nos avançou dois dados muito interessantes; a saber: em primeiro lugar, refere-nos José Pedro Soares, presidente da Comissão, que as vendas dos vinhos Bairrada têm crescido, nos últimos dois anos e de forma continuada, na restauração e hotelaria (vulgo canal Horeca); em segundo lugar, e talvez ainda mais relevante, revelou que a Bairrada foi a região no país cujos vinhos sentiram, nos últimos anos, um maior crescimento de valor no preço médio.
Fomos confrontar Miguel Pereira (Messias) com esses dados e este corroborou-nos que na restauração, sobretudo em Lisboa, o crescimento das vendas dos vinhos Bairrada nas gamas premium e ultra-premium é surpreendente. Para este responsável comercial, têm sido os vinhos da Bairrada a estrela dos últimos anos no que respeita ao portefólio da Messias, que inclui também vinhos do Douro e Dão. Quanto ao aumento da certificação dos vinhos, esse é igualmente notável, com um crescimento constante de 10% por ano. As mesmas boas notícias surgem do lado da exportação, que regista um aumento de 17%.
No mesmo sentido, releva destacar que, até ao início anos 90, a Bairrada (a par do Dão) era a grande região de vinho de mesa, sendo que os principais players se abasteciam de uvas e vinhos um pouco por todo o país. A este respeito importa não esquecer que a Bairrada nunca foi uma região de pouca produção, bem pelo contrário. Prova disso mesmo é que teve um dos mais pujantes sectores cooperativos do país, com 6 cooperativas a funcionar em simultâneo (atualmente apenas duas se encontram em funções, Cantanhede e Souselas).
Talvez por isso, o primeiro sintoma da modernização da região tenha sido, precisamente, o abandonar da produção de grandes lotes de vinho de origem dispersa, para o controlo de áreas de vinha dentro da própria região, algo que sucedeu com as empresas Aliança, Messias, Caves São João (um desses primeiros passos foi, sem dúvida, a aquisição da Quinta do Poço do Lobo pelas Caves São João, ainda nos anos 70 do século passado) e Caves São Domingos, que passaram a olhar para a vinha e não apenas para a comercialização.
E dúvidas não nos restam de que é esse o futuro da região, no sentido em que produzir um grande vinho na Bairrada pode ser mais dispendioso do que noutras regiões. Afinal, o clima da região, e as próprias características da casta-rainha Baga, obrigam a um redobrar de atenções na vinha e na adega. Algo que nos é confirmado por Francisco Antunes, enólogo da Aliança, que menciona as chuvas de setembro, no equinócio de Outono, como um dos maiores riscos no que respeita ao ano agrícola, sobretudo por na região reinarem castas tardias como a Baga, a Touriga Nacional e o Cabernet Sauvignon (ver caixa). No caso da Baga, salienta o enólogo, são mesmo precisos muitos tratamentos, e no seu devido tempo, uma vez que o cacho apertado dificulta a condição fitossanitária no mesmo. Por tudo isto, as últimas colheitas, desde 2011 (ano perfeito em todo o país), têm sido muito desafiantes para a Bairrada, apesar de se poder concluir que a qualidade geral dos tintos não se ressentiu, em especial em 2017, ano do qual se prevêem vinhos de grande qualidade.
Por isso, o posicionamento da região não deve ser procurar competir no melhor preço ou na maior produção por hectare (nesses parâmetros outras regiões são mais eficientes). Luís Patrão, do projeto Vadio, confirma as dificuldades com a casta Baga, tardia e vigorosa, e realça que vinicultura da região é ainda pouco organizada, com uma média de área por produtor muito inferior a um hectare. Luís Patrão, que tem ao seu dispor apenas 4,5 hectares, lembra que foi sempre esse o paradigma da região, onde em cada casa havia uma adega e, assim sendo, nos dias que correm, é difícil produzir grandes vinhos em quantidade e a baixo preço. Para produzir mais, e ter melhores preços, diz-nos que é preciso ser muito profissional na vinha, em especial ter cuidado nos tratamentos, e podar convenientemente privilegiando arejamento do cacho da Baga.
Com tantos desafios, não admira que a quota de mercado na moderna distribuição – na qual o preço é o fator principal de compra – tenha vindo a diminuir para a região, algo compensado, como acima se referiu, pelo aumento significativo nas vendas noutros canais. Dúvidas não restam de que a Bairrada tem condições para produzir vinhos únicos, de perfis diferentes e tendencialmente mais frescos do que o resto do país. Essa unicidade é sobretudo valorizada junto da restauração e da distribuição mais clássica (como garrafeiras ou charcutarias finas). E, note-se, esse posicionamento não implica a venda de vinhos caros, nem a criação apenas de produtos para elites. Pelo contrário, e como resulta do presente painel, são vários os topos de gama bairradinos que não ultrapassam os 15€. Boas notícias, portanto!
Por isso, o posicionamento da região não deve ser procurar competir no melhor preço ou na maior produção por hectare (nesses parâmetros outras regiões são mais eficientes). Luís Patrão, do projeto Vadio, confirma as dificuldades com a casta Baga, tardia e vigorosa, e realça que vinicultura da região é ainda pouco organizada, com uma média de área por produtor muito inferior a um hectare. Luís Patrão, que tem ao seu dispor apenas 4,5 hectares, lembra que foi sempre esse o paradigma da região, onde em cada casa havia uma adega e, assim sendo, nos dias que correm, é difícil produzir grandes vinhos em quantidade e a baixo preço. Para produzir mais, e ter melhores preços, diz-nos que é preciso ser muito profissional na vinha, em especial ter cuidado nos tratamentos, e podar convenientemente privilegiando arejamento do cacho da Baga.
Com tantos desafios, não admira que a quota de mercado na moderna distribuição – na qual o preço é o fator principal de compra – tenha vindo a diminuir para a região, algo compensado, como acima se referiu, pelo aumento significativo nas vendas noutros canais. Dúvidas não restam de que a Bairrada tem condições para produzir vinhos únicos, de perfis diferentes e tendencialmente mais frescos do que o resto do país. Essa unicidade é sobretudo valorizada junto da restauração e da distribuição mais clássica (como garrafeiras ou charcutarias finas). E, note-se, esse posicionamento não implica a venda de vinhos caros, nem a criação apenas de produtos para elites. Pelo contrário, e como resulta do presente painel, são vários os topos de gama bairradinos que não ultrapassam os 15€. Boas notícias, portanto!
Os produtores da região, beneficiando de uma legislação mais “aberta” do que o habitual nos DOC portugueses, utilizam uma grande variedade de castas, desde variedades antigas na região a outras vindas de outras zonas do país ou ainda as chamadas castas internacionais. Estas são algumas das mais utilizadas nos vinhos tintos bairradinos.
É a principal casta tinta da região, apesar de já ter sido mais maioritária. Terá sido introduzida na região em consequência do oídio, sendo esta casta resistente ao fungo. Tem uma maturação tardia, o que na Bairrada pode ser problemático em anos de chuvas no início de setembro, tanto mais que é sensível à podridão. Vigorosa, quando lhe é permitida produção abundante dá origem a vinhos pouco alcoólicos e com muita acidez. Com o vigor controlado e, sobretudo, em terrenos argilo-calcários com boa exposição solar, produz os melhores vinhos da região, ricos em taninos e suportando muito bem o envelhecimento.
À semelhança da Baga, é de maturação tardia e pode ser muito produtiva, apesar de pouco sensível à podridão. Permite a produção de vinhos com muita cor e taninos, com boa longevidade, as características varietais – notas apimentadas – bastante pronunciadas, adapta-se bem a lotes com castas mais suaves, como a Jaen ou o Castelão.Omnipresente no país, terá viajado do Dão para a Bairrada, entrando em muitos lotes onde a Baga também está presente. Permite mostos com teores de álcool provável e acidez médios, ricos em substâncias fenólicas e carregados de cor (com tonalidades violáceas), e muito aromáticos, com frutado intenso a frutos pretos maduros e silvestres. É essa expressão aromática, bem como permitir vinhos encorpados e o facto de ser uma casta consistente em termos da qualidade dos vinhos que origina, que a tornam um trunfo na região.Casta bordalesa de elevado rendimento e de maturação precoce, o que é uma vantagem para a Bairrada. Tem semelhanças com o Cabernet Sauvignon, mas com taninos mais suaves, permitindo elaborar vinhos encorpados, ricos em álcool e em cor, relativamente pouco ácidos, pelo que é por vezes utilizada na região para atenuar mostos mais ácidos e com taninos mais vivos provenientes de Baga.
Outra estrela um pouco por todo o país, é uma casta produtiva, mas muito apta a produzir vinhos de grande qualidade. De maturação tardia, permite mostos muito corados, de um vermelho intenso com nuances violetas durante a juventude, e sempre com grande potencial aromático. Tem-se adaptado bem à Bairrada, sobretudo nos anos mais quentes, originando vinhos pujantes e especiados.

Edição Nº14,  Junho 2018

Do Douro ao Alentejo: As aventuras vínicas de um fundo de investimento

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Há já vários anos que nos habituámos a ouvir falar em fundos de investimento interessados em negócios do vinho. Associamos a este tipo de investimento um conceito de lucro rápido, folha Excel e balancete mensal analisado à […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Há já vários anos que nos habituámos a ouvir falar em fundos de investimento interessados em negócios do vinho. Associamos a este tipo de investimento um conceito de lucro rápido, folha Excel e balancete mensal analisado à lupa. E quando o negócio não dá, muda-se a agulha do investimento. Mas nem sempre é assim e os fundos também podem ter rosto. Como é o caso do Segur Estates. Com ele as empresas Roquevale, Encostas de Estremoz e Quinta do Sagrado ganham novo fôlego.

TEXTO João Paulo Martins
FOTOS Ricardo Palma Veiga

Corria o ano de 2016 quando se soube que a Quinta do Sagrado (Douro) tinha vendido a maioria do capital a um fundo de investimento, conservando José Maria Cálem uma parte do capital. Depois veio a público em 2017 que a Roquevale tinha mudado de mãos (53% do capital, mas com opção de compra do restante) e logo de seguida as Encostas de Estremoz (100% do capital, incluindo instalações, casas, etc) – duas empresas de dimensão considerável no Alentejo – tinham sido vendidas ao mesmo fundo de investimento. Foi motivo mais do que suficiente para visitarmos as propriedades alentejanas e falarmos com as pessoas. São muitas e têm uma carteira de projectos que merecem ser conhecidos.
Tudo começou com a compra de vinhas na zona de Redondo em 2015, parte pertencente ao produtor Joaquim Madeira e a restante adquirida a Vitor Matos, conhecido negociante na área do vinho. De então para cá têm-se sucedido os investimentos e, ficámos a saber, dentro de um mês haverá um novo negócio a associar a estes “e é de grande dimensão, com volumes anuais de 10 milhões de euros”, diz-nos o gestor do fundo, João Barbosa.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”27566″ alignment=”center” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Corria o ano de 2016 quando se soube que a Quinta do Sagrado (Douro) tinha vendido a maioria do capital a um fundo de investimento, conservando José Maria Cálem uma parte do capital. Depois veio a público em 2017 que a Roquevale tinha mudado de mãos (53% do capital, mas com opção de compra do restante) e logo de seguida as Encostas de Estremoz (100% do capital, incluindo instalações, casas, etc) – duas empresas de dimensão considerável no Alentejo – tinham sido vendidas ao mesmo fundo de investimento. Foi motivo mais do que suficiente para visitarmos as propriedades alentejanas e falarmos com as pessoas. São muitas e têm uma carteira de projectos que merecem ser conhecidos.
Tudo começou com a compra de vinhas na zona de Redondo em 2015, parte pertencente ao produtor Joaquim Madeira e a restante adquirida a Vitor Matos, conhecido negociante na área do vinho. De então para cá têm-se sucedido os investimentos e, ficámos a saber, dentro de um mês haverá um novo negócio a associar a estes “e é de grande dimensão, com volumes anuais de 10 milhões de euros”, diz-nos o gestor do fundo, João Barbosa.
Por norma um fundo representa um conjunto de investidores. Esses investidores colocam o seu dinheiro em determinados negócios, cuja gestão é entregue a pessoas que procuram rentabilizar os investimentos realizados. Neste caso trata-se de um fundo familiar – da família Ségur – radicada no Brasil e que “descobriu” Portugal como local de investimento através de João Barbosa, sem ligação anterior ao vinho mas que no Brasil já estava ligado à família Ségur.
O nome Ségur, para quem conhece vinhos de Bordéus, surge rapidamente associado ao Chateau Calon-Ségur. Tem razão de ser, mas a ligação é tão antiga quanto o seu corte, ou seja, já passaram 200 anos desde que a família vendeu as propriedades em Bordéus. Os actuais descendentes – Louis Ségur é o rosto deste fundo familiar – já não têm negócios relacionados com o vinho. Isto, claro, até terem chegado ao Alentejo e ao Douro. [/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”27569″ alignment=”center” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Pode naturalmente ficar no ar a questão de saber como se convence a investir em Portugal uma pessoa que vive no Brasil e cuja ligação familiar ao vinho se esfumou há dois séculos. Pedro Paixão, director comercial do grupo, revelou-nos que houve um trabalho de “explicação” das vantagens do investimento aqui, dado o bom momento que os vinhos portugueses atravessam, em termos de imagem, nos mercados externos. Mas João Barbosa confirmou que o investimento em Portugal não se tratou de qualquer tipo de “saudosismo vínico”. É puro negócio e foi no vinho como poderia ser noutro ramo de actividade. Os investimentos feitos até agora chegaram já aos 9 milhões de euros com capitais próprios, mas decorrem negociações com investidores para aumentar a aposta até aos 50 milhões, o que mostra que há intenção de alargar os negócios. Mas, confirmou-nos, “não deixa de ser um negócio de ‘turnover, em que existe a preocupação clara de remunerar o investidor”: “A vantagem de este fundo ser familiar é que aqui falamos de prazos mais alargados, mais conservador se comparado com outros fundos de investimento. Aqui falamos de 10 anos e não 4 ou 5, como acontece mais frequentemente.”
O facto de estarmos a falar com pessoas sem ligação anterior (profissional ou familiar) ao vinho torna a conversa menos emocional, mas também mais objectiva. João Barbosa não deixa dúvidas: “Temos a vantagem de ser portugueses e de não vir do sector dos vinhos nem de famílias ligadas ao vinho. Isso dá-nos uma independência que é importante e trazemos conhecimento e prática de outras áreas na resolução de problemas; tivemos a sorte de encontrar neste sector dos vinhos as pessoas certas que o conhecem e que nos ajudam no projecto.”[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”27570″ alignment=”center” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”30″][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_text_separator title=”Uma equipa grande” title_align=”separator_align_left”][vc_column_text]Quando fomos recebidos no Alentejo percebemos que há uma enorme equipa a trabalhar nestes projectos. São 52 pessoas, entre as que já estavam ligadas e ficaram – como é caso das equipas de enologia, de campo e serviços – e as que chegaram de fora, vindas de outros negócios. Falar com gente que vem de outras áreas obriga a permanente consulta ao dicionário: metade dos termos são em inglês e para evitar o downsizing fazendo um outsourcing acompanhado de um refreshing é sempre bom fazer uma “consulting” ao dicionário para poder “acompanhing” a conversa!
Falando de enologia, o novo grupo empresarial vai contar com o enólogo do Sagrado – João Pires –, que se mantém; Joana Roquevale, que irá continuar ligada à casa que tão bem conhece, acompanhada por Margarida Barrancos Vieira, enóloga das Encostas de Estremoz e que irá colaborar com Joana; Frederico Vilar Gomes, que irá supervisionar a enologia das várias propriedades; e Frederico Rosa Santos, que fará a ligação da enologia com a produção, supervisionando toda a relação com fornecedores. Como consultant winemaker estará o bem conhecido e experiente Peter Bright, com a função de desenhar novos vinhos, criar marcas que possam funcionar como especialidades, como projectos originais, ainda que em pequena escala.
A escala, essa, existe claramente na Roquevale, uma marca muito forte nas grandes superfícies e que foi também uma das bandeiras do importador brasileiro (Adega Alentejana), mas que foi perdendo o seu lugar nesse importante mercado. A Roquevale vai conhecer mudanças: o vinho bag-in-box vai deixar de ser Regional, está a haver uma renovação da imagem dos vinhos – projecto este extensível às marcas todas – e os resultados aparecem, com os vinhos, que incorporam uvas de várias propriedades compradas, a serem reposicionados num preço de prateleira superior, como foi o caso do Terras de Xisto. A adega irá servir como polo engarrafador e pretende-se levar por diante um projecto de vinhos de talha, contando aqui com a experiência de Joana Roquevale. Os vinhos Encostas de Estremoz serão engarrafados na Roquevale e o pavilhão industrial existente será também usado para armazenamento dos vinhos do Douro, engarrafados na região e de seguida transportados para aqui.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_gallery type=”image_grid” images=”27572,27571,27573″ layout=”3″ gallery_style=”1″ load_in_animation=”none”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_text_separator title=”Objectivos ambiciosos” title_align=”separator_align_left”][vc_column_text]Há muito que as Encostas de Estremoz estavam em processo de venda. O projecto era familiar, tinha boa dimensão (52ha), mas era difícil de gerir e já não havia mais espaço para suprimentos. A venda acabou por incluir a totalidade do capital e todas as instalações, quer de adega quer sociais. Os vinhos premium do grupo sairão debaixo do “chapéu” Encostas de Estremoz e os vinhos-base associados ao nome Roquevale. Em seis meses foi possível relançar as marcas da Encostas de Estremoz e as vendas subiram 35% e na Roquevale há já contratos fechados que irão mais do que duplicar a facturação de 2017.
A Quinta do Sagrado será uma aposta forte dos novos proprietários, em particular a marca VT, agora rebaptizada Sagrado VT. Além desta, passará a existir o Sagrado Grande Reserva e como topo de gama, apontando para um nível muito alto, o Quinta do Sagrado. Tradicionalmente havia cerca de 15 fornecedores de uva, que se irão manter, e a quinta, além de Douro, também produz Vinho do Porto em várias categorias. Cerca de 70% da produção do Sagrado destina-se à exportação e tem havido já um evidente crescimento dos números: “Quando pegámos no projecto a marca fazia 200.000€/ano e fechámos 2017 com 700.000€ de facturação”, diz Pedro Paixão.
A Segur Estates tem um objectivo claro: adquirir projectos que tenham potencial evidente de crescimento e de aumento de valor. Tornou-se evidente que as casas agora ligadas a este fundo familiar estavam num beco sem saída, já sem músculo financeiro para poderem recuperar o prestígio e posicionamento no mercado. Nova forma de gestão, mais folga financeira e projectos bem desenhados podem fazer renascer marcas e criar espaço para que outras surjam com impacto quer nos canais da distribuição moderna (super e hipermercados) quer no canal Horeca. O sucesso que os projectos da Segur Estates estão a ter em tão pouco tempo atrai necessariamente a atenção de investidores estrangeiros. João Barbosa fecha o ciclo: “Até onde iremos é difícil de dizer, mas a ambição existe!”[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”27576″ alignment=”center” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” bg_color=”#dddddd” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” shape_type=””][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_custom_heading text=”Marcas com história”][vc_column_text]As três casas agora agrupada sob o “chapéu” Segur Estates representam marcas e propriedades com história nas respectivas regiões. Provámos alguns vinhos mais antigos destas marcas, que traçam o percurso de cada uma. O Tinto da Talha, da Roquevale, lançado em 1989, foi de facto feito em talha até 1995. Com a marca a crescer teve de se alterar o método de produção, tendo-se conservado o nome. O Tinto da Talha Grande Escolha de 2003 está claramente evoluído mas ainda em boa forma, o 2004 mais fino e elegante, e o 2008 muito sério e bem estruturado.
Na marca Encostas de Estremoz a Touriga Nacional sempre teve um peso muito forte, funcionando como elemento distintivo e identitário. Estas vinhas situam-se em Sousel, a 20 km de Estremoz, onde dominam solos argilo-calcários. Da prova de Encostas de Estremoz Reserva, são de destacar o 2003 (perfumado, com o floral da Touriga ainda bem evidente), o 2007 (ainda com fruta bonita e elegante) e o 2011 (balsâmico, mentolado, com muita vida pela frente).
Do Alentejo para o Douro e para a Quinta do Sagrado, localizada perto do Pinhão. Da marca mais conhecida da casa, o VT, provámos vários vinhos, destacando o 2004 (a primeira colheita da marca, muito rico na fruta, sem sinais de cansaço), o 2007 (mentolado, com taninos finos e feito para durar) e o Sagrado VT Grande Reserva 2008, elegante, delicado e com classe.
[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Edição nº14, Junho 2018

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Rolhas e outros vedantes

A rolha de cortiça desempenha um papel decisivo na conservação e longevidade do vinho em garrafa. Da sua eficácia dependem o presente e o futuro do vinho que bebemos. No mercado existem, porém, outras opções para vedar uma garrafa. TEXTO João Afonso FOTOS Ricardo Palma Veiga Os materiais Cortiça, alumínio, plástico e vidro são as […]

A rolha de cortiça desempenha um papel decisivo na conservação e longevidade do vinho em garrafa. Da sua eficácia dependem o presente e o futuro do vinho que bebemos. No mercado existem, porém, outras opções para vedar uma garrafa.

TEXTO João Afonso
FOTOS Ricardo Palma Veiga

Os materiais
Cortiça, alumínio, plástico e vidro são as matérias-primas utilizadas no fabrico de vedantes para vinho. A cortiça é um tecido vegetal de milhões de células suberizadas, inertes e impermeáveis que formam uma estrutura fortemente compressível e elástica. A rolha de cortiça é um vedante natural com extraordinária eficácia. Contudo, a cortiça de menor qualidade pode manchar ou contaminar irreversivelmente o vinho que protege com tricloroanisol (TCA, ou gosto a rolha).
É de plástico e tem a vantagem de ser inócua, mas tem o inconveniente de ser permeável ao oxigénio, diminuindo o tempo de vida do vinho em garrafa.
A tampa de rosca tem a vantagem de ser inócua, fácil de abrir, e de a sua permeabilidade ao oxigénio poder ser afinada ou quase anulada através da escolha precisa do “liner” (vedante plástico que topa com o bordo superior do gargalo) usado no seu interior. Tem a desvantagem de poder “reduzir” (com aromas defeituosos) o vinho que protege.
O vedante de vidro Vino-lok, usado por vários produtores de vinho da Europa central, é outra alternativa. É inerte, neutra, muito eficaz como vedante, é reciclável e esteticamente perfeita. Apenas uma desvantagem: o preço elevado.
É um vedante plástico australiano que combina tampa com rosca. É um vedante prático, mas também muito permeável ao oxigénio. É usado apenas em vinhos de consumo jovem.
Rolha de cortiça natural é a minha opção principal. Sempre que crio um vinho no segmento Premium não imagino outro vedante.

Mas a rolha tem o problema do TCA, que não está resolvido e, aliás, se tem agravado nos últimos dois anos. E o pior é que na maioria dos casos é um TCA com níveis muito baixos, impercetível para a maioria dos consumidores, que assim são induzidos em erro; um problema que é da rolha passa a ser atribuído ao vinho, porque se apresenta com pouco aroma, eventualmente evoluído e sobretudo com um final seco e agressivo.

Este é o lado negro das nossas fantásticas rolhas de cortiça natural. Dos alternativos não uso nem a sintética nem o screw cap. Tenho usado a rolha de aglomerado de cortiça, nos vinhos de entrada de gama, com resultados de TCA muito bons.

Mas este vedante retira toda a magia e beleza à tradicional rolha de cortiça natural.

Edição Nº13, Maio 2018

Vinha do Contador tem mais três edições

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Uma casa histórica no Dão anunciou as suas maiores estrelas. Para além do branco e tinto, existe agora uma aguardente no portefólio da marca Paço dos Cunhas Vinha do Contador. Estes ícones do Dão, e de Santar […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Uma casa histórica no Dão anunciou as suas maiores estrelas. Para além do branco e tinto, existe agora uma aguardente no portefólio da marca Paço dos Cunhas Vinha do Contador. Estes ícones do Dão, e de Santar em particular, são os novos topos de gama da Global Wines.

Texto António Falcão
NOTAS DE PROVA Luís Lopes
FOTOGRAFIA cortesia Global Wines

1609 é o ano que se pode ler no pórtico principal do Paço dos Cunhas, na vila de Santar. Estamos, pois, a falar de uma casa cujos registos mais antigos conhecidos datam da crise dinástica de 1383-1385, que opôs Portugal a Castela e culminou na Batalha de Aljubarrota e no fim da pretensão do rei de Castela à união dos dois reinos. Nesta altura, o então proprietário do Paço, Diogo Soares de Albergaria, terá apoiado Castela e foi por isso despojado de todos os seus bens pelo recém-aclamado rei de Portugal, D. João I.
Este é apenas um episódio desta casa de antiquíssimo património histórico. A sua narrativa vínica pode não ter a mesma idade, mas é sem dúvida das mais antigas do Dão. Junte-lhe o facto de a Global Wines considerar este terroir aquele onde “a natureza foi mais generosa” e temos as razões para a Vinha do Contador ter sido eleita para fazer os vinhos ícone desta grande empresa do Dão.
A Vinha do Contador representa 7 dos 30 hectares plantados na propriedade, com exposição sul-poente e vários tipos de solos. Esta vinha, em modo biológico, é alvo de tratamento de luxo e nunca há pressa na vindima: só quando as maturações são consideradas completas e equilibradas é que as uvas são colhidas. Osvaldo Amado, enólogo da casa, diz mesmo que, “se as uvas não estiverem em condições de fazer o Vinha do Contador, não há problema”: “O resto da produção, aquela que nos dá de comer, já está em casa.” Afinal, estamos a falar de 5.000 garrafas de branco e outras tantas de tinto e a qualidade tem de ser muito especial. 2011 foi realmente um ano vitícola superior na região, o que levou a empresa a apresentar previamente este tinto a um grupo de provadores internacionais e a espelhar a sua aprovação na designação Grande Júri com que o engarrafou.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” equal_height=”yes” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” shape_type=””][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Quanto ao Vinha do Contador branco, é de 2014 e foi feito maioritariamente de Encruzado, “a grande casta branca do Dão”, diz Osvaldo Amado, que a tem privilegiado nas novas plantações. Só metade do vinho fermentou em barricas, quase sem tosta, para dar apenas alguma suavidade, volume de boca e uns “avelanados”.
A terceira novidade é uma estreia absoluta: trata-se de uma aguardente velha, com média de idade em estágio de 20 anos. Foi feita apenas com base na destilação de vinhos tintos e estagiou em barricas de 225 litros. O resultado, na nossa opinião, é magnifico.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”27403″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Osvaldo disse-nos ainda que é intenção da empresa continuar a cobrir todos os segmentos de mercado no Dão, mas reservar as propriedades fora desta região para fazer apenas vinhos de média e alta gama. “Para o maior volume, temos o Dão, que é a nossa região de origem e aquela onde temos maior alavancagem.” Refira-se que a Global Wines possui o Monte da Cal, no norte alentejano, e a Quinta do Encontro, na Bairrada. Esta última será cada vez mais orientada para os espumantes.

Em prova:[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”full_width_content” full_screen_row_position=”middle” equal_height=”yes” content_placement=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”center” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” shape_type=””][vc_column centered_text=”true” column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Edição Nº13, Maio 2018

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Pousio Selection, levantar a fasquia em Marmelar

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Na ponte leste da sub-região da Vidigueira, a Herdade do Monte da Ribeira está a entrar resolutamente em novos desafios, modificando o seu portefólio. Esta mudança é o resultado de investimentos em vinha, viticultura e adega. Ora […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Na ponte leste da sub-região da Vidigueira, a Herdade do Monte da Ribeira está a entrar resolutamente em novos desafios, modificando o seu portefólio. Esta mudança é o resultado de investimentos em vinha, viticultura e adega. Ora leia.

Texto António Falcão
NOTAS DE PROVA Luís Lopes
FOTOS Ricardo Palma Veiga

Muita coisa está a mudar na Casa Agrícola HMR. Está agora a fazer sete anos que a herdade alentejana, propriedade da Fundação Carmona e Costa, iniciou um projecto de reconversão da sua vinha e, diz o gestor António Nora, estão “muito orgulhosos dos resultados”. Apesar de fazer parte da sub-região da Vidigueira, este é um terroir mais seco e quente, a aproximar-se do que acontece no Baixo Alentejo. E por isso não estranha que por aqui, na Herdade do Monte da Ribeira, junto à povoação de Marmelar, não seja raro iniciar as vindimas duas semanas antes da Vidigueira. Mariana Carmona e Costa, directora agrícola para vinha e olival, recorda-se de, por exemplo, estar a vindimar a 2 de Agosto!
Os terrenos com pouca fertilidade não asseguram grandes produções. Por isso, diz António Nora, “só podemos fazer muito bem e vinhos de alta qualidade”. Se juntarmos as duas coisas, baixas produções e a reconversão da vinha com castas mais nobres, temos a base da nova estratégia da casa. Que é, fundamentalmente, elevar a fasquia dos produtos.[/vc_column_text][divider line_type=”No Line” custom_height=”20″][image_with_animation image_url=”27395″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]O portefólio foi extensivamente simplificado e a marca de entrada é agora nova e chama-se Pousio Selection. Falamos de vinhos que custam na prateleira na faixa dos 6 euros, um valor elevado para a média do mercado e que o consumidor, para aderir, tem de se aperceber da qualidade dentro das novas garrafas. Isto, como se calcula, colocou enormes desafios à viticultura e enologia. Esta última tarefa está a cargo de Luís Duarte, como consultor, e Nuno Elias, o enólogo residente. Da parte da viticultura, Mariana também não tem grande margem para erro, especialmente na decisão de datas de vindima, crucial em climas mais quentes, para manter a frescura dos vinhos e preservar aromas e sabores.
O perfil dos Selection foi assim definido para um estilo moderno, rico de boca, frutado e suave. A simplificação do portefólio vai também ajudar na exportação; como nos disse Luís Duarte, “o importante é criar marca e sem escala não há marca”. E escala não falta: o tinto de 2016, por exemplo, encheu 100.000 garrafas; o branco, metade disso. São números muito interessantes para um produtor que tem 43 hectares de vinha, alguma ainda jovem.
Durante a apresentação, que decorreu no restaurante Casa do Bacalhau, em Lisboa, foi ainda mostrado o primeiro espumante da marca, que surpreendeu muito boa gente pela sua qualidade.
António Nora diz que tem obtido uma excelente resposta dos clientes que já provaram as novidades. Nós só podemos concordar. Os vinhos estão muito bem feitos e vão certamente ter sucesso.

Em prova:[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Edição Nº13, Maio 2018

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Kompassus, a casa das experiências

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A marca Kompassus continua a impressionar pela qualidade dos seus vinhos e espumantes. O que não é nenhuma surpresa, considerando quem está por trás. TEXTO António Falcão NOTAS DE PROVA Luís Lopes FOTOGRAFIAS Ricardo Palma Veiga João […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A marca Kompassus continua a impressionar pela qualidade dos seus vinhos e espumantes. O que não é nenhuma surpresa, considerando quem está por trás.

TEXTO António Falcão
NOTAS DE PROVA Luís Lopes
FOTOGRAFIAS Ricardo Palma Veiga

João Póvoa, cirurgião oftalmologista em Coimbra, é a alma e coração desta casa bairradina. Não se julgue que é alguém que, tendo dinheiro a rodos, decidiu subitamente investir em vinha e vinho. Não sabemos qual a conta bancária do médico, mas sabemos, isso sim, que desde jovem que João Póvoa está ligado ao vinho.
Juntamente com o pai, fazia vinho a granel para algumas casas da Bairrada. Mais tarde, fez obras de monta na Quinta de Baixo e começou a fazer os seus vinhos com marca própria. Acabou por vender a propriedade por motivo de doença. Felizmente conseguiu superá-la e ficou com um dilema na cabeça: “Achei que não tinha desenvolvido o suficiente o projecto na Quinta de Baixo.” Como se um desígnio cósmico não estivesse completo. E partiu para nova aventura vínica, a que chamou Kompassus. O nome tem a ver com o apertado compasso da sua vinha, com corredores de apenas 1,70m e uma densidade elevada de videiras por hectare, cerca de 6.000. Diz João Póvoa que “é uma prática antiga, desde sempre usada nas vinhas da Kompassus, mas actualmente em vias de extinção”.
As vinhas estão situadas na Cordinhã (Cantanhede), em solos predominantemente argilo-calcários com forte exposição solar a sul. As uvas da casta Baga são oriundas de vinhas velhas com aproximadamente 70 anos de idade. A base do resto do encepamento reside em castas autóctones, tais como Bical, Maria Gomes, Cercial e Baga. Mas a Kompassus possui ainda videiras de Touriga Nacional, Merlot, Pinot Noir, Verdelho e Alvarinho. As vinhas são geridas segundo práticas orgânicas e de viticultura sustentável, num modo de produção biológico. Ou seja, tudo apontando para alta qualidade. Nada de grandes áreas, claro, até porque a empresa faz cerca de 80.000 garrafas/ano.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A história da casa não ficaria completa sem uma entrada importante: o enólogo Anselmo Mendes, amigo de João Póvoa há muitos anos. Anselmo diz que pouco ou nada acrescenta nos espumantes, mas o resto “são experiências a quatro mãos”. E ensaios não faltam aqui. Dir-se-ia mesmo que, como diz o povo, se ‘juntou a fome à vontade de comer’. Ensaios na vinha, por exemplo. O Alvarinho foi um desafio de Anselmo: “Queria ver como é que a casta se portava em solos argilo-calcários”, confessa o técnico. Mas também ensaios na adega, como o Bical fermentado em madeira, afinado com as décadas de experiência nesta área por parte de Anselmo. ”Acho a casta fabulosa”, diz o ‘senhor Alvarinho’. Ao que João Póvoa replica: “O Anselmo anda agora apaixonado pelo Cercial.” Anselmo diz que sim, e que fica espantado com a limpeza de aroma e a mineralidade da casta. A gama de varietais inclui um surpreendente Verdelho.
As mais recentes novidades foram apresentadas no restaurante Faz Figura, em Lisboa. Constou de dois espumantes e dois tintos, que provamos em baixo. Destaque para os vinhos com a casta tinta rainha da Bairrada, a Baga. Anselmo Mendes revelou-nos que o mais difícil é acertar no ponto óptimo de maturação, antes da colheita. E depois, na adega, não macerar nem extrair demasiado, tendo sempre cuidado com a temperatura de fermentação. Estes cuidados têm assegurado vinhos mais suaves e menos taninosos do que o normal na Bairrada. Anselmo não está preocupado: “Os taninos não asseguram longevidade.”[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”40″][image_with_animation image_url=”27386″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Destaque ainda para um vinho dado a provar, mas que só sairá para o final do ano. Trata-se do tinto Gene, da colheita de 2007, feito com as uvas da Quinta de Baixo, mesmo antes da venda. Eram as uvas mais caprichadas, que esperavam o ponto óptimo de maturação. O vinho foi engarrafado em 2009 e João Póvoa “esqueceu-se dele” porque o achou “muito difícil”. Uma prova recente com Anselmo mostrou que estava agora muito melhor e ambos decidiram que era altura de ir para o mercado. O nome – Gene – é uma homenagem ao avô e pai de João Póvoa.

Em prova:[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Edição Nº13, Maio 2018

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O “Acordo do Alvarinho”, três anos depois

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]O acordo que terminou com uma fase de grande agitação na região dos Vinhos Verdes, designada pela imprensa como “guerra do Alvarinho”, foi assinado há três anos. Tempo e distância emocional suficientes para olhar os números e […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]O acordo que terminou com uma fase de grande agitação na região dos Vinhos Verdes, designada pela imprensa como “guerra do Alvarinho”, foi assinado há três anos. Tempo e distância emocional suficientes para olhar os números e avaliar os resultados alcançados.

TEXTO: Luís Lopes

Não foi um acordo fácil. Mesmo quem não acompanha de perto o sector do vinho deu-se conta, através dos jornais e da televisão, da perturbação que, em 2014, revolvia os concelhos de Monção e de Melgaço. Levantamentos populares, ameaças de corte de estradas, Assembleia da República, partidos, Governo e Comissão Europeia metidas ao barulho, a coisa esteve muito feia. Valeu na altura o paciente e talentoso trabalho diplomático de Manuel Pinheiro, presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), conseguindo trazer à mesa das negociações os “inimigos”, fazendo imperar o bom senso e alcançando internamente aquilo que as pressões e interferências externas não conseguiram: um acordo entre as partes.
O que estava em causa era a impossibilidade de manter para a sub-região de Monção e Melgaço um estatuto de excepção, que lhe conferia, dentro da denominação de origem Vinho Verde, o uso exclusivo da designação Alvarinho na rotulagem. Um direito histórico, construído pelo trabalho e pelo mérito dos produtores da sub-região, mas que deixava em condições desvantajosas os restantes produtores da região dos Vinhos Verdes, obrigados a usar a designação Regional Minho ou a omitir o nome da casta na rotulagem.
Isto enquanto produtores de todo o país, do Douro ao Algarve, plantavam Alvarinho (as castas não têm dono nem fronteiras…) e vendiam os seus vinhos com o nome da uva em destaque. Uma situação insustentável, que feria as leis europeias, mas que exigia cedências de ambas as partes para que nenhuma delas ficasse prejudicada, nem os produtores de Monção e Melgaço, nem os restantes produtores de Vinho Verde.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Moratória até 2021
Em traços muito gerais, o acordo alcançado em Janeiro de 2015 traduziu-se em nova legislação que deu a todos os produtores da região o direito a utilizar a designação Alvarinho em conjunto com a denominação Vinho Verde, mas estabeleceu uma moratória até 2021 para esse alargamento. Ao longo desses seis anos, seria feito um forte investimento (3 milhões de euros) na promoção da “marca” Monção e Melgaço, de forma potenciar a sua imagem, valorizar os seus vinhos e tornar o nome da sub-região tão ou mais forte do que o nome da casta.
Três anos passados, a CVRVV disponibilizou à imprensa um documento onde se avalia o desenvolvimento da sub-região ao longo deste lapso temporal. Como principais dados objectivos, destaca-se o facto de as vendas de Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho terem crescido 32% desde o fecho do acordo. As vendas de Alvarinho-Trajadura (o lote tradicional da sub-região) subiram 17% e as de Alvarinho-Loureiro (lote “proibido” pela lei anterior) representam já 3,3 milhões de litros/ano. No mesmo período, as vendas globais de Vinho Verde aumentaram 5%, o que diz muito do impulso alcançado pelos vinhos de Monção e Melgaço.
Ao mesmo tempo, assiste-se ao crescente interesse de produtores de fora de Monção e Melgaço em investir na sub-região, ao contínuo processo de reconversão de vinha e de novas plantações e à manutenção do preço da uva acima do €1/quilo, o que a torna na uva mais cara de Portugal, com benefícios evidentes para toda a economia local.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/2″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”No Line” custom_height=”60″][image_with_animation image_url=”27376″ alignment=”” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A revolução deu, portanto, lugar à evolução. Para já, são muito boas notícias para Monção e Melgaço, espelhando um sucesso mais do que merecido, pela qualidade e singularidade dos seus vinhos. Depois de 2021, os benefícios totais do “acordo do Alvarinho” serão finalmente extensíveis ao resto da região dos Vinhos Verdes.

 

Edição Nº13, Maio 2018

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