Tintos de raça, à beira Tejo

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O rio marca a região e os seus vinhos, tal como marca a gastronomia, os hábitos e costumes. Com um Tejo meio adormecido nas suas calmas águas, os vinhos têm de se mostrar com energia, com carácter e com personalidade. Os melhores têm tudo isso e ainda prometem crescer na garrafa.

 

TEXTO João Paulo Martins FOTOS Ricardo Palma Veiga

AO entrar numa das velhas adegas das grandes empresas da região percebemos que o mundo do vinho já foi nestas terras de uma dimensão grandiosa; se quisermos, gigantesca. Percebemos que por aqui passaram muitos milhões de litros de vinho, que este já foi negócio de um volume que hoje nos faz confusão. Isso conclui-se de uma visita à Casa Cadaval, à Quinta da Alorna, à Fiuza, à Lagoalva, ao Casal Branco ou à DFJ mas, se prolongarmos a visita aos outros produtores da zona, ficamos com uma ideia de quanto o país (e suas colónias de então) foram tributários dos vinhos ribatejanos.

Hoje falamos de um Tejo diferente, de um rio que já não transborda como outrora e de vinhos feitos com mais cuidado e com outros horizontes. No entanto, as mudanças operadas a partir dos anos 90 não retiraram à região algumas das suas características fundadoras, sendo que a mais significativa é a percentagem elevada de brancos que produz e, em segundo lugar, a permanência da casta Fernão Pires como a mais emblemática da região. De facto, com a verdadeira invasão de castas de fora, seja do estrangeiro seja de outras regiões nacionais, é de destacar que algumas das variedades mais significativas ainda por aqui marquem forte presença. O mesmo acontece nos tintos com a Castelão e a Trincadeira, além da Alicante Bouschet que – ainda hoje presente em vinhas quase centenárias – tem mais tradição do que poderíamos supor.

A área de vinha tem tido grandes flutuações nas estatísticas, sendo que tal não se fica a dever a arranques de vinha ou grandes plantios mas apenas a um levantamento deficiente e à inexistência de um cadastro actualizado. Tal lamento foi expresso por Luís Castro, presidente da Comissão Vitivinícola Regional (CVR), que avançou com uma estimativa da área de vinha de toda a região que deverá rondar os 12.874 hectares – quando, nos documentos da própria CVR, se dizia que no ano 2000 existiria uma área de perto de 30.000 hectares. Esta diferença não resulta do arranque, mas do facto de os dados de 2000 “não estarem correctos”, como nos disse.

De resto, e seguindo ainda o presidente da CVR, tem havido mais interesse dos lavradores no plantio de vinhas, porque o valor médio está a subir e os vinhos estão a conseguir uma boa projecção internacional. Desta forma, a produção de vinhos com Denominação de Origem passou de um pouco mais de 5,5 milhões de litros em 2009 para 7,8 milhões em 2017, enquanto os Vinhos Regionais passaram de 10,5 milhões de litros em 2009 para 23 milhões em 2017.

Mercado interno em crescendo
Quem bebe os vinhos do Tejo? A pergunta tem sentido e a resposta pode ser inesperada: é cada vez mais o mercado interno o responsável por aquele crescimento. Isso conclui-se também da diminuição das exportações e consequente aumento do peso da procura interna. A venda para o exterior já representou, em 2012, 44% do negócio e no lapso de 5 anos baixou para 33%. Como é habitual neste tipo de produto, existem flutuações nos mercados de destino, que não são sempre os mesmos. O Brasil tem crescido muito nos anos mais recentes, acompanhado aqui pela China e Polónia, ao lado de uma baixa do mercado americano, inglês e alemão.

A produção está dispersa pelas grandes casas agrícolas acima referenciadas e que têm tradição antiga na região, por duas adegas cooperativas muito activas (Almeirim e Cartaxo), ao lado de outras de muito pequena expressão mas ainda a operar, como Alcanhões, Alpiarça e Benfica do Ribatejo. Várias outras encerraram portas, num movimento que tem tido expressão em muitas outras regiões do país.

Uma das grandes casas com tradições que tem sabido criar e inovar é Quinta da Alorna, onde Martta Simões, enóloga, nos disse quais são, na sua opinião, os pontos fortes e fracos da região. Como valor mais positivo Martta acentua a frescura e elegância dos vinhos, tanto em brancos como em tintos; o ponto fraco é mais difícil de erradicar, a “conotação com os vinhos baratos e com o vinho a granel”, algo que tarda em modificar-se. A região tem uma bandeira, a casta Fernão Pires, mas há outras que são igualmente desafiantes, como a Castelão, referindo-se em especial a uma parcela de vinha muito velha existente na Alorna e que “dá vinhos extraordinários, de cor, de concentração, tudo aquilo que nem sempre associamos à casta”, disse.

Além das castas tradicionais que ainda por aqui têm grande expressão, as novas variedades trazidas de fora têm-se mostrado bem, como é o caso do Sauvignon Blanc, que “não deve ser vindimado cedo de mais porque a falta de maturação dá-lhe um carácter muito verde”, diz Martta. Nos tintos a enóloga tem duas apostas, a Touriga Franca, que pode ser difícil de trabalhar mas com resultados excelentes, e a Alicante Bouschet, que pode ser excelente “desde que não se deixe produzir em demasia, o que com esta casta é muito fácil e muito tentador”.

Não faltam desafios à região e muito bons vinhos também já cá moram, como a nossa prova o demonstra. Mais massa crítica, mais afirmação dos trunfos da região, mais visibilidade junto do consumidor e mais trabalho conjunto de produtores ou enólogos da região são assuntos na agenda de trabalhos.

Sabia que…
A região do Tejo produz mais brancos do que tintos e, neste aspecto, só têm em Portugal paralelo na região Vinhos Verdes.

Pouca certificação, mas…
Olhando para as estatísticas da região do Tejo, verificamos que a percentagem de vinhos certificados é pequena. De facto, embora ela tenha vindo a crescer nos últimos anos, a certificação como DOC ou Regional ainda não chega aos 50% do total produzido. Os resultados podem considerar-se hoje bem melhores que há 10 anos, quando o vinho sem certificação, vendido sobretudo a granel, chegava aos 70%. Há algumas razões que explicam esta situação. Temos de ter em consideração que a adega cooperativa de Almeirim, que é de longe o maior produtor da região do Tejo (30% da produção de toda a região é da sua responsabilidade), comparativamente, certifica muito pouco do que produz, apenas cerca de 6%. Ora, com este dado, e apesar de a maioria dos produtores certificar bem mais de 50% do que produzem, as estatísticas finais são sempre algo enganadoras. A intensa procura do vinho a granel, a possibilidade que a região tem de produzir 25 a 30 toneladas por hectare com algumas castas (Alicante Bouschet, por exemplo, mas também Arinto) e os preços atractivos que se estão a praticar neste segmento levam a que seja difícil alterar a situação a breve prazo.

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Companhia das Lezírias 1836

DOC do Tejo Grande Reserva tinto 2015

Muita azeitona e eucalipto na primeira impressão, balsâmico e químico, concentrado e muito rico no aroma. Denso e bastante cheio na boca, compacto, muito sólido, a mostrar grande estrutura e classe mas a precisar de muito tempo em garrafa para revelar tudo. Um vinho de futuro. (14%)

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Falcoaria

DOC do Tejo Grande Reserva tinto 2015
Casal Branco

No aroma pressentem-se notas de madeira, caramelo e tosta de barrica, tudo com excelente impacto e com a fruta em segundo plano. Com tempo, o vinho abre no copo, assente em firme estrutura, belo equilíbrio de taninos e acidez. Muito rico, muito promissor. (14%)

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Marquesa da Alorna

DOC do Tejo Grande Reserva tinto 2013
Soc. Agríc. Qta. da Alorna

Notas de casca de árvore, com alguns balsâmicos e leve eucalipto à mistura, resinas, conjunto a mostrar um tom sério e com evidente personalidade. Muito volume na boca, com tanino ainda bem presente, ainda que fino, é claramente tinto de guarda. (14%)

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Casal da Coelheira Private Collection

Reg. Tejo tinto 2015

Média concentração, algumas notas de casca de árvore, erva seca e fruta madura. Muito bem na boca, com uma austeridade bastante positiva, um tanino firme, um tinto sério, profundo e a um preço super competitivo. (14%)

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Conde Vimioso

Reg. Tejo Reserva tinto 2014

Notas balsâmicas e de menta no aroma, concentrado na cor, bem desenhado na boca, envolvente, especiado, macio, de novo com os sabores mentolados, resultando muito fresco e afinado. Muito bom conjunto, dominado pela elegância. Excelente preço. (14%)

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Fiuza Íkon

DOP do Tejo tinto 2015

Notas de Touriga Nacional, com bagas silvestres maduras e sugestões de fruta em calda no aroma, algum cacau. Corpo elegante, cremoso e texturado, tanino fino sem marcar muito e polimento notável do conjunto. Perfeito para beber desde já. (14%)

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Marquesa de Cadaval

DOC do Tejo Reserva tinto 2013

Notas de chocolate, tosta da madeira, fruta negra doce, muito polimento aromático. Cheio na boca, macio e envolvente, com bom volume e estrutura ácida, sem arestas. Cresce muito na boca, poderá beneficiar com decantação para abrir mais os aromas. (14%)

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Ninfa

Reg. Tejo Escolha tinto 2011

Boa concentração no aroma, com fruta em calda, leve toque especiado, notas doces e leve nota de baunilha. Muito bem na boca, com alegria de fruta, bastante envolvência e um final com toque de barrica. No conjunto funciona muito bem. (14%)

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Quinta da Lapa Homenagem a Sta. Teresa d’Ávila

DOC do Tejo Reserva tinto 2014
Agrovia

Notas de pimento e grafite surgem no aroma, algum café, todo muito chegado ao lado apimentado, o que dá sempre a sensação de frescura. Muito harmonioso na boca, com notas de couro, belo volume e com boa presença, a permitir prova imediata. (14%)

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Quinta de Vale Veados

Reg. Tejo Reserva tinto 2014
Rui Reguinga

Pouco falador, ainda contido e austero nos aromas, fruta reservada. Depois mostra-se bem mais expressivo na boca, tem tanino sólido bem envolvido, tem estrutura, carácter e personalidade. Beneficiará com tempo de cave. (14,5%)

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Cavalo Bravo Premium

Reg. Tejo tinto 2015
Parras Wines

Na cor e aroma notamos uma concentração média, com evidência do fruto maduro, algum ambiente balsâmico. Na boca sente-se a firmeza e solidez, algum tanino da madeira, expressa volume e elegância, tudo com boa acidez e muita frescura. (13,5%)

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Quinto Elemento

DOC do Tejo Cabernet Sauvignon Reserva tinto 2013
Quinta do Arrobe

No nariz sentimos um atractivo aroma de pimento, mas também de malagueta, sente-se depois na boca alguma evolução mas ainda com juventude. A boca corresponde aos mesmos aromas do nariz, revela bom corpo e acidez, conjunto muito interessante e personalizado. (14%)

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Bridão

DOC do Tejo Reserva tinto 2015
Adega Coop. do Cartaxo

Fruta bem agradável e fresca no aroma, algum balsâmico, chocolate. Bastante macio e envolvente na boca, encorpado, com fruta vermelha madura, conjunto polido, com abundantes notas doces e de especiarias. (15%)

[/vc_column_text][/vc_column_inner][vc_column_inner column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”3653″ alignment=”center” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][vc_raw_html]JTNDZGl2JTIwY2xhc3MlM0QlMjJnZS1kYWRvcyUyMiUzRSUwQSUwQSUzQ3NwYW4lMjBjbGFzcyUzRCUyMnBvbnR1YWNhbyUyMiUzRTE2JTNDJTJGc3BhbiUzRSUwQSUzQ3NwYW4lMjBjbGFzcyUzRCUyMnByaWNlJTIyJTNFJUUyJTgyJUFDOSUyQzk5JTNDJTJGc3BhbiUzRSUwQSUzQ3NwYW4lMjBjbGFzcyUzRCUyMmljb24lMjIlM0UlM0NpbWclMjB3aWR0aCUzRCUyMjI4JTIyJTIwc3JjJTNEJTIyJTJGd3AtY29udGVudCUyRnVwbG9hZHMlMkYyMDE3JTJGMDclMkZpY29uLWJlYmVyLnBuZyUyMiUzRSUzQyUyRnNwYW4lM0UlMEElMEElM0MlMkZkaXYlM0U=[/vc_raw_html][vc_column_text]

Quinta da Badula

Reg. Tejo Reserva tinto 2013
Quinta da Badula

Aroma vivo, com fruta madura mas com bastante energia, a mostrar-se muito bem; franco e sumarento na boca, polido e com bom carácter, é um tinto absolutamente consensual, o que é grande virtude. (14,5%)

[/vc_column_text][/vc_column_inner][vc_column_inner column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”3661″ alignment=”center” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][vc_raw_html]JTNDZGl2JTIwY2xhc3MlM0QlMjJnZS1kYWRvcyUyMiUzRSUwQSUwQSUzQ3NwYW4lMjBjbGFzcyUzRCUyMnBvbnR1YWNhbyUyMiUzRTE2JTNDJTJGc3BhbiUzRSUwQSUzQ3NwYW4lMjBjbGFzcyUzRCUyMnByaWNlJTIyJTNFJUUyJTgyJUFDMjAlM0MlMkZzcGFuJTNFJTBBJTNDc3BhbiUyMGNsYXNzJTNEJTIyaWNvbiUyMiUzRSUzQ2ltZyUyMHdpZHRoJTNEJTIyMjglMjIlMjBzcmMlM0QlMjIlMkZ3cC1jb250ZW50JTJGdXBsb2FkcyUyRjIwMTclMkYwNyUyRmljb24tYmViZXIucG5nJTIyJTNFJTNDJTJGc3BhbiUzRSUwQSUwQSUzQyUyRmRpdiUzRQ==[/vc_raw_html][vc_column_text]

Zé da Leonor

Reg. Tejo Grande Escolha tinto 2014
Casa Agríc. Rebelo Lopes

Notas de mentol, leve balsâmico a ganhar peso no aroma do vinho. Mais leve do que seria de supor na boca, tanino fino, alguma fruta em calda, a revelar uma já ligeira evolução. Mostra-se capaz para prova imediata, dando muito boa conta de si. (14%)

[/vc_column_text][/vc_column_inner][/vc_row_inner][vc_row_inner column_margin=”default” text_align=”left”][vc_column_inner column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”3637″ alignment=”center” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][vc_raw_html]JTNDZGl2JTIwY2xhc3MlM0QlMjJnZS1kYWRvcyUyMiUzRSUwQSUwQSUzQ3NwYW4lMjBjbGFzcyUzRCUyMnBvbnR1YWNhbyUyMiUzRTE1JTJDNSUzQyUyRnNwYW4lM0UlMEElM0NzcGFuJTIwY2xhc3MlM0QlMjJwcmljZSUyMiUzRSVFMiU4MiVBQzEwJTNDJTJGc3BhbiUzRSUwQSUzQ3NwYW4lMjBjbGFzcyUzRCUyMmljb24lMjIlM0UlM0NpbWclMjB3aWR0aCUzRCUyMjI4JTIyJTIwc3JjJTNEJTIyJTJGd3AtY29udGVudCUyRnVwbG9hZHMlMkYyMDE3JTJGMTAlMkZpY29uLWJlYmVyLWluY2xpbmFkby5wbmclMjIlM0UlM0MlMkZzcGFuJTNFJTBBJTBBJTNDJTJGZGl2JTNF[/vc_raw_html][vc_column_text]

Batista’s

Reg. Tejo Reserva tinto 2015
Pitada Verde

Aroma discreto, com leves notas de fruta, apontamentos vegetais, tudo num registo fechado e contido. Tem um leve amargo vegetal a dar garra, acidez viva, tudo ainda a necessitar de afinamento com o tempo. (14%)

[/vc_column_text][/vc_column_inner][vc_column_inner column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”3641″ alignment=”center” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][vc_raw_html]JTNDZGl2JTIwY2xhc3MlM0QlMjJnZS1kYWRvcyUyMiUzRSUwQSUwQSUzQ3NwYW4lMjBjbGFzcyUzRCUyMnBvbnR1YWNhbyUyMiUzRTE1JTJDNSUzQyUyRnNwYW4lM0UlMEElM0NzcGFuJTIwY2xhc3MlM0QlMjJwcmljZSUyMiUzRSVFMiU4MiVBQzklMkM1MCUzQyUyRnNwYW4lM0UlMEElM0NzcGFuJTIwY2xhc3MlM0QlMjJpY29uJTIyJTNFJTNDaW1nJTIwd2lkdGglM0QlMjIyOCUyMiUyMHNyYyUzRCUyMiUyRndwLWNvbnRlbnQlMkZ1cGxvYWRzJTJGMjAxNyUyRjA3JTJGaWNvbi1iZWJlci5wbmclMjIlM0UlM0MlMkZzcGFuJTNFJTBBJTBBJTNDJTJGZGl2JTNF[/vc_raw_html][vc_column_text]

Casal das Freiras

Reg. Tejo Reserva tinto 2015
Agrovalente

Concentrado no aroma, com fruta madura e evidentes notas de madeira. Bem mais expressivo de fruta na boca, com tanino vivo e firme, tudo a exigir cuidada ligação com a comida. (14%)

[/vc_column_text][/vc_column_inner][vc_column_inner column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”3646″ alignment=”center” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][vc_raw_html]JTNDZGl2JTIwY2xhc3MlM0QlMjJnZS1kYWRvcyUyMiUzRSUwQSUwQSUzQ3NwYW4lMjBjbGFzcyUzRCUyMnBvbnR1YWNhbyUyMiUzRTE1JTJDNSUzQyUyRnNwYW4lM0UlMEElM0NzcGFuJTIwY2xhc3MlM0QlMjJwcmljZSUyMiUzRSVFMiU4MiVBQzklMkM1MCUzQyUyRnNwYW4lM0UlMEElM0NzcGFuJTIwY2xhc3MlM0QlMjJpY29uJTIyJTNFJTNDaW1nJTIwd2lkdGglM0QlMjIyOCUyMiUyMHNyYyUzRCUyMiUyRndwLWNvbnRlbnQlMkZ1cGxvYWRzJTJGMjAxNyUyRjA3JTJGaWNvbi1iZWJlci5wbmclMjIlM0UlM0MlMkZzcGFuJTNFJTBBJTBBJTNDJTJGZGl2JTNF[/vc_raw_html][vc_column_text]

Dona Florinda

Reg. Tejo tinto 2011
Mascata

No aroma sentimos uma curiosa nota de tomate em rama e morango maduro. Tem boa estrutura na boca, com evolução positiva, num registo suave e macio, sugere já estar no melhor momento, não requerendo por isso mais espera. O conjunto dá boa prova. (14%)

[/vc_column_text][/vc_column_inner][/vc_row_inner][vc_row_inner column_margin=”default” text_align=”left”][vc_column_inner column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”3656″ alignment=”center” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][vc_raw_html]JTNDZGl2JTIwY2xhc3MlM0QlMjJnZS1kYWRvcyUyMiUzRSUwQSUwQSUzQ3NwYW4lMjBjbGFzcyUzRCUyMnBvbnR1YWNhbyUyMiUzRTE1JTJDNSUzQyUyRnNwYW4lM0UlMEElM0NzcGFuJTIwY2xhc3MlM0QlMjJwcmljZSUyMiUzRSVFMiU4MiVBQzklMkM5MCUzQyUyRnNwYW4lM0UlMEElM0NzcGFuJTIwY2xhc3MlM0QlMjJpY29uJTIyJTNFJTNDaW1nJTIwd2lkdGglM0QlMjIyOCUyMiUyMHNyYyUzRCUyMiUyRndwLWNvbnRlbnQlMkZ1cGxvYWRzJTJGMjAxNyUyRjEwJTJGaWNvbi1iZWJlci1pbmNsaW5hZG8ucG5nJTIyJTNFJTNDJTJGc3BhbiUzRSUwQSUzQyUyRmRpdiUzRQ==[/vc_raw_html][vc_column_text]

Quinta Vale de Fornos

DOC do Tejo Syrah Reserva tinto 2015
Soc. Agríc. de Vale de Fornos

Aroma marcado por algumas notas de tosta de madeira, mas ainda algo vegetal, deixando a fruta em calda num segundo plano. Personalizado mas um pouco rústico na boca, com tanino rijo a dizer que precisa de tempo. (15%)

[/vc_column_text][/vc_column_inner][vc_column_inner column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”3659″ alignment=”center” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][vc_raw_html]JTNDZGl2JTIwY2xhc3MlM0QlMjJnZS1kYWRvcyUyMiUzRSUwQSUwQSUzQ3NwYW4lMjBjbGFzcyUzRCUyMnBvbnR1YWNhbyUyMiUzRTE1JTJDNSUzQyUyRnNwYW4lM0UlMEElM0NzcGFuJTIwY2xhc3MlM0QlMjJwcmljZSUyMiUzRSVFMiU4MiVBQzI1JTNDJTJGc3BhbiUzRSUwQSUzQ3NwYW4lMjBjbGFzcyUzRCUyMmljb24lMjIlM0UlM0NpbWclMjB3aWR0aCUzRCUyMjI4JTIyJTIwc3JjJTNEJTIyJTJGd3AtY29udGVudCUyRnVwbG9hZHMlMkYyMDE3JTJGMDclMkZpY29uLWJlYmVyLnBuZyUyMiUzRSUzQyUyRnNwYW4lM0UlMEElMEElM0MlMkZkaXYlM0U=[/vc_raw_html][vc_column_text]

Terra Silvestre

DOC do Tejo Grande Reserva tinto 2014
Agro Batoréu

Ambiente aromático balsâmico, com fruta madura mas de tonalidade austera. Médio corpo na boca, com notas de pedra raspada ao lado de sabores que lembram chocolate e menta. Não justificará guarda. (13,5%)

[/vc_column_text][/vc_column_inner][vc_column_inner column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”3660″ alignment=”center” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][vc_raw_html]JTNDZGl2JTIwY2xhc3MlM0QlMjJnZS1kYWRvcyUyMiUzRSUwQSUwQSUzQ3NwYW4lMjBjbGFzcyUzRCUyMnBvbnR1YWNhbyUyMiUzRTE1JTJDNSUzQyUyRnNwYW4lM0UlMEElM0NzcGFuJTIwY2xhc3MlM0QlMjJwcmljZSUyMiUzRSVFMiU4MiVBQzclMkMyMSUzQyUyRnNwYW4lM0UlMEElM0NzcGFuJTIwY2xhc3MlM0QlMjJpY29uJTIyJTNFJTNDaW1nJTIwd2lkdGglM0QlMjIyOCUyMiUyMHNyYyUzRCUyMiUyRndwLWNvbnRlbnQlMkZ1cGxvYWRzJTJGMjAxNyUyRjA3JTJGaWNvbi1iZWJlci5wbmclMjIlM0UlM0MlMkZzcGFuJTNFJTBBJTBBJTNDJTJGZGl2JTNF[/vc_raw_html][vc_column_text]

Varandas

DOC do Tejo Grande Escolha tinto 2014
Coop. Almeirim

Ligeiro na cor, aroma com alguma fruta vermelha tipo groselha, morangos silvestres. Médio corpo na boca, com leveza e equilíbrio e um perfil que aponta para o consumo imediato. Franco, directo, acessível. (14%)

[/vc_column_text][/vc_column_inner][/vc_row_inner][vc_row_inner column_margin=”default” text_align=”left”][vc_column_inner column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”3644″ alignment=”center” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][vc_raw_html]JTNDZGl2JTIwY2xhc3MlM0QlMjJnZS1kYWRvcyUyMiUzRSUwQSUwQSUzQ3NwYW4lMjBjbGFzcyUzRCUyMnBvbnR1YWNhbyUyMiUzRTE1JTNDJTJGc3BhbiUzRSUwQSUzQ3NwYW4lMjBjbGFzcyUzRCUyMnByaWNlJTIyJTNFJUUyJTgyJUFDNyUyQzUwJTNDJTJGc3BhbiUzRSUwQSUzQ3NwYW4lMjBjbGFzcyUzRCUyMmljb24lMjIlM0UlM0NpbWclMjB3aWR0aCUzRCUyMjI4JTIyJTIwc3JjJTNEJTIyJTJGd3AtY29udGVudCUyRnVwbG9hZHMlMkYyMDE3JTJGMDclMkZpY29uLWJlYmVyLnBuZyUyMiUzRSUzQyUyRnNwYW4lM0UlMEElMEElM0MlMkZkaXYlM0U=[/vc_raw_html][vc_column_text]

Convento de Tomar

DOC do Tejo Reserva tinto 2013
Quinta do Cavalinho

Média concentração no aroma, fruta madura simples mas agradável, num registo correcto mas muito honesto. Notas de leve mentolado, tudo simples e eficaz, a dizer que já está no momento certo de prova. (13,5%)

[/vc_column_text][/vc_column_inner][vc_column_inner column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][image_with_animation image_url=”3655″ alignment=”center” animation=”Fade In” border_radius=”none” box_shadow=”none” max_width=”100%”][vc_raw_html]JTNDZGl2JTIwY2xhc3MlM0QlMjJnZS1kYWRvcyUyMiUzRSUwQSUwQSUzQ3NwYW4lMjBjbGFzcyUzRCUyMnBvbnR1YWNhbyUyMiUzRTE1JTNDJTJGc3BhbiUzRSUwQSUzQ3NwYW4lMjBjbGFzcyUzRCUyMnByaWNlJTIyJTNFJUUyJTgyJUFDNyUzQyUyRnNwYW4lM0UlMEElM0NzcGFuJTIwY2xhc3MlM0QlMjJpY29uJTIyJTNFJTNDaW1nJTIwd2lkdGglM0QlMjIyOCUyMiUyMHNyYyUzRCUyMiUyRndwLWNvbnRlbnQlMkZ1cGxvYWRzJTJGMjAxNyUyRjA3JTJGaWNvbi1iZWJlci5wbmclMjIlM0UlM0MlMkZzcGFuJTNFJTBBJTNDJTJGZGl2JTNF[/vc_raw_html][vc_column_text]

Quinta dos Penegrais

Reg. Tejo Alicante Bouschet Reserva tinto 2016
António Carvalho Machado

Concentrado na cor, balsâmico e eucalipto, sugestões de mentol. Perfil morno e de fruta doce na boca, com chocolate e algum tanino. Resulta macio e gordo mas um pouco unidirecional, em virtude da doçura que apresenta. (15%)

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Symington declara Vintage 2016

Pela quarta vez desde 2000 e pela primeira desde a mítica colheita de 2011, a Symington Family Estates declarou o Porto Vintage 2016 para todas as suas casas. Em comunicado, a empresa classifica os vinhos desse ano como “excepcionais, com taninos que estão entre os mais refinados de sempre”. A produção de cada um dos […]

Pela quarta vez desde 2000 e pela primeira desde a mítica colheita de 2011, a Symington Family Estates declarou o Porto Vintage 2016 para todas as suas casas. Em comunicado, a empresa classifica os vinhos desse ano como “excepcionais, com taninos que estão entre os mais refinados de sempre”. A produção de cada um dos Portos 2016 da família é cerca de 20 por cento inferior ao anterior Vintage declarado, algo que a Symington justifica com a rigorosa seleção das uvas na sala de provas.

Todos os Vintage Symington 2016 provêm de quintas próprias onde o enólogo Charles Symington e a sua equipa de viticultura estiveram diariamente, desde meados de Agosto até princípios de Outubro, de modo a realizarem os imprescindíveis estudos de maturação. Os Vintage foram produzidos nas cinco pequenas adegas de lagares da Symington, empregando o método tradicional de pisa, associado aos grandes Porto.

O Inverno de 2015/16 foi mais chuvoso do que a média, sendo que a pluviosidade atuou como contrapeso vital ao Verão quente que se verificou no Douro. As temperaturas altas do início de Setembro motivaram uma vindima precipitada por parte de alguns produtores, mesmo que fosse claro, para os que monitorizavam as vinhas, que as uvas não estavam prontas. Para além disso, a meteorologia previa chuva e, efetivamente, aguaceiros providenciais acabariam mesmo por chegar nos dias 12 e 13 desse mês. “2016 foi um ano em que interpretar corretamente os sinais na vinha se revelou crucial”, sublinha Charles Symington, afirmando ainda que “foi também necessário correr alguns riscos”. Pelos vistos, valeu a pena.

 

Kopke, Burmester, Cálem e Barros declaram Porto Vintage 2016

Kopke, Burmester, Cálem, Barros, Porto Vintage 2016

ARTIGO ACTUALIZADO À semelhança de outras marcas, as Casas de Vinho do Porto que constituem o grupo Sogevinus Fines Wines já declararam a colheita de 2016 como Porto Vintage clássico. Carlos Alves, enólogo para Vinhos do Porto, disse que “2016 Foi um ano particularmente desafiante. Tivemos que ter um conhecimento profundo do estado das uvas […]

ARTIGO ACTUALIZADO À semelhança de outras marcas, as Casas de Vinho do Porto que constituem o grupo Sogevinus Fines Wines já declararam a colheita de 2016 como Porto Vintage clássico. Carlos Alves, enólogo para Vinhos do Porto, disse que “2016 Foi um ano particularmente desafiante. Tivemos que ter um conhecimento profundo do estado das uvas na videira, pois cada casta e cada parcela de vinha evoluíram a ritmos distintos. Saber esperar claramente compensou (…)”. Esta declaração abrange as quatro marcas da casa: Kopke, Burmester, Cálem e Barros. Cada um terá o seu perfil próprio, mas os quatro Porto Vintage só estão à venda en primeur a parceiros comercias. Se os quiser adquirir como consumidor terá de esperar até ao último trimestre deste ano. Os preços já foram, entretanto, anunciados. O Burmester vai custar €70; o Cálem €67; o Kopke €80 e o Barros €55.

Adega de Portalegre relança “Portalegre DOC”

Portalegre DOC tinto,2015

Sempre foi um dos vinhos tintos mais cotados do Alentejo e o seu apogeu deverá ter acontecido na década de 90. A Adega de Portalegre Winery, a empresa privada que está a comandar agora os destinos do que foi a Adega Cooperativa de Portalegre, quer relançar este mito e lançou agora o Portalegre DOC Tinto, […]

Sempre foi um dos vinhos tintos mais cotados do Alentejo e o seu apogeu deverá ter acontecido na década de 90. A Adega de Portalegre Winery, a empresa privada que está a comandar agora os destinos do que foi a Adega Cooperativa de Portalegre, quer relançar este mito e lançou agora o Portalegre DOC Tinto, da colheita de 2015. O vinho terá um preço aproximado de venda de 18 euros e vem de uvas criadas na Serra de São Mamede, vizinha a Portalegre, com idades superiores aos 70 anos. O lote inclui Alicante Bouschet, Trincadeira, Aragonez, Grand Noir e Castelão. O vinho estagiou 14 meses em barricas usadas de carvalho francês. Para manter a relação com os vinhos icónicos de 1995, 1997 e 2000, por exemplo, o rótulo mantém muitas similitudes com os ‘Portalegre’ da altura.
Para Manuel Rocha, CEO da Adega de Portalegre, “é com grande emoção e sentido de responsabilidade que relançamos este vinho, como parte do novo posicionamento deste projecto vínico. Na serra de São Mamede, em pleno parque natural, encontram-se perdidas vinhas seculares com uma imensa variedade de castas, cujas uvas há mais de 50 anos são utilizadas para a produção deste vinho em particular. O Portalegre tinto 2015 foi pensado de forma a reflectir a ancestralidade da produção vínica nesta região, vincando o carácter fresco, mineral e elegante que os solos graníticos e a altitude proporcionam. A minha paixão, a dos enólogos Nuno do Ó e José Reis, assim como da restante equipa, foram os restantes ingredientes”.

São Matias: Um sonho em movimento

A família Montenegro decidiu enveredar há poucos anos pelo sonho de produzir o seu próprio vinho, na sua região de origem, o Dão. Com o andar do tempo, a equipa montada para andar com o projecto São Matias começa a mostrar a justeza do trabalho já realizado…   TEXTO António Falcão NOTAS DE PROVA Valéria […]

A família Montenegro decidiu enveredar há poucos anos pelo sonho de produzir o seu próprio vinho, na sua região de origem, o Dão. Com o andar do tempo, a equipa montada para andar com o projecto São Matias começa a mostrar a justeza do trabalho já realizado…

 

TEXTO António Falcão NOTAS DE PROVA Valéria Zeferino FOTOS Ricardo Palma Veiga

HÁ menos de uma década, António Montenegro, um dos oito filhos do advogado portuense António Montenegro, saía da Sogevinus, onde geria a área comercial e era responsável por cerca de 16 milhões de euros de facturação! Com nome firmado no mercado, António recebe convites de grandes produtores, mas decide, em conjunto com os irmãos, enveredar por um projecto familiar. Localização: Tourais, concelho de Seia, onde a família possui a sua casa de família. Sem vinha na altura (já foi negócio de família, mas já não era), António Montenegro (júnior) decide alugar uma vinha bem pertinho, com cerca de 11 hectares e idade entre 20 a 25 anos. A primeira colheita consubstanciou-se no tinto de 2012. O primeiro branco data de 2014.

Na equipa, António junta-se com José Manso, técnico de viticultura, e o enólogo Francisco Gonçalves. Ambos trabalharam com ele na Sogevinus: José era o director de viticultura; Francisco dirigia os vinhos DOC da Sogevinus (marcas Kopke, por exemplo).

Possuindo terras na zona, a família Montenegro decidiu plantar a sua primeira vinha própria, nos arredores de Tourais. Aconteceu o ano passado. Para dar espaço às vides, algumas oliveiras tiveram de ser transplantadas para ali próximo, mas, azar dos azares, foram apanhadas e eliminadas pelo violento fogo de Outubro. Alguma vinha nova também sofreu, mas António Montenegro não sabe se as videiras afectadas vão sobreviver. Mesmo no pior dos cenários, a casa conta com os restantes 3 hectares para o futuro.

Aqui estamos no Dão, na sub-região da Serra da Estrela e no sopé da serra mais alta de Portugal continental. O clima é o mais propício a vinhos com elevada acidez natural e tintos com taninos bem evidentes. São por isso vinhos que pedem o seu tempo de garrafa para mostrarem o seu melhor, e não estamos apenas a falar do Encruzado. Se tiver que os beber já, abra as garrafas com umas boas horas de antecedência.

Entretanto, António Montenegro disse-nos que o negócio vai correndo sobre rodas, com a colaboração do resto da família, que vai fazendo o seu ‘charme’ junto da restauração portuense (e não só). A exportação está também a avançar e hoje os vinhos de São Matias estão em mais mercados do que nunca. Se assim continuar, a família Montenegro pondera ampliar a área de vinha, seja em plantações próprias, seja através de novos arrendamentos de longa duração.

Quatro novidades e mais histórias das Servas

O começo da nova aventura da família Serrano Mira data de 1998, mas há mais história para trás e estes produtores reclamam para si uma tradição que vem de 13 gerações ligadas ao vinho. Mas, mesmo com esse passado, é com um pé no futuro que pretendem estar. Voltaram a Lisboa para trazer quatro novos […]

O começo da nova aventura da família Serrano Mira data de 1998, mas há mais história para trás e estes produtores reclamam para si uma tradição que vem de 13 gerações ligadas ao vinho. Mas, mesmo com esse passado, é com um pé no futuro que pretendem estar. Voltaram a Lisboa para trazer quatro novos vinhos, dois em estreia absoluta.

 

TEXTO João Paulo Martins FOTOS Cortesia do produtor

PARA os leitores da VINHO Grandes Escolhas, ouvir falar da Herdade das Servas, e dos novos vinhos que vão colocando no mercado, já se tornou um hábito. Um hábito bom que também nos diz que a família Serrano Mira quer mostrar o que de novo vai produzindo e tem a preocupação de o fazer periodicamente. Entre muitos outros métodos, este é um, bem útil para que o nome Servas continue a fazer parte do quotidiano dos consumidores. Este momento foi agora o escolhido para anunciar que as Servas vão apoiar a edição de um livro onde se irá contar a história da família, recuando até 1667. É essa herança de 13 gerações que querem assumir e a nova inscrição nas garrafas quer dizer isso mesmo: Family Winegrowing Legacy. O momento escolhido foi apenas usado para mostrar quatro novidades.

A Herdade das Servas fica no concelho de Estremoz e ocupa uma área de 350 hectares, com as vinhas espalhadas por oito parcelas, muitas delas plantadas recentemente mas também com algumas a mostrarem a bonita idade de 70 anos. Solos variados, ligeiras diferenças de altitude das parcelas e o clima específico de Estremoz explicam a diversidade dos vinhos produzidos. Os trabalhos de viticultura e enologia, a cargo de Ricardo Constantino e os irmãos Carlos e Luís Mira, abrangem as 11 castas tintas e as 9 brancas plantadas na sua propriedade.

Os novos vinhos agora apresentados incluem a nova edição do branco Reserva, do tinto Vinhas Velhas e, em estreia, dois vinhos licorosos: um branco de Colheita Tardia e um Licoroso tinto. Ambos respondem a novas tendências do consumo. Os licorosos tintos sempre foram produtos escondidos e muito pouco divulgados, tradicionalmente ligados a algumas adegas cooperativas. No entanto, mesmo no Alentejo, havia tradição antiga (caso do Mouchão) de fazer este tipo de vinho, inspirado no Vinho do Porto. Nos anos mais recentes surgiram vários licorosos alentejanos no mercado e há assim campo para a divulgação deste tipo de vinho. São normalmente uma grande surpresa em prova cega. Os colheita tardia são vinhos que estão a interessar produtores um pouco por todo o país e temos vindo a conhecer novas marcas todos os anos. Ambos, embora feitos em quantidades muito pequenas, podem ser produtos bem interessantes e que valorizam o portefólio.

O Reserva branco estagia 9 meses em barrica mas só 50% corresponde a barrica nova. Tem Arinto (50%), com Verdelho e Alvarinho em partes iguais. O vinhas velhas tinto vai na quarta edição, vem de vinha velha com mais de 50 anos implantada em terrenos pedregosos, de baixa produção. Inclui Alicante Bouschet, Trincadeira, Touriga Nacional e Petit Verdot, por ordem de importância no lote. O estágio prolongou-se por 18 meses em carvalho francês e americano, mas, dizem-nos, no futuro será apenas francês.

O licoroso tinto resulta de um conjunto de três castas, o Alicante Bouschet em 60% e depois Trincadeira e Aragonez em partes iguais. São várias as colheitas que entram no lote e por isso não tem data de colheita. Estagiou 24 meses em barricas usadas e mais um ano em inox. É comercializado em meias-garrafas e terá edição anual daqui em diante.

A outra novidade, o colheita tardia, resulta de uvas da castas Sémillon, parcialmente atacadas de botrytis (podridão nobre), a que se juntaram outras apenas desidratadas pelo longo tempo que passaram na vinha. Foram vindimadas ao mesmo tempo. A parcela, plantada em 2007, tem apenas 2ha e é uma vinha não regada. A vindima foi em Outubro. Fermentou e estagiou em inox durante 18 meses. É comercializado em meias-garrafas.

Romanée-Conti, muito mais do que um vinho

Na Borgonha há muitos produtores que atingiram a fama e o reconhecimento internacional. No entanto, nada se aproxima do prestígio deste domaine, cujo passado se confunde com o nascimento da Europa que hoje conhecemos.   TEXTO João Paulo Martins FOTOS Cortesia do produtor PODE não ser o método mais científico, mas é verdade que a […]

Na Borgonha há muitos produtores que atingiram a fama e o reconhecimento internacional. No entanto, nada se aproxima do prestígio deste domaine, cujo passado se confunde com o nascimento da Europa que hoje conhecemos.

 

TEXTO João Paulo Martins FOTOS Cortesia do produtor

PODE não ser o método mais científico, mas é verdade que a importância de um tema pode ser aquilatada pela quantidade de bibliografia que sobre ele existe. A Borgonha será porventura a região vinícola sobre a qual se escreveu mais, aquela cuja história é tão rica e complexa que já não nos admiramos quando um novo livro sai a público. A história desta zona francesa, outrora autónoma (o Ducado existiu entre 880 e 1482) quando os duques se sobrepunham aos reis e os senhores feudais ditavam leis nas terras e sobre as gentes. A história da Borgonha confunde-se também com a das ordens religiosas (sobretudo nos séc. XII e XIII) que eram as principais detentoras de terra, actuando amiúde como senhores feudais. Beneditinos e Cistercienses disputavam (no verdadeiro sentido da palavra) as terras e o estudo minucioso das parcelas muito ficou a dever a esta rivalidade. Em 1363 o rei João, o Bom entrega o ducado ao seu filho Philippe, o Audaz, tornando-se uma das personagens mais importantes do séc. XIV.

A parcela conhecida como Romanée-Conti mantém – o que é absolutamente extraordinário – a mesma delimitação desde 1512, pois vem bem indicada na declaração de rendimentos do priorado de Sant-Vivant. O nome pelo qual é conhecida actualmente remonta a 1794. Situa-se na comuna de Vosne Romanée e foi pertença do senhor de Conti, que a adquiriu em 1760. Diga-se que esta não era a única parcela tida como excepcional, uma vez que Jean-Baptiste Legoux (m. 1631) foi o primeiro proprietário conhecido da parcela La Tâche, também ela hoje pertença do Domaine de la Romanée-Conti (DRC). O domaine é hoje gerido por Henry-Frédéric Roch e Hubert de Villaine, das duas famílias proprietárias. Aubert, em entrevista a uma publicação francesa, disse a frase que acabou por ganhar uma aura mítica: “Eu não sou enólogo, sou apenas o guardião do terroir!” Para além de dar um excelente título para uma entrevista, a frase encerra em si um conceito de vida e um respeito pela tradição que são dignas de nota.

A empresa DRC é proprietária de várias parcelas, umas em posse exclusiva – daí o termo Monopole que aparece na gargantilha das garrafas – como é o caso das parcelas Romanée-Conti e La Tâche, e outras em co-propriedade, detendo uma parte da vinha – como Corton, Richebourg, Romanée Saint-Vivant, Echézeaux Grandes Echézeaux (todos tintos) e Montrachet (branco), todos Grand Cru. A mais recente aquisição foram os 2,8 hectares em Corton, de onde se produzem entre 5 e 8.000 garrafas. Ocasionalmente foram editados vinhos de zonas que não têm aquela classificação, como Vosne-Romanée, editado em 1999 após um interregno de 60 anos, e identificado como 1er Cru Cuvée Duvault-Blochet, em homenagem ao fundador do domaine no séc. XIX. O DRC é ainda detentor de algumas linhas de videiras (linhas é o termo mais exacto) em Bâtard-Montrachet (parcela onde se produz um branco Grand Cru) mas o vinho produzido – em média 600 garrafas – é consumido no domaine entre visitantes e amigos.

Mais de 20 mil euros por garrafa
A parcela Romanée-Conti tem uma área que excede um pouco os 1,8 hectares. A produção, conduzida actualmente em método de agricultura biodinâmica, tem muitas oscilações mas pode ir das 6.535 garrafas (colheita de 1978) às 7.446 em 1990. A produtividade média rondará os 25 hectolitros/ha. A maior parcela do domaine é a vinha de La Tâche (6ha e 38.373 garrafas produzidas na colheita de 1996); a mais pequena é sem dúvida a área de Montrachet (branco), onde o domaine apenas tem 0,67ha do total dos 7,99ha da célebre vinha.

Actualmente, o tinto Romanée-Conti é, de longe, o mais caro vinho do planeta. Jaime Vaz, proprietário da Garrafeira Nacional, em Lisboa, tem (ou tinha, nunca se sabe…) este tinto à disposição dos clientes. Preço? €23.950 por uma garrafa de 1993! Caro? Naturalmente, mas a verdade é que estes preços exageradíssimos são mania recente. Repare-se: em 1963, quando os vinhos da colheita de 61 foram disponibilizados no mercado inglês, o Romanée-Conti estava (a preços convertidos) a 7€ a garrafa e La Tâche a 5,8€ a garrafa. Talvez assim se perceba melhor que Eça de Queiroz fosse consumidor/apreciador deste néctar: era muito bom mas não era inacessível, como actualmente acontece.

Fruto de uma enorme especulação e da chegada ao mercado de novos-ricos das nações emergentes – Brasil, China, Rússia, Singapura – dispostos a tudo para terem uma destas garrafas, o vinho ganhou o estatuto de bebida mítica que, infelizmente, deixou de ser para beber mas antes para negociar e para comprar agora para vender mais caro no próximo leilão.

Já tive oportunidade de o provar por três vezes e é difícil fazer uma avaliação. A mais recente prova foi da colheita de 2005, quando foi bebido ao lado do La Tâche, Echézeaux e Romanée Saint-Vivant, também da mesma colheita. Muito bom? Claro, soberbo, glorioso, tudo o que se quiser. Muito diferente dos outros? Aqui tenho de dizer que não, porque a prova foi feita, creio que em 2009, quando, por força da juventude, os vários vinhos não mostravam todas as nuances que a idade lhes traria em termos de hierarquia. Erro nosso? Talvez, mas… nunca sabemos quando é que voltamos a ter a mesma oportunidade e por isso…

Como alguns outros vinhos, este pertence ao restrito grupo dos que há que beber ao menos uma vez na vida. Na minha lista este já tem um “visto”. O problema é que me faltam ainda uma mão-cheia de outros…

CVR Tejo distingue os melhores no vinho e na gastronomia

Prémios de Excelência do Concurso de Vinhos do Tejo em 2018

A cidade de Tomar vestiu-se a rigor para receber a 8.ª edição da ‘Gala Tejo’, evento que a Comissão Vitivinícola Regional do Tejo promove anualmente e cuja organização está a cargo da Confraria Enófila Nossa Senhora do Tejo. Na presença de 380 pessoas, o Hotel dos Templários voltou a ser palco da cerimónia de anúncio […]

A cidade de Tomar vestiu-se a rigor para receber a 8.ª edição da ‘Gala Tejo’, evento que a Comissão Vitivinícola Regional do Tejo promove anualmente e cuja organização está a cargo da Confraria Enófila Nossa Senhora do Tejo. Na presença de 380 pessoas, o Hotel dos Templários voltou a ser palco da cerimónia de anúncio e entrega dos galardões do ‘Concurso de Vinhos do Tejo’, dos ‘Prémios Vinhos do Tejo’ e do ‘Tejo Gourmet’.
No que diz respeito ao ‘IX Concurso de Vinhos do Tejo’ é de salientar a atribuição de duas das três ‘Medalhas Excelência’ à Quinta do Casal Branco, em Almeirim, pelos seus ‘Falcoaria Fernão Pires Vinhas Velhas branco 2016’ e ‘Falcoaria Colheita Tardia branco 2014’. Nos tintos, a ‘Excelência’ foi para o Tramagal (Abrantes), que coube ao ‘Casal da Coelheira Private Collection tinto 2015’. O concurso contou com o maior número de sempre de vinhos e produtores, ou seja, estiveram em prova 166 amostras (mais 8 em relação ao ano passado), de 37 produtores (mais 3 do que em 2017), dos quais 22 foram contemplados com 50 vinhos premiados. Deste total, 21 receberam ‘Diploma de Ouro’ e 29 ‘Diploma de Prata’.

Os ‘Prémios Vinhos do Tejo 2017’
No âmbito dos ‘Prémios Vinhos do Tejo 2017’, são contempladas as categorias ‘Empresa Dinamismo’ e ‘Empresa Excelência’ entregues, respectivamente, à Adega Cooperativa de Benfica do Ribatejo e à Adega Cooperativa do Cartaxo pela dedicação e determinação no universo vitivinícola.

Adega do Cartaxo
A Adega do Cartaxo recebeu o prémio de Empresa Excelência. Jorge Antunes, o presidente da direcção, no discurso de agradecimento.

Manuel Lobo de Vasconcellos e Joana Silva Lopes, o enólogo responsável e a enóloga residente da Quinta do Casal Branco, foram galardoados com o prémio ‘Enólogo do Ano’, pelo desempenho que os vinhos deste produtor conseguiram no ‘IX Concurso de Vinhos do Tejo’.
O ‘Prémio Carreira’ foi entregue a Mário Louro, que tem dedicado a sua vida à cultura do néctar de Baco, dentro e fora das salas onde dá formação, e de José Jacinto Freire Rodrigues, proprietário e grande impulsionador (da Quinta) do Casal da Coelheira, membro do primeiro Conselho Geral da Comissão Vitivinícola Regional, fundada em 1997, na altura como Ribatejo, e, acima de tudo, um acérrimo defensor da união em proveito de um futuro promissor para os Vinhos do Tejo.

Um dos ‘Prémio Carreira’ foi entregue a José Rodrigues (na foto), proprietário e grande impulsionador (da Quinta) do Casal da Coelheira. O outro foi para Mário Louro, que tem dedicado a sua vida à cultura do vinho.

‘Tejo Gourmet’ distingue 43 restaurantes com diplomas de ‘Ouro’ e ‘Prata’
Ao mesmo palco subiram ainda os representantes dos restaurantes galardoados no âmbito da 8.ª edição do ‘Tejo Gourmet’. Promovido há oito anos consecutivos, começou por ser um concurso de âmbito regional, o que mudou em 2014, ano em que passou a contemplar restaurante de Norte a Sul de Portugal continental e ilhas. Desde essa altura dá origem a um guia, “Na Rota do Tejo Gourmet”, uma edição anual onde constam os restaurantes participantes. Dos 51 restaurantes inscritos, 28 receberam ‘Diploma de Ouro’ e 15 foram distinguidos com ‘Diploma de Prata’, de acordo com a avaliação feita à harmonização de ‘Vinhos do Tejo’ com um menu composto por entrada, prato principal e sobremesa. No que aos prémios diz respeito, os restaurantes que melhor maridagem conseguiram foram, por ordem de serviço, o Pátio dos Petiscos (Montemor-o-Novo), o À Terra, do hotel Vila Monte Farm House (Moncarapacho, Olhão), e o Viva Lisboa, do Neya Lisboa Hotel.

Entrega do Premio O Melhor Restaurante, para o Wish, do Porto. Entregou o prémio Luis Castro, presidente da CVR do Tejo (à direita)

A ‘Melhor Promoção’ foi atribuída ao Grupo El Galego (Santarém), a ‘Melhor Carta de Vinhos do Tejo’ é a do restaurante Naco na Pedra (Salir do Porto, Caldas da Rainha) e o ‘Prémio Revelação’ ficou com o Petiscaki (Montemor-o-Novo). O Cisco (Almeirim) tem o galardão de ‘Melhor Restaurante de Cozinha Tradicional’ enquanto o À Terra, do hotel Vila Monte Farm House (Moncarapacho, Olhão) levou para o ‘Melhor Restaurante de Cozinha Internacional’ para o Algarve. O 150 Gramas (Vila Franca de Xira) é considerada a ‘Melhor Casa de Petiscos’, o ANNA’S Restaurant (Aveiro) é a ‘Melhor Cozinha de Autor’ e o Wish (Porto) é ‘O Melhor Restaurante’ desta edição do ‘Tejo Gourmet’.