Enólogo Osvaldo Amado regressa às Caves Primavera

Osvaldo Amado está de regresso às Caves Primavera, como consultor, 20 anos depois da sua última vindima pela empresa em 2004. “É com grande satisfação que volto às Caves Primavera, por regressar à casa que me viu nascer no mundo do vinho, que me volta a receber com o mesmo entusiasmo do início do meu […]
Osvaldo Amado está de regresso às Caves Primavera, como consultor, 20 anos depois da sua última vindima pela empresa em 2004.
“É com grande satisfação que volto às Caves Primavera, por regressar à casa que me viu nascer no mundo do vinho, que me volta a receber com o mesmo entusiasmo do início do meu percurso profissional”, comenta o enólogo a propósito da nova parceria com a empresa, salientando que “trabalhar com a terceira geração da família Almeida é muito estimulante”.
O regresso de Osvaldo Amado a uma casa que bem conhece, e onde ajudou a criar vinhos reconhecidos pelo mercado como o espumante Primavera Baga Bairrada, é um marco importante para as Caves Primavera, no ano em que é celebrado o 80º aniversário da empresa.
Segundo Lucénio Saraiva, diretor de Business e Comunicação das Caves Primavera, e membro da terceira geração da empresa, “o regresso do Enólogo Osvaldo Amado é uma oportunidade que não poderíamos deixar escapar, por respeito ao trabalho que desenvolveu nas Caves Primavera entre 1989 e 2004. O seu currículo no mundo dos vinhos fala por si só”.
Parceria entre as Caves Primavera e Antero Silvano chega ao fim

As Caves Primavera e Antero Silvano anunciaram recentemente o fim da parceria que ligava uma das casas mais tradicionais da Bairrada ao enólogo, que se iniciou em 2005 e tinha passado a ser, nos últimos dois anos, feita numa base de consultoria. Segundo Lucénio Saraiva, diretor de Business e Comunicação da empresa, “no trajeto de […]
As Caves Primavera e Antero Silvano anunciaram recentemente o fim da parceria que ligava uma das casas mais tradicionais da Bairrada ao enólogo, que se iniciou em 2005 e tinha passado a ser, nos últimos dois anos, feita numa base de consultoria.
Segundo Lucénio Saraiva, diretor de Business e Comunicação da empresa, “no trajeto de Antero Silvano nas Caves Primavera, onde demonstrou toda a sua qualidade e competência, salienta-se o trabalho realizado com a casta Baga, que originou grandes proveitos para a Região da Bairrada”. Por isso, “merece, sem dúvida, o reconhecimento que tem por parte dos seus pares e do mundo do vinho em geral”.
Durante os 20 anos da parceria, as Caves Primavera lançaram, no mercado, muitos produtos com o selo de qualidade único de Antero Silvano, que contribuíram para fortalecer a marca e para o seu reconhecimento no mercado. O exemplo mais recente disso é o Espumante Baga Bairrada Primavera Grande Reserva da colheita de 2017, que foi considerado o melhor espumante Baga@Bairrada na edição de 2022 do Concurso de Melhores Vinhos e Espumantes da Bairrada.
A Região da Bairrada recebe VinoEuro 2024

Os Municípios da Anadia, Mealhada e Oliveira do Bairro vão ser palco da competição VinoEuro 2024 Portugal, que irá decorrer entre 22 e 25 de maio de 2024, numa organização da União das Seleções Nacionais Europeias de Futebol de Enólogos e da Associação de Futebol dos Vitivinicultores de Portugal. A competição conta com a participação […]
Os Municípios da Anadia, Mealhada e Oliveira do Bairro vão ser palco da competição VinoEuro 2024 Portugal, que irá decorrer entre 22 e 25 de maio de 2024, numa organização da União das Seleções Nacionais Europeias de Futebol de Enólogos e da Associação de Futebol dos Vitivinicultores de Portugal.
A competição conta com a participação de oito países: Portugal, Itália, Suíça, Hungria, Eslovénia, República Checa, Áustria e Alemanha. Trata-se de um evento em que as equipas de futebol são maioritariamente constituídas por vitivinicultores, que procura mostrar como o vinho e o futebol podem ultrapassar todas as barreiras linguísticas, sociais e culturais. Os encontros de futebol vão decorrer nos três concelhos, com os jogos das meias-finais a decorrer na Mealhada e em Oliveira do Bairro. A final do VinoEuro 2024 irá realizar-se no Estádio Municipal de Anadia.
Todas as seleções que competem na terceira edição do evento irão também participar num programa que contempla visitas a produtores da região, museus e outros locais de interesse turístico e cultural.
Adega de Cantanhede faz mudanças na equipa de enologia

A Adega Cooperativa de Cantanhede — produtora de reconhecidos vinhos da Bairrada, como Marquês de Marialva ou Foral de Cantanhede — está a fazer grandes mudanças na equipa de enologia. Osvaldo Amado anunciou que deixa agora de ser enólogo consultor da Adega de Cantanhede, posição que será ocupada por outro experiente enólogo, António Ventura, facto […]
A Adega Cooperativa de Cantanhede — produtora de reconhecidos vinhos da Bairrada, como Marquês de Marialva ou Foral de Cantanhede — está a fazer grandes mudanças na equipa de enologia.
Osvaldo Amado anunciou que deixa agora de ser enólogo consultor da Adega de Cantanhede, posição que será ocupada por outro experiente enólogo, António Ventura, facto confirmado hoje, por este, à Grandes Escolhas.
Em comunicado de imprensa, Osvaldo Amado — que trabalhou com a cooperativa durante mais de 12 anos — refere que, entre os vários vinhos da Adega de Cantanhede que assinou, os que mais o marcaram foram rótulos como Marquês de Marialva Confirmado, Foral de Cantanhede, Grande Reserva Baga e Grande Reserva Arinto, Baga Unoaked e Baga Complexo, Espumantes Primitivo Cuvée e Baga Cuvée.
“A Adega de Cantanhede representou um grande desafio, que considero superado”, declarou o enólogo.
Original Reserva Branco é o grande vencedor do Concurso de Vinhos e Espumantes da Bairrada

O Concurso de Vinhos e Espumantes 2023, organizado pela Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB), aconteceu no passado 31 de Outubro, dia em que 14 jurados avaliaram, em prova cega, 120 vinhos. O anúncio dos vencedores e a entrega de prémios tiveram lugar em Águeda, no Palácio da Borralha, no dia 3 de Novembro, sendo que […]
O Concurso de Vinhos e Espumantes 2023, organizado pela Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB), aconteceu no passado 31 de Outubro, dia em que 14 jurados avaliaram, em prova cega, 120 vinhos. O anúncio dos vencedores e a entrega de prémios tiveram lugar em Águeda, no Palácio da Borralha, no dia 3 de Novembro, sendo que o vinho Original Reserva branco 2020, do produtor Quatro Cravos, foi o grande vencedor da competição, com a pontuação mais elevada.
Os restantes vinhos e espumantes bairradinos premiados dividiram-se em seis categorias, destacando-se o melhor em cada uma. No que toca aos espumantes, o Montanha Chardonnay & Arinto Grande Cuvée branco 2018 (Caves da Montanha) foi eleito o Melhor Espumante em absoluto e o Aliança Baga Bairrada Reserva Bruto Natural branco 2021 (Aliança Vinhos de Portugal) arrecadou o título de Melhor Espumante Baga Bairrada.
O já referido Original Reserva branco 2020 (Quatro Cravos) recebeu dois galardões, ao ser eleito o Melhor Branco, prémio ao qual somou o de Grande Vencedor do Concurso.
Do produtor Idálio de Oliveira Estanislau, o Pedra Só 2022 ganhou na sua categoria, como Melhor Rosé, tendo o António Marinha Grande Reserva tinto 2015 (António Marinha Vinhos) se destacado como Melhor Tinto.
O Encosta da Criveira Reserva tinto 2021, de Isaura Conceição Reis, levou para casa a distinção de Melhor Vinho das Terras de Sicó.
Foram, ainda, atribuídas três dezenas de medalhas de Ouro, 12 das quais a espumantes, 9 a vinhos brancos e 9 a tintos. Como director do Concurso de Vinhos e Espumantes da Bairrada, marcou presença o director editorial da Grandes Escolhas, Luís Lopes, ao lado de Pedro Soares, presidente da CVB. Já no júri estiveram reconhecidos enólogos da região, um representante de media bairradino e alguns sommeliers, nomeados para esta acção pela Associação Escanções de Portugal.
Consulte AQUI a lista completa de premiados do Concurso de Vinhos e Espumantes da Comissão Vitivinícola da Bairrada 2023.
Aliança: Como alfaiataria para espumantes

Foi em 2018 que a Aliança Vinhos de Portugal decidiu dar mais um passo na produção dos seus espumantes de topo na Bairrada, com a casta Pinot Noir. Em versão blanc de noirs (branco de uvas tintas), este “bruto natural” vem juntar-se à gama onde já se encontrava o Aliança Grande Reserva branco, um lote […]
Foi em 2018 que a Aliança Vinhos de Portugal decidiu dar mais um passo na produção dos seus espumantes de topo na Bairrada, com a casta Pinot Noir. Em versão blanc de noirs (branco de uvas tintas), este “bruto natural” vem juntar-se à gama onde já se encontrava o Aliança Grande Reserva branco, um lote de Chardonnay e Baga cuja colheita de 2018 sai também agora para o mercado.
No evento de apresentação de ambos, que teve como palco as Caves Aliança e o Underground Museum, em Sangalhos (concelho de Anadia) a equipa da casa proporcionou um dia totalmente dedicado a este tipo de vinhos. Mas, antes de uma prova de bases de espumante, de outra das várias colheitas do Grande Reserva branco e do novo espumante Pinot Noir, conduzidas pelo enólogo Francisco Antunes, foi visitada a nova vinha da empresa em Sangalhos — Quinta da Rigodeira II — concebida exclusivamente para originar vinhos base para os espumantes. E isto, na verdade, é coisa rara…

Em solo argilo-calcário, com algumas manchas arenosas, a Quinta da Rigodeira II teve os seus primeiros quinze hectares plantados em 2021, e mais nove já em 2023, sendo que para 2024/2025, estão previstos seis hectares adicionais. O que se encontra nesta vinha em início de vida, que terá este ano a sua segunda produção, são as castas mais emblemáticas na produção de espumantes da Bairrada: Baga, Chardonnay e Pinot Noir.
“Os clones deste Chardonnay e deste Pinot Noir são específicos para espumante. Já o material vegetativo da Baga, que provém da Estação Vitivinícola da Bairrada, é enviado para Itália, voltando enxertos já prontos para plantar”, elucidou Francisco Antunes. O director de enologia da Aliança, que chegará aos 30 anos de casa em Setembro de 2023, é actualmente um dos maiores especialistas em espumante do país. Também responsável pelos vinhos de outras regiões onde o grupo opera — Vinhos Verdes, Douro, Beira Interior e Dão — e pelas aguardentes, Francisco Antunes formou-se em Engenharia Agrícola na Universidade de Évora, e em Enologia em Bordéus.
“Queremos ter matéria-prima nossa, que possamos controlar totalmente, para o projecto dos espumantes de topo” afirmou, junto à vinha da Quinta da Rigodeira II, onde Eduardo Medeiro, vice-presidente executivo do grupo Bacalhôa (proprietário da Aliança Vinhos de Portugal), salientou ter sido “muito importante definir um foco para a Bairrada, nomeadamente os espumantes e a casta Baga”. Este incremento na região levou a que, segundo o viticólogo e director técnico Clemente Almeida, o custo da uva Baga passasse de cerca de 15 cêntimos, por quilo, para mais de 50 cêntimos em apenas 15 anos.

Francisco Antunes, director de enologia da Aliança, chegará aos 30 anos de casa em Setembro. É um dos maiores especialistas em espumantes do país.
De volta às caves, estiveram em prova três bases de espumante, de vinhos que sairão a partir de 2026: Quinta da Rigodeira 2022, um novo espumante que nasce na vinha agora plantada, de Baga, Chardonnay e Pinot Noir; Grande Reserva branco 2022 e Pinot Noir Grande Reserva branco 2022. Surpreendentemente, os três mostraram enorme equilíbrio e harmonia, a fugir da “agressividade” que se espera numa base de espumante. Depois da prova vertical do Grande Reserva branco — colheitas 2012, 2015, 2016, 2017 e a mais recente 2018 — chegou-se à estrela do dia. O Aliança Pinot Noir Grande Reserva branco 2018 viu o seu vinho base estagiar durante 5 meses, antes do engarrafamento, e permaneceu depois, “sur lies”, 43 meses em cave.
A Aliança produz, de acordo com Francisco Antunes, um milhão de garrafas de espumante por ano, das quais 156 mil são do Baga-Bairrada, outro produto “flagship” da empresa. Ainda segundo o alfaiate dos espumantes Aliança, em Setembro deste ano será lançado um vinho branco Bairrada Clássico, 100% Bical, proveniente de uma parcela descoberta na Quinta da Rigodeira… de 1931.
(Artigo publicado na edição de Julho de 2023)
Grande Reserva: Mealhada tem uma nova garrafeira

Uma “boutique wine shop” com vinhos diferenciadores e de todo o país. Grande Reserva é a garrafeira que acaba de abrir na Mealhada, pelas mãos de Ricardo Barrelas, empreendedor com experiência de uma década em comunicação e estratégia de marcas de vinho. “Temos procurado criar uma oferta ecléctica e não elitista, com vinhos de inquestionável […]
Uma “boutique wine shop” com vinhos diferenciadores e de todo o país. Grande Reserva é a garrafeira que acaba de abrir na Mealhada, pelas mãos de Ricardo Barrelas, empreendedor com experiência de uma década em comunicação e estratégia de marcas de vinho.
“Temos procurado criar uma oferta ecléctica e não elitista, com vinhos de inquestionável qualidade mas acessíveis a qualquer enófilo”, assume o proprietário, que pretende apresentar ao consumidor “vinhos que não estão, na sua esmagadora maioria, disponíveis nas grandes superfícies, assim como nas garrafeiras mais próximas”, construindo, assim, um portefólio único.

O objectivo é, também, proporcionar uma experiência de compra personalizada: “Somos, muitas vezes, o ponto de contacto entre o produtor e o consumidor porque nas grandes superfícies esse trabalho não existe e na restauração ainda existe um caminho longo a percorrer de educação vínica, digamos assim. O ‘storytelling’ de uma marca deve ser feito no ponto de venda e temos esse dever para com o consumidor. Dizer que o vinho cheira a isto ou sabe a isto simplesmente não chega”, defende Ricardo Barrelas.
A garrafeira Grande Reserva está, ainda, a desenhar experiências de enoturismo com um grupo de produtores, alguns dos quais estreantes nesta área, e a criar um clube de vinhos, onde cada membro terá acesso a benefícios exclusivos. Adicionalmente, o espaço é um dos poucos em Portugal que aderiu ao movimento global “Wine in Moderation” que visa promover uma cultura do vinho saudável e positiva.
A Grande Reserva está situada no centro da cidade da Mealhada, na Urbanização Quinta da Nora, Rua Armindo Pêga 49. Possui, igualmente, uma loja online, em grande-reserva.pt.
Comissão Vitivinícola da Bairrada preocupada com Linha de Alta Velocidade

A Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) deu o seu parecer, partilhado em comunicado de imprensa, na sequência da consulta pública promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente, no âmbito do procedimento de Avaliação de Impacto Ambiental para o estudo prévio da Linha Ferroviária de Alta Velocidade (LAV) entre o Porto e Lisboa, mostrando-se preocupada com as […]
A Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) deu o seu parecer, partilhado em comunicado de imprensa, na sequência da consulta pública promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente, no âmbito do procedimento de Avaliação de Impacto Ambiental para o estudo prévio da Linha Ferroviária de Alta Velocidade (LAV) entre o Porto e Lisboa, mostrando-se preocupada com as propostas apresentadas para os troços de Porto/Soure e Soure/Aveiro.
“A decisão política de se avançar com a construção da LAV vai ter um impacto bastante negativo nesta região vitivinícola do Centro de Portugal, na medida em que há troços que atravessam aquele que é o território vitivinícola da Indicação Geográfica Beira Atlântico, onde se insere a Região Demarcada da Bairrada. A construção da LAV, tal como é apresentada, destrói uma mancha que, ao longo dos últimos anos, tem sido um dos maiores cartões-postais da região vitivinícola da Bairrada e um dos seus mais eficientes embaixadores. A sua singularidade e identidade vão, desta forma, ser irremediavelmente afectadas”, introduz a Comissão Vitivinícola da Bairrada.
Pedro Soares, presidente da CVB e seu porta-voz, desenvolve: “A noção de importância colectiva nacional do projecto que nos é apresentado, nomeadamente através dos documentos disponíveis no sítio participa.pt, os seus eventuais benefícios em relação a questões como a diminuição do tempo de viagem de comboio entre Lisboa e Porto, o aumento da competitividade, a descarbonização do sector dos transportes ou a redução da sinistralidade rodoviária não nos impede de ter uma posição crítica em relação ao projeto apresentado, pelo facto de, também nós, os que produzimos os vinhos da Bairrada, sermos uma parte desse mesmo Portugal. É importante relembrar que a região é já dividida por outras vias de comunicação existentes, que, em benefício coletivo, causam danos irreparáveis à nossa região”.

Ainda no mesmo comunicado, a CVB refere que “os traçados que são do conhecimento público são extremamente penalizadores para a região da Bairrada. O cultivo da vinha é uma atividade económica com enorme importância social e cultural, mas também económica. Através das Denominações de Origem é possível valorizar uma actividade não deslocalizável (produção de uvas), fixar população, contribuir de forma decisiva para a economia local e tornar mais sustentável todo um território. Uma vinha é, em si, um ativo tão único e importante que, em muitos casos, dá origem a vinhos que levam aos quatro cantos do mundo o nome dessa mesma vinha, da região e de Portugal.
Os solos, a sua biodiversidade, as linhas de água existentes e as pessoas – que cuidam, no dia-a-dia, as suas vinhas, contribuindo assim para melhorar também a sustentabilidade ambiental – vão, todos eles, sofrer prejuízos incalculáveis e irreparáveis. As obras necessárias, os taludes a efetuar, os transportes durante a fase de construção e um conjunto de condicionantes associados a este tipo de projectos vão, em muitos casos, alterar de forma irrecuperável boa parte da região bairradina.
Ao longo dos últimos anos, vários foram os investimentos efetuados na recuperação e plantio de vinha, na adaptação, manutenção e construção de adegas que viabilizem não só a produção de vinhos e espumantes, mas se tornem activos colectivos da Região, na criação de caminhos e percursos que permitam intensificar o enoturismo (atividade que o Turismo de Portugal assume, nos dias de hoje, como uma ferramenta fundamental do sector do turismo), na criação de rotas, na valorização da paisagem natural. A Bairrada possui uma associação específica para o enoturismo, por reconhecer esta actividade como de importância decisiva para o sector”.
Pedro Soares questiona também sobre “quem se responsabilizará por tantos danos, materiais e imateriais, que o avanço desta obra trará para a nossa região?”, afirmando que a Comissão Vitivinícola da Bairrada “não é contra a Linha Ferroviária de Alta Velocidade em Portugal, mas não podemos concordar e aceitar os traçados propostos, pois são demasiado penalizadores para uma região de passado, presente e futuro, como é a Bairrada”.

