Cinco Moscatéis de Setúbal no top 10 do concurso Muscats du Monde

Moscatel Setúbal Muscats Monde

Os produtores de Moscatel de Setúbal Venâncio da Costa Lima, Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões e Bacalhôa Vinhos de Portugal voltaram a figurar no Top 10 do Concurso Internacional Muscats du Monde. A 23ª edição desta competição decorreu nos dias 20 e 21 de Junho, na localidade de Entre-Vignes, na região francesa de Occitânia. […]

Os produtores de Moscatel de Setúbal Venâncio da Costa Lima, Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões e Bacalhôa Vinhos de Portugal voltaram a figurar no Top 10 do Concurso Internacional Muscats du Monde. A 23ª edição desta competição decorreu nos dias 20 e 21 de Junho, na localidade de Entre-Vignes, na região francesa de Occitânia.

Durante os dois dias do concurso, foram provados 167 moscatéis oriundos de 17 países, por mais de 55 jurados internacionais, que atribuíram 55 medalhas, 29 de Ouro e 26 de Prata.

Destacam-se, ainda, as medalhas de Ouro da Casa Ermelinda Freitas, com o seu Moscatel Roxo de Setúbal 2010, e da Venâncio da Costa Lima, com o Rubrica Reserva Moscatel de Setúbal 10 Anos; e as medalhas de Prata da Venâncio da Costa Lima, com o Moscatel de Setúbal Reserva da Família 5 Anos, e da Adega Camolas, com o Moscatel de Setúbal Reserva Barrel Aged 2019.

Para o presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal, Henrique Soares, as distinções obtidas no Concurso Muscats du Monde são o reconhecimento das características naturais da região para a produção deste generoso: “O reconhecimento obtido no Concurso Internacional Muscats du Monde, a consistência e o número de medalhas obtidas ao longo dos últimos 15 anos, num concurso com esta dimensão e prestígio, têm tido grande importância para a Península de Setúbal e para a sua histórica Denominação de Origem (no ano em que se contam 116 anos da sua criação), afirmando de forma inequívoca a qualidade dos vinhos generosos que aqui se produzem há séculos e que estiveram na origem da demarcação da região em 1907”.

Muscats du Monde 2023 – Resultados Vinhos Península de Setúbal:

TOP 10 | Ouro – VENÂNCIO DA COSTA LIMA Moscatel de Setúbal Venâncio Costa Lima 2019
TOP 10 | Ouro – COOPERATIVA AGRÍCOLA SANTO ISIDRO DE PEGÕES Moscatel Roxo de Setúbal Contemporal 2013
TOP 10 | Ouro – BACALHÔA VINHOS DE PORTUGAL Moscatel de Setúbal Superior 20 anos 2000
TOP 10 | Ouro – COOPERATIVA AGRÍCOLA SANTO ISIDRO DE PEGÕES Moscatel Roxo de Setúbal Pingo Doce
Top 10 | Ouro – COOPERATIVA AGRÍCOLA SANTO ISIDRO DE PEGÕES Moscatel de Setúbal Pingo Doce
Ouro – CASA ERMELINDA FREITAS Moscatel Roxo de Setúbal Superior 2010
Ouro – VENÂNCIO DA COSTA LIMA Moscatel de Setúbal Rubrica 10 anos Reserva
Prata – VENÂNCIO DA COSTA LIMA Moscatel de Setúbal Reserva da Família 5 anos
Prata – CAMOLAS & MATOS Moscatel de Setúbal Adega Camolas Reserva Barrel Aged 2019

José Maria da Fonseca lança edição limitada do Moscatel Kingsman

Moscatel Kingsman

Para assinalar a estreia mundial do filme The King’s Man, que acontecerá no dia 22 de Dezembro deste ano, a José Maria da Fonseca lança agora uma edição super-limitada do Moscatel de Setúbal Kingsman, da colheita de 1919, em colaboração com o realizador Matthew Vaughn. São apenas 500 garrafas deste Moscatel de Setúbal que, segundo […]

Para assinalar a estreia mundial do filme The King’s Man, que acontecerá no dia 22 de Dezembro deste ano, a José Maria da Fonseca lança agora uma edição super-limitada do Moscatel de Setúbal Kingsman, da colheita de 1919, em colaboração com o realizador Matthew Vaughn.

São apenas 500 garrafas deste Moscatel de Setúbal que, segundo o produtor, celebram “a herança, o luxo e o fabrico artesanal que simbolizam a marca Kingsman, e dão continuidade ao longo legado dos vinhos José Maria de Fonseca”. Cada exemplar tem um p.v.p. de €1500 e pode ser adquirido na Loja de Enoturismo da Casa Museu José Maria da Fonseca e na loja online do produtor.

Moscatel KingsmanPara António Maria Soares Franco, administrador da empresa, esta é uma oportunidade única: “Somos um produtor de vinhos com quase 200 anos de actividade e os nossos Moscatéis de Setúbal eram consumidos nas principais casas reais da Europa, na época em que decorre o filme [antes da Primeira Guerra Mundial]. Estamos muito entusiasmados com este projeto, que nos vai trazer notoriedade, visibilidade e reconhecimento internacionais”. 

Sobre o filme “The King’s Man”: 

Enquanto uma colecção dos piores tiranos e génios do crime da história se reúnem para organizar uma guerra com o objectivo de exterminar milhões, um homem corre contra o tempo para detê-los. “The King’s Man” é dirigido por Matthew Vaughn e protagonizado por Ralph Fiennes, Gemma Arterton, Rhys Ifans, Matthew Goode, Tom Hollander, Harris Dickinson, Daniel Brühl, com Djimon Hounsou e Charles Dance. Matthew Vaughn, David Reid e Adam Bohling são os produtores, e Mark Millar, Dave Gibbons, Stephen Marks, Claudia Vaughn e Ralph Fiennes actuam como produtores executivos. “The King’s Man” é baseado na história “O Serviço Secreto” de Mark Millar e Dave Gibbons.

Veja o vídeo sobre esta edição especial do Moscatel Kingsman:

 

 

 

 

 

Moscatéis portugueses voltam a brilhar no concurso Muscats du Monde

Muscats du Monde Moscatéis

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Nos passados dias 7 e 8 de Setembro decorreu, na Occitânia (região do Sul de França), a 21ª edição do concurso internacional Muscats du Monde, no qual três Moscatéis de Setúbal e um Moscatel do Douro integraram […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Nos passados dias 7 e 8 de Setembro decorreu, na Occitânia (região do Sul de França), a 21ª edição do concurso internacional Muscats du Monde, no qual três Moscatéis de Setúbal e um Moscatel do Douro integraram o TOP 10: Bacalhôa Moscatel de Setúbal Superior 10 Anos 2004, Adega de Palmela Moscatel de Setúbal 10 Anos, Venâncio da Costa Lima Moscatel Roxo de Setúbal Reserva da Família 2017; e Adega de Favaios Moscatel do Douro 2000.

Dos 19 países representados, Portugal conquistou um total de onze medalhas – seis de Ouro e cinco de Prata – nove das quais atribuídas a Moscatéis de Setúbal. Além dos Moscatéis já referidos, também os vinhos Venâncio da Costa Lima Moscatel de Setúbal Reserva 2009 e Adega de Favaios Moscatel do Douro obtiveram Ouro. Já os vinhos Adega de Palmela Moscatel de Setúbal 2018, Paço do Bispo Moscatel Roxo de Setúbal 2019, Casa Ermelinda Freitas Moscatel de Setúbal Superior 2009, Venâncio da Costa Lima Moscatel de Setúbal 2018 e Contemporal Moscatel Roxo de Setúbal receberam medalha de Prata.

Durante os dois dias do concurso Muscats du Monde, foram provados 182 moscatéis de todo o Mundo. O júri internacional atribuiu 60 medalhas, 35 de Ouro e 25 de Prata. [/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”Full Width Line” line_thickness=”1″ divider_color=”default”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Siga-nos no Instagram

[/vc_column_text][mpc_qrcode preset=”default” url=”url:https%3A%2F%2Fwww.instagram.com%2Fvgrandesescolhas|||” size=”75″ margin_divider=”true” margin_css=”margin-right:55px;margin-left:55px;”][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Siga-nos no Facebook

[/vc_column_text][mpc_qrcode preset=”default” url=”url:https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fvgrandesescolhas|||” size=”75″ margin_divider=”true” margin_css=”margin-right:55px;margin-left:55px;”][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

Siga-nos no LinkedIn

[/vc_column_text][mpc_qrcode url=”url:https%3A%2F%2Fwww.linkedin.com%2Fin%2Fvgrandesescolhas%2F|||” size=”75″ margin_divider=”true” margin_css=”margin-right:55px;margin-left:55px;”][/vc_column][/vc_row]

Corktale lança bombons em parceria com produtores da Península de Setúbal

Casa Agrícola Horácio Simões: Bombom de chocolate negro com recheio de caramelo de Moscatel Roxo, damasco e sal fumado; Casa Ermelinda Freitas: Bombom de chocolate negro polvilhado em dourado e grão de café torrado, com recheio de caramelo de café e aguardente velha, criando a ideia clássica do “café com cheirinho”; Bacalhôa: O único bombom […]

Casa Agrícola Horácio Simões: Bombom de chocolate negro com recheio de caramelo de Moscatel Roxo, damasco e sal fumado;

Casa Ermelinda Freitas: Bombom de chocolate negro polvilhado em dourado e grão de café torrado, com recheio de caramelo de café e aguardente velha, criando a ideia clássica do “café com cheirinho”;

Bacalhôa: O único bombom bruto da colecção. Chocolate branco aromatizado com Moscatel de Setúbal 10 anos, amêndoa torrada e laranja. Bombom com coloração azul por ser a cor predominante da marca.

Damasceno: Bombom de chocolate branco e pimenta preta com recheio de caramelo de Moscatel Roxo e infusão de flores e cinco pimentas.

Sivipa: Bombom de chocolate negro em prata com recheio de caramelo de Moscatel Roxo, figo e mel.

António Saramago: Bombom de chocolate negro com recheio de caramelo de Moscatel de Setúbal 10 anos e alcaçuz, tingido a ouro e ornamentado com pérola de chocolate e casca de laranja cristalizada.

Domingos Soares Franco completa 40 anos de enologia 

TEXTO João Paulo Martins Estávamos no início dos anos 80 quando Domingos Soares Franco passou a ser o responsável pela equipa de enologia de José Maria da Fonseca, sua casa familiar de Azeitão. Nestes 40 anos mudou-se o que se entendeu mudar e manteve-se o que era de manter, quer em termos de estilo, quer […]

TEXTO João Paulo Martins

Estávamos no início dos anos 80 quando Domingos Soares Franco passou a ser o responsável pela equipa de enologia de José Maria da Fonseca, sua casa familiar de Azeitão. Nestes 40 anos mudou-se o que se entendeu mudar e manteve-se o que era de manter, quer em termos de estilo, quer de portefólio, que conta com bastantes marcas clássicas, como Periquita, Pasmados ou Quinta de Camarate, já para não falar dos notáveis licorosos de Moscatel. Uma das inovações introduzidas na segunda metade dos anos 90 foi a Colecção Privada Domingos Soares Franco onde o enólogo fez ensaios de castas e experimentou algumas das variedades disponíveis na vastíssima colecção ampelográfica da empresa e outras que trouxe para a região por ser grande apreciador, como foi o caso da Malbec, a casta ícone da Argentina. Outras marcaram também presença nesta colecção, brancas e tintas, sempre em produções reduzidas, o que ainda mais acentuava o seu carácter experimental. Desta vez as escolhidas foram três, a Riesling, a Cabernet Sauvignon e Malbec. E, como diz o próprio enólogo, nenhum destes vinhos teve contacto com madeira, exactamente para que melhor se conheça e aprecie as características das castas. O momento comemorativo foi também aproveitado para lançar um Moscatel de Setúbal Superior, desta vez com aguardente de Cognac. Nesta colecção já existia um outro (mais novo) com aguardente de Armagnac mas o de 2001 agora apresentado (provado nos Vinhos do Mês) utilizou a aguardente de Cognac. É a primeira vez que se disponibiliza para o público consumidor um Moscatel com Cognac. Uma excelente forma de comemorar 40 anos de carreira.

Moscatéis de Setúbal foram os grande vencedores do Muscats du Monde

O mais importante concurso mundial de Moscatéis, realizado em França, anunciou recentemente os seus resultados e, mais uma vez, Portugal marcou presença no grupo dos melhores, com o Moscatel Roxo de Setúbal Venâncio da Costa Lima Reserva da Família 2016 a ser eleito o melhor dos melhores. Este é um produto exclusivo dos hipermercados Continente. […]

O mais importante concurso mundial de Moscatéis, realizado em França, anunciou recentemente os seus resultados e, mais uma vez, Portugal marcou presença no grupo dos melhores, com o Moscatel Roxo de Setúbal Venâncio da Costa Lima Reserva da Família 2016 a ser eleito o melhor dos melhores. Este é um produto exclusivo dos hipermercados Continente.

No Muscats du Monde 2020, que decorreu a 22 e 23 de Julho em Frontignan-la-Peyrade, estiveram a prova 158 Moscatéis de 16 países e, além da mais alta distinção oferecida ao Reserva da Família 2016 — o primeiro lugar no Top 10 — outros Moscatéis de Setúbal destacaram-se, tendo sido Portugal o país com mais vinhos no Top 10: em 7º lugar, Moscatel de Setúbal Venâncio da Costa Lima Reserva da Família 5 Anos; em 11º, Moscatel de Setúbal Adega de Palmela 10 Anos; e em 12º, Moscatel Roxo de Setúbal Casa Ermelinda Freitas Superior 2010.

Os resultados completos da edição de 2020 do concurso Muscats du Monde podem ser consultados aqui.

Estava previsto viajar durante doze meses – a bordo do Navio Escola Sagres – mas acabou por regressar ao final de quatro. Os 1600 litros do Moscatel de Setúbal Torna Viagem, da José Maria da Fonseca, viram a sua volta ao Mundo cancelada em Maio devido à pandemia da covid-19, depois de terem zarpado de Portugal a 5 de Janeiro de 2020. Eram dois cascos de 600 litros e um de 400 litros, cada um com Moscatel de Setúbal 1956, outro com Moscatel Roxo de Setúbal 1985 e outro com Moscatel de Setúbal 2000, este último já tendo feito uma viagem a bordo do Sagres em 2007, sendo assim um “duplo” Torna Viagem. 

Depois do regresso destes vinhos à José Maria da Fonseca, em Azeitão, o vice-presidente e enólogo Domingos Soares Franco decidiu abrir os cascos para ver a evolução do vinho, e constatou: “Como era de esperar, o vinho Torna Viagem teve uma alteração igual a edições anteriores uma vez que cruzou duas vezes o Equador. Inicialmente iria atravessar seis vezes a linha Equador nesta viagem à volta do Mundo, mas devido à pandemia a viagem foi interrompida, já o navio Escola Sagres estava no Pacífico. Já de regresso a Azeitão, e depois de provado, constatámos que o vinho ficou mais escuro, mais evoluído no aroma e paladar”.

As experiências Torna Viagem, que culminam em vinhos raros e exclusivos, permanecem depois por longos anos nas caves da José Maria da Fonseca, até chegarem ao mercado. 

Icónico vinho João Pires tem novo look

João Pires é um branco icónico da José Maria da Fonseca, um monocasta Moscatel de Setúbal produzido desde a última década de 70. Hoje, quase 30 anos depois da última mudança de imagem deste vinho, João Pires surge no mercado com um look completamente novo: uma garrafa mais escura, um rótulo que imita a textura […]

João Pires é um branco icónico da José Maria da Fonseca, um monocasta Moscatel de Setúbal produzido desde a última década de 70. Hoje, quase 30 anos depois da última mudança de imagem deste vinho, João Pires surge no mercado com um look completamente novo: uma garrafa mais escura, um rótulo que imita a textura da parra da uva Moscatel de Setúbal, e um upgrade no papel e nos acabamentos, para dar aparência mais fresca e, em simultâneo, mais premium. 

Segundo a José Maria da Fonseca, “este rebranding tem como objectivo tornar a marca mais actual e moderna, mas ao mesmo tempo manter os elementos que desde sempre a distinguiram, sem descurar a qualidade e perfil do vinho”.

O João Pires branco 2019 tem um p.v.p. de €3.99.

vinho da casa #26 – Alambre Moscatel de Setúbal 20 anos

Moscatel de Setúbal: Um tesouro a descobrir

O Moscatel de Setúbal é um dos clássicos generosos portugueses, mas a sua notoriedade junto do consumidor está ainda muito distante da sua grandeza enquanto vinho. Merece bem mais do que o que tem, mais reconhecimento, melhores preços, mais visibilidade. Mas apesar disso, a verdade é que continua a crescer em área de vinha e […]

O Moscatel de Setúbal é um dos clássicos generosos portugueses, mas a sua notoriedade junto do consumidor está ainda muito distante da sua grandeza enquanto vinho. Merece bem mais do que o que tem, mais reconhecimento, melhores preços, mais visibilidade. Mas apesar disso, a verdade é que continua a crescer em área de vinha e produção.

TEXTO João Paulo Martins
FOTOS Mário Cerdeira

Quando se fala da trilogia dos vinhos licorosos portugueses sempre nos lembramos dos três magníficos, Porto, Madeira e Moscatel de Setúbal. É verdade que há outros, como o Moscatel do Douro e o Carcavelos mas nenhum destes dois atingiu o brilho do generoso de Setúbal. Apesar da fama do Setúbal e dos indicadores que são muito optimistas, não só quanto à área de vinha como em relação às quantidades produzidas, a verdade é que os ventos andam contrários. Os tempos, em Portugal e no mundo, não vão de feição para os vinhos doces. Esta verdade é válida não só aqui como também internacionalmente e as regiões que se notabilizaram pela produção de vinhos com elevado teor de açúcar estão a ressentir-se do menor interesse do público. Acontece com o Vinho do Porto tal como acontece com os Sauternes (França), por exemplo. Em alguns casos consegue-se uma melhor rentabilidade pela subida de preços de categorias mais elevadas (caso do Porto) mas as categorias de entrada dos licorosos nacionais (e europeus) tendem a ter preços pouco prestigiantes. O Moscatel de Setúbal consegue ser algo bipolar em termos de segmentação, com preços muito baixos nas gamas de entrada e, depois, vinhos de gama alta vendidos a valores já condizentes com a sua imagem e qualidade.

A região de Setúbal tem conhecido um renovado interesse dos produtores no Moscatel, um generoso com direito a reconhecimento legal como região demarcada desde os inícios do séc. XX. Durante décadas foi a casa José Maria da Fonseca que, quase em exclusivo, manteve o estandarte do generoso Moscatel de Setúbal. A partir dos anos 80 a J.P. Vinhos (mais tarde Bacalhôa Vinhos de Portugal) passou também a incluir o generoso no seu portefólio e de então para cá, sobretudo já neste século, a maioria dos produtores da região assumiu (e bem) que havia como que a “obrigação cívica” de manter, desenvolver e expandir o Moscatel que deu fama à região.

Henrique Soares, Presidente da CVR de Setúbal, confirmou-nos o crescimento sustentado que a área de vinha destinada à produção de moscatel tem tido. Estamos então a falar de 520ha para a produção do Moscatel de Setúbal e 43ha para o Moscatel Roxo de Setúbal. Na versão Roxo verificou-se um crescimento que fez duplicar a área de vinha em cerca de 3 anos e retirou, de vez, a casta do perigo de extinção em que se encontrava nos anos 80 do século passado. A produção global subiu também de forma permanente e situa-se agora (2019) nos 20 000 hectolitros quando, 4 anos antes, era apenas de 15 000 hectolitros.

Para ser Moscatel de Setúbal com direito à Denominação de Origem o vinho deverá incluir 85% da casta embora, ainda segundo Henrique Soares, a maioria dos produtores opte por ter 100% da casta em cada garrafa. Existia também a possibilidade de se fazer um generoso apenas com 2/3 de moscatel e 1/3 com outras castas brancas – tinha então o nome único de Setúbal (e não Moscatel de Setúbal) mas ao que nos informaram essa prática caiu em desuso e já ninguém a utiliza. Pelo facto da Portaria que actualizou as designações relativas ao Moscatel de Setúbal ser de 2014, é possível que se encontrem no mercado vinhos que apenas indicam “Setúbal” em vez de Moscatel de Setúbal e “Roxo” em vez de Moscatel Roxo de Setúbal.

Os segredos do Setúbal

A casta moscatel existe em inúmeros países, desde a bacia do Mediterrâneo até à África do Sul. Contam-se várias estirpes da casta, há nomes variados e perfis diferenciados. Em Portugal conhecemos duas famílias principais: o Moscatel Galego mais presente no Douro e o Moscatel de Alexandria (ou Moscatel Graúdo) em Setúbal. A variedade Moscatel Roxo é uma mutação do Moscatel Galego. Caracteriza-se pela fraca pigmentação tinta do bago, estando aí a origem do nome. Oficialmente, é considerada uma casta rosada, não tinta.

No modo de fabrico segue-se a técnica dos outros generosos, ou seja, a meio da fermentação é adicionada a aguardente que faz com que o processo fermentativo se interrompa e o resultado seja um vinho doce. Esta doçura, no caso dos vinhos com 20 ou mais anos, com concentração através da evaporação em casco, pode chegar aos 340 gramas/litro. Usa-se na região uma aguardente em tudo idêntica à do Vinho do Porto – tem a obrigatoriedade de ser vínica e ter um teor de álcool compreendido entre os 52 e 86% – mas não existem restrições quanto à origem: pode ser nacional (ou não) e alguns produtores, como a José Maria da Fonseca, têm usado aguardente adquirida quer na zona de Cognac quer na de Armagnac, regiões que, como se sabe, são produtores de espirituosos. A variação do teor alcoólico da aguardente prende-se também com o perfil do produto final, já que o Moscatel de Setúbal pode entre 16 e 22% de álcool.

A tradição da região impôs na vinificação uma maceração pós-fermentativa com as películas das uvas (ricas em aromas e sabores) ainda e já com a aguardente adicionada, processo que se estende por vários meses. Durante este “estágio” a cor do vinho pode ganhar tonalidades cada vez mais carregadas, o que também explica as cores “evoluídas” dos moscatéis novos.

No que diz respeito às barricas para o estágio não existem também limitações nem quanto ao volume nem quanto à origem das mesmas. Assim, tanto se podem usar barricas de pequeno volume, onde o envelhecimento tende a ser mais acelerado, como tonéis de grande dimensão. A Bacalhôa tem utilizado barricas onde anteriormente se estagiou whisky e que são colocadas numa estufa sujeita às variações de temperatura entre Verão e Inverno. Para ter direito à Denominação de Origem o vinho é obrigado a um mínimo de 18 meses de estágio.

O tempo, esse grande educador

Tal como acontece com outros generosos, sobretudo com o Porto Tawny e os Madeira, é o estágio prolongado em tonel ou barrica que confere ao vinho toda a complexidade e qualidade que se lhe reconhecem. É também nesse estágio que a tonalidade escurece, ficando com tons acastanhados. Pode, no entanto, parecer estranho que os vinhos novos, apenas com os 18 meses de estágio obrigatórios por lei, tenham já uma tonalidade muito carregada. Filipa Tomaz da Costa, enóloga da Bacalhôa, esclarece: “tenho várias cubas com o moscatel ainda em contacto com as massas (método que segue a tradição da região) e o vinho já apresenta uma tonalidade que sugere uma prolongada oxidação; por isso é normal que mesmo nos vinhos novos surjam tons mais escuros”. A lei permite, de qualquer forma, a utilização do caramelo como corrector de cor.

Depois desta maceração é o tempo em casco que vai, lentamente, operando as modificações que farão surgir um grande generoso, concentrado, por vezes muito doce, mas muito complexo. Também aqui há quem esteja a inovar e o vinho da quinta do Monte Alegre é sobretudo envelhecido em garrafa, um pouco à maneira do Porto Vintage. Ainda é cedo para se perceber se o resultado justifica a prática.

Na Bacalhôa, há muitos anos que o estágio em estufa é praticado. Filipa Tomás da Costa refere: “Usamos este método sobretudo nos primeiros 10 anos do envelhecimento; depois desse tempo trazemos os cascos para dentro do armazém, embora continuem nas zonas altas mais perto do telhado. Como a massa vínica é muito grande dentro da estufa – apesar das pipas serem de 200 litros – há uma forte inércia térmica e no Inverno podemos ter temperaturas exteriores de 4ºC mas no interior da pipa o vinho apenas varia entre os 10 e 15ºC; no Verão, a temperatura no interior da estufa chega facilmente aos 40º mas o vinho apenas oscila entre os 25 e 28ºC”.

A prática de atestar as barricas e passar a limpo nunca se generalizou na região. Na José Maria da Fonseca existiam muito vinhos velhos que já apenas correspondiam a “um fundinho da pipa”, como nos disse Domingos Soares Franco, enólogo da empresa, e tomou-se a decisão (há já alguns anos) de engarrafar todos esses vinhos, tendo-se considerado que apenas estavam a evaporar e que já nada mais havia a esperar do estágio em tonel. Mas, tal como no Vinho do Porto, este estágio pode prolongar-se por mais de 100 anos.

Novas categorias e mais diversidade

A legislação da região permite desde há algum tempo a produção de vinhos com indicação de idade. Assim, no rótulo da garrafa pode vir a indicação 5, 10, 20, 30 e 40 anos. Como muitos operadores ainda não têm vinhos muito velhos a existência de vinhos com as idades 30 e 40 é por enquanto muito limitada.

Pela prova que fizemos verifica-se que a indicação da data da colheita começa a generalizar-se e os vinhos com 5 anos também mostram ser uma categoria que veio para ficar. A designação Superior obriga a um estágio mais prolongado e a uma aprovação como tal na Câmara de Provadores.

Ainda segundo Soares Franco, a aceitação pelo mercado de vinhos com indicação de idade está a ser muito boa, quer em Portugal (que é ainda o principal destinatário) quer no mercado eterno, onde se destacam o Brasil, o Canadá e a Escandinávia.

O grande inimigo do Moscatel de Setúbal é a tendência – que se estende a outros produtos vínicos – de fazer parte dos vinhos que estão permanentemente na mira das grandes superfícies (super e hipermercados)  que jogam com os preços cada vez mais baixos, um verdadeiro rolo compressor que não traz nada de bom para a imagem do Moscatel de Setúbal. O futuro da região, muito mais do que vender cada vez mais barato deverá ser vender cada vez melhor, subindo gradualmente os preços, única forma de tornar trabalho rentável, valorizar a uva e o produtor e dignificar o produto de excelência que é o Moscatel de Setúbal.

[

Edição nº 34, Fevereiro de 2020