Comissão Vitivinícola do Algarve reforça enoturismo

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A 2ª edição da Feira de Enoturismo, decorrida no passado dia 27 de Abril, e a iniciativa Road to Wine 2026, que tiveram lugar a 25 e 26 do mesmo mês, ambas organizadas pela Comissão Vitivinícola do Algarve (CVA), com o apoio do Município de Lagoa, foram determinantes para posicionar o Algarve no centro das […]

A 2ª edição da Feira de Enoturismo, decorrida no passado dia 27 de Abril, e a iniciativa Road to Wine 2026, que tiveram lugar a 25 e 26 do mesmo mês, ambas organizadas pela Comissão Vitivinícola do Algarve (CVA), com o apoio do Município de Lagoa, foram determinantes para posicionar o Algarve no centro das atenções de produtores, operadores turísticos, restauração, hotelaria e público em geral.

Para além das provas vínicas, o certame foi palco de partilha de informação sobre experiências e demais actividades desenhadas no âmbito da oferta turística ligada ao vinho. Já o Road to Wine conduziu profissionais numa viagem pelo território, por forma a dar a conhecer o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na região no âmbito da cultura da vinha e do vinho, bem como mostrar diferentes projectos de enoturismo.

De acordo com o comunicado da CVA, “a crescente adesão de profissionais e público confirma o dinamismo do sector e o interesse crescente pelo enoturismo, consolidando estas iniciativas como plataforma-chave para a promoção da região e para a criação de novas oportunidades de negócio”.

 

PICOWINES: Em jeito de comemoração

PICOWINES

Tempo houve em que a vinha era a monocultura da Ilha do Puco. Aqui estamos em terras vulcânicas, pois a Ilha do Pico é a mais recente das ilhas, com “apenas” 300.000 anos, onde a humidade é muita, a influência do mar uma certeza e o crescimento da vinha uma incerteza. Ainda assim, e segundo […]

Tempo houve em que a vinha era a monocultura da Ilha do Puco. Aqui estamos em terras vulcânicas, pois a Ilha do Pico é a mais recente das ilhas, com “apenas” 300.000 anos, onde a humidade é muita, a influência do mar uma certeza e o crescimento da vinha uma incerteza. Ainda assim, e segundo nos informa o enólogo Bernardo Cabral que orientou esta apresentação, a produção chegou a atingir, em tempos pré-filoxéricos, os nove milhões de litros. Com a filoxera, a produção baixou para os residuais 28.000 litros. Resultado? Vinhas abandonadas, currais a ficarem cobertos de mata, mudança de profissão. Na altura, ganhou a baleia e assim foi durante quase todo o século XX.

O reconhecimento por parte da Unesco, em 2004, ajudou e subsidiou o renascimento das vinhas, que ocupam, hoje, nos Açores – com a ilha do Pico à cabeça – o dobro da área de vinha da Madeira. O renascimento do vinho do Pico, agora assente mais em vinhos secos e já não tanto em generosos, levou a que a procura das castas tradicionais aumentasse o suficiente, para se terem pago, este ano, a Arinto e a Verdelho a quatro euros o quilo e a Terrantez do Pico a cinco euros o quilo.

Aqui a vinha vai até à beira-mar, muito fustigada pelo vento, o que ajuda a secar as folhas da videira e obriga a que os muros dos currais sejam suficientemente abertos (apenas pedra sobre pedra), para que o vento possa circular. A produção tem sido diminuta e só em 2025 o Pico voltou a ter uma produção equivalente à de 2019, ajudando a repor os stocks. Os dois vinhos apresentados têm perfis diferenciados. O Arcos Vulcânicos é um Verdelho que tem origem na zona conhecida como Arcos de Santa Luzia (não muito longe da Madalena, a principal cidade da ilha), onde o solo vulcânico de pedra preta é ainda muito evidente; já o licoroso, que é uma edição limitada e comemorativa, com 25 anos de casco, apresenta uma secura interessante (apenas 41 gramas de açúcar por litro) e é tributário da fama antiga dos licorosos do Pico, agora com uma excelente apresentação.

A Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico dispõe de um elevado stock de vinhos velhos que irão assegurar outros lançamentos no futuro. Ainda não há qualquer decisão sobre uma nova edição. E o portefólio dos vinhos brancos secos, que não foram agora objecto de prova, são em quantidade interessante.

(Artigo publicado na edição de Março de 2026)

Quinta das Fiandeiras com projeto de olivoturismo em 2027

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O Quinta das Fiandeiras Azeite Virgem Extra Premium, feito a partir das variedades Cobrançosa e Verdeal, assinala a estreia da marca no mercado e abre caminho para a criação de uma unidade turística centrada na cultura do azeite, na propriedade homónima de 54 hectares localizada em Ervedosa do Douro, no concelho de São João da […]

O Quinta das Fiandeiras Azeite Virgem Extra Premium, feito a partir das variedades Cobrançosa e Verdeal, assinala a estreia da marca no mercado e abre caminho para a criação de uma unidade turística centrada na cultura do azeite, na propriedade homónima de 54 hectares localizada em Ervedosa do Douro, no concelho de São João da Pesqueira. Segundo o comunicado, o projecto de olivoturismo, com abertura prevista para 2027, irá incluir 13 quartos no edifício principal e outros dois na Cabana do Rio, um restaurante com ementa inspirada na cozinha duriense e uma varanda panorâmica sobre o curso de água que empresta o nome da região. Provas de azeite no antigo lagar, percursos pedestres, passeios de barco, piscina e piqueniques na propriedade constituem a oferta turística. Paralelamente, é assegurada a sustentabilidade através da irrigação gota-a-gota, de práticas inerentes à agricultura biológica, da implementação de painéis solares e de iluminação LED, e utilização de produtos ecológicos.

Quanto ao azeite, segundo o comunicado, este “traduz o resultado de uma herança natural e única, aliada ao cuidado e respeito por cada etapa da produção”, nas palavras de Álvaro Veiga, fundador do projecto Quinta das Fiandeiras, propriedade pertencente à Fábrica Douro, empresa liderada pelo próprio, com o apoio da mulher, Elisabete Veiga.

Sobre a Quinta das Fiandeiras, nome atribuído à propriedade em tributo à tradição secular ligada à fiação e à tecelagem do linho naquele lugar, é constituída por cerca de 10 hectares de vinha e 20 hectares de olival centenário, com mais de 20 variedades de azeitona e onde oliveiras ultrapassam os 300 anos. Nos planos, consta a plantação de mais três hectares de olival, bem como a preservação de parte da vinha velha a par com “um processo de requalificação que valoriza o património agrícola existente”.

Quinta do Noval declara Porto Vintage 2024 x 3

Quinta do Noval

Quinta do Passadouro Vintage Port 2024 constituem o trio associado ao anúncio de declaração de vinhos do Porto excepcionais. Christian Seely, Administrador da Quinta do Noval, afirma em comunicado: “os vinhos mostram grande pureza de fruto, estrutura e profundidade aromática. São precisos, refinados e muito equilibrados, com uma notável combinação de elegância e intensidade. São […]

Quinta do Passadouro Vintage Port 2024 constituem o trio associado ao anúncio de declaração de vinhos do Porto excepcionais. Christian Seely, Administrador da Quinta do Noval, afirma em comunicado: “os vinhos mostram grande pureza de fruto, estrutura e profundidade aromática. São precisos, refinados e muito equilibrados, com uma notável combinação de elegância e intensidade. São Portos Vintage já muito expressivos na juventude, mas com a estrutura, a profundidade e o equilíbrio necessários para uma longa e promissora evolução em garrafa”.

Segundo o comunicado, as condições climáticas registadas ao longo do Inverno e durante o Verão contribuíram para a “maturação lenta e homogénea das uvas”. Graças a este cenário somado às noites frescas de Setembro, foi possível preservar “a frescura, a pureza aromática e o equilíbrio”. Christian Seely salientou ainda a qualidade excepcional “de várias vinhas de Touriga Nacional, Touriga Francesa e Sousão”, bem como da Vinha Nacional e de diversos talhões de vinhas velhas constituídos por castas distintas.

MIGUEL LOURO WINES: “Arigato” pela vida

Miguel Louro

De nome e apelido, Miguel Louro é o homónimo do seu pai, produtor de vinhos, bem conhecido no Alentejo. Miguel (filho) nasceu em Lisboa, mas com dois ou três anos mudou, com a família, para Estremoz. Foi lá que desenvolveu um enorme gosto pelo campo. Tendo crescido no meio dos vinhedos, desde cedo se habituou […]

De nome e apelido, Miguel Louro é o homónimo do seu pai, produtor de vinhos, bem conhecido no Alentejo. Miguel (filho) nasceu em Lisboa, mas com dois ou três anos mudou, com a família, para Estremoz. Foi lá que desenvolveu um enorme gosto pelo campo. Tendo crescido no meio dos vinhedos, desde cedo se habituou aos ritmos da vinha e à presença constante do vinho na sua vida. O produtor recorda que ir a Lisboa era um castigo, pois foi “pouco amigo de confusão” e nunca se sentiu atraído pelas grandes cidades. Em contrapartida, sempre gostou de caça, pesca e vinhas. Em miúdo, queria ser taberneiro. “Gosto de vinho, provas, sensações e emoções”, explica. Não foi esse o seu destino: ficou na origem, na produção de vinhos, onde provas, sensações e emoções também não faltam.

Em 2011 plantou a primeira vinha, com um hectare de Touriga Franca e quatro hectares de sete castas brancas (Arinto, Alvarinho, Verdelho, Verdelho da Madeira, Gouveio, Roupeiro e Rabigato), coisa que, confessa, hoje já não teria feito. “Naquela altura achei que sabia tudo, agora não sinto isto”, admite o produtor com humildade. Mas foi uma aprendizagem importante. Das sete variedades que selecionou, plantaria, agora, apenas duas: Arinto e Rabigato. Não é por acaso que são protagonistas de um dos vinhos mais recentes e ambiciosos, e que, claramente, estiveram na origem do nome “Arigato”.

As vinhas ficam em Estremoz e, em termos de solo, variam entre xisto, nas encostas, onde estão plantadas a Gouveio, a Rabigato e a Alvarinho, e solos mais pesados, com bastante argila, no vale, onde estão a Arinto e a Verdelho. O primeiro vinho foi lançado em 2013. “Naquela altura, os típicos vinhos brancos do Alentejo eram fruta tropical, pouco ácidos e chatos”, recorda Miguel Louro. Os vinhos do jovem produtor eram tudo menos “chatos” e “tropicais”: tinham fruta contida e acidez bem pronunciada. Alguns distribuidores até mostraram o seu desagrado. “Fui apelidado de ‘água com ácido’”, recorda Miguel com um sorriso, “mas continuei na minha”. Até hoje mantém a sua convicção, mas já não choca ninguém; é, aliás, um estilo bastante apreciado na restauração e entre enófilos esclarecidos.

A partir de 2024, começou a usar uva tinta de uma vinha nova, com oito hectares, onde tem três castas – Alicante Bouschet, Aragonez e Trincadeira. Miguel Louro está a pensar reenxertar uma parte desta vinha com Rabigato e Arinto.

 

Entre Portugal e a Alemanha

Em paralelo, desenvolveu outro ramo da sua vida profissional. Depois do Instituto Superior de Agronomia, em 2013, Miguel foi fazer o estágio profissional na Alemanha e, em 2016, foi convidado pela mesma empresa para desempenhar as funções de enólogo da casa onde tinha estagiado, a S.A. Prüm. Alguns anos mais tarde, em 2020, iniciou a sua colaboração com a empresa familiar Willems Willems, localizada na parte sul de Mosel, na sub-região do Saar. “Sou Director-Geral, mas faço tudo: viticultura, enologia e vendas”, explica. Têm oito hectares de vinha, distribuídos por 32 parcelas, todas com a casta rainha daquela zona, a Riesling.

Mesmo a viver entre dois países – Alemanha e Portugal –, consegue gerir as duas vindimas, graças à diferença entre elas de seis a oito semanas. Somando as duas propriedades, 80% do vinho que Miguel Louro faz é branco.

Miguel Louro

 

Do Apelido, Primeiro Nome e Alcunha ao Arigato

A produção total da Miguel Louro Wines ronda entre as 20 e as 25 mil garrafas, das quais 50% são de branco e 50% são de tinto. A gama sempre esteve cheia de significados. Começa no Apelido – vinhos de blend, jovens e descomplicados. O Primeiro Nome tem mais identidade do produtor, sendo também de lote, mas com algum estágio e complexidade. Já o nome Alcunha é reservado para os vinhos monovarietais de colheitas especiais e carácter vincado.

A esta família de vinhos juntaram-se agora dois Arigato apresentados em primeira mão. São lotes únicos de edições limitadas com muita personalidade. Miguel explica: “se eu faço um blend e gosto, engarrafo, mesmo que sejam apenas 300 garrafas”. É a vantagem de ser um pequeno produtor. Como o nome remete para o japonês, o símbolo no rótulo também foi inspirado na cultura nipónica. Representa “casa”, conceito que tem muito significado para o produtor.

O Arigato branco 2022 combina a acidez do Arinto com a austeridade e a frescura do Rabigato. Antes da fermentação, foi realizada uma maceração pelicular a frio durante 24 horas; depois, as castas tiveram tratamentos distintos: o Arinto fermentou em barricas de carvalho francês de 500 litros e o Rabigato em barricas de carvalho nacional de 300 litros. O estágio decorreu durante nove meses sobre borras totais, sem bâtonnage. “É o meu perfil. Se tivesse que fazer só um vinho, seria este”, declara Miguel Louro. Foram produzidas 924 garrafas.

O Arigato tinto de colheita 2020 é um 100% Trincadeira. “Acho que comecei a entender esta casta”, partilha o produtor. A maceração pré-fermentativa ocorreu em lagar com pisa a pé. Ao completar o primeiro terço da fermentação, o mosto foi transferido para barricas de 225 litros de carvalho francês de terceiro uso, onde também fez a fermentação maloláctica. “Depois do primeiro ano do estágio, provei o vinho e achei que precisava mais. Ficou 42 meses em barrica, sobre borras totais”, explicou. Depois de engarrafado em 2024, passou mais um ano e meio em garrafa até o produtor sentir que o vinho estava pronto para entrar no mercado. Foram produzidas 504 garrafas.

(Artigo publicado na edição de Março de 2026)

Quanta Terra apresenta nova exposição de arte contemporânea no Douro

Quanta Terra

A quinta edição desta iniciativa cultural, a segunda consecutiva com a curadoria da Galeria Contagiarte, reforça o compromisso de Celso Pereira e Jorge Alves, enólogos cofundadores da Quanta Terra: dinamizar e facilitar o acesso à arte e cultura no interior do país. E apenas um ano depois de ter sido criado, em 2023, este projeto […]

A quinta edição desta iniciativa cultural, a segunda consecutiva com a curadoria da Galeria Contagiarte, reforça o compromisso de Celso Pereira e Jorge Alves, enólogos cofundadores da Quanta Terra: dinamizar e facilitar o acesso à arte e cultura no interior do país. E apenas um ano depois de ter sido criado, em 2023, este projeto já valeu à adega o título de “Best of Wine Tourism”, o mais alto reconhecimento a nível mundial. Desde então, mais de 5 mil visitantes já passaram por Favaios, Alijó.

A partir deste mês, e até 31 de Dezembro, o Espaço Quanta Terra volta a transformar-se numa galeria de arte contemporânea, recebendo obras inéditas de quatro artistas portugueses que se distribuem por espaços inesperados da adega, entre salas de barricas, cubas centenárias ou salas de prova. Com algumas das obras concebidas especialmente para estes lugares, procurando uma relação direta com a arquitetura e a atmosfera do espaço, o objetivo é criar uma experiência imersiva, sensorial e um diálogo perfeito entre vinho e arte.

Vanessa Teodoro, Ana + Betânia, Mário Ferreira e Pant. são os artistas convidados para a quinta edição desta iniciativa cultural, numa mostra coletiva intitulada “A Pele da Terra”. Em comum, partilham a abordagem: a exploração da arte enquanto matéria viva, construída em camadas, volumes e gestos tridimensionais. “Tal e qual o Douro”, afirmam Celso Pereira e Jorge Alves, “cuja identidade visual e cultural nasce da sobreposição de socalcos, texturas e cores em permanente transformação ao longo das estações”.

A exposição “A Pele da Terra”, que inclui uma visita à adega, a todas as obras da exposição (temporária e permanente) e uma prova de vinhos, pode ser visitada de quarta a domingo, entre as 9h30 e as 18h00, e nos restantes dias sob pedido. Para mais informações ou reservas, por favor usar este link: https://quantaterradouro.com/formulario-reservas/

Quanta Terra

 

Quinta do Gradil com Certificação Nacional de Sustentabilidade

Quinta do Gradil

A Certificação Nacional de Sustentabilidade obtida pela Quinta do Gradil, ao abrigo do Referencial Nacional de Certificação de Sustentabilidade do Sector Vitivinícola, gerido pela ViniPortugal, é concedida pela CERTIS – Entidade de Certificação Independente. Abrange as actividades de produção primária (viticultura) e transformação (adega e engarrafamento). Entre as principais acções que atestam este novo capítulo […]

A Certificação Nacional de Sustentabilidade obtida pela Quinta do Gradil, ao abrigo do Referencial Nacional de Certificação de Sustentabilidade do Sector Vitivinícola, gerido pela ViniPortugal, é concedida pela CERTIS – Entidade de Certificação Independente. Abrange as actividades de produção primária (viticultura) e transformação (adega e engarrafamento). Entre as principais acções que atestam este novo capítulo na história desta centenária propriedade vinhateira localizada em Vilar, no concelho do Cadaval, destacam-se, de acordo com o comunicado, a gestão eficiente de recursos, nomeadamente, o “uso responsável da água”; a preservação da biodiversidade, com o propósito de fomentar a “proteção de espécies sensíveis”; a promoção da responsabilidade social – “colaboradores com benefícios alargados e forte envolvimento com a comunidade local” –; e a aposta na económica circular através da “valorização de subprodutos, como a compostagem e o reaproveitamento de aparas de madeira”.

Em suma, este reconhecimento garante aos consumidores nacionais e internacionais que os vinhos da Quinta do Gradil são produzidos segundo as práticas globais de sustentabilidade.

O Enoturismo do ano é…. Associação Rota da Bairrada

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Num território pequeno em escala, mas extremamente generoso em paisagens, pessoas e propostas direcionadas para o setor do vinho, da gastronomia e do património, nasce, em 2006, a Associação Rota da Bairrada. Objetivo? Desenvolver um dinamismo integrado, assumindo responsabilidades pela promoção e valorização do território vitivinícola da região, com o foco na sua herança patrimonial […]

Num território pequeno em escala, mas extremamente generoso em paisagens, pessoas e propostas direcionadas para o setor do vinho, da gastronomia e do património, nasce, em 2006, a Associação Rota da Bairrada. Objetivo? Desenvolver um dinamismo integrado, assumindo responsabilidades pela promoção e valorização do território vitivinícola da região, com o foco na sua herança patrimonial e nos produtos turísticos e culturais plenos de autenticidade. Nestas duas décadas de existência integrou produtores, unidades de enoturismo, restaurantes, alojamentos, empresas de animação turística, assadores de leitão e parceiros locais, articulando, a nível regional e nacional, com instituições públicas e privadas ligadas ao vinho e ao território a promoção, dinamização e comercialização da Bairrada enquanto destino de excelência.

Fundamental para a solidez e abrangência do projeto foi a adesão dos oito municípios que integram o território da Bairrada – Anadia, Mealhada, Oliveira do Bairro, Cantanhede, Vagos, Águeda, Aveiro e Coimbra. Todos partilham uma identidade vitivinícola, gastronómica e cultural comum.

As portas de entrada e descoberta deste território situam-se nos dois espaços físicos da Rota da Bairrada, localizados na Curia e em Oliveira do Bairro. No verão, ergue-se, na praia da Vagueira uma loja pop-up, que se mantém aberta durante todo a época de estio.  Ali, os visitantes podem aprofundar o conhecimento sobre a região, a identidade vitivinícola, gastronómica e cultural, com o apoio de uma equipa especializada em enoturismo, capacitada para a criação de experiências personalizadas. Os Espaços Bairrada funcionam ainda como locais de ativação do território, promovendo o contacto direto com o vinho, através da compra de referências dos mais de 45 produtores ali representados, da participação em provas e degustações temáticas, da realização de dinâmicas sensoriais, como jogos de aromas e atividades de iniciação à prova, somando-se serviços de reservas de visitas a museus, caves e adegas ou de refeições nos restaurantes associados.

A abrangência da atividade estreita fronteiras e a Rota da Bairrada tem levado o nome da região mais longe, com a participação em feiras e eventos ligados a turismo, gastronomia e vinho em território nacional e fora de portas, colaborando em ações de promoção de carácter institucional, desenvolvendo conteúdos de promoção, aos quais alia a conceção e realização de eventos próprios ou em parceria com produtores, municípios e demais parceiros. M.F.

O Prémio Enoturismo do ano é patrocinado por: Turismo de Cascais

(Artigo publicado na edição de Março de 2026)