Projecto 260g recebeu o Red Dot: Best of the Best 2026

O projecto 260g, responsável pelo desenvolvimento da garrafa de vinho mais leve do mundo, foi distinguido com o Red Dot: Best of the Best 2026 na categoria Sustainable Design, graças à capacidade de conciliar inovação, sustentabilidade e excelência em design. Ou seja, o resultado traduziu-se numa garrafa de vinho de 75 centilitros com apenas 260 […]
O projecto 260g, responsável pelo desenvolvimento da garrafa de vinho mais leve do mundo, foi distinguido com o Red Dot: Best of the Best 2026 na categoria Sustainable Design, graças à capacidade de conciliar inovação, sustentabilidade e excelência em design. Ou seja, o resultado traduziu-se numa garrafa de vinho de 75 centilitros com apenas 260 gramas, a qual foi feita a partir de 80% de vidro reciclado, já com o objectivo de “reduzir substancialmente o consumo de matérias-primas, aumentar a eficiência do transporte, permitindo transportar mais 115 garrafas por palete, e diminuir a pegada carbónica ao longo de toda a cadeia de valor”, de acordo com o comunicado. Com esta garrafa é possível “reduzir em cerca de 40% as emissões de dióxido de carbono associadas à embalagem”, sem desvirtuar os padrões de qualidade, a resistência do produto final e o desempenho definido pela indústria.

Quanto ao prémio maior atribuído pelo Red Dot Design Award, neste caso, premiou a ideia materializada pelo LiDA – Laboratório de Investigação em Design e Artes, da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR) da nova Universidade de Leiria e Oeste (Politécnico de Leiria), em colaboração com a Vidrala – Santos Barosa.
“Este reconhecimento demonstra o potencial transformador da investigação em design quando desenvolvida em estreita colaboração com a indústria. O projecto 260g evidencia que os desafios da sustentabilidade exigem conhecimento interdisciplinar, experimentação e confiança entre parceiros, permitindo desenvolver soluções que conciliam excelência técnica, inovação e impacto ambiental positivo”, declara Renato Bispo, Director do LiDA, por comunicado.
Dão Summer Edition e os vencedores do Dão Primores 2026

A estreia do Dão Summer Edition, iniciativa promovida pela Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVR Dão), teve lugar nos dias 27 e 28 de junho, no Solar do Vinho do Dão, em Viseu, e contou com mais de 1.300 pessoas, entre uma vintena de produtores dos vinhos do Dão e de Lafões, especialistas e consumidores. […]
A estreia do Dão Summer Edition, iniciativa promovida pela Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVR Dão), teve lugar nos dias 27 e 28 de junho, no Solar do Vinho do Dão, em Viseu, e contou com mais de 1.300 pessoas, entre uma vintena de produtores dos vinhos do Dão e de Lafões, especialistas e consumidores. Ao longo dos dois dias, os visitantes descobriram mais de 200 referências, participaram em provas comentadas, conversas temáticas e desfrutaram de música ao vivo, DJ, gastronomia e actividades destinadas aos mais novos.
Segundo o comunicado, Manuel Pinheiro, Presidente da CVR Dão, sublinha “o entusiasmo dos visitantes e o empenho dos produtores ultrapassaram largamente as expectativas, o que nos deixa orgulhosos e muito motivados para começar a trabalhar, desde já, na próxima edição”.
Paralelamente, foram divulgados, em cerimónia reservada, os galardoados do concurso Dão Primores 2026.
Lista dos premiados
Ouro • Grande Vinho do Dão
Branco: Água d’Assobio (Encruzado)
Tinto: Adega Coop. de Penalva do Castelo (Alfrocheiro)
Ouro • Vinho Varietal
Água d’Assobio (Encruzado)
Adega Coop. de Penalva do Castelo (Malvasia-fina)
Adega Coop. de Penalva do Castelo (Encruzado)
João Cabral Almeida Vinhos (Encruzado)
Adega Coop. de Penalva do Castelo (Touriga Nacional)
Adega Coop. de Penalva do Castelo (Tinta Roriz)
Casa Agr. St. Amaro de Passarela (Alfrocheiro)
João Cabral Almeida Vinhos (Touriga Nacional)
Ouro • Vinho Tinto de Lote
Adega Coop. de Mangualde
João Manuel Reis Caseiro Alves Pereira
Paço de Santar Vinhos do Dão
Adega Coop. de Mangualde
Água d’Assobio
Spagre – Sociedade Agrícola
Ouro • Vinho Branco de Lote
Adega Coop. de Mangualde
Adega Coop. de Penalva do Castelo
Empreendimentos Turísticos Montebelo – Soc. de Turismo e Recreio
Paço de Santar Vinhos do Dão
Prata • Vinho Tinto de Lote
Adega Coop. de Silgueiros
Adega Coop. de Silgueiros
Adega Coop. de Silgueiros
Sociedade Agr. de Santar
Altano e Graham’s no Millennium Estoril Open

Entre 18 e 26 de Julho de 2026, a Symington Family Estates volta a marcar presença no Millennium Estoril Open, a ter lugar no Clube de Ténis do Estoril, com as marcas Graham’s e Altano. Para o efeito, haverá o Graham’s Cocktail Bar, onde o serviço contempla uma seleção de cocktails preparados com Graham’s Blend […]
Entre 18 e 26 de Julho de 2026, a Symington Family Estates volta a marcar presença no Millennium Estoril Open, a ter lugar no Clube de Ténis do Estoril, com as marcas Graham’s e Altano. Para o efeito, haverá o Graham’s Cocktail Bar, onde o serviço contempla uma seleção de cocktails preparados com Graham’s Blend Series – Porto Branco Blend Nº5 e Porto Ruby Blend Nº12. Com um carácter igualmente privado, o Wine Bar do evento contará com uma seleção alargada de vinhos da Symington Family Estates, incluindo vinhos do Porto e vinhos DOC Douro e Alentejo.
Já a Altano estará em duas zonas acessíveis ao público em geral: uma área dedicada a passatempos e jogos para todas as idades, com o intuito de desafiar os visitantes a pôr à prova as aptidões desportivas; e o Altano Cup, nome atribuído ao lounge, que convida degustar a oferta vínica da marca num ambiente descontraído.
João Zilhão, Managing Partner do Millennium Estoril Open, destaca, em comunicado, a importância desta parceria: “a Symington Family Estates é, há vários anos, o fornecedor oficial de vinhos do Millennium Estoril Open e um dos pilares do sucesso do evento. A presença das emblemáticas marcas da família, os famosos cocktails com os Portos da Graham’s, os vinhos de referência servidos durante todas as refeições do VIP Slice Restaurant, bem como o Graham’s Bar, já um dos ex-libris do torneio, contribuem de forma decisiva para elevar a experiência proporcionada a todos os convidados e parceiros.”
Beira Interior: quais são os melhores vinhos?

Dos 97 vinhos a concurso, foram distinguidas 33 referências na 19.ª Gala de Prémios da Beira Interior. A cerimónia decorreu no Castelo de Alfaiates, no Sabugal e contou com a presença de Vítor Proença, Presidente do Município do Sabugal, Rui Ventura, Presidente do Turismo do Centro de Portugal, Francisco Toscano Rico, Presidente do Instituto da […]
Dos 97 vinhos a concurso, foram distinguidas 33 referências na 19.ª Gala de Prémios da Beira Interior. A cerimónia decorreu no Castelo de Alfaiates, no Sabugal e contou com a presença de Vítor Proença, Presidente do Município do Sabugal, Rui Ventura, Presidente do Turismo do Centro de Portugal, Francisco Toscano Rico, Presidente do Instituto da Vinha e do Vinho, e por Rodolfo Queirós, Presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior, entidade que promoveu esta iniciativa dinamizada por um painel de treze jurados constituído por 13 elementos e presidido pelo crítico da especialidade Aníbal Coutinho.
De acordo com o resultado, foram atribuídas 29 Medalhas de Ouro, para além dos galardões distribuídos nas categorias de Melhor Vinho da Beira Interior, Melhor Vinho no Feminino, Melhor Imagem e Melhor Imagem no Feminino.
Sgundo o comunicado, Rodolfo Queirós parabenizou os produtores “pelo trabalho sério e consistente que têm desenvolvido, ano após ano, para elevar o reconhecimento da nossa região. O concurso e as distinções atribuídas são mais uma ferramenta ao serviço dessa missão; ajudam a divulgar os vinhos da Beira Interior além-fronteiras e a reforçar a notoriedade da região, dentro e fora de Portugal”.
Gala Grandes Prémios
Melhor Vinho da Beira Interior
Quinta do Cardo Homenagem a Maria Luiza Grande Reserva tinto 2022
Melhor Vinho no Feminino
Quinta dos Currais Reserva Síria 2023
Melhor Imagem
ETHOS Vinho de Parcela tinto 2023
Melhor Imagem no Feminino
Pombo Bravo Espumante Bruto branco 2020
Medalhas de Ouro
Aforista DOC Beira Interior Reserva branco 2023
Beyra DOC Beira Interior Vinhas Velhas tinto 2023
Quinta da Biaia DOC Beira Interior Reserva branco 2020 (Produção Biológica)
Quinta do Cardo Homenagem a Maria Luiza DOC Beira Interior Grande Reserva tinto 2022 (Produção Biológica)
Souvall DOC Beira Interior branco 2024
Almeida Garrett DOC Beira Interior Reserva tinto 2018
Quinta dos Currais DOC Beira Interior Reserva Síria branco 2023
Quinta da Paróla DOC Beira Interior tinto 2020
Pombo Bravo DOC Beira Interior Reserva Síria branco 2022
Cosmos DOC Beira Interior Reserva tinto 2020
Rubus DOC Beira Interior branco 2025
Pinhel Bodas de Diamante Edição Comemorativa 75 Anos DOC Beira Interior Velha Reserva tinto 2019
Óptima Pergunta DOC Beira Interior Private Selection tinto 2022
Folhas Caídas DOC Beira Interior Chardonnay branco 2025
D’Alcaria DOC Beira Interior Reserva tinto 2022
Quinta da Biaia 750 DOC Beira Interior Síria branco 2023 (Produção Biológica)
Quinta dos Currais DOC Beira Interior Reserva tinto 2022
Boa Pergunta DOC Beira Interior Colheita Selecionada branco 2024
Quinta dos Termos Vinha das Colmeias DOC Beira Interior Reserva tinto 2023
Adega 23 IG Terras da Beira Viognier branco 2022
Manuel I DOC Beira Interior Reserva tinto 2023
Aforista DOC Beira Interior Colheita Selecionada branco 2023
Convento de Marialva DOC Beira Interior Reserva tinto 2023
Beyra DOC Beira Interior Vinhas Velhas branco 2024
Vale de Ladroens DOC Beira Interior Garrafeira tinto 2022
Vilar Torpim DOC Beira Interior rosé 2023 (Produção Biológica)
Boa Pergunta DOC Beira Interior Colheita Selecionada tinto 2022
Exilado DOC Beira Interior Espumante Grande Reserva Bruto Natural branco 2017
Quinta dos Termos Talhão da Serra DOC Beira Interior Reserva tinto 2022
Em memória de Jim Reader

Jim era uma figura muito querida no sector do vinho do Porto, consensual e respeitada, quer no Douro, quer em Vila Nova de Gaia, pela sua afabilidade e paixão que nutria pelo país adoptivo e os seus vinhos. Nascido em 1951, Jim cresceu em North Yorkshire, Reino Unido. Formou-se na University of East Anglia, onde […]
Jim era uma figura muito querida no sector do vinho do Porto, consensual e respeitada, quer no Douro, quer em Vila Nova de Gaia, pela sua afabilidade e paixão que nutria pelo país adoptivo e os seus vinhos.
Nascido em 1951, Jim cresceu em North Yorkshire, Reino Unido. Formou-se na University of East Anglia, onde cursou microbiologia e, mais tarde, obteve o doutoramento na Strathclyde University. Chegou a Portugal em 1980 pela mão da Allied Breweries, então proprietários da Casa Cockburn’s – líder de mercado no Reino Unido. Começou como responsável de Controlo de Qualidade, ascendendo ao cargo de Director de Produção e depois ao cargo de Director Geral da Cockburn’s, até à compra desta pela família Symington em 2006, altura em que se reformou.
Jim foi consultor do produtor de vinho do Porto, C. da Silva, além de continuar na influente Câmara de Provadores do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto que assegura os padrões de qualidade de todos os vinhos do Porto. Integrava também a Chancelaria da Confraria do Vinho do Porto, sendo igualmente membro activo da Feitoria Inglesa onde mais recentemente tinha a função de auditor independente. Em Julho de 2025, foi uma das 40 personalidades e organizações homenageadas pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica, em reconhecimento do contributo prestado a esta importante instituição de ensino ao longo de quatro décadas.
Conhecido pelo seu sentido de humor apurado, consta que em certa ocasião, enquanto discutia com outro produtor uma possível declaração de Porto Vintage, tomando conhecimento que outras casas iriam declarar, terá dito após uma curta pausa: “sinto que os nossos vinhos melhoram à medida que a nossa conversa avança”!
A equipa da Grandes Escolhas deixa as condolências a toda a família. Até sempre Jim Reader…
RESTAURANTE TOUTA: Do Líbano, com amor

Aberto no princípio de 2024, o Touta trouxe a Lisboa uma cozinha de inspiração libanesa, trabalhada com técnicas francesas e com vasta utilização de ingredientes locais. São os sabores da cozinha mediterrânica num mosaico colorido, leve e bastante criativo. Fundado pela Chef Cynthia Bitar e por Rita Abou Ghazale, responsável pela sala, o conceito afasta-se […]
Aberto no princípio de 2024, o Touta trouxe a Lisboa uma cozinha de inspiração libanesa, trabalhada com técnicas francesas e com vasta utilização de ingredientes locais. São os sabores da cozinha mediterrânica num mosaico colorido, leve e bastante criativo. Fundado pela Chef Cynthia Bitar e por Rita Abou Ghazale, responsável pela sala, o conceito afasta-se um pouco do registo tradicional do Médio Oriente, para oferecer uma reinterpretação contemporânea que cruza memórias e lugares do percurso da Chef. E não falta currículo a Cyntia Bitar. Primeiro pela herança, já que é filha de uma das mais conhecidas e pioneiras chefs femininas do Líbano, Nazira Bitar, depois pela formação, no prestigiado Instituto Paul Bocuse, em Lyon, e finalmente pelo trajecto acumulado ao longo dos seus 27 anos de experiência profissional. Começou por visitar Portugal como turista e depressa se deixou encantar pelo país e pelo produto português. Daí a ter aberto o Touta (petit nom da chef) entre a Estrela e Campo de Ourique, foi um passo.
O espaço divide-se em duas salas, sendo que a primeira, à entrada, tem cozinha à vista; e a segunda, separada por um pequeno corredor, é mais tranquila. Ao fundo uma pequena mercearia com produtos libaneses ou produzidos no restaurante. A decoração é simples, mas acolhedora e relaxante. A proposta apresentada aos clientes consubstancia-se numa ementa equilibrada pela importação de alguns produtos artesanais libaneses, com o uso de matéria prima local de pequenos produtores portugueses. O resultado é uma experiência gratificante, ainda para mais com a simpática ajuda de Rita Abou Ghazale que, pese embora as dificuldades de comunicação em português, nos conduz com mão segura numa viagem pelo menu (sazonal), que, de outra forma, poderia causar constrangimentos ao ouvido português.
E foi pelas mãos e conselhos de Rita que mergulhámos pela primeira vez nesta gastronomia de inspiração libanesa. Começámos por um croquete de batata com carne de vaca picada, cebola, com cobertura de couve e ketchup de beterraba, de sabor equilibrado e textura fofa e húmida. Seguiu-se uma ostra do Algarve, com gaspacho de fattoush (salada típica libanesa elaborada com diferentes verduras e legumes) e cubos de pão libanês frito. Não podíamos passar sem uma das entradas míticas da casa: o hommos feito a partir de pinhões de Alcácer do Sal, azeite infusionado com sujuk (salsicha curada), ervas aromáticas e pão libanês. Muito bem conseguido, com sabor suave, mas, ao mesmo tempo, profundo e visualmente muito atraente. Nas entradas ainda se provaram espargos brancos fumados com freekeh turfado (tipo couscous de trigo duro). Agradável, mas talvez o menos impactante de tudo o que provámos. Veio depois um tártaro de novilho maturado, kafta, com ervas frescas acompanhado, à parte, por cubos de batata frita em gordura de vaca. Muito bom o contraste entre a frescura ácida do tártaro e a batata crocante. A paixão da Chef Cynthia Bitar pelos produtos portugueses ficou patente pela proposta seguinte, Provençale de seu nome, que nada mais era que uma fresquíssima lula dos Açores grelhada com gnocchi de açorda e emulsão de coentros e limão, num hino à fusão de cozinhas e sabores de inspiração mediterrânicos. Para acabar o desfile dos pratos principais, não podia faltar o borrego, saff, em modo confitado, com bulgur e grão-de-bico, com couve fermentada. Houve ainda espaço para a sobremesa, uma Dacquoise, um creme emulsionado com zaatar (especiaria aromatizante) curd de maracujá, pontuado por limão e morango.
Assinale-se ainda como positivo a carta de vinhos, com várias propostas libanesas e algumas portuguesas de pequenos produtores, com o senão de ser raro encontrar opções por menos de 30€. Apesar da sua extensão, este menu resulta numa combinação leve, mas com sabores intensos onde as especiarias árabes tradicionais assumem um papel de destaque, texturas surpreendentes, tudo isto servido por uma técnica exemplar.
Touta
Rua Domingos Sequeira, 38, Lisboa
Tel.: 960 494 949
Horário: de Terça-feira a Sábado, das 19h30 às 23h00
Preço médio: €45
Está aberta a época do piquenique

Com a chegada do verão, o Ventozelo Hotel & Quinta, em São João da Pesqueira, apresenta uma nova oferta: os piqueniques. Confeccionados diariamente pela equipa do restaurante Cantina de Ventozelo, os piqueniques incluem uma seleção de produtos durienses, além de frutas, hortícolas e vinhos colhidos da horta da quinta. As opções são variadas: folar de […]
Com a chegada do verão, o Ventozelo Hotel & Quinta, em São João da Pesqueira, apresenta uma nova oferta: os piqueniques. Confeccionados diariamente pela equipa do restaurante Cantina de Ventozelo, os piqueniques incluem uma seleção de produtos durienses, além de frutas, hortícolas e vinhos colhidos da horta da quinta. As opções são variadas: folar de Vila Real, queijos e compota, sanduíche de rosbife com mostarda, salada de batata e pimentos, fruta da época, bolo caseiro, entre outros. A harmonização cabe ao vinho da Quinta de Ventozelo: uma monocasta branco, tinto ou rosé e outra de Vinho do Porto. Água aromatizada e café fazem parte deste alinhamento gastronómico descontraído. Depois há que escolher um dos cinco novos pontos preparados para estes repastos. Mesas, cadeirões, almofadas e mantas fazem parte da mise en scène, acompanhada de conversas prolongadas e de uma boa sesta ou de um mergulho no rio Douro.
A celebração das tradições durienses estende-se a outras experiências desenvolvidas no âmbito do programa de actividades do Ventozelo Hotel & Quinta, que dispõe de 29 opções distintas de alojamento (a partir de 180 € por noite).
O piquenique (€155, para duas pessoas) está disponível entre as 12h00 e as 18h00 e exige reserva através do email actividades@quintadeventozelo.pt.
GRANDE PROVA: ROSÉS A MENOS DE €15

Após tantos artigos que dedicamos aos rosés e depois de provar centenas de vinhos, chegámos finalmente à explicação a respeito da razão pela qual alguns consumidores ainda não privilegiam este tipo maravilhoso de vinho ou, pelo menos, que o relegam para segundo plano. Não, não é apenas o antigo o imaginário do rosé nacional, que […]
Após tantos artigos que dedicamos aos rosés e depois de provar centenas de vinhos, chegámos finalmente à explicação a respeito da razão pela qual alguns consumidores ainda não privilegiam este tipo maravilhoso de vinho ou, pelo menos, que o relegam para segundo plano. Não, não é apenas o antigo o imaginário do rosé nacional, que se assemelhava a uma sangria de vinho tinto, de acidez corrigida, com 10 gramas de açúcar por litro e gás carbónico. Não, não é pela fama dos rosés evoluírem mal em garrafa, pois são vários os exemplos mundiais – Viña Tondonia desde logo, mas também os clássicos de Bandol, como Domaine Tempier e Château de Pibarnon – e nacionais – Redoma, da Niepoort, Nélita, da Quinta de Lemos, ou o Reserva, da Quinta do Monte de Ouro – em que os vinhos têm uma evolução positiva em complexidade e seriedade.
E não, não é o preconceito de se tratar de vinho leve, posto que uma das principais modas atuais é precisamente tintos mais leves e abertos. E também não é que o seu consumo se deva restringir ao verão, já que o mesmo se poderia dizer dos champagnes e espumantes. A principal razão é, isso sim, o carácter residual para o qual o rosé foi relegado e que pode ser resumido numa frase dita por um amigo (que é, simultaneamente, um grande provador): “não há nada que goste num rosé que um grande branco não consiga entregar ou até superar”. Explico-me, de seguida.
Como é sabido, durante muitos anos, desde a antiguidade até há menos de um século, a cor dos vinhos era fluída e variada. Fosse por as vinhas com uva branca e tinta estarem coassociadas, fosse por fazer-se muito vinho branco com uvas tintas e sem o aperfeiçoamento da técnica aprimorada de bica aberta ou, simplesmente, por se misturar vinho branco e tinto, e tudo o mais. Até ao início do século XX não havia, portanto, nenhum tipo de preconceito quanto a tonalidades, sendo que a maior parte dos vinhos tintos tinham a famosa cor de petroleiro, de acobreados, de tão ligeiros que eram. Por sua vez, grande parte dos brancos nasciam logo carregados na cor, fosse por excesso de oxidação na vinificação, fosse apenas pela curtimenta.
Durante o século passado, com a viticultura moderna e, sobretudo, com a enologia profissional, os brancos ficaram mais claros e brilhantes, enquanto os tintos se tornaram mais concentrados e escuros. Uma das consequências trazida por esta divisão binária foi a de deportar os vinhos rosados, palhetes e claretes para uma categoria residual.
O que o vinho rosé precisa é que façamos com ele um trato, um acordo sagrado. Que nos lembraremos dele sempre que nos sentamos à mesa
Diversidade na produção
Sucede que, como já escrevemos noutras peças, a vinificação de um vinho rosé não perde em técnica ou rigor para os restantes tipos de vinho. Pelo contrário. Com efeito, a atenção na adega é permanente, desde a definição do nível ótimo de extração e prensa (de preferência, utilizando apenas o mosto lágrima) à temperatura de fermentação escolhida. Na mesma linha está a opção pela bâtonnage (agitação das borras), podendo-se eleger uma menor influência de oxigénio ou, em contrapartida, permitir alguma oxidação que ajude a proteger o vinho, contribuindo para uma maior longevidade, evitando-se aromas excessivamente frutados. Pode-se misturar parte do mosto de tinto sangrado com outra parte constituída por um rosé de bica aberta ou mosto de tinto sangrado prensado com as películas de vinho branco, sendo fermentado a posteriori, por exemplo numa pipa, com ou sem tampo, sendo que alguns dos melhores rosés nacionais fermentam, parcial ou totalmente, em barrica. Complexidade não falta, como se vê. O mesmo rigor é implementado no que respeita a castas, sendo eleitas uvas de variedades consagradas. É o caso evidente dos rosés do Douro e Dão – e até no Alentejo –, da Baga, na Bairrada, e do Moscatel Roxo, na Península de Setúbal e Palmela.
Em suma, no nosso território produzem-se excelentes rosés com recurso às mais variadas castas. No entanto, em alguns casos, são variedades menos evidentes do que as utilizadas na produção de tintos, essencialmente por serem uvas colhidas, por regra, mais cedo e, muitas vezes, sem que a maturação fenólica esteja completa.
Harmonizações aprimoradas
Mas então, para além da cor, o que mais contribuiu para o referido carácter residual para o qual foi atirado o vinho rosé? A resposta é: a ligação à gastronomia! Efetivamente, muito se escreve sobre a maridagem entre vinhos brancos e peixe, marisco, ostras e saladas. Surgiram enciclopédias que esmiuçam os segredos da harmonização de vinhos tintos com carnes vermelhas assadas, com molhos ou em tártaro. Neste frenesim binário não se evitaram erros crassos identificáveis por um palato sem vícios, como a de sugerir vinho tinto a acompanhar queijos curados ou caril picante.
Enquanto se debatia sobre combinações de sabores entre comida e vinhos, o rosé foi deixado de lado, carecendo de uma motivação ou fundamentação – quase sempre fútil – para ser consumido. A única justificação? Degustar o rosé à beira da piscina, numa festa de jardim ou num piquenique com a invocação da Provence, a famosa região do sul da França. É como se imperasse uma razão para o abrir… O impulso imponderado e, tantas vezes, espontâneo que nos leva a abrir um vinho branco nos dias quentes ou um tinto no inverno, transforma-se em reflexão profunda (quando não numa meditação filosófica) sobre se devemos ou não abrir um rosé e por que o deveremos fazer. Que falta de imaginação e que desperdício!
O que o vinho rosé precisa é que façamos com ele um trato, um acordo sagrado. Que nos lembraremos dele sempre que nos sentamos à mesa, para comer, seja pratos de carne ou peixe, ou à base de outros produtos. É o que faço em casa, onde tenho sempre um frigorífico (que não uma cave de vinhos) exclusivamente cheio de bons vinhos brancos e rosés, dispondo-os enquanto cozinho ou provo um conjunto alargado de comidas.
É o rosé a minha primeira escolha para um cremoso bacalhau à Brás, para um violento chacuti de borrego, mas também para uma elegante casquinha de caranguejo, uma paella reforçada com molejas, para um sofisticado risoto de vieiras ou um sushi exótico. Se for mais carregado na cor e no perfil (podendo até, em parte, resultar de sangria), será o meu predileto para acompanhar uns ovos rotos, um tártaro ou outro cru de boi, uma quiche de carne, uma pizza com salame picante e rúcula, uma salada de cogumelos, entre tantos outros pratos que “pediriam” mais umas quantas linhas nesta peça, com o propósito de firmar o ponto que entendo ser mais relevante.
Temos de os abrir, mais e mais, sobretudo quando Portugal tem, hoje, dezenas de rosés a um nível muito alto e que em nada ficam atrás ao que melhor se faz nos restantes países produtores (não conheço muitos rosés espanhóis ou italianos, australianos, americanos ou argentinos que nos façam frente). Àqueles que gostam de rosés, peço que o assumam junto dos demais à mesa. A quem raramente se lembram deste tipo de vinho, memorizem que, com tantos pratos, como alguns dos mencionados atrás, é mesmo o rosé a melhor, quando não a única combinação possível à mesa!
(Artigo publicado na edição de Maio de 2026)
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