CASA RELVAS: Em casa dos Alexandres

Casa Relvas

A Casa Relvas é uma empresa multifacetada. Mais conhecida pela produção de vinhos, a empresa também está ligada à produção de azeite e pecuária, e Alexandre V ainda tem um gosto especial por cavalos. Além disso, são muitos os borregos criados na Herdade de São Miguel, propriedade agrícola localizada no concelho do Redondo, na região […]

A Casa Relvas é uma empresa multifacetada. Mais conhecida pela produção de vinhos, a empresa também está ligada à produção de azeite e pecuária, e Alexandre V ainda tem um gosto especial por cavalos. Além disso, são muitos os borregos criados na Herdade de São Miguel, propriedade agrícola localizada no concelho do Redondo, na região do Alentejo, apenas para produção de carne, e muitos os quilos de uva que entram na adega desta propriedade alentejana (ver caixa).

Tudo começou, claro, pela produção de vinhos tintos, numa época em que esses eram os mais procurados. O tempo encarregou-se de mostrar que os gostos do consumidor não são um caminho a direito, que vão mudando. Se nos anos 80 e 90 do século XX se imaginasse que os brancos teriam tanta aceitação, muita coisa diferente se teria feito no Alentejo. Porém, essa era a época em que os estatutos da região eram muito pouco flexíveis, obrigando ao plantio de castas, como Trincadeira, Aragonez e Castelão – então conhecida como Periquita –, nos tintos, ou Roupeiro, nos brancos, em percentagens elevadas, para poderem ter direito à Denominação de Origem, e em que, por exemplo, a Alicante Bouschet não estava incluída nas variedades recomendadas e apenas autorizadas. Na lista das brancas estavam incluídas castas hoje muito pouco referenciadas, como Tamarez ou Rabo de Ovelha; mesmo a Antão Vaz estava muito confinada à região da Vidigueira. Outros tempos.

A gestão continua a ser familiar, entre o pai Alexandre e Alexandre V, que entrou em 2006 (já com formação em viticultura e enologia), agora ajudado pelo irmão que faz parte do projecto desde 2019. O negócio teve necessariamente de se diversificar, com um foco muito forte na exportação, que absorve, actualmente, 60% da produção. Os principais mercados – anualmente abrangem cinco milhões de garrafas – continuam a ser a Suécia, a Finlândia, a Bélgica e o Brasil. Como é natural e se imagina, os vinhos de maior produção são desenhados ao gosto de cada um dos mercados. Alexandre não esconde: “temos de colocar algum açúcar residual em muitos vinhos, mais em tintos que em brancos; não há volta a dar. A malta gosta de coisas doces, nomeadamente na restauração e grandes superfícies. Estamos a falar de cinco gramas de açúcar por litro, mas podemos, por vezes, ir até aos nove gramas. E não nos esqueçamos que, para a Polónia, chegam a ir vinhos com 60 gramas de açúcar por litro! Curiosamente, nos brancos há menor apetência pela doçura residual, porque se bebe muito fresco. Se a quantidade pretendida o justificar, podemos ajustar o perfil ao gosto do cliente.”

Perfil actual, vinhas e vinhos

Como se imagina, os tempos da preponderância dos tintos já passou há muito. Hoje, a produção de vinhos brancos não pára de crescer e já corresponde a 30% da produção total, mas “continuamos deficitários”. Os rosés têm adquirido cada vez mais importância, de que são prova os dois rosés da casa, feitos em quantidades já consideráveis (ver notas de prova). A enologia centra-se na Herdade de São Miguel, para os vinhos de gama média/alta, e na Herdade da Pimenta, para o grosso da coluna, nomeadamente os vinhos para as grandes superfícies, muitas vezes com a marca do comprador.

No caso das grandes superfícies, que absorvem cerca de um milhão de garrafas, Alexandre V nota que se está a aumentar a prioridade a vinhos com designativos de qualidade, como ‘Premium’ ou ‘Grande Escolha’, em detrimento dos vinhos a pataco. Contudo, “tudo tem de ser negociado”, confirma, acrescentando que “ainda somos pouco competitivos na vinha, se compararmos com Chile ou Espanha. Mesmo assim, a nossa produtividade média por hectare são 12 toneladas e, às vezes, podemos chegar ao limite estabelecido, que são 15. Mas também sei que se pode fazer um vinho desequilibrado, com produções de três toneladas. Não é por ser uma produção elevada que o vinho é de menor valia. Acho que, no Alentejo, se as produções forem abaixo das seis toneladas por hectare, as contas não saem; só se forem parcelas familiares, em que a família ajuda, etc. Se for profissional, não dá”. Continua a haver muita procura de uva branca, que tem sido paga até €0,55, e a uva tinta, com alguma qualidade, paga a €0,50.

Para vinhos de volume, diz-nos, “temos e acreditamos na Fernão Pires, que funciona muito bem e, claro, temos Antão Vaz e Arinto. Temos um pouco de Verdelho e Sauvignon Blanc. Faz sentido comercialmente, até porque, na restauração e no enoturismo, há muita procura por monocastas. Nas tintas, a Alicante Bouschet e a Trincadeira são as que têm mais expressão, mas também temos Touriga Francesa, Touriga Nacional e Syrah, que funcionam muito bem em rosé”.

A Trincadeira é das castas que mais gosta de trabalhar. “Ela aguenta muita produção, mas não a podemos deixar produzir o que quer, porque, depois, o consumidor não aceita. Tem pouca cor e o vinho fica demasiado ligeiro no corpo. É casta para se ficar nas quatro toneladas por hectare; já a Alicante Bouschet vai facilmente às 12 toneladas, para vinhos de €5, por exemplo. Em venda ao público, abaixo de €4 ou €5 é difícil. A esse preço, se estivermos a falar de vinho com volume, já se pagam contas, mas, enquanto nós aqui valorizamos os nomes e as empresas, um inglês que chega ao supermercado, o que quer é vinho bom e barato. Sabe lá se é Ferreirinha ou Niepoort. Se encontrar um Alentejo a metade do preço do Douro, não hesita. Eu, se fosse produtor do Douro, estaria muito preocupado.”

Inovações e ambiente

Na Casa Relvas, cerca de 95% da vindima já é mecânica. Por exemplo, a poda, nomeadamente para rosés, já é feita mecanicamente, com leitura óptica; depois só se passa para tirar as hastes dos arames. Em contrapartida, a vinha que dá origem ao vinho do Pé de Mãe é submetida a uma vindima feita manualmente, porque fermenta com cacho inteiro.

A renovação dos componentes do solo é outra das acções implementadas pela Casa Relvas, desta feita, com o objectivo de melhorar o perfil aromático dos vinhos; e estão a usar cada vez mais os drones para adubação, porque, por enquanto, não é possível usar para tratamentos fitossanitários – há uma directiva europeia que equipara os drones e as aeronaves, mas o assunto está em vias de nova abordagem, por forma a distinguir ambos. Alexandre informa-nos que também têm tractores autónomos, eléctricos e sem condutor. Há já um grupo fixo de imigrantes nepaleses a trabalhar, mas, mais do que a língua, “é sempre um sarilho conseguir ter toda a documentação certinha e em dia”, confessa.

“Mudámos e melhorámos também o uso das madeiras, com mais tonéis e menos barricas”, informa. No caso das talhas, “já fizemos alguns vinhos, sim, mas cada vez mais entendo que fazer um vinho de talha não é só fazer mais um vinho, é uma forma de vida e isto cada um deve estar onde deve, e não creio que seja por aí o nosso caminho”.

Por aqui, seguem-se igualmente as indicações do Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo, com preservação ambiental, bem como melhoria e diversidade de flora e vida nos solos, bem como compras preferencialmente locais. Acresce a distribuição de 10% dos resultados em acções sociais. “Temos também muita oliveira, fazemos muito azeite e fazemos prestação de serviços para quem não tem lagar.” É um negócio difícil (perecível) e há um preço de bolsa, que manda no preço do azeite, mas em extensão é rentável. Já para os olivais antigos, Alexandre não tem dúvidas: “só se se vender muito caro é que vale a pena.”

Seguindo o (mau?) hábito dos consumidores, parece que os brancos só são valorizados se forem da colheita anterior. “Já me começam a perguntar pelos 2025”, afirma. O pior mercado externo nesse aspecto é a Alemanha, porque “se enviar uma palete de branco de 2024, devolvem”, ao contrário da Bélgica, que aprecia vinhos com alguns anos.

Fizemos uma prova alargada, ainda que não total, do portefólio da empresa. Ao gosto do produtor, provámos dois vinhos mais antigos, um Herdade de São Miguel Reserva 2011 e um 2014. Este último revelou-se mais interessante e vibrante em detrimento do 2011, um pouco mais caído, ainda que tenha sido um ano muito badalado. Entretanto, e em jeito de alinhamento do legado da Casa Relvas, Alexandre V espera que, o ainda pequeno, Alexandre VI continue a saga familiar.

 

Tudo começou em 1997

Casa Relvas
Adega da Herdade de São Miguel

O bisavô de Alexandre partiu para Angola com 14 anos e foram três as gerações que lá estiveram, na zona de Malange. Tinham negócios ligados à agricultura e à pecuária. O pai Alexandre estava a estudar Gestão, em Portugal, aquando do 25 de Abril. Da parte da mãe, a família era da Beira Interior, já com marca de vinhos: Cruz de Almeida. O bisavô era da Vermiosa. Após o retorno de Angola, a família adquiriu a Herdade de São Miguel em 1997, localizada na zona do Redondo. Esta quinta confinava com as propriedades da família Roquevale.

A primeira tarefa foi replantar na propriedade 100 hectares de floresta, com sobreiros, e 10 hectares de vinha, com as castas então autorizadas – Trincadeira, Aragonez e Castelão. Pouco tempo depois, plantaram Alicante Bouschet. Tudo começou com a venda de uvas ao Esporão. A adega só foi construída em 2003. Outras compras se sucederam: a Herdade da Pimenta, no concelho de Évora, com 60 hectares de vinha, outra na Vidigueira, com 70 hectares, já em produção no sopé da Serra do Mendro, e ainda outra em Alcácer do Sal, onde se produz pinhão. Alexandre V confessa que o pinhão não é grande negócio, uma vez que “60% do rendimento vai para a apanha. É como a cortiça, com jornas de €120. É verdade que é um trabalho de cirurgião que, se for mal feito, estraga muito o sobreiro”, confessa.

Actualmente, gerem 350 hectares de vinha própria e compram uvas proveniente de mais 400 hectares, com assistência técnica a alguns deles. É que uns têm um hectare e outros 70. Varia muito. Alexandre V reconhece que, não sendo tudo vinha própria, consegue-se gerir uma área tão extensa. Ao todo, estamos a falar de oito milhões de garrafas.

(Artigo publicado na edição de Abril de 2026)

Rota da Biodiversidade, a nova aposta da Casa Relvas

Casa Relvas

A Casa Relvas soma e segue no que ao compromisso com a preservação da Natureza diz respeito, trabalho que tem vindo a desenvolver desde 1997. Desta vez, o foco está na Rota da Biodiversidade, percurso esse desenhado para a Herdade de São Miguel, propriedade da empresa localizada no Redondo, Alentejo. O resultado traduz-se numa caminhada […]

A Casa Relvas soma e segue no que ao compromisso com a preservação da Natureza diz respeito, trabalho que tem vindo a desenvolver desde 1997. Desta vez, o foco está na Rota da Biodiversidade, percurso esse desenhado para a Herdade de São Miguel, propriedade da empresa localizada no Redondo, Alentejo. O resultado traduz-se numa caminhada interpretativa entre montado, vinhas e oliveiras, “uma experiência sensorial marcada pela tranquilidade do Alentejo, pela energia da paisagem, e pela essência de um lugar onde cada passo conta uma história. E, no fim da visita, a experiência continua à mesa, com prova de vinhos e azeites da Casa Relvas, e um almoço típico alentejano, preparado com produtos e sabores da região, num ambiente descontraído, que reflete muito a nossa forma de estar, porque aqui recebemos como em casa”, esclarece Alexandre Relvas, Co-CEO da Casa Relvas, em comunicado.

Aberta ao público e disponível durante todo o ano, a Rota da Biodiversidade (95€/pessoa; 20€ dos 7 aos 17 anos) inclui ainda a oferta de um chapéu e de uma T-shirt da Casa Relvas.

Casa Relvas pioneira com selo PSA no azeite

Casa Relvas

A Casa Relvas, no Alentejo, é pioneira na certificação da sustentabilidade do azeite através da obtenção da certificação do Programa de Sustentabilidade do Azeite (PSA), pela OLIVUM – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal, entidade fundada em 2013. Este reconhecimento assinala a preocupação da empresa no que diz respeito à valorização ambiental, social e […]

A Casa Relvas, no Alentejo, é pioneira na certificação da sustentabilidade do azeite através da obtenção da certificação do Programa de Sustentabilidade do Azeite (PSA), pela OLIVUM – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal, entidade fundada em 2013. Este reconhecimento assinala a preocupação da empresa no que diz respeito à valorização ambiental, social e económica do sector olivícola nacional, acção que contribui para firmar o posicionamento do país como exemplo internacional de boas práticas nesta vertente agrícola.

“Esta certificação representa um passo natural num percurso que a Casa Relvas tem vindo a construir há vários anos e o seu compromisso com a sustentabilidade. Mais do que um reconhecimento externo, o selo PSA valida uma forma de estar no sector, assente na responsabilidade, na melhoria contínua e no respeito pelos recursos naturais, pelas pessoas e pelo território”, declara António Relvas, Co-CEO da Casa Relvas. Este marco surge na sequência de um projecto iniciado em 2022, ano em que este produtor foi a primeira das dez maiores empresas produtoras de vinho do Alentejo a receber a Certificação de Produção Sustentável, desta feita da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana.

O PSA é um sistema de certificação independente desenvolvido no sentido de dar resposta à crescente exigência dos mercados internacionais em matéria de sustentabilidade, rastreabilidade e responsabilidade social e ambiental. Todo este trabalho assenta num referencial constituído por 98 critérios distribuídos por 26 capítulos, com o intuito de avaliar as questões inerentes à sustentabilidade no âmbito da produção de azeite.

Casa Relvas e Xutos & Pontapés 88 lançam Edição Especial

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A Casa Relvas celebra mais uma vez o legado dos Xutos & Pontapés, com a edição especial “Casa Relvas Xutos & Pontapés 88”, desta vez numa homenagem ao icónico álbum “88”. Lançado em 1988, este álbum reúne alguns dos maiores sucessos da banda, como “À Minha Maneira” ou “Para Ti Maria”, tornando-se um marco na […]

A Casa Relvas celebra mais uma vez o legado dos Xutos & Pontapés, com a edição especial “Casa Relvas Xutos & Pontapés 88”, desta vez numa homenagem ao icónico álbum “88”. Lançado em 1988, este álbum reúne alguns dos maiores sucessos da banda, como “À Minha Maneira” ou “Para Ti Maria”, tornando-se um marco na história do rock português.

“Esta parceria da Casa Relvas com os Xutos conta já com 15 anos, e tem sido um orgulho e um prazer enorme para nós, anos após ano, lançar uma versão ‘engarrafada’ da música da banda mais emblemática do rock português. Juntar o nosso vinho a músicos tão carismáticos, como é o caso dos Xutos, é celebrar e valorizar o que é nosso, a nossa cultura e tradição. E deixo-vos a sugestão de juntarem os amigos, abrirem uma garrafa deste vinho, e porem o “88” a tocar, e vão ver que o sabor é diferente, à maneira dos Xutos. Esta colheita de 2022 é tanto uma homenagem da Casa Relvas e dos Xutos & Pontapés ao mítico álbum lançado em 1988, mas também um tributo à legião de fãs da banda.” – afirma Alexandre Relvas.

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Esta edição limitada de 8.888 garrafas Magnum (1,5l), da colheita de 2022, está disponível com embalagem especial, por 44€.

Casa Relvas & Friends – O melhor do Alentejo, em boa companhia

Casa Relvas: Um Pom Pom rosé e outras novidades

Casa Relvas

Já relatámos, noutros textos, que o percurso da Casa Relvas pode ser descrito como uma história de família. A anteriormente conhecida por Casa Agrícola Alexandre Relvas, nome que realçava a ligação ao empresário que a fundou em 1997, conta hoje com o papel essencial de ambos os filhos. De tal modo que Alexandre Relvas, o […]

Já relatámos, noutros textos, que o percurso da Casa Relvas pode ser descrito como uma história de família. A anteriormente conhecida por Casa Agrícola Alexandre Relvas, nome que realçava a ligação ao empresário que a fundou em 1997, conta hoje com o papel essencial de ambos os filhos. De tal modo que Alexandre Relvas, o fundador (um dos filhos tem o mesmo nome, lá iremos), diz que já não acompanha tudo o que se passa neste negócio agrícola. Mas não acreditamos… Até porque o sucesso raramente vem do acaso e o êxito da Casa Relvas é inegável. Os números comprovam. Pouco mais de 20 anos depois, a produção total é hoje de oito milhões de garrafas por ano.
A gama é extensa, bem pensada, com muitas referências a serem dedicadas ao mercado externo, sendo que a exportação para mais de 30 países representa cerca de 70% das vendas globais, com mais de 15 mil pontos de venda pelo mundo. Para tal, a empresa detém e controla hoje algumas centenas de hectares de vinha no Alentejo em várias localizações, mas como sempre sucede com os projectos sólidos, o começo foi mais cauteloso. Assim, o primeiro passo foi a aquisição da Herdade de São Miguel no Redondo, em 1995, que conta hoje com 35 hectares em produção, tendo a primeira plantação ocorrido só em 2001. Situada em São Miguel de Machede, é nesta propriedade que se mantém a adega fundadora, construída em 2023, aquela que mais recebe eventos de enoturismo. Esta é uma aposta do produtor, com oferta de programas sazonais e eventos personalizados, para além do evento anual “Um dia em São Miguel”, que ocorre na Primavera.

A exportação para mais de 30 países representa cerca de 70% das vendas globais da empresa

Projecto ambicioso

Mais tarde, o investimento passou pela aquisição da Herdade da Pimenta em Évora (geograficamente a meio caminho do Redondo a Évora), que conta com quase 70 hectares, parte em modo de produção biológico. É aqui onde fica a atual morada da empresa. Mais recente foi a aquisição da Herdade dos Pisões, sita na Vidigueira, ainda com maior dimensão do que as anteriores. Esta aquisição foi a que mais contribuiu para que a Casa Relvas seja, sem dúvida, um dos players alentejanos em destaque no que a vinhos diz respeito.
Alexandre Relvas Jr., filho do empresário, que estudou enologia e viticultura em Bordéus, conta-nos que se juntou ao projeto em 2006, ou seja, cinco anos depois da plantação das primeiras vinhas e da contratação do enólogo Nuno Franco, se mantém na empresa. Nuno, que antes da Casa Relvas teve passagens por outros produtores, com destaque para o também alentejano Monte da Penha (F. Fino), é atualmente o diretor de enologia e viticultura e parte de uma equipa com mais de 70 pessoas. Tendo em consideração a dimensão da operação actual, e a necessidade de criar valor em todas as gamas, Nuno Franco conta agora com a companhia do conceituado enólogo António Braga, consultadoria que espelha bem a ambição do projecto. Com efeito, com um passado longo na Sogrape – universo com a dimensão conhecida e vários vinhos topos de gama afamados – António Braga é um trunfo para qualquer produtor que quer ver analisados todos os seus processos, no sentido de crescer em qualidade e posicionamento, sobretudo nas gamas premium e ultra-premium.
A primeira colheita no mercado foi em 2004, a original do Herdade de São Miguel Colheita Selecionada Tinto, então com apenas 26 mil garrafas. A consistência e inegável relação qualidade/preço dos vinhos fez com que esse número se multiplicasse nos anos seguintes. Em 2008, o número de garrafas comercializadas chega já ao meio milhão e, dois anos depois, atinge mesmo um milhão de vendas. Não espanta que, em 2011, tinha sido necessário construir uma nova adega, agora na Herdade da Pimenta. Em 2016, foi a vez do filho António Relvas se juntar à equipa, para desenvolver um projeto de olival, que se concretizou no ano seguinte com a plantação das primeiras plantas na Herdade dos Pisões, na Vidigueira. Atualmente, os azeites são uma aposta evidente.

Paixão pelo Alentejo

Com paixão pelo Alentejo, a Casa Relvas tem desempenhado um papel importante quer na seleção de castas de origem portuguesa e no desenvolvimento tecnológico (trabalhando em conjunto com o Instituto Superior de Agronomia e a Universidade de Évora com o intuito de conhecer e compreender a complexa vida da videira), quer quanto à sustentabilidade dos vinhos, tendo sido o primeiro produtor a receber a certificação do Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo (PSVA). A verdade é que a empresa tem um pouco de tudo, de castas aos tipos de vinificação. Mas em momento algum quis ficar de fora da tradição, tendo sido dos primeiros produtores de grande dimensão a recuperar a técnica de produção de vinho de talha com mínima intervenção humana.
Já atrás dissemos que a gama é alargada, com marcas que identificam o lugar onde são criadas (caso dos vinhos Herdade de São Miguel e Herdade da Pimenta), se referem a sub-regiões (caso dos lotes Redondo e Vidigueira) e privilegiam a variedade, caso dos vários monocastas disponíveis (do Tinta Miúda ao Syrah, passando pelo Rabo de Ovelha e Sauvignon Blanc). Uma novidade saborosa é o sofisticado Pom Pom, o topo de gama rosé do produtor. O sucesso com o rosé Herdade de São Miguel Colheita Seleccionada, que atualmente vende várias dezenas de milhares de garrafas, implicou, há muito, que parte de uma vinha só fosse dedicada a rosés. Ora da seleção de uma parte dessa vinha, e de uma vinificação ainda mais cuidada, surge agora um novo vinho, mais exclusivo e mais gastronómico, tudo numa bonita garrafa. É caso para dizer que a Casa Relvas só tem razão para festejar!

(Artigo publicado na edição de Maio de 2024)

Casa Relvas convida a passar “Um Dia em São Miguel”

Relvas Dia São Miguel

Como já é habitual, a Casa Relvas abrirá ao público as portas da Herdade de São Miguel, no Redondo, no dia 28 de Maio de 2022, para o programa especial “Um Dia em São Miguel”. Este evento destina-se a “curiosos e amantes de vinho, mas também aos apaixonados pelo campo e pelo Alentejo, que podem […]

Como já é habitual, a Casa Relvas abrirá ao público as portas da Herdade de São Miguel, no Redondo, no dia 28 de Maio de 2022, para o programa especial “Um Dia em São Miguel”.

Este evento destina-se a “curiosos e amantes de vinho, mas também aos apaixonados pelo campo e pelo Alentejo, que podem vir com a família e amigos passar um dia diferente, em boa companhia, com muita animação e boa disposição, celebrando o ar livre, e o retomar destes momentos de convívio”, diz a empresa. Alexandre Relvas refere: “Este dia é muito especial para a nossa família, e para a Família Casa Relvas. É um dia em que abrirmos as portas da nossa casa e partilhamos um pouco da nossa história e da cultura Alentejana. O vinho é o fio condutor deste dia que pretende criar memórias, para Pais e Filhos, ser um pretexto para um passeio ao Alentejo e para brindar à Família e à Amizade!”.

A partir das 14h00 e até ao pôr do sol, muitos serão os motivos para um agradável passeio até à Herdade de São Miguel. Provas de vinho, gastronomia, artesanato, música (com destaque para a a banda de jazz de improviso Seven Dixie), produtos regionais, jogos tradicionais e demonstrações de arte e ofícios da região mostram um pouco do muito que o Alentejo tem para oferecer. O acesso ao recinto é feito mediante a apresentação de uma pulseira que pode ser adquirida online, antecipadamente, na loja online da Casa Relvas, ou comprada directamente no local, no próprio dia. Tem um custo de €15 por adulto, incluindo €5 para consumo, e é gratuita para menores de 18 anos acompanhados por adultos.

Relvas Dia São Miguel
©Casa Relvas

Para os apreciadores dos sabores do Alentejo haverá muitas opções no evento “Um Dia em São Miguel”. Dois bares estarão disponíveis para servir os vinhos da Herdade de São Miguel, bem como águas e limonada artesanal. Para petiscar, o churrasco, os queijos e enchidos do Fumeiro da Vila, o presunto e canha da Absoluto, os doces regionais, e os gelados Santini.

No que respeita às provas de vinho guiadas, é aconselhada a inscrição prévia e gratuita, mas de lotação limitada a 60 pessoas por sessão, através do e-mail loja@casarelvas.pt. Este ano serão quatro os momentos de prova: Nuno Franco, director de produção da Casa Relvas, irá apresentar “Monocastas da Casa Relvas”, seguido de Alexandre Relvas, que trará para cima da mesa “19 Anos de Herdade de São Miguel”. A prova que se seguirá, “Sustentabilidade no Alentejo”, fica a cargo de João Barroso, coordenador do Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo, que falará sobre a relevância do tema, trazendo a prova diferentes vinhos que alguns produtores têm vindo a desenvolver no âmbito do programa. Por último, o enólogo convidado António Braga apresentará “Grandes Brancos de Portugal”.

Aos vinhos e petiscos junta-se, durante toda a tarde, muita animação. Para os mais novos, os jogos tradicionais, a tosquia das ovelhas, e a roda de oleiro do Xico Tarefa, são o grande ponto de atracção, mas toda a herdade, com tanto espaço para brincar, ver os burros, explorar e correr, é a promessa de um dia muito divertido. A mobília alentejana, com as Cadeiras do Alentejo de José Manuel Vicente, e a Ruas Floridas, com a sua demonstração do trabalho com flores de papel, fazem também parte desta mostra de saberes do Alentejo, tradições que atravessam o tempo e trazem cor a este dia no campo. 

Casa Relvas & Friends é a nova plataforma do produtor alentejano

Casa Relvas & Friends

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[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A Casa Relvas — produtor do Redondo, no Alentejo — tem por hábito ligar a sua forma de estar e o seu negócio às relações de amizade que vai construindo pelo caminho do vinho. É nesta base que assenta a nova plataforma online da empresa, Casa Relvas & Friends.

Além dos vinhos e azeites do produtor (a solo ou em diversos packs), na Casa Relvas & Friends encontram-se edições especiais produzidas em parceria com amigos da Casa Relvas, e lá os clientes podem adquirir, de forma rápida e fácil, as experiências de enoturismo disponíveis.

“Do Alentejo para sua casa” é o mote da plataforma, que irá divulgar e contar a história das edições especiais da Casa Relvas, como os vinhos Friends Collection, uma gama de vinhos Herdade de São Miguel produzidos em anos-chave com a colaboração de amigos e parceiros da Casa Relvas, como é o caso de Paal Myrhe — que desde o início desenha os rótulos dos vinhos produzidos pelo produtor — Romain Bocchio, o viticultor francês que Alexandre Relvas (CEO) conheceu em Bordéus, e que se tornou um amigo da casa — e da banda portuguesa, Xutos & Pontapés — que nos últimos produziu com a Casa Relvas as suas edições comemorativas. 

Alexandre Relvas explica o que motivou à criação da Casa Relvas & Friends: “Sempre abrimos as portas da nossa casa aos nossos clientes, e através desta loja online queremos estar mais perto, e mostrar alguns vinhos especiais que produzimos para e com os nossos amigos. Nestes vinhos, os blends são selecionados por amigos que nos têm acompanhado ao longo dos anos, e que já fazem parte desta família, e que no fundo influenciam o nosso percurso e o trabalho da equipa, no sentido de levarmos o melhor do Alentejo para o Mundo”.

A plataforma online permite ainda a marcação de programas sazonais, além dos regulares, como é o caso do Programa de Vindimas, que irá decorrer de 20 de Agosto a 20 de Setembro. Durante este período, os visitantes poderão ver e viver de perto o ambiente do quotidiano da vinha.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”Full Width Line” line_thickness=”1″ divider_color=”default”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]

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Casa Relvas lança azeite, o primeiro do seu portefólio

Casa Relvas lança azeite

Da gama ART.TERRA, a Casa Relvas lança agora o seu primeiro azeite, um virgem extra de duas variedades, Cobrançosa e Arbosana, já disponível em lojas e mercearias gourmet de todo o país, por €9. A origem do azeite ART.TERRA é um olival plantado em 2016, onde a Casa Relvas recuperou algumas variedades autóctones “em busca […]

Da gama ART.TERRA, a Casa Relvas lança agora o seu primeiro azeite, um virgem extra de duas variedades, Cobrançosa e Arbosana, já disponível em lojas e mercearias gourmet de todo o país, por €9.

A origem do azeite ART.TERRA é um olival plantado em 2016, onde a Casa Relvas recuperou algumas variedades autóctones “em busca do equilíbrio entre tradição e modernidade”. Hoje, o produtor alentejano tem 300 hectares de olival nas suas herdades em Redondo e na Vidigueira.

“O novo azeite da Casa Relvas vem integrar a família ART.TERRA, em que cada produto nasce da busca contínua pela expressão máxima de um terroir, recuperando métodos ancestrais de cultivo e de produção. Sob a marca ART.TERRA temos agora, além dos vinhos Amphora, Curtimenta e Biológico, este azeite virgem extra que achamos que casa, na perfeição, a essência da tradição agrícola do Alentejo com uma autenticidade contemporânea.”, afirma Alexandre Relvas, CEO da Casa Relvas. 

Quanto a impressões de prova, o produtor refere que o azeite ART.TERRA Virgem Extra mostra “aromas de fruta madura, e algumas notas mais frescas de azeitona verde, folha de tomate e banana, com um paladar fresco e final de boca de frutos secos”.