Wine Crafters: Vamos fazer vinho?

Wine crafters

Com este programa de enoturismo, João Portugal Ramos convida os visitantes a conhecerem todo o processo de produção vínica, desde a prova das diferentes castas de vinho, passando pela composição do blend, até ao engarrafamento, para que no final todo o enófilo possa levar para casa uma garrafa do vinho que criou, com rótulo personalizado. […]

Com este programa de enoturismo, João Portugal Ramos convida os visitantes a conhecerem todo o processo de produção vínica, desde a prova das diferentes castas de vinho, passando pela composição do blend, até ao engarrafamento, para que no final todo o enófilo possa levar para casa uma garrafa do vinho que criou, com rótulo personalizado.

A experiência, que começa com um passeio pelas vinhas e com uma visita à adega e às caves antes da criação do blend, é harmonizada com uma degustação de produtos da região, nomeadamente, o queijo de ovelha, o pão e o Azeite Virgem Extra Oliveira Ramos Premium. O programa tem o custo de 50€ p/ pessoa e exige um número mínimo de duas pessoas por marcação.

Esta é a sugestão ideal para viver uma experiência vínica única e aprender mais sobre a arte da enologia, entre amigos e família. O programa está disponível de segunda-feira a sábado, sujeito a marcação prévia, através do site: https://www.jportugalramos.com/

Para além deste programa “Wine Crafters”, para descobrir o mundo de João Portugal Ramos, os visitantes podem também optar por uma prova de vinhos, um almoço ou até procurar uma garrafa escondida – um escape room adaptado à Adega Vila Santa, que promete dar um toque de aventura às tradicionais atividades enoturísticas.

João Portugal Ramos lança packs de Natal para todos os momentos

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A oferta foi pensada para todos os tipos de momento da época natalícia. Os packs João Portugal Ramos, recentemente lançados, destinam-se não só a apreciadores de vinho, mas também de aguardente, que gostam de fazer boas harmonizações […]

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]A oferta foi pensada para todos os tipos de momento da época natalícia. Os packs João Portugal Ramos, recentemente lançados, destinam-se não só a apreciadores de vinho, mas também de aguardente, que gostam de fazer boas harmonizações à mesa. A sugestão do produtor é completa, e os conjuntos podem ser encontrados na grande distribuição de todo o país:[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column centered_text=”true” column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_gallery type=”flexslider_style” images=”48323,48320,48325,48321,48324,48322″ onclick=”link_image”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Pack Marquês de Borba Colheita (11,98€, 2 unidades) – Típicos pratos de bacalhau;
Pack Duorum Colheita (24,99€, 2 unidades) – Polvo à Lagareiro ou arroz de polvo;
Packs Tons de Duorum (14,99€, 3 unidades) – Peru assado no forno;
Pack Vila Santa Reserva (12,49€) – Cabrito assado no forno;
Pack Pouca Roupa (8,98€, 3 unidades) – Para outras receitas mais imaginativas;
Pack CR&F Aguardente Reserva (16,99€) – Para um final de refeição, harmonizado com frutos secos torrados ou chocolate salgado.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

José Maria Soares Franco decide reformar-se

João Portugal Ramos (à esquerda na foto) acaba de emitir um comunicado em nome da Gestvinus — empresa que administra — anunciando a decisão de se reformar do enólogo José Maria Soares Franco (à direita na foto): “Após 14 anos de colaboração com a Gestvinus – Investimentos Vitivinícolas e Comerciais, SGPS, SA (Grupo João Portugal […]

João Portugal Ramos (à esquerda na foto) acaba de emitir um comunicado em nome da Gestvinus — empresa que administra — anunciando a decisão de se reformar do enólogo José Maria Soares Franco (à direita na foto):

“Após 14 anos de colaboração com a Gestvinus – Investimentos Vitivinícolas e Comerciais, SGPS, SA (Grupo João Portugal Ramos), nomeadamente no projecto Duorum, o Enólogo José Maria Soares Franco decidiu reformar-se para gozar o merecido “descanso do Guerreiro”. O projecto Duorum continuará a contar com o precioso contributo do Enólogo, agora sob forma de uma consultoria”.

Quando, em Dezembro de 2006, o Grupo João Portugal Ramos decide expandir-se para a região do Douro, José Maria Soares franco junta-se a este com “empenho, paixão, vontade de ir sempre mais longe […], aliados ao seu enorme conhecimento e experiência na região”, pode ler-se no comunicado, que revela ainda que João Perry Vidal será agora enólogo residente no projecto Duorum, na companhia de Alexandra Guedes e sob a orientação de João Portugal Ramos.

vinho da casa #25 – Marquês de Borba Reserva tinto 2015

Os “single vineyard” de João Portugal Ramos

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João Portugal Ramos é produtor multifacetado, com projectos espalhados por várias regiões. Mas é em Estremoz, no Alto Alentejo, que estão as suas origens vitivinícolas e a sua principal adega, de onde nos últimos anos têm saído grandes novidades, como estes dois tintos.

TEXTO Nuno de Oliveira Garcia

FOTOS J. Portugal Ramos

Vinha de São Lázaro.

João Ramos tem vindo a concentrar a sua atenção no Alentejo, com investimentos na adega e na vinha, bem como em ‘rebranding’ e nova imagem. Por outro lado, os seus vinhos da região dos Vinhos Verdes conservam um nível alto (Alvarinho, Loureiro, Alvarinho Reserva e espumante Alvarinho) e os clássicos da Quinta de Foz de Arouce (branco, tinto e Vinhas Velhas de Santa Maria) estão consolidados num nicho de mercado. No Douro, a parceria com José Maria Soares Franco – Duorum Vinhos – é cada vez mais um referencial na região.

Ao mesmo tempo que se ocupa da ‘passagem geracional’ – o produtor tem dois dos seus filhos a trabalhar com ele –, João Ramos não pretende parar no que respeita a lançamentos de novos vinhos. Na verdade, foi o seu filho João Maria, que entrou na empresa em 2014 e cada vez mais se encarrega da área de enologia (e que também já tinha desenvolvido a gama Pouca Roupa), a identificar dois vinhos de parcelas e a convencer o pai em engarrafá-los separadamente. Nasceram assim, de solo alentejano, dois vinhos novos de duas vinhas – o Vinha de São Lázaro e o Vinha do Jeremias, esta última mesmo ao lado da casa da quinta em Estremoz. O primeiro provém de uvas de Touriga Nacional a partir de solos de origem calcária, e o segundo maioritariamente de Syrah de solos xistosos, ambos fermentados em lagares de mármore, com pisa a pé e estágio em barrica.

Destaque para o Vinha do Jeremias que é uma bonita homenagem a um funcionário da empresa com esse nome, falecido em 2017, e que sempre se dedicou à viticultura, tendo trabalhado ao lado de João Ramos durante décadas, e que sempre gostou muito da vinha de onde este tinto nasceu. O vinho agora lançado é de 2015 mas João Ramos já anunciou que não haverá edição de 2016. No entanto, tudo indica que será reeditado na colheita de 2017.

Vinha do Jeremias.

O conceito de ambos os tintos remete para a concepção de ‘single vineyard’ ou, como acontece no nosso país vizinho, para os ‘viños de pago’ (se bem

que estes não se confundem necessariamente com vinhos de uma vinha só). A ideia é apresentar ao público (mais) um vinho de grande qualidade, com uma identidade muito própria e, neste caso, monocasta. A própria imagem dos vinhos (rótulos, entenda-se) inspira-se num ambiente ibérico, o que se deve também à proximidade de Estremoz com a fronteira, com algo de, simultaneamente, barroco e másculo. Os vinhos podem ser adquiridos numa bonita caixa cinzenta com duas garrafas e preço irá situar-se na mesma fasquia que a gama bivarietal Quinta da Viçosa – ou seja, cerca de 25€. Será privilegiado o canal horeca (hotéis e restauração), uma vez que as quantidades não são generosas (entre 3.000 a 4.000 garrafas). A qualidade de ambos os tintos é inquestionável, e o perfil é intenso e capitoso, um pouco à margem das tendências mais modernas que privilegiam néctares menos concentrados mas que, sem dúvida, serão do agrado generalizado do público. O ano de 2015 foi tendencialmente quente e ajudou no desenho de vinhos com muito fruto e taninos completa¬mente maduros. São assim ambos os vinhos agora lançados, com o Syrah (e um pouco de Viognier, incluindo as películas da uva, como é habitual em Côtes du Rhône) a revelar-se intenso e capitoso, e o Touriga Nacional ligeiramente mais elegante. Tudo somado, temos mais duas excelentes criações de João Portugal Ramos – e família –, com a vantagem de terem um preço que, não sendo barato, é perfeitamente ajustado.

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Edição Nº25, Maio 2019

João Portugal Ramos, 25 anos a “caçar” vinhos

Entre caçador e enólogo, João Ramos divide as suas paixões. Os vinhos tomaram-lhe a profissão e esse vício já o conseguiu passar aos dois filhos, que agora também trabalham na empresa. Tempo de festa, tempo de novos projectos. Em Estremoz e não só. TEXTO João Paulo Martins FOTOS Ricardo Palma Veiga O nome de João […]

Entre caçador e enólogo, João Ramos divide as suas paixões. Os vinhos tomaram-lhe a profissão e esse vício já o conseguiu passar aos dois filhos, que agora também trabalham na empresa. Tempo de festa, tempo de novos projectos. Em Estremoz e não só.

TEXTO João Paulo Martins
FOTOS Ricardo Palma Veiga

O nome de João Ramos foi omnipresente na revolução que os vinhos portugueses conheceram a partir dos anos 80 e, sobretudo, 90 do século passado. O foco inicial foi no Alentejo, como enólogo de cooperativas e de alguns produtores, como a Quinta do Carmo e Tapada do Chaves, mas logo depois ligou-se a Setúbal, Tejo e Lisboa. Eram muitas as consultorias mas o seu projecto pessoal começou a crescer, centrado em Estremoz, e a vida foi-se modificando. Manteve um “pé” fora da região, com as vinhas dos seus sogros em Foz de Arouce, o desenvolvimento de uma estrutura própria no Tejo (Falua), nos Vinhos Verdes e mais recentemente no Douro, aí em parceria com José Maria Soares Franco.
Os filhos estão agora a trabalhar com o pai e João não se cansa de afirmar que a organização interna da empresa levou uma enorme volta com a entrada da filha Filipa: novos métodos e procedimentos e nada ficou como dantes. As empresas familiares correm sempre o risco de não conseguirem passar o testemunho à geração seguinte, mas aqui não consta que tal venha a ser um problema.
O momento da visita foi aproveitado para mostrar toda a nova roupagem dos vinhos Marquês de Borba, a linha de engarrafamento que agora concentra toda a operação a nível nacional e uma cave onde antes chegaram a estar cerca de 1000 barricas e que agora terá seis lagares de mármore para pisa a pé. João Maria, filho, foi claro: “Acreditamos muito nos lagares e vamos continuar a apostar, sobretudo para algumas castas que podem beneficiar muito com esse tipo de vinificação, como o Alicante Bouschet.” Foi também apresentada uma nova gama de Marquês de Borba Vinhas Velhas, situado em termos de preço entre o normal e o Reserva. E Filipa salientou que “a antiga imagem foi muito importante para o Marquês de Borba, mas estava na hora de mudar e para isso fizemos um estudo junto de 1000 consumidores para chegar a esta nova imagem”. O tinto será provado mais tarde.
Entretanto, aquela que foi a primeira vinha de João Portugal Ramos, plantada em Estremoz em torno da casa onde ainda vive, foi agora arrancada e replantada. As novas formas de plantio e as doenças do lenho, como a esca, a isso obrigaram. Esta vai ser mais uma vinha nova, a somar às centenas de hectares que já tem sob sua responsabilidade. Um projecto de família, uma família cheia de ideias novas. E o próximo ano promete, uma vez que João Ramos se mostra muito entusiasmado com a qualidade do 2017: “É a minha segunda melhor vindima de sempre, a seguir ao 2011!” Expectativas em alta, portanto.

Edição Nº15, Julho 2018