Porto Tawny: Arte e conhecimento

Os vinhos que hoje aqui abordo são dos que mais tradição têm na região do Douro e na sua extensão, Vila Nova de Gaia. Eram estes Porto Tawny que sempre se reservavam para servir a visitas ilustres, para momentos de celebração. Hoje existem em todas as gamas, perfis e segmentos de preço, desde os mais […]
Os vinhos que hoje aqui abordo são dos que mais tradição têm na região do Douro e na sua extensão, Vila Nova de Gaia. Eram estes Porto Tawny que sempre se reservavam para servir a visitas ilustres, para momentos de celebração. Hoje existem em todas as gamas, perfis e segmentos de preço, desde os mais simples e acessíveis até aos néctares mais selectos, raros e caros. E todos passam por um minucioso processo de selecção, lotação e envelhecimento, até entrarem na garrafa.
Texto: João Paulo Martins
Fotos: DR
Sempre que se fala em Tawny e Ruby – as duas grandes famílias do vinho do Porto – vem à minha memória a frase que ouvi a Rolf, pai de Dirk Niepoort, e que conheci ainda aos comandos da empresa. Dizia ele que o Porto Vintage era o Rei e o Tawny (cuja tradução é aloirado) era o presidente da República. Não lhe sendo conhecidas inclinações monárquicas, esta frase de Rolf expressava as enormes diferenças que existem entre as duas famílias: o Vintage é uma dádiva da Natureza, uma vez que não está nas mãos do Homem comandar o clima, as chuvas, as maturações, o calor. Por isso, quando tudo corre bem temos um vintage, um presente que se aceita (ou não) mas que nos chega “caído do céu”. O tawny, ao contrário, é uma construção humana, é uma escolha, não é nada que se receba já feito, tem de ser criado. Com muitos vinhos em stock, é o enólogo (antigamente o provador) que selecciona, que decide o tempo de estágio, que elabora o lote com este ou aquele perfil.
No tawny juntam-se três artes complementares: a arte do lote, a arte da tanoaria e a arte do envelhecimento. Se recuarmos na história do Vinho do Porto encontramos um mapa muito bem definido da circulação do vinho que começava no Douro e acabava em Gaia. Os vinhos eram produzidos no Douro mas envelhecidos e estagiados em Vila Nova de Gaia onde, pela proximidade do mar, as condições de temperatura e humidade eram mais favoráveis à sua correcta evolução. Era aqui (em Gaia) que estavam os “exportadores”, era aqui que trabalhavam os “narizes” do Vinho do Porto. Lá longe, no Douro profundo, estavam os lavradores, os que faziam o vinho nos lagares e que depois vinham a Gaia no início do ano a seguir à vindima mostrar os seus vinhos e procurar comprador.

Este quadro (quase) nada tem a ver com a actualidade. Hoje há empresas de Gaia com armazéns no Douro onde envelhecem vinhos em perfeitas condições e as relações de produtor/comprador conhecem novas fórmulas. Mas, como escrevi há uns anos, em reportagem sobre os “provadores” enquanto profissão com tendência a desaparecer, havia em Gaia técnicos competentíssimos na arte da prova que nunca tinham ido ao Douro ou feito uma vindima. Eram dois mundos separados.
Hoje vamos falar dos tawnies. Eles existem desde a gama de entrada mais acessível em termos de preço – são os tawny sem outra designação – prolongam-se pelo tawny Reserva, os vinhos com indicação de idade – 10, 20, 30, 40 e 50 anos (esta uma categoria recém-criada), os Colheita e uma outra para os vinhos muito, muito velhos. O consumidor pode dizer que são muitas categorias e que é difícil orientar-se mas, sejamos justos, tem havido uma simplificação das indicações incluídas nos rótulos. Pense-se, só como exemplo, que durante décadas os vinhos com indicação de idade não a ostentavam no rótulo e só quem soubesse percebia exactamente o que estava a beber. Exemplo: um Duque de Bragança era um tawny da Ferreira, ponto. Depois é que ficámos a saber que era um 20 anos!
O ESTILO DA CASA
Com centenas ou mesmo, frequentemente, milhares de barricas à disposição, com toneis cheios, balseiros por todo o lado, cubas de inox e cimento, a tarefa do enólogo não se revela nada fácil. É preciso conhecer o stock, mantê-lo com saúde, fazer periodicamente correcções de aguardente e ter um quadro muito minucioso onde se registam as idades dos vinhos que estão disponíveis. É com este manancial de vinhos que se constrói então o lote final que se pretende. É preciso treino, muito treino de prova, é preciso dar tempo aos vinhos para que amadureçam é preciso depois ter noção de qual é o “estilo da casa”. Não é fácil definir exactamente o que é o perfil de cada marca, mas fique-se apenas com a ideia de que, com o mesmo stock, e para um vinho de determinada idade, o provador pode optar por um estilo mais leve ou mais pesado, mais vermelho ou mais “avelhado”, mais centrado na fruta viva ou nos frutos secos, com mais acidez ou mais açúcar.
Sempre houve um estilo próprio de cada uma das grandes casas do sector do Vinho do Porto e, não deixa de ser curioso que nas fusões onde alguns grupos – Sogevinus, Sogrape, Symington, Taylor’s –congregam várias antigas empresas, há a preocupação de manter o “estilo” que cada casa tinha, que era do agrado dos importadores e que tinha consumidores fiéis. É assim que um 10 anos Kopke é diferente de um Cálem (ambos Sogevinus) ou um 30 anos Offley não é semelhante ao Sandeman (ambos Sogrape).
Para esta prova escolhemos vinhos de quase todas as categorias Tawny, de Reserva até ao 40 anos e Colheita. Neste último grupo, centrei-me em vinhos Colheita já deste século. Sabe-se que várias empresas ainda têm, por exemplo, o Colheita 1937 em casco mas entendo ser mais razoável optar por vinhos mais acessíveis e facilmente disponíveis nas lojas especializadas.
Para a elaboração de tawnies das diferentes categorias, as empresas adquirem frequentemente vinhos no mercado: nas adegas cooperativas para os vinhos de entrada de gama e em produtores particulares que têm stocks de vinhos velhos para os vinhos com mais idade.
A ARTE DO LOTE
Os tawnies correntes não são tão fáceis de fazer como se poderia imaginar. Em primeiro lugar, a cor tawny, sempre um pouco mais aloirada, é difícil de conseguir quando as castas maioritariamente plantadas na região originam vinhos de cor intensa. Vinhos demasiado vermelhos não passarão na Câmara de Provadores. Por isso, como nos lembrou Ana Rosas (Ramos Pinto) é preciso escolher logo na vindima vinhos mais ligeiros, menos macerados, que depois, em casco, oxidam mais rapidamente. São também vinhos que levam muitas correcções para poderem ter o perfil desejado. Naturalmente que na categoria Reserva é mais fácil afinar a cor, pois estamos a falar de vinhos com uma média de 7 anos o que já ajuda também a que as cores se revelem com maior evolução. Vinhos mais ligeiros são mais fáceis de conseguir no Baixo Corgo do que no Douro Superior (que gera vinhos muito carregados de cor), por exemplo, e obriga a conhecer muito bem a região para saber onde ir buscar os vinhos para cada categoria.
Nas grandes casas, estas gamas de tawnies são feitas ao longo do ano conforme os pedidos do mercado. Há um modelo-base que serve para ser replicado sempre que for preciso. Os vinhos para se enquadrarem na categoria obrigam a muitas passagens a limpo e arejamento para se acelerar a oxidação. Para afinar a cor, Carlos Alves (Sogevinus) diz-nos que só com pouca extracção na vindima e com uvas brancas e tintas misturadas é que se conseguem vinhos mais abertos de cor que envelhecem mais rapidamente.
Os tawnies 10 anos são elaborados todos os anos e, frequentemente várias vezes por ano. Dessa forma, consegue-se que estejam sempre no mercado vinhos com mais frescura, o que não aconteceria se as quantidades colocadas fossem enormes e que demorariam depois muito tempo a serem renovadas. Aqui falamos sempre de um lote de vinhos que irá, em média, dos 8 aos 12 anos. As quantidades produzidas variam muito de casa para casa, em função da maior ou menor presença e visibilidade no mercado. A Ramos Pinto produz 60 000 garrafas/ano nesta categoria. No Vallado são cerca de 20 000 litros, comercializados em garrafa de ½ litro, onde entram vinhos entre os 7 e os 13 anos. Fazem um único lote por ano. Os vinhos são parcialmente guardados em madeira mas também em inox para assim se conseguir, no lote final, um bom balanço entre estrutura e frescura. Estes vinhos têm teores variados de doçura mas não se afastam muito dos 100/120 gramas açúcar por litro. Na categoria 10 anos há também muito abastecimento fora de portas, sobretudo em cooperativas.
OS TAWNY VELHOS
Já nos tawnies mais velhos as casas são muito ciosas dos seus stocks. Também adquirem fora, mas, por exemplo, o 20 anos da Ramos Pinto não pode aumentar de volume porque como é um vinho da Quinta do Bom Retiro, a propriedade não dá para mais. Na Sogevinus é também muito clara a distinção dos stocks que se destinam às várias marcas. A Kopke, por exemplo, inclui sempre vinhos mais estruturados que depois se combinam com lotes mais elegantes para fazer o vinho no modelo final, o tal que se quer fiel à marca e ao estilo da casa.
No caso dos vinhos mais velhos, quer o Vallado quer a Ramos Pinto vão muitas vezes ao mercado comprar a lavradores vinhos muito velhos. Mas, como nos diz Francisco Ferreira, do Vallado, “é cada vez mais difícil encontrar vinhos de muita qualidade, guardados e mantidos em boas condições”. Por vezes as quantidades adquiridas são mínimas o que leva a que, na Sogevinus, sejam usados micro barris de 20 ou 30 litros para guardar estas essências. De seguida estes vinhos adquiridos na lavoura têm de ser “educados” e trabalhados para poderem entrar em lotes finais. Quanto mais velhos os tawnies, mais trabalho de “alquimia” se pede/exige ao enólogo. Há vinhos que podem entrar com 1% no lote final e fazem toda a diferença. Ana Rosas conta-nos: para fazer um lote de tawny 30 anos começa-se a trabalhar nele 3 anos antes; parte-se de uma base do vinho anteriormente no mercado, põe-se num balseiro com outros vinhos de 24 a 27 anos de idade e alguns bem mais velhos. No segundo ano passa para cascos (cerca de 10 cascos) e começa-se então a adicionar pequenas quantidades de vinhos muito velhos. No terceiro ano leva então os toques finais a conta-gotas. Numa barrica de 660 litros pode levar, por exemplo, 2,4 litros de um vinho com mais de 100 anos. “Nem se imagina a diferença que fazem essas pequenas quantidades no lote final”, diz-nos.
Os tawny 30 e 40 anos são engarrafados em quantidades muito pequenas. Mesmo empresas grandes, como a Sandeman, só engarrafam uma pipa por ano do seu 40 anos. São vinhos naturalmente caros mas que, pela enorme classe que apresentam e pelos anos de stockagem que exisgem, têm um preço muito ajustado. No caso dos brancos velhos, a palavra tawny não é aplicável por uma mera razão jurídico/burocrática: não está previsto na lei que se apelidem tawnies os brancos velhos, apenas os tintos têm direito ao designativo. Logo que se mude a lei, tudo poderá ser diferente…
Na prova que fizemos foi surpreendente a qualidade em todas as categorias (mais surpreendente nas mais baixas, naturalmente) e os consumidores ficam com um leque de escolhas muito interessante. Não ficam com obra de Deus, têm de se contentar com obra dos Homens. E que obra!
O CARÁCTER DOS COLHEITA
O Porto Colheita, diferentemente do Tawny, é um vinho elaborado a partir de uma só vindima e que passa, no mínimo, 7 anos em casco. Tem por isso um carácter muito próprio, que reflecte integralmente as características do ano em que nasceu. Recentemente, a legislação alterou-se e favoreceu muitos produtores que tinham vinhos em casa mas que não podiam declarar Colheita. Expliquemo-nos: até 2020, os lotes destinados a Colheita, e que só podiam ser comercializados após 7 anos de casco, tinham uma conta corrente própria para Colheita, onde a empresa ia dando baixa à medida que ia engarrafando. Por norma e tradição, cada empresa coloca uma certa quantidade no mercado com engarrafamentos anuais. É por esta razão que é sempre conveniente tomar em atenção a data indicada na garrafa. Se dizemos que há ainda 1937 no casco, podemos imaginar que existirão no mercado 30 ou 40 engarrafamentos diferentes do 37, feitos em anos diferentes e portanto, com diferentes idades de casco e diferentes características. Não restam dúvidas: o que foi engarrafado mais recentemente é incomparavelmente melhor do que o outro que, sendo da mesma Colheita, foi colocado na garrafa há 20 anos.

A modificação que entretanto se operou na lei, permite que, desde que os produtores/empresas tenham vinhos de um determinado ano em conta corrente, possam engarrafar um Colheita. Deixa assim de haver uma conta específica para esta categoria o que, acredita Carlos Alves, vai fazer com que comece a surgir mais Porto Colheita no mercado.
A mais recente proposta de modificação (ainda não aprovada no Instituto do Vinho do Douro e do Porto à data da escrita deste trabalho) assenta na criação de duas novas categorias de Tawny: “50 anos” e “Very, Very Old” para tawnies com mais de 80 anos. Muito provavelmente, isso significará que os tawny 40 anos deixarão de exibir no rótulo “Over 40 years” ou “+ de 40 anos” como até aqui.
Independentemente, da categoria onde se insere, o Porto Tawny é um vinho que espelha, talvez como nenhum outro, o trabalho dos profissionais do sector, no Douro ou em Gaia, e o seu profundo conhecimento e talento. Uma arte, portanto.
Guardar e servir
Todos estes vinhos, independentemente da idade, correspondem a lotes com maior ou menor oxidação. Por essa razão estes vinhos não precisam de ser conservados deitados em nossas casas. O conselho básico é, assim, a conservação das garrafas ao alto. Nunca se deve esperar uma evidente evolução destes vinhos na garrafa. A evolução pode acontecer (nomeadamente o aparecimento daquele misterioso e difícil de definir “cheiro a garrafa”) mas o mais habitual é os vinhos perderem frescura e ficarem cansados com muitos anos de garrafa.
Todos estes vinhos são filtrados antes do engarrafamento, o que facilita o manuseamento da garrafa e não obriga a decantação prévia. No entanto há aqui dois casos a considerar: o gosto pessoal de ver um bom tawny num bonito decanter é razão mais que suficiente para se decantar o vinho; depois, caso a garrafa de tawny tenha já muitos anos (aquelas das heranças ou compradas em leilão) acabará sempre por gerar depósito no fundo da garrafa e por isso é conveniente, com muito cuidado, decantar previamente o vinho.
A indicação da data do engarrafamento que vem na garrafa é uma ajuda; deverá sempre comprar os engarrafamentos mais recentes. Mas atenção: ela só é obrigatória nos Colheita; nos outros tawnies pode, ou não, vir indicada.
A temperatura de serviço aconselhada é “ligeiramente refrescado” uma vez que a doçura e o álcool do vinho tende a torná-lo um pouco mais pesado. O melhor será colocar a garrafa no frio uma hora antes de servir. Se for para ir bebendo ao longo do serão, então um balde de água com algumas pedras de gelo será o suficiente para manter o Porto no seu ponto certo.
(Artigo publicado na edição de Janeiro 2022)
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Taylor’s abre candidaturas para bolsas de estudo destinadas a minorias étnico-raciais

Estão agora abertas as candidaturas para as bolsas de estudo Taylor’s Port Golden Vines 2022, destinadas a candidatos de minorias étnico-raciais, de todo o Mundo, que desejem inscrever-se nos cursos Master of Wine ou Master Sommelier. As bolsas Taylor’s Port Golden Vines têm um valor unitário de 55 mil libras e, segundo a Taylor’s, cobrem […]
Estão agora abertas as candidaturas para as bolsas de estudo Taylor’s Port Golden Vines 2022, destinadas a candidatos de minorias étnico-raciais, de todo o Mundo, que desejem inscrever-se nos cursos Master of Wine ou Master Sommelier.
As bolsas Taylor’s Port Golden Vines têm um valor unitário de 55 mil libras e, segundo a Taylor’s, cobrem integralmente os custos do curso e os respectivos exames, assim como as perdas de rendimentos devido aos estágios programados. Os interessados podem inscrever-se online AQUI, até ao dia 8 de Abril de 2022.
Em comunicado, a empresa de vinho do Porto esclarece que o programa “inclui um conjunto diversificado de experiências com alguns dos melhores produtores mundiais de vinhos e destilados, tais como: Bodega Catena Zapata, Castiglion del Bosco, Château Cheval Blanc, Château d’Yquem, Château Smith-Haut-Lafitte, Lapostolle Clos Apalta, Colgin Cellars, Dom Pérignon, Domaine Arnoux-Lachaux, Domaine Baron Thénard, Domaine des Lambrays, Domaine Laroche, Klein Constantia, Lawrence Wine Estates (Heitz Cellars, Stony Hill Vineyard, Ink Grade Estate and Burgess Cellars), Liber Pater, Marchesi Antinori, Opus One, Ruinart, Symington Family Estates, Taylor’s Port, The Macallan Distillery, Vilafonté, Vina Vik, Weingut Egon Müller. Também a Amorim Cork, Annabel’s Private Members Club, the Kedge Wine School, Octavian Wine Vaults, the OIV, UC Davis Department of Enology & Viticulture, e WOW Wine School (Porto) vão proporcionar cursos académicos ou estágios aos candidatos vencedores”.
Adrian Bridge, director-geral da Taylor’s, declara: “O programa de angariação de fundos do Golden Vines, lançado em 2021 para honrar o legado de Gérard Basset, é um programa notável com alcance global. Mostra como a indústria do vinho pode ter um papel de liderança importante em muitas áreas, mas particularmente no que toca à diversidade e inclusão. A Taylor’s tem muito orgulho em patrocinar as bolsas Golden Vines e estamos muito satisfeitos por ver a união da indústria do vinho em torno desta nobre causa”.
O painel do júri, para as bolsas de 2022, inclui Angela Scott, a vencedora da bolsa 2021 Taylor’s Port Golden Vines; Nina Basset FIH; Rajat Parr (Sandhi Wines); Clement Robert MS (The Birley Clubs / Annabel’s); e a líder do júri Jancis Robinson OBE MW. Estes membros vão também assegurar a mentoria contínua aos alunos do The Golden Vines Diversity durante a sua jornada académica.
Os vencedores do Taylor’s Port Golden Vines receberão os seus prémios na cerimónia The 2022 Golden Vines Awards, que será realizada em Florença (Itália) de 14 a 17 de Outubro de 2022, que elege os melhores produtores de vinhos finos do Mundo.
Editorial: Porto sentido

LUÍS LOPES Como português e apaixonado pelo vinho do Porto, não posso deixar de ficar triste com a forma como o vinho pátrio de maior notoriedade mundial foi recentemente notícia na comunicação social, dentro e fora de fronteiras. Mas a verdade é que nos pusemos a jeito. Editorial da edição nº58 (Fevereiro 2022) “E é […]
LUÍS LOPES
Como português e apaixonado pelo vinho do Porto, não posso deixar de ficar triste com a forma como o vinho pátrio de maior notoriedade mundial foi recentemente notícia na comunicação social, dentro e fora de fronteiras. Mas a verdade é que nos pusemos a jeito.
Editorial da edição nº58 (Fevereiro 2022)
“E é sempre a primeira vez
Em cada regresso a casa
Rever-te nessa altivez
De milhafre ferido na asa”
A letra da famosa canção de Rui Veloso/Carlos Tê data de 1986 e é uma verdadeira declaração de amor à cidade do Porto, à cidade velha, histórica, orgulhosa, mas também, à época, algo abandonada e decadente, como “milhafre ferido na asa”. Ferido também ficou, na sua honra e estatuto, o nosso vinho do Porto, com as recentes notícias. Para quem passou ao lado da informação, aqui vai, resumida ao essencial. A Universidade de Groningen, na Holanda, realizou um estudo de datação, com base no isótopo carbono-14, aplicado a um conjunto de vinhos do Porto com indicação de idade, nomeadamente 10 e 20 anos. Os resultados do estudo indicaram que, dos 20 vinhos investigados, 14 tinham idade diferente da mencionada no rótulo, sendo 4 mais velhos e 10 mais jovens (um deles, muito mais jovem). O caso foi objecto de notícia na televisão holandesa e de reportagem no jornal Expresso de 14 de janeiro, repercutida depois nos canais televisivos nacionais. Na sequência, quer o Instituto do Vinho do Douro e Porto (IVDP), que tutela a região, quer a Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP), emitiram comunicados repudiando veementemente a forma como as notícias foram veiculadas e o estudo que lhes deu origem, e reafirmando a qualidade dos vinhos e do seu processo de certificação.
A meu ver, ambos os comunicados, importantes e necessários, sem dúvida, afastam-se do essencial. É que, apesar das notícias (e, sobretudo os títulos sensacionalistas) terem lançado um absurdo manto de suspeita sobre o vinho do Porto, não está causa, de modo algum, a excelência dos vinhos, a idoneidade das casas produtoras ou a capacidade do IVDP para assegurar a qualidade, genuinidade ou conformidade legal dos mesmos. No fundo, o que está em causa é a adequabilidade da legislação que rege o Porto Tawny com indicação de idade: 10, 20, 30 e 40 anos. E saber se esta lei serve os interesses do vinho do Porto e dos modernos consumidores.
Simplificando, o que a lei diz, é que para ostentar um rótulo de Tawny 10 anos, por exemplo, o vinho deve ter as características de cor, aroma e sabor adequadas à categoria. Como se sabe, os Tawny com indicação de idade são obtidos a partir da lotação (mistura) de vinhos de diferentes idades, uns mais jovens outros mais velhos, até se chegar ao perfil pretendido por cada casa. Assim sendo, em termos legais, não é a média de idades que é avaliada e certificada, mas sim se a prova do vinho corresponde ao que se espera de um vinho com essa idade na rotulagem. Ou seja, por outras palavras, 10 anos (ou 20 ou 30) não é uma idade, mas um estilo.
Agora, tentem explicar isto a um consumidor americano, brasileiro ou holandês. Sei do que falo, porque ao longo da minha vida profissional já o fiz muitíssimas vezes em acções de formação. Quando descrevo como se faz um Tawny com indicação de idade, há sempre alguém na plateia que pergunta: “então, 20 anos, é a idade média dos vinhos que compõem o lote?” E eu lá sou forçado a responder, algo como, “não é bem assim, mas quase, é mais ou menos isso”, e dou a volta à questão falando dos vários tipos e métodos de envelhecimento, vasilhas e temperaturas de estágio, etc. E fujo à pergunta porque, sinceramente, não tenho a lata de dizer que “20 anos não é idade, é um tipo de vinho, um estilo”. Arriscaria que alguém retorquisse: “Ah, então um Porto 20 anos é um vinho que não é, apenas parece ser”. E parecer, em vez de ser, é uma facada tremenda na reputação de um vinho com mais de 300 anos de história.
A validade do estudo de Groningen pode até revelar-se bastante discutível (custa-me muito acreditar, por exemplo, que um vinho apresentado como 10 anos passe na Câmara de Provadores do IVDP se tiver apenas 3 anos de idade média, como ali foi apontado…). E até posso admitir a possibilidade de a datação por carbono-14 não ser adequada às especificidades de um vinho de lote de várias colheitas, podendo apresentar resultados inconsistentes. Mas, de novo, essa não é a questão. A questão é apenas uma, clara, esmagadora, incontornável: um consumidor que compra uma garrafa de um vinho que no rótulo diz 10 anos, espera que esse vinho tenha, no mínimo, 10 anos. Se esse vinho não tem a idade referida na rotulagem, então o consumidor está a ser induzido em erro.
Esse mesmo consumidor, quando numa loja compra um Queijo DOP Ilha de S. Jorge com 12 meses de cura, espera que tenha 12 meses. Dir-me-ão, e com alguma razão, que o queijo resulta de uma ordenha feita num determinado dia/semana e não numa mistura de vinhos de diferentes anos. Falemos então de vinho. Na DO Setúbal, um Moscatel de Setúbal com indicação de idade (de 5 a +40 anos) também é feito a partir de lotes de várias colheitas. Mas só pode indicar essa idade na rotulagem se o vinho em causa, ou cada uma das parcelas do lote que o originou, tiver, no mínimo, a idade indicada. Ou seja, o vinho mais jovem que integrou o lote de um Setúbal 10 anos deverá ter, pelo menos, 10 anos. O mesmo se passa, por exemplo, num Scotch Whisky, feito a partir de múltiplas origens e destilações: num 12 anos, o destilado mais jovem do blend é obrigado a ter, no mínimo, 12 anos. Nestes vinhos e destilados, a legislação traduz a percepção do consumidor: um produto designado como 10, 12 ou 20 anos deverá ter a idade que ostenta no rótulo.
Este modelo da idade mínima da mais jovem componente do lote contraria as práticas e tradições de mais de 300 anos de vinho do Porto? Talvez, ainda que as diversas formas de condicionar o envelhecimento (dimensão e tipo de vasilhame, temperaturas, etc.) colocados à disposição dos produtores confiram suficiente margem de manobra para manter a consistência do lote em cada engarrafamento. Mas, se não for este o caminho, produtores e reguladores deverão, em conjunto, encontrar outro, que pode passar pela média de idades do lote ou outra qualquer que a experiência, talento e arte dos profissionais do sector definam como adequada. Não podemos é continuar a deixar que aquela que (para mim, pelo menos), é a mais complexa e singular categoria de vinho do Porto, o Tawny com indicação de idade, assente as suas bases num modelo legal que não faz sentido para o consumidor.
Além de que, convenhamos, as práticas e tradições, por muito seculares que sejam, não são imutáveis, são dinâmicas, adaptam-se aos tempos e às necessidades. Há 200 e tal anos o Porto não era um vinho doce fortificado com aguardente para parar a fermentação; os vinhos do tipo LBV começaram a fazer-se nos anos 60; durante anos e anos e até 1970, muito Vintage foi exportado em pipas para Inglaterra, onde era engarrafado mais tarde do que os dois a três anos hoje regulamentares; há 20 anos, não havia Porto Colheita branco nem Porto rosé. E, já agora, a lei que estabelece e rege a própria categoria dos Tawny com indicação de idade (10, 20, 30 e +40 anos), só entrou em vigor a 1 de janeiro de 1974. Portanto, se é preciso mudar a lei, mude-se.
Em resumo, nada há de errado com a qualidade e genuinidade dos vinhos ou o rigor do processo de certificação. Errado está o enquadramento legal dos Tawny com indicação de idade, confundindo e baralhando quem quer conhecer melhor este já de si complexo mundo do vinho do Porto. E muito pior do que confundir, originando no consumidor infundadas suspeitas de que está a ser enganado.
Do formador mais qualificado ao funcionário da empresa que, em Gaia, dá os vinhos a provar aos turistas, há décadas que os profissionais sabem que apresentar um 10 ou 20 anos como um estilo e não uma idade, um parecer em vez de ser, é absolutamente incompreensível para o consumidor. Esta foi, pois, uma tempestade há muito anunciada e previsível. Agora, é limitar os danos e mudar o que tem de ser mudado, para que o vinho do Porto continue a ser grande entre os grandes, um vinho sublime não apenas na excelência que está na garrafa mas também na confiança que transmite a quem a compra.
Messias lança Porto Colheita 2011 e oferece 15% de desconto em loja

Para assinalar, junto dos seus clientes, o Dia Internacional do Vinho do Porto (27 de Janeiro), a Messias lançou o seu vinho do Porto Colheita 2011 e também uma campanha, que abrange a loja física da Messias na Mealhada e a loja online, de 15% de desconto em qualquer vinho do Porto até Domingo, dia […]
Para assinalar, junto dos seus clientes, o Dia Internacional do Vinho do Porto (27 de Janeiro), a Messias lançou o seu vinho do Porto Colheita 2011 e também uma campanha, que abrange a loja física da Messias na Mealhada e a loja online, de 15% de desconto em qualquer vinho do Porto até Domingo, dia 30 de Janeiro de 2022.
Segundo o produtor, o Messias Porto Colheita 2011 “é um vinho de cor atijolada escura, dotado de aroma complexo onde encontramos frutos secos, toques de bergamota e um odor doce de baunilha. Na boca apresenta-se com uma textura rica onde confirmamos todos os odores, terminando longo e elegante”.
Adicionalmente, a Messias relembra que os leitores da Grandes Escolhas podem visitar a Quinta do Cachão, em Ferradosa do Douro, onde se encontram as vinhas que dão origem a Colheita, e onde podem provar os vinhos directamente dos cascos onde envelhecem.
Comunicado IVDP: Porto Tawny 10 Anos e 20 Anos alvo de investigação

“O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I.P. (IVDP), em reação à publicação de notícias sobre o Porto Tawny 10 anos e 20 anos, que foram alvo de investigação pela Universidade de Groningen, vem comunicar o seguinte: Um estudo realizado pela Universidade de Groningen faz crer que certos exemplares de Porto Tawny 10 […]
“O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I.P. (IVDP), em reação à publicação de notícias sobre o Porto Tawny 10 anos e 20 anos, que foram alvo de investigação pela Universidade de Groningen, vem comunicar o seguinte:
- Um estudo realizado pela Universidade de Groningen faz crer que certos exemplares de Porto Tawny 10 anos e 20 anos que estavam disponíveis no mercado holandês poderiam defraudar o consumidor quanto à idade esperada dos referidos vinhos.
- O IVDP esclarece que o Porto Tawny 10 anos e 20 anos tem um enquadramento legal e regulamentar perfeitamente definido. Assim, para estes vinhos com indicação de idade, o consumidor não deve esperar apenas uma idade de maturação, mas também um conjunto de características organoléticas próprias da idade indicada e do processo de envelhecimento.
- O IVDP reitera que no processo de certificação da denominação de origem protegida (DOP) que realiza são cumpridas escrupulosamente todas as especificações constantes da legislação europeia e específica da DOP Porto.
- O IVDP está atento ao evoluir da ciência e procura transpor para o processo de certificação da DOP Porto que executa o que de mais atual estiver disponível no meio científico.
- O IVDP estabeleceu contacto imediato com a Universidade de Groningen a fim de conhecer detalhes do método utilizado. Da resposta, sem pôr em causa a potencial valia do método e sem questionar o prestígio da referida universidade, ressalva que se trata de um trabalho ainda não publicado em revista científica, não escrutinado por pares, cujo método ainda não foi aprovado internacionalmente pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV).
- Dos contactos estabelecidos com a Universidade de Groningen foi aberta a possibilidade de estabelecimento de uma colaboração ativa no campo da análise isotópica, o que poderá vir a complementar o quadro de determinações que o IVDP adota.
- Decorre uma ação de controlo aos vinhos das marcas referidas na notícia em causa, atualmente disponíveis no mercado, das quais se dará conta em próximo comunicado.
- O IVDP lamenta que o estudo publicado refira concretamente a denominação de origem Porto, situação que poderá obrigar o IVDP a atuar judicialmente em conformidade na defesa do prestígio daquele direito de propriedade industrial protegido na União Europeia e internacionalmente.
- O IVDP publicará muito brevemente instruções ao setor produtivo versando a interpretação adequada da regulamentação, sempre no intuito de assegurar que o consumidor de Porto recebe informação rigorosa, clara e verdadeira.”
Sobre este assunto, ler também o editorial de Luís Lopes AQUI.
Dominic Symington reforma-se após 31 anos dedicados ao vinho do Porto e do Douro

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A Symington Family Estates acaba de emitir um comunicado a dar conta da reforma de Dominic Symington, membro da quarta geração da família à frente do grupo. Dominic é uma figura notável no sector do vinho, tendo liderado e participado em vários momentos e projectos importantes da Symington, bem como na promoção do vinho do Porto e do Douro pelo Mundo:
“Dominic Symington entrou na empresa da família em 1990 como diretor de vendas. Ao longo das últimas três décadas contribuiu para a condução da estratégia comercial da empresa e para o aumento significativo das vendas à volta do mundo. Nenhum outro membro da família viajou tanto ou conduziu tantos eventos e provas ao longo da carreira como Dominic. A sua incrível energia e determinação não só reforçaram a posição da família em mercados tradicionais de vinho do Porto como Portugal, Reino Unido e Estados Unidos, como também contribuiu para estabelecer uma forte presença em novos mercados, tais como a Escandinávia, Alemanha, Rússia e Brasil, entre outros. Com o seu charme natural e grande sentido de humor, fez amizades para toda a vida durante este percurso dentro do setor do vinho.
A par das vendas, Dominic foi responsável por áreas chave do negócio. Geriu o portfolio dos Portos Vintage da família, incluindo os relançamentos de Portos envelhecidos e garrafas raras desde as suas garrafeiras para o mercado. Foi também responsável pela administração de uma das mais icónicas e magnificas propriedades da família no Douro — a Quinta do Vesúvio, onde se produzem Portos Vintage e vinhos DOC Douro. Quando a família adquiriu a sua primeira propriedade fora do vale do Douro — a Quinta da Fonte Souto no Alentejo — foi Dominic que liderou a renovação da velha adega e que colocou no mercado os vinhos de estreia de 2017. Foi também Presidente da Portfolio Vinhos, a distribuidora de vinhos da família em Portugal.
Nascido no Porto em 1956, Dominic fez o ensino primário em Portugal e o secundário no Reino Unido. Iniciou a sua carreira no setor do vinho na Saccone & Speed, a divisão de vinhos e espirituosos da Cervejeira Courage, que na altura importava uma das marcas da família, o Porto Warre’s. Enquanto o seu primeiro trabalho passou por acompanhar as entregas de vinhos aos ‘pubs’ e aos clubes londrinos, foi-lhe dada a oportunidade de provar alguns vinhos excecionais e assim começar a trilhar o seu caminho no setor. Após entrar num distribuidor independente, especializado no setor Horeca de Londres, construiu uma carteira de clientes, fruto do seu contacto direto com hotéis, restaurantes e bares. Em 1985, é admitido na distribuidora da família no Reino Unido— a Fells —, na qual desenvolveu a divisão de vinhos premium. Após um convite do pai, Michael Symington, e dos tios, Dominic regressou ao Porto em 1990 para se juntar a empresa da família.
Dominic está casado com a sua mulher, Laura, há 35 anos. Têm um filho, Anthony, que trabalha na Fells desde 2018 na gestão dos vinhos do Porto e vinhos tranquilos da família no Reino Unido. As suas duas filhas vivem no Porto: a Harriet é professora num colégio internacional e a Isabel é designer de interiores.
‘Tem sido um prazer e uma honra trabalhar na nossa empresa familiar, ao lado do meu pai, tios, irmão e primos. O Douro é uma das mais extraordinárias regiões de vinhos do mundo e tem sido muito gratificante introduzir a pessoas de todo o mundo os vinhos que a minha família e eu ali produzimos há cinco gerações. Embora tenha havido altos e baixos nestes últimos 30 anos, o vinho do Porto tem entrado numa nova era com o aparecimento de uma nova geração de consumidores. Sinto-me particularmente orgulhoso por ver o meu filho Anthony a entrar no negócio ao lado de seis primos. Competirá a eles e a elas assegurar que continuaremos a produzir vinhos de exceção desta magnífica região e a preparar a próxima geração. Continuarei a desempenhar o meu papel, ao mesmo tempo que desfruto da minha reforma, repartindo o meu tempo entre o Porto e o Douro.’ — Dominic Symington”
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Quinta da Boeira lança Tasting Pack com 7 amostras de Porto

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[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]É um pack que recria uma sala de provas e ensina a degustar vinho do Porto. A Quinta da Boeira lançou recentemente o Boeira Tasting Pack, um conjunto composto por um livro e sete miniaturas de 100 ml de vinho do Porto: Diamond White, Tawny Reserva, Ruby, e Tawny 10, 20, 30 e 40 anos.
A partir das instruções dadas no livro, o Boeira Tasting Pack dá a conhecer as diferentes categorias de vinho do Porto, bem como a sua história, e permite a criação, no conforto da casa de cada enófilo, uma sala de provas. O livro conta ainda a história da Quinta da Boeira e inclui folhas de prova e as devidas instruções.
Os primeiros 2 mil exemplares já chegaram às principais garrafeiras e à loja física e online da Quinta da Boeira, com um p.v.p. entre os 100 e os 120 euros.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][divider line_type=”Full Width Line” line_thickness=”1″ divider_color=”default”][/vc_column][/vc_row][vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/3″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]
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Quinta da Côrte lança Tawny 30 Anos super-exclusivo

São apenas 220 garrafas de um vinho do Porto Tawny, o Quinta da Côrte Tawny 30 Anos Pipa 28, destinado a verdadeiros apreciadores desta categoria. A Quinta da Côrte — localizada em Valença do Douro, concelho de Tabuaço, na sub-região do Cima Corgo — foi adquirida em 2012 por Phillipe Austruy, empresário francês que atribuiu […]
São apenas 220 garrafas de um vinho do Porto Tawny, o Quinta da Côrte Tawny 30 Anos Pipa 28, destinado a verdadeiros apreciadores desta categoria.
A Quinta da Côrte — localizada em Valença do Douro, concelho de Tabuaço, na sub-região do Cima Corgo — foi adquirida em 2012 por Phillipe Austruy, empresário francês que atribuiu a Marta Casanova os pelouros da enologia e da direcção-geral do projecto. A partir de 2013 e durante vários anos, Marta explorou a antiga adega de vinho do Porto da Quinta, tendo estudado e provado todos os vinhos que repousavam nas 50 pipas existentes. “Tratei cada pipa individualmente. Retirei o vinho para arejar, corrigi com aguardente (os que precisavam), classifiquei-os e lavei por dentro e por fora cada pipa. Depois, voltei a pôr o vinho de volta na sua pipa de origem”, explica a enóloga. Seis meses depois, voltou a provar todos os vinhos e, segundo a mesma, “a diferença foi notória”, e esses vinhos passaram a servir de base para os Tawny da Quinta da Côrte.
No entanto, no meio de todas as pipas, houve uma que surpreendeu Marta Casanova ainda mais, a nº 28: “Mantive o vinho na mesma pipa, só arejando de vez em quando, e deixei evoluir. Cada vez que provava dizia ‘não, este não vai entrar nos lotes de 10 e 20 Anos, este tem ser mais especial e único!’”, conta. Foi precisamente este vinho que deu origem ao Quinta da Côrte Porto Tawny 30 Anos Pipa 28, um Tawny que, de acordo com Marta, “foi aprovado como 30 Anos pelo IVDP, mas parece ter muito mais”.
Resultando de um lote com idade média superior a 80 anos — de várias castas, entre elas as tradicionais Tinta Barroca, Tinta Roriz, Rufete e Tinta Amarela — este vinho apresenta-se, pelas palavras da enóloga “de cor dourada com reflexos de acaju, com grande classe, e seduz imediatamente pela complexidade dos seus aromas: passas de corinto, alcaçuz, canela, citrinos cristalizados, café, castanha de caju, caramelo, nozes… Por isso, é ideal para harmonizar com charutos ou sobremesas frescas, e doces à base de laranja, ou apenas para desfrutar de um copo e poder apreciar a sua qualidade em pleno”.
O Quinta da Côrte Porto Tawny 30 Anos Pipa 28 tem um p.v.p. de €525.

