Estive Lá: O lado selvagem do CCB

Estive lá sauvage

O restaurante Sauvage, espaço intimista e acolhedor, é já bem conhecido entre os lisboetas. Ao alargar os horizontes, o projecto expandiu-se para o rooftop do CCB, onde se juntou a vista privilegiada sobre o rio Tejo à experiência gastronómica. O novo restaurante abriu no último trimestre do ano passado, com um espaço amplo, airoso e […]

O restaurante Sauvage, espaço intimista e acolhedor, é já bem conhecido entre os lisboetas. Ao alargar os horizontes, o projecto expandiu-se para o rooftop do CCB, onde se juntou a vista privilegiada sobre o rio Tejo à experiência gastronómica.
O novo restaurante abriu no último trimestre do ano passado, com um espaço amplo, airoso e bem decorado, num estilo sóbrio. Rapidamente ganhou popularidade entre os moradores da zona de Restelo, sendo procurado para almoços em família nos fins de semana e pelo público mais jovem na faixa etária dos 30-40 anos. E há que acrescentar, como é óbvio, a clientela turística devido à sua localização. Por estas duas razões, a oferta gastronómica baseia-se mais nas tradições portuguesas, da responsabilidade do Chef Ricardo Gonçalves (que me lembro bem da Enoteca de Belém).
Experimentámos uns croquetes de pato deliciosos, crocantes por fora e macios por dentro, com compota de marmelo caramelizado e pickles de mostarda (5€); um exótico picadinho de bacalhau com tinta de choco, alface do mar e ovas curadas (12,5€) e um saboroso Brás de leitão com batata palha, tapenade e ovo cozido a baixa temperatura (13€). O prato principal foi bochecha de vaca estufada com cebola confitada e puré de batata aro-matizado com queijo da ilha (18€). Para sobremesa há várias opções. Dentro das provadas posso recomendar mousse de chocolate (70% de cacau) com caramelo salgado e avelãs (5€) como opção menos doce. Para os mais gulosos há uma versão de pudim Abade de Priscos (6€) servido com doce de limão, que corta um pouco a sua doçura. A sobremesa clássica da casa, que tem o nome curioso de Caminho de Salomão (7€), é a mais gulosa, feita de bolacha, natas, doce de ovo, caramelo e suspiro.

Gostei da carta de vinhos, elaborada de forma inteligente. Não é demasiado extensa para não dificultar a escolha, mas é bem composta. Oferece óptimas opções para cada tipo (brancos, tintos, rosés e espumantes) e região (Vinho Verde, Douro, Dão, Bairrada, Lisboa e Alentejo). Não há vinhos banais, e a maior parte dos produtores são clássicos, como a Niepoort, Luís Pato, Quinta das Bágeiras ou Reynolds e alguns projectos mais recentes, bem seleccionados. A escolha é fácil, para quem conhece o panorama vínico português e serve como óptima montra dos vinhos nacionais para os visitantes estrangeiros. Apreciei particularmente a presença do vinho de Carcavelos (Villa Oeiras Superior) como a opção de vinho generoso, que faz todo o sentido. Aliás, acho que todos os restaurantes com alguma ambição na zona de grande Lisboa o deviam ter.
Há também uma excelente oferta de cocktails, criados pela bartender Caroline Freitas. Bebi um Herbal Breeze (gin, flor de sabugueiro e licor de poejo) e gostei muito pelo seu sabor pleno e equilibrado. Para finalizar, menciono os pratos bonitos e estilosos das marcas portuguesas Vista Alegre e Costa Nova. Enfim, a experiência foi extremamente positiva e só me falta passar por lá à noite, numa sexta-feira ou sábado, para beber um copo num ambiente com música e DJs convidados.

Sauvage
Morada: Fundação Centro Cultural de Belém, piso 3, Praça do Império, 1449-003 Lisboa
Telefone: 913 366 585
E-mail: geral@sauvageccb.pt
Horário: Terça a Domingo das 12:00 às 01:00 (vésperas de feriado e feriados encerra também à 01:00); Sextas e sábados das 12:30 às 03:00

Grupo Terras & Terroir entra na Região de Trás-os-Montes

Grupo Terras & Terroir entra na Região de Trás-os-Montes

O grupo Terras & Terroir, detido pelos empresários Álvaro Lopes, Maria do Céu Gonçalves e Paulo Pereira, entrou recentemente na região vitivinícola de Trás-os-Montes com a aquisição da marca de vinhos Valle de Paços. A nova referência situa-se em Valpaços, concelho onde o grupo possui o Olive Nature Hotel & Spa, unidade turística inspirada noutro produto […]

O grupo Terras & Terroir, detido pelos empresários Álvaro Lopes, Maria do Céu Gonçalves e Paulo Pereira, entrou recentemente na região vitivinícola de Trás-os-Montes com a aquisição da marca de vinhos Valle de Paços. A nova referência situa-se em Valpaços, concelho onde o grupo possui o Olive Nature Hotel & Spa, unidade turística inspirada noutro produto característico de Trás-os-Montes, o azeite.

Foi com a aquisição da Quinta da Pacheca, no Douro, que o grupo iniciou o projecto de investimento no sector de vinhos e turismo em Portugal. Atualmente também detém, na região duriense, as unidades hoteleiras Vila Marim Country Houses, em Mesão Frio, e Folgosa Douro Hotel, em Armamar.

Depois de comprar a Quinta da Pacheca em 2012, pagando cerca de sete milhões de euros à família Serpa Pimentel, e a Quinta de São José do Barrilário em 2017, ambas na região do Douro, o grupo Terras & Terroir adquiriu a Caminhos Cruzados, no Dão, a Quinta do Ortigão, na Bairrada, e a Herdade da Rocha e a Ribafreixo Wines, no Alentejo, em 2022 e 2023, respetivamente e entra agora na região vitivinícola de Trás-os-Montes. Composta por vinhos tintos, brancos e rosés a marca Valle de Passos tem uma forte vertente de exportação para mercados europeus, Estados Unidos da América, Canadá e Brasil.

Dalva também é nome de aguardente

dalva aguardente

A C. da Silva é uma empresa de Vinho do Porto que hoje integra o grupo Granvinhos. A fundação remonta a 1933, quando Clemente da Silva regressou do Brasil e fundou a empresa, beneficiando dos stocks de uma outra, velha e entretanto extinta empresa de Porto, a Corrêa Ribeiro & Filhos, com carácter familiar e […]

A C. da Silva é uma empresa de Vinho do Porto que hoje integra o grupo Granvinhos. A fundação remonta a 1933, quando Clemente da Silva regressou do Brasil e fundou a empresa, beneficiando dos stocks de uma outra, velha e entretanto extinta empresa de Porto, a Corrêa Ribeiro & Filhos, com carácter familiar e ligada à sua mulher, cuja origem remontava a 1862. Foi possível, assim, criar os stocks para se arrancar com o negócio.
A marca Dalva, que resulta da contracção de “da Silva”, foi então criada e tornou-se o nome emblemático da casa. A empresa C. da Silva, inicialmente apenas ligada ao Vinho do Porto, expandiu os negócios para os cinco continentes, onde ainda hoje marca presença, com grande foco na distribuição. Tal como outras empresas do Douro, chegou também a ter marcas no Dão, ainda que não fosse lá produtora.
Desde a fundação da casa que o negócio de brandy se estendeu a zonas tão longínquas como Nova Zelândia e Austrália. Marcas como Dalva, C. da Silva, Saint Clair ou The Douro Fathers eram famosas, e o Dalva Brandy Extra Special circulava, via importador americano, entre as tropas daquele país durante a segunda guerra mundial.
Tradição também das empresas de Porto eram as aguardentes que envelheciam em cascos de Vinho do Porto. Tinham acesso fácil à aguardente e os cascos não faltavam. O negócio, no entanto, decresceu muito nas últimas décadas.
Hoje bebem-se menos espirituosos, mas estes renasceram recentemente sob a forma de produtos de grande prestígio, com preço condicente com a vetusta idade que muitos têm. Foi assim que várias casas voltaram a interessar-se pelo negócio, colocando, no mercado, espirituosos com 30 e mais anos – como é o caso deste – com uma enorme qualidade e preço equilibrado, sobretudo se comparado com os das suas congéneres de Cognac com a mesma idade.
Fazer uma boa aguardente velha é uma arte. É feita de paciência e tempo, enquanto se espera que o longo estágio em casco faça a sua parte, harmonizando tudo e conferindo complexidade, aquilo que mais se aprecia. Cascos de diferente capacidade, loteamento de aguardentes de idades diversas e lento desdobramento são tarefas que exigem bom nariz e acompanhamento permanente. Deste lote engarrafaram-se 1000 garrafas em 2021 e o stock existente permitirá novos lançamentos nas próximas décadas. Além do mercado interno, a C. da Silva tem, como principais destinos de espirituosos, a Coreia do Sul, França e Bélgica.

(Artigo publicado na edição de Fevereiro de 2024)

Barão de Vilar muda nome e imagem corporativa

Van Zeller Wine Collection é a nova identidade corporativa da empresa fundada, há quase 30 anos, por Fernando Luiz van Zeller. O objetivo é reforçar a sua notoriedade e a da sua coleção de marcas de Vinho do Porto e DOC Douro no mercado nacional. “A mudança só acontece quando é necessária e, no nosso […]

Van Zeller Wine Collection é a nova identidade corporativa da empresa fundada, há quase 30 anos, por Fernando Luiz van Zeller. O objetivo é reforçar a sua notoriedade e a da sua coleção de marcas de Vinho do Porto e DOC Douro no mercado nacional.

“A mudança só acontece quando é necessária e, no nosso caso, foi quase obrigatória”, explica Fernando van Zeller, o seu administrador, a propósito da alteração, acrescentando que a história da sua empresa, que tinha como principal protagonista os vinhos da marca homónima Barão de Vilar, “ganhou novos capítulos com a aquisição e criação de novas marcas, e precisava de um novo título”. Surge, assim, a Van Zeller Wine Collection, empresa que representa “uma coleção de valores, ideias, estilos e vinhos” que terão, a partir de agora, uma visibilidade própria.

Para além da marca Barão de Vilar, a empresa possui também as referências Palmer, Feuerheerd’s, ZOM, Kaputt, Maynard’s e Vilarissa, para as quais está agora a ser desenhada uma nova abordagem comercial para o mercado português.

Campanha de recolha de rolhas planta 5704 árvores na Arrábida

A segunda edição da campanha “Vinhos que vão bem com o ambiente”, organizada, de 5 de junho a 31 de outubro de 2023, pelos produtores da José Maria da Fonseca Distribuição (José Maria da Fonseca, Ravasqueira, Lima & Smith e Quinta da Lagoalva), vai plantar 5.704 árvores autóctones no Parque Natural da Arrábida. Durante os […]

A segunda edição da campanha “Vinhos que vão bem com o ambiente”, organizada, de 5 de junho a 31 de outubro de 2023, pelos produtores da José Maria da Fonseca Distribuição (José Maria da Fonseca, Ravasqueira, Lima & Smith e Quinta da Lagoalva), vai plantar 5.704 árvores autóctones no Parque Natural da Arrábida.

Durante os cinco meses em que decorreu, diversos supermercados disponibilizaram mini rolhões para os clientes levarem para casa, depositarem rolhas de cortiça usadas e devolverem cheios às lojas. A entrega era ilimitada, permitindo, aos participantes, contribuir várias vezes. Para cada conjunto de 10 rolhas de cortiça recolhidas, uma árvore seria plantada.

A iniciativa conseguiu arrecadar um total de 57.004 rolhas de cortiça. Como resultado, serão plantadas 5.704 árvores de diversas espécies, incluindo amieiros, azinheiras, bordos, carvalhos, freixos, lódãos, loureiros, medronheiros, pilriteiros e salgueiros.

“Na José Maria da Fonseca, estamos comprometidos, não apenas com a excelência dos nossos vinhos, mas também com a sustentabilidade e o respeito pelo ambiente”, explica António Maria Soares Franco, co-CEO da José Maria da Fonseca, a propósito da iniciativa, afirmando que acredita “firmemente, ser possível produzir vinhos de alta qualidade de forma responsável e ecológica”. Para este responsável, “a campanha ‘Vinhos que vão bem com o ambiente’ reflete esse compromisso”, destacando os esforços que a sua empresa para reduzir o seu impacto ambiental e promover práticas sustentáveis em toda a cadeia de produção. Pelo segundo ano consecutivo, “os resultados alcançados na recolha de rolhas de cortiça irão contribuir para a reflorestação de uma zona protegida que nos é tão querida e familiar”, diz ainda António Maria Soares Franco.

Lisbon Bar Show 2024 decorre nos dias 14 e 15 de Maio

O Lisbon Bar Show apresentou, em primeira mão, as novidades da 9ª evento, no Turim Boulevard Hotel, em Lisboa

O Lisbon Bar Show apresentou, em primeira mão, as novidades da 9ª edição do evento, no Turim Boulevard Hotel, em Lisboa. Foram conhecidos os principais nomes dos 35 oradores internacionais confirmados, as sessões paralelas à zona de Exposição e revelados os finalistas dos Prémios Lisbon Bar Show, atribuídos em 11 categorias. Segundo Alberto Pires, organizador […]

O Lisbon Bar Show apresentou, em primeira mão, as novidades da 9ª edição do evento, no Turim Boulevard Hotel, em Lisboa.

Foram conhecidos os principais nomes dos 35 oradores internacionais confirmados, as sessões paralelas à zona de Exposição e revelados os finalistas dos Prémios Lisbon Bar Show, atribuídos em 11 categorias. Segundo Alberto Pires, organizador do evento, a novidade deste ano é a presença do bar de bebidas não alcoólicas multimarcas, com diferentes barmen independentes.

Este ano, este evento de hospitalidade, restauração e hotelaria decorre nos dias 14 e 15 de Maio e conta com o Peru como país convidado. Por isso, vão estar presentes chefes de cozinha do país a partilhar produtos típicos da sua gastronomia e serão servidas bebidas peruanas. O Embaixador do Peru em Portugal, Carlos Gil de Montes, e Tom Dyer, um dos melhores flair bartenders do Mundo, marcaram presença na apresentação da 9ª edição da Feira de Cocktails, que decorre todos os anos na capital.

Tejo a Copo é no dia 23 de março

A edição de 2024 do Tejo a Copo vai realizar-se no dia 23 de março, no Convento de São Francisco, em Santarém. A mostra, que reúne 26 produtores com Vinhos do Tejo certificados com selos de garantia de qualidade DOC do Tejo e IG Tejo, é promovida pela Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) […]

A edição de 2024 do Tejo a Copo vai realizar-se no dia 23 de março, no Convento de São Francisco, em Santarém. A mostra, que reúne 26 produtores com Vinhos do Tejo certificados com selos de garantia de qualidade DOC do Tejo e IG Tejo, é promovida pela Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) desde 2019.
A edição deste ano estreia-se com horário alargado, embora a manhã seja de acesso exclusivo a profissionais do setor. As portas abrem-se ao público entre as 15h00 e as 20h30, num evento em que a entrada é livre, mas o acesso à degustação dos vinhos implica a compra do copo. A edição deste ano volta a ter uma loja de vinhos dedicada aos 26 produtores presentes no Tejo a Copo.
Como é habitual, do programa do Tejo a Copo 2024 fazem parte três provas de vinhos, comentadas por Rodolfo Tristão, sommelier, consultor e embaixador dos Vinhos do Tejo. A inscrição é gratuita e feita no local.
Nem só de vinho se faz o Tejo a Copo e nesta edição de 2024 os restaurantes convidados são o Pátio da Graça e o Tascá, ambos escalabitanos. Com presença dentro dos claustros, junto à mostra dos vinhos, a oferta gastronómica vai ser composta por seis petiscos, à venda no local. A animação musical continua garantida, com banda ao vivo e DJ.
“É com enorme agrado que nos deparamos com a crescente notoriedade da iniciativa Tejo a Copo, não só a nível regional, mas também nacional, sendo a afluência cada vez maior e mais variada. Trabalhamos, a cada ano, para que quem nos visita sinta que teve uma boa experiência vínica, gastronómica e cultural, com a capital do Ribatejo a contribuir a diversos níveis”, diz Luís de Castro, presidente da CVR Tejo, acrescentando que foi a pensar nisso que foi alargado o horário, “dedicando parte do dia a profissionais, cada vez mais atentos ao evento e aos Vinhos do Tejo.”

Inscrições abertas para o Concurso Escolha de Mercado 2024

inscrições abertas

O concurso ” Escolha do Mercado – Brancos de Portugal ” está de volta e as inscrições já abriram! De características inéditas, este é um concurso totalmente focado no mercado e para o mercado. Por isso, os jurados desta prova são seleccionados entre os compradores profissionais: restaurantes, sommeliers, lojas de vinho, wine bars, compradores de […]

O concurso ” Escolha do Mercado – Brancos de Portugal ” está de volta e as inscrições já abriram!
De características inéditas, este é um concurso totalmente focado no mercado e para o mercado. Por isso, os jurados desta prova são seleccionados entre os compradores profissionais: restaurantes, sommeliers, lojas de vinho, wine bars, compradores de grandes e médias superfícies e outros responsáveis de compras.
Se é produtor e está interessado em participar, inscreva o(s) seu(s) vinho(s), até dia 18 de Abril: https://grandesescolhas.com/concurso-a-escolha…/concurso/